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Duas mulheres, em casa, com uma arma potente nas mãos, usada de forma completamente distinta: o poder de influência.

Manuela Berbert || manuelaberbert@yahoo.com.br

Sábado à noite, live de uma das maiores cantoras nacionais da atualidade, Ivete Sangalo. No meio de uma pandemia, quando os estados brasileiros começam a sinalizar um possível colapso na saúde: Atenção, Nação! O número de leitos disponíveis pode não conseguir atender à população! E o mais grave: Nosso profissionais (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas etc) estão adoecendo! É grave, e isolamento social é imprescindível!

De um lado, a cantora, na cozinha da sua casa de praia, de pijama de bolinhas, tentando levar ao país um momento de alegria, mas produzido com muito pouco: marido e filho, descalços, amendoim com casca e um prato, e um público lúdico presente, armado com brinquedos simples. Ivete é artista de massa e sabe disso. Tem a real noção de que é seguida e assistida por todas as classes, e incorporou isso majestosamente com simplicidade.

Do outro lado, uma das maiores influenciadoras digitais do país, Gabriela Pugliesi, sem noção alguma. Salvo engano, Gabriela foi uma das primeiras mulheres a postar sua rotina (lifestyle) no instagram, aqui no Brasil. Recentemente, uma das primeiras pessoas públicas a testar positivo para a Covid-19 (após o casamento de sua irmã, em um resort de luxo em Itacaré) e a divulgar. Manteve o isolamento social até a cura, mas sábado protagonizou um verdadeiro desserviço ao país: recebeu amigos em casa para uma festa e postou nas redes sociais vídeos em que os brindes eram regados a frases como “Foda-se a vida!”, que soou para todos como um “Fodam-se vocês, estou imune!”.

Ainda que a sua carreira e visibilidade não sejam comparadas à de Ivete, vê-se claramente a importância da RESPONSABILIDADE SOCIAL de cada uma em um momento tão delicado como este. Gabriela é seguida por milhares, de todas as classes sociais, e serve de inspiração para muitas empresas também, afinal é bem comum inclusive vermos marcas apresentando produtos similares aos que ela consome, mais baratos, com campanhas que abusam de frases como “baseado no produto X que a Pugliesi usa”. Não é bacana, nós sabemos, mas é a realidade da nossa população consumista, pelo menos até esta crise atual. (Depois disso, muita coisa pode e deve mudar, mas aí é pauta para outro texto.)

Duas mulheres, em casa, com uma arma potente nas mãos, usada de forma completamente distinta: o poder de influência. De um lado, a ironia e a soberba de quem vive a sua própria bolha e no fundo está pouco se importando com quem está do outro lado da tela. Na contramão e com muito bom senso, uma cantora que ainda brincou com o tamanho da “calçola” que estava usando, com empatia a quem está em casa alternando entre dias bons e ruins, instabilidade econômica e com medo do Sistema Único de Saúde, que ainda salva, mas que não sabemos até quando…

Manuela Berbert é publicitária.

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Diante desse cenário, as medidas de achatamento da curva de crescimento deverão continuar focadas nos pilares fundamentais: higiene das mãos, distanciamento social e principalmente, o uso de máscaras.

Fábio Vilas-Boas

A rapidez da transmissão da Covid-19, combinada com a (suposta) baixa taxa de imunidade adquirida, significa que a maioria das pessoas tem um risco considerável de contrair ou espalhar o vírus, de modo que a testagem em massa teria um objetivo legítimo de saúde pública. Mais importante, vincular os testes ao afrouxamento das restrições a tornaria um componente integrante de uma estratégia para restaurar as liberdades civis.

Considere, por exemplo, uma política na qual as pessoas que procuram retornar ao trabalho, escola ou atividades sociais sejam submetidas a testes para detecção de infecção (RT-PCR) e anticorpos. Testes positivos para infecção desencadeariam o auto-isolamento. Testes negativos atestariam a liberdade de movimento por um período definido – digamos, 2 ou 3 semanas – após o qual testes negativos adicionais renovariam a certificação. Se os anticorpos gerados pela Covid-19 forem capazes de gerar proteção a longo prazo contra a reinfecção e a transmissão – o que é plausível, mas ainda não estabelecido – um teste sorológico IgG positivo justificaria a certificação a longo prazo.

No entanto, as limitações nesta abordagem são claras. Seriam necessárias grandes quantidades de testes e equipamentos de proteção individual, nenhum dos quais existe atualmente. Adquirir e transmitir infecções dentro de locais de testagem ainda seria um risco; as pessoas também podem ter resultados negativos no estágio inicial da infecção o que obrigaria a retestagens periódicas.

Uma política de extensão de privilégios para pessoas com imunidade adquirida (liberar para o trabalho quem testou IgG positivo), paradoxalmente pode representar incentivo para que os profissionais mais jovens ou em maior vulnerabilidade econômica se deixem infectar deliberadamente.

Ressalta-se ainda, que a maioria dos testes rápidos disponíveis é baseada na detecção de anticorpos. Como as pessoas que se infectam pelo novo coronavírus só desenvolvem anticorpos em média após 7 dias de início dos sintomas, esse tipo de teste não é o ideal para investigar pessoas na fase inicial da doença, quando os sintomas se apresentam.

Diante desse cenário, as medidas de achatamento da curva de crescimento deverão continuar focadas nos pilares fundamentais: higiene das mãos, distanciamento social e principalmente, o uso de máscaras. Estudos revelam que a máscara caseira reduziu em até 78% a eliminação de microrganismos no ambiente, além de limitar o contato das mãos com boca e nariz, através de uma barreira física.

Essas e outras imperfeições nas abordagens centradas nos testes em massa fazem com que, no presente momento, um programa abrangente de testagem, certificação e retestagem esteja além dos limites da capacidade do nosso sistema de saúde.

Fábio Vilas-Boas é secretário de Saúde da Bahia e Doutor em Ciências. Artigo publicado originalmente no Correio24h.

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A pandemia mudou a economia. Isso reflete diretamente nos diversos setores. Um novo cenário surge quando as empresas precisam se alinhar, cortar custos, ao mesmo tempo que precisam investir no digital do seu negócio, inovando outras empresas.

Andreyver Lima || andreyver@gmail.com

Ainda é cedo para entender os efeitos da pandemia na sociedade. Novas mídias e tecnologias, sempre tão importantes para a humanidade, iniciam uma nova era para a história da comunicação.

Por muito tempo, nos comunicamos exclusivamente por meio da fala ou da escrita e por volta de 1450, chega a Era da Imprensa, quando aprendemos a reproduzir textos de maneira massiva, moldando um mundo de palavras. O processo histórico, a partir daí, nos levou a um sistema econômico chamado de Capitalismo, o qual vivemos desde então.

Essa nova era comunicacional pós-Covid e as transformações trazidas com ela consolida a capacidade da internet como transformadora da política, economia e cidades à medida que mudamos a maneira como consumimos informação.

Os novos hábitos e comportamentos, como home office, pagar boletos no aplicativo, assistir lives, fazer lives, pedir delivery e matar a saudade por videoconferência nos fazem adaptar à digitalização de nossa rotina. E a inteligência artificial dos celulares bomba como nunca.

Além disso, mais médicos fazem consultas online como uma maneira de ver seus pacientes em situações não emergenciais. Os especialistas esperam que a telemedicina continue como uma tendência.

O teórico da comunicação McLuhan, bastante conhecido pelo termo “aldeia global”, muito antes da internet como conhecemos, já previa o que aconteceria nos anos futuros. Hoje em dia, o mundo realmente se tornou uma aldeia, quebrando fronteiras geográficas e sociais.

A pandemia mudou a economia. Isso reflete diretamente nos diversos setores. Um novo cenário surge quando as empresas precisam se alinhar, cortar custos, ao mesmo tempo que precisam investir no digital do seu negócio, inovando outras empresas. Num mapa econômico pró-China, sérias mudanças na estruturação de empresas acontecerão daqui para a frente, na velocidade de uma conexão 5g.

Andreyver Lima é comentarista político no Jornal Interativa News 93,7FM e editor do site sejailimitado.com.br

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Que nossos governantes aprendam a planejar e modificar a paisagem da cidade, como mostram as fotos, com os requisitos mínimos de habitabilidade e conforto para os que realmente merecem: os que pagam seus impostos.

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Quase que diariamente recebo fotos e textos explicativos e comparativos sobre a evolução do município de Ilhéus, algumas vezes de Itabuna. O vasto material – iconográfico, assim podemos chamar – faz parte do acervo de bibliotecas particulares de ilheenses ou instituições baianas traçam um perfeito Raio X de como as aglomerações e cidades eram planejadas, privilegiando a arquitetura, a estética o conforto e a segurança.

Quando comparadas com as atuais, podemos perceber claramente um choque entre o esmero de antes e a pobreza conceitual de agora, causada, quem sabe, pela falta de planejamento do poder público. É certo que tínhamos nossos vergonhosos cortiços, nos variados graus de miséria, sem as mínimas condições de higiene e habitabilidade, que ainda teimam em ficar, embora em menor escala.

Quando recebo esse material enviado pelo fotógrafo e vice-prefeito de Ilhéus, José Nazal, vibro com a história e o pioneirismo do que com muito sacrifício conseguiram implantar nossas cidades, com as construções de acordo com as características dos diferentes locais. Entretanto, não encontro o mesmo entusiasmo ao ver o avanço das aglomerações, que não obedecem qualquer padrão técnico ou paisagístico.

Não consigo compreender os discursos dos políticos, notadamente os ocupantes de mandatos no poder executivo, que torcem loas às administrações [suas, é claro] comemorando o crescimento de tal bairro e tal cidade. Faço esforço em acreditar na honestidade do discurso em desprezar a palavra desenvolvimento, quem sabe por total desconhecimento do que o vocábulo significa.

Analisando essa desconformidade crescente nas aglomerações, hoje chamadas generosamente de comunidade, sinto ter nascido na última geração de gente feliz, mesmo com todas as diferenças sociais da época. Basta lermos ou ouvirmos os “causos” de Jessier Quirino, para confirmarmos nossa felicidade nos bons tempos passados que não voltam mais.

Ilhéus no antes e depois em foto e acervo de José Nazal

Não nos incomodávamos com as pequenas doenças ou surtos que apareciam corriqueiramente em nosso corpo, a exemplo dos piolhos na cabeça, das impinges que apareciam e ficavam à mostra no corpo, chamadas popularmente de “ziquizira”. Era um prato cheio para as gozações no recreio da escola, no jogos de gude ou nos campinhos de futebol. E ninguém morria por isso, no máximo um xingamento da mãe e três tapas trocados.

Como não sabíamos o que significava “bullying”, essa santa ignorância nos livrava de outros males maiores e que necessitavam do auxílio dos profissionais da psicologia, psiquiatria e outros mimos que conhecíamos pelos livros. Também não existia o politicamente correto. Nos contentávamos em sentar para ouvir os programas de rádio do Rio de Janeiro e saímos em carreira para mostrar nosso conhecimento dos grandes clubes de futebol, após ouvirmos atentamente a resenha.

Ninguém se incomodava em ver os programas de televisão na casa de um vizinho, com uma enorme plateia sentada no chão da sala – os privilegiados e os mais apressados – ou olhando pelos ombros dos que se acomodavam na janela. Os chuviscos na tela faziam parte do espetáculo, bem como os mais espertos eram bem-vistos quando se ofereciam para regular a antena lá nas alturas.

Hoje, nossos objetos de desejo passaram a ser os aparelhos celulares no lançamento, que trocamos a cada seis meses, em perfeito estado, por outro ainda em pré-lançamento. Não colocamos nossos pés na lama dos campinhos de futebol, pois estamos jogando nos poderosos notebooks e a qualquer leve mudança de temperatura corremos em busca dos médicos especialistas e suas dezenas de exames.

Saudosismos à parte, prefiro os tempos em que desejávamos uma rua calçada a paralelepípedos mas não pensávamos duas vezes em tirar os sapatos para atravessar um trecho de lama. Não recebíamos merenda na escola e às vezes não trazíamos de casa, mas não dispensávamos o “baba” com uma bola de pano no recreio e chegávamos em casa sãos e salvos.

Nos tempos atuais posso assegurar que muitos de nós teria saudade de doenças como catapora, sarampo e caxumba do que conviver com as gripes virulentas importadas de outros países, que não apenas “fabricam” catarro como antigamente. Não, os vírus são exigentes e levam à morte, principalmente se o coitado já estiver acometida de doenças outras como diabetes, cardiopatias, hipertensão.

Naquela época não existia o Sistema Único de Saúde, o famigerado SUS, que abarrota de dinheiro os sacos sem fundo que se transformaram os governos estaduais e municipais de todo o Brasil. Ainda hoje muitos ainda desconheciam o SUS, destinado a atender de qualquer jeito os mais pobres, e que muitos políticos os conhecem – o SUS e os pobres – apenas por ouvir dizer.

Lembro de um ditado antigo que asseverava: “Pela entrada da cidade eu conheço o prefeito”, numa alusão aos que sabiam cuidar da comunidade, da sua gente. É triste, porém comum, que muitos políticos e servidores públicos sequer conheçam essas comunidades, simplesmente chamadas de invasão e que aparecem com frequência nas fotografias de José Nazal.

Que nossos governantes aprendam a planejar e modificar a paisagem da cidade, como mostram as fotos, com os requisitos mínimos de habitabilidade e conforto para os que realmente merecem: os que pagam seus impostos. Quem sabe a pandemia e o distanciamento social presencial seja uma importante ferramenta para podermos aprender como nos comportar como eleitor. E com o apoio das redes sociais, para a felicidade das novas gerações.

Walmir Rosário é advogado, jornalista e radialista.

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Um bom termômetro para saber a hora de abrir o comércio e medir a confiança das pessoas, um método bastante eficiente, seria perguntando aos pais: “Se as escolas abrissem hoje, você mandaria seus filhos as aulas?”.

Gerson Marques || gersonlgmarques@gmail.com

A vontade dos comerciantes de abrirem suas lojas é uma legítima. A vontade dos ambulantes irem às ruas venderem seus produtos, idem. O medo dos trabalhadores perderem empregos com as empresas fechadas, também. Estes sentimentos não podem ser desprezados nem varridos para o campo ideológico.

Não é factível três, quatro, cinco meses de vidas paradas, isolados, nem econômica, social ou fisicamente. As consequências são inúmeras e as econômicas são só parte do problema.

Dito isso, reafirmo: Nada é mais legítimo que a vida, o direito de viver, e o direito de não perder a vida. Esta legitimidade se sobrepõe às demais.

A pandemia é uma força da natureza, de origem mais poderosa que a capacidade humana de se defender, ainda que consigamos uma defesa parcial. Assim como uma tsunami, um terremoto ou acontecimentos ainda maiores como um choque com meteoritos, cuja evidências dizem sobre a extinção de grande parte da vida no planeta em outras eras, uma pandemia tem uma lógica imprevisível – e só por isso se torna uma ameaça existencial, um infausto.

E se o vírus passar por uma mutação e adquirir características ainda mais agressiva? E se o simples fato de tê-lo mesmo que assintomático não nós imunizar? E se a vacina ou terapias não forem encontradas? Existem diversas doenças sem cura, não é mesmo? E qual será o custo humano até circular por todo planeta? Não temos respostas para isso.

Portanto, estamos enfrentando uma situação colocada em um patamar acima da lógica da vida. Pelo menos, das nossas vidas, e com isso não sabemos lidar adequadamente, apesar de não ser a primeira vez que ocorre na história da civilização humana.

Buscar respostas nas ideologias é como buscar respostas nas religiões. Conforta, mas não resolve. Simplesmente, elas não respondem racionalmente, porque estes acontecimentos estão fora da dinâmica existencial e fora da lógica temporal, histórica e sociológica de nossa existência.

Acho muito ignorante a politização da doença, do vírus, de suas consequências, mas não posso dizer o mesmo sobre a politização do debate sobre as formas de enfrentar, sobre as políticas de governo para proteger a população ou não, e suas ações para resolver a questão central e suas consequências. Aí, sim, é legítimo o debate político, no campo social e econômico, na construção das saídas.

Por isso, é muito ruim quando os comerciantes defendem seu legítimo sentimento de abrir o comércio usando um discurso ideológico, baseado no negacionismo, ou na relativização do que se vê em outros países, e dos parâmetros científicos.

Quem perde com esta linha de defesa são os próprios comerciantes, que assustam a população ao demostrar os interesses financeiros acima da vida, inclusive de seus funcionários e clientes, também por não entenderem que a questão básica, mesmo depois de terminada a fase do distanciamento social, se chama confiança. Sem esta, sem segurança de não se contaminar, de pouco adianta a loja estar aberta. Ninguém terá coragem de brigar de esconde-esconde com um vírus de comportamento desconhecido e agressivo e medicação inexistente.

Um bom termômetro para saber a hora de abrir o comércio e medir a confiança das pessoas, um método bastante eficiente, seria perguntando aos pais: “Se as escolas abrissem hoje, você mandaria seus filhos as aulas?”.  Faça essa pergunta a você mesmo e veja o grau de confiança. E olhe que as crianças, teoricamente, ressalto, só “teoricamente”, não são do grupo de risco. Quando a resposta for sim, tá na hora de reabrir o comércio.

E as questões econômicas? Vejam como as outras nações estão resolvendo. É o estado. É pra isso que existem os estados: amparar, subsidiar, alimentar, isentar, oferecer, liberar, ajudar, minimizar, combater… Existem dezenas de verbos tipicamente estatais. É aí que está a política, é neste ambiente que cabe a opinião, a ideia, o protesto, a pressão…

Na pandemia, no vírus, na UTI, na terapia, nos procedimentos preventivos, não. A única autoridade aí é a ciência e ciência não se faz com palpites. Muito menos palpites ideológicos.

Gerson Marques é produtor de cacau e chocolate.

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Quando somos emocionalmente inteligentes, deixamos os eventos nos influenciar, mas não nos dominar. Por isso, administrar as emoções é tão importante.

Ivana Almeida

Muito dos nossos planos foram adiados, mudamos nossa rotina, nossos hábitos. E mesmo diante de um mundo tão “conectado”, clamamos agora pelo valor inverso… Um olhar, um simples encontro, um abraço aconchegante. Deparamo-nos, de repente diante de algo considerado impensável até poucos meses atrás.

Esta situação inédita de isolamento social decorrente do novo coronavírus trouxe consigo gatilhos que podem desencadear emoções perturbadoras, inquietações, angústia, medo e ansiedade. O fato é que as emoções revelam uma mensagem profunda e serve como sinal para indicar que algo está acontecendo em nossa vida. O grande trunfo é aprender a decifrá-las.

Diante do cenário atual, chorar, sentir-se triste e preocupado é natural. Por isso, não é necessário negar e nem reprimir suas emoções. Afinal, nada faz nos sentirmos mais humanos que as emoções. Então, se sentir vontade de chorar, chore. Só não deixe que esse sentimento, te inunde e tome conta do seu “Eu”, permanecendo dentro de você por muito tempo. Compreenda que as mudanças são parte de um mundo VUCA. Incertezas e problemas sempre vão existir.

É necessário gerir a intensidade dessas emoções negativas para alcançar nosso equilíbrio emocional. Não permita que o medo te paralise e te adoeça. Quando somos emocionalmente inteligentes, deixamos os eventos nos influenciar, mas não nos dominar. Por isso, administrar as emoções é tão importante.

“Quando digo controlar as emoções, quero dizer as realmente estressantes e incapacitantes. Ser emotivo é o que torna a nossa vida rica”. (Daniel Goleman)

Esse é um momento de aprender a desenvolver resiliência, pois só assim seremos capazes de superar os momentos de dificuldade com maior controle emocional. Pessoas resilientes passam pelas dificuldades e se tornam mais fortes. O mais adequado seria buscar auxílio de um profissional para criar estratégias e evitar danificar a saúde mental. Vamos passar por esse momento e aprender com o que ele tem a nos ensinar.

Ivana Almeida é psicóloga.

Jairo cobra documentos e comprovantes de gastos na saúde
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Que cada um de nós tome para si a tarefa de fiscalizar as ações do poder público municipal. Esta é a nossa única garantia de resguardar nossas vidas e de nossos entes queridos.

Jairo Araújo

A população de Itabuna quer saber: diante das verbas orçadas em milhões que estão nos cofres da prefeitura, onde está o plano para o enfrentamento da Covid-19? Considerando o histórico do prefeito, a conclusão óbvia é de que o plano da prefeitura é não ter plano.

Um planejamento detalhado das medidas para o combate à essa epidemia facilitaria a fiscalização do poder legislativo e dos órgãos de controle social. O prefeito sabe disso e evita esse supervisionamento. O histórico de Fernando com recursos da saúde está registrado nas páginas policiais. Em seu governo anterior (2004/2008), por exemplo, quase R$ 10 milhões foram desviados da saúde e 16 pessoas morreram vítimas de uma epidemia de dengue. Não podemos esquecer que neste mesmo período o HBLEM ficou conhecido como Hospital da Morte. Por coincidência (ou não), o prefeito responde a uma ação do MP de desvio de mais de R$ 2 milhões. Por tudo isso não se deve estranhar o comportamento do prefeito no trato com os recursos públicos.

Todos nós, poder legislativo e sociedade, somos chamados a redobrarmos a fiscalização e evitar possíveis desvios de recursos, que devem ser destinados a salvar vidas. Ou veremos óbitos se multiplicarem em Itabuna.

Na condição de vereador, cumprirei minha obrigação de ficar atento à aplicação destes recursos, fiscalizando e denunciando qualquer vestígio de irregularidade. Conclamo a sociedade organizada de Itabuna a fazer o mesmo. Que cada um de nós tome para si a tarefa de fiscalizar as ações do poder público municipal. Esta é a nossa única garantia de resguardar nossas vidas e de nossos entes queridos.

Jairo Araújo cumpre 2º mandato de vereador e é graduado em História pela Uesc.

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É hora de esquecermos nossas diferenças e reforçarmos nossas semelhanças em favor da vida e do país. Que as nossas ideologias sejam colocadas em prática em outro momento da luta democrática e não agora.

Rosivaldo Pinheiro || rpmvida@yahoo.com.br

Estamos num momento de extrema dificuldade, enfrentando duas pandemias – uma na saúde e outra nas redes sociais devido a uma série de desinformações baseadas nos achismos e ou nas maldades produzidas deliberadamente com o propósito de incentivar o obscurantismo. As redes sociais acabam potencializadas pelo comportamento do presidente da República, que persiste em se contrapor à ciência.

O conflito de posicionamento entre ele e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, por exemplo, serve de adubo e frutifica as contrainformações, as fake news. Os mensageiros de boas novas e do apocalipse fazem os seus plantios nesse terreno fértil e disponível à reprodução do ódio presente em grande parte das postagens e dos diálogos no mundo virtual. Importante destacar que essa ferramenta está ainda mais potencializada durante o período de confinamento social.

Essas narrativas em nada contribuem para o enfrentamento ao vírus. É necessário termos compreensão do momento vivido e que este exige união de todos e respeito às orientações das autoridades de saúde do Brasil e internacionais. Precisamos ter atenção com o comportamento social e as medidas adotadas na saúde e na economia e os resultados alcançados por países que já atingiram ou estão no pico da Covid-19. Essas experiências servem de parâmetros para nosso discernimento e mitigação das dificuldades.

Partidarizar o debate, por mais justo que pareça, acaba sendo um atestado de falta de consciência individual e de cidadania. Até o uso de uma medicação passou a seguir a politização e a polarização, mesmo diante do constante chamamento dos pesquisadores e dos médicos, que, em grande maioria, não negam que esse e outros remédios fazem parte das tentativas de enfrentamento ao novo vírus para recuperação dos pacientes da Covid-19.

As medicações em uso estão sendo estudadas em laboratórios e novas fórmulas podem surgir na perspectiva de tratamento da doença. Compreendamos que toda medicação deve ser prescrita pelos médicos aos pacientes, evitando desdobramentos que prejudiquem a saúde dos mesmos ou que os levem à morte.

Esperamos que haja um pacto em favor da vida. Que as autoridades possam, a partir dos seus papéis constitucionais e científicos, ajudar no esforço por meio da formulação de políticas públicas que garantam a saúde e a manutenção da economia, se necessário, abrindo mão das metas fiscais e usando as reservas internacionais. Estamos diante de uma guerra, portanto, precisamos agir dentro dessa perspectiva. É hora de esquecermos nossas diferenças e reforçarmos nossas semelhanças em favor da vida e do país. Que as nossas ideologias sejam colocadas em prática em outro momento da luta democrática e não agora.

Rosivaldo Pinheiro é economista e especialista em Planejamento de Cidades.

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O que quero lembrar é que a força de vontade do brasileiro é gigante, e é a nossa união que vai nos fazer vencer esta guerra!

Manuela Berbert || manuelaberbert@yahoo.com.br

Lembro nitidamente do que dia em que assisti uma matéria na TV sobre a China ter construído um hospital em dez dias para tratar pacientes da Covid-19. Era tudo muito distante: a distância do país em si, e a realidade, afinal sou de Itabuna, cidade conhecida nos últimos anos pelo fechamento de hospitais.

Mas a vida é mesmo imprevisível. Praticamente um mês depois me pego assistindo representantes da Organização Mundial de Saúde declararem pandemia do novo coronavírus. Na prática, o termo pandemia se refere ao momento em que uma doença já está espalhada por diversos continentes com transmissão sustentada entre as pessoas. Tomei um susto, e de lá para cá o cenário é a disseminação avançando, mas, com ela, também a coragem e a solidariedade de uma nação. Ou de boa parte dela.

A recomendação é ficar em casa, mas a verdade é que muita gente simplesmente não pode se resguardar, como os profissionais que trabalham nos hospitais, nos mercados, nas farmácias, nos postos de gasolina e em algumas outras atividades essenciais. E o brasileiro enfrenta. Improvisa equipamentos de proteção e peita o desconhecido, sabendo inclusive que a quantidade de leitos do nosso país é mínima diante do cenário que já se desenha à nossa frente. Lamentavelmente.

E mais: o brasileiro se une em campanhas de arrecadação e doação de alimentos para famílias mais carentes; ressignifica a internet como fonte de entretenimento, com as lives dos artistas; faz mutirão de divulgação dos produtos e serviços deliveries das próprias cidades etc, etc, etc. Sei que é uma visão otimista do que está acontecendo e do que ainda estar por vir, mas hoje eu soube que alguns profissionais da minha cidade já estão com os rostos marcados pelas máscaras usadas nas UTIs exclusivas para o tratamento do Covid-19 e que, ainda assim, ninguém pensa em desistir. Não preciso enumerar aqui as falhas dos governos. Isso a gente já sabe. O que quero lembrar é que a força de vontade do brasileiro é gigante, e é a nossa união que vai nos fazer vencer esta guerra!

Manu Berbert é publicitária.

Pães são doados a quem precisa em padaria no Conceição, em Itabuna
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Mas não percamos a esperança em mudanças positivas, pois mesmo sabendo que elas não virão com abundância e de pronto, poderão chegar aos poucos.

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Na semana passada, em meio à avalanche de más notícias que baixa nossa imunidade social, uma subvertia a ordem das demais e se tornou um bom exemplo para ser lembrado e divulgado com a generosidade que merecia. Simples, mas eficaz, a Padaria Santa Fé, no bairro Conceição, em Itabuna, colocou pães em sacos plásticos numa prateleira exterior com a seguinte informação: “Se acabou seu dinheiro e está sem trabalhar, favor pegar um desses pacotes de pães!”

Uma medida simples, porém eficaz para prestar a solidariedade aos que não têm como abastecer sua casa de alimentos. A generosidade chega em forma de pão, um dos alimentos mais antigos e significativos na vida de qualquer pessoa, com várias passagens na Bíblia Sagrada, a exemplo do milagre da multiplicação dos pães, realizado por Jesus Cristo para alimentar seus seguidores.

O pão – de maneira geral – é o primeiro alimento que qualquer pessoa tem nas primeiras horas da manhã para se alimentar e estar pronto para enfrentar o trabalho. Sem ele, a barriga chora e o cérebro humano não consegue se desvencilhar dos constantes apelos da necessidade de satisfazer a fome. Que digam melhor os que já passaram por essa necessidade…

E esse gesto de generosidade dos proprietários da Padaria Santa Fé chega na forma material, espiritual, e reciprocidade. Material, por matar a fome momentânea de quem não se encontra com poder aquisitivo para adquiri-lo, por ter perdido o emprego, exercer seu trabalho individual ou outros malefícios causados pelo Coronavírus; espiritual, por representar um ato de vontade em ajudar o próximo, nesses tempos de individualismo.

E o terceiro – de reciprocidade –, por dar de volta à comunidade em que está inserida há mais de 80 anos e que sustenta o seu negócio na relação comerciante-consumidor por toda uma vida. A simples e nem tão onerosa ação do advogado e comerciante José Roberto (Tinho) Vilas-Boas e sua família deverá servir de exemplo à sociedade para que atos como esse se multipliquem em benefício dos necessitados.

O gesto de Tinho, poderia ficar restrito ao benfeitor e os beneficiários não fosse a curiosidade do jornalista Domingos Matos, morador do bairro e cliente da padaria em publicar a notícia do site O Trombone. O fato correu o mundo pela internet com a mesma rapidez que o Coronavírus na forma do Covid-19, apenas com os interesses divergentes: enquanto o vírus prejudica, mata, o gesto de Tinho alimenta o corpo e a alma.

E de fato não ficou restrito à padaria, pois outros clientes também começaram a dividir o gesto de nobreza, adquirindo outros produtos como o leite, biscoitos, dentre outros para complementar o café dos que necessitavam. E essa corrente de doação se transformou campanha – mesmo pequena – que conseguiu alcançar a sua finalidade, doando aos necessitados, sem alardes, filas para chamar a atenção, sem releases para ressaltar a “bondade” do político que usa o dinheiro público como se fosse seu.

Pelo que me recordo, a Padaria Santa Fé – com seus mais de 80 anos de fundada e funcionando no mesmo local – não é apenas uma dessas empresas em que não se conhece o dono, às vezes morador em outro país. Pelo contrário, desde os tempos em que Florisvaldo Vilas-Boas fundou a padaria colocou seus filhos para trabalhar, integrando-os à comunidade do bairro Conceição, que até hoje fazem parte.

Em conversa com o irmão Romário Brito Vasconcelos – participante ativo do trabalho missionário espírita –, tomo conhecimento que nas campanhas realizadas em benefício dos mais carentes, as doações são provenientes das camadas sociais mais baixas, financeiramente falando. Durante as campanhas – segundo a experiência de Romário – é muito mais produtivo bater à porta do mais humilde, que divide com quem precisa.

Mas não percamos a esperança em mudanças positivas, pois mesmo sabendo que elas não virão com abundância e de pronto, poderão chegar aos poucos, dependendo apenas das campanhas sociais que poderão ser realizadas. Nesse caso, a parábola de que “é mais fácil um camelo passar pelo fundo (buraco) de uma agulha do que um rico entrar no reino do céu”, poderá ser aplicada com segurança.

Walmir Rosário é advogado, radialista e jornalista.

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No fundo, é como se todos nós estivéssemos, há alguns dias, perdidos nas vielas de uma imensa cidade, gritando alto, sem se escutar. A vida parou tudo e está nos conduzindo a uma longa estrada, propondo a cada um o dom e a sabedoria de se transformar.

Manuela Berbert || manuelaberbert@yahoo.com.br

Forte, esse título, não é? Também achei! E não, essa frase não é minha. Ela foi retirada do filme Comer, Rezar e Amar, que assisti, mais uma vez, no último sábado. No meio desse caos mundial e no isolamento social voluntário (ou não). A frase, para minha surpresa, é dita quanto a personagem está na Itália, um dos países mais atingidos pelo Covid-19 e um dos lugares mais lindos que já visitei nesta vida, para onde, inclusive, ainda quero voltar.

Mas Elizabeth Gilbert, personagem principal do enredo, jamais imaginou nada disso naquele momento. A frase foi usada como uma metáfora quando a mesma desbravava as ruas e ruínas de Roma, com olhar de curiosidade e medo, como geralmente é o processo de autoconhecimento. E é incrível como eu, que já tinha assistido ao filme outras vezes, e já tinha lido o livro mais de uma vez, só me dei conta disso agora.

O amadurecimento e o reconhecimento de si mesmo nos trazem inúmeros desafios, e talvez o maior deles seja enxergar beleza no caos e esperança no processo. Ainda que doa. Mais ou menos o que a personagem, intensa nas observações sobre si, estava vivendo, e o que estamos passando hoje. Afinal, ninguém sairá ileso disso tudo.

Os dias têm sido longos e curtos ao mesmo tempo, a depender do que cada um esteja se propondo a fazer. Doídos ou leves, e isso realmente tem sido bastante individual. Há pessoas rodeadas de pessoas sentindo-se só; e muitas em paz justamente por estarem quietinhas. No fundo, é como se todos nós estivéssemos, há alguns dias, perdidos nas vielas de uma imensa cidade, gritando alto, sem se escutar. A vida parou tudo e está nos conduzindo a uma longa estrada, propondo a cada um o dom e a sabedoria de se transformar.

Manuela Berbert é publicitária.

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Essa é uma forma de aprisionamento das forças comunistas para tomar o poder e se manter por tempo indeterminado no comando de um país sob o regime de força.

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Como em todo o tempo em que uma crise assola uma determinada região, um país ou o mundo, a sabedoria popular consegue reverter a situação negativa e encontrar meios de subverter a ordem imposta pela adversidade. Não está sendo diferente neste Brasil de 2020, em que impera o medo e o terror imposto pelo Coronavírus, por meio do Covid-19, os meios de comunicação e os políticos de esquerda.

Não fosse a iniciativa privada, não teria sobrado um só brasileiro para contar a triste história dessa pandemia, do jeitinho que gostam os marajás da Organização Mundial de Saúde (OMS). Ditam as regras que querem, do jeito que querem, condenam os que não comungam com suas ideologias, não contribuem financeiramente e se acham os donos da verdade, mesmo sem conhecer a realidade de cada país.

Como ia dizendo, mesmo com as portas fechadas a criatividade da iniciativa privada – do norte a sul, leste a oeste – passou a operar por delivery, que nada mais é do que a simples entrega, remessa. Se antes esse serviço se restringia a alimentação e correspondência, hoje tomou conta de todos os ramos, com a maior naturalidade, apesar da proibição dos governos em teimar com o fechamento das empresas.

Ainda, na iniciativa privada, surgiu em Canavieiras uma proposta de um jornalista desocupado, que apresentou uma ideia espetacular a um proprietário de bar e restaurante para funcionar com toda a segurança. Seria tão somente Panela de Barro adquirir no mercado máscaras de segurança suficiente e oferecer aos clientes, que poderiam beber suas cervejas com toda a tranquilidade e dentro do protocolo de defesa do coronavírus. Só falta registrar a patente.

Sim, a iniciativa privada merece aplausos por bancar grande parte das despesas da população, mesmo com o castigo imposto pelos governos em manter as portas de seus estabelecimentos fechadas. O olhar dos governadores e prefeitos não consegue alcançar a situação real da população. Ela [a população] tem consciência de que é importante não ser infectada, mas não tem a capacidade de pregar a bunda do sofá.

E não pode ficar em casa simplesmente porque não quer e sim por faltar recursos financeiros para manter sua família. E esse suado dinheiro é oriundo dos produtos que vende nas ruas, nos bicos que fazem, do parco salário que recebem. Sim, eles não têm poupança como nossos prefeitos, governadores, deputados, embora também tenham estômago, por incrível que pareça.

No poder público – governos estaduais e municipais – sobram pedidos de muitos recursos  ao governo federal, sob o argumento de que precisam cuidar das pessoas. Como sempre, esquecem suas obrigações e gastam desbragadamente, endividando os entes federativos, apesar da Lei de Responsabilidade Fiscal, sob a falácia do argumento da independência, até a bancarrota.

Neste Brasil, após os tristes anos de roubalheira petista, se constroem discursos com as narrativas de desconstrução, bastando que os inimigos – deveriam ser adversários – não rezem por sua cartilha. E como vemos, apesar de o governo federal bancar todas as despesas, ainda sofre violentas perseguições da oposição política e de comunicação, além dos malefícios do Coronavírus.

Para tentar tirar o poder do presidente tentam o enxovalhamento do presidente, pelo simples fato de querer manter a economia funcionando, dentro dos padrões ditados pela triste e nefasta cartilha comunista. De uma vez, querem assumir o poder por meio de um golpe, já que foram derrotados na eleição. Além de promover a falência da iniciativa privada, buscam a bancarrota do Brasil.

Ora, está mais do que provado que o isolamento deve ser mantido na forma vertical, apenas com os grupos de risco e não encurralando uma população ativa em suas casas, por tempo indeterminado. Essa é uma forma de aprisionamento das forças comunistas para tomar o poder e se manter por tempo indeterminado no comando de um país sob o regime de força.

Exemplo maior está dando a população de rua, que não dá bolas para o coronavírus e continua no mesmo habitat como se nada de ruim estivesse acontecendo. Pior ainda, é o caso da Cracolândia paulista – um antro de degradação do ser humano, que se transformou no xodó do governo petista de Fernando Haddad e agora de Dória. Pois bem, não se tem notícia de infecção pelo Coronavírus neste e outros locais análogos.

Indo sempre na contramão do governo federal, os governadores e prefeitos querem manter o país paralisado, como se a população tivesse o sagrado direito de escolher qual sua morte preferida: Coronavírus ou de fome. Agora, a população ganha outro inimigo, um juiz federal que proíbe o presidente Bolsonaro de se abster de falar sobre o fim do confinamento.

Além da queda, coice.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

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Começamos todos os dias em um cenário e adormecemos em outro completamente diferente. Aqui fora e dentro dos hospitais também, já que os mesmos começam a receber os primeiros figurantes dessa história. Uns com sintomas mais brandos da Covid-19, outros com danos intensos comprometendo sua saúde física e mental.

Manuela Berbert || manuelaberbert@yahoo.com.br

De dentro da minha residência (#FiquemEmCasa) assisto uma grande novela brasileira: tabelas e mais tabelas compartilhadas com números em movimento crescente; cenas das mais diversas, que vão desde diálogos entre líderes a grandes centros comerciais do país fechados; e, como em todo grande enredo, diversos personagens. O mais pitoresco deles, vale ressaltar, chama-se Bolsonaro, que discursa quase sempre em um tom ainda capaz de me confundir: seria uma novela de suspense ou de humor?

Infelizmente, preciso lembrar a todos que o grande persona do momento não é o senhor político, e sim o popularmente conhecido coronavírus, embora eu ache, diante do sorriso de deboche do capitão durante o pronunciamento nacional da última terça-feira (24), que o seu sonho, realmente, é ser um grande protagonista, mas não é.

Não, ele não pode ser um grande protagonista,  porque desdenha do impacto social (vidas) e considera apenas o impacto econômico (dinheiro) de uma grande crise. Ele não pode ser um grande protagonista, porque promove justamente esta desavença em uma nação de mais de 200 milhões de habitantes, onde o poder de fala do grande é sempre mais alto.  E o do oprimido, sempre abafado. Ele não pode ser um grande protagonista, porque reage às organizações mundiais capacitadas que traçam possíveis cenas de terror no país com politicagem e infantilidade.

Estamos nos primeiros capítulos disso tudo. Começamos todos os dias em um cenário e adormecemos em outro completamente diferente. Aqui fora e dentro dos hospitais também, já que os mesmos começam a receber os primeiros figurantes dessa história. Uns com sintomas mais brandos da Covid-19, outros com danos intensos comprometendo sua saúde física e mental.

Particularmente (e acho que a maioria dos brasileiros), me sinto bastante arrependida por não ter seguido nenhuma carreira como atleta. Que sorte a sua, hein, presidente?!

Manuela Berbert é publicitária.

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No Brasil, o obscurantismo não nos garantirá saídas, portanto, caberá ao Congresso Nacional, Câmara Federal e Senado, liderar uma saída através de um pacto social, trazendo para ele o Executivo e o Judiciário.

Rosivaldo Pinheiro || rpmvida@yahoo.com.br

O mundo assiste a um momento de extrema dificuldade e de incerteza. Mesmo diante dos avanços tecnológicos e da ciência, o momento atual acaba sendo fora da curva e põe de joelhos países poderosos e os seus líderes: China, Estados Unidos, Alemanha, Itália e outros. Todos estão diante do mesmo desafio: usar mecanismos do estado para assistir as suas populações, evitando o caos humanitário e sustentar a roda econômica diante do novo coronavírus. Os cientistas, profissionais de saúde, de segurança e comunicação estão no epicentro do problema, assim também devem estar os governantes.

Cabe a cada governo adotar medidas urgentes, responsáveis, éticas e de bem-estar social para mitigar os efeitos do Covid-19. Um programa de socorro econômico para setores essenciais, mais vulneráveis, redução de tributos, alargamento de prazos para pagamentos de obrigações, suspensão de pagamento da dívida pública, uso de reservas externas, manutenção dos empregos e outras alternativas.

Será necessário agir na direção das políticas de transferência de renda e assistenciais, liberando os pagamentos suspensos do Programa Bolsa Família, aposentadorias, auxílio-saúde, Benefício de Prestação Continuada (BPC), repactuação de financiamentos e liberação de um valor para desempregados e profissionais informais.

São 50 milhões de brasileiros nessa condição, população superior à da Argentina, além de garantir transferências de recursos para os municípios, possibilitando a esses a adoção de medidas de isenção de água, assistência social às populações em situação de rua, investimentos em saúde e outras emergências inerentes ao funcionamento das administrações. Enfim, atenuar os desdobramentos desse severo momento é tarefa urgente, e, se não forem adotadas, poderemos ter uma escalada da violência e da calamidade.

O momento requer união, cooperação de esforços, equilíbrio. Os líderes mundiais precisarão exercer um papel global, possibilitando um novo arranjo ao sistema econômico para termos fluxos econômicos globais e paz social, possibilitando recuperação aos países atingidos direta e indiretamente pelo coronavírus.

No Brasil, o obscurantismo não nos garantirá saídas, portanto, caberá ao Congresso Nacional, Câmara Federal e Senado, liderar uma saída através de um pacto social, trazendo para ele o Executivo e o Judiciário. Sem esse esforço, nos perderemos no ideologismo inconsequente e colheremos as consequências irreparáveis que poderão nos empurrar para um ciclo de perversidades e atrocidades ainda piores do que as mais realistas previsões possam nos fornecer.

Rosivaldo Pinheiro é economista e especialista em Planejamento de Cidades (Uesc).

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É sábado à noite. Escrevo enquanto escuto um especialista explicar no Jornal Nacional, da Rede Globo, que é preciso viver um dia de cada vez para evitar o estresse e a ansiedade. Respiro fundo, mas confio na seriedade e serenidade do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Manuela Berbert || manuelaberbert@yahoo.com.br

Fui uma das pessoas que, ao ficar em casa voluntariamente, chamei o meu movimento de quarentena, até entender que não é isto o que estou vivendo. Estou isolada socialmente, em minha própria residência, respeitando uma medida preventiva dos Governos, na tentativa de amenizar a disseminação do COVID-19, conhecido popularmente como coronavírus.

Tenho um coração dividido, neste momento: de um lado, a tentativa de não acompanhar todas as notícias e me distanciar de sentimentos como medo e ansiedade. Do outro, uma curiosidade absurda para tentar entender o que está acontecendo de fato, e porque a Itália divulgou, há algumas horas, a morte de 793 pessoas em um único dia, inclusive ultrapassando o número de vítimas da China, onde tudo começou.

Uma das palavras que mais tenho escutado, há alguns dais, é Lombardia, região mais populosa da Itália cuja capital é Milão. A tão sonhada por tantos brasileiros! Tão sonhada quanto o Rio de Janeiro e São Paulo. Impossível não fazer a associação. Impossível não lembrar que as primeiras mortes pela infecção estão acontecendo por lá. Impossível não pensar que o COVID-19 está pontuando nas regiões da classe média e alta, e que se chegar a um barraquinho sequer de uma daquelas tantas favelas do Rio, ou na gigantesca população que mora nas ruas de São Paulo, o Brasil não terá a menor condição de contabilizar ou conter. Lamentavelmente.

É sábado à noite. Escrevo enquanto escuto um especialista explicar no Jornal Nacional, da Rede Globo, que é preciso viver um dia de cada vez para evitar o estresse e a ansiedade. Não sabemos quanto tempo tudo isso irá durar. Respiro fundo, mas confio na seriedade e serenidade do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. O nosso presidente, Bolsonaro, chama a pandemia de gripe e desfaz das ações enérgicas dos Governadores dos Estados Brasileiros. Desconfiam que ele esteja negando a própria infecção. Desconfio que muitos ainda negam sua insanidade…

Manuela Berbert é publicitária.