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Posto de saúde está abandonado (Foto MP-BA/Arquivo).
Posto de saúde está abandonado (Foto MP-BA/Arquivo).

Os funcionários da unidade de saúde Roberto Santos, no Bairro Santo Antônio, em Itabuna, reclamam que estão trabalhando no escuro e salas estão desativadas por falta de iluminação.

A recepção do posto está há quatro meses sem lâmpada devido a problemas na fiação. “Em dias nublados, trabalhamos no escuro”, denuncia funcionário da unidade. “O que dizem que a prefeitura está sem dinheiro para manutenção”, complementa.

O gabinete odontológico está há oito meses fechado por falta de iluminação, assim como a sala de pesagem de crianças, que está às escuras há quatro meses. “É situação de quase calamidade”, afirma funcionário com mais de 10 anos de casa. “A gente pega ficha no escuro em dias nublados e corremos riscos, pois são armários velhos e enferrujados”.

Até mesmo o conserto da porta do setor de almoxarifado do posto ficou por conta dos funcionários, que se cotizaram para pagar o chaveiro, ontem. Tá feia a situação na saúde de Itabuna…

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Um paciente que necessitava realizar uma colonoscopia conseguiu, via Justiça, a sua transferência do Hospital de Base de Itabuna para hospital geral ou particular em Salvador, além de assegurar a internação em hospital adequado para o tratamento.  J.A.T. estava internado em estado grave no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) desde 6 de agosto e ainda corre risco de morte.

A transferência foi assegurada por meio de liminar obtida pela Defensoria Pública do Estado, que ingressou com pedido de tutela antecipada em ação civil pública para tutela de direito individual. O defensor público Fábio Pereira diz que este tipo de ação é inédito na região da 4ª Defensoria Pública do Estado.

O paciente deu entrada no Hospital de Base com quadro de hemorragia digestiva, avançando para um quadro ainda mais grave. J. seria transferido para o Hospital Roberto Santos, em Salvador, mas a ação obriga o Estado a interná-lo em UTI em hospital particular caso o leito não seja disponibilizado imediatamente.

A liminar concedida pela Justiça em Itabuna obriga a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) a garantir tratamento adequado, “incluindo exames, estrutura adequada, leito em UTI na rede pública, ou, na falta deste, em hospital particular”.

– Cabe ressaltar que a grave omissão estatal em não disponibilizar os meios adequados e suficientes à preservação e à recuperação da saúde dos pacientes, no âmbito do SUS, viola de forma direta e imediata a dignidade do ser humano (…), notadamente aqueles inerentes à saúde e à vida – explica o defensor Fábio Pereira.

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Gegéu cobra explicações do governo sobre falta de atendimentos em odontologia

O vereador Gegéu Rocha Filho (PMN) fez uma denúncia grave na sessão plenária da Câmara de Vereadores de Itabuna na tarde desta quarta-feira, 11. Segundo ele, o serviço de odontologia prestado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Itabuna se encontra praticamente paralisado, embora já tenham sido gastos, em 2013, cerca de R$ 2 milhões somente com a folha de pagamento dos odontólogos.

Segundo o vereador, que é cirurgião dentista, os 59 profissionais lotados nas unidades básicas de saúde estão recebendo sem trabalhar. Não por culpa dos mesmos, mas por problemas que chegam a ser ridículos, como o da unidade básica de saúde Alberto Teixeira Barreto, no bairro Califórnia, onde o gabinete odontológico está desativado por causa de uma tomada.

Nas demais unidades, apesar dos equipamentos estarem funcionando, não há atendimento desde a gestão passada porque ainda não foi realizada licitação para a compra de materiais básicos, como gaze e luvas cirúrgicas. “De todo o quadro de odontólogos do município, há apenas de dez a treze trabalhando no Odontocentro, mas só para não dizer que está tudo completamente parado”, afirma o vereador.

Gegéu apresentou requerimento no qual pede explicações ao governo sobre essa situação. A denúncia gerou forte repercussão na Câmara, mas nem mesmo os vereadores da base do prefeito Claudevane Leite (PRB) o defenderam. Jairo Araújo, do PCdoB, apenas observou que a Secretaria da Saúde, controlada por seu partido, não é responsável pelas licitações. Sobre este setor, ele disse que de fato há problemas “seríssimos”.

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Ledívia não resistiu ao jogo do irmão do prefeito.
Ledívia não resistiu ao jogo do irmão do prefeito.

Ledívia Espinheira não é mais a secretária de Saúde de Ilhéus. Após ser fritada pelo prefeito Jabes Ribeiro e por um dos irmãos do gestor, John Ribeiro, a profissional preferiu retornar a Salvador e assumir cargo na Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), onde, segundo carta de exoneração, assumirá a Diretoria da Rede Própria.

Ledívia deixa o cargo oito meses depois e sem resultados. Numa resposta protocolar, o prefeito agradeceu a colaboração da ex-secretário e diz que se ela não pôde fazer muito devido às dificuldades financeiras do município.

O prefeito anunciou o nome de Antonio Ocké, gestor do Fundo Municipal, como substituto interino de Ledívia na Saúde.

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Há 11 meses, o professor itabunense Walisson Moura, de 25 anos, era obeso, hipertenso, sofria de apneia do sono e comia de maneira desregrada. Por dia, chegava a devorar quatro acarajés, quantidade não contabilizada de hambúrgueres e outras bagaças. O almoço era “encharcado” por um litro de refrigerante, o mesmo ocorrendo com o jantar.

Nessa época do “comendo tudo adoidado”, Walisson apresentava números preocupantes. Pesava 160 quilos, vestia manequim 64 e a pressão estava em 22 por 18. Forte candidato a um infarto ou um AVC, o jovem tinha também altos índices de colesterol e triglicérides.

A vida do itabunense mudou quando ele viu que sua saúde estava em perigo. E foi graças a muita força de vontade, que Walison procurou uma nutricionista, mudou os hábitos alimentares e substituiu o sedentarismo por atividades físicas diárias. Resultado: em menos de um ano, o professor perdeu 70 quilos e normalizou pressão arterial, glicemia e colesterol.

Walisson escolheu o caminho mais difícil (e saudável) para perder peso, quando a maioria tem optado pela cirurgia bariátrica. E ele quer virar exemplo. O professor criou um blog, onde relata sua batalha contra a balança (confira aqui) e virou assunto de matéria exibida na Rede Bahia.

Em seu blog, o professor diz que não precisou ingerir “nenhum tipo de medicamento ou fórmula mágica” e explica que descartou a bariátrica devido à “agressividade” e aos riscos para seu organismo.

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Walisson: à esquerda, quando devorava quatro acarajés e dois litros de refrigerante por dia

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ledivia espinheiraA Secretaria da Saúde de Ilhéus enfrenta dificuldades para alcançar a meta da campanha de multivacinação, iniciada no sábado, 24. Até esta quinta-feira, 29, de acordo com o órgão, haviam sido vacinadas 4.016 crianças, mas o trabalho está prejudicado pela greve dos servidores municipais, que já dura aproximadamente 40 dias.

Para conseguir atingir a meta de imunização, a secretária Ledívia Espinheira solicitou por meio de ofício que os dois sindicatos que representam os trabalhadores da saúde designem servidores para trabalhar na campanha. A necessidade é especialmente de enfermeiros e técnicos de enfermagem.

A secretária disse que, havendo acordo com os sindicatos, a campanha deverá ser prorrogada até a próxima semana.

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dilmaRenata Giraldi e Danilo Macedo | Agência Brasil

 A presidenta Dilma Rousseff criticou hoje (28) os que têm preconceito contra a presença dos médicos cubanos no Brasil. Em entrevista a rádios de Minas Gerais, ela ressaltou que há também médicos de outros países, além de Cuba. A presidenta reiterou que os estrangeiros estão no Brasil para desempenhar o trabalho que os médicos brasileiros não querem fazer.

“É um imenso preconceito sendo externado contra os cubanos. É importante dizer que os médicos estrangeiros, não só cubanos, vêm ao Brasil para trabalhar onde médicos brasileiros formados aqui não querem trabalhar”, disse ela.

Ontem (27), a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) solicitou à Procuradoria-Geral do Trabalho investigação da relação de trabalho dos profissionais que atuarão pelo Mais Médicos. A entidade alega que o fato de os médicos não revalidarem os diplomas vai causar restrição de locomoção, o que, segundo a entidade, é uma das características do trabalho escravo.

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A Prefeitura de Ilhéus se cadastrou junto ao Ministério da Saúde para receber 60 profissionais por meio do programa “Mais Médicos”. A intenção do município é preencher vagas em 34 unidades de atenção básica, nas zonas urbana e rural.

Segundo a secretária municipal da Saúde, Ledívia Espinheira, os profissionais que vierem a ser contratados irão somar e não substituir as equipes que já estão atuando. “Agora vamos aguardar a análise do Ministério da Saúde para saber como nosso município será contemplado”, diz a secretária.

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Ricardo Noblat | Blog do Noblat 

Sem tolices, por favor. Queriam o quê? Que precisando contratar médicos para fixar no interior do país o governo não o fizesse só por que os nossos têm outros planos? Ou então que contratasse estrangeiros, mas não cubanos por que eles vivem sob uma ditadura?

Com quantas ditaduras o Brasil mantém relações? Sabe em que governo o Brasil reatou relações diplomáticas com Cuba? No do conservador José Sarney. Pois não é?

Desembarcaram por aqui no último fim de semana os 400 médicos cubanos que aceitaram trabalhar durante três anos nos 701 municípios rejeitados por brasileiros e estrangeiros em geral inscritos no programa “Mais Médicos”.

São municípios que exibem os piores índices de desenvolvimento humano do país, 84% deles situados no Norte e no Nordeste. Os nossos médicos brancos e de olhos azuis não topam servir onde mais precisam deles.

Médicos brancos e de olhos azuis… (Olha o racismo aí, gente!) O que eles querem mesmo é conforto, um consultório para chamar de seu e bastante dinheiro. Igarapés? Mosquitos? Casas de pau a pique? Internet lenta? Medicina, em parte, como uma espécie de sacerdócio? Argh!

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Apoio é oferecido pelo terceiro ano consecutivo
Apoio é oferecido pelo terceiro ano consecutivo

Pelo terceiro ano seguido, a empresa Bahiagás dará apoio ao Mutirão do Diabético, que realiza sua nona edição no dia 9 de novembro. O evento é uma iniciativa da Associação dos Diabéticos de Itabuna (Asdita) e do Hospital de Olhos Beira Rio, sendo considerada uma das maiores mobilizações do País pelo tratamento e prevenção do diabetes.

Segundo o diretor da Bahiagás, Davidson Magalhães, o apoio se encaixa na política de responsabilidade social da empresa. Ele afirma que a estatal investe parte dos lucros em projetos como o Mutirão do Diabético e programas de incentivo ao esporte, cultura e inclusão social”.

O médico Rafael Andrade, que coordena o mutirão, diz que o apoio permitirá ampliar “as ações de prevenção na Feira da Saúde, como a realização de exames de glicemia e pressão arterial e a distribuição de kits com material educativo”.

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medico-cubano

Aline Leal Valcarenghi | Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira, 21, que até o final do ano 4 mil médicos cubanos vão chegar ao Brasil para atuar nas cidades que não atraírem profissionais inscritos individualmente no Mais Médicos. Na segunda-feira, dia 26, chegam 400 profissionais, que vão passar pelo mesmo processo de avaliação dos médicos com diploma estrangeiro e sem revalidação do diploma inscritos na primeira etapa do programa.

Nem o Ministério da Saúde, nem a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que vai intermediar o acordo com o governo cubano, sabem dizer quanto estes profissionais vão receber pelo trabalho. “O ministério passa o mesmo valor unitário e é a Opas que vai fazer a negociação com Cuba”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acrescentando que o acordo é entre a Opas e Cuba. O ministro ressaltou que os médicos vão suprir a demanda de parte dos 701 municípios que não foram selecionados por nenhum médico na primeira edição do programa.

As duas instituições informaram também que é o governo de Cuba que decide se os profissionais vão poder trazer sua família para o Brasil. O ministro ressaltou que, assim como com os outros profissionais, a alimentação e moradia dos médicos são responsabilidade dos municípios que os receberão.

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Programa busca assegurar médicos para áreas carentes e mais distantes (Foto ABr).
Programa busca assegurar médicos para áreas carentes e mais distantes (Foto ABr).

Yara Aquino | Agência Brasil

O prazo para o encerramento da primeira etapa do Programa Mais Médicos foi prorrogado. Os profissionais formados no exterior que escolheram os municípios onde querem atuar dentro do prazo estipulado, mas não foram alocados em nenhuma das vagas disponíveis, poderão optar pela vaga definida pela coordenação do Mais Médicos até as 23h59 de hoje (13). A medida está em edital publicado no Diário Oficial da União.

Inicialmente, o prazo para os médicos com diploma estrangeiro confirmarem a participação seria encerrado ontem (12). A divulgação do balanço final da adesão de médicos brasileiros e estrangeiros ao programa, prevista para hoje, ocorrerá amanhã (14).

O edital publicado no Diário Oficial estabelece ainda que os médicos com inscrições confirmadas até a data de publicação deste edital serão acionados por e-mail e, facultativamente, por contato telefônico, para complementação das informações exigidas para regularizar a participação no programa.

Balanço do Ministério da Saúde divulgado no último dia 10 mostrou que 715 médicos formados no exterior indicaram municípios para participar do Programa Mais Médicos. Desses, 194 são brasileiros que se formaram fora do país e 521 são estrangeiros. Esses profissionais ainda precisavam confirmar a participação no programa.

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Assunção questiona envolvimento da vítima com o tráfico de drogas

A baixa adesão de médicos brasileiros ao programa “Mais Médicos”, do Governo Federal, levou o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) a constatar a necessidade da contratação de profissionais estrangeiros.

Nesta quarta-feira, 7, em Brasília, o petista disse que a recusa dos médicos brasileiros de trabalhar nos pequenos municípios e em lugares remotos torna necessária a “importação”.

Apenas 6% das vagas oferecidas pelo programa m todo o país foram preenchidas. Na Bahia, dos 317 municípios inscritos, apenas 41 vão receber profissionais na primeira etapa do programa.

 

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Luís Henrique e Joelma tiveram que pagar pelo parto em hospital público (foto reprodução TV Santa Cruz)
Luís Henrique e Joelma tiveram que pagar pelo parto em hospital público (foto reprodução TV Santa Cruz)

A devolução do dinheiro cobrado indevidamente e uma mera advertência. Essa é a “punição” que o obstetra Luís Leite receberá por ter agido com desonestidade e cobrado para realizar um parto na Maternidade Ester Gomes, em Itabuna.

Apesar de a maternidade ser pública e o parto ter sido feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), Leite exigiu pagamento de quase dois salários mínimos (R$ 1,2 mil) para fazer a cesariana. No desespero, o pai, Luís Henrique do Espírito Santo, recorreu a um empréstimo.

Descoberta a safadeza, a direção da Ester Gomes negou que autorize esse tipo de cobrança e exigiu do médico a devolução do dinheiro. Luís Henrique, um jovem humilde, e sua companheira, Joelma, uma adolescente de 16 anos, ficaram indignados com a situação, semelhante a de que tantos outros certamente têm sido vítimas, calados, em diversos hospitais públicos.

Num momento em que se discute a falta de acesso dos pobres à saúde no Brasil, e a necessidade de “importar” médicos, o lamentável caso itabunense (mais um!) ganhou repercussão nacional.

Clique aqui para ler matéria do G1 e assistir à reportagem de Camila Oliveira (TV Santa Cruz) sobre o caso.

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Presidente da Fasi diz que salário dos servidores vai pra conta logo após repasse da Sesab (foto Wilson Oliveira)
Bicalho: mais de 70% de economia com a produção de gás medicinal e oxigênio (foto Wilson Oliveira)

O médico Paulo Bicalho, presidente da Fundação de Assistência à Saúde de Itabuna (Fasi), que administra o Hospital de Base, vai conseguindo o que parecia impossível: organizar e aumentar a eficiência da instituição, com uma gestão que procura racionalizar a aplicação dos recursos disponíveis.

O passo mais recente nesse sentido é a mudança no contrato para abastecimento de gás medicinal. O Base está adquirindo equipamentos para instalar uma usina que irá produzir o gás, além de oxigênio, em maior quantidade e por um preço (bem) menor. Os custos com o insumo irão despencar de R$ 100 mil para R$ 25,5 mil ao mês.

Segundo Bicalho, até o final desta semana o hospital já estará operando com a produção própria.