A Secretaria Estadual da Educação divulgou nota afirmando que apenas 28% das escolas no estado fazem enturmação. O processo está acontecendo em 465 das 1640 unidades escolares distribuídas nos municípios baianos, sendo 173 na capital e Região Metropolitana de Salvador e 292 no interior.
A enturmação é o agrupamento de turmas da mesma série e turno, com número reduzido de alunos, sem prejuízo do ano letivo nem do projeto pedagógico. De acordo com o entendimento da secretaria, nenhum aluno ou professor será prejudicado com a medida. Os alunos passarão para turmas da mesma série, com mais colegas, no mesmo turno e na mesma escola.
Já os professores, diz a SEC, permanecerão com a mesma carga horária e o mesmo salário. “No caso de algumas escolas onde se observar professor excedente, haverá remanejamento, obedecendo aos critérios estabelecidos pelo Estatuto do Magistério Público”, avalia a professora Eni Bastos, superintendente de Acompanhamento e Avaliação da Rede Escolar.
Por sua vez, em nota distribuída à imprensa e publicada em seu site, a APLB-Sindicato diz o contrário. “Os resultados são danosos. Professores não conseguem passar os assuntos como gostariam; estudantes não assimilam as aulas; e muitos educadores acabam sobrando, caindo na armadilha da excedência. Salas de aula lotadas não fazem bem a ninguém”.
Em protesto contra a enturmação, professores da rede estadual estão paralisados desde ontem, e só voltariam às aulas amanhã. “Voltariam” porque em Itabuna os alunos se sentiram prejudicados por não terem sido avisados do movimento e agora dizem que só pisam na escola na próxima segunda-feira.


















