Gabriela Maja sobe ao palco do Dilazenze, domingo (10), a partir das 19h
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A cantora Gabriela Maja apresenta, neste domingo (10), às 19h, no Dilazenze, em Ilhéus, o show especial Maja em: Drama, Insana, Apocalíptica, que reúne interpretações da artista para músicas imortalizadas por mulheres brasileiras. “Pesquiso bastante sobre música popular brasileira, também desenvolvo um trabalho como DJ. Minhas referências musicais começam lá na época áurea das cantoras de rádio”, conta Maja em entrevista ao PIMENTA, por telefone.

A relação da artista ilheense com cantoras e compositoras da história da música nacional está base do novo show, afirma Gabriela. Formada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), ela se divide entre as tarefas de artista e produtora do espetáculo. Conciliar os dois papéis tem sido difícil, admite.

A pedido do site, a cantora falou um pouco do que espera o público no domingo, a começar pelo repertório. O início do show remonta ao século 19, com homenagem a Chiquinha Gonzaga, pioneira da música no Brasil. “É importante trazer para o nosso tempo essa mulher que, contra todas as adversidades, seguiu em frente. Isso representa muito. A gente vai quebrando barreiras, muito possivelmente, porque essas mulheres vieram antes e fincaram trincheiras”, comenta.

Gabi Maja interpreta canções imortalizadas por vozes femininas

A noção de continuidade histórica e a relação afetiva da artista com suas referências orientaram a escolha das músicas. “Isso me pegou num lugar e comecei a escrever. Fui datando mulheres que escuto e que têm representatividade política, social e sonora para mim. Construí o repertório me baseando nisso e, claro, também com músicas que falam de amor, revolução e me tocam emocionalmente”. Na lista, canções marcadas por Gal Gosta, Ângela Maria, Elis Regina, Dolores Duran, Tulipa Ruiz e Maria Rita, entre outras.

TIME 

Performances de Mari Gois e Lis Campos dialogam com o repertório de Maja

Maja em: Drama, Insana e Apocalíptica terá performance de Lis Campos e Mari Gois, interagindo livremente com as canções. O DJ Orixá Africano (Victor Santana) abre e encerra a noite, além de acompanhar Gabriela na bateria, junto com Mailton Figueiredo (baixo), Daniel Tommy (teclado) e Eugênio Nobre (guitarra). Marina Ligouri toca a produção logística e executiva, direção de arte, cenografia e assina a identidade visual do projeto.

Os ingressos já estão no segundo lote. Entrada individual custa R$ 40,00. Comprados juntos, três ingressos saem a R$ 105. Compre aqui. Apoiam o show Vesúvio, Dengo, Estúdio Jocelma, DJ Rogério, Dilazenze e PIMENTA.

DJ Orixá Africano abre e encerra noite no ‘Dila’

Em tempo: o Espaço Cultural Dilazenze fica na Avenida Brasil (Carilos), em frente ao Terreiro de Matamba Tombenci Neto, na Conquista. Na noite do show, a equipe d’A Baronesa comanda o bar. Atualizado às 16h11min.

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Várias atrações abrem a segunda edição do Blues Jazz Festival Serra Grande nesta sexta-feira (24). O bucólico balneário a menos de uma hora de Ilhéus, no sul da Bahia, vai reunir músicos da cena instrumental e ofertará oficinas e ações de cuidados ambientais em programação que dura até o próximo domingo (26).

Durante os três dias do festival, que abrange uma fusão de estilos, o público terá a oportunidade de apreciar o trabalho de músicos locais e de outras regiões da Bahia, apresentando tanto criações autorais quanto releituras de clássicos.

O evento também contará com oficinas ministradas por profissionais experientes, proporcionando uma
chance para diversos públicos aprimorarem novas habilidades, como dança, musicalização infantil, criação de instrumentos com materiais reciclados e participação em cortejos culturais.

Na sua grade, estão nomes como Geleia Solar, banda base da JAM no MAM, do Solar do Unhão, o grupo Saravá Jazz Bahia, fundamentado no jazz e que contempla elementos da cultura afro-brasileira, o guitarrista e compositor Mou Brasil, que lançou em 2013 seu álbum Farol, listado entre os melhores discos brasileiros, Os Skanibais,
primeira banda de Ska da Bahia, big band de músicos instrumentistas criada em 2013, ambos de Salvador.

Além destes nomes, o contrabaixista Stephan Kurmann, um dos mais conhecidos músicos da Suíça, parte integrante do cenário do jazz na Europa, o guitarrista mineiro Eugênio Aramuni, além da mescla com músicos locais, como
Javali Blues Band, Choro das lobas, Família Caribé e Putorkestra, entre outros. O evento tem apoio da Prefeitura de Uruçuca.

PROGRAMAÇÃO

SEXTA-FEIRA (24)
MANHÃ
10h: Instrumento reciclável, Palazini Oda: Floresta Viva
10h: Juntos contra o monstro do lixo, Juan Ambientalista: Quiosque do Arapyaú

TARDE
17h: Abertura Praça Alimentação
18h: Mistério do canto das baleias na Serra

NOITE
DJ – Bruno Vita
19h: Institucional | Homenagem Matuto
20h: Geleia Solar
21h30: Performance fogo
22h: Eugênio Aramuni | Stephan Kurmann | Ricardo Matos
23h30: Saravá Jazz Bahia

SÁBADO (25)

MANHÃ
10h: Trame nas Astes, Angolinha: Quiosque do Arapyaú
10h: Introdução ao Blues, Bô Bernardi: Casa Azul

TARDE
15h: Tecendo e trançando arte – turbantes, Nina Vieira: Casa Azul
15h: Vivência de pandeiro, Ju Maracá: Quiosque Arapyaú
16h: Técnica vocal, canto coral, Nara Matarelli: Quiosque Arapyaú
16h: Cantoterapia, Lucas Moreira: Casa Azul
17h: Abertura Praça Alimentação (DJ)

NOITE
20h: Mou Brasil
21h30: Zambiapunga
22h: Skanibais
23h30: Apresentação tecido: Ivana Nistico | Guadalupe Tampone
00h: Javali Blues Band

DOMINGO (26)

TARDE
17h: Abertura Praça Alimentação

NOITE
Orixafricano DJ Set
18h: Choro das lobas
19h: Família Caribé
20h: Putorkestra++

Ibiri estreia hoje (1º), às 19h30min, no Teatro Municipal de Ilhéus
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O Teatro Municipal de Ilhéus recebe, nesta quarta-feira (1º), às 19h30min, o espetáculo Ibiri, criado e executado por formandos do curso técnico em Teatro do Centro Estadual de Educação Profissional do Chocolate Nelson Schaun. A montagem, que envolve 80 estudantes, aborda a relação dos povos tradicionais com o meio ambiente, a partir do olhar dos ancestrais.

A estudante Yasmin Andrade, 18, falou sobre a experiência construída no curso. “É de suma importância essa criação de dramaturgia expandida, pois aplicamos tudo o que aprendemos ao longo dos três anos. Eu faço a representação de Zumbarandandá/Nanã, que faz grande ligação com a terra e o mangue, responsável pelo início e o fim, a morte e a vida. Além de atuar, também trabalho na área de sonoplastia e produção”, explica.

Para o estudante Sérgio dos Santos Junior, 17, a conclusão do curso e a estreia no espetáculo concretizam um projeto de vida. “Sempre tive o sonho de fazer parte da área artística e, agora, viver isso de perto é incrível. Estou como ator e atuo em diferentes funções, desde a parte de pré-produção, comunicação e organização cenográfica. Eu amo estar nos palcos e desenvolver as minhas habilidades enquanto artista. Este curso é referência para a minha formação profissional”, concluiu.

IMPACTO

A professora Valdina Guerra, que também atua como encenadora, ressaltou o impacto do espetáculo no aprendizado e na futura carreira dos estudantes. “Eles aprendem na prática o processo de construção profissional. Além de trabalharmos as teorias pertinentes de cada área, os estudantes levam para a prática um olhar voltado para o mundo do trabalho e vão seguindo os seus desejos. Neste curso, não formamos apenas atores e atrizes, pois todos assumem funções dentro do espetáculo, como sonoplastia, figurino, maquiagem, encenação, iluminação, mediação cultural e produção executiva”.

AGENDA E INGRESSOS

Ainda em Ilhéus, o espetáculo será apresentado na sexta-feira (3) e no sábado (4), no mesmo local e horário. Já em Itabuna, a apresentação está marcada para o dia 23 de novembro, às 19h30min, no Centro de Cultura Adonias Filho. O ingresso antecipado custa R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia); R$ 20 (casadinha para estudantes) e R$ 50 (casadinha público geral). Os valores na bilheteria nos dias do espetáculo são de R$ 20 (meia) e R$ 40 (inteira).

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A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) definiu data e horário de entrega do título de Doutor Honoris Causa ao compositor e rapper Mano Brown, dos Racionais MC´s. Será na próxima quarta-feira (1º), a partir das 17h, no Teatro Municipal Candinha Doria, em Itabuna, no sul da Bahia. De acordo com a instituição, o evento será aberto ao público.

A UFSB decidiu pela concessão do título a Pedro Paulo Soares Pereira, Mano Brown, durante reunião do Conselho Universitário em 16 de agosto deste ano (reveja aqui), a partir de proposta feita pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex).

CELEBRAÇÃO

Mano Brown é dos nomes consagrados da cena nacional do hip hop. Segundo a instituição, a homenagem busca “celebrar a importância do gênero musical como forma de expressão da população negra periférica”.

No roteiro da solenidade da próxima quarta, ocorrerá uma apresentação cultural de abertura, seguida da solenidade, uma exibição de documentário e a apresentação cultural de encerramento. A homenagem também integra as comemorações dos 10 anos de criação da UFSB.

À época da aprovação pelo Consu da Universidade, a reitora Joana Guimarães assim se manifestou sobre a concessão do título:

– A titulação aprovada, por unanimidade, pelo Conselho Universitário da UFSB, reflete a importância dada pela nossa comunidade ao trabalho desenvolvido pelo Mano Brown, na arte, na cultura e especialmente na interlocução com jovens negros e negras de periferia, que veem na sua música uma forma de expressão que lhes dá voz, quando a sociedade lhes nega.

Baiana Cyva faleceu neste domingo || Foto Divulgação
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A cantora Cyva, do Quarteto em Cy, morreu aos 85 anos de idade, neste domingo (22). A morte foi anunciada pelas redes sociais do grupo vocal.

– É com imenso pesar que noticiamos a passagem de Cyva, integrante e fundadora do Quarteto em Cy. Cyva participou de toda a carreira do grupo, desde 64, todas as formações. Grande líder, uma irmã e tia generosa com todos, uma amiga sensível. Vai fazer muita falta!.

Em abril deste ano, morreu a cantora Cynara, aos 78 anos de idade, que estava internada no Hospital Prontocor, na Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro. A cantora Cybele morreu em agosto de 2014, aos 74 anos de idade, vítima de isquemia pulmonar, em casa, quando se recuperava de uma pneumonia.

BAIANAS DE IBIRATAIA

O grupo vocal era formado pelas irmãs Cybele, Cynara, Cyva e Cylene, todas baianas da cidade de Ibirataia. Originalmente conhecido como As Baianinhas, o grupo já tinha adotado o nome de Quarteto em Cy quando estreou no Rio de Janeiro, em 1964, em uma boate do Beco das Garrafas, em Copacabana, na época reduto da bossa nova e da música popular brasileira (MPB).

Fábio Lago, Jorginho Nascimento, neto de seu Oreco, e Duda Santos || Fotos Camila Maltez
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Camile Maltez

Os atores Fábio Lago e Duda Santos participaram, na terça e quarta-feiras (17 e 18), de workshop com o Bumba Meu Boi de Seu Oreco para as gravações do remake de Renascer, da TV Globo. O encontro foi na localidade de Urucutuca, zona rural de Ilhéus. O grupo folclórico é o mesmo que participou da primeira versão da novela, em 1993, e deu enredo a história de amor de José Inocêncio.

Após 30 anos, Renascer volta a ser gravada na região cacaueira e será exibida em horário nobre. O ator ilheense Fábio Lago dará vida ao polêmico Venâncio, pai de Maria Santa, vivida pela atriz Duda Santos, e grande amor do protagonista José Inocêncio. O personagem vivido por Fábio tem grande orgulho de ser a cabeça do boi do Boi Bumbá e todo o enredo começa com as apresentações do grupo fictício.

Bumba Meu Boi de Seu Oreco é mantido em remake de produção global || Foto Ingrid Reis

TRADIÇÕES CULTURAIS

A produção da novela fez questão de manter todas as tradições culturais abordadas com o grupo na primeira versão e promoveu a imersão dos atores com a comunidade local e o Bumba Meu Boi de Seu Oreco. “É um privilégio estar aqui na minha terra e poder viver toda essa potência que é o bumba e a cultura popular. É o meu papel enquanto artista voltar aqui e fazer parte desse mundo real e único do nosso folclore. E que é daqui, de Ilhéus!”, comemora.

Fábio Lago também descreve o momento dele com toda a efervescência no município sul-baiano com as gravações de Renascer:

– Estou vivendo uma experiência inesquecível. Que o bumba nos norteie nesta festa com alegria, brincadeira! E leve isso para a novela, para os olhares dos brasileiros. Vejam o bumba, vejam as manifestações culturais daqui e da sua cidade, façam parte, valorizem a cultura popular – recomenda o ator ilheense.

Workshop põe elenco global em contato com a cultura sul-baiana || Foto Ingrid Reis

NOVA GERAÇÃO DO BUMBA

O Bumba Meu Boi de Seu Oreco foi idealizado e criado por Aurelino Alves Galdinho, Seu Oreco, falecido em 2018. Ele chegou à comunidade de Urucutuca ainda menino para trabalhar na antiga Estrada de Ferro da região, e trouxe a tradição da brincadeira do boi.

Ele costumava contar que a manifestação cultural começou com o seu avô, e foi passada de geração em geração. Assim, seguindo o costume, Jorginho Nascimento, neto de Seu Oreco, assumiu a liderança, garantindo a manutenção da tradição da cultura popular.

Ilheense Fábio Lago, o Venâncio, com Duda Santos, que viverá a personagem Maria Santa || Foto Camile Maltez

“Na época das gravações da primeira versão da novela, vovô Oreco ainda era vivo e movimentou toda a região para dar vida ao bumba meu boi do pai de Maria Santa. Agora, tanto tempo depois, estamos de volta passando a nossa cultura e brincadeira para Fábio e toda a equipe”, destaca Nascimento.

Aulas começam na próxima semana
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Reinaugurado no último mês, em solenidade com a presença do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, recebe o Ginga de Angola, projeto de extensão da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) em parceria com o espaço cultural do Governo do Estado. O objetivo é promover a iniciação no estilo mais antigo da capoeira, sob a orientação do pesquisador e servidor federal Paulo Magalhães, o contramestre Sem Terra.

Doutor em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Paulo concilia a prática e a pesquisa da capoeira de angola. Ao PIMENTA, ele informa que as oficinas são gratuitas e serão ministradas às terças e quintas, das 16h30min às 18h, a partir da próxima terça (26).

A primeira oficina, antecipa o contramestre, terá a aprendizagem musical como ponto de partida. “É através da música produzida coletivamente que se inicia a imersão na capoeira angola, e prepara-se o corpo para o movimento”, explica. Depois, será a vez dos exercícios de alongamento e aquecimento, antes do treinamento mais específicos da arte-luta.

INSCRIÇÃO ONLINE

As inscrições estão abertas e devem ser feitas no site da Sigeventos, portal da UFSB. Para se inscrever, é necessário se cadastrar. Depois de fazer o login, basta selecionar o módulo Área do Participante e clicar no ícone de inscrições, selecionando o evento Ginga de Angola.

Obras de artistas do sul da Bahia em exposição na Uesc
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A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) foi o local escolhido para a exposição “Revelando Vozes: Um Olhar para a Arte e Saúde Feminina”. O evento cultural será realizado entre os dias 9 e 13 deste mês, no Centro de Arte e Cultura Paulo Souto, e destaca temas relacionados à saúde e ao bem-estar das mulheres. Os organizadores afirmam que a exposição tem como objetivo divulgar o trabalho de mulheres artistas da região sul-baiana.

A exposição “Revelando Vozes: Um Olhar para a Arte e Saúde Feminina contará com uma série de expressões artísticas, incluindo pinturas, esculturas, colagens, poesias e lettering. As obras expostas buscam retratar, de maneira autêntica, as experiências e perspectivas de cada artista, abordando temas como direitos reprodutivos, saúde mental, violência e desigualdade de gênero na saúde, maternidade e muito mais.

Além de ser um ambiente para expressão artística, também servirá como espaço para o desenvolvimento de ações sociais. Durante o evento, haverá um ponto para a arrecadação de absorventes descartáveis e produtos de higiene, que serão destinados ao coletivo absorvendo, projeto que desenvolve ações voltadas para a dignidade menstrual de mulheres carentes, bem como a distribuição de panfletos informativos e documentos sobre saúde e segurança da mulher.

CONGRESSO BRASILEIRO DOS ESTUDANTES DE ENFERMAGEM

Com idealização e curadoria de Rafaele Vieira, Lavínia Souza e Mariana Carvalho, a exposição acontece com o apoio do 16º Congresso Brasileiro dos Estudantes de Enfermagem da Uesc, profissionais mulheres e entidade filantrópica da região, como Rotaract Club Itabuna Universitários.

A exposição será realizada durante o 16° Congresso Brasileiro dos Estudantes de Enfermagem, com o tema “Contra-atacar as ideias da força e reconstruir o Brasil: Estudantes de enfermagem na luta por direitos”, em Ilhéus.

O congresso surge em meio a um cenário de revitalização das forças políticas, buscando confrontar concepções voltadas ao lucro e ao capital, enquanto promove a busca por dignidade da classe trabalhadora e um abrangente bem-estar social.

O evento tem como finalidade reunir estudantes de enfermagem de todo o Brasil para discutir sua atuação na sociedade, no SUS e os apontamentos necessários para a luta coletiva.

Luan Argollo interpreta Bruno na novela Elas por Elas || Divulgação/TV Globo
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O ator ilheense Luan Argollo, de 26 anos, é o Bruno do remake da novela Elas por Elas, que estreou nesta semana na TV Globo, na faixa das 18h. a história traz Mariana Santos no papel de Natália, que forma o time de protagonistas da trama ao lado de Lara (Deborah Secco), Taís (Késia), Helena (Isabel Teixeira), Adriana (Thalita Carauta), Renée (Maria Clara Spinelli) e Carol (Karine Teles).

Lázaro Ramos e Luan Argollo nos bastidores da Globo || Foto Instagram/Reprodução

“Estou emocionado de ver tanto talento junto e estar fazendo parte dessa novelaça que é Elas por Elas. (No vídeo, podem ver que a gente grita quando olha o elenco na tela) É de emocionar, vocês não podem perder. Não percam!”, escreveu Luan, em uma rede social, às vésperas da estreia da nova atração. Um dos craques do elenco é o também baiano Lázaro Ramos, que interpreta o detetive Mário Fofoca.

Thereza Falcão e Alessandro Marson assinam a adaptação do sucesso de 1982 escrito por Cassiano Gabus Mendes (1927-1993). Com a novela, a Globo deixa de lado o padrão dos últimos anos para o horário das 18h, que focava em histórias de época. Dirigida por Amora Mautner, Elas por Elas investe na estética contemporânea e no humor. A recepção do público na primeira semana tem sido positiva.

Capela de Nossa Senhora Santana está ameaça pela erosão de rio || Foto Iphan
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O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional  atestou, em visita a Ilhéus, a necessidade de intervenções de emergência para conservar a Capela de Nossa Senhora de Santana, localizada no Rio do Engenho, na zona rural do município. Ao PIMENTA, o Iphan disponibilizou relatório fotográfico elaborado pela arquiteta Laura Lima de Sousa. Especialista em Restauro de Arquitetura e Gestão de Restauro, a assessora técnica do Instituto visitou o sítio histórico no mês passado. A autarquia federal também emitiu esclarecimentos sobre a história da Igreja, tombada como patrimônio nacional desde 1984.

A ameaça da erosão do Rio Santana ao patrimônio histórico foi reportada em matéria recente do PIMENTA, com informações do secretário de Cultura de Ilhéus, Geraldo Magela, sobre a vistoria do último dia 21. No relatório, a arquiteta constata que a base da estrutura da Capela precisa de consolidação e reforço estrutural. A constatação acompanha a nona imagem do documento (veja abaixo).

Base da estrutura da Igreja precisa de consolidação e reforço, segundo Iphan

O relatório também corrobora a movimentação do terreno em direção ao Rio Santana, o que causou danos à base do cruzeiro de alvenaria construído em frente à Capela (imagem 10).

Relatório assinala movimento da terra sob o cruzeiro da Capela || Iphan

A movimentação do terreno foi observada nas quatro últimas visitas técnicas do Instituto. “Assim, é necessária a realização de obras emergenciais de contenção da área, cuja proposta de intervenção deve ser previamente aprovada pelo Iphan”, informou a Autarquia ao PIMENTA.

Qualquer intervenção deve ser precedida de diagnóstico e projeto estrutura feito por engenheiro estruturalista, acrescenta o Iphan. Serviços que demandarem escavações no terreno deverão ser acompanhado por arqueólogo e da respectiva Ficha de Caracterização de Atividade, conforme a Instrução Normativa Iphan nº 1/2015.

O relatório também aponta carência de serviços dentro da Capela, mas atesta que o piso e o telhado, por exemplo, apresentam estado regular de conservação.

RESPONSABILIDADE

Relatório também recomenda intervenções dentro da Capela || Iphan

O Instituto esclarece que a responsabilidade pela conservação das edificações tombadas é de seus proprietários e/ou responsáveis, devendo estes proceder às obras e serviços necessários, após a aprovação já mencionada. Atualmente, o imóvel pertence à família Maranhão. Maria Aparecida Maranhão Dias afirmou, em entrevista recente à TV Santa Cruz, que a família não dispõe de recursos para custear a reparação da Igreja.

No esclarecimento ao PIMENTA, o Iphan relembra que, em 2012 e 2013, executou obras emergenciais e serviços de restauração na Capela, no valor total de R$ 297.032,40. Segundo o Instituto, à época, a Igreja “apresentava péssimo estado de conservação e risco de arruinamento”.

Os serviços executados compreenderam: a substituição da cobertura; a revisão dos pisos e do barroteamento; a recuperação das alvenarias e esquadrias; a imunização dos elementos de madeira; a pintura geral do edifício; a revisão das instalações elétricas e hidrossanitárias; e a restauração das imagens sacras.

Nesse momento, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional não tem previsão orçamentária para reformar a Capela de Nossa Senhora de Santana. Ao PIMENTA, o secretário de Cultura de Ilhéus, Geraldo Magela, disse que a Prefeitura busca parceria para a elaboração do projeto estrutural. Os dois parceiros potenciais são a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e a Bahia Mineração S/A (Bamin), segundo ele.

CONTROVÉRSIA

Capela-mor do templo Católico || Iphan

O site do Iphan e o processo de tombamento da Igreja informam que ela foi construída no século 17. Pesquisadores locais divergem, a exemplo do próprio secretário Geraldo Magela, que é historiador e organizador informativo Engenho de Santana. Segundo o texto, o templo foi erguido ainda na primeira metade do século 16, em 1537. Considerando essa data, a Capela é a quinta mais antiga do Brasil.

Para o memorialista, fotógrafo e ex-vice-prefeito José Nazal (Rede), também ouvido pelo PIMENTA, é mais provável que a Igreja tenha sido construída depois, mas ainda no século 16. Ele informa que o inventário do governador-geral Mem de Sá, de 1572, já apontava a existência da Capela.

Sobre a controvérsia, o Iphan sustenta que não teve acesso a qualquer pesquisa demonstrando que a capela tenha sido construída no século 16. “Porém, é possível que estudos recentes tenham encontrado indícios ou documentos que confirmem tal tese”.

Ilhéus Moto Praia agita sul da Bahia no feriadão || Foto PMI
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A semana mal começou, mas os motores já estão aquecidos para a segunda edição do Ilhéus Moto Praia, que promete agitar a Princesa do Sul a partir desta quinta-feira (7), sexta (8) e sábado (9). Na programação, atrações musicais, food trucks e outros espaços gastronômicos, área de camping  e estandes com produtos relacionados ao universo do motociclismo.

O evento tem o apoio da Prefeitura de Ilhéus e integra o calendário turístico da cidade. As atividades vão se concentrar na Avenida Soares Lopes. Os organizadores esperam atrair mais de mil motociclistas de todo o Brasil.

Na quinta, Feriado da Independência, a música será por conta das bandas MCA, Acid Kiss, Astrogildos e Rock Nibs. Na sexta, sobem ao palco Pier 5, Instituto Dissonante e Diana Marinho. A última noite de shows, no sábado, terá os grupos Classic Rock, Imunidade Charlie Brown, Carbono 14 e Bob Jeff.  As três noites também vão ser embaladas por DJs da região.

Governo do Estado investiu quase R$ 6 milhões no Centro de Cultura Adonias Filho || Foto Mateus Pereira
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O Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, foi reinaugurado, neste sábado (2), após investimento de R$ 5,7 milhões em obra de modernização. O espaço cultural, que homenageia o escritor nascido em Itajuípe, no sul da Bahia, agora conta com sistemas modernos de elétrica e climatização, novos telhados e forros, nova pintura, esquadrias e pavimentação.

O centro teve reformada ainda a estrutura cênica e técnica. Além disso, o Governo do Estado realizou obras de melhoria no paisagismo na área externa e investiu para adequar o espaço às normas mais atuais de acessibilidade e de segurança.

Noite de festa em Itabuna. A espera acabou || Foto Mateus Pereira

O Centro de Cultura conta com uma sala de espetáculos com 297 poltronas e seis lugares para cadeirantes, além de camarins e banheiros; três salas multiuso que comportam ensaios, oficinas, workshops e pequenos eventos para até 110 pessoas; um foyer/galeria para exposições, audições musicais e recepções; um anfiteatro na área externa que comporta até 2 mil pessoas; além de dois anexos e um coreto.

O governador Jerônimo Rodrigues ressaltou a importância do investimento para propagar as linguagens artísticas da Bahia. “Tudo o que estamos fazendo tem que estar linkado com o projeto municipal e com o projeto regional. Esse é um espaço de produção, de geração e, naturalmente, de aperfeiçoamento de cultura”, afirmou Rodrigues.

EXPOSIÇÃO SOBRE ADONIAS

Ainda em Itabuna, o governador visitou a exposição da vida e obra de Adonias Filho, que preserva o acervo do escritor que dá nome ao espaço, na Sala Zélia Lessa. Adonias Filho foi um dos principais nomes da literatura brasileira do século XX. Autor de obras como Os Servos da Morte, Corpo Vivo e Memórias de Lázaro.

A ocupação cultural durante a reabertura do Centro de Cultura registrou as diversas linguagens artísticas e culturais da Bahia, incluindo a realização de feira de economia solidária. Entre as atrações da noite, destacam-se as apresentações da cantora Alinne Rosa; da Orquestra de Câmara Opus, com o maestro Pablo Shaul e Davidson Viana; de dança de salão; de teatro; de samba de roda, maculelê e capoeira; além de exposições de Sebastião Salgado e sobre a vida e obra de Adonias Filho.

“Aqui se formaram gerações de compositores, teatrólogos, artistas, pintores. O Centro de Cultura já era bonito, ficou maravilhoso. Muitíssimo obrigado por tanta dedicação, tanto respeito e dignidade que a cultura recebe nesse momento”, destacou o cantor Marcelo Ganem, um dos que se apresentaram durante a reinauguração.

Capela de Santana é ameaçada por erosão de rio, afirma secretário || Foto Iphan
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A Capela de Nossa Senhora de Santana foi erguida no século dezesseis, na localidade hoje chamada de Rio do Engenho, zona rural de Ilhéus. Monumento mais antigo do município, é considerada a quinta igreja construída em solo brasileiro. Foi tombada, em 1984, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Agora, sua estrutura é ameaçada pela erosão do Rio Santana.

O risco ao patrimônio histórico foi tema da visita de técnicos do Iphan ao Rio do Engenho, no último final de semana, informa o secretário de Cultura de Ilhéus, Geraldo Magela, em entrevista ao PIMENTA. Perguntamos ao gestor se a erosão pode ser classificada como ameaçadora. “É uma ameaça, é um risco, sim”, respondeu.

Magela (de branco) e equipe recebem técnicos do Iphan || Foto Secult

Segundo Magela, em 2021, a Secretaria de Cultura alertou o Iphan e Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) sobre o problema. O órgão federal solicitou ajuda ao município para encaminhar uma solução. O projeto de um muro de contenção foi elaborado pela Prefeitura, mas não estava adequado à arquitetura colonial, conforme parecer do Iphan ao governo.

Para fazer o novo projeto, a Secretaria busca apoio da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e da Bahia Mineração S/A (Bamin), acrescenta Geraldo Magela.

DESCARACTERIZAÇÃO 

A capela pertencia ao antigo Engenho de Santana, que já foi patrimônio da família de Mem de Sá, terceiro governador geral do Brasil. Ali, no mítico ano de 1789, homens e mulheres escravizados se rebelaram, mataram o feitor e tomaram o engenho. Um documento histórico do levante é o tratado de paz em que os rebeldes estabeleceram condições para limitar a violência do modo de produção escravagista e exigiram direitos, como tempo livre.

De acordo com o secretário de Cultura de Ilhéus, o tombamento federal abrange a capela e a área contígua. “A gente quer preservar não só a igreja, mas também o entorno, que é onde funcionava o Engenho de Santana”, declarou Geraldo Magela.

Segundo ele, moradores da comunidade fizeram intervenções em espaços protegidos e questionaram a informação de que o tombamento também alcança o entorno da igreja. “A população dizia que eu estava inventando”. Para dirimir as dúvidas, o secretário publicou imagens do registro do processo do Iphan. Confira.

Área do Rio de Engenho tombada pelo Iphan
Capa do processo de tombamento
Trecho do registro do Serviço Público Federal

SOBRE A FUNDAÇÃO DA CAPELA

Ao PIMENTA, Geraldo Magela chamou a atenção para um erro no processo de tombamento, que data a Capela de Santana no século dezessete. Conforme o secretário, que é historiador, há divergências sobre a data exata da construção, se foi erguida em 1537 ou depois, mas ainda no século dezesseis.

Também consultado pelo site, o memorialista e fotógrafo José Nazal, ex-vice-prefeito de Ilhéus, confirmou a divergência sobre as datas e atestou que a igreja foi mesmo construída no primeiro século da invasão portuguesa. Segundo ele, o inventário de Mem de Sá, de 1572, assinala a existência da Capela. Atualizado às 18h02min para correção e acréscimo de informações.

Poeta e escritor Cyro de Mattos recebe a Comenda 2 de Julho || Foto Juliana Andrade/Alba
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Dos mais lidos e premiados escritores nascidos que brotaram do chão grapiúna, o itabunense Cyro de Mattos recebeu a Comenda 2 de Julho na tarde desta quinta-feira (10), na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). A honraria foi proposta pelo deputado Marcelinho Veiga (UB), que tem ligações com Itabuna, terra natal de Cyro de Mattos.

Marcelinho foi apresentado ao escritor itabunense pelo amigo em comum Joaci Góes, também membro da Academia de Letras da Bahia (ALB). Cyro tem 65 livros publicados no Brasil e 16 no exterior. “Desde antes de ser deputado, frequentava a Assembleia e ficava imaginando, se deputado, a quem poderia prestigiar com a honraria”, considerando que tinha que ser a melhor escolha.

Ainda ao discursar, Marcelinho lembrou da relação da ALB com um de seus avôs, Cláudio Veiga, presidente da Academia por 26 anos. Cláudio, Joaci e Cyro, além de dividirem o gosto pelas letras, têm em comum o fato de terem sido contemporâneos e amigos nos tempos de Colégio da Bahia, atual Colégio Central.

Os trabalhos foram marcados por duas quebras de protocolo antes da medalha e do diploma serem entregues. Josefina, filha de Cyro, e Joaci tiveram a oportunidade de falar sobre o homenageado. “Eu honro e celebro sua caminhada, sua vida, seu exemplo”, disse a filha, que contou sua experiência de ter uma infância em meio a uma vasta biblioteca e várias máquinas de escrever e seus ruídos característicos. Ela disse que o pai sempre teve como característica “nunca desistir de nossos sonhos, nunca deixar de lutar, nunca recuar”. Aos 84 anos, Cyro está trabalhando em um romance.

Marcelinho Veiga, que propôs a honraria, com Cyro de Mattos e Elinho Almeida

OBRA COMPLETA

Joaci ressaltou o profundo conhecimento que tem do homenageado. “Eu conheço Cyro há mais tempo do que você tem de vida”, disse, dirigindo-se a Marcelinho. Ele fez uma análise da obra literária do amigo, classificando-a completa. E lembrou que Machado de Assis, considerado o maior escritor do país, escreveu diversos gêneros, mas não tem um livro infantil, uma vez que não se escreviam naquela época obras destinadas a crianças.

A deputada Fabíola Mansur (PSB) atravessou a cidade para prestigiar o evento e seu gesto foi registrado por Marcelinho Veiga. Posteriormente à sessão, ela fez questão de cumprimentar o homenageado, quando louvou a contribuição dada à literatura brasileira, bem como a extensa produção cultural nos seus mais de 60 anos como escritor. Ela falou da obra publicada no exterior e elogiou pelo prêmio recebido no início do ano, em Cuba (prêmio Casa de las Américas 2023), pelo livro Infância com Bicho e Pesadelo e Outras Histórias, editado pelo programa Alba Cultural, da Assembleia Legislativa.

Por apresentar dificuldades de locomoção, Cyro preferiu fazer o discurso de agradecimento na própria mesa. Ele iniciou suas palavras agradecendo a Deus por ter lhe dado a vida e por ter lhe concedido sua esposa Mariza (que se encontrava em plenário) – agradeceu a ela pela tolerância e amor durante 55 anos de união física e afetiva. Também citou os filhos André, Luís, Adriano e Josefina e cada um dos netos. “Agradeço ao amigo de longa data Joaci Góes, companheiro de jornadas de juventude e ao longo dos anos atravessamos trilhas e caminhos da mata cultural”.

O homenageado deu uma aula sobre os fatos e personagens do 2 de julho. E fez o agradecimento especial ao deputado Marcelinho Veiga pela iniciativa e “suas palavras cativantes que me dão certeza de que viver vale à pena quando a alma não é pequena, conforme nos lembra Fernando Pessoa”.

Após viagem, ciclistas se reúnem diante do Santuário da Lapa
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Após sete dias na estrada, os doze ciclistas que saíram de Ilhéus com destino a Bom Jesus da Lapa chegaram hoje (4) ao Santuário encravado no sertão baiano. Essa é a 34ª edição da Ciclo Romaria. A primeira foi em 1989. O desafio deste ano ainda teve uma incursão na Chapada Diamantina. O passeio acrescentou 200 quilômetros ao percurso tradicional, de 670 quilômetros.

Além dos veteranos, a viagem contou com estreantes. É o caso da ciclista Val, agente de trânsito de Ilhéus. “É um desafio muito grande. Chega roca aqui, perdi a voz. Teve frio, teve calor. Passamos por várias paisagens. Foi muito bom. E agora é ver tudo aqui, conhecer a Lapa”, disse a romeira ao PIMENTA, em mensagem de áudio.

Val e Érica são as representantes femininas do grupo

Fábio Santana, de Eunápolis, admite que sentiu o peso da aventura. “Foi difícil, porque eu não estava treinando, mas cheguei e estou aqui. A emoção é tão grande que a gente não tem nem palavras nessa hora”. Já o ilheense Marcos Botelho ficou impressionado com a mudança do clima e da paisagem ao longo do caminho. “É incrível, uma experiência única”, resumiu.

Confira, no vídeo abaixo, o momento da chegada.

EMOÇÃO E FÉ

Reunidos diante do Santuário da Lapa, os ciclorromeiros deram as mãos e compartilharam o que sentiam ao final da jornada. “Primeiro, eu gostaria de agradecer ao nosso pai, Tupã, e aos encantados, que nos guiaram até aqui, nos protegeram, preservaram as nossas vidas”, disse a professora de dança Érica Souza, referindo-se a divindades indígenas. “[Quero] agradecer o companheirismo de vocês. Esse pedal foi de superação pra mim”, completou, emocionada.

Colaborador do PIMENTA na cobertura da Romaria, o historiador e advogado Júlio Gomes comentou o momento de reflexão religiosa no final da jornada. “Após a chegada na Esplanada, fizemos nossa oração de agradecimento e fé viva, sem limites de religião, porque dirigida diretamente ao Altíssimo, Àquele que escuta a todos sem nenhum tipo de discriminação, porque tem a todos como filhos e filhas”, concluiu.