
Não vou cometer a hipocrisia de dizer “que vença o melhor”, pois o que quero dizer mesmo é “que vença o Brasil, vamos baixar a crista dessa fúria”, com todo respeito, é claro, ao time de Casillas, Xavi e Iniesta.
1982. Copa do Mundo na Espanha. Estávamos lá, numa loucura arquitetada por mim e pelo José Adervan, representando a Rádio Clube de Itabuna, fazendo parte, como repórter, da equipe do pool formado pelas rádios Jornal do Comercio (PE), Clube (BA) e Sociedade (Feira). Foi a maior experiência de minha vida como comunicador.
A Espanha é um país notável para receber turistas e no ano anterior tinha recebido 45 milhões de visitantes, quase o dobro de sua população de 25 milhões de almas à época.
Primeiro Sevilha, cidade tradicional, católica, cheia de igrejas, mulheres pudicas andando de vespa com os vestidos amarrados, sem mostrar sequer um pedacinho de coxa. Passamos bem, dando show de bola. Depois veio a cosmopolita Barcelona. Bairrista ao extremo, pois o Catalão só olha para o próprio umbigo. Um companheiro nosso foi dizer a um motorista de táxi que catalão, basco, andaluz, era tudo uma “mierda” só e quase dá morte. Não havia em Barcelona nenhuma seta ou sinal de trânsito que indicasse a saída para a cidade vizinha (e para Madrid, nem pensar). Passada a fronteira, 50 metros adiante tinha uma seta indicando Girona.
Mas o que tinham de bairristas eram fantásticos para receber bem o visitante. Diferentemente de Sevilha, no Hotel Expo, onde ficamos, a piscina no terraço expunha a beleza de europeias, asiáticas, africanas, fazendo topless. Mas elas perderam o charme quando chegaram duas mulatas da Beija-Flor de Nilópolis. Peitinhos empinados para a alegria dos fotógrafos estrangeiros. Mas não foi por isso que perdemos a Copa para a Itália depois da lavada de alma contra a Argentina. Tínhamos a melhor seleção do planeta, mas não soubemos jogar uma decisão.
Em Barcelona escolhemos um restaurante que ficava perto do hotel para fazer as nossas refeições. De propriedade de uma família catalã, todos os garçons, cozinheiros e auxiliares eram aparentados. Quando o nosso grupo chegava, era uma festa. Entrávamos na cozinha, preparávamos comida brasileira para servir a outros fregueses e tivemos a ousadia de preparar uma sangria (bebida típica espanhola) que virou opção da casa como a melhor sangria que eles já tinham bebido.
Após a nossa derrota para a Itália cheguei sozinho ao restaurante, praticamente vazio àquela hora. Fui cercado e consolado pelos novos amigos, que tinham passado a torcer por nós após a desclassificação da Espanha. Chorei de emoção com tanto carinho e aconchego. Fizeram uma comida especial para mim e jantamos juntos umas seis pessoas (garçons, auxiliares e eu). Ao me despedir outra surpresa: o jantar era cortesia da casa.
Escrevo tudo isso, a pedidos dos amigos do Pimenta, nos momentos que antecedem a nossa partida contra os espanhóis, hoje a melhor seleção do mundo (embora não seja imbatível), decidindo a Copa das Confederações. Não há nenhum conflito de consciência. Torcerei ardentemente pelo Brasil, mas não posso deixar de lembrar de momentos tão gratificantes dos meus 50 anos de comunicação.
Não vou cometer a hipocrisia de dizer “que vença o melhor”, pois o que quero dizer mesmo é “que vença o Brasil, vamos baixar a crista dessa fúria”, com todo respeito, é claro, ao time de Casillas, Xavi e Iniesta.
Ramiro Aquino é jornalista.
Da coluna Radar (Veja)
O espaço dado pelas emissoras às manifestações superou o da cobertura da Copa das Confederações. Uma pesquisa inédita feita pelo Controle da Concorrência, especializado na análise do mercado de TV, revela que os cinco principais canais abertos dedicaram, entre 17 e 26 de junho, 138 horas aos protestos. O futebol foi assunto por 92 horas. A Band foi a única emissora a dedicar mais tempo à Copa – 56 horas. Já a Record, que praticamente ignorou a competição, foi a campeã de cobertura das manifestações (47 horas). Na líder Globo, os protestos triunfaram sobre o futebol: 33 horas contra 27 horas.
Música, futebol e uma das belas paisagens de Salvador. A junção acontece neste domingo (30) no MAM (Museu de Arte Moderna), no encerramento do projeto Outras Sonoridades, promovido pela Fundação Cultural do Estado.
Lazzo Matumbi, referência da música negra, e Marcia Castro são as atrações, além do DJ Roger N’Roll, que se apresenta na abertura e no intervalo entre os dois shows. O evento gratuito começa às 15h, mas as pulseiras para o acesso começam a ser distribuídas uma hora e meia antes. A lotação máxima é de 2,2 mil pessoas.
Às 19h, será transmitida a final da Copa das Confederações entre Brasil X Espanha. Outras Sonoridades integra o projeto Cultura em Campo, da Secretaria de Cultura do Estado. Antes do jogo, o público vai ter o privilégio de apreciar o espetacular pôr-do-sol.
A presidente Dilma Rousseff foi afetada pela expectativa do brasileiro em relação à economia e – ainda – a onda de manifestações pelo país. No intervalo de três semanas, ela despencou 21 pontos percentuais nas intenções de voto, segundo Datafolha, caindo de 51% para 30% das intenções de voto.
Marina Silva, do Rede, foi quem mais se beneficiou do momento brasileiro. Saiu de 16% para 23% das intenções de voto. Aécio Neves (PSDB) saiu de 14% para 17%. Eduardo Campos (PSB) beliscou apenas um ponto: 6% para 7%.
A pesquisa foi feita nos dias 27 e 28. Foram consultados 4.717 eleitores em 196 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Os números foram divulgados hoje pela Folha de São Paulo.
Agentes culturais de Itabuna, mobilizados pela Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc), participam na próxima semana (dias 5 e 6) da III Conferência Municipal de Cultura, que debaterá o tema “Desafios do Sistema Municipal de Cultura”.
A abertura do evento será às 19h30 de sexta-feira, 5, com palestra da professora Maria de Lourdes Netto Simões, que é representante territorial do Conselho Estadual de Cultura. No sábado, das 8 às 17 horas, na Ação Fraternal de Itabuna, haverá debate de propostas por grupos setoriais.

No Largo do Pelourinho, Ton Ton Flores, Acarajé com Camarão e Rosa Baiana. Já na Praça Tereza Batista, às 21h, tem Frutos Nordestinos e Neném do Acordeon.
Forró do Kilo e Kathia Rios se apresentam no Largo Pedro Arcanjo. Tem ainda Trio Vezeiro e Farofa D’Água no Largo Quincas Berro D’Água.
No domingo (30) nestes espaços se apresentarão Trio de Forró, Del Feliz, Zelito Miranda, Santana o Cantador, Chambinho do Acordeon, Forrozão Língua de Sogra, Lucas Matos, Forró A2, Trio Forrozão, Hugo Luna, Eu Laço e Forró de Três.
A Prefeitura de Salvador inicia nesta segunda-feira, 1º, as obras de requalificação da orla da Ribeira. Um dos pontos mais tradicionais da capital baiana, o trecho ganhará nova pavimentação, ciclovia, quiosques, iluminação cênica e um anfiteatro.
A ordem de serviço para o início das obras foi assinada neste sábado, 29, pelo prefeito ACM Neto (DEM). De acordo com a Prefeitura, o projeto está orçado em R$ 5 milhões e tem prazo de conclusão de seis meses.
ACM Neto diz que seu governo desenvolve um plano voltado ao fortalecimento econômico da Península Itapagipana, onde fica o bairro da Ribeira. Conversas nesse sentido estariam ocorrendo com representantes do comércio na localidade.
O projeto de requalificação da orla de Salvador abrange nove trechos e deverá ser concluído até o final da Copa de 2014.

Como nossos políticos têm convicção de que a memória dos brasileiros é curta, apostam nessa velha assertiva. Apostam, eles, em uma desmobilização dos manifestantes de hoje pela aceitação pura e simples das promessas apresentadas.
O atendimento aos reclames da população brasileira que ganhou as ruas ultimamente necessitam ser analisadas com mais rigor. O que parece ser uma pronta resposta aos cidadãos deixa dúvidas quanto aos prazos e recursos.
Não iremos aqui passar ao pente-fino, de pronto, até por falta de dados em mãos, até porque estamos aproveitando, neste momento, passar o tempo no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, enquanto aguardamos o voo para voltar à região Sul-baiana.
Mas, ao simples olhar nas promessas governamentais, ao que parece, de uma simples canetada, nossa presidenta da República, Dilma Rousseff, tirou o Brasil da condição de “terceiro mundista” – com status de emergente – para colocá-lo em pé de igualde, senão acima, dos países escandinavos.
Esse paraíso nunca visto na história desse país faz parte da estratégia dos ocupantes do Palácio do Planalto e seus assemelhados estaduais e municipais sempre que o “calo aperta”. Promete-se mundos e fundos, mas não se entrega a mercadoria vendidas nos meios de comunicação à sociedade.
É uma velha repetição do que prometia o beato Antônio Conselheiro para arrebanhar seguidores pela caatinga nordestina afora: “rios de leite e ribanceiras de cuscuz”. Essa promessa, pelo menos não pode ser criticada pela “falha na entrega”, haja vista a incapacidade do beato em concluir sua “terra prometida”, por incapacidade de fazer frente às armas republicanas.
Mas, voltando ao Palácio do Planalto, dá pra desconfiar do “saco de bondades” colocado à disposição dos brasileiros e brasileiras. Ora, porque esses R$ 50 bilhões não foram transformado em presentes no Orçamento da União. Mesmo que conste, essa verba não será, necessariamente investida, pois o executivo brinca com o Orçamento, não permitindo que passe a ser impositivo. Tá lá, tem que investir.
Pior, ainda, é que a contratação de pessoal para suprir as vagas na saúde e educação é bastante módica em 2013 e 2014, aumentando, de forma geométrica, a partir de 2015. Quer dizer, deixa a “bomba chiando” para os governantes que assumam nesse período, e com o risco de não ter os meios para concretizar essa ação, até por pegar a União com as “contas maquiadas”, para não fechar no vermelho.
Há quem diga que a necessidade de médicos não seja tão alarmante no Brasil. Quem não teria médicos para servir à população seria o Serviço Único de Saúde (SUS), devido aos baixíssimos salários e preços pagos aos prestadores de serviço. Sem contar que, os que estão empregados nem sempre comparecem aos postos de saúde e hospitais. É só perguntar à população e ao Ministério Público.
Gestão, a boa gestão. Essa é a palavra mais adequada para os governos se debruçarem sobre o assunto. Completar os postos de saúde e hospitais inacabados ou em péssimo estado de conservação, observar a manutenção dos equipamentos e colocar medicamentos à disposição dos pacientes. Com isso, já teríamos percorrido mais da metade do caminho. Porém essas ações não favorecem o marketing planejado pelos governantes.
Na Educação não é muito diferente. Basta acenar com um bom salário que os professores voltam à sala de aula, deixando ocupações outras, que vão desde as de atendente, recepcionistas, vendedores em casas comerciais e até garis, como já vimos matérias nos meios de comunicação. Não sei o motivo de tanta implicação com os professores.
Em Itabuna, por exemplo, do último concurso público (concurso, mesmo, e não seleção mambembe) realizado para a contratação de professores, muitos deles não se dignaram, sequer, a tomar posse, enquanto outros pediram demissão, abrindo mão de um emprego seguro, preferindo outras ocupações mais rentáveis. Basta verificar essa estatística na prefeitura.
Como nossos políticos têm convicção de que a memória dos brasileiros é curta, apostam nessa velha assertiva. Apostam, eles, em uma desmobilização dos manifestantes de hoje pela aceitação pura e simples das promessas apresentadas. Mas, pelo “andar da carruagem”, o brasileiros vêm despertando o seu lado cidadão e não se casará de voltar às ruas assim que o governantes “pisarem na bola”.
E como tem gente ruim de bola nesse Brasil
Walmir Rosário é jornalista, advogado e editor do Cia da Notícia (www.ciadanoticia.com.br).
O Itabuna garantiu classificação às semifinais da Série B do Baiano de Futebol, há pouco, ao derrotar o Astro de Feira por 3 a 0, no Estádio Luiz Viana Filho. De quebra, o time ainda garantiu a primeira posição do Grupo 2 e a melhor campanha da fase de classificação da Segundona, com 15 pontos em 8 jogos.
O placar foi aberto pelo estreante Pedrão, aos 27 minutos de jogo. No início do segundo tempo, Cleiton ampliou. 2 a 0 aos 8 minutos. Considerado xodó da torcida, Luizinho decretou números finais. Aos 39 minutos da etapa final, fez 3 a 0.
O Azulino vai enfrentar a Catuense na semifinal. O adversário classificou-se em segundo lugar do Grupo 1, com 13 pontos. Acabou garantindo a vaga por ter melhor saldo de gols do que o Camaçari. O grupo da Catuense terminou com três times com a mesma pontuação.
O jogo de ida da semifinal será no próximo domingo (7), às 16h, no Estádio Antônio Carneiro. A decisão da vaga na final será no Itabunão, no dia 14. O outro confronto será entre Galícia e Fla de Guanambi. O primeiro jogo será no sudoeste baiano, também às 16h.
COLO-COLO GOLEIA, MAS NÃO LEVA
O Colo-Colo conseguiu aplicar sonoros 5 a 0 no Jequié, no Mário Pessoa, em Ilhéus, mas não conseguiu a classificação. Dependeria de uma derrota ou empate do Itabuna, que fez a sua parte e aplicou os três no time feirense. Atualizado às 18h36min
A lista final dos aprovados no processo seletivo das secretarias da Saúde e da Assistência Social de Itabuna foi republicada e o resultado homologado pelo prefeito Claudevane Leite.
A contratação dos aprovados começa na próxima segunda (1º). Os aprovados serão convocados por meio de comunicação via email ou telefonema, segundo a coordenação desta seleção pública.
A republicação da lista foi uma das exigências do juiz titular da Vara da Fazenda Pública, Ulysses Salgado, para que a prefeitura pudesse dar continuidade às contratações dos aprovados no exame.
O Ministério Público da Bahia moveu ação de improbidade administrativa contra o prefeito Claudevane Leite, a secretária Mariana Alcântara (Administração) e a coordenadora do processo seletivo, Monaliza Matos.
O MP apontou diversas irregularidades na seleção pública. O magistrado permitiu as contratações para que o atendimento nas redes de saúde e assistência social não fosse ainda mais afetado (relembre aqui).
Confira a lista dos aprovados e a homologação aqui ou abaixo.
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O município de Teixeira de Freitas, no extremo-sul da Bahia, vai adotar o passe livre para estudantes e o passe único, segundo o prefeito João Bosco (PT), que se reuniu com integrantes do movimento “Vem pra rua, Teixeira”.
Estudantes e prefeito voltam a sentar à mesa em 1º de agosto para estabelecer critérios de concessão do passe livre. Já o passe único tem data definida para começar a valer: 1º de outubro, quando o usuário pegará até três conduções para chegar ao seu destino.
Apenas uma empresa detém a concessão do sistema de transporte no município, a Santa Clara. Segundo Bosco, contratos firmados em gestões anteriores dão exclusividade à empresa para operar o serviço até 2015. “O jeito é a gente trabalhar para que esta empresa nos atenda da melhor forma possível”, disse João Bosco.
Sete empregadores instalados na Bahia foram incluídos no cadastro nacional de empresas que exploram mão de obra em condições análogas à de trabalho escravo. A lista foi divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Da lista, constam 504 infratores em todo o país, dos quais 12 estão na Bahia. A “Lista Suja” do trabalho escravo é atualizada a cada seis meses e inclui pessoas físicas e jurídicas.
As empresas na Bahia que passaram a fazer parte do cadastro são a Fazenda Olinda S/A, em Riachão das Neves; João Carlos Burin (Fazenda Olho Mágico I), em Formosa do Rio Preto; Laercio Tagliari Bortolin (Fazenda Recreio), em Formosa do Rio Preto; Paulo Gabriel Novais Miranda (Fazenda Porto), em Bom Jesus da Lapa; Paulo Roberto Bastos Viana (Fazenda Estância), em Barra do Choça; Rocha Silva Madeireira e Construção (Serraria Rocha e Silva), em Luís Eduardo Magalhães; e Terezinha Lazarim (Fazenda Vitória), em Formosa do Rio Preto.
Clique no “leia mais”, abaixo, e confira a lista baiana e a nacional.
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As negociações em torno do possível ingresso da presidente do PT de Itabuna, Miralva Moitinho, no governo Vane, foram assunto de comentário feito pelo leitor Zelão aqui no Pimenta. Para o assíduo comentarista, o convite do prefeito Claudevane Leite à mandatária local de seu antigo partido ocorreu tardiamente.
Explica Zelão: foi tardio “porque está a expirar o mandato dela à frente do diretório municipal do PT, para o qual não deverá ser reconduzida, por já não mais atender aos caprichos do ‘glorioso’ deputado Geraldo Simões”.
O comentarista dá a entender que, sem o comando da legenda, a ida de Miralva para o governo perde completamente o sentido. “Nem mesmo os três vereadores eleitos pela coligação (dois do PT e um do PTdoB) devem seguir Miralva”, frisa.
Acerca do apoio do deputado federal Josias Gomes, que adviria da adesão miralvista, o intrépido Zelão argumenta que seria trocar “seis por meia dúzia”, numa comparação com Geraldo Simões (um detalhe que contrapõe este argumento em particular é que Geraldo não apoia a gestão municipal).
Depois de anular concurso realizado no dia 2 de junho, por conta de irregularidades, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta sexta-feira, 28, as novas datas nas quais os candidatos serão submetidos às provas. Elas irão ocorrer nos dias 1º de setembro (para os que concorrem a cargos de nível superior) e 15 de setembro (para quem disputa cargos de nível médio).
Segundo a Agência Brasil, as irregularidades detectadas no dia 2 atingiram de 2 a 3 mil candidatos em três estados. Cerca de 125 mil participam do concurso, organizado pelo Instituto Cetro.
Os candidatos que não quiserem mais participar do certame podem pedir devolução da taxa de inscrição. O requerimento deve ser apresentado de 2 a 4 de julho, no site da Cetro Concursos.

Já dizia a poeta Jane Badaró que Ilhéus é feminina, é mulher em forma de urbe, uma urbe com curvas de menina, assim sendo, o eu apaixonado, me perco no velho jogo do decifra-me e me conquiste, difícil, quase impossível. Ilhéus não é fácil, não é para amadores, não se dá por completo, não se oferece em retribuições amorosas aos que se perdem em suas entranhas sinuosas, a Ilhéus de todos nós é, no fundo, uma Ilhéus de poucos de nós, uma mulher profunda de alma atormentada e sonhos dilacerados, em dor.
Mesmo assim, nos retribui os maus tratos em forma de beleza infinita, de paisagens magníficas e encantos secretos. Como é linda ser Ilhéus, ser ilha, ser céus, ser mar e florestas, uma perfeita estética feminina, meio Terra, meio Janaína.
Não existe uma só Ilhéus, existe uma Ilhéus dentro de cada um que a ama, que a conhece, que em suas fontes bebem, que em suas curvas se perdem. Assim sendo, não se ama essa terra de uma única forma, ama-se por vezes chorando, clamando e gritando, ama-se na contradição, na expressão do verbo, no suor do trabalho, na tristeza do filho perdido, na dor dos sonhos fruídos, na ausência de carinho, mas também na paixão infinita.
Aqui, parece se odiar para amar, vê-se em seus filhos eleitos a ausência completa de amor por ti, vê-se no lixo jogado a rua, na insanidade dos mangues invadidos, nas obras tortas de mau gosto que triunfam sobre suas ruínas de passado glorioso, no desprezo das autoridades a decência de seu povo, na usura pútrida de quem imagina enganar as massas com sorrisos vazios e promessas furtivas, vê-se em verdade uma completa falta de respeito por sua feminilidade atlântica, sua essência de deusa, seu esplendor de musa, suas curvas de rainha.
Ah Ilhéus, Ilhéus… Como dói te ver triste em suas quase quinhentistas primaveras, que Deus nos perdoe, mas filhos destes vós não merecestes. Se ousar dizer que te entendo, falso seria, mas ouso compreender que na essência cumpres tua sina de mãe com desmesurada valentia.
Desejo-te com carinho que dias melhores tenhas, para historias de alegria poder contar um dia, como outros dos seus filhos já assim fizeram com enorme galhardia… Amem.
Gerson Marques é produtor.




























