A presidenta Dilma Rousseff criticou hoje (28) os que têm preconceito contra a presença dos médicos cubanos no Brasil. Em entrevista a rádios de Minas Gerais, ela ressaltou que há também médicos de outros países, além de Cuba. A presidenta reiterou que os estrangeiros estão no Brasil para desempenhar o trabalho que os médicos brasileiros não querem fazer.
“É um imenso preconceito sendo externado contra os cubanos. É importante dizer que os médicos estrangeiros, não só cubanos, vêm ao Brasil para trabalhar onde médicos brasileiros formados aqui não querem trabalhar”, disse ela.
Ontem (27), a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) solicitou à Procuradoria-Geral do Trabalho investigação da relação de trabalho dos profissionais que atuarão pelo Mais Médicos. A entidade alega que o fato de os médicos não revalidarem os diplomas vai causar restrição de locomoção, o que, segundo a entidade, é uma das características do trabalho escravo.
A Prefeitura de Ilhéus se cadastrou junto ao Ministério da Saúde para receber 60 profissionais por meio do programa “Mais Médicos”. A intenção do município é preencher vagas em 34 unidades de atenção básica, nas zonas urbana e rural.
Segundo a secretária municipal da Saúde, Ledívia Espinheira, os profissionais que vierem a ser contratados irão somar e não substituir as equipes que já estão atuando. “Agora vamos aguardar a análise do Ministério da Saúde para saber como nosso município será contemplado”, diz a secretária.
Sem tolices, por favor. Queriam o quê? Que precisando contratar médicos para fixar no interior do país o governo não o fizesse só por que os nossos têm outros planos? Ou então que contratasse estrangeiros, mas não cubanos por que eles vivem sob uma ditadura?
Com quantas ditaduras o Brasil mantém relações? Sabe em que governo o Brasil reatou relações diplomáticas com Cuba? No do conservador José Sarney. Pois não é?
Desembarcaram por aqui no último fim de semana os 400 médicos cubanos que aceitaram trabalhar durante três anos nos 701 municípios rejeitados por brasileiros e estrangeiros em geral inscritos no programa “Mais Médicos”.
São municípios que exibem os piores índices de desenvolvimento humano do país, 84% deles situados no Norte e no Nordeste. Os nossos médicos brancos e de olhos azuis não topam servir onde mais precisam deles.
Médicos brancos e de olhos azuis… (Olha o racismo aí, gente!) O que eles querem mesmo é conforto, um consultório para chamar de seu e bastante dinheiro. Igarapés? Mosquitos? Casas de pau a pique? Internet lenta? Medicina, em parte, como uma espécie de sacerdócio? Argh!
Tempo de leitura: < 1minutoApoio é oferecido pelo terceiro ano consecutivo
Pelo terceiro ano seguido, a empresa Bahiagás dará apoio ao Mutirão do Diabético, que realiza sua nona edição no dia 9 de novembro. O evento é uma iniciativa da Associação dos Diabéticos de Itabuna (Asdita) e do Hospital de Olhos Beira Rio, sendo considerada uma das maiores mobilizações do País pelo tratamento e prevenção do diabetes.
Segundo o diretor da Bahiagás, Davidson Magalhães, o apoio se encaixa na política de responsabilidade social da empresa. Ele afirma que a estatal investe parte dos lucros em projetos como o Mutirão do Diabético e programas de incentivo ao esporte, cultura e inclusão social”.
O médico Rafael Andrade, que coordena o mutirão, diz que o apoio permitirá ampliar “as ações de prevenção na Feira da Saúde, como a realização de exames de glicemia e pressão arterial e a distribuição de kits com material educativo”.
O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira, 21, que até o final do ano 4 mil médicos cubanos vão chegar ao Brasil para atuar nas cidades que não atraírem profissionais inscritos individualmente no Mais Médicos. Na segunda-feira, dia 26, chegam 400 profissionais, que vão passar pelo mesmo processo de avaliação dos médicos com diploma estrangeiro e sem revalidação do diploma inscritos na primeira etapa do programa.
Nem o Ministério da Saúde, nem a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que vai intermediar o acordo com o governo cubano, sabem dizer quanto estes profissionais vão receber pelo trabalho. “O ministério passa o mesmo valor unitário e é a Opas que vai fazer a negociação com Cuba”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acrescentando que o acordo é entre a Opas e Cuba. O ministro ressaltou que os médicos vão suprir a demanda de parte dos 701 municípios que não foram selecionados por nenhum médico na primeira edição do programa.
As duas instituições informaram também que é o governo de Cuba que decide se os profissionais vão poder trazer sua família para o Brasil. O ministro ressaltou que, assim como com os outros profissionais, a alimentação e moradia dos médicos são responsabilidade dos municípios que os receberão.
Tempo de leitura: < 1minutoPrograma busca assegurar médicos para áreas carentes e mais distantes (Foto ABr).
Yara Aquino | Agência Brasil
O prazo para o encerramento da primeira etapa do Programa Mais Médicos foi prorrogado. Os profissionais formados no exterior que escolheram os municípios onde querem atuar dentro do prazo estipulado, mas não foram alocados em nenhuma das vagas disponíveis, poderão optar pela vaga definida pela coordenação do Mais Médicos até as 23h59 de hoje (13). A medida está em edital publicado no Diário Oficial da União.
Inicialmente, o prazo para os médicos com diploma estrangeiro confirmarem a participação seria encerrado ontem (12). A divulgação do balanço final da adesão de médicos brasileiros e estrangeiros ao programa, prevista para hoje, ocorrerá amanhã (14).
O edital publicado no Diário Oficial estabelece ainda que os médicos com inscrições confirmadas até a data de publicação deste edital serão acionados por e-mail e, facultativamente, por contato telefônico, para complementação das informações exigidas para regularizar a participação no programa.
Balanço do Ministério da Saúde divulgado no último dia 10 mostrou que 715 médicos formados no exterior indicaram municípios para participar do Programa Mais Médicos. Desses, 194 são brasileiros que se formaram fora do país e 521 são estrangeiros. Esses profissionais ainda precisavam confirmar a participação no programa.
A baixa adesão de médicos brasileiros ao programa “Mais Médicos”, do Governo Federal, levou o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) a constatar a necessidade da contratação de profissionais estrangeiros.
Nesta quarta-feira, 7, em Brasília, o petista disse que a recusa dos médicos brasileiros de trabalhar nos pequenos municípios e em lugares remotos torna necessária a “importação”.
Apenas 6% das vagas oferecidas pelo programa m todo o país foram preenchidas. Na Bahia, dos 317 municípios inscritos, apenas 41 vão receber profissionais na primeira etapa do programa.
Tempo de leitura: < 1minutoLuís Henrique e Joelma tiveram que pagar pelo parto em hospital público (foto reprodução TV Santa Cruz)
A devolução do dinheiro cobrado indevidamente e uma mera advertência. Essa é a “punição” que o obstetra Luís Leite receberá por ter agido com desonestidade e cobrado para realizar um parto na Maternidade Ester Gomes, em Itabuna.
Apesar de a maternidade ser pública e o parto ter sido feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), Leite exigiu pagamento de quase dois salários mínimos (R$ 1,2 mil) para fazer a cesariana. No desespero, o pai, Luís Henrique do Espírito Santo, recorreu a um empréstimo.
Descoberta a safadeza, a direção da Ester Gomes negou que autorize esse tipo de cobrança e exigiu do médico a devolução do dinheiro. Luís Henrique, um jovem humilde, e sua companheira, Joelma, uma adolescente de 16 anos, ficaram indignados com a situação, semelhante a de que tantos outros certamente têm sido vítimas, calados, em diversos hospitais públicos.
Num momento em que se discute a falta de acesso dos pobres à saúde no Brasil, e a necessidade de “importar” médicos, o lamentável caso itabunense (mais um!) ganhou repercussão nacional.
Clique aqui para ler matéria do G1 e assistir à reportagem de Camila Oliveira (TV Santa Cruz) sobre o caso.
Tempo de leitura: < 1minutoBicalho: mais de 70% de economia com a produção de gás medicinal e oxigênio (foto Wilson Oliveira)
O médico Paulo Bicalho, presidente da Fundação de Assistência à Saúde de Itabuna (Fasi), que administra o Hospital de Base, vai conseguindo o que parecia impossível: organizar e aumentar a eficiência da instituição, com uma gestão que procura racionalizar a aplicação dos recursos disponíveis.
O passo mais recente nesse sentido é a mudança no contrato para abastecimento de gás medicinal. O Base está adquirindo equipamentos para instalar uma usina que irá produzir o gás, além de oxigênio, em maior quantidade e por um preço (bem) menor. Os custos com o insumo irão despencar de R$ 100 mil para R$ 25,5 mil ao mês.
Segundo Bicalho, até o final desta semana o hospital já estará operando com a produção própria.
Tempo de leitura: 2minutosRenan teria caído por se opor a negociação suspeita.
A revelação é feita pelo Cia da Notícia: não foram os problemas na atenção básica que resultaram na queda do médico Renan Araújo do comando da Secretaria de Saúde de Itabuna.
Segundo a publicação, o desgaste de Renan no Governo Vane começou quando ele se opôs a pagar uma suposta dívida de R$ 4 milhões da Prefeitura de Itabuna com a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna.
Renan, informa o Cia da Notícia, “descartou a possibilidade de realizar o acordo” por entender que o seu pagamento era temerário. “Uma semana após a conversa, o secretário foi exonerado pelo prefeito durante uma entrevista à imprensa”, anota a publicação.
Dentro do governo, vem sendo dito que tanto o prefeito Claudevane Leite como o vice-prefeito Wenceslau Júnior são favoráveis ao pagamento, daí a exoneração de Renan.
Uma ação judicial perdura desde a gestão do ex-prefeito Fernando Gomes, em 2008. O prefeito foi orientado a não pagar a dívida. A razão principal: a ação movida pela Santa Casa era frágil, pois não apresentava documentos de prova como a prestação dos serviços, a origem dos procedimentos e quais os pacientes beneficiados.
O sucessor, Capitão Azevedo, também foi pelo mesmo caminho. Será que o prefeito Claudevane Leite vai pagar? E o novo secretário, Plínio Adry, terá também essa intenção? E o vice-prefeito Wenceslau Júnior, seria mesmo favorável a pagar uma dívida da qual, conforme a denúncia, não se tem comprovação?
Em tempo: o novo titular da Saúde, Plínio Adry, toma posse amanhã, às 17h, em solenidade na sede da secretaria, na Rua Barão do Rio Branco, no Alto Mirante.
A propósito, o ex-secretário deverá prestar consultoria para a Prefeitura de Itabuna. O entendimento é que Renan seria muito útil ao município nas áreas de maior complexidade e na captação de recursos com atração de procedimentos de maior remuneração na saúde.
A Prefeitura de Itabuna publicou edital no qual convoca mais 62 candidatos aprovados na seleção pública da Secretaria da Saúde. Outros 213 profissionais já foram contratados.
Os novos convocados devem comparecer à Secretaria da Saúde, na Rua Barão do Rio Branco, a partir desta segunda-feira, 5, às 14 horas.
O médico pneumologista Plínio Adry assumirá a Secretaria de Saúde de Itabuna na próxima quarta-feira (7), quando ocorrerá a transmissão de cargo. Segundo informação obtida pelo PIMENTA, a nomeação será publicada no Diário Oficial desta sexta (2), conforme definido entre prefeito Claudevane Leite, o médico e a direção do PCdoB.
Adry assume a pasta na cota do PCdoB. Conta a favor dele o fato de ser da região e conhecer a saúde pública itabunense, onde foi secretário na gestão do ex-prefeito Fernando Gomes e comandou a Sétima Dires (Sesab) na década de 90.
O pneumologista substituirá o médico Renan Araújo, que sai afirmando que preparou as bases da saúde. Logo após ser anunciada a exoneração de Renan, o nome do médico e empresário Eduardo Fontes chegou a ser anunciado. Fontes, no entanto, agradeceu o convite e continuará em suas atividades empresariais.
O médico Plínio Adry deverá ser o substituto de Renan Araújo na Secretaria da Saúde de Itabuna. De família sul-baiana, Adry é pneumologista e médico do trabalho, tendo se formado na Universidade Federal da Bahia (Ufba), turma de 1974.
A indicação do médico é do PCdoB, que inicialmente pretendeu indicar o médico e empresário Eduardo Fontes. Este, porém, teria recusado o cargo.
A escolha de Adry não foi confirmada pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura. Há informações, no entanto, de que as conversas em torno de seu nome estão avançadas.
Não sei se é realidade nacional. Em Itabuna, cidade onde moro e voto, me sinto decepcionada com o atendimento precário na saúde pública (Sistema Único de Saúde- SUS).
Há 15 dias meus dias tem sido de consultas em pronto socorro (2 vezes), e hoje (ontem, 31)tentei ser atendida em uma unidade básica de saúde (posto Alberto Teixeira Barreto- Califórnia). Fui atendida por um médico que estava incapacitado de escrever, acredito que seja pela idade avançada, e quem fazia a prescrição médica e solicitações é/era uma funcionária da unidade. O médico só assinava e colocava o carimbo. Ele nem conferia pra saber se as dosagens prescritas estavam corretas…
Às 20h já tinha pessoas que iriam dormir pra pegar ficha e autorização amanhã (hoje), às 7h. Achei uma situação desumana. É pra onde vamos, Brasil, onde o SUS não funciona como deveria, os planos de saúde com um reajuste maior que a inflação e se caso você não puder esperar pelo SUS e não tiver plano, você se vê obrigado a pagar R$300,00 ou mais em uma consulta.
Para a realidade da maioria que recebe um salário mínimo, fica impossível ter um atendimento de qualidade e uma saúde.
Depois de ler podem falar o que acharem, apenas coloquei o que vivenciei e muito me chocou. Não consigo imaginar um parente meu ou de vocês dormindo no sereno pra conseguir um atendimento. É precário e desumano demais. Vane, olhe pelo povo que te elegeu…
O prefeito Jabes Ribeiro diz que a Prefeitura de Ilhéus precisa cortar R$ 3 milhões da folha de pagamento e a proposta de um pacto com os servidores, o que inclui a não concessão de reajuste salarial, é justamente para evitar a necessidade de demissões. Segundo ele, o município tem duas opções: “deixar tudo como está ou o diálogo”. Os servidores estão em greve geral há quase duas semanas.
Na entrevista ao PIMENTA, Jabes fala em situação falimentar do município, nega que tenha contribuído para o caos financeiro com os precatórios e faz críticas tanto aos servidores quanto ao Reúne Ilhéus.
O prefeito acredita que os sindicatos estejam tentando medir forças com o governo e disse que está disposto a assumir o custo do enfrentamento. “Acho que é um pouco de teste, de enfrentamento de forças. Isso não me incomoda”.
Confira a entrevista concedida durante a inauguração da sede da Bahiagás em Itabuna, dia em que Jabes e secretários enfrentaram protestos e xingamentos no centro da cidade. O prefeito ainda falou porque dispensaria a reeleição: “Eu já fui reeleito uma vez e não gostei nada. Dá para trabalhar em 4 anos”.
BLOG PIMENTA – Os sindicatos cobram proposta de reajuste, mas o governo diz que não tem como atender. Dá para chegar a um acordo?
JABES RIBEIRO – Só existem dois caminhos para Ilhéus. É deixar tudo como está, desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal, não ter dinheiro para nada… A folha chega a comprometer quase 70%, o que tem levado o governo a não poder atender os serviços básicos, essenciais. Eu me recuso. O outro caminho é o diálogo.
PIMENTA – Os sindicatos têm outros números. O comprometimento com a folha significaria 55% das receitas.
JABES – Nós estamos propondo uma empresa especializada para conferir os números. Em 2011, a folha de pessoal já estava em 64%. A informação que temos do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) é de que em 2012 ultrapassa 70%. Janeiro a maio deste ano, está na faixa dos 78,6%. Vamos contratar uma empresa técnica, vamos conferir [os percentuais]. Mas até agora é só me dá aumento, me dá aumento.
PIMENTA – E o sr. vai conceder?
JABES – Eu estou impossibilitado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, além de não ter recurso financeiro. O diálogo está aberto. O Pacto por Ilhéus tem resposta positiva da sociedade organizada. Ministério Público presente, OAB, todos… Eu só não consegui pacto com os servidores.
PIMENTA – As negociações vêm de algum tempo e a resistência do servidor seria justamente por entender que há como sair este aumento.
JABES – Não, não. Pelo amor de Deus. Eles sabem que não há.
______________
GREVE DOS SERVIDORES Acho que é um pouco de teste, de enfrentamento de forças. Isso não me incomoda.
______________
PIMENTA – E por que sabendo disso, como o senhor diz, o funcionalismo continua em greve?
JABES – Acho que é um pouco de teste, de enfrentamento de forças. Isso não me incomoda. Eu quero é o diálogo. Se for deixar como está, é caos. Ou então, vamos fazer um freio de arrumação. Isso tem um custo.
PIMENTA – O governo está disposto a assumir esse custo?
JABES – Não tenha dúvida. Meu compromisso não passa por popularidade momentânea, mas reorganizar a cidade. Nisso aí, nós temos o apoio da sociedade organizada.
PIMENTA – E como é mensurado esse apoio, a partir do pacto, pesquisa?
JABES – Eu tenho sido transparente. Essa é a única forma.
PIMENTA – O que levou a esse caos na gestão?
JABES – A arrecadação em Ilhéus caiu muito ao longo dos últimos anos. Nós éramos o terceiro ICMS da Bahia. Hoje, somos o 16º. As despesas só fazem crescer.
______________
DÍVIDAS COM PRECATÓRIOS – Grande parte dos precatórios é do governo Antônio Olímpio. Então, não adianta mais. Já se transformaram em sentenças judiciais. Fazer o quê?
______________
PIMENTA – Na origem do caos financeiro de Ilhéus estão os precatórios. O senhor é acusado de deixar mais de R$ 60 milhões em precatórios.
JABES – Não, não. Grande parte dos precatórios é do governo Antônio Olímpio. Então, não adianta mais. Já se transformaram em sentenças judiciais. Fazer o quê? Fazer o que fizemos. É parcelar e pagar. Não tem jeito. É sentença transitado em julgado. Tem ainda um terceiro ponto: o governo anterior foi muito complacente com essa coisa de reajuste salarial.
PIMENTA – Complacência em negociação salarial?
JABES – O sindicato chegava, peitava. O prefeito não queria enfrentamento e dava o que se pedia. Se você observar, os aumentos salariais superaram em muito a inflação do período. Se você me perguntar se é justo, claro. O problema é que o empregador está falido.
PIMENTA – O senhor fala de um pacto com a sociedade e servidores. Mas de que forma esse pacto que o senhor propõe poderia ajudar?
JABES – Aí é que está. Nós temos que cortar quase R$ 3 milhões da folha. É preciso sentar e definir como.
______________
DEMISSÃO DE SERVIDORES – O único caminho que a lei me dá é exatamente a demissão de servidores. O pacto é para evitar isso e preservar o emprego.
______________
PIMENTA – Numa entrevista, o senhor falou em demissões, até 700 demissões.
JABES – Não, não. Colocando a verdade, o único caminho que a lei me dá é exatamente a demissão de servidores. O pacto é para evitar isso e preservar o emprego, os direitos individuais e, sobretudo, ter um processo de discussão. Até porque, você não terá um pacto eterno.
PIMENTA – Do ponto de vista jurídico, o comprometimento da folha continuará o mesmo. O senhor fala da possibilidade de ser um ficha-suja, ter contas rejeitadas pelos tribunais. Mas no que esse pacto ajuda a reduzir esse nível de comprometimento?
JABES – À medida que você senta [para conversar], começa a ter cenários. Mas se só diz eu quero aumento, eu quero aumento…
PIMENTA – Da parte do servidor, o que pode ser proposto?
JABES – A partir do momento que ele sentar, pode propor tudo.
PIMENTA – E do lado do governo, o que propor? Vai mexer na receita?
JABES – Nós estamos trabalhando. É melhoria do cadastro do IPTU… Eu agora estou preparando projeto tributário que é muito inspirado em Salvador. O professor tributarista Edvaldo Brito está vindo nos ajudar nessa discussão. Mas tudo isso só terá efeito no próximo ano. É o princípio da anterioridade. Só que eu tenho que fechar as contas neste ano. Estou aproveitando a Era Franciscana: é diálogo, paciência, humildade, compreensão. Só não me peçam para deixar como está e não cumprir a lei. Isso me afetaria e afetaria o gerenciamento da cidade.
______________
EXONERAÇÃO DE LEDÍVIA – Se amanhã qualquer secretário não preencher os requisitos mínimos, é outra discussão. Não dá para ter queimação agora.
______________
PIMENTA – No plano da gestão e da política, muito se fala em substituição na saúde. A secretária Ledívia Espinheira será exonerada?
JABES – O governo não pensa isso. O governo avalia cada secretário a cada dia. Os problemas que ela está passando são os problemas do governo. Portanto, não dá para ter atitude desonesta, responsabilizar fulano. Se amanhã qualquer secretário não preencher os requisitos mínimos, é outra discussão. Não dá para ter queimação agora. Eu estou absorvendo responsabilidade completa do Pacto. Enfim, ou há pacto ou caos.
Para ler a íntegra da entrevista, clique no “leia mais”, abaixo.