Nísia Trindade, ministra da Saúde || Reprodução
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Ao comentar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que autoriza o processamento do plasma por empresas privadas – em tramitação no Senado – a ministra da Saúde, Nísia Trindade (foto), disse, nesta terça-feira (26), em Brasília, que o governo trabalha para evitar que o sangue humano se torne mercadoria. A declaração foi dada durante participação no programa Conversa com o Presidente, transmitido pelo Canal Gov.

“Existe uma PEC de comercialização do plasma. O plasma é fundamental para o desenvolvimento de produtos que são usados para tratamentos de doenças importantíssimas. Mas o sangue não pode ser comercializado de modo algum, não pode haver compensação aos doadores e isso foi uma conquista da nossa Constituição”, afirmou.

Acompanhada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Nísia lembrou que, atualmente, a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) já trabalha no desenvolvimento de insumos derivados do sangue. Segundo ela, a instituição passa a entregar este ano, por exemplo, o fator 8 para tratamento de pessoas com hemofilia.

“E, em 2025, [a Hemobrás] fará a entrega de outros produtos derivados do plasma. Estamos trabalhando para que o sangue não seja uma mercadoria”, concluiu a ministra da Saúde.

ENTENDA A PEC

A PEC 10/2022 prevê o processamento de plasma humano pela iniciativa privada para o desenvolvimento de novas tecnologias e a produção de medicamentos. O texto entrou na pauta da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal no último dia 13, mas foi retirado de pauta a pedido da relatora, senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB), que solicitou mais tempo para construir uma proposta de consenso com senadores e com o governo.

A votação da PEC já foi adiada sete vezes na comissão por ser considerada polêmica. A relatora havia incluído no projeto original a proposta de pagamento ao doador em troca da coleta do plasma, o que gerou reações contrárias de diversos senadores e também de órgãos públicos. Não há uma nova data para a análise da proposta na CCJ.

O plasma é a parte líquida do sangue, resultante do processo de fracionamento do sangue total, obtido de doadores voluntários dos serviços de hemoterapia. Ele pode ser usado para a produção de medicamentos hemoderivados, como albumina, imunoglobulina e fatores de coagulação utilizados por pessoas com doenças como a hemofilia. Informações d´Agência Brasil.

Procedimento coincidiu com o Setembro Verde, campanha de doação de órgãos
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O Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC) anunciou, nesta terça (19), a terceira captação de múltiplos órgãos feita neste ano. O procedimento foi executado no início deste mês, que é marcado Setembro Verde. A campanha visa conscientizar a sociedade sobre a importância da doação de órgãos para a vida das pessoas que aguardam nas filas de transplante.

Também no âmbito da campanha, a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes fez uma blitz para sensibilizar e informar os pacientes do Hospital sobre o impacto positivo da decisão de ser um doador ou doadora de órgãos. Para que essa escolha seja respeitada, é fundamental que as pessoas a manifeste aos seus familiares.

O grupo de trabalho também distribuiu materiais informativos e expôs peças de comunicação visual na entrada e nos lugares de maior fluxo no Hospital. “Todas essas ações conjuntas aconteceram no intuito de intensificar a conscientização e incentivo para a doação de órgãos”, assegurou Naama Ramos e Silva, enfermeira da Comissão.

RETOMADA

Comissão faz blitz do Setembro Verde no Costa do Cacau

A Comissão do HRCC atua em parceria com a Central Estadual de Transplantes, a Coordenação do Sistema Estadual de Transplantes e a Secretaria de Saúde da Bahia. Neste ano, o lema da campanha interinstitucional é “Transforme a dor em amor. Seja também um doador de órgãos e avise a sua família”. Segundo Naama Ramos, no próximo dia 27, Dia Nacional da Doação de Órgãos, o HRCC terá novas atividades do Setembro Verde.

Neste ano, além dos procedimentos com múltiplos órgãos, o Hospital Costa do Cacau já fez cinco captações de córneas, maior número entre as unidades da Sesab no sul da Bahia, ressalta a enfermeira. “Com muito trabalho e dedicação, estamos alcançando índices anteriores aos de 2020, quando foi decretada a emergência sanitária [da Covid-19]”.

Vacina contra hepatite B é primeira a prevenir contra tipo de cãncer || Foto Dênio Simões/Agência Brasília
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O vírus HBV, causador da hepatite B, é um antígeno silencioso, que pode demorar anos até ser notado pelo hospedeiro. Quando isso acontece, entretanto, muitas vezes o estrago provocado já resultou em uma cirrose ou um câncer de fígado. Disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças, adolescentes e adultos, a vacina contra a hepatite B é a principal forma de prevenir essa doença, que pode ser transmitida sexualmente, pelo contato com o sangue e durante a gestação, da mãe para o bebê.

Infectologista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, Raquel Stucchi destaca que a vacina contra a hepatite B foi a primeira vacina contra algum tipo de câncer a ser disponibilizada, porque o vírus da hepatite B é o principal causador de câncer de fígado.

“A vacinação diminuiu drasticamente os casos de hepatite B e o risco de cirrose e câncer de fígado. Por isso, a vacina é importante. E por que na infância? Primeiro, a adesão na infância é mais fácil. Ela é feita com outras vacinas nos primeiros meses de vida e pode ser feita no berçário, assim que a criança nasce. E a resposta das crianças contra a hepatite B é de 100%, e, com a criança se mantendo saudável depois, essa proteção é para a vida toda.”

DESDE O NASCIMENTO

A hepatite B é frequentemente lembrada como infecção sexualmente transmissível (IST), mas a vacinação contra a doença após o parto é considerada fundamental para garantir que não haja transmissão do vírus da mãe para o bebê, o que é chamado na medicina de transmissão vertical.

Integrante do calendário do adulto e da gestante, a vacina contra a hepatite B deve ser administrada também nos bebês logo após o nascimento. O Programa Nacional de Imunizações, que completa 50 anos em 2023, recomenda que os recém-nascidos recebam essa vacina nas primeiras 24 horas de vida, e, preferencialmente, nas primeiras 12 horas, ainda na maternidade.

O pediatra Renato Kfouri, presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que essa agilidade garante que o bebê não seja contaminado pelo vírus da hepatite B, caso sua mãe viva com a infecção.

“Ao vacinar logo ao nascer, a gente elimina essa possibilidade, e, consequentemente, a de termos no futuro portadores crônicos deste vírus. Essa é a razão de se vacinar ao nascer”, explica Renato Kfouri.

Ele acrescenta que impedir a formação de um quadro crônico é também contribuir para o bloqueio do vírus.

O calendário vacinal da criança prevê que a proteção contra a hepatite B também se dá por meio da vacina pentavalente, que deve ser aplicada aos 2 meses, aos 4 meses e aos 6 meses. Além dessa forma de hepatite, a vacina previne contra difteria, tétano, coqueluche, e Haemophilus influenzae B, causador de um tipo de meningite.

Já a partir dos 7 anos completos, quando não houver comprovação vacinal contra a hepatite B ou quando o esquema vacinal estiver incompleto, a recomendação é completar três doses com a vacina específica da hepatite B, com intervalo de 30 dias da primeira para a segunda dose, e de 6 meses entre a primeira e a terceira. Essa recomendação inclui adolescentes, adultos e, especialmente, gestantes.

EFEITOS E EVENTOS ADVERSOS

A Sociedade Brasileira de Imunizações informa que, em 3% a 29% dos vacinados, pode ocorrer dor no local da aplicação. Já endurecimento, inchaço e vermelhidão acometem de 0,2% a 17% das pessoas.

O pós-vacinação também pode ter febre bem tolerada e autolimitada nas primeiras 24 horas após a aplicação, para de 1% a 6% dos vacinados. Cansaço, tontura, dor de cabeça, irritabilidade e desconforto gastrintestinal são relatados por 1% a 20%.

Eventos adversos mais graves que isso são considerados raros ou muito raros. Púrpura trombocitopênica idiopática foi registrada em menos de 0,01% dos vacinados, de modo que não foi possível estabelecer se foi coincidência ou de se fato tinha relação com a vacinação.

A bula da vacina contra a hepatite B também prevê uma frequência muito rara de anafilaxia em adolescentes e adultos vacinados, na proporção de um caso a cada 600 mil. Essa ocorrência é ainda mais rara ainda em crianças.

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Vacinação contra pólio não será mais por meio da "gotinha" || Foto Marcelo Camargo/ABr
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Na América Latina, 14 países, pelo menos, já fizeram a mudança

Vinícius Lisboa || Agência Brasil

As gotinhas que entraram para a história da imunização ao eliminarem a poliomielite no Brasil ganharam uma previsão de aposentadoria, e a substituição da vacina oral contra a doença pela aplicação intramuscular significará uma proteção ainda maior para os brasileiros.

No último dia 7 de julho, o Ministério da Saúde anunciou que vai substituir gradualmente a vacina oral poliomielite (VOP) pela versão inativada (VIP) do imunizante a partir de 2024. A decisão foi recomendada pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI), que considerou as novas evidências científicas que indicam a maior segurança e eficácia da VIP.

Apesar da novidade, o Ministério da Saúde fez questão de destacar que o Zé Gotinha, símbolo histórico da importância da vacinação no Brasil, vai continuar na missão de sensibilizar as crianças, os pais e responsáveis, participando das ações de imunização e campanhas do governo.

A poliomielite é uma doença grave e mais conhecida como paralisia infantil, por deixar quadros permanentes de paralisia em pernas e braços, forçando parte dos que se recuperam a usar cadeiras de rodas e outros suportes para locomoção. A enfermidade também pode levar à morte por asfixia, com a paralisia dos músculos torácicos responsáveis pela respiração. Durante os períodos mais agudos em que a doença circulou, crianças e adultos com casos graves chegavam a ser internados nos chamados “pulmões de aço”, respiradores mecânicos da época, dos quais, muitas vezes, não podiam mais ser retirados.

A PARTIR DOS 2 MESES

A vacinação contra a poliomielite no Brasil é realizada atualmente com três doses da VIP, aos 2, 4 e 6 meses de idade, e duas doses de reforço da VOP, aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

A partir do primeiro semestre de 2024, o governo federal começará a orientar uma mudança nesse esquema, que deixará de incluir duas doses de reforço da vacina oral, substituindo-as por apenas uma dose de reforço da vacina inativada, aos 15 meses de idade. O esquema completo contra a poliomielite passará, então, a incluir quatro doses, aos 2, 4, 6 e 15 meses de idade.

A facilidade de aplicação e o baixo custo contribuíram para que as gotinhas tivessem sido a ferramenta para o Brasil e outros países vencerem a poliomielite, explica a presidente da Comissão de Certificação da Erradicação da Pólio no Brasil, Luíza Helena Falleiros Arlant. A comissão é uma entidade que existe no Programa Nacional de Imunizações (PNI) junto à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Em 2023, o programa completa 50 anos.

“Em 1988, havia mais de 350 mil casos de pólio no mundo. Crianças e adultos paralisados. Naquela época, o que era preciso fazer? Pegar uma vacina oral que pudesse vacinar milhões de pessoas em um prazo curto para acabar com aquele surto epidêmico. Eram muitos casos no mundo todo, uma tragédia”, contextualiza Luíza Helena.

CIÊNCIA EVOLUIU

O sucesso obtido com a vacina oral fez com que a pólio fosse eliminada da maior parte dos continentes, mas pesquisas mais recentes, realizadas a partir dos anos 2000, mostraram que a VOP era menos eficaz e segura que a vacina intramuscular. Em casos considerados extremamente raros, a vacina oral, que contém o poliovírus enfraquecido, pode levar a quadros de pólio vacinal, com sintomas semelhantes aos provocados pelo vírus selvagem.

“Crianças com desnutrição, com verminoses ou doenças intestinais podem ter interferências na resposta à vacina oral. Já a vacina inativada, não. Ela protege muito mais, sua resposta imunogênica é muito mais segura, eficaz e duradoura. Há uma série de vantagens sobre a vacina oral. Tudo isso não foi descoberto em uma semana, foram estudos publicados que se intensificaram a partir de 2000.”

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Dirigentes do Hospital e distrito sanitário durante assinatura de documento || Foto Maurício Maron
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O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio (HMIJS) deve se tornar a primeira unidade médico-hospitalar da Bahia e a segunda do Brasil a ofertar atenção especializada para os povos originários. Nesta semana, foi assinado o Plano de Metas e Ações do programa (IAE-PI) pela diretora-geral do HMIJS, Domilene Borges, pelo coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena da Bahia (DSEI Bahia), Flávio de Jesus Dias; e pelo Presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena da Bahia (Condisi), Sérgio Utiarite Bute.

Agora o documento segue para análise final da Secretaria Estadual da Saúde e do Ministério da Saúde. De acordo com a instituição, a iniciativa visa avançar na qualificação da prestação do serviço aos Povos Originários da Bahia, respeitando contextos interculturais, cuidados tradicionais e a presença de atividades de educação permanente nas aldeias, dentre outros importantes eixos, conforme previsto em Portaria do Ministério da Saúde.

O IAE-PI também vai incrementar acessos a serviços de saúde de média e alta complexidade na rede SUS, garantindo a complementariedade da atenção.

CONFORTO E TRADIÇÃO

Segundo o documento assinado hoje, as diretrizes gerais que norteiam os objetivos vão desde a melhoria no acesso das populações indígenas ao serviço especializado; adequação da ambiência de acordo com as especificidades culturais; ajuste de dietas hospitalares considerando os hábitos alimentares de cada etnia; acolhimento e humanização das práticas e processos de trabalho dos profissionais em relação aos indígenas e demais usuários do SUS, considerando a vulnerabilidade sociocultural e epidemiológica de alguns grupos.

Estão previstos ainda o estabelecimento de fluxo de comunicação entre o serviço especializado e a Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena, por meio das Casas de Saúde Indígena (CASAI) e a qualificação dos profissionais que atuam nos estabelecimentos que prestam assistência aos povos indígenas quanto a temas como interculturalidade.

Tanto Sérgio Bute, que representa o controle social, quanto o cacique Flávio Dias, que é vereador licenciado no município de Euclides da Cunha e representa a gestão do DSEI, elogiaram a estrutura do hospital. Eles visitaram as instalações e asseguraram que o modelo a ser implantado em Ilhéus deve servir como referência e exemplo para todo o Brasil. “Vamos levar o que vocês estão propondo executar para debate em todo o Brasil. É um modelo inovador”, assegurou o cacique.

ATENÇÃO E CUIDADO

Nas últimas semanas a direção do HMIJS tem intensificado ações nas comunidades dos Povos Originários. Direção e técnicos já visitaram as aldeias Itapoã e Acuípe do Meio, dialogaram com os técnicos e enfermeiros do Distrito Sanitário Especial Indígena da Bahia e convidaram lideranças indígenas para uma visita-guiada ao hospital. Esta última ação deve ocorrer nos próximos dias.

O Brasil tem quase 1,7 milhão de indígenas, segundo os dados de 2022 divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com 229.103, a Bahia conta com a segunda maior população indígena no país, o que representa 1,62% dos habitantes do estado. No ranking das 50 cidades do Brasil com maior comunidade do grupo étnico, a Bahia ainda conta com Porto Seguro, em 14°, e Ilhéus, 21°, com pouco mais de 12 mil pessoas que vivem tanto na zona urbana quanto na zona rural.

Os Tupinambá estão situados em uma área de 47 mil quilômetros quadrados entre os municípios de Ilhéus, Buerarema e Una, no Território Litoral Sul. São 23 aldeias tradicionais e, pelo menos, 90% desta área ficam localizados no município de Ilhéus. De uma população de 8 mil pessoas aldeiadas, aproximadamente 5 mil são mulheres.

Samuel, no colo da mamãe Analícia, com Domilene Borges, diretora do HMIJS || Foto Maurício Maron
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Menos de dois anos após inaugurado, o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio (HMIJS), em Ilhéus, alcançou a marca de 5 mil partos realizados, na noite desta terça-feira (8). Bebê de número 5 mil da maternidade, Samuel nasceu às 21h36min, de parto natural. E veio ao mundo com 51,5 centímentros e 3 quilos e 530 gramas.

O recém-nascido é o primeiro filho da dona de casa Analícia Campos, de 21 anos, e do ajudante de pedreiro Isaac dos Santos. O casal mora na zona rural, no limite entre os municípios de Ilhéus e Uruçuca, no Sargi.

Ao sentir as contrações, a família de Analícia acionou o Samu. Ela elogia a forma acolhedora com que foi recebida pela equipe do Hospital Materno-Infantil. “Não foi só quando cheguei, mas todo o atendimento feito”, assegura. “Foi uma sensação diferente”, reforça a mãe de Analícia, dona Eulice. A filha dela nasceu em casa e com um ano de vida foi diagnosticada como sendo uma PCD (Pessoa com Deficiência) física.

“Ter Samuel era um sonho. Estou muito feliz com tudo”, resumiu Analícia. Hoje, logo cedo, Samuel e Analícia receberam uma lembrança de boas-vindas da direção do HMIJS, em nome do estado da Bahia, Sesab e Fesf, entidade gestora do hospital em parceria com a Secretaria estadual da Saúde desde a sua inauguração.

Samuel ocupa o alojamento conjunto 13. Colaboradores programam para ainda hoje uma comemoração na porta da unidade para marcar o feito. A diretora-geral do HMIJS, Domilene Borges, afirmou que este número expressivo é fruto da dedicação da equipe, que desde a fundação do hospital tem por missão dar o melhor tratamento nesse momento tão importante na vida da mãe e do pai”.

Primeira maternidade 100 por cento SUS da região, o HMIJS já é uma referência no atendimento a obstetrícia e pediatria. O hospital tem 105 leitos de internação, sendo 10 de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo) e 25 de semi-intensiva; capacidade para atender urgências e emergências de toda a região; além de cinco leitos no Centro de Parto Normal Intra-hospitalar. Projetado para atender a oito municípios da região de Ilhéus e mais 12 da região de Valença, o Materno-Infantil fechou ao ano de 2022 com atendimento a 110 municípios, sendo 90 da Bahia e 20 de outras regiões do País.

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Lino Sieiro, coordenador-geral dos cursos de Medicina da Unex
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Dos dias 31 de julho a 3 de agosto, o curso de Medicina da Unex promoveu a Semana Pedagógica 2023.2 com atividades nos três turnos. A programação ocorreu conjuntamente com a unidade de Medicina de Feira de Santana nas modalidades online e presencial nos dois últimos.

Na noite de quarta-feira (2), os docentes foram recepcionados pelo coordenador do curso, Eric Ettinger Júnior, e participaram de palestra com o tema O manejo na sala de aula com o aluno do século XXI, que teve como conferencista a psicóloga Cira Vieira, do Núcleo de Assistência Psicopedagógica (NAP) da Unex Itabuna.

Houve, ainda, palestra com o coordenador de Laboratórios e Inovações Tecnológicas, Tiago Veltri, sob a temática A nova formação do médico generalista: a importância da interação dos ciclos básico e clínico, no campus de Medicina. Na quinta-feira (03), ele ministrou oficina com os professores do Eixo Básico.

Cira Vieira aborda manejo na sala de aula com o aluno do século XXI

NOVOS DOCENTES

Ainda na quinta-feira, último dia de atividades, a programação da Semana Pedagógica seguiu com a participação do coordenador-geral de Medicina da Rede Unex, Lino Sieiro Netto, que conduziu a reunião de colegiado do curso nota máxima concedida pelo MEC. Na atividade, foram recepcionados dois novos professores, os médicos Maria Carolina de Carvalho e Júlio Cezar Diaz, que passam a integrar a equipe de docentes do curso de Medicina da Unex Itabuna.

A programação, enfatiza o médico Eric Ettinger Júnior, é importante momento de atualização para os professores do colegiado, no qual foram revisitados os planos de ensino das matérias que serão cursadas e direcionadas aos alunos de 1º e 2º semestre. “Capacitamos nossos professores para tirar dúvidas, além da incorporação de novas tecnologias nas matérias e alinhamento do conteúdo que será passado aos estudantes”, explicou.

Brasil registra alta em número de infartos || Imagem Artmed
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Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) mostram aumento de 25% no total de internações por infarto no Brasil, nos últimos seis anos. Passando de 81.505 casos, em 2016; para mais de 100 mil, em 2022. Para discutir possibilidades para reverter esse cenário, especialistas participam nesta semana, aqui no Rio de Janeiro, do Encontro Internacional de Cardiologia Intervencionista, maior evento na América Latina dedicado ao tema.

Para o cardiologista Roberto Botelho, diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, a saúde do coração é um dos maiores desafios na área da saúde.

“Há um estudo feito em 60 países que mostrou que quanto menor a renda per capita e o nível educacional de uma população, pior os indicadores da saúde cardiovascular, maior a mortalidade por infarto, maior a hipertensão, maior epidemia. Por isso por isso fica quase que automático a gente supor – e dados mostraram isso – que a saúde cardiovascular do brasileiro vai mal e vem piorando.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO

O especialista avalia que é urgente investir em recursos tecnológicos como forma de prevenção e tratamento. E ressalta a importância de um olhar mais atento para os efeitos das doenças cardiovasculares. “Não só pelo gasto de saúde direta, consumo com remédio, UTI, como pelo pelo gasto com medicamentos, mas como o gasto das economia, por causa do custo secundário. A pessoa que tem a doença trabalha menos, produz menos. O impacto de um PIB no país é bastante afetado

A boa notícia, de acordo com Roberto Botelho, é que 85 por cento dos riscos que levam a doenças cardiovasculares podem ser evitados com hábitos saudáveis.

“Só 15% que a gente não consegue modificar. Você consegue modificar o fato de ter na família uma genética de doença cardiovascular. Então qual é a melhor prática? Aí vem uma notícia muito boa: se você pratica exercícios, toma cuidado com seu intestino e procura uma comida mais saudável, se aplica  técnicas para diminuir o estresse, isso são medidas baratas que dependem muito mais da vontade de disponibilizar um tempo para aquilo e priorizar.. Com isso, a gente consegue uma transformação muito impactante na saúde populacional e individual.”

O Sistema Único de Saúde oferece atendimento gratuito para a prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares, em Unidades Básicas de Saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, em caso de necessidade, o paciente é encaminhado para a Atenção Especializada, onde terá toda assistência para o acompanhamento com especialista, exames, tratamento e os procedimentos necessários, ambulatoriais ou cirúrgicos.

Formada na UFRJ, a psicóloga Laura Fernandes faz residência externa em Ilhéus
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A psicóloga Laura Fernandes, formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, dedica a sua residência, espécie de pós-graduação em serviço, à saúde mental. Durante dois anos, ela vai circular pela rede de atenção psicossocial do Rio de Janeiro e conhecer a sua realidade. No entanto, além dos serviços obrigatórios, a residência lhe permite um estágio externo. É nesse contexto que Laura entra para a história do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, tornando-se a primeira residente da unidade.

Na graduação, Laura teve grande interesse na saúde materno-infantil. “Todo o processo de gestar, de se tornar mãe, puerpério, saúde mental, sempre interessaram”, explica. Mas ela também trazia uma outra vontade aliada a este interesse: conhecer essa mesma realidade em uma população de mulheres nas aldeias e ver de perto as suas principais dificuldades. Foi pesquisando na internet que ela encontrou reportagens sobre o hospital e passou a conhecer detalhadamente a proposta do HMIJS de ser, em breve, a primeira maternidade da Bahia a executar um programa de incentivo da atenção especializada para os povos originários do estado.

A ideia consiste em qualificar a prestação do serviço, respeitando contextos interculturais, cuidados tradicionais e a presença de atividades de educação permanente nas aldeias, conforme previsto em Portaria do Ministério da Saúde. “Fiquei encantada com isso. Muita coisa me chamou a atenção”, assegura a residente.

ESFORÇO

Laura decidiu então manter contato com o hospital, considerando, inclusive, o aspecto de ser a única maternidade 100 por cento SUS do sul da Bahia. Para a diretora Domilene Borges ela explicou qual era a proposta do seu trabalho. No entanto, para ser acolhida pelo hospital era preciso vencer mais uma condição burocrática: ter a aprovação da Escola de Saúde Pública da Bahia, por onde passa a formalização dos estágios nas unidades hospitalares públicas do estado. Ela conseguiu.

Laura permanecerá no HMIJS nas próximas três semanas. Além de atuar no hospital ela irá acompanhar ações implantadas pela direção, a exemplo da roda de conversa em bairros da cidade, o apoio psicológico aos casos de violência contra a mulher, contribuir dando suporte psicológico às mães que amamentam como reforço à campanha do Agosto Dourado e ajudar no desenvolvimento da proposta de implantação de serviços para a comunidade trans. Laura ainda vai visitar, junto com a direção do hospital, aldeias da etnia Tupinambá.

Domilene Borges (de rosa) e equipe acolhem a primeira residente do Hospital

“Vim com a ideia de pensar como é esta articulação da rede. Em apenas um dia já vi que é muita informação. São muitas propostas que vocês estão apresentando. Mas o que mais me chamou a atenção é esse pensamento territorial que a direção traz. Penso que isso é um diferencial e inovador”, afirmou. A ideia de sua participação, segundo Laura, é de conversar e entender o que a população está precisando, o que pode melhorar no serviço. O fato de ser a primeira residente a atuar na unidade é destacado pela profissional. “Feliz de que este momento esteja acontecendo comigo e quando for retornar para o Rio de Janeiro vou poder apresentar o resultado disso tudo. Espero que outros (profissionais) também possam passar por esta experiência”, comentou.

PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO

No perfil de hospital-escola, o HMIJS já trabalha com o internato de 49 estudantes de medicina (Uesc, UFSB e Fasa) e com estágio para os cursos de Enfermagem e Técnico de Enfermagem (Centro Estadual de Biotecnologia e Saúde). “Essa articulação da assistência com a educação é fundamental, é uma troca rica devolvendo para a sociedade o que ela paga de imposto”, resume a primeira residente do Materno-Infantil.

Agosto Dourado: amamentação ajuda a prevenir câncer de mama e outras doenças || Arquivo Pessoal/Priscila Nóbrega
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A edição 2023 da Semana Mundial da Amamentação quer chamar a atenção para as dificuldades vividas por pais e mães que precisam dividir o seu tempo entre trabalho e bebês ainda na fase de amamentação. Assim, a organizadora do evento – a Aliança Mundial para Ação de Aleitamento Materno – defende a ampliação da licença maternidade remunerada e a adequação dos ambientes de trabalho para mães e bebês lactantes.

A semana mundial começa nesta terça-feira (1º) e vai até o dia 7 com o slogan Possibilitando a Amamentação: Fazendo a Diferença para Mães e Pais que Trabalham. Entre os objetivos, está o de informar sobre as perspectivas dos pais trabalhadores com relação à amamentação e paternidade.

Pretende-se, também, criar bases para a adoção de licença remunerada e suporte nos locais de trabalho, de forma a facilitar a amamentação de bebês; envolver as pessoas e organizações para melhorar a colaboração e o apoio à amamentação no trabalho; e conscientizar sobre ações de melhoria das condições de trabalho e apoio relevante ao aleitamento materno.

PANDEMIA PREJUDICOU GESTANTES

Em nota divulgada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da entidade, Rossiclei Pinheiro, diz que a pandemia de covid-19 prejudicou as mulheres grávidas, uma vez que aumentou o risco de desemprego e dificultou o acesso a serviços de saúde nas diferentes etapas da gestação.

Segundo ela, a edição deste ano pretende “ajudar e facilitar o desenvolvimento de ações para defender os direitos da mulher trabalhadora que amamenta”.

Entre as medidas defendidas pela SBP, figuram a defesa da licença-maternidade com duração de 180 dias; o incentivo à implantação de salas de apoio à amamentação nos locais de trabalho; disponibilização de creches nas empresas ou próximas ao local; e a extensão da licença-paternidade para 20 dias.

Rossiclei considera fundamental o envolvimento de governos, sistemas de saúde, empresas e comunidades nessa causa, visando a promoção da autonomia das famílias e a manutenção de ambientes favoráveis ao aleitamento materno nos mais diversos ambientes de trabalho.

“Pretendemos fazer um balanço das mudanças nas configurações do local de trabalho e nas normas parentais, identificando as interferências do home office e atividades extradomiciliares, ouvindo pais de diferentes regiões no país. As perspectivas e necessidades dos pais nos ajudarão a entender melhor como as políticas de apoio ao aleitamento materno e a legislação podem ajudá-los”, acrescenta.

A SBP coordena, também, o Agosto Dourado, mês dedicado a ações que visam estimular o aleitamento materno. Neste período, a entidade e suas afiliadas promovem medidas – presenciais e virtuais – para conscientizar a população sobre a importância da amamentação.

Começa a obra da segunda etapa do Hospital São Lucas|| Foto Divulgação
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O Hospital São Lucas será reaberto pela Santa Casa de Misericórdia de Itabuna nesta sexta-feira (28) em solenidade com a participação do governador Jerônimo Rodrigues e do prefeito Augusto Castro. A cerimônia está prevista para começar às 11h e integra as comemorações pelos 113 anos do município sul-baiano.

Segundo o provedor da Santa Casa, Francisco Valdece, amanhã será entregue a primeira etapa das obras de reforma e reabertura do hospital. A unidade será voltada apenas para atendimento pelo SUS. Na última terça (25), a unidade recebeu equipamentos e mobiliários de convênio com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) e Prefeitura de Itabuna.

Entre os materiais que chegaram para o novo Hospital São Lucas estão camas de leito, colchões impermeáveis, suportes para soro, armários para guardar enxoval, ventiladores mecânicos, aspiradores de secreção, eletrocardiógrafos, cardioversores, monitores multiparamétricos, focos cirúrgicos em Led, kit de laringoscópio, aparelho de ultrassom, kit nebulização e carinhos para transporte de materiais e equipamentos.

Amanhã serão abertos 27 leitos clínicos regulados, sendo um de isolamento, além de ambulatório para várias especialidades e laboratório de análises clínicas e área de apoio, como nutrição e Central de Material e Esterilização (CME).

HOSPITAL TERÁ 121 LEITOS

A unidade hospitalar está sendo ampliada de 3,5 mil para 8,7 mil metros quadrados. Quando estiver em pleno funcionamento, o novo Hospital São Lucas disponibilizará 121 leitos, com 20 deles de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e Unidade de Hemodiálise, com 53 máquinas. A unidade hospitalar contará ainda com um centro cirúrgico com quatro salas, cinco salas de recuperação pós-anestésica, centro de imagenologia, centro médico multiprofissional com 16 consultórios, além de toda a estrutura de apoio.

A segunda etapa da obra começará ainda neste início de semestre, segundo o provedor Francisco Valdece. O projeto está sendo executado por etapas, conforme a captação e liberação de recursos nos governos estadual e federal. “Esse projeto representa uma grande conquista para população do município e o seu andamento depende do trabalho de todos. Estamos muito felizes em entregar um hospital 100% SUS”, afirma Francisco Valdece.

Anízio, ao centro, foi eleito presidente do Consórcio da Policlínica
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O prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio (PT), acaba de ser eleito presidente do Consórcio da Policlínica Regional de Saúde de Ilhéus, que terá como vice-presidente o prefeito de Una, Thiago Bischner (PP). A eleição de ambos foi por aclamação, na manhã desta quinta-feira (20), em Itabuna, após desistência de Mário Alexandre, Marão (PSD), de Ilhéus, de bater chapa.

A Policlínica está sendo construída ao lado do Hospital Costa do Cacau, na Rodovia Ilhéus-Itabuna, e atenderá 10 municípios do Litoral Sul e da Costa do Cacau. “A Policlínica será mais um importante equipamento para a saúde pública do sul da Bahia”, afirmou Tonho de Anízio, há pouco, ao PIMENTA.

Segundo Tonho, a segunda policlínica regional de saúde no Litoral Sul representará um grande alívio para a unidade de Itabuna, inaugurada em setembro de 2019 pelo ex-governador Rui Costa. “A Policlínica Regional de Itabuna presta um serviço maravilhoso, mas estava sobrecarregada por atender a tantos municípios. Agora, teremos também a de Ilhéus”, disse o presidente do consórcio que vai administrar a nova unidade.

INAUGURAÇÃO

A Policlínica Regional de Saúde de Ilhéus atenderá também os municípios de Canavieiras, Coaraci, Gongogi, Ilhéus, Itacaré, Maraú, Santa Luzia, Ubaitaba, Una e Uruçuca. A previsão é de que o equipamento seja inaugurado, no máximo, em outubro, segundo Tonho de Anízio.

Construídas com recursos do governo estadual, as policlínicas regionais são mantidas pelos municípios integrantes do consórcio. Elas são reconhecidas pela oferta de exames de média e alta complexidade e pela oferta de especialistas em 12 ou mais áreas, a exemplo de angiologia, cardiologia, gastro, oftalmologia, mastologia e urologia. Atualização às 10h02min do dia 21 para correção de informação.

Neide Oliveira, mãe de O, fala de todo o processo e comemora o retorno para casa
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Ailton Silva

Quase seis meses depois de deixar a cidade de Alcobaça, no extremo-sul da Bahia, no colo da mãe, praticamente sem vida, precisando de atendimento médico com urgência, o paciente O. O. S., de 7 anos, voltou caminhando para a casa da família. O menino recebeu alta médica depois de superar oito cirurgias na cabeça e 35 dias em coma na UTI Pediátrica do Manoel Novaes, em Itabuna.

O. O. S., sofreu um acidente gravíssimo no início deste ano. O menino foi atingido por um carro ao correr, junto com outros dois irmãos, para abraçar a mãe, a dona de casa Neide dos Santos Oliveira, que retornava das compras em Teixeira de Freitas.

Ela recorda-se que, desesperada, pegou o filho, praticamente sem vida, e o colocou num veículo particular e levou para um hospital em Teixeira de Freitas. “Meu filho sofreu duas paradas cardiorrespiratórias a caminho do hospital. Depois da primeira cirurgia, foram quase seis meses de muito sofrimento. Hoje, estou muito feliz em levá-lo para reencontrar os irmãos”, comemora Neide Oliveira.

ATINGIDO PELO CARRO

O abraço apertado que o pequeno O. O. S., daria em dona Neide Oliveira (foto), naquele dia 27 de janeiro, foi impedido por um motorista que teria forçado uma ultrapassagem no ônibus, que havia acabado de estacionar para o desembarque da mãe da criança. “O carro rodou na pista e o retrovisor atingiu o menino. Quase perco meu filho por imprudência de um motorista, mas graças a Deus e o trabalho dos profissionais do Manoel Novaes, ele sobreviveu”, comemora emocionada. A criança havia perdido os movimentos, problema praticamente superado com sessões de fisioterapia.

Dois dias depois do primeiro procedimento em Teixeira de Freitas, o menino foi transportado, às pressas, em 29 de janeiro, para UTI Pediátrica no Hospital Manoel Novaes, onde foi submetido a uma série de cirurgias. Como o edema era muito grande, faltou pele para fechar o crânio da criança, que após ser extubada, dois meses depois de ser internada, foi encaminhada para um procedimento com um cirurgião plástico no Hospital Geral do Estado, em Salvador.

OITO CIRURGIAS

Ao retornar da capital, o menino foi submetido a novas cirurgias. Entre o dia do acidente, incluindo as passagens por outras duas unidades hospitalares, e saída da enfermaria do hospital Manoel Novaes, na sexta-feira passada, foram oito cirurgias no total. “O paciente chegou em um estado muito crítico. Ele sofreu várias fraturas do lado esquerdo do corpo, com edema cerebral muito grande”, afirma o neurologista Fernando Schmidt.
O médico explica que, ao chegar ao Manoel Novaes, o menino precisou logo ser submetido a uma cirurgia para fazer uma descompressão, com a retirada de um pedaço do crânio. Além disso foi necessário um enxerto de um tecido plástico, após a criança sair da UTI. “Tivemos que trocar esse material umas duas vezes. O edema cerebral diminuiu, mas foi necessária uma cirurgia plástica. Depois do fechamento do crânio, ele evoluiu bastante”, conta. A criança ainda precisará de mais um procedimento para reconstrução do crânio.

MILAGRE DA MEDICINA

Para a diretora técnica do Hospital Manoel Novaes, Fabiane Chávez, a recuperação da criança é mais um caso raro da medicina, pois o estado de saúde era tão grave que o paciente foi incluído na classificação Glasgow 3, muito próximo à morte encefálica. “Foi necessário ampliar a intervenção no cérebro para diminuir a hipertensão intracraniana. Ele não estava reativo a qualquer manipulação que fazíamos, estava sem nenhum reflexo”, recorda-se.

A criança tinha uma hipertensão pulmonar gigante, segundo a médica. “O doutor Fernando foi um ponto chave dessa história, pois fez todas as cirurgias necessárias para salvar a vida do menino. Não posso deixar de destacar também que a recuperação do paciente ocorreu por causa do empenho da equipe assistencial, com destaque para atuação da UTI Pediátrica, que foi guerreira, pois conseguiu baixar hipertensão intracraniana e conseguiu fazer a criança acordar do coma”, conta emocionada.

A médica Fabiane Chávez destaca que o processo de recuperação contou com o suporte do Hospital Moinhos de Vento, por meio do Projeto Telemedicina. A situação do paciente foi debatida pelos profissionais dos dois hospitais (Novaes e Moinhos) durante os 35 dias em que ele esteve entubado na UTI PED. “A recuperação do menino emocionou a equipe da Telemedicina, pois todos achavam que o paciente dificilmente sobreviveria. No dia em que mostrei o menino soltando beijos e nos chamando de bebê, a médica de lá se emocionou”, finaliza.

Prefeitura de Itabuna lança concurso público com até R$ 9,7 mil de salário
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A Prefeitura de Itabuna acaba de lançar, na manhã desta segunda-feira (17), o edital completo do concurso público com oferta de 487 vagas mais outras 1000 vagas em cadastro reserva e salários que variam de R$ 1.386,81 a R$ 9.765,00.

A Objetiva Concurso será a banca responsável pela organização e aplicação das provas do certame. Haverá um posto de inscrições para atender quem não tem acesso à internet.

INSCRIÇÕES

O prazo de inscrição começa ao meio-dia desta terça-feira (18) e será encerrado ao meio-dia de 8 de agosto, sempre no horário de Brasília, pela internet, no site da Objetiva.

O candidato sem acesso à internet poderá buscar o posto de inscrições da Prefeitura, na Travessa Doutor Gil Nunes Maia, 22, no Centro, próximo à Catedral São José, das 8h às 20h30min, de segunda a quinta-feira, e das 8h às 18h na sexta. No último dia, o posto atenderá até o meio-dia.

A taxa de inscrição varia de R$ 70,00 a R$ 150,00, a depender do cargo escolhido pelo candidato.

O prazo para solicitar a isenção do pagamento de taxa vai até a próxima sexta-feira (21).

CARGOS E SALÁRIOS

A Prefeitura ofertará salário de R$ 1.447,31 para os cargos de Agente de Fiscalização, Agente de Trânsito, Técnico Agrícola, Técnico de Enfermagem, Técnico de Laboratório, Técnico em Agrimensura, Técnico em Informática e Técnico em Segurança do Trabalho e Guarda Municipal. O cargo de Técnico de Laboratório do Hospital de Base, porém será menor – R$ 1.386,81 -, segundo o edital.

O PIMENTA passou a lupa no edital do certame para identificar cargos e os respectivos salários ofertados. Alguns dos cargos da administração direta que exigem nível superior têm salário de R$ 3.451,01, a exemplo de Enfermeiro, Engenheiros (Civil, Ambiental, Segurança do Trabalho e Eletricista), Farmacêutico, Médico Veterinário, Nutricionista e Odontólogo.

Na educação, há total de 200 vagas. O salário oferecido para 20h é R$ 2.159,54, para professores do Fundamental I, Geografia, Ciências, Educação Física, Geografia, História, Letras/Inglês, Matemática e Educação Infantil.

Dos cargos com vagas abertas neste concurso, o de maior salário é o de procurador municipal, R$ 9.765,00.

Para o Hospital de Base, há os cargos de Assistente Administrativo (R$ 2.062,07),  Assistente Social (R$ 3.338,19), Biomédico(R$ 3.338,19), Bioquímico (R$ 3.338,19), Contador (R$ 3.737,82), Enfermeiro (R$ 3.884,25), Farmacêutico (R$ 3.338,19), Fisioterapeuta (R$ 3.338,19), Fonoaudiólogo (R$ 3.338,19,
Nutricionista (3.338,19) e Psicólogo (3.338,19).

Ainda no Hospital de Base, há oferta de vagas para Técnico de Enfermagem (R$ 1.458,10), Técnico de Laboratório (R$ 1.386,81 70,00) e Técnico de Radiologia (R$ 2.286,41). A lista completa dos cargos com vagas neste concurso deve ser conferida no edital do certame (confira link mais abaixo).

PROVAS

Pelo cronograma apresentado hoje e que consta no edital, as provas serão aplicadas em 3 de setembro. O resultado definitivo da prova objetiva está previsto para 6 de outubro. A apresentação de títulos será de 9 a 11 de novembro.

As provas de aptidão física estão programadas para 15 de outubro e o resultado preliminar desta etapa sai em 25 de outubro. Todo o cronograma pode ser conferido no edital. A expectativa é de que o resultado final do concurso seja divulgado em fevereiro de 2024.

Augusto Castro durante lançamento do concurso: “convocar todo mundo”

LANÇAMENTO DO EDITAL

Hoje, durante o lançamento do edital do concurso, o prefeito Augusto Castro (PSD), se comprometeu a preencher todas as vagas disponíveis. “Muito concurso bota edital na rua e acaba não chamando. A ideia é preencher todas essas vagas. Trabalhamos todos os detalhes para realizar esse concurso com toda transparência e lisura”, disse o prefeito, destacando que o seu governo tem pago o funcionalismo “religiosamente em dia”. A servidora concursa Joana Silva presidirá a comissão do concurso.

CLIQUE AQUI E CONFIRA O EDITAL COMPLETO

Curso de Medicina da Unex oferta 74 vagas pelo Fies, 30 delas em Itabuna
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O resultado do processo seletivo para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre de 2023 foi divulgado pelo governo federal, no site do fundo. Quem participou da primeira etapa terá até a sexta-feira (14) para complementar a inscrição.

O Fies destina, no total, 74 vagas para os cursos de Medicina da Unex, 30 delas para a unidade de Itabuna. “A autorização concedida pelo governo federal e pelo Ministério da Educação é uma clara demonstração do reconhecimento dos órgãos competentes em relação à excelência dos programas acadêmicos oferecidos pela Unex”, destaca o coordenador geral dos cursos de Medicina da Unex, Lino Sieiro Netto.

As unidades da Unex que ofertam o curso têm quase 500 alunos matriculados, segundo Sieiro. Os cursos, reforçam, obtiveram autorização com a maior nota concedida pelo MEC. Cerca de 80% do quadro de professores são médicos mestres e doutores. “Essa expertise contribui significativamente para uma formação sólida e abrangente dos futuros médicos, preparando-os adequadamente para os desafios da prática médica”, reforça Sieiro.

Outros fatores de destaque no ensino médico da Unex são as parcerias com instituições de saúde referência em Itabuna e o investimento em tecnologia de ponta, incluindo o uso de inteligência artificial nos laboratórios de práticas.

“Mantemos e buscamos constantemente as parcerias estratégicas com clínicas, hospitais e unidades básicas de saúde que propiciam aos estudantes oportunidades enriquecedoras de atuação profissional, com práticas já no primeiro semestre do curso. Além disso, investimos significativamente em recursos tecnológicos avançados, garantindo que nossos alunos sejam capacitados com conhecimentos atualizados e estejam familiarizados com as inovações tecnológicas aplicadas à prática médica”, afirma Sieiro.

TETO MAIS ALTO

De acordo com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em 2022, mais de 3 mil novos contratos de financiamento para o curso de Medicina foram celebrados e, em junho deste ano, o MEC divulgou a ampliação do teto do Fies para estudantes do curso de Medicina no país. Com isso, o financiamento semestral disponibilizado para a graduação pode chegar a R$ 60 mil, representando o valor mensal de até R$ 10mil. Até maio, o valor semestral era de R$52.805,66.