Nelson Barros Neto | Folha de São Paulo
Integrante de um consórcio denunciado em 2009 por fraude à licitação e formação de cartel na construção do metrô de Salvador, a Siemens voltou a ser alvo do Ministério Público Federal na Bahia.
No último dia 16, dois dias após reportagem da Folha sobre suspeitas de cartel no metrô paulistano, a Procuradoria oficiou a multinacional para saber se houve conluio em Salvador, a exemplo do que a empresa delatou a autoridades brasileiras sobre licitações em SP e no DF.
A Siemens ainda não respondeu, mas está no prazo de dez dias úteis. Se não houver resposta, a Procuradoria irá reiterar o pedido.
Procurada, a Siemens não comentou o assunto.
O procurador da República Vladimir Aras também notificou o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para saber se a autarquia teve conhecimento de irregularidades na licitação baiana, além de requisitar cópia do acordo com a Siemens.
Segundo o procurador, a empresa japonesa Mitsui, citada no suposto cartel de SP, foi responsável por vender os trens do metrô soteropolitano –obra iniciada em 2000 e que já consumiu mais de R$ 1 bilhão, ainda sem operar.
Além da Siemens, o chamado consórcio Metrosal é formado pelas construtoras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.
A licitação da obra, na gestão Antonio Imbassahy (ex-PFL, hoje PSDB), foi vencida em 1999 por um consórcio formado pela italiana Impregilo e a brasileira Soares da Costa. Mas esse consórcio desistiu e o Metrosal foi declarado vencedor.




























