Fundação se posicona contra PEC do Plasma, que pode transformar sangue em mercadoria || Foto Davidyson Damasceno/ABr
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O Conselho Deliberativo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) se posicionou contra a proposta de emenda à Constituição nº 10, de 2022, (PEC 10/2022), a chamada PEC do Plasma. Ela tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado e tem por objetivo permitir que a iniciativa privada colete e processe o plasma humano.

A Constituição brasileira proíbe todo tipo de comercialização de órgãos, tecidos e substâncias humanas. Atualmente, a coleta e o processamento do sangue ficam a cargo da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), estatal criada em 2004. A PEC do Plasma altera o artigo 199 da Carta Magna, que dispõe sobre as condições e os requisitos para coleta e processamento de plasma para permitir que isso seja feito pela iniciativa privada.

Pela proposta seria acrescentado no artigo 199 o parágrafo: § 5º A lei disporá sobre as condições e os requisitos para coleta e processamento de plasma humano pela iniciativa pública e privada para fins de desenvolvimento de novas tecnologias e de produção de biofármacos destinados a prover o Sistema Único de Saúde.

RISCOS

A Fiocruz disse que “a aprovação da PEC pode causar sérios riscos à Rede de Serviços Hemoterápicos do Brasil e ao Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados. A comercialização de plasma pode trazer impacto negativo nas doações voluntárias de sangue, pois há estudos que sugerem que, quando as doações são remuneradas, as pessoas podem ser menos propensas a doar por motivos altruístas”.

Além disso, segundo a Fiocruz, esta prática traz riscos para a qualidade e segurança do plasma e pode aumentar as desigualdades sociais.

“Estudos sugerem, por exemplo, que a comercialização pode atrair pessoas em situações financeiras difíceis, dispostas a vender seu plasma, além de facilitar o acesso a pessoas que podem pagar, em detrimento daquelas que não têm condições”, acrescentou a fundação.

PREJUÍZOS

Atualmente, o plasma doado no país atende exclusivamente às necessidades da população brasileira e traz retorno na forma de acesso a medicamentos. “A comercialização do plasma poderia suscitar ainda movimentos de exportação, o que prejudicaria os brasileiros, deixando o país vulnerável diante de emergências sanitárias”, informou a Fiocruz, que destaca que hoje o Sistema Único de Saúde (SUS) presta atendimento a 100% dos pacientes que necessitam de hemoderivados.

“Para o aprimoramento da política nacional de sangue, referência mundial pela sua excelência e capacidade de atender a todos os brasileiros, a Hemobrás precisa ser fortalecida para que possa produzir no máximo da sua capacidade. É importante também fortalecer a Coordenação-Geral de Sangue e de Hemoderivados do Ministério da Saúde, encarregada da execução da política de atenção hemoterápica e hematológica que regula da coleta ao processamento e a distribuição de sangue e hemoderivados no Brasil”, finalizou a Fiocruz.

Tumor cresceu no rosto de Wallace
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No início de agosto, Wallace Silva Santos, de 22 anos, começou a notar um inchaço no rosto, perto do nariz. Logo veio também o incômodo e a dor. Ali começava a maratona do morador de Ilhéus em busca de ajuda médica no SUS, recorda Lharissa Santos, esposa de Wallace, em entrevista ao PIMENTA.

Depois de ir a um posto de saúde e à UPA, Wallace foi transferido para o Hospital Regional Costa do Cacau, conta a esposa. Segundo ela, a princípio, o Hospital se recusou a internar seu marido. “Wallace ficou na observação. Não queriam internar Wallace para regular ele, já que aqui não tinha o profissional para a área dele. Depois de muito insistir, muito lutar, muito brigar, internaram ele”.

Internado desde 4 de setembro, Wallace sente muitas dores e nem a medicação consegue diminuir seu sofrimento. O paciente está na fila da regulação há três semanas, à espera de transferência para um hospital na capital do estado, afirma Lharissa.

“Para poder saber se o tumor é benigno ou maligno, só através da biópsia que esse profissional da área da saúde, cirurgião de cabeça e pescoço, faz em Salvador. Na família dele tem histórico tanto de benigno quanto de maligno”, acrescenta a jovem.

OUTRO LADO

O PIMENTA entrou em contato com o Hospital. Segundo a direção da unidade, o paciente recebe tratamento adequado, e a transferência depende da Secretaria da Saúde do Estado. Também procurada, a Sesab alegou que busca um serviço de saúde que atenda o perfil do paciente em uma unidade pública, filantrópica ou privada credenciada. De acordo com a Secretaria, apenas em 2023, mais de 188 mil pessoas foram atendidas pela Central Estadual de Regulação.

Naama Ramos faz palestra sobre transporte de órgãos doados
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A captação e o transplante de órgãos são procedimentos complexos, em vários sentidos. A começar pela família enlutada, que, mesmo sofrendo, autoriza a doação. Nesse contexto, também é fundamental o trabalho da equipe multidisciplinar envolvida no processo, com auxiliares, médicos, técnicos, enfermeiros etc. Depois que os órgãos são captados, entra em campo o time especializado em transportar esse material delicadíssimo, que pode salvar e transformar vidas.

Foi sobre esse trabalho logístico que a enfermeira Naama Ramos e Silva, da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes do Hospital Regional Costa do Cacau, fez, no último dia 19, uma palestra para os funcionários da empresa que transporta material biológico e córneas captadas no HRCC, em Ilhéus, para a Central Estadual de Transplantes, em Salvador. A atividade faz parte do Setembro Verde. Neste ano, o lema da campanha é “Transforme a Dor em Amor. Seja também um doador de órgãos e avise a sua família”.

“Aproveitamos a oportunidade para agradecer a parceria desses profissionais que conduzem a chance de duas pessoas voltarem a enxergar”, relata Naama, referindo-se às córneas doadas para transplante. Ela também ressaltou a importância da sincronia entre as equipes envolvidas no processo captação-transplante, de modo a evitar contratempos.

– Agradeço aos funcionários que participaram da palestra, esclarecendo dúvidas sobre o processo doação-transplante. Motoristas, responsáveis pelo tráfego, auxiliares administrativos, técnicos, assistentes operacionais, responsáveis pelo almoxarifado e manutenção. Enfim, a todos que colaboram com a gente nesta missão de oportunizar que pessoas voltem a enxergar. Meu muito obrigada a todos vocês – concluiu a enfermeira.

Na fila da regulação, mulher faz apelo por cirurgia
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Há pouco mais de um ano, Edimária notou um calombo crescendo na parte superior do seu pé direito. Intrigada, buscou ajuda médica. O primeiro diagnóstico apontou a existência de um cisto. Não contente, procurou outra opinião profissional. O segundo médico consultado solicitou uma ressonância magnética e, depois de analisar as imagens do exame, informou à paciente que se trata mesmo de um tumor benigno, ou seja, não cancerígeno. Mesmo assim, precisa ser removido, alertou o especialista.

Faz exatamente dois meses que Edimária Nascimento Silva, de 44 anos, deu entrada com a solicitação da cirurgia eletiva ao Serviço de Regulação da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab). “Foi no dia 26 de julho de 2023”, recorda ao PIMENTA a moradora do bairro São Caetano, em Itabuna

Do ponto de vista da usuária do SUS, o caráter eletivo que o serviço público atribui ao procedimento ignora o sentido de urgência de quem está na fila da regulação. “Pra mim, [a cirurgia] é urgente, né? O tumor está crescendo. Daqui a pouco, não vou nem conseguir andar direito, já está incomodando”, relatou. Já é muito difícil, por exemplo, usar calçados, sem falar no sofrimento psíquico.

Edimária explica que precisa ser operada por um cirurgião especialista em pé. Pelo SUS, afirma, o procedimento só é disponível em Salvador. Segundo ela, a primeira solicitação que aparecia no site da Sesab, para uma avaliação no Hospital Manoel Victorino, na capital baiana, foi cancelada. Agora, ela aguarda agendamento em outro hospital, também de Salvador.

O PIMENTA entrou em contato com a assessoria da Sesab, na manhã desta terça-feira (26), mas não obteve retorno até a publicação, às 17h45min.

Nísia Trindade, ministra da Saúde || Reprodução
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Ao comentar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que autoriza o processamento do plasma por empresas privadas – em tramitação no Senado – a ministra da Saúde, Nísia Trindade (foto), disse, nesta terça-feira (26), em Brasília, que o governo trabalha para evitar que o sangue humano se torne mercadoria. A declaração foi dada durante participação no programa Conversa com o Presidente, transmitido pelo Canal Gov.

“Existe uma PEC de comercialização do plasma. O plasma é fundamental para o desenvolvimento de produtos que são usados para tratamentos de doenças importantíssimas. Mas o sangue não pode ser comercializado de modo algum, não pode haver compensação aos doadores e isso foi uma conquista da nossa Constituição”, afirmou.

Acompanhada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Nísia lembrou que, atualmente, a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) já trabalha no desenvolvimento de insumos derivados do sangue. Segundo ela, a instituição passa a entregar este ano, por exemplo, o fator 8 para tratamento de pessoas com hemofilia.

“E, em 2025, [a Hemobrás] fará a entrega de outros produtos derivados do plasma. Estamos trabalhando para que o sangue não seja uma mercadoria”, concluiu a ministra da Saúde.

ENTENDA A PEC

A PEC 10/2022 prevê o processamento de plasma humano pela iniciativa privada para o desenvolvimento de novas tecnologias e a produção de medicamentos. O texto entrou na pauta da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal no último dia 13, mas foi retirado de pauta a pedido da relatora, senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB), que solicitou mais tempo para construir uma proposta de consenso com senadores e com o governo.

A votação da PEC já foi adiada sete vezes na comissão por ser considerada polêmica. A relatora havia incluído no projeto original a proposta de pagamento ao doador em troca da coleta do plasma, o que gerou reações contrárias de diversos senadores e também de órgãos públicos. Não há uma nova data para a análise da proposta na CCJ.

O plasma é a parte líquida do sangue, resultante do processo de fracionamento do sangue total, obtido de doadores voluntários dos serviços de hemoterapia. Ele pode ser usado para a produção de medicamentos hemoderivados, como albumina, imunoglobulina e fatores de coagulação utilizados por pessoas com doenças como a hemofilia. Informações d´Agência Brasil.

Projeto PSI mobiliza voluntários para ação do Setembro Amarelo
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A Associação Beneficente e Cultural Teosópolis (ABCT) vai promover escuta psicológica gratuita na Praça José Bastos, no Centro de Itabuna, neste sábado, das 9h às 12h. A ação do Projeto PSI faz parte do Setembro Amarelo, campanha nacional de prevenção ao suicídio.

Segundo os organizadores, para receber atendimento, basta ir à Praça no horário informado e apresentar documentação pessoal. O trabalho voluntário vai mobilizar 15 psicólogos, além de assistentes sociais e atendentes.

A coordenadora do Projeto PSI, Antônia Ferreira, explica a motivação do trabalho social. “A ideia de levar o atendimento à Praça é por conta do setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio. Ajudar aqueles que precisam”, disse a voluntária.

A ABCT é responsável pelas ações sociais da Igreja Batista Teosópolis de Itabuna. Além da ação pontual na Praça, os atendimentos terapêuticos são prestados na sede da Associação, localizada na Rua Catucicaba, número 192, no Conceição. Interessados podem buscar a instituição para obter mais informações sobre o serviço.

Procedimento coincidiu com o Setembro Verde, campanha de doação de órgãos
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O Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC) anunciou, nesta terça (19), a terceira captação de múltiplos órgãos feita neste ano. O procedimento foi executado no início deste mês, que é marcado Setembro Verde. A campanha visa conscientizar a sociedade sobre a importância da doação de órgãos para a vida das pessoas que aguardam nas filas de transplante.

Também no âmbito da campanha, a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes fez uma blitz para sensibilizar e informar os pacientes do Hospital sobre o impacto positivo da decisão de ser um doador ou doadora de órgãos. Para que essa escolha seja respeitada, é fundamental que as pessoas a manifeste aos seus familiares.

O grupo de trabalho também distribuiu materiais informativos e expôs peças de comunicação visual na entrada e nos lugares de maior fluxo no Hospital. “Todas essas ações conjuntas aconteceram no intuito de intensificar a conscientização e incentivo para a doação de órgãos”, assegurou Naama Ramos e Silva, enfermeira da Comissão.

RETOMADA

Comissão faz blitz do Setembro Verde no Costa do Cacau

A Comissão do HRCC atua em parceria com a Central Estadual de Transplantes, a Coordenação do Sistema Estadual de Transplantes e a Secretaria de Saúde da Bahia. Neste ano, o lema da campanha interinstitucional é “Transforme a dor em amor. Seja também um doador de órgãos e avise a sua família”. Segundo Naama Ramos, no próximo dia 27, Dia Nacional da Doação de Órgãos, o HRCC terá novas atividades do Setembro Verde.

Neste ano, além dos procedimentos com múltiplos órgãos, o Hospital Costa do Cacau já fez cinco captações de córneas, maior número entre as unidades da Sesab no sul da Bahia, ressalta a enfermeira. “Com muito trabalho e dedicação, estamos alcançando índices anteriores aos de 2020, quando foi decretada a emergência sanitária [da Covid-19]”.

Atendimento será no sábado (23), no Odontocentro
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A segunda etapa do mutirão de cirurgias odontológicas da Secretaria de Saúde de Itabuna está confirmada para o próximo sábado (23), das 7h às 13h, no Odontocentro, localizado na Avenida Inácio Tosta Filho, no Centro. A exemplo do primeiro dia de atendimento, mais 100 pacientes serão beneficiados, informa a Pasta.

O trabalho mobiliza 21 profissionais, como odontólogos de diferentes especialidades e auxiliares, além de estudantes do curso de Odontologia da Unex. A secretária de Saúde, Lívia Mendes, explica que a iniciativa do mutirão atende uma demanda reprimida por conta dos serviços de manutenção em algumas unidades de saúde.

Ela lembra que a ação também beneficia muitos trabalhadores que necessitam de tratamento dentário, mas não dispõem de tempo para uma consulta durante a semana e, em muitos casos, não podem buscar o serviço na rede privada de saúde. “Esse mutirão, num dia de sábado, facilita a vida do cidadão, permite atendimento personalizado, com hora marcada, e num ambiente amplo e confortável, além de um lanche reforçado servido a todos os presentes”, acrescentou.

De acordo com a Prefeitura, as vagas são para os pacientes que já aguardavam por cirurgias bucais ou outros procedimentos de maior complexidade na fila de espera do SUS.

INCLUSÃO

Já o supervisor da Odontologia de Itabuna, Maurício Porto de Oliveira Pimenta, ressaltou o cuidado da Secretaria de Saúde para oferecer o tratamento odontológico a pacientes com transtornos mentais, com as adaptações requeridas para a prestação de serviços a esse público.

Ele também chamou atenção para a parceria da Prefeitura com a Unex, que disponibilizou dez alunos do curso de Odontologia para o trabalho voluntário no mutirão, além de insumos materiais.

O terceiro dia de atendimento está previsto para o sábado da semana seguinte, dia 30 de setembro, nos mesmos horário e local.

Funcionários do HRCC assistem à palestra da psicóloga Juliana Campos || Divulgação
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O Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, promoveu palestra com o tema Campanha de Prevenção ao Suicídio: se precisar, peça ajuda!. A ação faz parte das atividades do Setembro Amarelo na unidade hospitalar.

Na ocasião, a psicóloga do HRCC, Juliana Campos, falou sobre a importância de o suicídio ser encarado a partir da singularidade de cada caso. “É uma manifestação humana, uma forma de lidar com o sofrimento ou, simplesmente, uma saída para se livrar da dor de existir”, disse.

Para a psicóloga, trata-se de fenômeno complexo, que deve ter o máximo de atenção. “Pode ser, também, uma forma de barrar o transbordamento de existir, que algumas pessoas sentem de maneira muito forte e permanente. É importante fazer a ressalva de que a intenção de obter êxito com o ato suicida nem sempre está presente”, sinalizou Juliana durante a palestra, que foi organizada pela Comissão de Humanização do Hospital, na última terça (12).

Por outro lado, uma tentativa é sempre um sinal de alerta, enfatizou a profissional de saúde. “Não se deve nunca desconsiderar, como uma coisa banal, uma pessoa que tentou se matar e não teve êxito”.

SINAIS DE RISCO

Juliana Campos descreveu características e comportamentos que sinalizam os riscos de suicídio, a exemplo de transtornos mentais, limitações socioeconômicas severas e condições clínicas incapacitantes. Segundo ela, esses não são fatores determinantes, mas costumam aparecer em casos de suicídio ou de tentativa.

Outro ponto levantado pela palestrante foi a importância do diálogo sobre o tema nas rodas de amigos, na família e em outros ambientes seguros, onde pessoas que tentaram o suicídio podem e devem ser acolhidas. “Só assim podemos vislumbrar uma forma de lidar com um fenômeno tão complexo”.

CVV

Ao perceber em si mesmo ou em pessoas próximas o risco potencial de suicídio, o cidadão pode buscar apoio nas redes de acolhimento disponíveis. O Centro de Valorização da Vida, por exemplo, oferece suporte emocional gratuito de prevenção ao suicídio. “Caso você ou alguém precise de apoio emocional, o CVV pode te auxiliar”, informou a psicóloga Juliana Campos. O serviço é acessado pelo telefone de emergência 188, por chamada gratuita.

Recipientes são usados para armazenar leite humano doado por voluntárias
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O Banco de Leite Humano do Hospital Manoel Novaes lançou, nesta terça-feira (12), uma campanha para estimular a população do sul da Bahia a doar frascos de vidro com tampa plástica ou metal não enferrujada. O estoque conta com poucos recipientes para acondicionamento de leite doado pelas voluntárias, que asseguram a alimentação para os bebês prematuros internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal.

Os frascos de vidro são essenciais para viabilizar o processo de coleta, armazenamento e distribuição do leite materno. “O armazenamento é feito em recipientes de vidro onde são comercializados alimentos como ervilhas, azeitonas, geleia, maionese, café solúvel, além de conservas. São embalagens facilmente encontradas na maioria das residências”, explica a enfermeira Bianca Baleeiro, responsável pelo Banco de Leite do Hospital.

Os recipientes podem ser entregues diretamente no Banco de Leite, no anexo do Hospital Manoel Novaes, ou no prédio administrativo do Hospital Calixto Midelj Filho, no Setor de Comunicação da Santa Casa, na rua Antônio Muniz, no Pontalzinho. “Mas, se porventura, a pessoa não tiver como entregar o vaso em um desses pontos, sendo morador de Itabuna, pode entrar em contato pelo telefone 3214-4346, que arrumaremos um jeito de buscar o recipiente no endereço indicado”, diz a enfermeira.

CIDADES VIZINHAS

Bianca Baleeiro apela para que os moradores de municípios próximos, como Ilhéus, Itajuípe, Buerarema, Barro Preto, Camacan e Itapé, também participem da campanha de doação de frascos e potes de vidro. A enfermeira orienta quem mora em outra cidade a lavar e guardar os recipientes para enviar por um portador. Ela destaca ser muito importante o envolvimento do maior número de pessoas possível para assegurar um estoque mínimo de frascos para armazenamento do leite.

No Banco de Leite, o frasco doado passa por um rigoroso processo para assegurar higiene. Os recipientes são lavados e esterilizados antes de serem reutilizados. “Adotamos todas as medidas para evitar possível contaminação do leite para alimentação diária das dezenas de bebês prematuros internados no Hospital Manoel Novaes. O leite materno é o alimento mais completo e essencial nos primeiros meses de vida da criança”, explica a enfermeira.

O Banco de Leite Humano funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h e das 13h30min às 17h. Além de coletar, processar, armazenar e distribuir o leite doado, as profissionais da unidade são responsáveis pelas orientações para que, principalmente, as mães de primeira viagem adotem as medidas corretas para assegurar a alimentação saudável aos seus bebês. O Banco de Leite de Itabuna conta com a parceria do Corpo de Bombeiros.

Além de números absolutos, estado viu subir taxa de vitimização por suicídios
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Para marcar o Setembro Amarelo, campanha nacional de conscientização e prevenção ao suicídio, a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) atualizou o painel de dados sobre esse tipo de caso no estado. Na comparação do triênio de 2017-2019 com o de 2020-2022, o número de suicídios cresceu 29,8%, conforme a Superintendência.

Os principais resultados do painel apontam que na Bahia, em 2022, foram registrados 850 casos de suicídios. O número representa um aumento de 1,0% em relação ao ano anterior (2021). No decorrer dos últimos 22 anos, é possível observar que os suicídios são um fenômeno em expansão no estado e que se intensificaram a partir da segunda metade desse período. A taxa média anual de crescimento, considerando o período 2000-2022, foi de 7,4%.

“Esse último período foi quando a pandemia da covid-19 se manteve mais intensa no Brasil. Diante disso, diversos desdobramentos da pandemia sobre a vida social podem ser aventados. No entanto, não é possível afirmar que essa expansão do número de suicídios dos últimos anos foi em função exclusivamente dos efeitos nocivos da pandemia, haja vista a tendência de crescimento já observada desde o início da série histórica”, explica o técnico responsável pelo painel, Jadson Santana.

As informações são extraídas dos microdados da base de registros da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), sistematizadas a analisados pela Diretoria de Indicadores e Estatística da SEI.

TAXA DE VITIMIZAÇÃO

Além do crescimento no número absoluto de casos, as taxas de vitimização confirmam a expansão desse fenômeno no estado. No ano 2000, foram 1,5 vítimas de suicídio a cada 100 mil baianos. Já em 2022, esse indicador saltou para 5,7, o que sinaliza para um aumento de mais de cinco vezes da taxa de vitimização por suicídios na Bahia.

A análise do perfil da vítima de suicídio aponta para algumas observações importantes. A primeira delas é de que os homens têm maior risco de vitimização por suicídios. Em 2022, de cada dez vítimas de suicídios oito eram homens. Em termos proporcionais, isso equivalia a 82,2% dos casos. As mulheres representavam 17,8%.

Quando analisada a idade da vítima, os adultos (de 30 a 59 anos) representavam a maior parte dos casos: 59,5%. Outro padrão observado é a concentração de casos entre as vítimas solteiras. Pouco mais de 58,9% se encontravam nesse estado civil. Já os casados eram 17,4%.

De acordo com a SEI, o reconhecimento de um padrão de ocorrência e de vitimização possibilita a criação de ações mais efetivas para a prevenção desse tipo de violência, já que os suicídios são evitáveis com intervenções oportunas, baseadas em evidências e muitas vezes de baixo custo.

O padrão diz respeito ao perfil da vítima e aos fatores situacionais da ocorrência, tal como a escolha do método e o acesso a determinados instrumentos. A identificação desses fatores visa apontar para as condições em que há um aumento do risco de ocorrência desses eventos.

Vacinação contra pólio não será mais por meio da "gotinha" || Foto Marcelo Camargo/ABr
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Na América Latina, 14 países, pelo menos, já fizeram a mudança

Vinícius Lisboa || Agência Brasil

As gotinhas que entraram para a história da imunização ao eliminarem a poliomielite no Brasil ganharam uma previsão de aposentadoria, e a substituição da vacina oral contra a doença pela aplicação intramuscular significará uma proteção ainda maior para os brasileiros.

No último dia 7 de julho, o Ministério da Saúde anunciou que vai substituir gradualmente a vacina oral poliomielite (VOP) pela versão inativada (VIP) do imunizante a partir de 2024. A decisão foi recomendada pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI), que considerou as novas evidências científicas que indicam a maior segurança e eficácia da VIP.

Apesar da novidade, o Ministério da Saúde fez questão de destacar que o Zé Gotinha, símbolo histórico da importância da vacinação no Brasil, vai continuar na missão de sensibilizar as crianças, os pais e responsáveis, participando das ações de imunização e campanhas do governo.

A poliomielite é uma doença grave e mais conhecida como paralisia infantil, por deixar quadros permanentes de paralisia em pernas e braços, forçando parte dos que se recuperam a usar cadeiras de rodas e outros suportes para locomoção. A enfermidade também pode levar à morte por asfixia, com a paralisia dos músculos torácicos responsáveis pela respiração. Durante os períodos mais agudos em que a doença circulou, crianças e adultos com casos graves chegavam a ser internados nos chamados “pulmões de aço”, respiradores mecânicos da época, dos quais, muitas vezes, não podiam mais ser retirados.

A PARTIR DOS 2 MESES

A vacinação contra a poliomielite no Brasil é realizada atualmente com três doses da VIP, aos 2, 4 e 6 meses de idade, e duas doses de reforço da VOP, aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

A partir do primeiro semestre de 2024, o governo federal começará a orientar uma mudança nesse esquema, que deixará de incluir duas doses de reforço da vacina oral, substituindo-as por apenas uma dose de reforço da vacina inativada, aos 15 meses de idade. O esquema completo contra a poliomielite passará, então, a incluir quatro doses, aos 2, 4, 6 e 15 meses de idade.

A facilidade de aplicação e o baixo custo contribuíram para que as gotinhas tivessem sido a ferramenta para o Brasil e outros países vencerem a poliomielite, explica a presidente da Comissão de Certificação da Erradicação da Pólio no Brasil, Luíza Helena Falleiros Arlant. A comissão é uma entidade que existe no Programa Nacional de Imunizações (PNI) junto à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Em 2023, o programa completa 50 anos.

“Em 1988, havia mais de 350 mil casos de pólio no mundo. Crianças e adultos paralisados. Naquela época, o que era preciso fazer? Pegar uma vacina oral que pudesse vacinar milhões de pessoas em um prazo curto para acabar com aquele surto epidêmico. Eram muitos casos no mundo todo, uma tragédia”, contextualiza Luíza Helena.

CIÊNCIA EVOLUIU

O sucesso obtido com a vacina oral fez com que a pólio fosse eliminada da maior parte dos continentes, mas pesquisas mais recentes, realizadas a partir dos anos 2000, mostraram que a VOP era menos eficaz e segura que a vacina intramuscular. Em casos considerados extremamente raros, a vacina oral, que contém o poliovírus enfraquecido, pode levar a quadros de pólio vacinal, com sintomas semelhantes aos provocados pelo vírus selvagem.

“Crianças com desnutrição, com verminoses ou doenças intestinais podem ter interferências na resposta à vacina oral. Já a vacina inativada, não. Ela protege muito mais, sua resposta imunogênica é muito mais segura, eficaz e duradoura. Há uma série de vantagens sobre a vacina oral. Tudo isso não foi descoberto em uma semana, foram estudos publicados que se intensificaram a partir de 2000.”

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Paciente recebeu alta um dia após cirurgia no Manoel Novaes
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Nos últimos meses, fazer atividades simples do dia a dia era impossível para um paciente de 7 anos do Hospital Manoel Novaes, em Itabuna. Com um tumor no cérebro, a criança sofria com dores e limitações motoras. Só fazia as refeições e tomava banho com ajuda dos pais. Depois de ser submetido a procedimento na unidade hospitalar, o menino começa a retomar a vida normal. Para remover o tumor, o neurocirurgião pediátrico Fernando Schmitz recorreu ao sistema da neuronavegação.

A técnica permitiu que o tumor cerebral, que era grande, na forma de um cisto, fosse alcançado numa área de difícil acesso. “Como estava no tronco cerebral, numa região importante da cabeça do paciente, tivemos que recorrer à tecnologia da neuronavegação, que facilitou a chegada ao tumor e com menos risco para o paciente”, explica o médico.

A tecnologia possibilitou, durante a punção, mostrar, em tempo real, todo o trajeto do catéter. “Com isso, foi assegurado maior precisão, redução no tempo de cirurgia, menor risco para o paciente, além de facilitar a técnica do cirurgião”, acrescenta Fernando.

Com o uso da técnica, no dia seguinte à cirurgia, a criança já estava acordada, sem dor de cabeça, conseguindo levantar-se da cama e caminhar sozinha. “Indo ao banheiro e até brincando no corredor. São coisas básicas que o menino não conseguia fazer há três meses. Agora passa a ter mais qualidade vida”, concluiu o neurocirurgião.

A DESCOBERTA

Willian Santos da Silva, pai do menino, relata que a complicação de saúde foi descoberta após o filho apresentar problemas na visão. “Iniciamos uma bateria de exames para tentar descobrir o que havia ocorrido. Até que um oftalmologista resolveu solicitar uma tomografia. Foi aí que se detectou o cisto. Fomos encaminhados para o Hospital Manoel Novaes, e o meu filho já ficou internado para uma avaliação com neurocirurgião”, conta.

O cisto da criança foi descoberto há 3 anos. “Nesse período, ele foi internado para fazer a biopsia e, em seguida, avaliações para saber qual o tratamento mais adequado. Concluiu-se que o indicado era cirurgia. Ocorre que o tumor estava numa região que não era possível a sua remoção sem o auxílio de uma determinada tecnologia. Chegou-se a fazer uma cirurgia, que possibilitou a retirada de uma parte do cisto. Mas, tempo depois, ele voltou a crescer, causando uma série de transtornos”, diz o pai.

Willian Santos lembra que, logo após a remoção parcial, a criança ficou se sentido bem, retornou para escola, passou a ter uma vida normal. Mas, nos últimos 9 meses, voltou a apresentar os mesmos problemas. “Por isso, precisou ser submetido a essa nova cirurgia. A nossa luta é para que possa ser uma criança saudável”.

Antes do tumor, o menino era muito ativo, adorava jogar futebol, participar das atividades da escola. “Mas tudo ficou muito complicado depois do diagnóstico, porque ele ficou debilitado. As nossas vidas mudaram após a descoberta da doença. Para cuidar melhor dele, eu tive que me ausentar várias vezes do trabalho”, relembra Willian. A cirurgia foi coberta pelo Plansul, e a criança já recebeu alta médica. A esperança é que tenha vida normal a partir de agora.

Secretária Lívia Mendes confere lote de fraldas entregue ao município || Foto PMI
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A Secretaria de Saúde de Itabuna anunciou que a distribuição de fraldas geriátricas a usuários do SUS será iniciada nesta quinta-feira (31), de modo gradativo. Segundo a Pasta, a demora para o fornecimento do material se deve a um atraso do fornecedor.

“Pelo cronograma, a distribuição será finalizada até o final da próxima semana, já que o atendimento aos pacientes acontecerá gradualmente”, diz trecho do comunicado da Secretaria, divulgado nesta quarta-feira (30). Conforme o texto, cabe aos responsáveis pelas unidades de saúde informar a disponibilidade das fraldas aos pacientes atendidos ou aos familiares.

Ainda de acordo com a Secretaria, o atraso do fornecimento foi pontual, decorrente de problema burocrático já solucionado.

Abertas as inscrições para 5 mil vagas de residência médica
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Estão abertas as inscrições para graduados em Medicina e em outras áreas da saúde se inscreverem no Exame Nacional de Residência (Enare) 2023/2024. São 5.096 vagas em 114 instituições do país, sendo 3.151 para a área médica e 1.945 para multi e uniprofissional. As provas serão aplicadas no dia 29 de outubro em todas as capitais e em 26 cidades-polo estratégicas, no interior do país.

As inscrições podem ser feitas até o dia 14 de setembro pelo site do Exame Nacional de Residência (Enare), que contém todas as informações, como editais, painel de vagas, cadastro de documentos e envio de laudos. Os valores das inscrições são de R$ 310, para área médica; e de R$ 195, para a área multi e uniprofissional.

Para residência médica, o candidato escolhe, no ato da inscrição, a especialidade desejada. Após a realização da prova, deverá optar pelo local onde pretende realizar a residência, conforme a pontuação alcançada.

A primeira janela de escolha fica disponível por um tempo determinado, para que cada candidato registre o local de sua preferência. As melhores pontuações se sobrepõem às menores, determinando, ao fechar a janela de escolha, quem ocupará as vagas.

AS ESPECIALIZAÇÕES

Na área médica, há vagas para residência em anestesiologia; cirurgia geral; clínica médica; dermatologia; ginecologia e obstetrícia; infectologia; medicina de família e comunidade; medicina intensiva; neurologia; oftalmologia; ortopedia e traumatologia; otorrinolaringologia; pediatria; psiquiatria; radiologia e diagnóstico por imagem.

Há vagas ainda nas áreas de ecocardiografia; endoscopia digestiva; hepatologia; medicina intensiva pediátrica; neonatologia; cardiologia; oncologia; cirurgia plástica; endocrinologia e metabologia; endoscopia; gastroenterologia; hematologia e hemoterapia; nefrologia; oncologia clínica; pneumologia; reumatologia e urologia.

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