A paciente está internada em Alagoinhas
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O resultado de exame laboratorial de uma paciente de 24 anos, moradora de Alagoinhas, deu positivo para meningite bacteriana (Neisseria meningitidis). O resultado foi divulgado pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA). A mulher não teve o quadro de saúde informado. Ela está em isolamento.

De acordo com a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), a paciente encontra-se internada no Hospital Regional Dantas Bião (HRDB), em Alagoinhas. Informou ainda que as medidas de isolamento, identificação dos contactante e profilaxia já foram iniciadas pelas equipes de vigilância epidemiológica do Estado, Município e o Núcleo Regional de Saúde Nordeste.

No período de 1º de janeiro a 8 de agosto de deste ano foram confirmados 251 casos de meningite, sendo 106 bacteriana, 55 viral, 15 por outra etiologia e 75 não especificados. Do total de pacientes confirmados com a doença, 47 vieram à óbito. No mesmo período de 2022 foram confirmados 253 casos de meningite e 48 óbitos.

O QUE É A DOENÇA

A doença de notificação compulsória é caracterizada pela inflamação das meninges, que são as três membranas que envolvem o cérebro e protegem o encéfalo, a medula espinhal e outras partes do sistema nervoso central.

A meningite bacteriana pode ser transmitida pelo doente por meio da fala, tosse, espirros e beijos, passando da garganta de uma pessoa para outra. A forma mais eficaz de prevenção são as vacinas e o Sistema Único de Saúde disponibiliza três tipos. São elas:

Vacina meningocócica C (Conjugada): protege contra a doença meningocócica causada pelo sorogrupo C;

Vacina pneumocócica 10-valente (conjugada): protege contra as doenças invasivas causadas pelo Streptococcus pneumoniae, incluindo meningite;

Pentavalente: protege contra as doenças invasivas causadas pelo Haemophilus influenzae sorotipo B, como meningite, e também contra a difteria, tétano, coqueluche e hepatite B.

Direção divulga balanço de atendimentos no HRCC || Foto Divulgação
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O Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, fez 627.288 atendimentos de janeiro de 2019 a 17 de agosto de 2023, informa a direção da unidade. Apenas no ano atual, foram 113.338 procedimentos. Parte da rede de média e alta complexidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), o Hospital atende, exclusivamente, via SUS.

A direção da HRCC divulgou outros números expressivos, a exemplo da média mensal de atendimentos de 2023, que chegou a 15.111. A média dos meses de 2022 ficou em 14.339, com 172.790 pessoas atendidas ao longo de todo o ano.

Assim como nos anteriores, o ano em curso teve a maior parte dos 113.338 procedimentos concentrada nos diagnósticos (62.843). Os atendimentos de emergência somam 33.775 casos; e as consultas ambulatoriais, 10.374. Do total de intervenções cirúrgicas em 2023, 230 foram neurológicas, 1.634 ortopédicas, 749 cardiovasculares e 3.775 eletivas.

Ainda neste ano, o setor de cirurgia geral respondeu pelo maior número de consultas ambulatoriais, com 3.754 atendimentos; seguido por ortopedia e traumatologia (2.376); cardiologia (1.676); cirurgia vascular (583); neurocirurgia (522); neurologia (510); cardiovascular (214); bucomaxilofacial (160); dermatologia (207); e mais 310 consultas distribuídas em outras especialidades médicas.

Inaugurado em dezembro de 2017, pelo então governador Rui Costa, hoje ministro da Casa Civil, o Hospital Regional Costa do Cacau já atendeu pacientes de 230 municípios, sendo a maior parte do sul da Bahia, além de outras regiões baianas e até de outros estados. Segundo a diretora Operacional da unidade, essa grande abrangência territorial se deve ao alto fluxo de turistas em Ilhéus nos meses do verão.

AVALIAÇÃO DE PACIENTES E FAMILIARES 

O Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) coleta avaliações de pacientes e familiares das pessoas atendidas no Hospital Regional Costa do Cacau. A maioria dos relatos traz agradecimentos e elogios aos trabalhadores da unidade. Adriana Torres, filha de uma paciente, fez questão de agradecer às equipes de limpeza e de cozinha, além dos maqueiros da unidade.

“Agradeço às copeiras pela organização e higienização ao servir os alimentos, à nutricionista pelo carinho e cordialidade, também, a Maria Perpétua, por nos recepcionar no refeitório com muita gentileza, e a todos que preparam os alimentos no refeitório para todos nós, acompanhantes”, declarou a cidadã.

Já a senhora Sônia Reis agradeceu em nome do marido, que passou por uma cirurgia cardiovascular. Ela fez um agradecimento especial ao cirurgião Décio Cardoso da Silva Júnior. “Um médico super-humano”, resumiu. Também fez questão de se dirigir à toda a equipe do Hospital. “Que Deus continue abençoando todos vocês”.

Dirigentes do Hospital e distrito sanitário durante assinatura de documento || Foto Maurício Maron
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O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio (HMIJS) deve se tornar a primeira unidade médico-hospitalar da Bahia e a segunda do Brasil a ofertar atenção especializada para os povos originários. Nesta semana, foi assinado o Plano de Metas e Ações do programa (IAE-PI) pela diretora-geral do HMIJS, Domilene Borges, pelo coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena da Bahia (DSEI Bahia), Flávio de Jesus Dias; e pelo Presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena da Bahia (Condisi), Sérgio Utiarite Bute.

Agora o documento segue para análise final da Secretaria Estadual da Saúde e do Ministério da Saúde. De acordo com a instituição, a iniciativa visa avançar na qualificação da prestação do serviço aos Povos Originários da Bahia, respeitando contextos interculturais, cuidados tradicionais e a presença de atividades de educação permanente nas aldeias, dentre outros importantes eixos, conforme previsto em Portaria do Ministério da Saúde.

O IAE-PI também vai incrementar acessos a serviços de saúde de média e alta complexidade na rede SUS, garantindo a complementariedade da atenção.

CONFORTO E TRADIÇÃO

Segundo o documento assinado hoje, as diretrizes gerais que norteiam os objetivos vão desde a melhoria no acesso das populações indígenas ao serviço especializado; adequação da ambiência de acordo com as especificidades culturais; ajuste de dietas hospitalares considerando os hábitos alimentares de cada etnia; acolhimento e humanização das práticas e processos de trabalho dos profissionais em relação aos indígenas e demais usuários do SUS, considerando a vulnerabilidade sociocultural e epidemiológica de alguns grupos.

Estão previstos ainda o estabelecimento de fluxo de comunicação entre o serviço especializado e a Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena, por meio das Casas de Saúde Indígena (CASAI) e a qualificação dos profissionais que atuam nos estabelecimentos que prestam assistência aos povos indígenas quanto a temas como interculturalidade.

Tanto Sérgio Bute, que representa o controle social, quanto o cacique Flávio Dias, que é vereador licenciado no município de Euclides da Cunha e representa a gestão do DSEI, elogiaram a estrutura do hospital. Eles visitaram as instalações e asseguraram que o modelo a ser implantado em Ilhéus deve servir como referência e exemplo para todo o Brasil. “Vamos levar o que vocês estão propondo executar para debate em todo o Brasil. É um modelo inovador”, assegurou o cacique.

ATENÇÃO E CUIDADO

Nas últimas semanas a direção do HMIJS tem intensificado ações nas comunidades dos Povos Originários. Direção e técnicos já visitaram as aldeias Itapoã e Acuípe do Meio, dialogaram com os técnicos e enfermeiros do Distrito Sanitário Especial Indígena da Bahia e convidaram lideranças indígenas para uma visita-guiada ao hospital. Esta última ação deve ocorrer nos próximos dias.

O Brasil tem quase 1,7 milhão de indígenas, segundo os dados de 2022 divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com 229.103, a Bahia conta com a segunda maior população indígena no país, o que representa 1,62% dos habitantes do estado. No ranking das 50 cidades do Brasil com maior comunidade do grupo étnico, a Bahia ainda conta com Porto Seguro, em 14°, e Ilhéus, 21°, com pouco mais de 12 mil pessoas que vivem tanto na zona urbana quanto na zona rural.

Os Tupinambá estão situados em uma área de 47 mil quilômetros quadrados entre os municípios de Ilhéus, Buerarema e Una, no Território Litoral Sul. São 23 aldeias tradicionais e, pelo menos, 90% desta área ficam localizados no município de Ilhéus. De uma população de 8 mil pessoas aldeiadas, aproximadamente 5 mil são mulheres.

Doença é mais comum em crianças || Foto Bartosz Budrewicz/Fiocruz
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Nesta terça-feira (15), a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) emitiu alerta epidemiológico após a ocorrência de surtos de varicela (catapora) em escolas de munícipios baianos. O documento recomenda medidas de prevenção e controle da doença, que está em seu período de sazonalidade. Conforme o Governo da Bahia, toda a rede de saúde deve fazer notificação imediata de casos suspeitos às autoridades sanitárias municipais e estadual (vigilância epidemiológica).

Dentre as medidas que devem ser adotadas estão a permanência no domicílio até que as lesões evoluam para crosta; bloqueio vacinal (vacinação seletiva de pessoas sem histórico de vacinação anterior), que deve abranger os contatos de casos suspeitos ou confirmados de varicela em creches, escolas, ambientes hospitalares e comunidades indígenas; intensificação da vacinação de rotina, com busca ativa de crianças não vacinadas; e monitoramento de casos novos.

No município de Fátima, no norte da Bahia, as aulas foram suspensas após um surto de catapora. Nesta semana, a cidade já notificou 18 casos. Também há relatos de pessoas que se contaminaram, mas não procuraram atendimento médico.

AULAS NÃO PRECISAM SER SUSPENSAS

De acordo com o alerta, as atividades escolares não precisam ser interrompidas, devendo ser adotadas medidas específicas para as crianças que tenham tido contato com casos suspeitos e confirmados.

O alerta também descreve que as baixas coberturas vacinais representam risco iminente para ocorrência de surtos e casos graves de varicela no estado e consequente aumento das internações. “Este cenário justifica a necessidade de intensificação das ações de assistência e vigilância em saúde, para prevenção de casos graves e óbitos, sendo recomendada aos municípios a notificação de casos e surtos, bem como a avaliação da cobertura vacinal de rotina para busca ativa de susceptíveis nas faixas etárias elegíveis”, diz trecho de nota divulgada pela Sesab.

CASOS

Neste ano, até a Semana Epidemiológica 32 (até 12/08), foram notificados 443 casos de varicela, com coeficiente de incidência de 3,0 casos/100.000 habitantes no estado da Bahia. O maior coeficiente de incidência foi entre crianças menores de 1 ano (16,19 casos/100.000 hab), seguido da faixa de 1 a 4 anos (8,69 casos/100.000 hab.)

Até maio de 2023, o estado alcançou cobertura de 49,88% da varicela monovalente, abaixo da meta preconizada para controle da doença, que deve ser igual ou maior de 95%, segundo o sistema Tabnet/Datasus.

Vacinação itinerante chega a mais quatro bairros nesta terça-feira (15)
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Mais quatro bairros itabunenses vão receber, nesta terça-feira (15), o serviço itinerante de vacinação de cães e gatos contra a raiva. O atendimento será ofertado no Novo Jaçanã, Jardim Primavera, Vila Anália e Núcleo Habitacional da Ceplac. Hoje (14), foram atendidas as comunidades do São Caetano, Sarinha, Jaçanã e Novo São Caetano.

O município também conta com um ponto fixo de imunização, que funciona na sede provisória do Centro de Controle de Zoonoses, na antiga base do Samu-192, situada na Avenida Nações Unidas, no Centro. Desde o início da Campanha Nacional de Vacinação Antirrábica, mais de 12 mil cães e gatos foram vacinados em Itabuna, segundo a Prefeitura. A meta é proteger 30 mil animais.

“Além da boa receptividade por parte dos donos e cuidadores de animais, as nossas equipes fazem busca ativa”, explica a chefe da Coordenação de Endemias da Secretaria de Saúde de Itabuna, Lucimar Ribeiro. Já Clodoaldo Oliveira, supervisor dos agentes de endemias, afirma que a forte adesão das comunidades à campanha demonstra responsabilidade dos tutores com o bem-estar dos animais e a saúde pública.

DIA D

A Campanha de Vacinação Antirrábica segue até 9 de setembro e terá seu Dia D no dia 1º do próximo mês, uma sexta-feira, com ações em diversos pontos da cidade. A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde de Itabuna, Maristella Antunes, reforça a importância da imunização. “A doença é altamente contagiosa e mata não só os animais, como também os humanos, por isso todo cuidado é pouco”, alertou.

Ministério da Saúde reajuste procedimentos cardiovasculares || Foto OCP Nwes
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O Ministério da Saúde reajustou em 75% o valor de 14 procedimentos cardiovasculares na tabela SUS. Com investimento de R$ 270 milhões, o objetivo é ampliar a oferta de procedimentos cirúrgicos. A iniciativa visa reduzir as filas de espera e recompor o orçamento dos serviços de saúde.

Além desse reajuste na tabela do Sistema Único de Saúde, os valores que foram reduzidos pela gestão passada – relativos à 12 órteses, próteses e materiais especiais (OPMEs) – serão resgatados, voltando ao valor anterior, segundo informou o Ministério da Saúde. A medida foi pactuada com representantes de estados e municípios.

Além disso, será realizada uma revisão da política de alta complexidade na atenção cardiovascular nos próximos 120 dias. A pactuação aconteceu durante a Comissão Intergestores Tripartite (CIT) junto ao Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). A definição de protocolos para indicação e utilização de marcapasso multissítio e Tecnologia de Implante Percutâneo de Válvula Aórtica (TAVI) também foi acordada.

Equipe do HRCC faz 2ª captação de múltiplos órgãos de 2023
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A família de paciente que teve morte encefálica autorizou o Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, a fazer a captação de múltiplos órgãos para doação. O procedimento, executado com sucesso na última semana, foi o segundo na unidade hospitalar apenas em 2023. Agora, os órgãos vão beneficiar pessoas na fila de espera por transplante.

Para a enfermeira Naama Ramos e Silva, membro da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes do Costa do Cacau, a decisão da família doadora é um ato de generosidade. “O sim desta família, mesmo no momento de dor, teve a sensibilidade com os outros pacientes que estão aguardando um órgão na fila de transplante. Esse sim vai ajudar a salvar outras vidas. É uma atitude muito nobre, que sempre fazemos questão de agradecer”, disse a profissional de saúde.

Profissionais de saúde envolvidos na captação dos órgãos

O médico intensivista Allan Siqueira, do HRCC, coordenou o trabalho da equipe multidisciplinar envolvida no procedimento, que também mobiliza profissionais da Coordenação do Sistema Estadual de Transplantes da Bahia (Coset-BA). Ele explica que resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) ampara o diagnóstico de morte cerebral, pré-requisito para a captação dos órgãos. “A resolução mais atual é a 2.173 de 23 de novembro 2017, que rege quais são as etapas e quais os preceitos para o diagnóstico”, assegurou.

O especialista também ressaltou a soberania da vontade dos familiares, que deve ser respeitada. Após a autorização da família, a equipe médica pode agir para preservar os órgãos do potencial doador.

Samuel, no colo da mamãe Analícia, com Domilene Borges, diretora do HMIJS || Foto Maurício Maron
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Menos de dois anos após inaugurado, o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio (HMIJS), em Ilhéus, alcançou a marca de 5 mil partos realizados, na noite desta terça-feira (8). Bebê de número 5 mil da maternidade, Samuel nasceu às 21h36min, de parto natural. E veio ao mundo com 51,5 centímentros e 3 quilos e 530 gramas.

O recém-nascido é o primeiro filho da dona de casa Analícia Campos, de 21 anos, e do ajudante de pedreiro Isaac dos Santos. O casal mora na zona rural, no limite entre os municípios de Ilhéus e Uruçuca, no Sargi.

Ao sentir as contrações, a família de Analícia acionou o Samu. Ela elogia a forma acolhedora com que foi recebida pela equipe do Hospital Materno-Infantil. “Não foi só quando cheguei, mas todo o atendimento feito”, assegura. “Foi uma sensação diferente”, reforça a mãe de Analícia, dona Eulice. A filha dela nasceu em casa e com um ano de vida foi diagnosticada como sendo uma PCD (Pessoa com Deficiência) física.

“Ter Samuel era um sonho. Estou muito feliz com tudo”, resumiu Analícia. Hoje, logo cedo, Samuel e Analícia receberam uma lembrança de boas-vindas da direção do HMIJS, em nome do estado da Bahia, Sesab e Fesf, entidade gestora do hospital em parceria com a Secretaria estadual da Saúde desde a sua inauguração.

Samuel ocupa o alojamento conjunto 13. Colaboradores programam para ainda hoje uma comemoração na porta da unidade para marcar o feito. A diretora-geral do HMIJS, Domilene Borges, afirmou que este número expressivo é fruto da dedicação da equipe, que desde a fundação do hospital tem por missão dar o melhor tratamento nesse momento tão importante na vida da mãe e do pai”.

Primeira maternidade 100 por cento SUS da região, o HMIJS já é uma referência no atendimento a obstetrícia e pediatria. O hospital tem 105 leitos de internação, sendo 10 de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo) e 25 de semi-intensiva; capacidade para atender urgências e emergências de toda a região; além de cinco leitos no Centro de Parto Normal Intra-hospitalar. Projetado para atender a oito municípios da região de Ilhéus e mais 12 da região de Valença, o Materno-Infantil fechou ao ano de 2022 com atendimento a 110 municípios, sendo 90 da Bahia e 20 de outras regiões do País.

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Aumentos superam os de planos de saúde individuais || Foto Marcello Casal JR/ABr
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Pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) revela que, nos últimos cinco anos, os reajustes dos planos de saúde coletivos chegaram a ser quase duas vezes maiores que os dos individuais. Segundo o estudo, quase todas as categorias de planos coletivos tiveram reajustes médios consistentemente superiores aos individuais.

Enquanto a variação do preço médio de mensalidades de planos de saúde individuais, contratados em 2017 para a faixa etária de 39 a 44 anos, passou de R$ 522,55 para R$ 707,59 em 2022, os coletivos empresariais contratados para grupos com até 29 pessoas (micro e pequenas empresas) saíram de R$ R$ 539,83 para R$ 984,44.

Em 2017, somente os planos por adesão eram mais em conta que os individuais, com preço inicial de R$ 485,03. No entanto, com o decorrer do tempo, eles acabaram se mostrando “um mau negócio”, segundo o Idec: em 2022, as mensalidades médias de contratos de até 29 pessoas passaram a custar R$ 845,53, e as de contratos maiores, R$ 813,29.

As mensalidades dos planos individuais cresceram 35,41% no período, enquanto as de planos coletivos apresentaram valores bem superiores: os coletivos empresariais, com 30 vidas ou mais, aumentaram 58,94%; os coletivos por adesão, com 30 vidas ou mais, 67,68%; os coletivos por adesão, com até 29 vidas, 74,33%; e os coletivos empresariais, com até 29 vidas, aumentaram 82,36%.

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Agência publica resolução nesta segunda (7) || Foto Agência Brasil
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, a comercialização, a distribuição, a propaganda e o uso dos produtos das marcas Visipro, Sulinex e Ocularis. De acordo com a agência, os itens eram divulgados irregularmente em sites, com indicação para tratamento de problemas de visão como catarata, glaucoma e degeneração macular.

A resolução, publicada nesta segunda-feira (7) no Diário Oficial da União, determina ainda a apreensão dos produtos. “As medidas foram adotadas após o recebimento de denúncias e questionamentos relacionados ao assunto. A agência identificou que os suplementos alimentares eram de fabricantes desconhecidos, ou seja, não se sabe a origem dos produtos”, informou a Anvisa.

Em nota, a agência reforçou que, para alimentos em geral, incluindo suplementos alimentares, não é permitida a realização de propagandas que aleguem tratamento, prevenção ou cura de qualquer tipo de doença ou problema de saúde, inclusive relacionados à visão.

PROPAGANDA ENGANOSA

No comunicado, a Anvisa alerta quanto às propagandas de produtos “com promessas milagrosas”, veiculadas na internet e em outros meios de comunicação, que prometem prevenir, tratar e curar doenças e agravos à saúde, além de melhorar problemas estéticos.

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Brasil registra alta em número de infartos || Imagem Artmed
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Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) mostram aumento de 25% no total de internações por infarto no Brasil, nos últimos seis anos. Passando de 81.505 casos, em 2016; para mais de 100 mil, em 2022. Para discutir possibilidades para reverter esse cenário, especialistas participam nesta semana, aqui no Rio de Janeiro, do Encontro Internacional de Cardiologia Intervencionista, maior evento na América Latina dedicado ao tema.

Para o cardiologista Roberto Botelho, diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, a saúde do coração é um dos maiores desafios na área da saúde.

“Há um estudo feito em 60 países que mostrou que quanto menor a renda per capita e o nível educacional de uma população, pior os indicadores da saúde cardiovascular, maior a mortalidade por infarto, maior a hipertensão, maior epidemia. Por isso por isso fica quase que automático a gente supor – e dados mostraram isso – que a saúde cardiovascular do brasileiro vai mal e vem piorando.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO

O especialista avalia que é urgente investir em recursos tecnológicos como forma de prevenção e tratamento. E ressalta a importância de um olhar mais atento para os efeitos das doenças cardiovasculares. “Não só pelo gasto de saúde direta, consumo com remédio, UTI, como pelo pelo gasto com medicamentos, mas como o gasto das economia, por causa do custo secundário. A pessoa que tem a doença trabalha menos, produz menos. O impacto de um PIB no país é bastante afetado

A boa notícia, de acordo com Roberto Botelho, é que 85 por cento dos riscos que levam a doenças cardiovasculares podem ser evitados com hábitos saudáveis.

“Só 15% que a gente não consegue modificar. Você consegue modificar o fato de ter na família uma genética de doença cardiovascular. Então qual é a melhor prática? Aí vem uma notícia muito boa: se você pratica exercícios, toma cuidado com seu intestino e procura uma comida mais saudável, se aplica  técnicas para diminuir o estresse, isso são medidas baratas que dependem muito mais da vontade de disponibilizar um tempo para aquilo e priorizar.. Com isso, a gente consegue uma transformação muito impactante na saúde populacional e individual.”

O Sistema Único de Saúde oferece atendimento gratuito para a prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares, em Unidades Básicas de Saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, em caso de necessidade, o paciente é encaminhado para a Atenção Especializada, onde terá toda assistência para o acompanhamento com especialista, exames, tratamento e os procedimentos necessários, ambulatoriais ou cirúrgicos.

Formada na UFRJ, a psicóloga Laura Fernandes faz residência externa em Ilhéus
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A psicóloga Laura Fernandes, formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, dedica a sua residência, espécie de pós-graduação em serviço, à saúde mental. Durante dois anos, ela vai circular pela rede de atenção psicossocial do Rio de Janeiro e conhecer a sua realidade. No entanto, além dos serviços obrigatórios, a residência lhe permite um estágio externo. É nesse contexto que Laura entra para a história do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, tornando-se a primeira residente da unidade.

Na graduação, Laura teve grande interesse na saúde materno-infantil. “Todo o processo de gestar, de se tornar mãe, puerpério, saúde mental, sempre interessaram”, explica. Mas ela também trazia uma outra vontade aliada a este interesse: conhecer essa mesma realidade em uma população de mulheres nas aldeias e ver de perto as suas principais dificuldades. Foi pesquisando na internet que ela encontrou reportagens sobre o hospital e passou a conhecer detalhadamente a proposta do HMIJS de ser, em breve, a primeira maternidade da Bahia a executar um programa de incentivo da atenção especializada para os povos originários do estado.

A ideia consiste em qualificar a prestação do serviço, respeitando contextos interculturais, cuidados tradicionais e a presença de atividades de educação permanente nas aldeias, conforme previsto em Portaria do Ministério da Saúde. “Fiquei encantada com isso. Muita coisa me chamou a atenção”, assegura a residente.

ESFORÇO

Laura decidiu então manter contato com o hospital, considerando, inclusive, o aspecto de ser a única maternidade 100 por cento SUS do sul da Bahia. Para a diretora Domilene Borges ela explicou qual era a proposta do seu trabalho. No entanto, para ser acolhida pelo hospital era preciso vencer mais uma condição burocrática: ter a aprovação da Escola de Saúde Pública da Bahia, por onde passa a formalização dos estágios nas unidades hospitalares públicas do estado. Ela conseguiu.

Laura permanecerá no HMIJS nas próximas três semanas. Além de atuar no hospital ela irá acompanhar ações implantadas pela direção, a exemplo da roda de conversa em bairros da cidade, o apoio psicológico aos casos de violência contra a mulher, contribuir dando suporte psicológico às mães que amamentam como reforço à campanha do Agosto Dourado e ajudar no desenvolvimento da proposta de implantação de serviços para a comunidade trans. Laura ainda vai visitar, junto com a direção do hospital, aldeias da etnia Tupinambá.

Domilene Borges (de rosa) e equipe acolhem a primeira residente do Hospital

“Vim com a ideia de pensar como é esta articulação da rede. Em apenas um dia já vi que é muita informação. São muitas propostas que vocês estão apresentando. Mas o que mais me chamou a atenção é esse pensamento territorial que a direção traz. Penso que isso é um diferencial e inovador”, afirmou. A ideia de sua participação, segundo Laura, é de conversar e entender o que a população está precisando, o que pode melhorar no serviço. O fato de ser a primeira residente a atuar na unidade é destacado pela profissional. “Feliz de que este momento esteja acontecendo comigo e quando for retornar para o Rio de Janeiro vou poder apresentar o resultado disso tudo. Espero que outros (profissionais) também possam passar por esta experiência”, comentou.

PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO

No perfil de hospital-escola, o HMIJS já trabalha com o internato de 49 estudantes de medicina (Uesc, UFSB e Fasa) e com estágio para os cursos de Enfermagem e Técnico de Enfermagem (Centro Estadual de Biotecnologia e Saúde). “Essa articulação da assistência com a educação é fundamental, é uma troca rica devolvendo para a sociedade o que ela paga de imposto”, resume a primeira residente do Materno-Infantil.

Campanha pretende vacinar 30 mil cães e gatos contra a raiva
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A Secretaria de Saúde de Itabuna deu início, nesta segunda-feira (31), à Campanha de Vacinação Antirrábica. Segundo a diretora da Vigilância em Saúde, Maristella Antunes, o objetivo é imunizar 30 mil cães e gatos contra a raiva. O posto fixo de vacinação funciona na sede provisória do Centro de Zoonoses, na antiga base do Samu, situada na Avenida Nações Unidas, no Centro. O atendimento é ofertado de segunda a sexta, das 8 e 30 às 16h. A campanha seguirá até o dia 8 de setembro.

A Secretaria também levará o serviço aos bairros de Itabuna. Hoje, a vacinação foi oferecida no Califórnia, Santa Inês, Nova Califórnia e no Residencial Jardim América. Nesta quarta-feira (2), será a vez do Parque Verde, Parque Boa Vista e João Soares. Já na quinta-feira, a vacinação será ofertada nos residenciais Pedro Fontes I e II, Itabuna Park e Vida Nova.

O cronograma completo do serviço itinerante pode ser consultado no site oficial da Prefeitura (www.itabuna.ba.gov.br). Além de proteger os bichinhos de estimação, a vacina contra a raiva também evita a transmissão da doença dos animais para humanos. O Dia D da Campanha será no dia 8 de setembro, uma sexta-feira.

Agosto Dourado: amamentação ajuda a prevenir câncer de mama e outras doenças || Arquivo Pessoal/Priscila Nóbrega
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A edição 2023 da Semana Mundial da Amamentação quer chamar a atenção para as dificuldades vividas por pais e mães que precisam dividir o seu tempo entre trabalho e bebês ainda na fase de amamentação. Assim, a organizadora do evento – a Aliança Mundial para Ação de Aleitamento Materno – defende a ampliação da licença maternidade remunerada e a adequação dos ambientes de trabalho para mães e bebês lactantes.

A semana mundial começa nesta terça-feira (1º) e vai até o dia 7 com o slogan Possibilitando a Amamentação: Fazendo a Diferença para Mães e Pais que Trabalham. Entre os objetivos, está o de informar sobre as perspectivas dos pais trabalhadores com relação à amamentação e paternidade.

Pretende-se, também, criar bases para a adoção de licença remunerada e suporte nos locais de trabalho, de forma a facilitar a amamentação de bebês; envolver as pessoas e organizações para melhorar a colaboração e o apoio à amamentação no trabalho; e conscientizar sobre ações de melhoria das condições de trabalho e apoio relevante ao aleitamento materno.

PANDEMIA PREJUDICOU GESTANTES

Em nota divulgada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da entidade, Rossiclei Pinheiro, diz que a pandemia de covid-19 prejudicou as mulheres grávidas, uma vez que aumentou o risco de desemprego e dificultou o acesso a serviços de saúde nas diferentes etapas da gestação.

Segundo ela, a edição deste ano pretende “ajudar e facilitar o desenvolvimento de ações para defender os direitos da mulher trabalhadora que amamenta”.

Entre as medidas defendidas pela SBP, figuram a defesa da licença-maternidade com duração de 180 dias; o incentivo à implantação de salas de apoio à amamentação nos locais de trabalho; disponibilização de creches nas empresas ou próximas ao local; e a extensão da licença-paternidade para 20 dias.

Rossiclei considera fundamental o envolvimento de governos, sistemas de saúde, empresas e comunidades nessa causa, visando a promoção da autonomia das famílias e a manutenção de ambientes favoráveis ao aleitamento materno nos mais diversos ambientes de trabalho.

“Pretendemos fazer um balanço das mudanças nas configurações do local de trabalho e nas normas parentais, identificando as interferências do home office e atividades extradomiciliares, ouvindo pais de diferentes regiões no país. As perspectivas e necessidades dos pais nos ajudarão a entender melhor como as políticas de apoio ao aleitamento materno e a legislação podem ajudá-los”, acrescenta.

A SBP coordena, também, o Agosto Dourado, mês dedicado a ações que visam estimular o aleitamento materno. Neste período, a entidade e suas afiliadas promovem medidas – presenciais e virtuais – para conscientizar a população sobre a importância da amamentação.

Começa a obra da segunda etapa do Hospital São Lucas|| Foto Divulgação
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O Hospital São Lucas será reaberto pela Santa Casa de Misericórdia de Itabuna nesta sexta-feira (28) em solenidade com a participação do governador Jerônimo Rodrigues e do prefeito Augusto Castro. A cerimônia está prevista para começar às 11h e integra as comemorações pelos 113 anos do município sul-baiano.

Segundo o provedor da Santa Casa, Francisco Valdece, amanhã será entregue a primeira etapa das obras de reforma e reabertura do hospital. A unidade será voltada apenas para atendimento pelo SUS. Na última terça (25), a unidade recebeu equipamentos e mobiliários de convênio com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) e Prefeitura de Itabuna.

Entre os materiais que chegaram para o novo Hospital São Lucas estão camas de leito, colchões impermeáveis, suportes para soro, armários para guardar enxoval, ventiladores mecânicos, aspiradores de secreção, eletrocardiógrafos, cardioversores, monitores multiparamétricos, focos cirúrgicos em Led, kit de laringoscópio, aparelho de ultrassom, kit nebulização e carinhos para transporte de materiais e equipamentos.

Amanhã serão abertos 27 leitos clínicos regulados, sendo um de isolamento, além de ambulatório para várias especialidades e laboratório de análises clínicas e área de apoio, como nutrição e Central de Material e Esterilização (CME).

HOSPITAL TERÁ 121 LEITOS

A unidade hospitalar está sendo ampliada de 3,5 mil para 8,7 mil metros quadrados. Quando estiver em pleno funcionamento, o novo Hospital São Lucas disponibilizará 121 leitos, com 20 deles de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e Unidade de Hemodiálise, com 53 máquinas. A unidade hospitalar contará ainda com um centro cirúrgico com quatro salas, cinco salas de recuperação pós-anestésica, centro de imagenologia, centro médico multiprofissional com 16 consultórios, além de toda a estrutura de apoio.

A segunda etapa da obra começará ainda neste início de semestre, segundo o provedor Francisco Valdece. O projeto está sendo executado por etapas, conforme a captação e liberação de recursos nos governos estadual e federal. “Esse projeto representa uma grande conquista para população do município e o seu andamento depende do trabalho de todos. Estamos muito felizes em entregar um hospital 100% SUS”, afirma Francisco Valdece.