O assassinato do comerciário Miraldo Brito, ocorrido na tarde desta quarta-feira, 24, durante um assalto à loja Nailton Peças, no bairro Nova Itabuna, expõe mais uma vez a fragilidade da segurança pública em Itabuna. O bairro onde ocorreu o crime, apesar da grande concentração de estabelecimentos comerciais, carece de uma maior presença da polícia.
Essa situação é apontada em uma nota de pesar emitida pelo Sindicato dos Comerciários. Para a entidade, a categoria se encontra em posição vulnerável. “A morte deste comerciário foi prenunciada em maio, numa outra tentativa de assalto, quando uma ótica do centro de Itabuna teve sua vitrine alvejada por balas, felizmente sem vítimas fatais”, afirma a nota assinada pela diretoria do Sindicato.
A entidade cobrou providências urgentes da área de segurança, “antes que outros comerciários, ou lojistas, sejam vitimados pela violência.
Um homem identificado até agora como Jão, de 25 anos, foi assassinado no centro de Coaraci no início desta tarde de sexta (19), por dois homens. Jão trabalhava nas obras de reforma de uma loja de material de construção na rua Primeiro de Maio. De acordo com a polícia, o homem levou, pelo menos, cinco tiros.
Jão não teve como correr dos bandidos e morreu no local. Ele tinha várias passagens pela polícia, por tráfico de drogas, segundo apurou o blog Entre Aspas. Suspeita-se que o crime esteja relacionado à dívida com traficantes. A polícia técnica se dirige ao local para fazer o levantamento cadavérico.
Uma campanha contra a violência em Itabuna acaba de ser deflagrada no Facebook. Por meio do perfil Mobiliza Itabuna, o internauta cadastrado na rede social poderá relatar casos, apresentar sugestões para o combate à violência na cidade.
Desde o dia 1º de janeiro até ontem, Itabuna registrou mais de 70 homicídios e viu crescer em mais de 33% o número de roubo de carro, por exemplo.
Para acessá-lo e participar, clique na foto ao lado.
O que seria uma festa para comemorar o Dia do Estudante acabou em tragédia no Grapiúna Tênis Clube nesta madrugada de domingo. A festa terminou com o saldo de duas pessoas baleadas. Uma delas levou cinco tiros quando deixava o clube, na rua Juca Leão. O atirador também estava no evento. Já na parte externa do Grapiúna, ele aproximou-se do alvo e efetuou os disparos na cabeça e no peito da vítima.
O deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) tomou a palavra nesta segunda-feira, 8, em sessão na Câmara, para repudiar a agressão sofrida pelo repórter Rodrigo Rangel, da sucursal da Veja em Brasília. Na semana passada, Rangel levou uma gravata, chute na barriga e um soco que lhe arrancou um dente. O autor da sessão de pancadaria, ocorrida em um restaurante da capital da república, na frente de mais de dez testemunhas, foi o lobista Júlio Fróes, que estaria envolvido em negociatas com o Ministério da Agricultura.
Assunção condenou a violência e disse que já foi vítima de arbitrariedades. “Eu quero me somar a todos aqueles que não concordam com isso nem aceitam qualquer tipo de agressão contra qualquer profissional”, declarou o parlamentar.
Mais adiante, o petista aproveitou a deixa para cutucar a Veja, revista em que o agredido trabalha: “nós temos que ficar indignados, mesmo sendo o jornalista de uma revista como a Veja”, tascou.
Perrone em foto de arquivo pessoal.
Cerca de mil pessoas participaram de protesto contra a violência em Salvador neste domingo. A manifestação acabou na entrada do Palácio de Ondina, residência oficial do governador Jaques Wagner (PT).
Os participantes cobraram a presença do petista, aos gritos de “Governador, cadê você?”. De acordo com o site Bahia Notícias, como o governador não deu as caras, os manifestantes mudaram o grito para “Governador, cadê você? Eu vim aqui para não morrer”.
A maioria dos manifestantes é ligada ao músico Paulo César Perrone, da banda Estakazero, baleado em Salvador no dia 19 de julho (relembre). O músico continua internado em coma induzido em um hospital da capital baiana. Os tiros foram disparados por dois homens numa moto, no Caminho das Árvores.
Imagens colhidas pela polícia mostram que o músico estava sendo perseguido por dois homens momentos antes de entrar numa agência do Bradesco. A perseguição culminou com a tragédia.
Enquanto almoçavam, diversos clientes de um restaurante na avenida Inácio Tosta Filho, no centro de Itabuna, ficaram aterrorizados com as cenas de violência neste sábado (6). Dois rivais do traficante Ailton de Jesus, conhecido como Tantã, passavam pela avenida quando o notaram no estabelecimento. A dupla estacionou o veículo mais adiante e retornou para executá-lo.
Dois policiais que se encontravam no restaurante atiraram contra os bandidos, que revidaram e conseguiram fugir. O traficante foi levado para o Hospital de Base de Itabuna em estado grave. Os tiros atingiram a cabeça de Tantã. A sequência de tiros atingiu cinco carros estacionados próximos ao restaurante Espaço 2. Atualizado às 21h40min
Lúcia Barbosa concorda com deputada para quem certas músicas desqualificam e estimulam a violência contra a mulher
O projeto de lei da deputada estadual Luiza Maia (PT), que propõe a vedação ao financiamento público para bandas que “em suas músicas, danças ou coreografias, desvalorizem, incentivem a violência ou exponham as mulheres à situação de constrangimento” recebeu o apoio da secretária estadual de Políticas para as Mulheres, Lúcia Barbosa.
Para a secretária, há perigo na mensagem propagada por tais bandas. “Considerar essas músicas apenas como divertimento é um erro, porque música faz parte da cultura e propagar esse tipo de mensagem é perpetuar uma cultura machista, na qual as mulheres são objetos sexuais, que não merecem respeito”, avalia.
Lúcia Barbosa afirma ainda ser contraditório que o Estado, ao mesmo tempo em que “constrói ações de enfrentamento à violência” patrocine “algo que desconstrói a sua própria política”.
Peguei-me pensando a que ponto nós chegamos, ao observar a população agindo com as próprias mãos.
Noite fria e chuvosa de sábado, 30 de julho, e eu estava tentando escrever alguma coisa sobre o aniversário de Itabuna. Na verdade, já vinha rabiscando desde o início da semana, mas não consegui. Em primeiro lugar, não me senti à vontade para criticar a cidade que vivo justamente nos dias de comemoração pelo seu aniversário. Comparo com alguém que aproveita um evento familiar para “lavar roupa suja” com algum parente, deixando de ser sincero para ser deselegante. Por outro lado, a sua infraestrutura está decadente, e seria hipocrisia vendar os olhos diante de tudo e escrever um texto com votos de felicitações, como já fiz tempos atrás.
Escutei o som de um tiro. Não sei dizer quantos foram, mas o estampido de um tiro é inconfundível. Ao chegar à porta de casa, deparei-me com o fato em si: um ladrão, ao assaltar um estabelecimento comercial próximo, foi contido pela população. Torna-se desnecessário descrever detalhes do assalto ou da forma como o meliante foi pego. Atenho-me, neste momento, ao que me parece ser o grave e considerável problema: somos nós, cidadãos itabunenses e baianos, que estamos cuidando da nossa segurança!
Somos nós que estamos contratando seguranças particulares para as empresas e residências. Somos nós que denunciamos. Somos nós que fiscalizamos. E assim, vivemos acuados, com medo. Peguei-me pensando a que ponto nós chegamos, ao observar a população agindo com as próprias mãos.
É lamentável a atual situação. Estamos desprotegidos, desamparados, abandonados, vulneráveis. Não frequentamos praças e não caminhamos nas avenidas com tranquilidade. São assaltos, agressões e mortes gratuitas. O tema bate recorde nos noticiários e os índices já não nos assustam mais. A segurança pública está gritando, e os governantes fingem não escutar! Manuela Berbert é jornalista e colunista da Contudo.
Já está preso em Ilhéus o homem que na última segunda-feira, 11, matou outro a facadas em plena praça da estância hidromineral de Olivença. O local, antes tranquilo e aprazível, tornou-se foco de violência e tráfico de drogas.
A prisão de Marconi Teles dos Santos, autor do homicídio na praça de Olivença, foi realizada por homens da 69ª Companhia Independente da Polícia Militar, responsável pela segurança da zona sul de Ilhéus. A vítima de Marconi foi um homem conhecido como “Galo”.
O homicida morava na rua 1 do Loteamento dos Milagres, em Olivença.
O fisioterapeuta Bruno Aguiar é acusado de tentar contra a vida da própria esposa, Carla Martins. A tentativa de homicídio se deu na noite desta sexta-feira, 1º, em Ibicaraí, a 38 quilômetros de Itabuna, sul da Bahia.
Com medo do marido, que a ameaçava, Carla, juntamente com o filho de três anos de idade, buscou abrigo na casa do ex-prefeito do município, Henrique Oliveira, já que é amiga da família do político.
Segundo informações obtidas pelo PIMENTA, Bruno Aguiar invadiu a casa de Henrique Oliveira, portando um revólver calibre 38, e disparou vários tiros. Uma das balas atingiu a porta principal da residência, mas não houve feridos. Além da esposa e do filho do fisioterapeuta, estavam na casa o ex-prefeito, a mulher dele, a filha Juliana Oliveira e três netas menores de idade.
Quando soube que a polícia havia sido acionada, Bruno Aguiar fugiu, mas foi capturado na BR-415, próximo ao acesso ao município de Barro Preto. A arma do fisioterapeuta foi apreendida e agentes da polícia técnica já fizeram a perícia na casa do ex-prefeito.
Bruno Aguiar passou a noite na delegacia de Barro Preto e foi transferido na manhã deste sábado, 2, para a cadeia de Ibicaraí.
Um jovem foi morto a tiros neste domingo (27), no Estádio Municipal Murilo Mármore, em Vitória da Conquista. Diego Estéfano Santos Andrade, 20 anos, jogava uma partida de futebol amador, apitada pelo pai, Fernando de Andrade, quando foi executado por um homem ainda não identificado.
O homem invadiu o campo e atirou no jogador. Durante os disparos, os outros jogadores e pessoas que acompanhavam a partida correram, causando grande confusão. O autor dos disparos não foi identificado.
Fernando, o pai da vítima, informou à Polícia Civil que Diego atualmente trabalhava numa gráfica. Ele disse não conhecer qualquer inimizade do filho ou envolvimento do jovem com a criminalidade. Informações do Correio.
A onda de violência que assola o eixo Ilhéus-Itabuna, com sete assassinatos no último final de semana, além do banho de sangue que eleva o índice de homicídios à estratosfera, acaba produzindo situações, digamos, inusitadas.
Tome-se, por exemplo, um assalto a ônibus ocorrido na linha Itabuna-Barro Preto.
Assaltos a ônibus, assim como furtos, roubos e arrombamentos raramente merecem registro, diante da profusão de assassinatos. As vítimas, muitas vezes, nem se dão ao trabalho de prestar queixa. É pura perda e tempo e chateação.
Mas o assalto em questão chama a atenção pela situação em que se deu, digna de entrar para o anedotário, não fosse o fato de que a explosão da criminalidade não tem graça alguma, muito pelo contrário.
O citado ônibus seguia sua trajetória normal junto à outrora pacata Barro Preto. Num determinado ponto, entraram três rapazes. Mais outro ponto e entram mais três rapazes. Simples passageiros nessa profissão onde, como na vida, tudo é passageiro, menos o motorista e o cobrador.
(Um parêntese: em algumas linhas até o cobrador tornou-se dispensável. Sua função é acumulada pelo motorista. Isso, enquanto não inventam ônibus dirigidos por robôs).
O município de Ilhéus, no sul da Bahia, teve um final de semana sangrento com o registro de nove mortes, informa o repórter Raimundo Jackson, do Blog do Gusmão.
Os assassinatos ocorreram entre a noite de sexta-feira (18) e as 4h desta segunda (21). Foi o período mais violento da cidade neste ano. Três das vítimas eram mulheres.
As vítimas foram assassinadas em bairros localizados na periferia do município. Os nomes das vítimas são Erpo Teles dos Santos, Joyce Vasconcelos Santos, Rosilda Ferreira dos Santos, Roberto Francisco dos Santos, Lenivaldo Sena, Emerson Paulino dos Santos, Benvinda Menezes da Silva e Djavan Neves da Silva, além de um homem conhecido como Marquinhos.
A polícia prendeu pelo menos um dos acusados de assassinato. Nadson Paulo dos Santos, 22, foi preso ainda no Teotônio Vilela, momentos depois de matar a marisqueira Benvinda Menezes da Silva (veja aqui).
Azevedo e Dom Ceslau: críticas não foram bem-aceitas. (Foto Pimenta).
O bispo diocesano Dom Ceslau Stanula fez severas críticas ao caos na saúde de Itabuna e aos índices alarmantes de violência no município. O bispo disse que as pessoas não têm recebido a atenção devida na saúde e lamentou os dados sobre a criminalidade.
As críticas foram feitas diante de milhares de católicos, vereadores, o prefeito Capitão Azevedo e deputados estaduais e federais, no encerramento das festividades ao santo padroeiro de Itabuna, São José, ao final da tarde. “Todos juntos têm que realmente fazer algo para solucionar o problema da saúde”.
O prefeito Capitão Azevedo, em entrevista ao PIMENTA, reagiu e mostrou-se irritado com as críticas. “Dom Ceslau Stanula pode estar atento a Itabuna, mas ele tem que raciocinar que esse é um problema nacional. Eu desafio qualquer indivíduo desse país que mostre onde a Saúde pelo SUS funcionando bem, porque eu quero ir lá ver para que nos sirva de exemplo”.
O prefeito acredita que o sistema de saúde em Itabuna tem apresentado melhoras e afirmou ser necessário o retorno da municipalização, quando a gestão local será responsável pela aplicação e fiscalização dos recursos de média e alta complexidade.
– Nós atendemos não só Itabuna, mas 121 municípios. Temos cidade que só atende a população dela e enfrenta problema, imagine. Mas repito que o problema da Saúde é nacional. Repito, é nacional, não é só em Itabuna. Eu entendo. Ele, como cidadão e bispo de Itabuna, raciocina desta forma.
O prefeito também rebateu as críticas quando o assunto é violência em Itabuna. “A violência não é questão do município, mas é de competência do (governo) Estado resolver. Mas nós não vamos nos furtar disso, vamos [desenvolver] ações que gerem bem-estar ao povo”.
Ouvido pelo PIMENTA, o bispo da Diocese de Itabuna disse que falou “daquilo que a nossa cidade precisa”, especialmente na segurança e na saúde. “A mensagem foi bem clara”, enfatiza Dom Ceslau Stanula.
Stanula apontou que tanto a Igreja Católica como a sociedade itabunense tem outras preocupações, mas a saúde e segurança são as principais. “Tem muitas, mas saúde e violência são as mais gritantes”, enumera.
O bispo de Itabuna também lembrou que os governos estadual e federal têm responsabilidade com a solução destes problemas. “Itabuna é um pólo muito importante, para onde convergem todo o sul da Bahia e Vitória da Conquista. Só que falta verba”, diz, ainda acrescentando que é necessário mais recursos “não apenas da cidade, mas deve vir de cima, também”. Stanula ressaltou ser amigo do prefeito.