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Karoline VitalKaroline Vital | karolinevital@gmail.com

 

Fico feliz que o moço que foi citado como exemplo seja tão amado a tal ponto de várias pessoas não se conterem em se levantar em sua defesa. Isso demonstra que ele é importante e precioso para muita gente.

 

Eu tenho uma filha de seis anos que é do espectro autista. E, diariamente, tento ensiná-la a não abordar pessoas tocando nelas, porque é um modo de invasão de privacidade. Cada um tem o direito sobre seu corpo e ninguém pode ser tocado quando não permite. Ensino que ela só deve ter contato físico com quem ela já conhece, ou seja, o toque e a brincadeira só devem acontecer com quem já se tem intimidade.

Quando escrevi o texto sobre a necessidade de conversarmos com nossos meninos sobre cultura de gênero, assédio e estupro, tomei como exemplo para ilustrar a delicadeza e urgência da abordagem das questões um fato que tinha acontecido comigo há poucas horas. A intenção do meu artigo não foi atacar o rapaz em si ou sua família, mas alertar todos sobre o que está sendo ensinado aos nossos meninos a respeito do tratamento com mulheres.

A indignação que o meu texto gerou em muitas pessoas que o leram, e que conhecem o rapaz intimamente, pode ter sido gerado por ser inadmissível associar a imagem de assediador a uma pessoa carinhosa, criada com zelo, sob a proteção de familiares e amigos e que possui uma condição diferenciada. Mais uma vez reitero que o meu objetivo não foi manchar a imagem do rapaz, mas reprovar a forma que o ensinaram a abordar as mulheres. Com isso não insinuo que a família dele é que o orienta a agir desse jeito, mas que ele também é uma vítima dessa sociedade machista, que obriga os meninos a comprovarem sua masculinidade através do assédio.

Se a intenção do rapaz não foi me ofender, mas demonstrar um carinho, do mesmo modo a minha intenção não foi bestializar ninguém, mas trazer a temática à discussão. Fico feliz que o moço que foi citado como exemplo seja tão amado a tal ponto de várias pessoas não se conterem em se levantar em sua defesa. Isso demonstra que ele é importante e precioso para muita gente. Espero que continuem cuidando dele com ainda mais força do que o ímpeto que cada um foi movido a demonstrar sua ofensa. E, se não concordarem com o meu posicionamento feminista, que prezem então pela integridade dele, já que, como ele tende a abordar desconhecidas, não dá para adivinhar como essas estranhas podem reagir. Talvez não tentem o diálogo como eu tentei e sempre tentarei.

E espero que toda essa mobilização ajude não apenas o rapaz da praça, mas a todos ampliarem seus olhares para verem como nossas mulheres são coisificadas pela sociedade machista. Um machismo que é tão natural, corriqueiro, que passa despercebido, vira brincadeira, piada, mas não deixa de ser machismo. Devemos repensar a maneira como a mulher é tratada como um objeto que não tem direito ao seu corpo. Devemos falar sobre cultura de gênero e também cultura do estupro. Por isso escrevi que precisamos conversar com nossos meninos para que não sejam vistos de maneira negativa por causa de algo evitável. Porque conversando com civilidade, acredito que todos possam se entender.

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Efigênia OliveiraEfigênia Oliveira | ambiente_educar@hotmail.com

 

A mensagem da Carta escrita no ano 2070 registra a precariedade da vida na Terra, pela escassez não somente de água, mas de oxigênio, elementos essenciais, em falta no ambiente, pela escassez, também, de árvores na paisagem terrestre.

 

A Carta escrita no ano 2070, publicada no ano 2002, na revista Crónicas de Los Tiempos, apresenta fortes características proféticas, realidade no Sudeste brasileiro, no Sul e Extremo sul da Bahia, regiões sem antecedentes de seca.

Sentindo a iminência da tragédia, o cronista externa sua aflição que aos desatentos parece besteira. Limitam-se, eles, a rotularem de ecochatos os que recomendam parcimônia no uso da água potável, ou de qualquer outro bem natural. Aqui, trechos da referida Carta antecipam as consequências da irresponsabilidade com o único líquido que cria e robustece todos os seres vivos do planeta:

“[…] Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDA DA ÁGUA, só que ninguém ligava; pensávamos que a água jamais acabaria. […] Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aquíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados. […] Os cientistas investigam, mas não há solução possível. Não se pode fabricar água, o oxigênio também está degradado por falta de árvores, o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações. […] Alterou-se a morfologia dos espermatozoides de muitos indivíduos, e como consequência, crianças nascem com insuficiências, mutações e deformações […]”. A Carta faz, pois, referências às consequências ora constatadas.

Fontes idôneas dão conta de que as regiões brasileiras perdem, todos os anos, milhões de toneladas de água, e que as chuvas escassas, provocam acentuados prejuízos no cenário socioeconômicoambiental nacional.  Aliás, os eventos climáticos têm ganhado contornos severos. Em alguns lugares, chuvas torrenciais interferem abruptamente na vida em suas dimensões; em outros, a seca aniquila impiedosamente todos os cantos.

O serviço de meteorologia promete chuva para o sul da Bahia, em imagem que anima a todos os afetados pela ausência dela. Tem sido assim. Logo começa forte ventania que desvia as nuvens carregadas, e no outro dia, céu de brigadeiro, sem chance de água para as tarefas domésticas e para umedecer a lavoura que adorna as feiras livres com alimentos diretos da agricultura familiar.

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juremaJurema Cintra | falecomjurema@gmail.com

Eu estou mortificada sim, de ver a vida de um advogado  ser destruída pela mídia, pelos facejudges, por essa história de vazamento seletivo de gravações.  Entre bravatas e gravatas, a luta pelo direito tem dessas quedas que nos fortalecem. Força, Anderson, estamos em vigília permanente por sua libertação.

A prisão, no meu entender, indevida do advogado criminalista Anderson Sá, me trouxe à baila diversas lembranças. Sou uma contadora de casos e causos, sempre gostei de ouvir meus avós, meus pais, os amigos e vizinhos de roça de meu avô, além dos mais antigos da família. Na Chapada Diamantina o que não falta é história de cobra, lobisomem, onça e outros encantados.

Na Faculdade, meus colegas de república estudantil e de universidade se lembram muito bem de algumas pitorescas histórias. Um dos temas recorrentes era “Toinho”, um primo de minha avó materna lá de Ipupiara, o fim de linha de uma estrada bonita nos rincões da Bahia, por coincidência meu pai é de Ipupiara, um tio querido Wilson e uma colega de turma de Direito, é coincidência mesmo.

Pois bem. Toinho tinha umas frases e umas ideias estapafúrdias. De tanto repetir, poderia ser meme de Facebook.  Ele tinha uma série de idiossincrasias, de manias, de jeito de fazer as coisas. Algumas falas era de baianidade pura , tão comuns pelo sertão até o litoral. Um Cristão Católico fervoroso, não gostava de evangélicos, não gostava de homens com cabelo grande, não gostava de passas no arroz, não gostava de alface, não gostava de tomar banho regularmente(morreu com mais de 70 anos e cabelos pretos). Quando ele via uma dessas coisas, dizia logo:

– Só um tiro na cara desse homens de cabelo grande, se eu fosse presidente eu pegava, botava na parede e passava o facão  no cabelo;

-Só um tiro nesses “crentes”, se eu fosse presidente passava longe, tinha de ter cemitério separado;

– Só um tiro na cara nesse povo que bota essas “moscas”(uva-passa) no arroz;

– Só um tiro na cara , quem bota esse “capim”(alface) na mesa do almoço;

– Tá desrespeitando mulher? Só um tiro na cara.

E quando alguém o recriminava, dizia logo: – Você é promotor?

Engraçado que ele fazia o gesto com a mão como se estivesse com uma arma. Toinho nunca teve uma arma, nunca cometeu nenhum ato agressivo conosco, nem com nenhum evangélico, nem com os homens cabeludos, nem com as cozinheiras. Tudo isso era modo de falar de suas posições atordoadas, a famosa BRAVATA. Ao contrário, sofreu muito bullying, muita perseguição, eram frequentes as chacotas para com ele.

Mas o que isso tem a ver com o Dr. Anderson Sá de Oliveira, colega itabunense que foi detido acusado de tramar a morte de uma juíza carioca? Tudo!!

No exercício de seu múnus de GRAVATA, a advocacia, ele foi pego numa interceptação telefônica, que a imprensa publicou 10 segundos apenas, em que ele fazia uma dessas BRAVATAS, que na baianidade dizemos em momentos de raiva, e nem por isso fazemos ou concretizamos, é modo de dizer, mesmo que imprudente e indevido. Indevido na conduta em sociedade, mas numa conversa íntima com seu cliente?? Ora, não serei Hipócrita, tem uma brincadeira do Quem Nunca? que se faz muito em barzinho, no afã da cerveja e da bebida, vamos lá:

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WALMIR~1Walmir Rosário | wallaw1111@gmail.com

 

Desenvolvimento, e não o simples crescimento baseado em alguns números e estatísticas, é o que nossas cidades precisam para promover oportunidades a todos os segmentos sociais. No caso de Canavieiras, o turismo que se avizinha é o da melhor idade e ecumênico, bastando, apenas que a cidade ofereça todas os serviços que esses turistas se sintam em casa.

 

Em tempo de recursos cada vez mais escassos, só resta aos municípios brasileiros buscar novos paradigmas de administração pública. Há muito não se consegue junto aos governos Federal e estaduais recursos suficientes para atender as necessidades mais prementes dos municípios, com responsabilidades crescentes no atendimento à população.

Aquele modelo de simples crescimento, calcado na implantação de obras sem planejamento não mais funciona hoje. A população, embora cada vez mais pobre e sem perspectivas, possui modernos instrumentos de comunicação rápidos e eficientes: as chamadas redes sociais, disponíveis em qualquer smartfone conectado a internet.

E o avanço tecnológico provocou uma mudança comportamental em toda a população, sem distinção da sua estratificação econômica e social. Determinada pessoa pode até não saber analisar determinada situação de forma pedagógica, mas tem o conhecimento do fato e sua metodologia de discernimento é o caixa do supermercado.

Daí, o cuidado redobrado do governante em mudar seus conceitos: ao invés do simples e atrasado crescimento, terá que perseguir o desenvolvimento, adotando o planejamento municipal e não só o das finanças, como sempre aconteceu. Qual a cidade que queremos, quais os recursos que dispomos e quais as nossas prioridades?

Tudo isso deverá estar contemplado no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) como linha mestra a ser seguida. Para elaborá-la, ou reformá-la, precisamos do apoio de técnicos especialistas em cidades e vontade política de executar suas recomendações, transformadas em lei balizadora do zoneamento urbano.

Agora, passados 10 anos da aprovação do Plano Diretor Urbano Municipal, é hora de recolocar Canavieiras no caminho do desenvolvimento, com propostas dentro de novas perspectivas. Para tanto, é primordial instrumentalizar o processo com uma política urbana concreta, baseada na vocação econômica e nas possibilidades futuras.

E parceiros para essa monumental empreitada não faltam. Temos hoje na região a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), com conhecimento acumulado sobre nossos municípios, e a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), com uma proposta acadêmica diferenciada, o que a permite atuar de acordo com a realidade local.

Abrindo um parêntese, essa é a segunda grande oportunidade de Canavieiras integrar o rol dos municípios turísticos de fluxo perene. O primeiro foi o Projeto Canes (Complexo de Atividades de Natureza Econômica e Social), elaborado em 1990 pelos urbanistas André Sá e Francisco Mota e o economista Paulo Gaudenzi.

Nas ações complementares ao projeto Canes, a desapropriação de áreas no centro e na Ilha da Atalaia, para a implantação de hotéis, pousados e cabanas de praias padronizadas, bem como unidades residenciais. O Projeto Canes foi o primeiro grande vetor do desenvolvimento turístico de Canavieiras, proposta era a de transformá-la numa cidade que conseguisse reunir todas as condições de oferecer ao turista uma hospitalidade de primeira linha.

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Efigênia OliveiraEfigênia Oliveira | ambiente_educar@hotmail.com

 

Algumas curiosidades marcam os Jogos Olímpicos da antiguidade clássica. Mulheres não participavam, nem assistiam às competições, pois os homens atuavam nus com os corpos untados com óleo.

 

No dia 05 de agosto acontece na cidade do Rio de Janeiro, a abertura das Olímpiadas 2016, uma festa que merece ser apreciada por pessoas de todas as idades, se possível, em família. Preliminarmente, à festa, a passagem da Pira por diversas cidades do Brasil encanta a todos, nas mãos de pessoas que representam suas comunidades com entusiasmo e esperança do êxito na realização do evento.

Os Jogos olímpicos são uma produção dos gregos antigos, cujo objetivo era homenagear os deuses na cidade de Olímpia. Participava das competições, a cidade-estado comprometida em cessar a guerra, ou seja, ela deveria, em respeito ao estatuto regente, estar em paz com os vizinhos, sem qualquer possibilidade de modificar o que estava posto. Nada de jeitinho para contemplar a quem quer que fosse. A pira, ou tocha olímpica, tal como hoje, era acesa em cerimônia bastante concorrida.

Algumas curiosidades marcam os Jogos Olímpicos da antiguidade clássica. Mulheres não participavam, nem assistiam às competições, pois os homens atuavam nus com os corpos untados com óleo. Dizem que as mulheres tinham seu momento olímpico à parte. Os atletas se empenhavam com afinco, e os vencedores recebiam como louro, uma coroa feita com ramos de oliveira, sem compensação monetária. Vem daí a expressão louros da vitória.

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ricardo ribeiroRicardo Ribeiro | ricardo.ribeiro10@gmail.com

 

Tivesse havido prevenção e investimento em um modelo de uso racional da água, a situação seria outra. Mas se optou pela facilidade e a ilusão da fartura infinita.

 

A natureza dá sinais muito evidentes de que está chegando ao seu limite, mas a humanidade segue adiante com suas mesmas prioridades, modos de agir e uma imutável inconsequência. A elevação das temperaturas quebra recordes sucessivamente, não apenas por fatores naturais, principalmente o El Niño, mas também pela emissão de poluentes na atmosfera. Ademais, seguimos despejando esgotos nos rios, enquanto falta-nos água potável nas torneiras, o que é esdrúxulo.

Não é difícil imaginar aonde isso vai parar? No sul da Bahia, antes uma região com fartura de água, nem dá mais para fazer tal pergunta, pois o colapso antevisto já se materializa no presente. Noticia-se que, depois de mais de nove meses de estiagem, a região perdeu mais de 80% do volume de água que possuía. É terrível, mas era previsível que isso um dia poderia acontecer. Falta chuva, é certo, mas a ausência de bom senso, responsabilidade e compromisso com as futuras gerações contribuíram para tingir o cenário com cores mais dramáticas.

Há quantos anos se sabe que Itabuna, maior cidade da região, desperdiça mais de 50% da água tratada, antes que ela chegue aos domicílios? E esta não é uma insanidade exclusiva deste município, pois em todo o país, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, o uso inconsequente da água é a regra. Apesar dos avisos inequívocos, em muitos lugares utiliza-se o recurso como se inesgotável fosse. Ledo engano, cujos resultados serão catastróficos, como já são por aqui.

As consequências da miopia são sentidas e, como de praxe, é só neste momento crítico e desesperador que se pensa em buscar “soluções”. Tivesse havido prevenção e investimento em um modelo de uso racional da água, a situação seria outra. Mas se optou pela facilidade e a ilusão da fartura infinita.

Por falar nas tais “soluções”, no que toca ao poder público, nota-se que infelizmente elas seguem uma rota obscura, permeada por rumores preocupantes e em um delicado momento de transição política, quando coisas estranhas costumam acontecer.

É momento de a sociedade civil estar vigilante e participante dessa busca de alternativas. Não se trata apenas de tirar o sal da água, mas de remover toda e qualquer impureza das negociações que possam eventualmente se valer da crise para concretizar velhos e conhecidos intentos, não exatamente vinculados ao interesse público.

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Weliton-NascimentoWeliton Nascimento | weliton@arezza.com.br

 

Seria importante os apaixonados pela cidade, pelo turismo, abrir mais espaços para comentários e cutucar os administradores. Uma cidade com cidades vizinhas importantes, turismo em várias delas, muitos hotéis, bastava uma boa associação e teríamos ao menos 2 voos fretados todos os finais de semana.

 

Circulou num importante jornal da região uma matéria muito importante fazendo críticas sobre a gestão, operação e voos no aeroporto de Ilhéus.

De fato, todos sabem, a cidade não tem gestor interessado em buscar voos em horários alternativos, fretamentos, voos internacionais, ainda que fretados, etc. Cidades já conhecidas como Foz do Iguaçu, Caldas Novas, Porto Seguro e tantas outras semanalmente recebem dezenas de voos extras. Mas isso é outra história. Administradores amadores, sem paixão, não vão fazer isso mesmo.

Fora tudo que a matéria fala, que é verdade, é bom explicar o outro lado. Eu adoro aviação e vivo acompanhando as estatísticas. O Aeroporto de Ilhéus, por ser minha cidade, me atrai ainda mais. Todos sabemos a crise que a aviação vive. Já é uma vitória poder manter diversos voos em nossa cidade. Essa é a pura verdade. Diferentemente do que fala a reportagem, a cidade tem diariamente, entre pousos e decolagens, em torno de 20 movimentos diários. Aos sábados, esse numero aumenta por causa do voo para Recife.

Verdade também que os voos acabam se concentrando todos das 11 horas da manhã até às 17hs. Isso tem uma explicação. As conexões no Sul e Sudeste. As companhias aéreas montam as rotas pensando nisso.

O cenário dos aeroportos de capitais e cidades importantes é desolador. Os voos e números de passageiros chegou a cair mais de 50% em alguns aeroportos. Gol e Tam cancelaram rotas e fecharam bases. Porto Seguro e Vitória da Conquista tiveram muitos voos cancelados. Basta fazer uma busca e ver as notícias de suspensão e cancelamento de rotas.

Porto Seguro tem uma diferença de ser mais explorada pelo turismo e possuir uma agenda turística mais interessante que nossa cidade, infelizmente. Aos finais de semana, a cidade recebe dezenas de voos e tem até um voo novo para Buenos Aires. Muito legal. De dar inveja.

O aeroporto de Salvador comparando o mês de abril de 2015 a mês de abril de 2016 transportou 496.158 contra 755.656 no anterior, uma queda brutal de 52%. Ou seja, por essa estatística da própria Infraero, o número de passageiros caiu pela metade. Ilhéus teve uma queda de 26%. Abril de 2015 transportou 47.574, contra 37.861 em abril de 2016.

Concluímos que temos até sorte de manter nossos voos e nossos horários. Apesar das restrições do aeroporto de Ilhéus, diferentemente do que fala a reportagem, todos os aviões da Gol, Tam e Avianca têm capacidade para transportar quase 150 passageiros. Apenas os aviões da Azul transportam perto de 120 pessoas.

O aeroporto bateu recordes de passageiros em 2015, transportando quase 630.000 passageiros. Essas informações estão disponíveis no portal da Infraero. Seria importante os apaixonados pela cidade, pelo turismo, abrir mais espaços para comentários e cutucar os administradores. Uma cidade com cidades vizinhas importantes, turismo em várias delas, muitos hotéis, bastava uma boa associação e teríamos ao menos 2 voos fretados todos os finais de semana.

Mas é bom deixar algumas perguntas: por que o Módulo Operacional do Aeroporto não está funcionando? Por que a pista não foi liberada ainda para pouso de aviões maiores? Por que os instrumentos não foram religados depois de mais de 7 anos? O prefeito e políticos não estão interessados nisso? Por que os blogs tão bacanas que temos e jornais não falam mais nesse assunto? Encerro meus comentários e informações. Que tenha contribuído com os amigos de Ilhéus e região.

Weliton Nascimento é empresário.

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Rosivaldo PinheiroRosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

 

O entendimento hoje é de que manicômios não ressocializam; eles alienam e excluem, por isso precisam ser substituídos pelos CAPS.

 

Nossa vida é cheia de surpresas, e nossa mente aprende obrigatoriamente a se adaptar à adversidade, mas nem sempre conseguimos manter intacta nossa estrutura psicológica e nem todos reagem bem a um mesmo estímulo estressante. Em um debate com amigos no Dia do Assistente Social e da Família, lembramos como é fundamental ao ser humano o auxílio profissional adequado e o apoio familiar para superar os males da mente.

Olhamos a vida passar e as pessoas que passam por nós ou convivem conosco podem estar com sérios problemas psicológicos. Advogados, médicos, operários, comerciantes… Ninguém está imune às fragilidades presentes na estrutura mental humana. Quando pensamos que a reação desproporcional de uma pessoa é um capricho, pecamos, estamos sendo rasos e nosso olhar não atende à profundidade necessária da questão.

Quando o problema vai além e se torna um caso psiquiátrico, o primeiro olhar e sentimento nos levam na direção do pré-julgamento; passando a entender melhor o assunto, percebemos a necessidade da mudança no paradigma de enfrentamento e tratamento dos males da psique. Os seres humanos, com toda sua força e capacidade racional, são frágeis; nosso calcanhar de aquiles é a mente.

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Efigênia OliveiraEfigênia Oliveira | ambiente_educar@hotmail.com

 

Crescente número de mães sofre infinitas vezes, vendo o filho caído na teia da violência que arrebata jovens vidas para situações infelizes.

 

Homenagem às Mães deve ser todos os dias, mas o segundo domingo de maio convida a refletir sobre a incumbência natural de quem traz à luz a continuidade da espécie. Não seria demais dizer que mães de todas as espécies merecem respeito e consideração por igual motivo das mães humanas. Elas passam, também, pelos processos de concepção, gestação, parição e amamentação, após o que, a mamãe-bicho se desincumbe dos cuidados com o filho.

A mãe humana, porém, sente a verdade de que filho é para sempre, e que chegado à vida adulta encarna ele o velho adágio: filho criado, trabalho dobrado. É a vez da preocupação. Emancipado, o ser incondicionalmente amado é um pedaço da mãe, com liberdade para fazer o que quiser, sem pedir licença e consentimento.

Nesses tempos em que os perigos se acentuam, a mãe vê o filho emancipar-se sem a devida maturidade para lidar com os desafios que o meio impõe. Iludidos por companhias, também pueris, ou mal intencionadas, ou ainda por campanhas midiáticas que cobram dos adolescentes atitudes para as quais muitos ainda não estão preparados, eles acreditam em qualquer caminho apontado. Com o senso crítico em formação, o filho precisa conduzir-se com autonomia, frequentemente confundida com liberdade.

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danielthameDaniel Thame | danielthame@gmail.com

O time de camisa vermelha jogou contra o time de camisa azul.

Comandado por uma menina sem muita técnica, mas com espírito guerreiro, o time de camisa vermelha, mesmo tendo toda a crônica esportiva contra, ganhou do time de camisa azul, comandado por um menino mimado, que só entrou no jogo por causa do avô famoso.

Ganhou apertado, mas ganhou.

Mas aí o menino mimado do time de camisa azul decidiu que a menina guerreira do time de camisa vermelha poderia até ganhar, mas não iria levar.
Mau perdedor, protegido pela crônica esportiva que ignora ou reduz a pó todas as suas estripulias, e diante da complacência dos juízes que só dão cartão vermelho pro time de camisa vermelha e não dão nem cartão amarelo pro time de camisa azul, o menino mimado entrou em campo pra tumultuar, travar o jogo. Jogar sujo.

O time de camisa vermelha, que pra ganhar quatro títulos seguidos teve que se reforçar com jogadores que não estão nem ai para a cor da camisa, foi descobrindo aos poucos que o jogo era pesado demais.

E, pior, que o segundo principal jogador do time, aquele do grupo dos que vestem qualquer camisa mas sempre estão de olho na faixa de capitão, estava se bandeando para o lado dos caras de camisa azul, que não aguentavam mais perder títulos para o time de camisa vermelha e queriam ganhar um título nem que fosse no tapetão.

Sem nenhum fair play, jogadores que sempre tiveram as maiores vantagens por se aliarem ao time de camisa vermelha, foram montando o próprio time, que hoje joga de azul, mas amanhã pode jogar com qualquer cor, desde que possa ficar a mão no troféu.
Com a crônica esportiva martelando que tapetão era jogo limpo e a maior parte da torcida, até então mais propensa ao time de camisa vermelha, passando pra arquibancada do time azul, só restava apelar para o Supremo Tribunal Futebolístico.

Mas qual o quê? Os juízes do Supremo simplesmente lavaram as mãos, deixando o time de camisas vermelhas com os calções na mão. Cegos, surdos e mudos.

Daí que o resultado dentro de campo foi solenemente ignorado, o jogo sujo permitido, a traição virou regra e numa madrugada cinzenta jogadores de times de várias camisas se uniram e deram um chute no traseiro do Campeonato Brasileiro de Democracia.
Assim, eles roubaram o jogo.

E já podem roubar o país inteiro, porque o negócio era lavar a jato e tirar de campo o time de camisa vermelha.
O resto, bem o resto não vem a caso, torcida brasileira.

7×1, 7×1, 7×1, 7×1.

E tome gol da Alemanha!

Daniel Thame é jornalista e editor do Blog do Thame.

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Cel artigo 2016Celina Santos | celinasantos2@gmail.com

 

É lamentável saber que ainda haja quem teime em hostilizar pessoas pela cor da pele;

 

Desde o 13 de maio em que foi formalmente abolida a escravidão no Brasil, passaram-se 128 anos, mas o racismo caminha na mesma velocidade que guia o mito da democracia racial. A identidade nacional, cunhada exaltando elementos como o samba, a capoeira, a culinária influenciada pela África, também exibe um esforço para relegar à condição de folclore a nossa negritude.

De um lado, 54% da população carregam, seja no fenótipo ou apenas na etnia, a herança africana aqui plantada durante mais de 300 anos de trabalho escravo. De outro, permanecem fortes os resquícios da chamada “Ideologia do Branqueamento”, marcada pelo estímulo à vinda de imigrantes europeus após a Abolição. Tudo para que não predominasse no país a aparência dos afrodescendentes.

A versão contemporânea de tal ideologia pode ser comprovada no cotidiano. Apesar do discurso da miscigenação racial, da ausência de preconceito, da beleza única do nosso povo, segue o culto ao alisamento dos cabelos; ao clareamento dos fios (mesmo que a pele e a sobrancelha não combinem com as madeixas); à rinoplastia, cirurgia plástica para tornar o nariz mais parecido com o europeu, dentre tantos exemplos.

Mas a questão não se esgota no plano da estética. É lamentável saber que ainda haja quem teime em hostilizar pessoas pela cor da pele, situação que só costuma virar “caso de polícia” quando o atingido é um jogador de futebol, um ator, atriz ou qualquer outra figura que mostre a cara na televisão. Conquanto seja crime, o racismo sobrevive de forma velada e, por isso, tão difícil de ser punido.

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sócrates santanaSócrates Santana | soulsocrates@gmail.com

Nem a morte pode redimir quem sorrateiramente aprovou a emenda da reeleição de 1998, nem quem negociou os ajustes fiscais dos governos petistas, tão pouco quem abriu os cofres do Estado para o setor bancário realizar uma devassa. A culpa do impeachment ou do golpe é de quem recuou.

 

Enquanto os praticantes de jiu jitsu procuram no youtube um nome para o impeachment da presidente Dilma Rousseff, os capoeristas aprenderam com mestre Bimba que recuar também é golpe.

Os parlamentares e ativistas brasileiros estão diante de uma rua sem saída. De ambos os lados, situação e oposição, deste ou daquele governo, estão encurralados no beco da história, onde a
covardia não deve ser uma alternativa.

Qualquer passo para trás ou para frente significa uma clara sinalização para um dos lados, porém não há espaço para a neutralidade. Ela também é um signo em movimento a favor ou contra o impeachment ou o golpe.

A abstenção de parlamentares na primeira votação realizada na Câmara dos Deputados e na segunda votação realizada no Senado é um ato de covardia.

Por um lado, serão lançados na vala comum do impeachment; por outro, coniventes com o golpe em curso. Nos dois casos, simplesmente, um gesto condenado até mesmo pelo o evangelho cristão, onde para quem não é nem quente, nem frio, mas, morno, o vômito é a única resposta de Deus.

Mas, a história não será contada apenas pelo painel eletrônico e violado* do Congresso Nacional. A saída ou ingresso de parlamentares para novas legendas partidárias não estarão apenas nas páginas dos livros ou registro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas, vão permanecer incólumes nas nuvens de dados da internet. Não vão resistir a uma pesquisa no Google.

Também vão estar marcados pelas redes sociais quem defender novas eleições ou quem dialogar com o estamblichment. A primeira opção é um passo desesperado para a admissibilidade da culpa ou o oportunismo eleitoral; a segunda é uma rendição fisiológica ou a continuidade maquiávelica de um plano hostil ao Estado brasileiro. Ninguém está imune das interpretações e das consequências incorrigíveis da história.

Apesar do suicídio de Getúlio Vergas ter interrompido o golpe em curso contra o trabalhismo no país, os 15 anos do Estado Novo nunca serão esquecidos por quem foi exilado ou torturado. Portanto, nem a morte pode redimir quem sorrateiramente aprovou a emenda da reeleição de 1998, nem quem negociou os ajustes fiscais dos governos petistas, tão pouco quem abriu os cofres do Estado para o setor bancário realizar uma devassa. A culpa do impeachment ou do golpe é de quem recuou.

Infelizmente, nem a suprema Corte brasileira está de fora das decisões arbitrárias em curso no país. A postura comprometedora dos ministros do Supremo Tribunal Federal, a exemplo de Gilmar Mendes, somada ao distanciamento orquestral de Carmen Lúcia, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso e Celso de Mello são de uma leniência conveniente apenas para quem procura adequar o mecanismo constitucional do impeachment às insustentáveis teses de “pedaladas fiscais” como justificativa legal para o afastamento da presidente Dilma Rousseff. Como diria o filósofo Karl Marx “a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.

No dia 4 de abril de 1964, o ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal, Ribeiro da Costa, disse após o Golpe Militar que “o desafio feito à democracia foi respondido vigorosamente” pelas Forças Armadas. Por 21 anos (1964-1985), o país sofreu as consequências de um governo coberto pelo manto da Marcha da Família com Deus pela Liberdade e a corrupção de homens carcomidos pelos interesses das multinacionais. Até os confins da história, o STF será julgado como culpado do golpe.

É sintomática a atual conjuntura no Brasil. Sem dúvida, resultado de uma democracia frágil, mas, principalmente, de líderes covardes e liderados complacentes. Resta a esperança de quem permanece de pé no Salão Nobre do Palácio do Planalto ou de quem faz vígilia nas reitorias e ruas das cidades, porque, na atual esquina da história recuar também é golpe.

Sócrates Santana é jornalista.

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Rosivaldo PinheiroRosivaldo Pinheiro

 

Precisamos disciplinar nossas rotinas para não nos isolarmos do mundo no aspecto das trocas de convivência, limitando nossa interação por conta do excesso de contato feito unicamente pelas redes sociais.

 

As tecnologias do mundo moderno criaram facilidades, tais como agilidade, proximidade e ampliação do leque de possibilidades profissionais, mas também possibilitaram diversos males. Num clique podemos destruir vidas; num impulso, permitimos invasões de privacidade, invadimos e nos expomos às vulnerabilidades do excesso de disponibilidade e de informações no espaço virtual.

Nos tempos em que eu iniciava a vida executiva, não existiam os mecanismos de hoje e por isso existia uma delimitação melhor de vida pessoal, trabalho e respeito aos mundos de cada indivíduo. O dia de trabalho geralmente terminava no local de trabalho, com exceções, obviamente. Mas não era regra, como corriqueiramente ocorre hoje, a extensão do horário e ambiente de trabalho nas residências, nos horários de folga.

Para além da liberdade proporcionada pela simultaneidade entre execução de tarefas e locomoção e agilidade nos feedbacks, os smartphones também roubam a atenção do que deveria ser prioridade, tais como o olho no olho, o tempo livre de preocupações para desacelerarmos a rotina e fazermos reflexões sobre nós mesmos e nossa estada no mundo… Atrapalham até quando o nível de amizade é medido pelo termômetro do tempo que levamos para responder uma mensagem no WhatsApp após visualizá-la.

Vivemos um novo tempo, novos paradigmas, e precisamos entender ou nos esforçar para proceder a adaptações a esse momento da vida em sociedade. Precisamos disciplinar nossas rotinas para não nos isolarmos do mundo no aspecto das trocas de convivência, limitando nossa interação por conta do excesso de contato feito unicamente pelas redes sociais.

Nada substitui o calor humano de um abraço, o olhar nos olhos e a sinergia da solidariedade presencial. Vivamos os benefícios da tecnologia sem nos esquecer de que ela foi pensada para nos propiciar soluções, e não para nos ambientar ao isolamento das emoções e nos transformar em consumidores compulsivos dos ambientes virtuais. Não nos esqueçamos de que todos os indivíduos têm e precisam do recolhimento familiar, do aconchego da casa e da necessidade de praticar o ócio, criativo ou não.

Rosivaldo Pinheiro é economista e especialista em planejamento e gestão de cidades.

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AndirleiAndirlei Nascimento | andirleiadvogado@hotmail.com

 

A união, portanto, deve ser de todos os brasileiros, especialmente dos trabalhadores e nós advogados. E que Deus nos livre dos maus governantes!

 

 

Em 1941 foi instalada no nosso país a Justiça do Trabalho e, em 1º de maio de 1943, por meio do decreto-lei número 5.452, foi criada a CLT-Consolidação das Leis do Trabalho, em pleno conflito da Segunda Guerra Mundial, pelo visionário Getúlio Vargas. Tinha o objetivo protecionista e apaziguador dos conflitos entre capital e trabalho.

Os avanços para o trabalhador, inegavelmente, são inúmeros, uma vez que o Estado se colocou à disposição para mediar, reconhecer o estabelecido na CLT, acordos e convenções coletivas, os direitos e efetivá-los. Porém, a Justiça do Trabalho nunca foi bem vista ao olhar do poder econômico.

Ao longo do tempo, a Justiça do Trabalho vem se modernizando. Hoje é um dos órgãos mais importantes do país e, até pouco tempo, era reconhecida como uma das justiças mais estruturadas.

No entanto, como verdadeiro paradoxo, no decorrer desse período surgem boatos de investidas para acabar com a Justiça do Trabalho. Esse desmonte, porém já vem ocorrendo. O exemplo é o arrocho salarial imposto aos servidores que há doze anos não têm repostas sobre as perdas salariais. Isso causa verdadeira falta de estímulo àqueles profissionais.

Semana passada, o desembargador Ives Gandra Martins Filho, presidente do Tribunal Superior do Trabalho, afirmou em entrevista aos meios de Comunicação, que provavelmente a Justiça do Trabalho somente funcionará até agosto deste ano. É que ocorreu corte de 30% no orçamento e 90% dos investimentos, comprometendo o funcionamento daquele Judiciário especializado.

Se isso ocorrer, será um caos e a destruição da nossa estabilidade social. Sonho e luta de longos anos, desfeitos por termos confiados nos nossos representantes. Mas devemos continuar unidos e vigilantes. Lutar para que tal desastre não aconteça.

A luta deve continuar. Se o poder emana do povo, este deve se manifestar. E a voz do povo deve ecoar por todos os rincões do nosso país, em defesa da Justiça do Trabalho, a última trincheira que o trabalhador tem para reivindicar e efetivar os direitos assegurados pela Constituição Federal, pela CLT, acordos e convenções coletivas.

A união, portanto, deve ser de todos os brasileiros, especialmente dos trabalhadores e nós advogados.

E que Deus nos livre dos maus governantes!

Andirlei Nascimento é advogado, especialista em Direito do Trabalho com pós-graduação em Processo do Trabalho; e ex-presidente da subseção de Itabuna da OAB.

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marco wense1Marco Wense

O postulante do PDT aposta no eleitorado que não vai votar em quem já foi prefeito e não quer mais os políticos carreirista.

Só o tempo vai dizer se o pré-candidato do PDT, o médico Antônio Mangabeira França, escolheu o caminho certo para chegar ao comando do Centro Administrativo Firmino Alves.
Mangabeira vem sendo chamado de “radical” pelos profissionais da política e marqueteiros de plantão, quase sempre adeptos do vale-tudo para ganhar uma eleição e de que os fins justificam os meios.

Estão querendo jogar o prefeiturável do PDT contra tudo e todos, quando, na verdade, Mangabeira não quer é nenhum tipo de aproximação com as velhas raposas da política de Itabuna e suas respectivas legendas.

“Vou conversar com PV, PPS, PSOL e com outros partidos que queiram fazer uma política diferente, sem essa coisa do toma-lá-dá-cá”. Prefiro perder a eleição que ganhar de qualquer maneira”, diz Mangabeira.

O postulante do PDT, que vai fazer o lançamento da pré-candidatura no próximo dia 20, aposta no eleitorado que não vai votar em quem já foi prefeito e não quer mais os políticos carreiristas.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.