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Renan caiu por se opor a negociação suspeita.
Renan teria caído por se opor a negociação suspeita.

A revelação é feita pelo Cia da Notícia: não foram os problemas na atenção básica que resultaram na queda do médico Renan Araújo do comando da Secretaria de Saúde de Itabuna.

Segundo a publicação, o desgaste de Renan no Governo Vane começou quando ele se opôs a pagar uma suposta dívida de R$ 4 milhões da Prefeitura de Itabuna com a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna.

Renan, informa o Cia da Notícia, “descartou a possibilidade de realizar o acordo” por entender que o seu pagamento era temerário. “Uma semana após a conversa, o secretário foi exonerado pelo prefeito durante uma entrevista à imprensa”, anota a publicação.

Dentro do governo, vem sendo dito que tanto o prefeito Claudevane Leite como o vice-prefeito Wenceslau Júnior são favoráveis ao pagamento, daí a exoneração de Renan.

Uma ação judicial perdura desde a gestão do ex-prefeito Fernando Gomes, em 2008. O prefeito foi orientado a não pagar a dívida. A razão principal: a ação movida pela Santa Casa era frágil, pois não apresentava documentos de prova como a prestação dos serviços, a origem dos procedimentos e quais os pacientes beneficiados.

O sucessor, Capitão Azevedo, também foi pelo mesmo caminho. Será que o prefeito Claudevane Leite vai pagar? E o novo secretário, Plínio Adry, terá também essa intenção? E o vice-prefeito Wenceslau Júnior, seria mesmo favorável a pagar uma dívida da qual, conforme a denúncia, não se tem comprovação?

Em tempo: o novo titular da Saúde, Plínio Adry, toma posse amanhã, às 17h, em solenidade na sede da secretaria, na Rua Barão do Rio Branco, no Alto Mirante.

A propósito, o ex-secretário deverá prestar consultoria para a Prefeitura de Itabuna. O entendimento é que Renan seria muito útil ao município nas áreas de maior complexidade e na captação de recursos com atração de procedimentos de maior remuneração na saúde.

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O médico pneumologista Plínio Adry assumirá a Secretaria de Saúde de Itabuna na próxima quarta-feira (7), quando ocorrerá a transmissão de cargo. Segundo informação obtida pelo PIMENTA, a nomeação será publicada no Diário Oficial desta sexta (2), conforme definido entre prefeito Claudevane Leite, o médico e a direção do PCdoB.

Adry assume a pasta na cota do PCdoB. Conta a favor dele o fato de ser da região e conhecer a saúde pública itabunense, onde foi secretário na gestão do ex-prefeito Fernando Gomes e comandou a Sétima Dires (Sesab) na década de 90.

O pneumologista substituirá o médico Renan Araújo, que sai afirmando que preparou as bases da saúde. Logo após ser anunciada a exoneração de Renan, o nome do médico e empresário Eduardo Fontes chegou a ser anunciado. Fontes, no entanto, agradeceu o convite e continuará em suas atividades empresariais.

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plinioadryO médico Plínio Adry deverá ser  o substituto de Renan Araújo na Secretaria da Saúde de Itabuna. De família sul-baiana, Adry é pneumologista e médico do trabalho, tendo se formado na Universidade Federal da Bahia (Ufba), turma de 1974.

A indicação do médico é do PCdoB, que inicialmente pretendeu indicar o médico e empresário Eduardo Fontes. Este, porém, teria recusado o cargo.

A escolha de Adry não foi confirmada pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura. Há informações, no entanto, de que as conversas em torno de seu nome estão avançadas.

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Não sei se é realidade nacional. Em Itabuna, cidade onde moro e voto, me sinto decepcionada com o atendimento precário na saúde pública (Sistema Único de Saúde- SUS).

Há 15 dias meus dias tem sido de consultas em pronto socorro (2 vezes), e hoje (ontem, 31)tentei ser atendida em uma unidade básica de saúde (posto Alberto Teixeira Barreto- Califórnia). Fui atendida por um médico que estava incapacitado de escrever, acredito que seja pela idade avançada, e quem fazia a prescrição médica e solicitações é/era uma funcionária da unidade. O médico só assinava e colocava o carimbo. Ele nem conferia pra saber se as dosagens prescritas estavam corretas…

Às 20h já tinha pessoas que iriam dormir pra pegar ficha e autorização amanhã (hoje), às 7h. Achei uma situação desumana. É pra onde vamos, Brasil, onde o SUS não funciona como deveria, os planos de saúde com um reajuste maior que a inflação e se caso você não puder esperar pelo SUS e não tiver plano, você se vê obrigado a pagar R$300,00 ou mais em uma consulta.

Para a realidade da maioria que recebe um salário mínimo, fica impossível ter um atendimento de qualidade e uma saúde.

Depois de ler podem falar o que acharem, apenas coloquei o que vivenciei e muito me chocou. Não consigo imaginar um parente meu ou de vocês dormindo no sereno pra conseguir um atendimento. É precário e desumano demais. Vane, olhe pelo povo que te elegeu…

Michele Almeida

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Jabes (1)O prefeito Jabes Ribeiro diz que a Prefeitura de Ilhéus precisa cortar R$ 3 milhões da folha de pagamento e a proposta de um pacto com os servidores, o que inclui a não concessão de reajuste salarial, é justamente para evitar a necessidade de demissões. Segundo ele, o município tem duas opções: “deixar tudo como está ou o diálogo”. Os servidores estão em greve geral há quase duas semanas.

Na entrevista ao PIMENTA, Jabes fala em situação falimentar do município, nega que tenha contribuído para o caos financeiro com os precatórios e faz críticas tanto aos servidores quanto ao Reúne Ilhéus.

O prefeito acredita que os sindicatos estejam tentando medir forças com o governo e disse que está disposto a assumir o custo do enfrentamento. “Acho que é um pouco de teste, de enfrentamento de forças. Isso não me incomoda”.

Confira a entrevista concedida durante a inauguração da sede da Bahiagás em Itabuna, dia em que Jabes e secretários enfrentaram protestos e xingamentos no centro da cidade. O prefeito ainda falou porque dispensaria a reeleição: “Eu já fui reeleito uma vez e não gostei nada. Dá para trabalhar em 4 anos”.

BLOG PIMENTA – Os sindicatos cobram proposta de reajuste, mas o governo diz que não tem como atender. Dá para chegar a um acordo?

JABES RIBEIRO – Só existem dois caminhos para Ilhéus. É deixar tudo como está, desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal, não ter dinheiro para nada… A folha chega a comprometer quase 70%, o que tem levado o governo a não poder atender os serviços básicos, essenciais. Eu me recuso. O outro caminho é o diálogo.

PIMENTA – Os sindicatos têm outros números. O comprometimento com a folha significaria 55% das receitas.

JABES – Nós estamos propondo uma empresa especializada para conferir os números. Em 2011, a folha de pessoal já estava em 64%. A informação que temos do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) é de que em 2012 ultrapassa 70%. Janeiro a maio deste ano, está na faixa dos 78,6%. Vamos contratar uma empresa técnica, vamos conferir [os percentuais]. Mas até agora é só me dá aumento, me dá aumento.

PIMENTA – E o sr. vai conceder?

JABES – Eu estou impossibilitado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, além de não ter recurso financeiro. O diálogo está aberto. O Pacto por Ilhéus tem resposta positiva da sociedade organizada. Ministério Público presente, OAB, todos… Eu só não consegui pacto com os servidores.

PIMENTA – As negociações vêm de algum tempo e a resistência do servidor seria justamente por entender que há como sair este aumento.

JABES – Não, não. Pelo amor de Deus. Eles sabem que não há.

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GREVE DOS SERVIDORES Acho que é um pouco de teste, de enfrentamento de forças. Isso não me incomoda.

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PIMENTA – E por que sabendo disso, como o senhor diz, o funcionalismo continua em greve?

JABES – Acho que é um pouco de teste, de enfrentamento de forças. Isso não me incomoda. Eu quero é o diálogo. Se for deixar como está, é caos. Ou então, vamos fazer um freio de arrumação. Isso tem um custo.

PIMENTA – O governo está disposto a assumir esse custo?

JABES – Não tenha dúvida. Meu compromisso não passa por popularidade momentânea, mas reorganizar a cidade. Nisso aí, nós temos o apoio da sociedade organizada.

PIMENTA – E como é mensurado esse apoio, a partir do pacto, pesquisa?

JABES – Eu tenho sido transparente. Essa é a única forma.

PIMENTA – O que levou a esse caos na gestão?

JABES – A arrecadação em Ilhéus caiu muito ao longo dos últimos anos. Nós éramos o terceiro ICMS da Bahia. Hoje, somos o 16º. As despesas só fazem crescer.

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DÍVIDAS COM PRECATÓRIOS – Grande parte dos precatórios é do governo Antônio Olímpio. Então, não adianta mais. Já se transformaram em sentenças judiciais. Fazer o quê?

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PIMENTA – Na origem do caos financeiro de Ilhéus estão os precatórios. O senhor é acusado de deixar mais de R$ 60 milhões em precatórios.

JABES – Não, não. Grande parte dos precatórios é do governo Antônio Olímpio. Então, não adianta mais. Já se transformaram em sentenças judiciais. Fazer o quê? Fazer o que fizemos. É parcelar e pagar. Não tem jeito. É sentença transitado em julgado. Tem ainda um terceiro ponto: o governo anterior foi muito complacente com essa coisa de reajuste salarial.

PIMENTA – Complacência em negociação salarial?

JABES – O sindicato chegava, peitava. O prefeito não queria enfrentamento e dava o que se pedia. Se você observar, os aumentos salariais superaram em muito a inflação do período. Se você me perguntar se é justo, claro. O problema é que o empregador está falido.

PIMENTA – O senhor fala de um pacto com a sociedade e servidores. Mas de que forma esse pacto que o senhor propõe poderia ajudar?

JABES – Aí é que está. Nós temos que cortar quase R$ 3 milhões da folha. É preciso sentar e definir como.

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DEMISSÃO DE SERVIDORES – O único caminho que a lei me dá é exatamente a demissão de servidores. O pacto é para evitar isso e preservar o emprego.

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PIMENTA – Numa entrevista, o senhor falou em demissões, até 700 demissões.

JABES – Não, não. Colocando a verdade, o único caminho que a lei me dá é exatamente a demissão de servidores. O pacto é para evitar isso e preservar o emprego, os direitos individuais e, sobretudo, ter um processo de discussão. Até porque, você não terá um pacto eterno.

PIMENTA – Do ponto de vista jurídico, o comprometimento da folha continuará o mesmo. O senhor fala da possibilidade de ser um ficha-suja, ter contas rejeitadas pelos tribunais. Mas no que esse pacto ajuda a reduzir esse nível de comprometimento?

JABES – À medida que você senta [para conversar], começa a ter cenários. Mas se só diz eu quero aumento, eu quero aumento

PIMENTA – Da parte do servidor, o que pode ser proposto?

JABES – A partir do momento que ele sentar, pode propor tudo.

PIMENTA – E do lado do governo, o que propor? Vai mexer na receita?

JABES – Nós estamos trabalhando. É melhoria do cadastro do IPTU… Eu agora estou preparando projeto tributário que é muito inspirado em Salvador. O professor tributarista Edvaldo Brito está vindo nos ajudar nessa discussão. Mas tudo isso só terá efeito no próximo ano. É o princípio da anterioridade. Só que eu tenho que fechar as contas neste ano. Estou aproveitando a Era Franciscana: é diálogo, paciência, humildade, compreensão. Só não me peçam para deixar como está e não cumprir a lei. Isso me afetaria e afetaria o gerenciamento da cidade.

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EXONERAÇÃO DE LEDÍVIA – Se amanhã qualquer secretário não preencher os requisitos mínimos, é outra discussão. Não dá para ter queimação agora.

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PIMENTA – No plano da gestão e da política, muito se fala em substituição na saúde. A secretária Ledívia Espinheira será exonerada?

JABES – O governo não pensa isso. O governo avalia cada secretário a cada dia. Os problemas que ela está passando são os problemas do governo. Portanto, não dá para ter atitude desonesta, responsabilizar fulano. Se amanhã qualquer secretário não preencher os requisitos mínimos, é outra discussão. Não dá para ter queimação agora. Eu estou absorvendo responsabilidade completa do Pacto. Enfim, ou há pacto ou caos.

Para ler a íntegra da entrevista, clique no “leia mais”, abaixo.

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Moradores interditaram ruas e posto de saúde no Santa Inês (Foto Marli Vitória).
Moradores interditaram ruas e posto de saúde no Santa Inês (Foto Marli Vitória).

Cerca de 200 moradores do Santa Inês interditaram as principais vias de acesso ao bairro nesta manhã de quarta (31) e fecharam a Unidade de Saúde da Família Corbiniano Freire. Eles cobram mais médicos, equipamentos, ampliação do Programa Saúde da Família e reforma da unidade.

Além das obras e ações em saúde, os moradores cobram pavimentação da Rua de Mutuns e transversais, água encanada, ampliação da rede de esgoto e melhoria no campo de futebol do bairro e aumento das linhas de ônibus que atendem ao bairro.

Durante o protesto de quase três horas, a Avenida Bionor Rebouças e a Rua Nova foram interditadas com barricadas com pneus e madeira.

Moradores ocupam posto de saúde e interditam unidade (Foto Marli Vitória).
Moradores ocupam posto de saúde e interditam unidade (Foto Marli Vitória).

Segundo o líder comunitário Gilvan Barbosa (“Júnior”), a reforma da unidade é cobrada pelos moradores há nove anos. “Sempre há reforma de postos, mas nunca o do Santa Inês”, afirma. “Na verdade, não é reforma. Tem que construir outra unidade”.

Conforme Júnior, há dentistas, mas falta material para atendimento. O bairro conta com apenas uma equipe de Saúde da Família para atender a toda a comunidade, que hoje tem quase 10 mil pessoas.

O forro da unidade de saúde virou abrigo para morcegos, o que provoca forte odor. As agentes de saúde, segundo Júnior, estão sem sala para reuniões.

Ônibus ficaram retidos durante o protesto dos moradores (Foto Pimenta).
Ônibus ficaram retidos durante o protesto dos moradores (Foto Pimenta).

POSTO SERÁ REABERTO SÓ APÓS ACORDO
Os moradores passaram cadeado no portão da unidade de saúde. A promessa é só reabrir a unidade quando representantes do governo municipal sentarem à mesa para conversar com representantes da comunidade.

Posto de saúde é fechado após protestos contra condições precárias (Foto Pimenta).
Posto de saúde é fechado após protestos contra condições precárias (Foto Pimenta).

CONFIRA VÍDEO DO PROTESTO NA TV PIMENTA

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Renan cai por falta de "resolutividade".
Médico diz que foi tratado com preconceito

OS ALVOS: TOM RIBEIRO, CLAUDEVANE LEITE E ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA PREFEITURA

O médico Renan Araújo tenta adotar um discurso de tranquilidade e dever cumprido em sua saída da Secretaria da Saúde de Itabuna, mas não consegue esconder certa mágoa. Isso ficou evidente na entrevista que ele concedeu ao  Blog do Gusmão (leia e escute aqui), na qual listou feitos de sua gestão e atribuiu a queda a uma campanha de desgaste executada por setores da imprensa.

Dando “nome aos bois”, Araújo mirou principalmente no âncora do programa Balanço Geral (TV  Cabrália), Tom Ribeiro. Segundo o médico, o apresentador “fez um trabalho sujo” e o atacou “de maneira baixa e vil, com chacotas e comentários desqualificantes”. Ele chamou a ofensiva de “missa encomendada”.

Diante de uma intervenção do entrevistador, que fez referência à vinculação política do apresentador com o PRB, partido do prefeito Claudevane Leite, o ex-secretário declarou que os motivos da “campanha” deveriam ser investigados. Mas ele se queixou também da imprensa local de maneira genérica, pois esta o teria tratado com preconceito, baseando-se em sua condição de “forasteiro”.

Na entrevista de quase 15 minutos, Araújo também lamentou não ter conseguido maior autonomia na Secretaria da Saúde, inclusive para realizar licitações que permitiriam abastecer as unidades com insumos e medicamentos. Ao dizer que não teve apoio do governo para formar as comissões licitantes, ele desabafou, mudando a direção da artilharia: “a caneta é do prefeito”.

Como avalia que conseguiu avanços importantes em todas as metas das quais se incumbiu, principalmente o retorno do comando único do SUS, o médico declarou que o motivo da sua saída deveria ser perguntado a Claudevane Leite.

Uma “bala” do arsenal do ex-titular da Saúde foi reservada para a Assessoria de Comunicação da Prefeitura, que, na opinião de Araújo, não teria sido generosa com sua atuação. “O que foi feito de positivo não chegou ao público; a volta da plena passou quase despercebida”, disse o médico.

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dinheiro-saudePaciente com suspeita de apendicite procurou, na última sexta (26), o pronto-socorro do Hospital São Lucas. Quadro delicado, fortes dores, foi encaminhada para atendimento… que não ocorreu.

Primeiro, não existia maca para que o médico fizesse o exame clínico. Segundo, como era um só médico para atender a todos e os quadros de urgência levavam às lágrimas qualquer humano, o esposo decidiu levar a mulher para atendimento no Hospital Calixto Midlej Filho, também da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna.

No Calixto, nada de atendimento pelo SUS. O casal teve que se desfazer de R$ 600,00. Era o custo do atendimento médico, de um simples hemograma e medicamento contra dor e desconforto abdominal (Buscopan via soro).

Já se sentindo melhor e livre do hospital, a paciente passou a lupa na conta e teve a primeira surpresa. Pagou R$ 5,00 por um copo de leite enquanto era medicada na instituição filantrópica.

A segunda surpresa veio um dia depois. No sábado, novamente sentindo dores, ela soube da telefonista do hospital que não teria direito a retorno. Se quisesse atendimento, precisaria pagar uma nova caução de R$ 600,00.

Adoecer não é para fracos…

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Não convidem para a mesma mesa o secretário estadual de Saúde, Jorge Solla, e o deputado federal Geraldo Simões (PT). Os dois trombaram no ar, na Rádio Difusora, no último sábado (27).

Solla era entrevistado em uma solenidade no Hospital de Base de Itabuna, quando afirmou que R$ 1,5 milhão para a saúde de Itabuna foram obtidos via emenda de bancada.

Geraldo concedia entrevista ao programa Resenha da Cidade e cortou o secretário. Segundo o parlamentar, os recursos foram obtidos por meio de inclusão de uma emenda de sua autoria. Solla tentou dizer que não. Geraldo passou a expor os bastidores da negociação pela emenda em favor do Base.

O secretário teve que ceder.

 

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Moradores do Monte Líbano queimam pneus em frente à unidade de saúde Dilson Cordier (foto Pimenta)
Moradores do Monte Líbano queimam pneus em frente à unidade de saúde Dilson Cordier (foto Pimenta)

Um protesto acontece neste momento na Rua 3, Loteamento Monte Líbano, em Itabuna. No local, o prefeito Claudevane Leite deverá reinaugurar logo mais a unidade básica de saúde Dilson Cordier, que passou por uma reforma na qual foram gastos R$ 134 mil.

Apontando má qualidade da obra, além do abandono da rua, os moradores interditaram o trânsito e queimam pneus no cruzamento com a Rua Independência e em frente à unidade de saúde. “Nosso sentimento é de tristeza. Moro aqui há 22 anos e nenhum prefeito fez nada por essa rua”, lamentava o representante comercial João Elísio Guerreiro.

Guerreiro lembra que na gestão do prefeito Capitão Azevedo o Governo Federal liberou recursos para a pavimentação das ruas do Monte Líbano, mas a obra foi executada somente na parte baixa do loteamento.  Segundo ele, o descaso perdura na atual administração. “Vane fez o meio fio em fevereiro e depois sumiu”, diz.

Na rua da unidade de saúde Dilson Cordier, os buracos dificultam o tráfego e o acesso de gestantes e pessoas com deficiência. Há também canos da rede da Emasa quebrados, o que faz a água potável correr ladeira abaixo.

Os moradores também criticam a qualidade da obra da unidade de saúde.

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Será entregue neste sábado, 27, às 11 horas, a obra de reforma da emergência do Hospital de Base de Itabuna, unidade que também foi reequipada. De acordo com o médico Paulo Bicalho, diretor-presidente da Fundação de Assistência à Saúde Itabuna (Fasi), que administra o hospital, a intervenção foi necessária porque a emergência estava em condições “insalubres”.

Durante a reforma, os pacientes foram atendidos em uma emergência provisória. Os atendimentos na unidade reformada começam no dia 30.

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(Foto Pimenta).
(Foto Pimenta/Arquivo).

Com o semblante mais tranquilo que a quinta-feira de reuniões tensas, o prefeito Claudevane Leite participava nesta sexta á tarde (26) da inauguração da sede da Bahiagás em Itabuna. Ao lado do vice-prefeito Wenceslau Júnior e do presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, ambos do PCdoB, o prefeito dizia em entrevista ao PIMENTA que ainda não havia definido o nome do novo secretário da Saúde. 

O nome mais provável para o cargo, no entanto, participava da solenidade: o médico e empresário Eduardo Fontes. Vane desconversou quando questionado sobre o nome para o lugar de Renan Araújo, demitido por dificuldades de mostrar avanços em uma área. “Realmente, a atenção básica deixou a desejar, não funciona como gostaríamos”, disse Vane, reconhecendo o esforço do ex-secretário no retorno da Gestão Plena. Confira a entrevista.

BLOG PIMENTA – O que levou à demissão do secretário da Saúde?

CLAUDEVANE LEITE – Entendemos que uma das pastas mais complicadas é a Saúde e reconhecemos que houve um esforço muito grande de Renan [Araújo], mas esse é um momento de mudança, tomar outro rumo, sem briga. No momento que a gente entender que um secretário precisa ser mudado, que precisa de uma dinâmica diferente, a gente vai fazer isso.

PIMENTA – Mas qual o motivo específico da exoneração?

VANE – Nós avançamos em algumas áreas: Cedorf, Hospital de Base, retorno da Gestão Plena, mas, realmente, a atenção básica deixou a desejar, não funciona como gostaríamos. Temos problemas de estrutura e a maioria das unidades é alugada. Mas esse não é o motivo principal da saída dele. A gente entende que precisa de um novo rumo. Por isso, a mudança.

PIMENTA  – Essa mudança  significa avançar em quais áreas?

VANE – O Hospital de Base melhorou bastante. A gente pegou salários atrasados, saiu de 4 para 9 leitos de UTI, amanhã (hoje) vamos inaugurar a reforma geral do hospital, mas o que precisamos hoje é que a atenção básica funcione melhor. Itabuna, como todas as cidades do país, sofre com a falta de médicos. Nós entendemos que essa reivindicação da sociedade  pelo melhor funcionamento dos postos de saúde é legítima. Espero que em agosto, setembro possamos mudar essa realidade com os postos funcionando de uma melhor maneira.

PIMENTA – O senhor já tem algum nome para o cargo?

VANE – Durante a campanha, nós prometemos que os cargos seriam indicação política, mas nunca sem perfil [para a área]. Vamos buscar uma pessoa com perfil. Nessa necessidade urgente de fazer com que a atenção básica funcione, pessoalmente estarei trabalhando neste sentido para que essa dinâmica de melhoria nas unidades possa acontecer o mais rápido possível.

__________Vane4

Não há briga com nenhum partido, muito menos o PCdoB. O PCdoB é aliado, ajudou muito a gente, tem quadros importantes no governo.

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PIMENTA – Dá para conciliar essa função com a de prefeito, levando em consideração a complexidade da Secretaria da Saúde?

VANE – É como eu estou falando… Sou prefeito de todas as secretarias, da saúde, da educação, da infraestrutura, só que colocamos pessoas capazes em cada área. A gente sente hoje que a maior dificuldade da cidade é a saúde. Com certeza, vamos ajudar muito mais a saúde. Estamos mais perto, negociando pessoalmente, vendo a questão dos recursos, para que a gente possa fazer com que a atenção básica, tão criticada com razão pelas pessoas que precisam, funcione melhor.

PIMENTA – O secretário será do PCdoB ou indicado pelo partido?

VANE – Pode ser alguém do PCdoB, pode não ser. Mas eu sempre digo que, do secretário ao gari, a nomeação é do prefeito. Há a indicação, mas sempre a gente analisa.

PIMENTA – Pelo lado político, o senhor não teme um atrito se a indicação não for do PCdoB?

VANE – Com toda a sinceridade, não há atrito no governo. O governo está unido, tem objetivo. É um governo só, uma prefeitura só, um prefeito e todas as secretarias precisam vestir essa camisa que é a da gestão.

PIMENTA – Não há atrito?

VANE – Não há briga com nenhum partido, muito menos o PCdoB. O PCdoB é aliado, ajudou muito a gente, tem quadros importantes no governo… Nós estamos trabalhando com harmonia. Nós só sentimos que precisávamos dar uma nova dinâmica, uma dinâmica melhor à Saúde. Reconhecemos o papel de Renan, que foi útil, deixou coisas boas, mas entendemos que é preciso outra dinâmica.

PIMENTA – O senhor elogiou o trabalho no Hospital de Base. Paulo Bicalho é o nome escolhido para a secretaria?

VANE – Paulo Bicalho é um técnico, já foi secretário [da Saúde]  de Itabuna e de Camaçari, tem todas as condições, mas Paulo tem feito um trabalho fantástico no Hospital de Base. Paulo mudou a realidade do hospital. Quando chegamos, desculpe a expressão, o Base cheirava mal. Era uma situação muito ruim. Com a nossa determinação, confiança, Paulo, sem interferência política, conseguiu sanear o Hospital de Base. A tendência é que ele permaneça no hospital para que possamos ajudá-lo, principalmente após a vinda da Gestão Plena.

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Fontes é o nome escolhido para a Saúde.
Fontes é o escolhido para a Saúde.

O médico e empresário Eduardo Fontes deverá ser o secretário da Saúde de Itabuna. O nome foi discutido pelo prefeito Claudevane Leite e o PCdoB. Com a aprovação de Vane, basta apenas o “ok” do próprio convidado.

Os últimos detalhes serão acertados nesta manhã de sábado (27). Conforme apurou o PIMENTA, o nome escolhido foi um consenso entre prefeito, partido e até o ex-secretário Renan Araújo, com quem já ficou definido o processo de transição da Pasta.

Presidente da Associação Comercial e Empresarial de Itabuna, Eduardo Fontes é bastante ligado ao PCdoB e ao próprio prefeito. A amizade ficou ainda mais forte durante a campanha eleitoral de 2012. Eduardo já havia sido convidado para assumir a Pasta da Indústria, Comércio e Turismo, mas declinou.

O PIMENTA entrevistou o prefeito Claudevane Leite ainda na solenidade de inauguração da sede da Bahiagás em Itabuna. O prefeito não disse qual seria o novo secretário. Apenas antecipou que poderia ser de fora do PCdoB, mas indicado pelo partido. “Precisávamos de uma dinâmica melhor, um novo rumo”, afirmou o prefeito. A íntegra da entrevista será publicada ainda hoje.

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Do site Cia da Notícia:

Itabuna é uma cidade pródiga  na área da política, mas quando o cidadão pensa que já ouviu de tudo, surge mais um absurdo. Mas, como dizia o ex-governador Octávio Mangabeira: “pense num absurdo, na Bahia tem pior”.

Para não deixar o saudoso Mangabeira desolado, apesar dos anos de seu desaparecimento, o prefeito eleito de Itabuna, Vane, resolveu por lenha na fogueira das vaidade política, nesta sexta-feira, 26.

Ao exonerar o secretário da Saúde, Renan Araujo, do cargo, sem a menor cerimônia, Vane disse que ele mesmo iria assumir a complexa Secretaria Municipal da Saúde por um mês.

Péssima decisão, a exemplo das que tem tomado ou das que se omite de tomar. Essa é uma demonstração de que não tem o que fazer na chefia do Poder Executivo, que, esperava-se, fosse cargo ou mandato atribulado.

Ou, pelo menos, não seria exatamente isso que queira dizer, para não dar demonstração do leilão que pretenda promover. Vai ser uma briga, desculpe, leilão, entre igrejas evangélicas, principalmente entre Universal e Assembleia de Deus.

Se já deu demonstração de que não sabe prefeitar, secretariar, então, vai ser um vexame!