A Secretaria de Transportes e Trânsito de Ilhéus está arrecadando os tubos com as infrações registradas pela fiscalização eletrônica. Os “pardais” estão instalados nas avenidas Itabuna e Lomanto Júnior, além da via principal do bairro Savóia, que dá acesso ao Distrito Industrial e às praias da zona norte.
Acontece que a preocupação em coibir o excesso de velocidade, e faturar, não se revela de igual modo quando se trata de conservar as ruas em bom estado. Tanto as fiscalizadas como muitas outras encontram-se em petição de miséria. O que leva o cidadão a questionar sobre o destino dos recursos auferidos com as multas…
O que parece ser uma boa ação da Prefeitura de Itabuna vai custar o padecimento de muitos pais de família. Por meio de convênio com a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, o governo municipal contratará internos do Conjunto Penal para o serviço de varrição de rua. Sem dúvida, uma excelente iniciativa em prol da inclusão social dos detentos. Mas… Como diz o ditado, “o diabo mora nos detalhes”.
Segundo fonte do Pimenta, no bojo do convênio um poderoso secretário do poder público municipal (o que dizem ser o prefeito de fato) beneficiará a empresa de um amigo. E a “bondade” já está tendo outro péssimo efeito colateral: os atuais funcionários da varrição serão demitidos.
É “filantropia” pura!
O Itabuna Esporte Clube participará da Copa São Paulo de Futebol Júnior, que acontece em janeiro do ano que vem, mas a presença da equipe na competição não será bem do jeito que a torcida gostaria.
Segundo informações do meio da cartolagem, o presidente do Itabuna, Ricardo Xavier, vendeu a participação do clube a um empresário maranhense, que deseja vestir uma equipe daquele Estado com as cores do time sul-baiano. O negócio, de acordo com os rumores, gira em torno de R$ 80 mil, mas o Itabuna diz que está recebendo apenas R$ 25 mil nessa transação.
O time da terra do babaçu jogará com o uniforme e o nome do Azulino, mas não terá absolutamente nenhum vínculo com a cidade. Será uma espécie de “Itabuna do Paraguai”, só que do Maranhão…
A reportagem do Pimenta tentou entrar em contato com Xavier por celular, mas não conseguiu. Um diretor do Itabuna informou que o negócio realmente foi fechado com uma equipe maranhense, chamada Marília, e o Azulino entrará na parceria com o nome e seis atletas. Outros 19 serão da equipe que entra com a grana.

Ninguém sabe, ninguém viu, nem se imagina como um projeto pode sumir assim de repente.
Diante da situação inusitada, os presentes à sessão riram desconfiados. E há quem aposte em algum acerto para jogar água fria na fervura do legislativo municipal. Ou seja, uma mão pode lavar a outra… Na lama!
Depois de sete tentativas, o prédio do Hospital e Maternidade Santa Isabel, de Ilhéus, vai a novo leilão amanhã, às 8h30min. O pregão acontece no auditório da Justiça do Trabalho em Itabuna e o imóvel está avaliado em R$ 3 milhões.
O valor do lance será dividido entre os mais de 100 antigos funcionários do hospital ilheense. O leilão foi possível após audiências dos advogados Davi Pedreira, Fred Gedeon e Carlos Nunes no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-5), no último dia 9, em Salvador. Os advogados apresentaram à Justiça possível comprador para o imóvel. Das outras vezes, a venda não saiu por falta de interessados.

Pascoal concedeu uma entrevista ao PIMENTA. Ao se defender, disse que existe um grupo que está “armando” contra ele. Diz que o material de construção apreendido lhe pertence. Ou foi comprado por ele ou é fruto de doação, feita há mais de 60 dias. As notas de doação e fiscal o desmentem, pois foram emitidas há menos de 30 dias. Acompanhe a entrevista em que sobrou até para o secretário de Administração, Gilson Nascimento.
O sr. é acusado de desvio de material. Como o sr. explica essa situação?
O material é meu e provo isso com as notas. Não tinha bloco em cima de caminhão. Havia pedaço de bloco que foi doado a mim. Há mais de 60 dias que esse material estava guardado.
Como o sr. explica um caminhão guardado na prefeitura, mesmo pertencendo a particulares?
Esse caminhão não é da prefeitura. Ele presta serviços [ao município]. No fim de semana, ele estava disponível. Eu carreguei o caminhão [na ADEI] porque o motorista não tinha como guardar na casa dele. De manhã, carregamos o veículo e o motorista viajou.
E aí acontece a prisão.
É. Meia hora depois eu tô sabendo que o caminhão foi apreendido. Mas eu estava com as notas. O pessoal foi preso injustamente. As pessoas não tinham nada a ver, estavam apenas ajudando. Eram três pessoas, exclusive (sic) um de menor.
Eu considero isso uma ação criminosa e irresponsável. Tenho certeza que o relatório não terá nada que me comprometa.
Houve armação?
Se eles dizem que estavam me investigando, eu considero isso uma ação criminosa e irresponsável de quem provocou. Tenho certeza que o relatório não terá nada que me comprometa, pois sempre honrei o meu nome. Não tem nota fiscal nenhuma que prova que a prefeitura mandou pra lá.
O senhor fala em armação, mas quem teria o interesse de prejudicá-lo?
Eu não posso citar nomes, porque eu não tenho provas.
Existe disputa entre o senhor e o secretário de Obras, Fernando Vita?
Não. Eu sempre me dei bem com o secretário. A imprensa está aí dizendo que isso tem a participação do secretário Gilson. Eu quase fico sem acreditar porque a minha relação com ele é muito boa.
Como assim?
Todos os pedidos que o secretário fez a mim, eu atendi. Eu tenho bilhetes lá, assinados por ele, com pedidos de materiais fabricados nessa marcenaria comunitária. Eu quero que essas pessoas prova (sic) que a prefeitura comprou material e colocou lá.
Meu salário é de R$ 3 mil. Eles ganham muito mais do que eu e ficam colocando essa imagem triste em cima do cidadão.
Então, o sr. seria inocente?
Eu tenho consciência de que eu não fiz nada de errado. Meu salário é de R$ 3 mil. Eles ganham muito mais do que eu e ficam colocando essa imagem triste em cima do cidadão. Sábado, se eu vou na delegacia, eu seria até preso. Eu sou inocente. Falo isso com muita consciência.
O material apreendido era todo para a casa de praia?
Não era ainda para concluir, mas para fazer três paredes para cobrir [a casa na zona norte de Ilhéus]. Num canteiro, eu tenho telha e material usado para fazer cobertura para ver se eu posso rebocar e passar o final de ano lá.
O sr. citou o nome do secretário Gilson. O sr. acha que ele tem participação nesse caso?
Não posso confirmar, até pela relação que nós sempre teve (sic). Eu acho um absurdo que Gilson tenha planejado isso. A Justiça vai apurar. Se foi ele, ele vai ter que pagar o preço. Eu confirmo que a ação foi irresponsável, criminosa. A imprensa tá dizendo que foi ele quem fez a açaão. Eu não quero acreditar nisso.
O senhor teve algum contato com o secretário após o episódio?
Não. Eu não quis me manifestar. A gente nesse momento fica muito abatido, abalado.
O senhor se reuniu a portas fechadas com o prefeito. Qual foi o teor dessa conversa?
Eu falei com ele por telefone. Ele falou que eu estava afastado do canteiro (ADEI) e disse que depois da apuração a gente conversaria. Ele é o gestor e tem que apurar mesmo. Eu tenho certeza que a verdade vai prevalecer.
O secretário [Vita] deu entrevista dizendo que a [obra da] Cinquentenário não tinha nada a ver com ele. O secretário abandonou a obra.
O senhor era tido por Azevedo como um homem de confiança. Com essa denúncia, como é que o prefeito está lhe vendo nesse momento?
A colocação não é bem essa. O prefeito entendeu no cidadão Pascoal o profissional cuidadoso e dedicado. Ele me deu condição de trabalho. Para você ter ideia, o secretário [Fernando Vita, da Sedur] deu entrevista dizendo que a [obra de revitalização da avenida do] Cinquentenário não tinha nada a ver com ele. O secretário abandonou a obra. Eu e minha equipe assumimos a obra. Pascoal é o homem de ação do prefeito. Enquanto alguns secretários iam descansar, Pascoal estava na rua.
O senhor acha que retorna ao cargo?
Quem põe a mão no arado não pode olhar para trás, tem que olhar pra frente. Voltar ou não vai depender do prefeito.
Mesmo sendo investigado há quatro meses, o senhor sustenta que é inocente?
Essa coisa de que eu estava sendo investigado… Como é que vai investigar um homem que está no campo acompanhando “pião”? Isso é mais uma versão para criar uma nova armação. Isso não procede.

Como o senhor vê as afirmações do diretor de Obras?
O Pascoal foi correto em dizer que não existia investigação anterior. A denúncia chegou a mim. No dia anterior, um grupo de funcionários procurou Marcos Magalhães (Chefe da Iluminação). Então, investigamos a partir daí. Comprovamos a saída do caminhão até a entrada da cidade. E eu fui informado depois quando o caminhão estava na delegacia. Levei ao conhecimento do prefeito, que tomou as medidas, como o afastamento.
É correto depositar material particular em área da prefeitura?
Não é correto. Aí é misturar o público com o privado. Se ele diz que o material é dele e está comprovando que o material é dele, não pode. E por isso suscita dúvidas se o material é dele ou não. O relatório do caso está pronto.
E agora, Pascoal será exonerado ou volta ao cargo?
Como o prefeito já afastou, vai aguardar a conclusão do inquérito. Se for culpado, automaticamente será exonerado. Se não, retorna ao cargo.
A casa de tolerância em que transformaram a Secretaria da Saúde de Ilhéus (que o médico Jorge Arouca consiga mudar o cenário!) venceu a memória do Pimenta. Listamos 11 secretários em cinco anos e logo apareceu um leitor, que se lembrou do médico Juliano Mattos. Agora, o amigo Gugu Hoisel traz à tona outro personagem que também se hospedou na Secretaria de alta rotatividade. Trata-se da contabilista Eliane Oliveira, que veio de Feira de Santana e passou curta temporada na pasta.
Treze é demais!
Segundo dados do Governo da Bahia, o estado tem 100 mil pescadores atuando na informalidade. Iniciar um movimento para reverter esse quadro é um dos objetivos do I Seminário sobre Comercialização do Pescado, que a Secretaria Extraordinária da Indústria Naval e Portuária promove a partir desta terça-feira, 23.
O evento tem parceria com o Ibama e será realizado no Senai/Cimatec, em Salvador, a partir das 9 horas, prosseguindo na parte da tarde e na quarta-feira, 24. Também estarão sob análise a qualidade e as condições sanitárias do pescado, legislação ambiental, programa de fomento ao empreendedorismo, entre outros temas.
A Bahia é o terceiro maior produtor de pescado do Brasil e é o estado que mais cresceu neste setor nos últimos três anos, com um incremento de 57%. Mas a necessidade de organização é vista como prioritária pelo governo.
Cerca de 400 agentes de saúde e servidores municipais foram às ruas nesta segunda-feira, 22, para pressionar o governo a repassar o salário acordado em audiência com o Ministério Público do Trabalho, quando o prefeito Capitão Azevedo (DEM) se comprometeu a pagar R$ 714,00 aos agentes de saúde. O valor é repassado pelo governo federal, mas só parte chega ao bolso dos servidores.
Daqui a pouco, às 17h, deverá acontecer mais uma reunião da Mesa Permanente de Negociações. Caso o governo não resolva pendências como corte de gratificações, horas extras e adicionais, os servidores ameaçam deflagrar greve por tempo indeterminado. Na semana passada, Azevedo já sinalizava que não havia dinheiro para honrar compromissos firmados em audiência no Ministério Público do Trabalho.
O eletricista Renê Sampaio da Silva, 39, corre risco de morte após ter sofrido acidente ontem, às 18h50min, no quilômetro 22 da BA-001, trecho Ilhéus-Serra Grande. O carro que ele dirigia, uma VW Parati (placas CEP-1670), saiu da pista e capotou, deixando-o em estado grave.
O carona Alek Sena Moura, 38, foi atendido por uma equipe do Samu 192 e também foi levado para o Hospital Geral Luiz Viana Filho, mas não resistiu aos ferimentos.
O final de semana foi violento nas estradas que cortam o sul da Bahia. Ontem, o motociclista Rosivaldo dos Santos Anjos, 41, morreu ao tentar ultrapassar uma carreta na Curva do Cassemiro, quilômetro 535 da BR-101, trecho Buerarema-São José da Vitória.
Rosivaldo pilotava uma moto Suzuki 125, placa JRU-9406. A colisão foi contra uma Scania T-120, placas GUI 2463, dirigida por Kleber de Souza, 37, que saiu ileso. Kleber conta que Rosivaldo tentou ultrapassar um caminhão na curva.
A carreta com a qual a moto colidiu estava carregada de pó de pedra, transportado do Espírito Santo para Salvador. De acordo com as polícias rodoviárias Estadual e Federal, foram 12 acidentes em estradas da região, dos quais nove ocorreram em vias estaduais. Informações do repórter Costa Filho, da rádio Jornal.
Atualizado às 13h36min
O atento leitor Pedro Paulo observou uma falha em nossa escalação dos 11 nomes convocados para a Secretaria da Saúde de Ilhéus nos últimos cinco anos. A bem da verdade, não foram 11, mas 12.
Lamentavelmente, o Pimenta esqueceu do médico Juliano Matos, que também comandou a pasta.
Nossas desculpas.
O Corpo de Bombeiros de Ilhéus se defendeu da crítica sobre sua atuação no combate ao incêndio na Unicoba. Testemunhas chegaram a dizer que os “soldados do fogo” chegaram atrasados e, por isso, não conseguiram evitar a destruição total do galpão da indústria.
Não é essa a versão dos bombeiros.
Segundo a corporação, o problema é que não existe um hidrante sequer no Distrito Industrial de Ilhéus e os bombeiros tiveram que fazer seguidas viagens para reabastecer o tanque da viatura e aí não deu para fazer muita coisa.
O Jornal Bahia Online fez um levantamento sobre a situação dos hidrantes na Terra da Gabriela. Existem nove equipamentos na cidade e quatro deles estão quebrados. Até mesmo o que funciona em frente ao Corpo de Bombeiros encontra-se com problemas.
Em resumo, é fogo!
Clovis Loiola, presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, tem feito o jogo de governo e oposição na tentativa de se salvar. Ele já assinou documento oficial dando início à transição da próxima Mesa Diretora do legislativo e surpreendeu ao aparecer no jornal Agora afirmando que os “malfeitos” na Câmara somam R$ 5,5 milhões.
Indo mais além, prometeu arrastar mais colegas para o “olho do furacão” caso perca o mandato de vereador. “Todo mundo tem culpa no cartório”. Loiola foi apontado pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) como o piloto de um esquema que teria desviado cerca de R$ 1 milhão por meio de empréstimos consignados, empresas fantasmas e verba publicitária.























