Os juízes Valdir Viana Ribeiro Júnior, 4ª Vara Cível, e Adriano Augusto Gomes Borges, da 5ª Vara da Família, em Itabuna estão na mira da OAB-Itabuna. Dirigentes da entidade de defesa dos advogados se reuniram com os magistrados e entregaram ofícios em que exigem “tratamento digno aos profissionais do direito e acesso a sala de audiência sem ressalva de vestimenta”.
A dura da OAB se deve ao fato dos dois magistrados terem determinado que advogados só adentrem os respectivos gabinetes e salas de audiência devidamente trajados de terno e gravata. “Não vamos admitir, sob qualquer hipótese, que os colegas sejam tolhidos em suas prerrogativas”, afirma o presidente da subseção itabunense, Andirlei Nascimento.
Limitações também estariam sendo impostas para a juntada de documentos em processos, por exemplo. Relatos indicam tentativa de um dos juízes de humilhar advogados. Os dois magistrados negaram as acusações. “Se essas exigências forem mantidas, vamos atuar de forma ainda mais incisiva”, observa.
A coisa é tão séria que a OAB local criou a Comissão de Prerrogativas, liderada pelo advogado Lucílio Bastos. Tudo para que o profissional do Direito seja respeitado. Andirlei já comunicou que a subseção itabunense entrará com mandado de segurança, no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) para que os advogados tenham tranquilidade para trabalhar.
O desrespeito aos profissionais, segundo Andirlei, também acontece na delegacia da Polícia Federal em Ilhéus. Por lá, segundo afirma, era muito comum delegados atrasarem em uma hora, uma hora e meia a tomada de depoimentos sem aviso prévio. E só tinham acesso aos inquéritos se, antes, apresentassem requerimento. A promessa por lá é de que tudo vai mudar…






















