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Jarbas Oliver e Lelo Filho contracenam em A Bofetada (Foto Leto Carvalho).

“Não fazemos teatro de puro entretenimento, mas de reflexão”, afirma o ator, produtor e diretor da peça A Bofetada, Lelo Filho, da Cia Baiana de Patifaria. Ele teve um dedinho de prosa com o PIMENTA na quinta, 5, um dia antes de iniciar a série de três apresentações da peça no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna.

A Bofetada tem 24 anos de apresentações contínuas pelo País e interior baiano com o texto sempre renovado de ingredientes a partir de pesquisas de situações locais.

Lelo disse que na curta temporada em Itabuna não faltarão críticas bem-humoradas. “Fizemos pesquisa para ver o que está acontecendo [na cidade] e sobre coisas que se pode mencionar no texto. É um espetáculo renovável”, resumiu.  A seguir, os principais trechos da prosa.

PIMENTA – Como tem sido a experiência de levar ao público um espetáculo como este por tanto tempo?

LELO FILHO – A Bofetada é um espetáculo que se renova o tempo inteiro. A cada nova temporada, a cada cidade visitada, a gente sempre insere alguma coisa. A Bofetada comemora 24 anos. É um trabalho de ator, bacana. Para quem fez ou está fazendo, é um trabalho de memorizar coisas novas. A gente monta o espetáculo como se tivesse sido feito em cada lugar que a gente visita.

Nesses 25 anos, dá para sentir renovação de público no interior da Bahia, onde há carência de produção, espetáculos e espaços teatrais?

Com A Bofetada, a gente percorreu 50 cidades do Brasil. O interior da Bahia sempre. Foram longas temporadas no Rio, São Paulo, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Belo Horizonte. Só não fizemos a região Norte. Acredito que o espetáculo também seja responsável pelo bom momento do teatro baiano, que começou na virada dos anos 80 e 90, quando se chamou o público de volta para ver espetáculos produzidos na Bahia. Quando a gente volta, a plateia se renova com gerações que não viram o espetáculo. Há cinco anos que a gente não vem a Itabuna.

 

Basta você ligar a TV e assistir ao noticiário político da cidade e do país para ter grande arsenal de piadas.

 

Você se recorda de algum fato pitoresco envolvendo o espetáculo em cena e a plateia nas apresentações feitas aqui na região?

Quando você fala de coisas locais, como a Ilha do Jegue, o Bairro Maria Pinheiro e a divisa com o Daniel Gomes, ou inserindo locais, coisas que o público entende, gera humor, risos. Meu personagem mora na divisa dos dois bairros. Há certa ironia. A gente faz com o intuito de aproximar, o que acaba ficando até mais engraçado.                                                                      

Muitas mudanças no elenco durante esse longo período?

Sou o único ator da formação original. Pelo espetáculo, já passaram 14 atores. O atual núcleo tem Alexandre Moreira, Jarbas Oliver, Nilson Rocha e eu. Em paralelo, estamos com o espetáculo Siricotico, que já esteve em Itabuna, uma das poucas cidades baianas a recebê-lo.

Deve ser prazeroso fazer A Bofetada com o texto renovado. Ainda há muito a oferecer ao espectador?

O Brasil é país rico em fornecer material. Basta você ligar a TV e assistir ao noticiário político da cidade e do país para ter grande arsenal de piadas. Não que seja uma coisa boa, mas, na verdade, a gente ironiza essas mazelas todas para que a plateia reflita. Não fazemos teatro de puro entretenimento, mas de reflexão.

Serviço
Peça A Bofetada (Cia Baiana de Patifaria)
Quando: 7 e 8 de Julho / 20h
Onde: Centro de Cultura Adonias Filho (Itabuna)
Ingresso: R$ 40,00 (R$ 20,00 meia)

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Hoje começou a campanha eleitoral em todas as cidades brasileiras, mas o itabunense pode ver comédia besteirol de verdade – e das melhores – com a peça A Bofetada. O bando de Fanta Maria se apresenta hoje, amanhã e domingo (dias 6, 7 e 8), sempre às 20h, no Centro de Cultura Adonias Filho.

A peça da Companhia Baiana de Patifaria entra no 24º ano e já foi assistida por mais de um milhão de pessoas em palcos de todo o País. Ingressos podem ser adquiridos na Central do Ingresso, Bicho Festeiro e na portaria do Centro de Cultura. O ingresso custa R$ 40,00 (R$ 20,00 a meia).

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Um trambolho onde deveria existir um teatro

Matéria publicada na edição desta segunda-feira, 12, do jornal A Tarde, mostra o abandono das obras do Teatro e do Centro de Convenções de Itabuna, paralisadas há cinco anos. E, apesar de repetido, não deixa de causar indignação o argumento do diretor-geral da Sucab (Superintendência de Construções Administrativas da Bahia), Elmo Vaz, para justificar a existência de um trambolho  onde deveria haver um espaço cultural  em plenas condições de uso.
Segundo Vaz, a obra foi paralisada porque o projeto continha inadequações que impossibilitaram a construtora responsável de executá-la até o final. Vá lá que tenha fundamento, mas o que seria inceitável em um país sério é o fato de que o Estado diz ter investido R$ 4 milhões para levantar o trambolho e o município afirma ter empregado igual quantia em obras de terraplenagem e drenagem.
É nessas horas que o brasileiro, que dedica quatro meses de trabalho por ano só para pagar impostos, vê como esse dinheiro é mal empregado e literalmente jogado fora por gestores incompetentes, negligentes e irresponsáveis, para não dizer coisa pior.

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A atriz Thalita Carauta, que interpreta a Janete no humorístico Zorra Total, se apresenta hoje e amanhã (dias 3 e 4), no Teatro Municipal de Ilhéus. O espetáculo, intitulado “A Favela”, será exibido a partir das 20h30min, nos dois dias.
Trata-se de uma comédia stand up, que narra um dia típico de uma comunidade carente. No palco, Thalita interpreta quatro personagens: Clarete, uma vendedora de calcinhas e barraqueira; Dona Santinha, a pregadora suspeita; Fininho, o chefe da favela; e, é claro, Janete, uma radialista que dá dicas de sedução a pessoas que estão “encalhadas”. A direção do show é de Rodrigo Sant’Anna, parceiro de Thalita no Zorra, onde interpreta Valéria.
Os ingressos ainda podem ser adquiridos na bilheteria do teatro, Stand do Karioca e Academia Tonus. Em Itabuna, eles estão disponíveis no Bicho Festeiro, no Shopping Jequitibá.

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Estreia logo mais em Ilhéus a peça “O Inspetor Geral – sai prefeito e entra o vice”, uma sátira política inspirada na obra do russo Nicolai Golgol, porém com uma pitada de cultura nordestina, com uma forte incursão na literatura de cordel.
Quem for ao espetáculo vai conhecer figuras como Gilton Munheca, Jorge Paraíba e Cacau das Treitas, que aprontam mil e uma artimanhas na cidade fictícia de Ilha Bela. Todos fazem parte do grupo que sucedeu outro personagem de sucesso do Teatro Popular de Ilhéus: Teodorico Majestade, inspirado em algum prefeito de triste memória.
Dadas as inevitáveis comparações entre os personagens da ficção e algumas figuras da realidade ilheense, havia hoje um burburinho no Palácio Paranaguá, sede do governo municipal, onde Ilha Bela pode de repente se materializar, transformando o risível em lamentável. Nos corredores e salas, tinha quem apontasse o desconforto de algum secretário com uma suposta semelhança indigesta, mas não faltava gente morrendo de vontade de assistir à peça, que já fez sucesso em palcos de São Paulo, mas só agora chega a Ilhéus.
Um servidor do quadro de comissionados, demonstrando admirável coragem, afirmou que não somente  irá assistir, como dará boas gargalhadas. Só pediu para não ser identificado no PIMENTA, pois se diz corajoso, mas não doido.
Quem quiser ver e rir muito (pra não chorar) com “O Inspetor Geral” deve logo comprar seu ingresso na bilheteria do Teatro Municipal de Ilhéus, onde a peça dirigida por Romualdo Lisboa será encenada hoje e amanhã, a partir das 21 horas, e no domingo, com início às 20h.

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A peça “O Inspetor Geral – sai o prefeito, entra o vice” será encenada no Teatro Municipal de Ilhéus nos próximos dias 24 e 25, a partir das 21 horas, e dia 26, a partir das 20 horas.
Na cidade, será a estreia do espetáculo do Teatro Popular de Ilhéus, mas fora de casa os “santos” já fizeram “milagre”. O Inspetor estreou em maio do ano passado em São Paulo, com patrocínio do Sesi (Serviço Social da Indústria) e foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro. Neste primeiro semestre de 2012, a peça já tem agenda em Salvador e Curitiba.
Inspirado na obra de Nikolai Gogol, O Inspetor tem elementos de poesia e literatura de cordel, que servem para contar a história de Gilton Munheca, prefeito da fictícia cidade de Ilha Bela. Trata-se de uma sátira política, que dá sequência a outro sucesso do Teatro Popular de Ilhéus, a peça Teodorico Majestade – as últimas horas de um prefeito.

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Conhecida pelo personagem Janete, que interpreta ao lado da Valéria do ator Rodrigo Sant’Anna, no programa Zorra Total, a comediante Thalita Carauta estará em Ilhéus para duas sessões do espetáculo “Favela”. As apresentações estão agendadas para os dias 3 e 4 de março, no Teatro Municipal.
Na comédia, que tem direção de Sant’Anna, Thalita interpreta quatro personagens: Clarete, uma barraqueira vendedora de calcinhas; Dona Santinha, uma pregadora suspeita; Fininho, o chefe da favela; e Janete, a radialista que dá dicas de sedução.
Essa será a primeira vez que Thalita se apresenta na Bahia. No ano passado, a comediante ganhou o prêmio Extra de melhor atriz.
 

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Fernando Caldas, diretor de projetos da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), informa que o município vai restaurar o antigo Cine Itabuna, na rua Ruffo Galvão, e transformá-lo no Cine Teatro Jorge Amado.
A proposta da prefeitura é inagurá-lo no aniversário dos 102 anos de Itabuna, em julho, com espaço para 800 pessoas, oferecendo espaço para teatro e projeção de filmes. “O teatro Jorge Amado é o resgate de um espaço simbólico de um equipamento historicamente tão querido”, afirma.
Itabuna ganharia, ao mesmo tempo, mais um espaço teatral e um cinema. Desde o ano passado que a cidade está sem cinema. O último, do Shopping Jequitibá, foi fechado com o avanço das obras de ampliação. O shopping planeja iniciar a construção de novas salas no segundo semestre deste ano.

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A turma boa do Teatro Popular de Ilhéus não cansa de encher de orgulho o ilheense que entende o valor da cultura.
Somente neste janeiro, o TPI responde sozinho por três excelentes notícias: foi indicado para o principal prêmio do teatro brasileiro, o Shell; tem espetáculo selecionado para o Festival de Teatro de Curitiba e será um dos temas de uma série de documentários da Sesc TV.
Em 2011, o Teatro Popular brilhou em palcos cariocas e paulistas, obtendo destaque junto ao público e à crítica especializada. E continua com a agenda cheia de compromissos no sudeste este ano, com o espetáculo “O Inspetor Geral”.

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Elenco de Berro D´Água presta homenagem a Jorge Amado (Foto Sérgio Fragoso).

O espetáculo Berro D´Agua, do Grupo Vozes, dará início às comemorações do centenário de nascimento do escritor Jorge Amado. A peça estará em cartaz amanhã (dia9), às 9h e às 15h, no Centro de Cultura Adonias Filho.
A peça, ganhadora do edital da Fundação Cultural do Estado da Bahia, tem direção do xará Jorge Batista e elenco formado por Adrian Greyce, Aldenor Garcia, Carlos Martins, Daniel Prudente, Lucas Oliveira e Silvia Smith. A peça estará em cartaz em Salvador no mês de outubro.
Em tempo: o governo baiano prepara uma agenda de eventos culturais para marcar o centenário do escritor itabunense. A programação começa nesta semana e vai até o dia 10 de agosto de 2012, quando completam-se 100 anos de nascimento de Jorge Amado.

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Grupo que encanta o Brasil pela interatividade com o público e por também reunir em um só espetáculo elementos da música, teatro, dança e circo, O Teatro Mágico apresenta-se neste domingo, às 16h, no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna. O show-espetáculo também levará ao palco do CCAF a banda Sururu Baião e músicos convidados, como Hector Nobre (Forró Jahmar), Tom Oliveira (Ruarez) e Rafael Pin (Tia Tereza), além do grupo Cabrueira de Dança. É daquelas tardes-noites imperdíveis, bem ali no Jardim do Ó. Confira O Teatro Mágico cantando Pena.

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Após uma participação consagrada na Mosta Latino-Americana de Teatro, em São Paulo, a sátira “Teodorico Majestade – as últimas horas de um prefeito” retorna a Ilhéus. A peça será apresentada nesta sexta-feira, 22, a partir das 20 horas, na Casa dos Artistas.
“Teodorico” conta a história do atrapalhado e corrupto prefeito da cidade fictícia de Ilha Bela, revelando as tramoias e a consequente revolta popular que tirou o gestor do poder. Tudo isso de forma bem humorada e com um saboroso texto inspirado na literatura de cordel.
Os ingressos podem ser adquiridos no local, a R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia).

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SEM ILUSÕES: Osvaldinho Mil defende uma revolução na cena cultural itabunense.

O ator Osvaldinho Mil é rosto conhecido no teatro baiano e na telinha do plim-plim. E na telona, também. O artista itabunense começou no teatro ainda nos tempos de escola, em 1977. É dos nomes mais respeitados do teatro baiano e estrelou peças de grande sucesso, como Os Cafajestes. Nos últimos anos, participou de quadros do Fantástico a filmes e novelas. Osvaldinho concedeu entrevista ao blog Artistas de Itabuna.

Entre uma avaliação e outra, deixou um recado. Não adianta o artista grapiúna ficar esperando atenção do poder público para que a cena cultural avance.

– Pra grande maioria dos administradores [públicos], essas questões não causam interesse. Administradores leem poemas? Emocionam-se com filmes? Conseguem apreciar o pôr-do-sol? O antigo presidente não lê livros, pois lhe dá azia. Não esperemos destes caras que questões relacionadas à evolução humana lhes causem interesse – disse.

Osvaldinho Mil reclama, também, da falta de atenção (e de visão) da iniciativa privada. Não perceberam, acrescenta, a importância da vinculação do seu nome às causas relacionados à cultura. “Esta é uma porta que, acredito, deve ser forçada”.

E como mudar tudo isso? Osvaldinho Mil, que nasceu no período de apogeu do teatro local, dá a sua contribuição: ele sugere que o artista vá às ruas, criando o que chama de “portas de fuga pro ‘quadradismo’ dos dias”. E se estende na ideia, dá forma: ” imagino uma trupe de atores descendo a [Avenida do] Cinquentenário. Encenando esquetes na praça Adami, aquecendo o interesse das pessoas”.

Ao avaliar o momento da cultura local, ele crava que é preciso inundar a cidade de arte. “É preciso aquecer a demanda. É como se Itabuna estivesse em tom pastel”, critica.

Confira a íntegra da entrevista

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Neste sábado, 18, haverá mais duas sessões do espetáculo “Nazareno contra o dragão da maldade”, do Teatro Popular de Ilhéus. A encenação, na Casa dos Artistas, acontece às 19h e às 20h30min, com ingressos a R$ 10,00 (e meia-entrada, como deve ser, rigorosamente pela metade do preço).
A montagem, inspirada em fatos reais, narra o drama de um líder comunitário da Vila Nazaré, uma das comunidades mais pobres de Ilhéus, e de sua esposa Maria. Ambos travam uma luta diária pela sobrevivência e apresentam visões diferentes do que seria um “futuro melhor”.
Ao público, a peça oferece uma experiência única, verdadeira imersão no universo da miséria humana. “O chão do teatro será coberto de lama, piso típico da Vila Nazaré”, explica o autor e diretor do espetáculo, Romualdo Lisboa. Nazareno e Maria são interpretados por Ely Izidro e Tânia Barbosa.
A peça volta a ser encenada na próxima semana, nos dias 22 e 23, a partir das 20 horas.

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A produção de maior sucesso da Casa dos Artistas de Ilhéus – “Teodorico Majestade, as últimas horas de um prefeito”, estará em cartaz de 1º a 12 de setembro no Teatro de Arena, Rio de Janeiro, com patrocínio da Caixa Econômica Federal (projeto Caixa Cultural).
A peça narra as tramoias e falcatruas que ocorrem na cidade fictícia de Ilha Bela, tão parecida com tantas cidades que conhecemos. Denunciado, Teodorico Majestade se vê sob ameaça de perder o cargo e tenta cooptar uma liderança da comunidade para escapar da degola.
No meio disso tudo, diálogos impagáveis e bem-humorados, além de uma história que deixa lições de responsabilidade e cidadania. O texto e a direção são de Romualdo Lisboa e o elenco traz Ely Izidro, Tânia Barbosa, Takaro Vitor, Aldenor Garcia e Elielton Cabeça, que é também o diretor musical do espetáculo. 
A peça tem ainda produção de Rogério Matos, figurinos de Tânia Barbosa, cenário de Carlos Macalé e iluminação de Ely Izidro.