As condições de acesso a Maraú não são boas e quando chove… Piora. Nesta semana, caminhões e ônibus atolaram em alguns pontos da estrada. Carro pequeno, sobrou. As dificuldades na viagem aumentam no trecho BA-001 e a sede do município sul-baiano.
Em setembro, moradores do município turístico e que possui uma das melhores praias do mundo (Taipus de Fora) decidiram interditar a BA-001, no entroncamento de acesso ao município, para cobrir o asfaltamento da rodovia. Confira algumas fotos que mostram as condições da estrada.
Tempo de leitura: < 1minutoRoberto Marinho é palestrante em encontro nacional na Uesc.
O Congresso Nacional de Diversidade, Ética e Direitos Humanos, que começa hoje na Uesc, terá programação voltada à economia solidária. Será o IV Encontro de Empreendimentos Econômicos do Território Litoral Sul, nos dias 24 e 25, na própria universidade.
O evento terá como uma das atrações, na sexta (25), o secretário nacional de Economia Solidária, do Ministério do Trabalho, professor Roberto Marinho, que abordará o tema no painel Combate à Pobreza.
De acordo com a organização, o encontro é voltado a gestores públicos, dirigentes de entidades e instituições, representantes de organizações e movimentos sociais envolvidos com Economia Solidária.
A ideia é estimular criação de alternativas de combate à pobreza, a exemplo de cooperativas, associações, clubes de troca e redes de cooperação, entre outras. Estas organizações podem fomentar a produção de bens, prestação de serviços, finanças solidárias, trocas, comércio justo e consumo solidário.
O painel Combate à Pobreza, com o tema Economia Solidária, será realizado na sexta-feira (25), às 14 horas, no Auditório Paulo Souto, na Uesc.
Um dos palestrantes do evento, Roberto Marinho, secretário nacional de Economia Solidária, é graduado em filosofia, mestre em Ciência Política pela Universidade Federal de Pernambuco (Ufpe) e doutor em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (UnB).
Tempo de leitura: < 1minutoCardozo ouve produtores e parlamentares e anuncia medidas em audiência.
A audiência de aproximadamente duas horas de produtores rurais do sul da Bahia e políticos com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, resultou em promessa de mesa de negociação e anúncio de reforço no esquema de segurança na área reivindicada pelos tupinambás. A audiência ocorreu no gabinete do ministro, em Brasília.
Cardozo disse que vai procurar o governador Jaques Wagner para solicitar apoio da estrutura de segurança pública, principalmente da Polícia Civil. O ministro sensibilizou-se com o drama do pequeno agricultor “Messias”. Chorando, ele narrou as dificuldades enfrentadas por ele e outros agricultores e disse não ter passado fome porque tem apoio de comerciantes e políticos. Cardozo prometeu interceder para que o governador baiano assegure auxílio aos produtores desamparados, parte deles acampada em praça pública.
A audiência gerou clima de expectativa no município. Os representantes dos produtores levaram documentos e informações tanto do processo de demarcação quanto das disputas recentes. Cardozo disse que necessitava de “paz” (tempo) para tomada de outras decisões e, também, necessitava ouvir a representação tupinambá.
Os produtores foram representados, além de Messias, por Luiz Uaquim, em reunião que contou com reforço dos deputados federais Félix Mendonça, Josias Gomes e Geraldo Simões, além da senadora Lídice da Mata. Simões defende que o processo de demarcação de terras seja extinto.
Cacau é amazônico e no Brasil é produzido em maior escala no sul da Bahia.Ao contrário do que se imaginava até então, o cacau é amazônico – e não centro-americano – e já era consumido há 5,5 mil anos, apontou uma pesquisa desenvolvida por vários arqueólogos equatorianos e franceses, que, por sinal, chegaram a encontrar restos de uma grande cultura no sudeste do Equador.
Este grupo encontrou evidências químicas e físicas de cacau da variedade “fino de aroma”, muito apreciada atualmente pela indústria do chocolate, nos vestígios de recipientes encontrados na província de Zamora Chinchipe, na Amazônia equatoriana.
Francisco Valdez, que dirige a missão de pesquisa na jazida Santa Ana-La Florida, no cantão Palanda de Zamora Chinchipe, declarou à Agência Efe que o cacau foi criado na alta Amazônia e de lá, de alguma forma, foi levado à América Central.
“Na realidade, o cacau não é original dessa região, da América Central, como pensávamos até agora, pois se presume que, inclusive, há 7 mil anos ele já existia na bacia alta da Amazônia”.
Seu uso social foi iniciado há 5,5 mil anos, segundo as provas de carbono 14 em que foram submetidos os vestígios encontrados na cultura Mayo-Chinchipe-Marañón, descoberta em 2002 na região e que aparentemente se estendeu pela floresta peruana até o maior afluente da parte alta do rio Amazonas.
Na América Central, existem dados do uso do cacau, por parte da cultura Olmeca, que nos remetem há 3 mil anos, quando obteve um desenvolvimento importante e se estendeu pela Guatemala, Honduras e Nicarágua, além do México e da América do Norte.
“O cacau é amazônico e, por algum mecanismo, foi levado a esta região da América Central, onde ganhou uma importância cultural muito importante”, acrescentou Valdez, que lidera o projeto em Zamora Chinchipe, com o auspício dos institutos de Patrimônio Cultural (INPC) do Equador e de Investigação para o Desenvolvimento (IRD) da França.
Tempo de leitura: 2minutosProfessor agredido e carro incendiado em São José da Vitória (Foto Portal 08).
Rose Marie Galvão | Portal 08
Produtores rurais bloquearam o trecho da BR -101, em São José da Vitória, no sul da Bahia, onde torturaram um professor e incendiaram o carro oficial do Instituto Federal da Bahia (IFBA), por volta das 11h da manhã desta quinta-feira, 5 de setembro. Dentro do veículo estavam três professores do curso de Licenciatura Intercultural Indígena e o motorista do órgão. “Foram momentos de terror”, disse um dos ocupantes do veículo.
Segundo o professor Edson Kayapó, que estava no carro “fomos ameaçados por um grupo de quatro capangas dos produtores rurais que interceptaram o carro e abordaram os ocupantes do veículo inquirindo em tom ameaçador: ‘tem um índio no carro’”. Em seguida, os professores e o motorista foram retirados do veículo e deixados na estrada. O carro do IFBA foi incendiado e jogado no meio da BR -101, próximo à cidade de Buerarema, no sul da Bahia.
O grupo de professores havia concluído atividades de Educação em Olivença, distrito de Ilhéus e estava à caminho da cidade de Pau Brasil, para cumprir agenda na aldeia Caramuru (Pataxó Hã Hã Hãe). As vítimas ainda tentaram prosseguir a viagem de táxi, uma vez que os capangas demonstravam muito ódio durante a abordagem. No entanto, houve novo ataque em Buerarema onde Edson Kayapó foi retirado do carro e espancado por pessoas desconhecidas que proferiam uma série de ameaças contra ele e os índios.
Os sinais de telefonia fixa e móvel e de internet banda larga da telefônica OI no sul e sudoeste da Bahia foram reestabelecidos somente por volta de 1h10min desta madrugada de quarta-feira (4). Os usuários ficaram sem os serviços da operadora desde as 15h50min em Itabuna, no sul da Bahia.
A OI emitiu nota para informar que a perda de sinal ocorreu devido ao rompimento de cabos de fibra ótica em três localidades, mas não reconheceu que o problema também afetou municípios da região sudoeste do Estado, principalmente Vitória da Conquista, o terceiro mais populoso da Bahia.
Casas lotéricas e agências bancárias também foram afetadas.
Tempo de leitura: < 1minutoCarros destruídos no protesto de ontem na BR-101 em Buerarema (foto Gilvan Martins).
Tropas da Força Nacional de Segurança devem chegar a Buerarema, no Sul da Bahia, neste domingo (18), conforme assegurou o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) em contato com o governador Jaques Wagner. O ministro também determinou o reforço do efeito da Polícia Federal na região do conflito entre agricultores e índios da etnia tupinambá, entre os municípios de Una, Ilhéus e Buerarema.
O pedido de envio da Força Nacional de Segurança já havia sido feito no mês passado, mas a urgência aumentou com o recrudescimento do conflito desde o final de semana passado, quando fazendas começaram a ser invadidas pelos tupinambás. Os índios são acusados de usar armas de grosso calibre e atear coquetel molotov contra uma propriedade, atingindo dois produtores rurais e um trabalhador, além de destruir uma mercearia (relembre aqui).
Ontem, a BR-101 ficou interditada por quase 12 horas pelos produtores rurais e populares da região de Buerarema. Cerca de seis mil pessoas participaram dos atos que resultaram em saque à agência da Cesta do Povo em Buerarema, além de quatro veículos dos governos Federal e Estadual incendiados. Wagner disse que o efetivo da Polícia Militar na região também será reforçado.
Itabuna poderá ganhar novo shopping em breve. Grupo de investidores trabalha na prospecção de empresas-âncora para o empreendimento que deverá ser construído nas proximidades do entroncamento das BRs 415 e 101.
Os investidores apostam no impacto positivo na economia local com a construção do Porto Sul e da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba). Empresa de Salvador presta consultoria aos investidores. Por enquanto, os personagens envolvidos no investimento são mantidos em sigilo. “Estamos na fase inicial do negócio”, explica consultor. A área para o empreendimento já está definida.
O negócio envolve investimentos de R$ 50 milhões. Consultores do empreendimento devem ter audiência com o prefeito Claudevane Leite nas próximas semanas. Antes, fecham captação de lojas-âncora para o novo centro de compras.
Além de disponibilizar formação geral capaz de expandir horizontes intelectuais, a UFSBA permitirá que estudantes sul baianos alcancem e frequentem uma universidade de alto nível sem saírem de suas cidades.
Na semana em que as chaves do Campus Jorge Amado da Universidade Federal do Sul da Bahia foram entregues ao seu Reitor é conveniente que reflitamos a respeito do quão importante é a chegada de uma Universidade desse porte à nossa região. Não é preciso conhecer profundamente a dinâmica acadêmica para obter noção das revoluções que ocorrerão em breve em terras sul baianas. E, em se tratando de revolução, talvez a questão mais chamativa da Universidade que chega são os Colégios Universitários (CUNI).
Embora ainda causem curiosidade devido ao seu caráter de inovação, os CUNIs não se constituem em novidade no mundo. Nos Estados Unidos, há mais de um século formam jovens através dos Junior Colleges. No Canadá, Collèges D’Enseignement Général ET Professionnel (CEGEP) oferecem um ciclo inicial que dá acesso às universidades públicas desde os anos 60. Na Venezuela mais de mil Aldeas Universitárias funcionam em mais de 300 municípios.
Nascidos no Brasil a partir da idealização do educador baiano Anísio Teixeira, os Colégios Universitários constituíram-se na base da reforma universitária da UNE nos anos 60 e foram fortemente debatidos em diversas reuniões à época.
Em 1962, na reunião de Belo Horizonte, foi documentado o seguinte: “O Colégio Universitário atenderia aos anseios da massa na medida em que, obedecendo a rigoroso planejamento, procurará dar ao aluno que nele ingresse uma visão geral das profissões, dentro de uma perspectiva mundial e brasileira, permitindo uma escolha consciente, voltada para a comunidade e não para si mesmo.” Mais adequado aos anseios do mundo contemporâneo, impossível. Contudo, daí por diante veio o golpe militar que derrubou os esforços de avanços sociais e políticos da educação brasileira.
A década de 2000 trouxe novamente à tona os CUNIs. O regime de ciclos de formação passar a ser efetivamente disponibilizado. Em 2007, a UFABC implanta Bacharelado Interdisciplinar (BI) em Ciência & Tecnologia. No ano seguinte, a UFBA faz o mesmo em todas as áreas de formação. Em 2014, a UFSBA recebe seus primeiros alunos dos BIs. A grande revolução que o Sul da Bahia experimentará é que a etapa de formação geral dos BIs da UFSBA poderá ser feita nos Colégios Universitários.
Os CUNIs serão implantados em municípios da região que contem com mais de 20.000 habitantes e situados a mais de 30 km do campus de referência (Itabuna, Porto Seguro ou Teixeira de Freitas). A entrada dos alunos na formação geral será através do ENEM, contudo sem utilizar o SISU. As vagas serão exclusivas para estudantes residentes no município, que tenham cursado todo o ensino médio em escolas públicas.
Com agenda de pré-candidato a governador da Bahia, Marcelo Nilo (PDT) participa de eventos nesta sexta e sábado (5 e 6) no sul da Bahia.
O presidente da Assembleia Legislativa participou de congresso de produtores e agricultores familiares desde o início da manhã, na Ceplac, na Rodovia Ilhéus-Itabuna, e nesta noite visita o V Festival Internacional do Chocolate e Cacau da Bahia.
Amanhã, dentre outros compromissos, Marcelo Nilo concede entrevista ao programa Resenha da Cidade (Rádio Difusora), às 10h.
Nas entrevistas até agora, o parlamentar tem deixado claro que almeja ser o escolhido da base governista para disputar a sucessão de Jaques Wagner (confira o que ele disse a este blog).
Tempo de leitura: < 1minutoDilma Rousseff e Wagner, ao centro, lançam preço mínimo para o cacau e Plano Safra.
O cacau tem agora a garantia de um preço mínimo: R$ 75,00 a arroba. O anúncio foi feito neste início de tarde, em Salvador, pela presidente Dilma Rousseff. A inclusão do cacau na Política de Garantia do Preço Mínimo (PGPM) era uma das grandes reivindicações dos produtores sul-baianos.
Hoje, por exemplo, o cacau está sendo cotado a R$ 72,00 a arroba no eixo Itabuna-Ilhéus. Para assegurar um preço mínimo, o Governo Federal, por meio da Companhia Nacional de Alimentos (Conab), age comprando estoques a fim de regular mercado.
A política de preço mínimo foi um dos motivos que levaram produtores sul-baianos a protestar queimando sacas de cacau, em março, em frente ao Porto Internacional do Malhado, em Ilhéus. Eles também questionavam o aumento de importação de cacau africano (contaminado) para abastecer os parques de indústrias moageiras ou de chocolate em Ilhéus e Itabuna. Antes, a Ceplac, em novembro do ano passado, puxou discussão pelo preço mínimo (relembre aqui).
Ontem, na abertura do Festival do Chocolate e Cacau, em Ilhéus, o governador Jaques Wagner já antecipava que o anúncio do preço mínimo para o cacau seria feito hoje pela presidente. Outra cultura que será incluída na política de preço mínimo é o sisal. Marival Guedes, de Salvador, e Redação.
Tempo de leitura: 3minutosAberto ontem à noite, Festival do Chocolate e Cacau vai até domingo (Foto Pimenta).Wagner e Lessa na abertura do festival (Foto Pimenta).
A verticalização da cadeia produtiva do cacau é um dos desafios do Sul da Bahia e foi a mensagem presente na abertura da quinta edição do Festival Internacional do Chocolate e Cacau da Bahia, em Ilhéus, ontem. “Mais importante do que onde estamos é onde podemos chegar”, afirma o diretor da MVU Eventos e idealizar do evento, o publicitário Marco Lessa.
O governador Jaques Wagner foi na mesma linha e ressaltou a evolução do festival em cinco anos, quando saiu de três para 14 o número de produtores de chocolate no sul da Bahia em exposição no Centro de Convenções de Ilhéus. “Temos o cacau e não podemos abrir mão de transformá-lo em chocolate para agregar valor. Por isso temos lutado pelo bom preço do cacau e realizado uma série de ações para apoiar os produtores baianos”, disse Wagner.
As condições para fabricar chocolate com alto teor de cacau são ressaltadas por Lessa como fatores que podem qualificar ainda mais o destino turístico Costa do Cacau. “Temos condições de ser o mais qualificado destino de chocolate do mundo”, disse. Num discurso pontuado pelo combate à ideia de “esperar por milagres”, o publicitário e idealizador do festival apresenta outro desafio. “Vamos cobrir essa região de mais esperança”.
Wagner degusta chocolate com 70% de cacau (Foto Pimenta).
Nessa linha, o publicitário aponta avanços também na intenção de transformar esse apelo em produto turístico, a exemplo da da Rota do Cacau, Rodovia Ilhéus-Uruçuca (BA-262), que tem no seu trajeto belas e conservadas fazendas de cacau e áreas de produção de chocolate. “Não se deve esperar por milagres, mas fazer [acontecer”. A Rota do Cacau é roteiro que está sendo formatado pela Associação de Turismo de Ilhéus (Atil) com a Secretaria Estadual de Turismo.
O FESTIVAL
O Festival do Chocolate e Cacau da Bahia foi aberto ontem (3) e será encerrado no próximo domingo (7). No Centro de Convenções de Ilhéus, haverá palestras com nomes renomados da cadeia do cacau – dentre eles, chocolatiers, oficinas, Feira do Cacau, ChocoCine e espaço para o público infantil (Fábrica de Chocolate), além de concurso de amêndoas. A entrada é gratuita.
A área de exposição reúne estandes de produtores de chocolates finos com concentração de cacau que chega a 70%, a exemplo da Cacau Bahia, de Ibicaraí, e a Modaka Cacau Gourmet, de Barro Preto. O evento reúne 50 expositores e espera atrair cerca de 30 mil pessoas nos cinco dias.
Saulo Fernandes é uma das atrações do festival deste ano.
SAMBÔ E SAULO FERNANDES
O evento também reúne expressões da música nacional com shows pagos. Neste ano, as atrações confirmadas são o conjunto Sambô e Saulo, ex-Banda Eva, na Arena Chocolate (Concha Acústica). Sambô se apresenta nesta quinta, às 22h, e o show de Saulo será no sábado (6). Ingressos podem ser adquiridos no Stand do Carioca e Encantur (Ilhéus) ou no Shopping Jequitibá (Itabuna). Na área livre, no Centro de Convenções, todas as noites haverá shows gratuitos de artistas regionais.
SERVIÇO
Festival do Chocolate e Cacau Quando: 3 a 7 de Julho Onde: Centro de Convenções de Ilhéus
Entrada franca (exceto shows de Sambô e Saulo, na Concha).
Pelo menos 7 mil toneladas de cacau importado de Gana devem desembarcar, nos próximos dias, no Porto Internacional do Malhado, em Ilhéus, segundo o presidente do Instituto Pensar Cacau, Águido Muniz. A origem do produto também levanta suspeita de riscos ambientais pela importação, também, de pragas.
Produtores sul-baianos alegam concorrência desleal do cacau africano, principalmente porque ocorre em um momento em que há crescimento da produção baiana. “Vamos mobilizar a região para evitar que as importações continuem”, disse Águido ao Blog do Thame.
O presidente do Instituto Pensar Cacau enxerga “mais prejuízos aos produtores” se a estratégia das empresas instaladas em Ilhéus e Itabuna for mantida, pois força a um rebaixamento do valor do produto internamente, sem citar os riscos ambientais.
A Universidade Federal do Sul da Bahia terá signos modernos e ritos inovadores, representativos dos valores sociais e políticos da contemporaneidade e, para isso, deve superar pautas e normas estabelecidas.
A lei de criação da Universidade (Lei 12.808, de 5/6/2013), sancionada pela Presidenta Dilma Roussef, incluiu a sigla UFESBA como designativo oficial. Originalmente, esta sigla teria sido usada no projeto de criação da Universidade Federal do Extremo Sul da Bahia, com sede em Porto Seguro, de autoria do Deputado Jânio Natal, com base em proposta anterior do Deputado Zezéu Ribeiro.
Todos os projetos indicativos de universidades federais no Extremo Sul foram arquivados com a aprovação do PL 2.207/11 no Congresso Nacional, conforme Parecer do Relator na CCJ, Deputado Geraldo Simões, pois constitucionalmente a criação de órgão federal é prerrogativa do Executivo e não pode ser objeto de Projeto de Lei proposto por parlamentares.
Entretanto, no corta-e-cola da elaboração do projeto de Executivo pelo MEC, a sigla UFESBA foi inadvertidamente mantida, mesmo depois da definição da sede da Universidade no município de Itabuna que, incontestavelmente,não se encontra no território do Extremo Sul.
Em função dessa inadequação, a Comissão de Implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia propôs modificar a sigla designativa da instituição em todo o seu material de divulgação, mantendo-a exclusivamente nos documentos oficiais, onde couber no cumprimento da Lei. Além disso, em consulta a vários especialistas em construção de marcas, encontramos largo consenso em relação ao caráter disfônico da sigla. Duas alternativas (UFSBA e UFSB) foram inicialmente propostas e divulgadas no site provisório da nova instituição. Em resposta, leitores se queixaram da ausência da sigla oficial na enquete realizada e alguns comentários chamaram a atenção para mais uma sigla – UFSULBA, que teria sido usada nas primeiras audiências públicas sobre o tema.
Para auscultar a opinião majoritária da população da Região Sul sobre o tema, reforçando nosso compromisso com a transparência e a governança participativa, propusemos submeter a questão a uma Consulta Pública, mediante enquete eletrônica no nosso site institucional provisório: www.ufsba.ufba.br. Nesse site, cada sigla é submetida ao escrutínio,por ordem de data de proposição, conforme as seguintes justificativas:
a) UFSULBA – Esta sigla foi proposta nos primeiros momentos de discussão para a implantação de uma universidade federal em Itabuna. Não se trata de acrônimo nem consta de projetos ou documentos oficiais.
b) UFESBA – A sigla UFESBA foi proposta no projeto de criação da [U]niversidade [F]ederal do [E]xtremo [S]ul da [BA]hia, com sede em Porto Seguro, mas permaneceu no texto do PL 2.207/11 de criação da UniversidadeFederal do Sul da Bahia, mesmo depois da ampliação do seu território de abrangência para além do Extremo Sul.
c) UFSBA – A sigla UFSBA remete foneticamente à UFBA (Universidade Federal da Bahia) instituição tutora da nova universidade e alma mater de todas as universidades baianas. Consta das primeiras minutas do Plano Orientador,elaborado pela Comissão de Implantação.
d) UFSB: Esta sigla compreende um acrônimo composto por cada inicial donome [U]niversidade [F]ederal do [S]ul da [B]ahia. Esta é a sigla mais simples e intuitiva; gramaticalmente, trata-se de um acrônimo perfeito. Ademais, com essa designação, a UFSB terá equivalência semântica com suas co-irmãs UFOB (Universidade Federal do Oeste da Bahia) e UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia).
Sabemos da enorme importância dos signos institucionais (marca, sigla, brasão, rituais e graus acadêmicos) para a consolidação de instituições do conhecimento do porte de uma universidade pública. Porém, os símbolos de uma instituição nova, comprometida com a excelência acadêmica e socialmente engajada não devem expressar mera tradição suntuosa e conservadora. A Universidade Federal do Sul da Bahia terá signos modernos e ritos inovadores, representativos dos valores sociais e políticos da contemporaneidade e, para isso, deve superar pautas e normas estabelecidas.
Esperamos contar com a participação expressiva e engajada da comunidade sul-baiana nesse esforço coletivo de construção institucional, principalmente no plano simbólico. Os resultados do processo democrático e transparente da consulta em curso poderão gerar importantes subsídios para os planos de comunicação social da mais nova instituição baiana de educação superior pública, vinculada desde o nascimento ao desenvolvimento econômico, social e humano da Região Sul da Bahia. Naomar de Almeida Filho é presidente da Comissão de Implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia, ex-reitor da UFBA e pesquisador I-A do CNPq.
A definição das siglas das novas universidades na Bahia ainda gera polêmica, mesmo após a aprovação da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) e da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba).
A comissão de implantação da universidade sul-baiana, que desde o início defende o uso da sigla Ufsba (sem o E), decidiu promover enquete na página da instituição. Por lá, a Ufesba, como foi aprovada no Congresso Nacional e sancionada pela presidente Dilma Rousseff não é opção. Figuram apenas Ufsba e UFSB. A argumentação é de que a definição Ufesba assemelha-se à de um projeto de criação da Universidade Federal do Extremo-Sul da Bahia. Para votar, basta clicar neste link. Enquete para ajudar a definir a sigla da universidade sul-baiana.