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Os servidores municipais lotados na Secretaria de Saúde de Itabuna ainda não receberam o salário de janeiro, embora a prefeitura tenha se comprometido a quitá-lo na última segunda-feira, 7. O setor de saúde municipal conta com cerca de 1,8 mil servidores.

Wilmaci Oliveira, do Sindserv, vai na titela: “A categoria não agüenta mais tanta mentira desse governo que a cada dia se afunda na crise de credibilidade perante a sociedade itabunense”.

Além de não receber o salário, os servidores estão sem vale-transporte.

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Reinaldo Leão | reinalleao@gmail.com

Eles são endinheirados e têm mansões entre Serra Grande e Itacaré. Alguns têm projetos para grandes resorts e campos de golfe na APA da Lagoa Encantada. Não se interessam propriamente pela manutenção de espécies nativas da flora e da fauna deste bioma, mas exclusivamente com a fruição pedante da bela paisagem. De nariz empinado, como lhes apraz.

Os ricaços – o dono da empresa Natura, Guilherme Leal, e o presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho, estão entre eles – moram na região Sudeste e têm o privilégio de possuir mansões no sul da Bahia, destinadas ao seu descanso e lazer. Frequentam a região em finais de semana, chegando em seus jatinhos particulares e saindo rapidamente do aeroporto de Ilhéus em carros de vidro fumê. Passam “voando” por Ilhéus, sem olhar nada em volta, pois a atenção quase sempre está focada em laptops.

O que esses privilegiados conhecem da região não ultrapassa os muros de suas mansões, mas eles estão dispostos a ditar os rumos do sul da Bahia. Para isso, contam com um grupo de pseudo-ambientalistas, linha de frente de um movimento que se dispõe a fulminar o projeto do Complexo Intermodal. Eles são ricos e estão convictos de que têm poder de fogo para a empreitada.

A estratégia do Complexo do Caviar contra o Complexo Intermodal foi traçada durante uma reunião ocorrida esta semana, naturalmente em São Paulo. Foi comandada pelo ex-secretário do Meio Ambiente… de São Paulo e tinha umas 50 pessoas: mais de 40 paulistas, é claro, e uma meia dúzia de baianos cooptados. Gente muito “bem-intencionada”.

Quem defende o Intermodal pode se preparar, porque vem chumbo grosso por aí. A ofensiva tem nome de novela (“Vale Tudo”), artimanhas de novela e até artistas de novela. Gente graduada na arte de fingir emoções e sentimentos alheios irá se mostrar indignada com o Intermodal. Desconhecem o projeto, seu verdadeiro impacto e a importância de que o desenvolvimento chegue ao interior da Bahia, mas irão decorar textos comoventes, com falsas premissas, mas com o forte apelo da preservação ambiental.

Não importa se quem vive na região apoia maciçamente o projeto. Não importa que o órgão responsável pelo licenciamento esteja atento às questões ambientais, tanto que solicitou novos estudos aos responsáveis pelo empreendimento. Não importa que o projeto inclua condicionantes capazes de garantir uma preservação que hoje efetivamente não existe. Nada importa, para quem pretende trabalhar com a mistificação, o preconceito e meias-verdades, transformando a vida real em enredo de ficção. Apostam num final feliz para eles, em suas mansões nababescas, desde que a pobreza continue como sempre esteve: do lado de fora do muro e com os papéis sempre secundários nessa novela.

Reinaldo Leão é engenheiro civil e ilheense radicado no Paraná.

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Ontem, o jornal A Tarde demitiu um de seus melhores repórteres, Aguirre Peixoto, por pressão de representantes do mercado imobiliário. O fato ganhou destaque nas redes sociais e no microblog Twitter, o Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba) emitiu nota condenando a atitude do veículo impresso mais tradicional do estado e os colegas do diário soteropolitano reagiram. Farão uma assembleia nesta quarta, às 14h, para tratar do assunto.

Uma reportagem de Aguirre Peixoto em dezembro do ano passado contrariou interesses do mercado imobiliário ao denunciar irregularidades e agressões ambientais na obra de construção do Parque Tecnológico da Bahia (Tecnovia), obra executada por um grupo de construtoras e pelo governo baiano. Um dos diretores d´A Tarde entregou o cargo após o episódio.

A direção do diário de Ernesto Simões Filho ficou mal na fita ao fraquejar diante das pressões – e da pior maneira, oferecendo a cabeça do repórter como prêmio aos algozes.

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O prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo, compareceu na noite desta terça-feira, 8, a uma reunião do Rotary Clube no Palace Hotel. Foi acompanhado do secretário da Saúde, Geraldo Magela, e mais dois membros do primeiro escalão.

A reunião era tranquila e até sonolenta, como é a praxe nos encontros rotarianos. Até que um dos membros do clube quebrou a monotonia.

Antônio Nunes, ex-diretor-presidente da fundação que administra o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, acabara de ouvir lamentos do secretário Magela e decidiu fazer uma comparação entre a situação atual do Hblem e o período no qual ele dirigiu a instituição, nos idos de 2004.

O hospital recebe atualmente R$ 1,5 milhão do Governo do Estado (nenhuma outra instituição hospitalar municipal recebe tantos recursos do governo baiano) e mais R$ 300 mil da Prefeitura. Tem mais de 600 funcionários, que sofrem com o atraso dos salários. Além disso, falta tudo: de esparadrapo a tomógrafo.

Segundo Nunes, sob sua gestão o Hblem tinha a metade do número de funcionários que possui hoje e a receita mensal oscilava entre R$ 720 mil e R$ 1,2 milhão. “Não recebíamos nem uma agulha do Governo do Estado, que à época (comandado pelo carlista Paulo Souto) retaliava Itabuna (então governada pelo PT)”.

O ex-diretor-presidente do Base lembrou também que o hospital, a despeito de todas as dificuldades existentes hoje, aumentou o número de diretores e ainda elevou seus salários. Nunes, por exemplo, recebia R$ 4,2 mil, enquanto o cargo equivalente fatura atualmente R$ 9 mil.

Com o dobro de funcionários e transformado em cabide de emprego para apadrinhados políticos, fica difícil vislumbrar uma solução para o Hblem. E chega a ser até mesmo imoral mandar mais dinheiro para a entidade, caso ela continue a ser adminstrada da maneira como é hoje.

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Um balanço da Diretoria Regional de Educação em Ilhéus (Direc 6) revela que ainda existem 2.117 vagas na rede estadual de ensino no município, embora o ano letivo tenha começado na segunda (7). As vagas existentes são para o Ensino Fundamental, o Médio e o Técnico.

São 420 vagas do Ensino Médio no Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, 320 vagas nos cursos de eletromecânica e gestão logística no Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP), 200 vagas no Colégio Estadual do Basílio no Ensino Fundamental e Médio e 450 na Escola Antônio Sá Pereira (Ensino Médio).

O Colégio Fábio Araripe oferece 410 vagas no Fundamental e Médio. Outras 117 vagas do Ensino Fundamental são oferecidas pelo Eduardo Catalão. O Colégio Padre Luiz Palmeira ainda dispõe de 200 vagas do Ensino Médio.

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EM PRIMEIRA MÃO

O Governo Estadual declarou de utilidade pública para fins de desapropriação 94 propriedades rurais entre Itapé, Itaju do Colônia e Jussari, no sul da Bahia. A área envolvida destina-se à construção da barragem que garantirá, por pelo menos 50 anos, o abastecimento d´água de Itabuna.

De acordo com o decreto assinado pelo governador Jaques Wagner e os secretários Eva Chiavon (Casa Civil) e Eugênio Spengler (Meio Ambiente), são 36,8 milhões de metros quadrados de área a ser desapropriada. O decreto foi publicado na edição desta quarta (9) do Diário Oficial do Estado.

A barragem tem assegurados cerca de R$ 36 milhões da segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC II. Os atos de desapropriações e indenizações de terras serão tocados pela Companhia de Engenharia Ambiental da Bahia (Cerb).

A obra já recebeu cerca de R$ 30 milhões desde 2007 para a captação de água, mas parte do dinheiro foi desviada para obras de ampliação do sistema de distribuição. Foi necessário o governo baiano correr atrás de mais recursos para a obra, assegurando os R$ 30 milhões.

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Funcionários que trabalham no Anexo das Secretarias, prédio de seis andares que fica ao lado da sede da Prefeitura de Ilhéus, foram incluídos em um programa involuntário de esforço físico. É que o elevador do edifício quebrou e, agora, é necessário utilizar a escada.

Nos corredores da Prefeitura, a informação é de que o defeito já poderia ter sido consertado, não fosse por um pequeno detalhe: o governo municipal está inadimplente com a empresa que faz a manutenção do equipamento.

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A falta de conservação das vias públicas de Itabuna é algo que realmente dá a impressão de que a cidade não tem governo. Exemplo pronto e acabado (mas muito acabado mesmo) é o da Rua Joana Angélica, no bairro Santo Antônio.

Trata-se de uma ladeira sem pavimentação, onde há muito tempo não passa uma máquina nem se coloca um metro de cascalho. Resultado: muitos buracos, dificuldade para transitar e canos da rede de água à mostra. Um morador reclama de que, até para colocar o carro na garagem, é uma “batalha” todos os dias.

Nem precisa dizer que o governo municipal já foi informado sobre esse descaso, mas manteve a postura de costume. Ou seja, não fez nada.

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Três membros de uma quadrilha que planejava assaltar uma agência bancária de Itajuípe,  no sul da Bahia, morreram em confronto com a polícia. A operação mobilizou 30 homens da Coordenadoria de Ações Especiais (COE) e das polícias de Ilhéus e Itabuna. Morreram Joilson da Silva, Antônio Raimundo das Neves e Rinaldo Valença.

Município alvo da quadrilha, Itajuípe possui agências do Banco do Brasil e do Bradesco. O trio estava escondido numa casa no balneário de Serra Grande, município de Uruçuca. Um dos mortos, Reinaldo Valença é um velho conhecido da polícia. Ele participou do assassinato do delegado Clayton Leão, em maio de 2010, na estrada da Cascalheira, em Camaçari, região metropolitana, e assumiu ter efetuado os dois disparos fatais contra o policial. O assaltante havia fugido da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), em Salvador, em agosto do ano passado.

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Vice-presidente da Bamin falou sobre o Mina de Talentos e a expectativa sobre a licença do porto (foto Clovis Torres)

A empresa Bahia Mineração (Bamin), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), lançou nesta terça-feira, 8, em Ilhéus, o programa Mina de Talentos. Com ele, a proposta é capacitar 6,5 mil pessoas e absorvê-las nas fases de construção e operação do porto e da mina do projeto Pedra de Ferro.

O centro de formação de Ilhéus funcionará no Centro Estadual de Educação Profissional, no bairro do Malhado, e atenderá também moradores de Itabuna, Uruçuca e Itacaré. Outros centros serão instalados nas cidades de Caetité, Pindaí, Malhada e Guanambi, área da mina da Bamin na região sudoeste do Estado.

Segundo o gerente de RH da empresa, Mauro Barbosa, a intenção é contratar, pelo menos, 60% da mão-de-obra da Bamin nas próprias regiões onde ela irá atuar.

O vice-presidente executivo Clovis Torres concedeu coletiva à imprensa logo após o lançamento do Mina de Talentos. Perguntado sobre a licença ambiental do terminal marítimo da Bamin em Ilhéus, ele afirmou que a expectativa é de que a autorização saia em dois ou três meses.

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Cerca de dez homens fortemente armados assaltaram a agência do Banco do Brasil da cidade de Presidente Tancredo Neves, a 251 km de Salvador, na manhã desta terça-feira (8). Durante a ação, o gerente do banco foi baleado no pé e levado para o hospital da cidade. Ele não corre risco de morrer.

Comerciantes informaram que a quadrilha de assaltantes chegou a cidade por volta das 10h, em três carros – um Fox, uma Strada e uma Saveiro. Eles chegaram realizando disparos e provocando pânico entre os moradores. O assalto ao banco durou cerca de 40 minutos.

Além do gerente do banco, outro funcionário foi usado como refém. Eles foram liberados num distrito de Tancredo Neves. Os carros usados na ação foram incendiados, segundo o Correio.

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Da coluna Tempo Presente (A Tarde):

O superintendente do Ibama na Bahia, Célio Costa Pinto, negou ontem que o órgão tenha negado licença para a instalação do Porto Sul na Ponta da Tulha, em Ilhéus.

Segundo ele, o processo segue o seu curso normal, em Brasília, e, numa análise técnica preliminar, foram solicitadas algumas readequações à Bahia Mineração (Bamin): – O Ibama aguarda a resposta para ter novo posicionamento. Mas tudo corre normal.

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Câmara analisa PEC contra farra dos "deputados de verão".

O deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ) apresentou proposta de emenda constitucional que, se aprovada, acaba com a farra de posse de suplentes em pleno recesso parlamentar. A medida valeria para senadores, deputados federais, estaduais, distritais e vereadores.

Os suplentes assumem, não trabalham, mas recebem salários e verbas de gabinete. Muitos deles ocupam vagas de titulares que deixam o legislativo para ocupar cargo no Executivo. Neste ano, os “deputados de verão” custaram, aproximadamente, R$ 5 milhões.

A exceção da PEC, conforme a proposta de Leite, é para quando ocorrerem as convocações extraordinárias. Como são criativos os nossos políticos, é possível que sempre desencavem uma extraordinária para justificar o “embolso”. A proposta será submetida à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, para começar a tramitar se não for julgada inconstitucional.

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A terça-feira começa agitada em Itabuna com o registro de dois homicídios. Um homem levou quatro tiro,s no início da manhã, na estrada do Serrado. A polícia ainda não conseguiu identificar a vítima.

Há pouco, por volta das 11h30min, Isaías Lima da Silva, vulgo “Mudo”, foi assassinado com um tiro na nuca. O crime ocorreu na rua São Francisco. “Mudo” tinha várias passagens pelo Complexo Policial pela prática de assaltos e arrombamentos. Só em 2011, ocorreram 30 assassinatos no município.

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Sádia será ouvida pela corregedoria do TJ (Foto A Região).

A justiça ouve nesta terça-feira, no Presídio Feminino, em Salvador, a escrivã Sádia Consuelo Cândido Pitanga. Ela foi presa em outubro do ano passado na “Operação Themis”, que desarticulou quadrilhas de traficantes que agiam no sul da Bahia.

A serventuária é acusada de receber propina para favorecer traficantes. Sádia era escrivã da Vara do Júri e Execuções Penais de Itabuna e, segundo o Ministério Público Estadual, conseguia transferir e liberar ilegalmente presos da Justiça.

Ela também é suspeita de interferir nos trâmites processuais para atrasar o andamento dos processos para beneficiar os clientes do advogado Bruno Daneu Halla, de Ilhéus. Ele chegou a ser preso, mas acabou liberado.

Sádia Pitanga será ouvida pelo juiz corregedor do Tribunal de Justiça da Bahia, Oswaldo de Almeida Bomfim, que apura denúncias contra a escrivã em três processos administrativos. As informações são d´A Região.