Houve mudança na agenda do presidenciável José Serra (PSDB), que neste sábado, 17, visita Itabuna e Ilhéus. Na Terra da Gabriela, estava prevista uma coletiva no comitê de campanha que será instalado no bairro da Barreira, item alterado.
Em vez da coletiva na Barreira, Serra preferiu um bate-papo com a imprensa no tradicional Bar Vesúvio, no centro histórico da cidade. Por intermédio do presidente do diretório do PSDB na Bahia, Antônio Imbassahy, o tucano mandou avisar que está desejando saborear o famoso quibe do Vesúvio.
Imbassahy confirmou a visita do correligionário, que esteve sob ameaça de ser cancelada.
Em sua passagem pelo sul da Bahia, neste sábado, 17, o candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, dará entrevista coletiva em Ilhéus. A conversa com a imprensa está programada para começar às 15 horas, na casa de número 602, Avenida Nossa Senhora Aparecida, Barreira. Antes, o tucano caminhará por algumas ruas dos bairros Teotônio Vilela e Nossa Senhora das Vitórias.
Serra chega à região na manhã de sábado e virá direto para Itabuna, onde a agenda também inlcui uma caminhada. O candidato vai percorrer um trecho da Avenida do Cinquentenário, saindo às 10 horas do Jardim do Ó.
Além da caminhada em Itabuna, programada para as 10 horas do próximo sábado (17), o presidenciável José Serra (PSDB) agendou visita a Ilhéus para o mesmo dia, na parte da tarde. Ciceroneado pelos tucanos locais – à frente o vice-prefeito ilheense Mário Alexandre – Serra fará uma incursão pelos dois maiores bairros da cidade: o Nossa Senhora das Vitórias e o Teotônio Vilela.
Marão diz que o objetivo é fazer com que o candidato conheça os problemas daquelas comunidades, que não são poucos. “Ele será o primeiro candidato a presidente a visitar os bairros de Ilhéus, pois os que vieram antes só viram a parte bonitinha”, diz o vice-prefeito.
Logicamente, há uma estratégia eleitoral imbutida na agenda. Vale lembrar que Vilela e NSV concentram grande parte da população votante do município.
Daniel Thame | www.danielthame.blogspot.com A eliminação do Brasil na Copa do Mundo antecipou em uma semana o início da campanha eleitoral, que oficialmente começou na terça-feira, mas certamente iria esperar mais um pouco caso o time de Dunga fosse à decisão e faturasse o hexa.
Dunga já é carta fora do baralho, nem Branca de Neve quer saber do seu notório mau humor e a sucessão entra na ordem do dia, no Brasil e na Bahia.
Embora haja uma profusão de candidatos a presidente da República e a governador da Bahia, na prática a eleição é uma espécie de ´três pra lá, três pra cá´.
Na eleição presidencial, Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) são os candidatos com chances de vitória, embora a princípio a disputa pareça estar limitada à petista e ao tucano, que de acordo com as pesquisas de intenção de votos aparecem rigorosamente empatados.
Mas, assim como o futebol, a política às vezes também é uma caixinha de surpresas, daí que Marina não pode ser descartada.
Dilma Rousseff vem no embalo da estratosférica popularidade do presidente Lula e, embora lhe falte carisma, tem a seu favor os resultados positivos -e reconhecidos pela população- do governo que ela representa. Está no jogo e em condições de ganhar.
Carisma, aliás, também não é o forte de Serra, que vai tentar convencer o eleitor usando como trunfo a experiência como ministro, prefeito e governador de São Paulo, entre outros cargos. Deve protagonizar com Dilma (caso Marina não decole) uma disputa para testar quem tem problemas cardíacos.
Na Bahia, a disputa também estará limitada a três candidatos: o atual governador Jaques Wagner, do PT, Paulo Souto, do DEM e Geddel Vieira Lima, do PMDB.
Pesquisas recentes apontam uma vantagem de Wagner, com Souto em segundo e Geddel tentando romper a barreira de um dígito, o que significa passar dos 10% nas intenções de voto
Pesquisas recentes apontam uma vantagem de Wagner, com Souto em segundo e Geddel tentando romper a barreira de um dígito, o que significa passar dos 10% nas intenções de voto.
Wagner, que inegavelmente promoveu avanços significativos na Bahia, pleiteia um novo mandato, para consolidar e ampliar o trabalho realizado nesses quatro anos.
Paulo Souto, agora sem as bênçãos de seu mentor e protetor ACM, tentar juntar os cacos do carlismo e vai apostar na tese do ´era bom e a gente não sabia´. Difícil vai ser convencer as pessoas de que era bom viver num estado com alguns dos piores indicadores sociais do país e onde as oportunidades se limitavam aos amigos e aos protegidos do rei.
Geddel, escudado na estrutura do PMDB e num apetite voraz para fazer política, vai se oferecer como contraponto à Wagner e Souto, em nome de uma pretensa renovação. Não é, decididamente, alguém a ser desprezado, até porque pode ser o fiel da balança num hipotético segundo turno.
Três pra lá, três pra cá, a sorte está lançada.
Quem tremer ou perder a cabeça no meio da disputa, feito aquele time amarelão de Dunga, levará um implacável cartão vermelho do torcedor/eleitor. Daniel Thame é jornalista e autor do livro Vassouras.
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Joelson Dias, aplicou hoje (6) multa de R$ 5 mil contra o candidato José Serra (PSDB) pela realização de propaganda eleitoral antecipada.
Na decisão, Dias também pede aplicação de multa no valor de R$ 7.500 contra o PSDB da Bahia.
O julgamento tem como base um comercial que foi ao ar na TV no dia 19 de maio no estado baiano. Na ocasião, Serra aparece como locutor narrando o seguinte trecho:
“A Segurança, por exemplo, ruim. O governo federal tem de criar o Ministério da Segurança. Jogar pesado contra o crime, contra a drogas. Tem de melhorar o atendimento de saúde. Aqui na Bahia nenhum hospital. Falta Inteiro estado. E dá para Fazer. Com união , seriedade e trabalho, eu tenho certeza : o Brasil pode mais muito”.
Na avaliação de Joelson Dias, na fala de Serra há conotação de mensagem eleitoral, capaz de influir na opinião dos eleitores.
Do Blog do Noblat
Enquanto Vox Populi e Ibope apontam vantagem de cinco pontos percentuais para a candidatura da ex-ministra petista, a pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, 2, revela empate entre José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). O tucano tem 39% e Dilma, 38%, de acordo com o instituto. Marina Silva (PV) pontua com 10%. Em maio, Dilma e Serra tinham 37%, e Marina aparecia com 12%.
A pesquisa foi realizada nos dias 30 e ontem (1º) e ouviu 2.658 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais. 5% dos entrevistados dizem que vão votar em branco ou nulo e 9% ainda não têm candidato. A manutenção do empate entre petista e tucano é creditada às aparições de ambos na TV e à propaganda partidária.
Conforme a pesquisa divulgada na Folha de São Paulo, Dilma lidera quando o eleitor é questionado sobre a expectativa de vitória. Para 43%, Dilma será eleita, contra 33% dos que apostam em Serra. Em um segundo turno, Serra teria 47% e Dilma, 45%. Os percentuais são próximos aos obtidos em maio: 45% para Serra e 46% para a ex-ministra.
A ministra do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Nancy Andrighi, determinou que a Google Brasil seja notificada para informar, no prazo de 24 horas, os responsáveis pelo conteúdo do blog (euqueroserra.blogspot.com) favorável à candidatura de José Serra à Presidência. A ação foi movida pelo MPE (Ministério Público Eleitoral), que alega que o blog faz propaganda antecipada ao candidato do PSDB.
O MPE argumenta na ação que, no blog, aparece a imagem de José Serra com os dizeres “Quero José Serra Presidente 45: Campanha online”. Informou também que são divulgadas diversas mensagens enaltecendo a candidatura e o candidato, além de especificar o propósito do blog, sob o título “Movimento eu quero Serra”.
O MPE afirma que a manutenção da página no Google trará como consequência o desequilíbrio entre os candidatos que disputarão a Presidência da República nas eleições de outubro deste ano. Ressalta ainda que o fato caracteriza propaganda eleitoral extemporânea, em afronta aos artigos 57-A e 36 da Lei das Eleições (Lei 9.504/97).
O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, não conta com o apoio com boa parte dos prefeitos aliados ao ex-governador de Minas Aécio Neves (PSDB). Serra vai a Minas nesta segunda-feira (7), ao lado de Aécio, para tentar reverter essa situação e sedimentar os apoios de prefeitos de PSDB, DEM e PPS no Estado.
Em Minas, que tem 853 cidades, os três partidos controlam 286 prefeituras. A Folha de S. Paulo ouviu 264 prefeitos dessas legendas e 79 deles disseram que não estão fechados com Serra. Juntas, elas administram prefeituras onde estão 27% do eleitorado mineiro.
Anota o jornalista Elio Gaspari, em sua coluna n´O Globo, algo interessante: “O tucanato está tonto, sem motivo. A prova da falta de rumo está na insistência de José Serra em fazer oposição vigorosa… ao governo da Bolívia”.
Enquanto isso, no outro comitê de pré-campanha (veja mais abaixo), as notícias giram em torno de se criar mais um dossiê contra os peessedebistas. São os neoaloprados petistas.
Pesquisa Ibope realizada entre os dias 31 de maio e 3 de junho aponta crescimento da pré-candidata a presidente pelo PT, Dilma Rousseff. Ela assinalou 37% contra 32% na aferição anterior do mesmo instituto. Já o tucano José Serra teve seu escore reduzido, de 40% para 37%, empatando com a petista. Marina Silva (PV) tem 9%.
A pequisa ouviu 2.002 pessoas e tem margem de erro de dois pontos percentuais. 9% dos entrevistados responderam que votarão em branco, nulo ou “em nenhum candidato”, enquanto os indecisos somam 8%.
Aquele céu de brigadeiro, com José Serra pilotando o avião do tucanato sem se preocupar com uma possível mudança no tempo, não existe mais.
Como não bastasse a recente pesquisa do Datafolha, com Dilma Rousseff e José Serra empatadíssimos na disputa pelo Palácio do Planalto, os tucanos vão ter que conviver com o noticiário de que o presidente Lula pode presidir o Banco Mundial ou ser o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas).
Lula já conta com o apoio explícito de José Luis Zapatero (presidente de governo da Espanha), Nicolas Sarkozy (presidente da França) e José Sócrates (premiê de Portugal).
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que é intelectual, sociólogo e etc e tal, vai ter que, como diria Zagalo, engolir o “cara” e, pelo andar da carruagem, a “coroa” também.
Em entrevista concedida nesta segunda-feira, 24, a Mário Kertész (Rádio Metrópole), o deputado federal ACM Neto procurou reduzir a importância dos números apurados pelo último Datafolha, que apontou queda do tucano José Serra e ascensão da petista Dilma Rousseff, estamos ambos empatados com 37% das intenções de voto para o primeiro turno.
Para ACM Neto, que repete o que já haviam dito alguns tucanos, como Sérgio Guerra e Jutahy Magalhães, o crescimento de Dilma é fruto de uma superexposição da pré-candidata. O deputado afirmou crer que Serra ganhará musculatura a partir desta semana, quando serão exibidas inserções do PSDB na televisão e, de maneira mais expressiva, com os debates do período eleitoral.
Em busca de explicações para a aceleração do crescimento da pré-candidata do PT à Presidência da República, conforme o último Datafolha, caciques tucanos concluíram que Dilma Rousseff foi beneficiada pela superexposição que vem tendo na mídia neste mês de maio. Referem-se especialmente às inserções e ao programa do PT, no qual Lula cantou e decantou as qualidades de sua escolhida.
Para o tucanato, a partir de junho o pré-candidato José Serra irá recuperar o terreno perdido.
Outra leitura do Datafolha, principalmente quando se observa o crescimento das manifestações espontâneas a favor da ex-ministra, projeta exatamente o contrário do que os serristas almejam.
Pesquisa do Instituto Datafolha, realizada nos dias 20 e 21 de maio e divulgada hoje, indica que a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra estão empatados na corrida presidencial. Ambos pontuaram em 37%, mas a pré-candidata do PT registrou crescimento de 7 pontos na comparação com o último levantamento do instituto. Serra, por sua vez, caiu 5%. Marina Silva, do PV, soma 12%.
Na pesquisa espontânea, Dilma Rousseff , com 19%, ultrapassou o pré-candidtato do PSDB, que tem 14%. Entre os entrevistados, 5% dizem ter a intenção de votar em Lula (que não é nem pode ser candidato), 3% responderam que votarão “no candidato do Lula” e 1% diz que escolherá o PT ou o candidato do PT. Esses números indicam que o potencial de voto espontâneo de Dilma chega a 28%. É a primeira vez que a petista aparece à frente de Serra numa pesquisa do Datafolha.
Num eventual segundo turno, o levantamento indicou Dilma Roussef com 46% e José Serra com 45% das intenções de voto. Em abril, Serra pontuava com 50% e Dilma, 40%.