Cigarro eletrônico é mais danoso à saúde, segundo estudos || Foto ABr
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Nesta sexta-feira (1º), a diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalia se coloca em consulta pública a regulamentação de cigarros eletrônicos no Brasil.

Desde 2009, resolução da entidade proíbe a fabricação, a comercialização, a importação e a propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar, popularmente conhecidos como vape.

Com a publicação da pauta da reunião, na última quarta-feira (22), a Anvisa informou ter recebido diversos pedidos de manifestação oral e de acesso às dependências da agência por representantes do setor regulado, de entidades civis e pela população em geral para acompanhar a deliberação.

Estão previstas ainda manifestações públicas em frente à sede da Anvisa, em Brasília, por entidades interessadas na matéria. “A diretoria colegiada decidiu que a citada reunião pública será conduzida sem a presença de representantes do setor regulado, de entidades civis e da população em geral, com o objetivo de resguardar a normalidade da sua realização.”

O debate será transmitido por meio do canal oficial da Anvisa no YouTube. Interessados podem enviar manifestações orais para conhecimento dos diretores conforme instruções disponíveis. O material será publicado no site da agência e reproduzidos durante a reunião.

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Brasil registra queda nas mortes por Aids ,mas número de infectados é alto || Foto Julia Prado/MS
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O Brasil registrou, nos últimos 10 anos, queda de 25,5% no número de mortos por aids, que passou de 5,5 para 4,1 óbitos por 100 mil habitantes. Em 2022, o Ministério da Saúde (MS) registrou 10.994 óbitos tendo o HIV ou aids como causa básica, 8,5% menos do que os 12.019 óbitos registrados em 2012.

O Ministério da Saúde destaca que, apesar da redução, cerca de 30 pessoas morreram de aids por dia no ano passado. Do total, de acordo com o novo Boletim Epidemiológico sobre HIV/aids apresentado hoje pelo MS, 61,7% dos óbitos foram entre pessoas negras (47% em pardos e 14,7% em pretos) e 35,6% entre brancos.

O boletim mostra que na análise da variável raça/cor, observou-se que, até 2013, a cor de pele branca representava a maior parte dos casos de infecção pelo HIV. Nos anos subsequentes, houve um aumento de casos notificados entre pretos e, principalmente, em pardos, representando mais da metade das ocorrências desde 2015.

UM MILHÃO VIVENDO COM HIV NO BRASIL

Estima-se que, atualmente, um milhão de pessoas vivam com HIV no Brasil. Desse total, 650 mil são do sexo masculino e 350 mil do sexo feminino. De acordo com o Relatório de Monitoramento Clínico do HIV, na análise considerando o sexo atribuído no nascimento, as mulheres apresentam piores desfechos em todas as etapas do cuidado.

Os dados mostram que, enquanto 92% dos homens estão diagnosticados, apenas 86% das mulheres possuem diagnóstico; 82% dos homens recebem tratamento antirretroviral, mas 79% das mulheres estão em tratamento; e 96% dos homens estão com a carga viral suprimida – quando o risco de transmitir o vírus é igual a zero – mas o número fica em 94% entre as mulheres.

Para acabar com a aids como problema de saúde pública, a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu metas globais: ter 95% das pessoas vivendo com HIV diagnosticadas; ter 95% dessas pessoas em tratamento antirretroviral; e, dessas em tratamento, ter 95% com carga viral controlada.

Hoje, em números gerais, o Brasil possui, respectivamente, 90%, 81% e 95% de alcance. O Ministério da Saúde reafirma que possui os insumos necessários e já aumentou, neste ano, 5% a quantidade total de pessoas em tratamento antirretroviral em relação a 2022, totalizando 770 mil pessoas.

Em 2022, entre os casos de infecção pelo HIV notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), 29,9% ocorreram entre brancos e 62,8% entre negros (13% de pretos e 49,8% de pardos).

No mesmo ano, entre os homens, 30,4% dos casos notificados ocorreram em brancos e 62,4% em negros (12,8% de pretos e 49,6% de pardos); entre as mulheres, 28,7% dos casos se verificaram em brancas e 64,1% em negras (13,8% de pretas e 50,3% de pardas). Para os casos notificados de aids, o cenário também preocupa: dos 36.753 diagnosticados, 60,1% estão entre a população negra.

Profissionais do Materno-Infantil ganham o Prêmio Ana Nery
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Três enfermeiras da Fundação Estatal Saúde da Família (FESF SUS) que atuam no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, vão receber nesta terça-feira (28), em Salvador, o Prêmio Anna Nery, como destaques pelo exercício profissional exemplar e pelo desempenho da profissão nas dimensões ética, técnica, política, social, científica, cultural e humana, contribuindo para o desenvolvimento da atividade na esfera de sua região.

Brenda Valles, coordenadora das UTIs Neonatal e Intermediária do HMIJS, será agraciada na categoria “Saúde da Criança e do Adolescente”. Danielle Patrocínio, coordenadora do Centro de Parto Normal (CPN) e do Centro Obstétrico do Materno, e Carla Gonzaga Vecchier, colaboradora do Centro Obstétrico da unidade, serão agraciadas com o prêmio, na categoria “Urgência e Emergência”.

O Prêmio Anna Nery é uma iniciativa do Conselho Regional de Enfermagem da Bahia e tem por objetivo promover a valorização e reconhecimento da profissão. O seu protagonismo vem sendo pautas de muitos debates e ações nos últimos anos e a iniciativa também contribui com a reflexão da categoria sobre sua atuação profissional. A cerimônia de entrega da premiação acontece amanhã (28), às 18 horas, na Casa Salvatore, situada na Rua dos Rodoviários, no Cabula, em Salvador.

QUEM SÃO

Brenda Valles é formada pela Universidade Federal de Viçosa. Cursou a Residência em Enfermagem Pediátrica pela UERJ (Hospital Universitário Pedro Ernesto). Foi professora substituta no Departamento de Medicina e Enfermagem da Universidade Federal de Viçosa, possui Mestrado em Ciências da Saúde com enfoque em neonatologia (Enterocolite Necrosante).

Além disso, foi enfermeira assistencial de UTI Neonatal no Hospital Manoel Novais, em Itabuna, e coordenou a UTI Pediátrica e da Ala Clínica COVID-19 no Hospital São Sebastião, em Viçosa (MG). Atualmente, é doutoranda em Saúde Pública pela Fiocruz/RJ e enfermeira coordenadora da UTI Neonatal e UCINCo do Hospital Materno-Infantil Joaquim Sampaio. “Esse reconhecimento estendo para toda a equipe, comprometida com uma ação humanizada e de valorização do SUS”, afirma Brenda.

Formada pela UESC em 2002, Danielle Patrocínio é Pós-Graduada em Enfermagem Neonatal, Pediátrica e Obstétrica, atuando em Sala de Parto na Assistência ao Binômio Mãe e RN há 10 anos. Professora em Campo Prático em Saúde da Mulher pela Faculdade Madre Tais e Estágio de Pós-Graduação em Enfermagem Obstétrica pela Faculdade de Ilhéus, coordena a equipe de Enfermagem Obstétrica do Hospital Materno-Infantil desde dezembro de 2021.

“O sentimento é de gratidão e o reconhecimento do trabalho vem em dose dupla. Na hora de colher os frutos do trabalho, é importante olhar para todos que sempre estiveram disponíveis para enfrentar ao seu lado os obstáculos que apareceram no caminho”, comentou Patrocínio sobre a sua indicação.

Carla Vecchier formou-se em Mogi das Cruzes (SP) e fez especialização na Faculdade Madre Thais, em Ilhéus. Trabalha no Hospital Materno-Infantil desde março de 2022. Para ela, o prêmio Anna Nery representa um reconhecimento, especialmente quando se fala em protagonismo da mulher, humanização no atendimento e pelo fim da violência obstétrica no parto dentro das maternidades. “Estes são temas que sou defensora e trabalho todos os dias para fazer acontecer”, resume.

Aplicativo busca estimular a doação de sangue no país || Foto Myke Sena/MS
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O aplicativo Hemovida, que tem como proposta valorizar a doação voluntária de sangue e facilitar a captação de doadores, está disponível para download a partir desta segunda-feira (27). A plataforma está integrada ao ConecteSUS e permite localizar a rede de saúde mais próxima e baixar a carteira do doador, onde consta o tipo sanguíneo e a data da última doação.

Em nota, o Ministério da Saúde destacou que a plataforma é gratuita e tem potencial para se tornar uma ponte entre os hemocentros da rede pública e possíveis doadores. “O aplicativo desempenha importante papel na disseminação de informações sobre a doação de sangue e campanhas em andamento”, avaliou a pasta.

Confira abaixo as principais funcionalidades do app:

CARTEIRA DO DOADOR 

Carteirinha virtual com informações de saúde, tipo sanguíneo e data da última doação. Fornece um registro pessoal e útil em situações de emergência.

MINHAS DOAÇÕES 

Histórico completo de doações, incluindo as realizadas, canceladas e agendadas. Há ainda a opção de fazer autodeclaração de doação de sangue para manter um registro do compromisso com a causa.

SERVIÇOS HEMOTERÁPICOS 

Localização da rede de saúde mais próxima, possibilitando identificar onde doar e receber informações sobre os serviços disponíveis em cada unidade.

CONVIDAR AMIGOS 

Promoção da doação de sangue entre amigos e familiares, permitindo compartilhar experiências nas redes sociais e incentivar outras pessoas a se tornarem doadoras.

REGRAS PARA DOAR SANGUE 

Informações detalhadas sobre como e quem pode doar, bem como os cuidados necessários no dia da doação. Garante que os doadores estejam bem-informados e preparados.

CAMPANHAS

Alertas sobre campanhas regionais e nacionais de doação de sangue, permitindo que as pessoas se envolvam em iniciativas de manutenção dos estoques de sangue nos níveis adequados.

AVALIAR DOAÇÃO

Perspectiva sobre a experiência de doação, avaliação do estabelecimento, dos profissionais e satisfação geral. Contribui para a melhoria contínua do processo de doação.

Unidade promove Dia D para doação de sangue neste sábado (25)
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O déficit no estoque do Banco de Sangue da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna pode forçar o adiamento de cirurgias eletivas nos três hospitais administrados pela instituição, Calixto Midlej Filho, Manoel Novaes e São Lucas. O alerta foi feito nesta quinta-feira (23), pela direção da SCMI.

Mesmo com apelo nos meios de comunicação e mobilização de grupos de voluntários, o Banco de Sangue continua com estoque crítico neste mês de novembro, quando é celebrada a Semana Nacional do Doador. A diretora técnica da unidade, médica Regiana Quinto, pede para que os voluntários não desapareçam nesta época do ano. “É um período em que a demanda dos hospitais é alta e o movimento para doação cai drasticamente. Essa queda ocorre, coincidentemente, com a proximidade com o período de férias e das festas de final ano”, explica.

DEMANDA

A médica ressalta que as doações de sangue precisam ser contínuas, porque a demanda é sempre alta nas emergências dos hospitais, principalmente nas UTIs, unidades de hemodinâmicas (responsáveis pelas cirurgias cardíacas). Para dar conta, o Banco de Sangue precisa coletar, pelo menos, 1.200 bolsas, mas tem conseguido média de 800 bolsas mensais.

“É uma situação muito delicada e preocupante porque, após produzidas, as plaquetas duram apenas cinco dias. O sangue é utilizado para pacientes com doenças hematológicas e câncer, além das pessoas que se submetem a cirurgias eletivas de grande porte”, acrescenta Regiana Quinto.

DIA D

Para sensibilizar a população regional sobre a importância de tonar-se um doador, o Banco de Sangue da Santa Casa de Itabuna intensificou, na Semana Nacional do Doador, celebrada de 20 a 25 de novembro, o contato com lideranças de municípios e com grupos de voluntários. O Dia D será neste sábado (25), quando a unidade deverá receber caravanas de diversas localidades.

Para torna-se um doador é necessário ter idade entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 quilos e apresentar documento oficial com foto. O Banco de Sangue fica aberto de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h. Aos sábados, o atendimento é feito das 7h às 12h.  A unidade funciona no anexo do Hospital Calixto Midlej Filho, na rua Antônio Muniz, no bairro Pontalzinho. Mais informações pelo telefone (73) 3214-9126.

Ação cadastra possíveis doadores de medula óssea
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A Praça José Bastos, no Centro de Itabuna, recebe, de sexta (17) a domingo (19), campanha para sensibilizar as pessoas sobre a importância da doação de medula óssea e incentivar o cadastro de doadores. A mobilização na cidade do sul da Bahia ocorrerá das 8h às 17h. A iniciativa é da Fundação Hemoba, em parceria com o Banco de Sangue da Santa Casa de Itabuna, ONG Enaultinho Rocha e Faculdade Unex.

O presidente da ONG Enaultinho Rocha, Enault Rocha, faz um apelo para que as pessoas compareçam e façam o seu cadastramento como doador de medula óssea. “A doação é um ato de humanidade, amor e compaixão. É uma decisão que pode salvar vidas. Precisamos mobilizar um número cada vez maior de pessoas para essa causa, que é de toda a população”, afirma Enault, que fundou a ONG em 2014. Ele perdeu um filho para a leucemia.

Para a médica Regiana Quinto, diretora técnica do Banco de Sangue da Santa Casa, é muito importante que não somente moradores de Itabuna, mas também de municípios vizinhos compareçam ao local para cadastramento. Pode tornar-se doador pessoa com idade entre 18 e 35 anos incompletos, que não possua doença infecciosa ou incapacitante. Há restrição também aos portadores de doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico.

REQUISITOS

O candidato a doador de medula óssea deve comparecer ao local, sede da Unex, com um documento oficial com foto. Atenção: não serão aceitas fotocópias de originais dos documentos nem crachás. Será coletada uma amostra de 5 ml de sangue para testes de compatibilidade. Esse material será armazenado no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).

A medula óssea é um tecido líquido-gelatinoso que ocupa as cavidades dos ossos, onde são produzidos os componentes do sangue, como leucócitos (glóbulos brancos), hemácias (glóbulos vermelhos) e plaquetas. O cadastro pode selecionar doadores para o transplante utilizado no tratamento de doenças relacionadas com a fabricação de células do sangue e com deficiências no sistema imunológico, como neoplasias, leucemias e linfomas.

Caso seja compatível com alguma pessoa na fila de doação, o doador é consultado para testes complementares. Na ação em Itabuna, além do Banco de Sangue e Unex, ONG Enaultinho Rocha, o Hemoba conta com apoio da Secretaria Municipal de Saúde.

Gildásio sofreu queimaduras em 70% do corpo || Foto Mateus Landim/GovBA
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David Mendes, com Laís Nascimento

Gildásio estava na varanda de casa, em Teixeira de Freitas, no extremo-sul da Bahia, quando foi atingido por um raio e teve 70% do corpo queimado, no último sábado (4). A intensidade da descarga elétrica recebida pelo idoso, de 64 anos, durante o incidente foi tanta que desfez o tecido de suas roupas e danificou acessórios como óculos e relógio, ocasionando queimaduras de segundo e terceiro graus. Ele foi socorrido por vizinhos e levado para o hospital municipal e, em seguida, foi transferido para um hospital privado.

Na segunda-feira (6), a equipe médica que o acompanhava solicitou sua regulação para unidade com suporte especializado, sendo aceito no Hospital Geral do Estado (HGE), que é referência no tratamento de queimaduras. “Fui muito bem acolhido desde o acidente. Até agora, tudo foi fácil, graças a Deus. Só tenho a agradecer, uma referência boa aqui no estado da Bahia, o HGE. Estou muito satisfeito”, contou Gildásio.

Foram cerca de sete horas entre o pedido dos médicos para a regulação do paciente para o HGE e a chegada até o hospital, em Salvador. A rapidez da transferência é resultado do pronto atendimento da Central Estadual de Regulação (CER), da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), à demanda de Gildásio, associado ao transporte via unidade de terapia intensiva (UTI) aérea, viabilizado pelo Governo do Estado. O equipamento fez com que o tempo de deslocamento dos 800 quilômetros, entre sua cidade e a capital, se encurtasse.

O atendimento ao idoso, tanto na regulação quanto durante o tratamento no HGE, tem surpreendido Joare, filho caçula de Gildásio, que acompanha o pai desde a saída de Teixeira de Freitas. “Os médicos solicitaram a transferência [para o HGE] por volta das 13h [de segunda]. Embarcamos no aeroporto de Teixeira na mesma tarde e, por volta das 20h, já estávamos no HGE”, conta.

Gildásio é um dos 19.434 pacientes regulados, em todo o estado, no mês de outubro, três mil a mais na comparação com o mesmo período de 2022, quando a CER registrou 16.366 pessoas encaminhadas para internações hospitalares em todo o estado. O recorde de internação do último mês é comemorado pela diretora da Regulação, Rita Santos. Segundo ela, o resultado veio a partir do trabalho de excelência prestado pela equipe da Central – que, atualmente, conta com 600 profissionais, entre médicos reguladores e auxiliares de regulação –, integrado à oferta de equipamentos de saúde e sua capilaridade em todo estado.

“Isso se deve à ampliação dos serviços e leitos que o governo do Estado vem garantindo a cada mês. Essas ações, implantadas em todas as regiões de saúde, têm garantido, não só um número maior de atendimentos, mas, também, a redução no tempo de espera”, afirma a diretora da Regulação Rita Santos.

Central de Regulação atende a todo o estado || Foto Matheus Landim/GovBA

A DINÂMICA DA CER

Diariamente, são 30 médicos que atuam no período diurno e outros 16 no período noturno, o que garante o acompanhamento, 24 horas por dia, de todas as solicitações encaminhadas pelas unidades requisitantes. Rita Santos explica, ainda, a importância do atendimento por profissionais especializados. “Não só garante o aumento do número de atendimentos, porque são mais médicos analisando as ocorrências, mas, também, porque consegue dar uma qualidade melhor na avaliação dos relatórios”, pontua.

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Pedalada Azul mobiliza ciclistas de várias faixas etárias e também grupos de pedal || Foto Pedro Augusto
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Manhã de domingo (5) de celebração da vida e de cuidar da saúde com o Aulão Azul Fitness e a Pedalada Azul em Itabuna. O evento promovido pela ONG Unidos pelo Diabetes abre a programação do Novembro Azul de Itabuna e busca chamar a atenção para as práticas saudáveis e ações de prevenção e controle do diabetes.

A concentração para a Pedalada Azul começa às 7h, na Praça Rio Cachoeira, em frente à Câmara de Vereadores e ao Hospital Beira Rio. Serão seis quilômetros de pedal em ritmo apropriado também para quem pedala de vez em quando e passando por avenidas do Centro e dos bairros São Caetano e Sarinha Alcântara.

Participantes também terão aula com profissionais de academias de ginástica no Aulão Azul

O Aulão Fitness Azul também será na Praça Rio Cachoeira, comandado pelos professores Marcelo Seixas e Marcus Mucugê, além de vários professores convidados. “Mais uma vez, vamos transformar Itabuna na Cidade Azul da prevenção do diabetes, mobilizando toda a comunidade em torno de uma causa que torna a cidade referência em todo o país”, afirma o presidente da ONG Unidos pelo Diabetes, o médico oftalmologista Rafael Andrade.

Comissão visa prevenir acidentes no ambiente de trabalho || Foto HRCC
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Os funcionários do Hospital Regional Costa do Cacau (HCRR), em Ilhéus, elegeram os novos integrantes da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) para o biênio 2023/2024. O grupo de trabalho tem seis membros titulares e quatro suplentes. Eles serão empossados no final de novembro.

Os titulares eleitos são Elisangela da Conceição Silva Souza, Maria Perpetua Oliveira Silveira, Maisa Silva Santos, Luana Linhares Araújo, Uellington Souza Gonçalves e Ivis Bispo Santos. Na suplência, Gildinay Silva D’Assunção, Franklin da Cunha Araújo, Julierme Ribeiro Chaves e Mardson Rogério Cruz Gonzaga.

A engenheira de Segurança do Trabalho e coordenadora do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho do HCRR, Bruna Sobral, informa que o processo, concluído em setembro, obedeceu aos requisitos da Norma Regulamentadora (NR) 5, do Ministério do Trabalho e Previdência, inclusive a notificação prévia do sindicato que representa os trabalhadores dos estabelecimentos de saúde (Sintesi).

Os cipeiros eleitos tomarão posse no próximo dia 29. Antes, vão fazer um minicurso de preparação, de 21 a 24 de novembro, com 16 horas de atividades. O objetivo é iniciar os novos integrantes na rotina de trabalho da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.

Vânia participou de congresso científico em Salvador
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Profissionais de Enfermagem do Hospital Regional Costa do Cacau, em Ilhéus, participaram de capacitação no atendimento a pacientes classificados como grande queimado. O médico intensivista Edvaldo Vieira de Campos, coordenador médico do Serviço de Terapia Intensiva do Hospital Universitário Regional de Maringá, do Paraná, ministrou o treinamento por meio de plataforma digital.

Edvaldo abordou os cuidados clínicos com os pacientes vítimas de queimaduras de segundo e terceiro graus, em mais de 20% e 10% da superfície corporal queimada, respectivamente. A enfermeira Vânia Oliveira, integrante da Comissão de Feridas do HRCC, diz que o profissional do hospital paranaense passou orientações valiosas sobre a monitorização do paciente queimado”.

Ainda no curso, afirma ela, os profissionais da Enfermagem receberam informações sobre a forma mais adequada para dar o suporte necessário a pacientes vítimas de queimaduras. De 27 a 29 de setembro, Vânia participou do XIII Congresso Brasileiro de Queimaduras, no Centro de Convenções de Salvador, com palestras ministradas por renomados especialistas da área, no Brasil e no exterior.

Na avaliação da enfermeira do HRCC, sua participação no evento foi muito proveitosa para sua atuação na assistência hospitalar. “Foram três dias com discussões importantes sobre interdisciplinaridade e inovação em queimaduras. Agradeço a diretoria da nossa unidade por essa oportunidade de qualificação, o que reflete na melhoria do atendimento ao paciente”, declarou.

Rio de Janeiro - O presidente Michel Temer e o governador Luiz Fernando Pezão participam da inauguração do centro de radiocirurgia do Instituto Estadual do Cérebro, no centro do Rio (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
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Uma em cada quatro pessoas com mais de 35 anos vai sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, em algum momento da vida – e 90% desses derrames poderia ser prevenido por meio do cuidado com um pequeno número de fatores de risco, incluindo hipertensão ou pressão alta, tabagismo, dieta e atividade física. O alerta é da Organização Mundial do AVC. 

No Dia Mundial do AVC, lembrado neste domingo (29), a entidade destaca que a doença é uma das maiores causas de morte e incapacidade no mundo, pode acontecer com qualquer um em qualquer idade, e é algo que afeta a todos: sobreviventes, familiares e amigos, além de ambientes de trabalho e comunidades.

A estimativa é que mais de 12 milhões de pessoas no mundo tenham um AVC este ano e que 6,5 milhões morram como resultado. Os dados mostram ainda que mais de 110 milhões de pessoas vivem com sequelas de um AVC. A incidência aumenta significativamente com a idade – mais de 60% dos casos acontece em pessoas com menos de 70 anos e 16%, em pessoas com menos de 50 anos.

“Mais da metade das pessoas que sofrem um derrame morrerão como resultado. Para os sobreviventes, o impacto pode ser devastador, afetando a mobilidade física, a alimentação, a fala e a linguagem, as emoções e os processos de pensamento. Essas necessidades complexas podem resultar em desafios financeiros e cuidados para o indivíduo e para os seus cuidadores”, alerta a organização.

De acordo com o neurologista e coordenador do serviço de AVC do Hospital Albert Einstein, Marco Túlio Araújo Pedatella, o AVC acontece quando há uma obstrução do fluxo de sangue pro cérebro. Ele pode ser isquêmico (quando há obstrução de vasos sanguíneos) ou hemorrágico (quando os vasos se rompem). Em ambos os casos, células do cérebro podem ser lesionadas ou morrer.

“Os principais fatores de risco que temos hoje pro AVC são pressão alta, diabetes, colesterol elevado, sedentarismo, fumo, uso excessivo de bebida alcoólica, além de outros fatores que a gente não consegue interferir muito, como idade, já que acaba sendo mais comum em pacientes mais idosos, sexo masculino, pessoas da raça negra e orientais e histórico familiar, que também é um fator de risco importante.”

JOVENS

Apesar de o AVC ser mais frequente entre a população acima de 60 anos, os relatos de casos entre jovens têm se tornado cada vez mais comuns. Pedatella lembra que, nesses casos, os impactos são enormes, uma vez que a doença pode gerar incapacidades importantes a depender do local e do tamanho da lesão no cérebro.

“Acometendo um paciente jovem, uma pessoa que, muitas vezes, vai deixar de trabalhar, vai precisar fazer reabilitação, gerando enorme gastos. Em vários casos, dependendo da sequela, esse paciente precisa de ajuda até pra andar, então, vai tirar um familiar do trabalho pra poder auxiliar. Então acaba aumentando muitos os gastos de seguridade social, além dos gastos com tratamento e reabilitação.”

“Infelizmente, a gente não tem um remédio que trate, que cure essas lesões. Os pacientes melhoram com a reabilitação, mas dependendo da lesão, do tamanho, da localização, podem ficar com alguma sequela mais incapacitantes.”

RECONHECENDO SINAIS

O especialista explica que reconhecer os sinais de um AVC e buscar tratamento rapidamente não apenas salva a vida do paciente, mas amplia suas chances de recuperação. “O AVC é um quadro repentino, súbito. Acontece de uma vez.”

“A pessoa tem perda de força ou de sensibilidade de um ou de ambos os lados do corpo; perda da visão de um ou de ambos os olhos; visão dupla; desequilíbrio ou incoordenação motora; vertigem muito intensa; alteração na fala, seja uma dificuldade para falar, para articular palavras, para se fazer ser compreendido ou compreender; além de uma dor de cabeça muito intensa e diferente do padrão habitual”.

“É recomendado que, na presença de qualquer um desses sinais, entre em contato com o serviço de urgência para que o paciente possa ser avaliado por um médico e afastar a possibilidade de um AVC. A gente tem uma janela muito estreita, no AVC isquêmico, pra poder tratar esse paciente e evitar sequelas incapacitantes – até quatro horas e meia com tratamento medicamentoso e até seis horas com procedimento endovascular.” Com informações d´Agência Brasil.

Domilene, Lucimeire e o pequeno Raixavier, recém-nascido no Materno-Infantil
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Poucas horas depois do atendimento médico que recebeu no 1º Mutirão voltado para Mulheres e Crianças das Comunidades Tupinambá, onde realizou exames de pré-natal e ultrassonografia, a indígena Lucimeire Soares dos Reis, de 35 anos, deu entrada no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, unidade onde nasceu o pequeno Raixavier. No mutirão, os exames apresentaram uma condição de normalidade para uma gestação de 37 semanas, mas havia uma alerta para a possibilidade de o parto acontecer nos próximos dias.

Lucimeire mora na aldeia Abaeté. São cerca de 2 horas de trajeto até a sede do município. Ela começou a sentir dores na coluna. Acionou a agente de saúde indígena. O carro transportou a paciente e ela foi internada na unidade de emergência obstétrica do HMIJS. Por volta das 2 horas da tarde de ontem, Raixavier nasceu com 3,845 kg e 48 cm. Ele é filho de Lucimeire com o indígena José Gomes, da aldeia Tamandaré. Ambos são da etnia Tupinambá. Hoje cedo Raixavier recebeu as primeiras doses das vacinas BCG e HB que, no Materno-Infantil, são aplicadas ainda no leito hospitalar.

Logo na chegada à maternidade, muitos atendentes de plantão que participaram do mutirão, reconheceram a paciente. “Nem sei o que dizer sobre o atendimento que tive. As pessoas preocupadas com a gente. Isso termina acalmando quem está no olho do furacão”, elogiou. A diretora do Hospital Materno-Infantil, Domilene Borges, disse que esse é, justamente, um dos objetivos das ações extramuro do hospital: estabelecer proximidade com o público que possa vir a ser atendido pela equipe do hospital.

CIRURGIAS

O diretor-médico do hospital, Samuel Branco, anunciou hoje (10) que com a triagem feita durante o mutirão, 11 cirurgias pediátricas foram direcionadas para a unidade e já estão, inclusive, sendo agendadas. Uma delas será a reconstrução intestinal de uma criança que está há dois anos com colostomia, intervenção que exterioriza uma parte do intestino grosso por meio da parede abdominal e é indicado quando o órgão não funciona adequadamente.

O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio é a primeira maternidade 100 por cento SUS da região sul do Estado. Foi construído pelo Governo da Bahia, é administrado pela Fundação Estatal Saúde da Família e foi inaugurada em dezembro de 2021. Possui 105 leitos para obstetrícia, partos normal e de alto risco, pediatria clínica, UTIs pediátrica e Neonatal. Já ultrapassou a marca de cinco mil bebês nascidos na unidade em pouco mais de um ano e meio de funcionamento.

Centro de Estudos da Santa Casa de Itabuna participa de pesquisa para tratamento do câncer de bexiga || Foto Divulgação
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Ajudar na descoberta de um novo tratamento para o câncer de bexiga. Esse é um dos desafios do Centro de Pesquisas Clínicas da Santa Casa de Itabuna, que participa de um estudo internacional desenvolvido visando oferecer melhor qualidade de vida aos pacientes com a doença. O estudo foi iniciado em 2019 e aprovado em abril deste ano.

Realizada em 199 centros investigativos de 14 países, a pesquisa está testando fármacos como alternativos ao tratamento tradicional, que é a aplicação de injeções ou cirurgias. Segundo os profissionais dos centros de pesquisas, o estudo tem apresentado resultados muito positivo para os pacientes em tratamento nas unidades oncológicas.

No sul da Bahia, a pesquisa é conduzida pelo médico oncologista Eduardo Kowalski Neto, com colaboração do farmacêutico Bruno Setenta. O “Estudo de Biomarcadores para Identificar Participantes com Câncer Urotelial e Aberrações no Gene do Receptor do Fator de Crescimento de Fibroblastos” conta com a participação de 11 pacientes em tratamento na Unidade de Quimioterapia da Santa Casa de Itabuna.

O médico Eduardo Kowalski coordena estudo internacional em Itabuna || Divulgação

TRATAMENTO MENOS DOLOROSO

Realizada no período de 1º de agosto de 2019 a 19 de setembro de 2022, a primeira etapa do estudo clínico internacional foi aprovada no 13 de abril deste ano. A segunda etapa da pesquisa consiste no acompanhamento do estado clínico do paciente e manutenção do tratamento ofertado no período.

O oncologista destaca que atualmente o tratamento de paciente com câncer na bexiga é feito com aplicação de injeção ou procedimento cirúrgico, a depender de cada situação. “O nosso estudo trouxe mais uma opção de tratamento, que é o uso de comprimidos. Isso facilita muito a vida do paciente que passa a contar com a possibilidade ingerir o medicamento de onde estiver”, observa.

Para Eduardo Kowalski, a utilização do medicamento via oral significa praticidade e é menos dolorido para a pessoa em tratamento do câncer de bexiga. O médico acrescenta que a tendência da medicina é a substituição de procedimento invasivo pelo tratamento via oral. “Os envolvidos nos estudos estão participando da vanguarda do tratamento”, assegura o médico.

RESULTADOS ANIMADORES

De acordo com o médico, o estudo tem resultados positivos, com pacientes apresentando boa evolução. Agora, a expectativa é para a análise da medicação pela vigilância sanitária dos Estados Unidos. Sendo liberado para produção e comercialização, passará, no Brasil, pelo crivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Além de Brasil, o estudo inclui participantes da Alemanha, Argentina, Bélgica, Brasil, Espanha, Estados Unidos, França, Israel, Itália, Japão, Reino Unido, Rússia, Turquia e Ucrânia.

Tumor no pé direito já dificulta locomoção de paciente
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Faz exatos 75 dias que Edimária Nascimento Silva, de 44 anos, está na fila da regulação da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab). Moradora do bairro São Caetano, em Itabuna, ela precisa remover um tumor de células gigantes do seu pé direito. O PIMENTA acompanha o caso desde o mês passado (relembre).

Edimária voltou a fazer um apelo em busca de informações da Sesab sobre o seu caso. “Estou aqui, novamente, porque não obtive, até o momento, nenhuma resposta da regulação. Estou precisando, urgentemente, passar por um [médico] especialista em pé, para fazer uma possível cirurgia”, explica a paciente do SUS.

À medida que o tempo passa, a situação da paciente se complica, pois o tumor não para de crescer. “O nódulo do meu pé está crescendo. Eu sinto muitas dores. Já está incomodando para caminhar. Eu estou no aguardo, esperando uma resposta. Espero que seja uma resposta positiva”.

OUTRO LADO

O PIMENTA tentou obter posicionamento da Sesab em três ocasiões. A primeira no dia 26 de setembro, a segunda no dia 29 do mesmo mês e a terceira na manhã de hoje (9). Até o momento, a Pasta não se manifestou sobre o caso.

Roda de Conversa traz especialistas para falar de prevenção ao câncer de mama
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O curso de Medicina da Unex Itabuna promove, nesta terça-feira (10), a partir das 19h, uma roda de conversa de conscientização sobre o câncer de mama. “O que o não especialista precisa saber” é o tema do evento, no campus Saúde da Unex, na Avenida J.S. Pinheiro, bairro Lomanto.

A roda de conversa é aberta ao público e terá a participação dos mastologistas Rafael Argolo, Marcela Carvalho e Marluce Rodrigues, além do também médico Luciano Peixoto, diretor da Imasto Itabuna, clínica especializada na área.

Segundo o coordenador do curso de Medicina da Unex Itabuna, Eric Ettinger Júnior, a ideia é promover um bate papo em que especialistas também farão indicações de quando um médico generalista, que se encontra na emergência ou unidade de saúde deve encaminhar um paciente ao atendimento com o médico especialista.

– Não somente os nossos alunos terão acesso a informações e orientações, mas toda a comunidade receberá este alerta sobre prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama, o que contribui essencialmente para fortalecer esse movimento de conscientização – explica Eric.