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O senador Otto Alencar (PSD-BA) afirmou nesse domingo (11), em Seabra, que o processo de criação da Universidade Federal da Chapada Diamantina (UFCD) foi paralisado após o impeachment da ex-presidente Dilma Roussef (PT), em 2016. Segundo Otto, os governos que sucederam o da petista não manifestaram interesse em dar continuidade ao projeto.

“Nós começamos o trabalho para trazer pra Chapada a Universidade Federal da Chapada. Isso foi encaminhado pelo Ministério da Educação. Em 2016, com a cassação da presidente Dilma, esse processo foi parado, completamente parado”, lamentou o senador, que é pré-candidato à reeleição.

O parlamentar disse que o governo federal desprezou a iniciativa pelo fato de o governo baiano ser dirigido por adversários políticos do Palácio do Planalto. “Quando o governo federal discrimina um estado na área de educação, ele merece o repúdio do povo baiano em todos os momentos. Nós haveremos, com a fé que tenho e com a força do povo da Bahia, de voltarmos a colocar no Palácio do Planalto o ex-presidente Lula”, concluiu.

O ato em Seabra contou com a presença do pré-candidato a governador pelo PT, Jerônimo Rodrigues, que lidera o trabalho de formulação do Programa de Governo Participativo (PGP) para o Governo da Bahia.

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comandará o lançamento da pré-candidatura do secretário de Educação da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), a governador, nesta quinta-feira (31), às 14h, no espaço Wet, em Salvador. Lula também confirmará seu apoio ao senador Otto Alencar (PSD) como pré-candidato à reeleição.

O ato contará com a presença do governador Rui Costa (PT), do senador Jaques Wagner (PT) e de lideranças dos partidos da base governista.

Nesta quarta (30), o nome do presidente da Câmara de Salvador, Geraldo Júnior, do MDB, é dado como praticamente certo para a vice de Jerônimo Rodrigues. Geraldinho, como é conhecido, desembarca do grupo de ACM Neto e da base do prefeito de Salvador, Bruno Reis, ambos do União Brasil.

Jaques Wagner e Rui Costa: unidade da base governista passa por acerto dos amigos de longa data
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Se a ideia de ficar sem mandato incomoda Rui, o governador também não parece disposto a se candidatar novamente a deputado federal, alternativa que resolveria quase todos os problemas da coalizão governista no estado e, de quebra, teria força para turbinar a chapa proporcional do PT de forma avassaladora.

 

Thiago Dias

É tradição que governadores populares postulem cadeira no Senado. Tradições, naturalmente, não vinculam os agentes políticos, ainda que exerçam influência sobre seus movimentos.

O ex-governador Jaques Wagner (PT), por exemplo, só foi eleito senador em 2018, quatro anos após deixar o Palácio de Ondina. Nas eleições de 2014, o grupo governista escalou Otto Alencar (PSD) e garantiu a única vaga ao Senado.

O cenário atual tem elementos parecidos com o de 2014. Um governador popular no fim do segundo mandato, Rui Costa (PT), e apenas uma cadeira para a Câmara Alta, novamente pleiteada por Otto.

Até o início da semana passada, quando lideranças governistas da Bahia se reuniram com Lula em São Paulo, o roteiro de 2014 parecia consolidado para 2022. A chapa majoritária teria um petista candidato a governador, Wagner, com Otto disputando a reeleição e o PP indicando o candidato a vice-governador.

Ainda durante a reunião daquela terça-feira (15), surgiu a especulação de mudanças à vista, sugerindo a retirada da pré-candidatura de Wagner, que seria substituído por Otto como candidato a governador, abrindo caminho para Rui se candidatar ao Senado. Uma semana depois, ficou claro que as possíveis alterações da composição da majoritária não agradam a Wagner nem a Otto, além de Gilberto Kassab, presidente do PSD, que chamou a hipótese de “punição”.

E a Rui, agradariam? Ao que tudo indica, sim, pois é o próprio governador quem se coloca à disposição dos aliados para ser candidato ao Senado ou se manter no governo até o final da gestão (veja aqui).

A tradição política não torna atraente a governadores a possibilidade de disputar vaga para a Câmara dos Deputados, já que, para estes, o caminho natural é mesmo o do Senado. No entanto, se a ideia de ficar sem mandato incomoda Rui, o governador também não parece disposto a se candidatar novamente a deputado federal, alternativa que resolveria quase todos os problemas da coalizão governista no estado e, de quebra, teria força para turbinar a chapa proporcional do PT de forma avassaladora.

Thiago Dias é repórter e comentarista do PIMENTA.

"Quadro [pré-eleitoral] continua o mesmo", afirma Jaques Wagner
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O senador Jaques Wagner (PT) usou uma rede social, na noite desta terça-feira (15), para anunciar que sua pré-candidatura ao governo baiano está viva. Ele falou sobre o assunto após reunião com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador Rui Costa (PT) e o senador Otto Alencar (PSD), em São Paulo. O vice-governador João Leão (PP) vai se reunir hoje (16) com Lula, também com a presença de Rui.

“Nosso objetivo é fortalecer a unidade do grupo para ganharmos mais uma vez na Bahia e com Lula. O quadro continua o mesmo, com minha pré-candidatura ao Governo e o desejo de Otto e Leão de disputarem o Senado. Política é assim: se conversa muito até se chegar a um consenso”, escreveu Wagner.