Centenas de alunos da Unime/Itabuna encerraram há pouco um protesto de cerca de três horas contra o fim dos descontos no pagamento de mensalidade e das bolsas para os universitários. Eles fecharam o acesso ao campus 2 da faculdade e interditaram a avenida José Soares Pinheiro, sentido bairro Lomanto-centro, com a formação de barreira humana e colocação de pneus.
A revolta dos estudantes começou com a decisão da nova gestora da Unime, a Kroton, de não mais conceder desconto sobre o valor da mensalidade para quem paga até o dia do vencimento ou para alunos funcionários de empresas conveniadas. Os descontos variam de 10% a 30%.
A direção da faculdade em Itabuna disse que não estava autorizada a falar sobre o corte dos descontos e das bolsas e o protesto dos alunos. Seguranças foram postados para impedir o acesso à direção da instituição de ensino superior.
A Unime tem cerca de 3 mil alunos no campus itabunense. Os protestos dos estudantes também foram para assegurar a continuidade das linhas de crédito educativo.
O estudante Luiz Fernando Menezes disse que a faculdade, após os protestos, voltou atrás e decidiu manter os descontos da administração dos antigos controladores da Unime/Itabuna. “Eles relutavam em conceder os descontos previamente estabelecidos”. Os benefícios serão mantidos, pelo menos, para este semestre.
Atualizado às 10h
O presidente do PPS de Ilhéus, Flori Nonato (Quito), acaba de ser preso por agressão física a um colega de partido. Quito desferiu um soco no rosto de Militão Paiva, do diretório de Itabuna, ao ser questionado pelo apoio da legenda ilheense a um candidato a deputado estadual de outro partido, contrariando resolução do próprio PPS.
A cena de agressão ocorreu no restaurante Casa da Moqueca e foi presenciada pelo presidente do diretório estadual, George Gurgel, que asssistiu a tudo passivamente, conforme relato de um filiado do PPS. À mesa estava ainda Carlos Moreira, da estadual do partido.
Militão questionava o apoio do PPS ilheense ao candidato a deputado estadual Augusto Castro. Antes, o diretório itabunense havia entrado com processo contra o vereador Clóvis Loiola, de Itabuna, mas a executiva estadual teria feito pouco caso da infidelidade partidária.
O clima esquentou quando os dirigentes favoráveis à aliança com candidato de outra coligação disseram que a questão era dinheiro. Carlos Moreira alegou que o candidato a federal, Ed Brasil, não dispunha de ca$calho para tocar o resto da campanha, o que o levou a aliar-se a Augusto, assim como o resto do PPS.
Os dirigentes exibiam adesivo de Castro no peito. Militão não gostou do que ouviu, mas não teve tempo para se esquivar do murro desferido por Quito. O agressor saiu do restaurante algemado, sendo levado para a delegacia central.

Um dos mandamentos da CEI é o seguinte: “Manterás sigilo absoluto sobre tudo o que for apurado”. Qualquer dos membros ou assistente da CEI que abrir o bico antes da hora fica sujeito a ação por quebra de decoro parlamentar (se for vereador) ou processo administrativo (caso seja servidor da casa).
A Comissão é presidida pelo líder do governo, Milton Gramacho (PRTB), tendo como relator Claudevane Leite (PT) e como secretário Gerson Nascimento (PV). Os suplentes são Ricardo Bacelar (PSB) e Solon Pinheiro (PSDB).
Toda a composição foi definida durante encontro de dez vereadores com o prefeito Capitão Azevedo e o secretário municipal da Fazenda, Carlos Burgos (leia aqui).
Linhas fixas da OI em Itabuna estão há cerca de 30 minutos incomunicáveis e a pane atinge os telefones de emergência como Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Samu 192.
O coordenador-administrativo do Samu, Reinaldo Ferreira, disse que os chamados para atendimentos podem ser feitos para o número (73) 8859-6363 enquanto durar a pane da OI. O número aceita ligações a cobrar a partir de telefones fixos (Embratel e Vésper), segundo o coordenador.
A prefeita de Madre de Deus, Eranita Brito de Oliveira (PMDB), teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), que anuncia eleições para um prazo máximo de 90 dias. A decisão, por 4×3, não é definitiva, claro.
Mas essa história de cassação de mandato e nova eleição virou uma xaropada sem fim no município de Buerarema, no sul da Bahia. O prefeito eleito, Mardes Monteiro (PT), foi cassado há mais de um ano e até hoje a antiga Macuco vive governada por um prefeito interino, o vereador Eudes Bonfim (PR). Mardes caiu por ter o registro de candidatura negado pela Justiça Eleitoral.
Para manter-se mais tempo no poder, o grupo de Eudes entrou com pedido de suspeição contra o juiz eleitoral local. Ou seja, tudo parou e só volta a ser julgado quando o tribunal analisar o pedido. Em Buerarema, há quem tenha perdido as esperanças de uma eleição suplementar. A cidade vive um completo quadro de desmando.
O tempo curtíssimo pra que candidatos deixem o seu recado no horário eleitoral cria situações inusitadas.
Há pouco, Barriga se apresentou ao eleitor, via telinha: – tem muito candidato querendo trocar o voto [do eleitor] por bolacha.
Nininha, da mesma coligação, também deseja ir pra Brasília. Na tevê, deram tempo suficiente para ela dizer (só) isso: – Sou Nininha, quero propor e aprovar leis.
Pronto.

A palavra foi dada à Frente Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, que encaminhou carta aos principais candidatos a governador nos 26 estados e no Distrito Federal, além dos candidatos à presidência da república. A intenção é estabelecer um canal de diálogo entre a sociedade civil e os futuros administradores públicos.
Por meio de um documento, Wagner comprometeu-se a implementar ações de combate ao trabalho escravo, a não promover empresas que tenham utilizado esse tipo de mão-de-obra, garantir a fiscalização e fortalecer a prevenção.
A quebra do sigilo fiscal da filha do presidenciável pelo PSDB, José Serra, é algo que especialistas apontam como de pouco impacto eleitoral, mas serviu para dar um gás ao tucano.
Frases de efeito, devidamente pensada pelo marketing da campanha serrista, são “achados”. Primeiro, definiu como “ato criminoso” a quebra de sigilo de Verônica Serra. Depois, associou o caso ao golpe sofrido por Lula na eleição de 1989, reprovado pelos brasileiros, e atirou a responsabilidade no colo da sua adversária e líder nas pesquisas, Dilma Rousseff (PT).
Sapecou mais duas nesta quarta. Para atingir a resistência de Dilma a falar de (todo o) seu passado e a negativa de acesso aos processos da petista no período em que foi perseguida, presa, investigada, afirmou que “pedaço da biografia não precisa ficar preso em um cofre”.
E emendou com a outra: “Não preciso de marqueteiro para mudar minha cara”. Alguém poderá dizer que, esteticamente, a cara do carequinha não tem jeito. Que fazer, né?
Certo mesmo é que a campanha se afunila e os adjetivos usados serão outros. A quem assistir ao horário eleitoral, talvez seja recomendável tirar os meninos da sala.
Coisa para Ministério Público Eleitoral e polícia investigarem: suspeita-se que políticos do sul da Bahia estariam usando uma vasta frota de pokémons para fazer propaganda eleitoral em Itabuna. Não se fala de outra coisa entre donos de carros de som que repudiam a prática. É tipo de crime que deixa em maus lençóis qualquer candidato.
Os pokémons são carros adquiridos por meio de golpes em financeiras e montadoras em outros estados ou em cidades bem distantes. Geralmente, o “comprador” utiliza laranjas para aquisição do veículo. Sem pagar o bem à financeira, o estelionatário o revende a valor baixíssimo, em geral a 30%, 20% do preço de mercado. Quem compra conta com a sorte e torce para não ser localizado.
Uma batida dos homens (e mulheres) da lei pode flagrar tubarões fora d´água.
O comando de campanha de José Serra à Presidência vai explorar a quebra do sigilo de sua filha, Veronica, no programa eleitoral.
Na tentativa de chegar ao segundo turno, a intenção é, mais uma vez, apresentar a eleição de Dilma Rousseff (PT) como uma ameaça às instituições, e Serra, como vítima de armação.
As cenas, com manchetes de jornais, devem ir ao ar já no programa de hoje.
No PSDB, a descoberta de violação do sigilo de Veronica reacendeu a esperança de segundo turno, a exemplo do que aconteceu em 2006, em meio ao escândalo dos aloprados. A aposta é que a exposição de manchetes e da procuração falsa abale o eleitor de Dilma.
Serra é tão ligado à filha que, segundo seus interlocutores, a quebra de sigilo deu gana ao candidato. Informações da Folha.
Do Bahia Notícias
O presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima, fez pouco caso ainda da “traição” do deputado estadual Capitão Fábio (PRP) ao candidato da sua coligação ao Palácio de Ondina, Geddel Vieira Lima. Embora o seu partido faça parte da chapa “A Bahia tem Pressa”, o parlamentar segue a apoiar o governador Jaques Wagner (PT), que concorre à reeleição.
– O PT precisa parar de criar factoide. Fábio nunca apoiou Geddel. O que importa é que a direção e os demais integrantes do partido estão conosco, porque acreditam que mais quatro anos desse governo seria um atraso ainda pior. Além do mais, Capitão Fábio é pé frio. O apoio dele em Itabuna a Juçara Feitosa (PT), que liderava as pesquisas, foi o que levou ela a perder para o candidato do DEM, Capitão Azevedo, que ganhou a eleição.
Enquanto a produção industrial brasileira apresentou crescimento de 0,4% no comparativo entre junho e julho, na Bahia o setor teve expansão de 3,6%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o estado com segundo melhor percentual no comparativo do período. Goiás cresceu 10,3% e Rio Grande do Sul 3,3%. Na região Nordeste o destaque negativo foi Pernambuco (queda de 1,2% na produção).
Os números foram divulgados pelo IBGE nesta manhã. Os números são melhores quando feito o comparativo anualizado – de julho de 2009 com o mesmo mês de 2010. O crescimento na Bahia atinge 14,4%, o maior do Nordeste e o quarto do Brasil.

No enlace em questão, Josias tem apresentado Fátima como sua candidata em diversas regiões da Bahia, nas diversas reuniões, caminhadas e plenárias que realiza, num ritmo alucinante. Em contrapartida, a deputada, cuja principal base está na região nordeste do estado, tem potencial para descolar uns 30 mil votos para o parceiro.
Sem dúvida, uma aliança de ouro.
O presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Clóvis Loiola, tem sido alvo de elogios (por ter detonado um suposto – para não dizer quase evidente – esquema de corrupção e desvio de recursos naquela casa). E também objeto de críticas (porque tudo o que ocorreu desde janeiro de 2009 no legislativo municipal teve a participação do próprio Loiola).
De qualquer modo, o surto denuncista poderá resultar em algo extremamente positivo para a sociedade se de fato a Comissão Especial de Inquérito instalada na última segunda-feira, 30, estiver mesmo interessada em uma investigação idônea e aprofundada. Aí, o problema talvez esteja em como e por quem a árvore foi plantada.
O Pimenta teve acesso a informações altamente confiáveis, que revelam a origem de toda essa história. E ela começou com um dos vereadores mais espertos da atual legislatura, o Sr. Ruy Miscócio Machado.
Conta-nos uma fonte insuspeitável que Machado plantou na mente do prefeito uma teoria da conspiração, que já foi relatada aqui no Pimenta, em nota sob o título “A TEORIA DE REGINALDO”. Segundo Machado, o vereador Roberto de Souza – eleito antecipadamente para presidir a Câmara a partir do ano que vem – teria a intenção de detonar o mandato de Azevedo.
Machado tanto falou, que fez o prefeito perder o humor, a paz e o o sono. Foi então que Azevedo acionou a sua assessoria jurídica (Burgos&Burgos) e pediu que arranjassem um jeito de detornar com Roberto de Souza antes dele chegar à presidência.

Segundo a turma do Executivo, a eleição foi totalmente irregular. Isto porque o dispositivo que alterou a Lei Orgânica, permitindo a antecipação do pleito, só entrou em vigor no mês de agosto de 2009. Portanto, dois meses após a escolha da Mesa. Teria havido – é o que diz o governo – uma falha grave no aspecto da legalidade.
A outra frente aproveita a bomba acionada por Loiola para acabar de vez com Roberto de Souza. Ou seja, não se trata mais de evitar sua chegada à presidência, mas também de cassar o seu mandato.
Roberto, que era até pouco tempo o vereador mais poderoso da Câmara, tido e havido como presidente de fato, tornou-se uma voz isolada. Grita no plenário, esbraveja em seu programa de rádio e ninguém o apoia nem se solidariza. Vive, por assim dizer, um momento de solidão.



























