Depois de aparecer na mídia pela realização de uma obra com supostas agressões à natureza em uma Área de Proteção Ambiental em Itacaré, o empresário Guilherme Leal, dono da fabricante de cosméticos Natura, está novamente na mira do Ibama.
Leal é acusado de biopirataria e levou uma multa R$ 21 milhões. Segundo o Ibama, a Natura deve responder por acessos à biodiversidade supostamente irregulares. A empresa tem até o dia 24 deste mês para recorrer da multa.
O empresário foi candidato a vice-presidente na chapa da senadora Marina Silva (PV) e também o maior doador da campanha da ex-presidenciável, com R$ 11,9 milhões oficialmente declarados ao TSE. Leal é apontado pela revista Forbes como um dos homens mais ricos do Brasil.
Marco Wense
A onda contrária ao retorno da CPMF é alimentada pela dúvida em relação aos milhões de reais que serão arrecadados, já que existe a “promessa” de que todo o din-din é para o sistema de saúde.
Se houvesse a certeza (100%) de que a contribuição seria direcionada para a melhora da saúde pública, com uma implacável fiscalização, punindo severamente os responsáveis por qualquer desvio, a defesa da CPMF seria inabalável.
Ninguém, pelo menos em sã consciência, seja capitalista, comunista, socialista, direita, esquerda, iria questionar uma iniciativa do governo para amenizar o sofrimento dos mais pobres.
Quanto ao aspecto político, mais especificamente da política partidária, os tucanos, exercendo o democrático exercício oposicionista, criticam a presidenta eleita Dilma Rousseff, que na campanha era contra qualquer tipo de imposto e, agora, defende a volta da CPMF.
Vale lembrar que o mais árduo defensor da ressurreição do imposto sobre o cheque é o governador eleito de Minas, o tucano Antonio Anastasia, que não tomaria essa posição sem antes consultar Aécio Neves, seu criador e principal liderança do PSDB (2).
Geraldo Alckmin, eleito governador de São Paulo, figura de destaque do PSDB (1), só é contra a CPMF quando é questionado por jornalistas. Mas, nos bastidores, longe dos holofotes, é também um entusiasmado defensor.
Para acabar com o disse-me disse, que fulano é contra ou favor, fica a seguinte sugestão: quem é contra, diz logo de público e não aceita um tostão. Quem é favor, assume um eventual desgaste.
O que não pode é essa demagogia, essa tapeação assentada em posições dúbias, sendo, concomitantemente, a favor e contra a CPMF. Pela manhã, CPMF mais nunca. Na calada da noite, CPMF já.
METAMORFOSE
Os tucanos, tanto do PSDB (1) como do PSDB (2), estão sobressaltados com o Lula pós-eleição. Os petistas, por sua vez, estão espantados com o José Serra depois do término da campanha eleitoral.
Durante a campanha presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva pregava o “extermínio” da oposição. Os oposicionistas ficaram tiriricas da vida com o petista-mor. Agora, Lula defende que a oposição e o governo “respeitem-se mutuamente e divirjam de forma madura e civilizada”.
Já José Serra, que segundo FHC tem uns demônios que nem ele mesmo consegue controlar, diz agora que Lula “pratica um populismo cambial”, “o governo é populista de direita na área econômica” e o país vive um “processo claro de desindustrialização”.
O José Serra de ontem, além de colocar a imagem de Lula no seu programa no horário eleitoral gratuito, dizia com todas as letras, em alto e bom som, que “Lula estava acima do bem e do mal”.
Lula, como uma espécie de Deus na terra, não partiu da então candidata e companheira Dilma Rousseff. O tucano José Serra, assombrado com a popularidade do petista, se encarregou de colocá-lo acima do bem e do mal.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

Parte do teto de uma das enfermarias do Hospital Calixto Midlej Filho desabou por volta das 3 horas da manhã deste domingo (14). Ocorreu um princípio de pânico, mas não houve feridos.
O acidente aconteceu na enfermaria Francisco Ferreira, conforme relatos de funcionários, sendo o segundo desabamento nesta mesma ala. O primeiro foi registrado no dia 13 de abril do ano passado.
Funcionários do Calixto Midlej acreditam que a causa do desabamento pode ter sido a forte chuva do final de noite de sábado e madrugada deste domingo.
“O teto estava em condições precárias, apesar do desabamento ocorrido no ano passado”, assinala um funcionário que não se identifica, segundo ele, por causa do clima de perseguição na Santa Casa de Misericórdia de Itabuna.

A pouco mais de 45 dias de passar o bastão para a sua sucessora, Dilma Rousseff, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acaba de virar personagem de história em quadrinhos. Sua biografia em HQ foi lançada pela editora Sarandi e é o primeiro número de uma série sobre personalidades que marcaram o Brasil.
“Luiz Inácio Brasileiro da Silva” (esse é o título da história) transcorre em flash back, começando com a cúpula do G-20 em 2009, quando o presidente norte-americano Barack Obama saudou Lula como “o cara”. Deste ponto, o “retrovisor” conta toda a trajetória do líder mais popular da história do Brasil, que nasceu em uma família humilde do interior de Pernambuco, seguiu para o Sudeste num “pau-de-arara”, até virar torneiro mecânico, sindicalista, fundador do Partido dos Trabalhadores e, após três tentativas frustradas, presidente da República em 2002.
Lula deixará o governo com uma aprovação superior a 80%, algo inédito na história do Brasil.
JORNALISMO NO TEMPO EM QUE SE SONHAVA
Em outros tempos e costumes, o jornalismo era praticado como uma espécie de sacerdócio (o termo foi mais comumente usado para os professores e vai aqui empregado por falta de outro mais adequado). Habitadas por poetas e boêmios, as redações muito diferiam de hoje, pois tinham poucos “profissionais” e muitos sonhadores. Era a época do revisor (que escoimava o texto de eventuais solecismos) e do copidesque (garantia de que o texto saisse da oficina sem um defeito). Mas o meu preferido nessa fauna sempre foi o mancheteiro, o cara que fazia as manchetes.
RAPIDEZ, CRIATIVIDADE, PODER DE SÍNTESE
Fazer boas manchetes não é fácil: exige do redator poder de síntese, rapidez e criatividade, dizer o que precisa num espaço limitado (a quantidade de toques) – e fazer isto tudo sob pressão do tempo, pois a gráfica está gritando que é hora de fechar. O jornalista Wilson Ibiapina reuniu algumas jóias de craques na complicada arte das manchetes. Uma de Felizardo Montalverne (chefe de redação do Correio do Ceará): “Todo fumante morre de câncer, se outra doença não o matar primeiro”. No Rio, O Dia teve um dos mais famosos mancheteiros de nossa imprensa: Santa Cruz. Vejamos alguns casos, a seguir.JÂNIO EM CAMPANHA: DA FARSA À COMÉDIA
Sobre a mulher traída que castrou o marido: “Cortou o mal pela raiz”; ao padre prefeito que autorizou o aumento do preço da carne: “Padre não resiste à tentação da carne”. É comum que suicidas se joguem da ponte Rio-Niterói, mas o delegado Almir Pereira preferiu dar um tiro na cabeça, e A Notícia viu assim o tresloucado gesto: “Atirou em vez de se atirar”. Jânio (foto) volta do exterior em 1962 e desfila num bonde de Vila Maria, em São Paulo, com boné de motorneiro. A manchete da Última Hora foi “Jânio Quadros: da farsa da renúncia à comédia da volta”. É a minha preferida.MORRO DESMORONA SOBRE CANDIDATA DO PT
Os grandes jornais, perdida a antiga verve, se nivelam em falta de graça. Os regionais tratam o leitor como se criatividade fosse artigo proibido nas redações. Duas manchetes ilustram bem os dois casos: o JB (recentemente falecido), em 10/2/2010, ao anunciar a vitória da Beija-Flor, exaltou a segunda colocada: “Tijuca, inovadora intrusa no reino da Beija-Flor”; o Agora (de Itabuna), em 27/10/2010: “Serra esmaga Dilma em debate da Record”. Da primeira, nada se entende. A segunda nos faz pensar que uma serra (ou um morro) deslizou sobre o estúdio da tevê, levando a presidenta desta para melhor.TROCADILHO: UMA “FEBRE” RECIDIVANTE
No começo do século XX, o trocadilho (do francês jeu de mots = jogo de palavras) era quase uma febre. Depois, como toda moda, perdeu o encanto e passou até a ser considerado coisa de mau gosto, subliteratura. Pois eu o acho estimulante, desde que feito com inteligência e oportunidade. A política, bom campo para esse exercício, me traz à memória três casos: 1) Getúlio Vargas, dito “Pai dos pobres”, foi chamado por um opositor de “Mãe dos ricos”; 2) à divisa integralista “Deus, Pátria e Família”, o Barão de Itararé (foto) respondeu no seu A Manha com “Adeus, Pátria e Família”; 3) em final de campanha, Dilma surpreendeu, ao dizer: “a oposição está de serra abaixo”.
ANTÔNIO VIEIRA (O PADRE) ERA DO RAMO
Trocadilhos, versos mordazes, críticas candentes aos costumes da época (sobretudo aos políticos) fizeram a fama do mais perverso dos trocadilhistas brasileiros, Emílio de Menezes. Tal gênero também foi cultivado, pasmem, pelo circunspecto padre Antônio Vieira. É de sua lavra a frase “Com tais premissas ele sem dúvida leva-nos às primícias”. De Emílio (que atirou seu veneno sobre Ruy Barbosa, a Academia Brasileira de Letras e quem mais estivesse próximo) todos sabem pelo menos um dito espirituoso, pois eles existem à mancheia no livro clássico Emílio de Menezes, o último boêmio (Raimundo de Menezes/1949, Coleção Saraiva, só disponível nos melhores sebos).ALBERTO HOISEL, O SATÍRICO DA REGIÃO
Deixando de lado os nacionalmente famosos, não resisto a citar alguns calembures da lavra do satírico ilheense Alberto Hoisel, do livro Solo de Trombone (Antônio Lopes/2001, disponível na Editus/Uesc). Sobre o advogado Tandick Rezende, baixinho (pouco mais de 1,50 m), parceiro de cerveja, Hoisel deu a sentença: “Ele bebe para ficar alto”; quando o ascensorista o avisou de que o elevador do Banco Econômico estava “quebrado”, ele se deu por feliz: “Ainda bem que não foi o banco”; o atraso no noticiário do Diário da Tarde ele analisou assim: “Com vocação vitalícia/ Para a imprensa sem alarde/ Até a própria notícia/ Nosso diário dá…tarde!”.TROCADILHISTA QUE NÃO TROCA DE LISTA
A quadrinha satírica tem no trocadilho uma ajuda decisiva para sua força, graça e maldade, como mostra o satírico ilheense. Certo Nacib definiu Alberto como “um dos maiores trocadilhistas do país” e ele fez sua profissão de fé integralista ao responder ao elogio: “Se a exceção foge à regra,/ Nacib que tenha em vista:/ Este é um que a lista integra/ E nunca troca de lista”. Ou, escrita num guardanapo na boate Night and Day (Rio de Janeiro), homenagem ao jornalista Fernando Leite Mendes (na foto, ao microfone), seu companheiro de mesa: “Lei! Tu sempre foste errada,/Por isso ninguém te entende…/E sem que faça piada/Eu te digo: ´Lei, te emendes!´”.ELIS SE ACHAVA A PRÓPRIA LIZA MINELLI
Procuro no Google e não encontro (prova de que nada é perfeito) este causo envolvendo Elis Regina e o (dentre outras coisas) produtor musical Luiz Carlos Miéle. Então, vamos à memória: a cantora, recém-chegada de Porto Alegre, novinha em folha, discutia com o produtor o cachê para um show no Beco das Garrafas, reduto da Bossa-Nova nos anos sessenta, no Rio de Janeiro. Quando disse o preço, Miéle estrilou: “Você acha que é alguma Liza Minelli?” – e a desconhecida e ousada Elis Regina respondeu, na tampa: “Acho”. Elis era assim: corajosa, atrevida, competitiva, sabendo onde ficava o próprio nariz (um pouco arrebitado, é verdade).
A IMPRESSIONANTE MUDANÇA DAS COISAS
Miéle (foto), hoje com mais de 70 anos, está envolvido em muitas dessas histórias engraçadas, algumas como personagem central. Como esta, que o mostra um tanto desligado do mundo. Ele conta que, há alguns anos, entrou numa loja de música e pediu para ver uns discos de Frank Sinatra. O vendedor fez cara de compaixão, como se achasse que o cliente estava esclerosado. Ofendido com o aparente desdém do cara, Miéle reclamou: “Vai me dizer que nesta loja não existe disco de Frank Sinatra?”, ao que o vendedor, como se falasse a uma criança, explicou: “Não, Miéle, é que não existe mais disco”. O produtor saiu, dizendo-se “triste, com a impressionante mudança das coisas”.
NO BRASIL SÓ DUAS CANTORAS: “GAL E EU”
Voltemos a Elis Regina. Muitos anos e declarações polêmicas mais tarde, ela – falando de cantoras brasileiras – disse: “No Brasil, só há duas que cantam, Gal e eu”. Se aceitássemos como verdadeira esta apaixonada avaliação, só nos restaria uma grande cantora (Elis morreu em 1982, aos 37 anos). Sem critérios técnicos, mas apenas por preferência, acho que as duas são nossas maiores intérpretes. Prefiro Elis, pois vejo certa frieza técnica em Gal, mesmo assim “a cantora” baiana. Minha lista tem Alcione, sem esquecer que Ângela Maria é referência nacional, até para Elis Regina. E ela estava em dia de modéstia: disse “Gal e eu”, não “Eu e Gal”.UMA CANÇÃO QUE “TODO MUNDO” GRAVOU
Wave, um dos temas mais famosos de Tom Jobim, teve a versão cantada lançada por João Gilberto, no disco Amoroso, de 1977. Depois, ganhou o vasto mundo nas gravações de artistas diversos, dentre os quais Gal Costa, o próprio Tom, Ella Fitzgerald, Rosa Passos, Elis Regina, Sarah Vaughan, Leny Andrade (foto), Stan Getz, Joe Henderson, Wilson Simonal, Frank Sinatra e Anita O´Day (que abria e encerrava seus shows com esta música). No vídeo, Gal, impecável como sempre.(O.C.)
O time costuma dar sustos na torcida quando joga em casa, mas nesta noite de sábado (13) a história foi outra. O Bahia foi para cima da Portuguesa, sufocou o time paulista, aplicou 3 a 0 no adversário e tornou-se o segundo time a garantir uma vaga na Série A de 2011 com duas rodadas de antecipação – o Coritiba havia garantido a ascensão na rodada anterior. O Figueirense, ajudado pelo generoso Esquadrão, retorna à elite do futebol nacional em 2011.
Os gols do tricolor de aço foram assinalados por Adriano e Nen em um estádio de Pituaçu lotado. O time volta a campo no próximo sábado, 20, também em Pituaçu no penúltimo jogo na Série B. O confronto será com o Santo André-SP.
A ascensão à Serie A de forma antecipada garante a festa nas ruas. A comemoração é embalada ao som de cinco trios elétricos e bandas e cantores como Ricardo Chaves.
Será aberta nesta terça-feira, 16, funcionando até o próximo dia 27, a Feira de Livros Espíritas de Ilheus, uma iniciativa do Centro Espírita Porto da Esperança. A feira ficará instalada no Quarteirão Jorge Amado, em frente à Fundação Cultural.
Segundo os organizadores, 800 títulos estarão à disposição de quem deseja estudar a doutrina espírita e a novidade será um espaço dedicado exclusivamente ao público infantil, com 150 títulos.
A feira tem ainda uma programação de palestras, que acontecerão de segunda a sexta, sempre às 16 horas.
O ex-deputado federal Emiliano José, que é também jornalista e professor aposentado do curso de comunicação social da Ufba, será homenageado pelo Ministério Público com o Prêmio J.J. Calmon de Passos. O reconhecimento é concedido a personalidades que têm relevantes serviços prestados na defesa dos direitos humanos. Militante do Partido dos Trabalhadores, Emiliano José teve papel destacado na luta contra a ditadura militar instalada no Brasil entre os anos de 1964 e 1985.
A entrega do prêmio ocorrerá no dia 1º de dezembro, na abertura da Semana do Ministério Público. Na mesma oportunidade, a instituição entregará “Medalhas de Mérito” ao ex-governador Roberto Santos, ao músico Luiz Caldas e a Rose Folly, servidora do MP.
O prefeito Capitão Azevedo deixará o amigo Pascoal de Brito no sereno? Muitos apostam que Azevedo pensará duas vezes antes de canetá-lo, mas não terá outra saída a não ser exonerar o ‘companheiro’ pego com a mão na massa, lançando a versão itabunense do Minha Casa, Minha Vida.

Essa é a promessa que vem de lá das bandas do Centro Administrativo Firmino Alves. Pascoal é o diretor de Obras da Secretaria de Desenvolvimento Urbano de Itabuna. Nome que consta na certidão: José Pascoal de Brito.
Ele é acusado de roubar um caminhão de cimento, portas e janelas de madeira e blocos do município. O material de construção foi levado do depósito da prefeitura de Itabuna (Adei) e seria descarregado na casa de praia do gatuno, segundo a versão do motorista Adélio Silva Costa.
O motorista entregou o esquema e disse ter ido outras vezes à casa do diretor de Obras, sempre com carregamento “especial” para a casa de Pascoal, homem de confiança do prefeito Capitão Azevedo. Adélio trabalha há cinco anos para a prefeitura, como prestador de serviços, e está há cinco meses sem ver a cor do dinheiro.
Ao repórter Fábio Roberto, do Pimenta, o secretário municipal de Administração, Gilson Nascimento, afirmou que o prefeito Azevedo determinou o afastamento da equipe que trabalha com Pascoal. O diretor será exonerado na próxima terça-feira, 16, primeiro dia útil da semana.
A promessa há de ser cumprida? Esperemos. No episódio de desvio de hectolitros de sucos enviados pelo Ministério da Agricultura para creches, escolas e Restaurante do Povo (Popular), três pessoas foram incriminadas nos relatos de presidente de associações de bairros. Ninguém foi afastado. E nem o caso andou na Polícia Civil.
E agora, Pascoal será perdoado pelo amigo Azevedo?

Dois caminhões carregados de material de construção roubado da prefeitura de Itabuna foram apreendidos no posto do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR), da Polícia Rodoviária Estadual, por volta das 9h30min deste sábado.
A carga era levada para uma mansão do diretor de Obras da Secretaria de Desenvolvimento Urbano de Itabuna (Sedur), José Pascoal de Brito. A mansão está sendo construída em Mamoan, no litoral norte de Ilhéus.
O caminhão Mercedez Benz, placas JLL-3686, estava carregado de blocos e cimento, além de portas e janelas de madeira. O motorista Adélio Silva Costa disse ao sargento Francisco Aleluia, do TOR, e à delegada Marilene Aboboreira que o caminhão foi carregado ao final da tarde de ontem, no depósito da prefeitura (ADEI).
O caso pegou de surpresa alguns membros do primeiro escalão do governo. Pascoal de Brito é homem de confiança do prefeito Capitão Azevedo e age como titular da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, que é comandada – no papel – por Fernando Vita. A prefeitura ainda não se pronunciou oficialmente em relação ao caso.
O roubo de material de construção foi descoberto pelo serviço de inteligência da prefeitura, comandado pelo secretário de Administração, Gilson Nascimento, que é sargento da PM. A equipe de inteligência estava monitorando os passos de Pascoal há quatro meses.
O outro caminhão estava carregado com asfalto e também tinha como destino a mansão de Pascoal, segundo relatou o motorista à polícia. A carga possuía guia de trânsito e acabou liberada. Já o caminhão com material de construção apreendido foi levado para o Complexo Policial de Itabuna.
Inspirados no “ame-o ou deixe-o”, os locutores bradavam que estes “maus brasileiros” deveriam deixar o país. A mãe de Bené entrou em pânico.
Marival Guedes | marivalguedes@yahoo.com.br
Na década 70 e início dos anos 80, a maioria dos militantes de esquerda torcia contra a seleção brasileira. Acreditavam que os militares golpistas tirariam proveito político, já que os marqueteiros orientaram o presidente Médici a buscar maior envolvimento com o futebol. Naquele período só um membro do Estado tinha direitos, o governo.
Do outro lado, Fernando Gabeira- quem te viu, quem te vê- exilado na Argélia, discutia com os companheiros qual seria o posicionamento do grupo. Na copa de 82, realizada na Espanha, as discussões eram iguais, mas em Itabuna um protesto se diferenciou. No dia do jogo Brasil x União Soviética, quatro jovens compraram alguns metros de tecido vermelho e saíram pelas ruas defendendo o país comunista, num momento em que os partidos comunistas estavam na ilegalidade.
Os jornalistas Ederivaldo Benedito e Joel Filho juntamente com os atores Carlos Betão e Emiron Gouveia exibiam a “bandeira” russa e os dois últimos declamavam e faziam discursos. Houve reações, mas escaparam ilesos. A notícia se espalhou através das emissoras de rádio, principalmente dos programas esportivos. Inspirados no “ame-o ou deixe-o”, os locutores bradavam que estes “maus brasileiros” deveriam deixar o país. A mãe de Bené entrou em pânico.
Não satisfeitos, os quatro foram ouvir a transmissão do jogo na casa de Joel. Logo no primeiro tempo a Rússia surpreendeu e fez 1×0. O silêncio nas redondezas foi quebrado pelos gritos e murros na mesa dos quatro torcedores. A Festa durou pouco. No segundo tempo o Brasil virou o jogo e venceu por 2×1.
Joel decidiu ficar em casa, mas os outros precisavam ir embora. E aí surgiram as pedras no caminho. Os vizinhos, ávidos por vingança, ficaram de plantão na rua esperando os “quintas-colunas”. Eufóricos, xingavam eles e suas genitoras. Até as crianças participaram do linchamento verbal indo até a porta dos refugiados e gritando em coro: “comunistas descarados, comunistas descarados, comunistas descarados”… Um torcedor mais exaltado, aos berros, sugeria o local onde a bandeira deveria ser introduzida. Betão, Emiron e Bené ficaram confinados até altas horas quando, cansada, a vizinhança foi dormir.
Marival Guedes é jornalista e escreverá no Pimenta sempre às sextas-feiras.
Em outras palavras, Newton quer um novo secretário, mas pretende manter as mesmas figuras em postos-chave da Secretaria Municipal da Saúde. As mesmas pessoas que boicotaram as ações do ex-secretário Antônio Rabat e estariam envolvidas em suspeitas transações com os recursos da pasta.
Quem se habilita a comandar essa estrutura?
O Brasil conseguiu uma virada emocionante pra cima do Japão e carimbou o passaporte para a final do Mundial de Vôlei Feminino, disputado em terras japonesas. A seleção venceu o jogo por 3 sets a 2. O Japão impôs dois sets de frente, mas as brasileiras, comandadas por Fabiana e Sheila – e a vibrante Sassá, imprimiram ritmo diferente no demais sets e arrancaram uma vitória histórica.
O título será decidido neste domingo, às 8h30min (horário de verão). O Brasil pode conquistar um título inédito – e de forma invicta, pois bateu todos os 10 adversários neste mundial. Agora, a missão é detonar a forte Rússia, para quem perderam em 2006.






















