A Espanha confirmou seu favoritismo em campo e acabou levantando a taça de campeão da Copa do Mundo 2010 em sua primeira finalíssima na competição da Fifa. Na Copa de arbitragem medíocre, o gol do título foi originado em um escanteio que o juiz Howard Webb não viu, não deu à Holanda. Iniesta aproveitou lá na frente e estufou a rede no segundo tempo da prorrogação do jogo, uma final feia, de muita pancadaria, cartões amarelos e uma expulsão.
O sociólogo Marcos Coimbra, presidente do instituto Vox Populi, mantém coluna no Correio Braziliense. Neste domingo, Coimbra afirma que o governador Jaques Wagner (PT) se reelegerá “sem sustos”. Mas não dá maiores detalhes sobre as suas previsões.
O último levantamento Vox Populi sobre a sucessão eleitoral na Bahia (relembre) registrado apontou Wagner (PT) com 41%, Paulo Souto (DEM) com 32% e Geddel (PMDB) com 9%, além de Luiz Bassuma (PV) com 1%.
A soma dos adversários, no entanto, era um ponto percentual maior do que as intenções de voto em Wagner: 41% x 42%. Coimbra teria números mais açucarados para o Galego? Eis a questão.
O prefeito Moacyr Leite, de Uruçuca, andava se queixando de dores fortes. Em visita ao médico, constatou que estava com pedra nos rins.
A cirurgia de retirada de cálculo renal foi feita ontem, no hospital Jorge Valente, em Salvador.
Hoje, o falante já não desgrudava do telefone. Era o medo dos opositores pregarem alguma peça em Água Preta.
Pois é. Quem tem, tem medo.
O município de Itororó é sério candidato a entrar no Guinness Book, o livro dos recordes. E por um zero a mais. Fez divulgar que reduziu “em quase 1000%” os casos de dengue em 2010, quando comparados aos dados de 2009.
Agora, só falta definir a categoria na qual a bela cidade da melhor carne-do-sol será incluída. Pode ser a dos absurdos estatísticos.
Às 21h31min – O prefeito Adroaldo Almeida reconheceu que houve um erro na comunicação dos resultados de combate à dengue, mas ressaltou a queda do número de casos de dengue em 99,8% no período (1007 casos em 2009 e apenas 2 neste ano).
Domingo, 15h30min do dia 11 de julho de 2010. Muitos apostavam que nesse horário, nesta data, estariam “190 milhões em ação” torcendo pelo Brasil contra qualquer outro time na finalíssima da Copa do Mundo da África. Não deu. O futebol mundial livrou-se do jogo mediano da Seleção Brasileira.
Se os 190 milhões sofrem, compensa-se com a promessa de futebol em bom nível: Holanda vs Espanha, na peleja da Fúria contra a Laranja. Você, amado leitor, em quem aposta suas fichas para papar o título?
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EUFEMISMO E “MAL DOS DICIONÁRIOS”
De leituras muito antigas, lembro do pensador espanhol Ortega y Gasset (foto), nascido em 1883 e falecido em 1955, que cunhou a expressão “mal dos dicionários”: é quando as pessoas, por maldade das piores, dão àquilo que os outros dizem um sentido diverso, autoritário e interesseiro. Por exemplo: reclamar da violência policial é ser defensor de bandidos; querer punição para os torturadores da ditadura militar é revanchismo, quem não se mostra solidário com exibições públicas de homossexualidade é execrado como portador de homofobia, e por aí vai. O falante precisa adotar cuidados com a língua (nos dois sentidos), para que não seja pendurado no mais próximo poste da Coelba. VIVEMOS A PLENA ERA DO EUFEMISMO
Por essas e outras, o eufemismo se mantém em moda, gerando formulações até curiosas. Pobre já deixou de sê-lo há muito tempo, sendo promovido a carente; deficiente físico agora é PNE (Pessoa com necessidades especiais); aquele pobre (ops!) que morria esquecido no hospital, então classificado como indigente, ainda morre do mesmo jeito, mas agora é PNP (Paciente não pagante); negro, que em tempos imemoriais era preto (ai, meu Deus!), hoje é afrodescendente, e miserável é excluído social. Atenção: chamar alguém de “bambi”, ou equivalente, é crime. E esqueça o arcaísmo “pederasta”, pois além de mostrar que você é do tempo do Onça, ele o envolve em crime hediondo e imprescritível.CAPITÃO ONÇA, A VIRGEM DO BORDEL
Aproveito e dou a explicação mais corrente (sei de duas) para “tempo do Onça”. A expressão, que indica algo muito antigo, vem da época do capitão Luís Vahia Monteiro (governador do Rio de Janeiro de 1725 a 1732), apelidado Onça. Esse Onça era tido como ranzina, austero, exigente, uma mala, avant la lettre. Em carta a D. João V, rei de Portugal, afirmou: “Nesta terra todos roubam; só eu não roubo”. O governador Onça passou à história como pregador de uma seriedade que não se via mais em sua época (há mais de dois séculos e meio) e, provavelmente, não se viu jamais. Não é à toa que em certo período, a população do Rio de Janeiro o chamava, carinhosamente, de Virgem no bordel. NÃO MAIS SE ROUBA: MALVERSA-SE O DINHEIRO
Conta-se que Onça era muito severo quanto a seus deveres, cumpria a lei e exigia que, ao seu redor, todos a cumprissem. Sua defenestração do cargo (o governador era nomeado, não eleito, e, portando, demitido) deixou muita gente saudosa, que, diante da bagunça então reinante, suspirava: “Ah, no tempo do Onça, isso não existia”. Com o passar dos anos, a expressão começou a designar não só o que era bom, mas o que fosse velho. Esse registro nos mostra que a falta de cidadania, a má educação, o desleixo e o roubo são, como diria o carioca Noel Rosa, coisas nossas, das antigas. Mas isso também merece hoje um eufemismo, pois não é de bom tom afirmar que os governos roubam: atualmente, esse mau hábito intitula-se “malversação do dinheiro público”. Ah, o Onça!…O POETA JÁ NÃO RECONHECE SUA ITABUNA
Minha cidade estendeu-se
alargou suas redondezas
multiplicada em distâncias.
Insatisfeita
subiu
buscando mais horizontes
e perdeu-se
dentro dela.
Volto hoje a procurá-la.
Transfiguram-se os jardins
e os encantos do seu rio
tomaram novas feições.
Até o céu era outro
ou eram outros
os meus olhos?
Sob a ação de tanto tempo
anoiteceu em si mesma
e confundiu seus vestígios
entre as formas de mais gritos.
–
Agora
é só pensamento
– minha cidade de outrora.
AMARGA, TRISTE, INSONE E SOFRIDA
“A Itabuna”, acima, é um poema publicado pelo itabunense Walker Luna no livro Um ângulo entre montanhas, de 1985. Foi colhido em Assis Brasil, na antologia A poesia baiana no século XX. Telmo Padilha disse sobre Walker Luna (nascido em 1925): “Seus poemas, de elevadíssima tessitura, são personalíssimos e possuem uma ductilidade rara entre seus contemporâneos”. Para Cyro de Mattos (que selecionou o poeta para Itabuna, chão de minhas raízes, de 1996), a produção de Walker Luna é ”vazada numa experiência humana vivida com intensidade, ora triste, ora amarga, de insônia e sofrimento cúmplices entre o transitório e o inevitável”.A HISTÓRIA REPETIDA SEM GRANDEZA
Em 17 de março de 1970, João Saldanha (na foto, a estátua dele, no Maracanã), técnico da seleção brasileira, teve seu último encontro com a CBD. Havelange, o presidente, lhe comunicou que a comissão técnica estava “dissolvida”. Saldanha o enfrentou: “Não sou sorvete para ser dissolvido. O senhor quer dizer que estou demitido?”. Havelange, espumando: “O senhor está demitido”. Saldanha: “Boa noite. Vou pra casa dormir”. Dunga, 40 anos depois, é demitido de forma humilhante. Ao saber que ele fez uma carta à CBF, esfreguei as mãos: “Vai bater!”. Não bateu. Baixou a cabeça e agradeceu “pela confiança, respaldo e autonomia concedida”. Moral: quem nasce para ser Dunga nunca chega a João Saldanha.O BRASIL NÃO TEM MAIS REPÓRTERES
É interessante notar como termos bem prosaicos, outrora empregados à mancheia, entraram em processo de decadência e extinção. É o caso da simpática palavra “repórter”: já não encontramos mais um só repórter, nem pra remédio. De algum tempo para cá, eles se transformaram em “jornalistas”. Antes, as autoridades falavam com os repórteres, contestavam os repórteres e, principalmente, xingavam os repórteres. Agora, elas convocam os jornalistas, discutem e agridem os jornalistas – e, dia desses, absurdo dos absurdos, um jornalista chamado Pimenta Neves assassinou a jornalista Sandra Gomide, segundo noticiaram os… jornalistas. Nem em assassinato aparece repórter. O TERMO “JORNALISTA” É GENÉRICO
Pimenta Neves está em liberdade, mesmo tendo confessado o crime, o que também não é novidade, pois a Justiça tem grande dificuldade em alcançar os ricos, mas disso todos já sabemos… De volta: jornalista é termo abrangente, que engloba as funções de editor, redator, editorialista, copidesque, diagramador, pessoal de artes, revisor (praticamente extinta) e… repórter. Dizer “Os jornalistas aguardam que o técnico Dunga (se não estiver nos azeites) venha falar com eles” é pouco claro. Melhor seria “Os repórteres aguardam…”, pois as outras funções de jornalista são exercidas na redação e, graças ao bom Deus, ficam livres de levar chutes nas canelas, confundidas com a própria jabulani.JORNALISTA AGORA É… “COMUNICÓLOGO”
Talvez seja útil, apenas para quem não tem intimidade com o meio, explicar que, esquematicamente, repórter é quem vai à rua, “farejar” notícias. Deve ser por isso que o repórter novo (no tempo em que havia repórteres, claro!) era chamado de “foca” – aquele bichinho simpático, que vive com o nariz pra cima. O bom “foca” tinha faro apurado ou, pelo menos, sadias ambições: sonhava com a grande notícia, o “furo” que um dia levaria à redação. Mas a mudança não para no sumiço da palavra “repórter”, pois jornalista também está ficando démodé. Tenho observado uma tendência de trocar o termo “jornalista” pela mais nova forma de presunção: “comunicólogo”… Aí, desculpem a gíria jurássica, peço meu boné.
SOBRE A LÓGICA E O IMPONDERÁVEL
Nem bem saiu de nossos tímpanos o som de irritantes vuvuzelas e aquele já é um tempo de lembranças. E entre elas está Mick Jagger (foto), que ganhou o título de pé-frio, em mais uma das injustiças que o futebol comete. Se as seleções da Inglaterra e Brasil perderam não foi devido ao imponderável, mas à lógica – pois ela, embora digam que “não tem” no futebol, às vezes fica perceptível. Como não falo inglês, não sei o que houve com o time da Rainha, mas querer que o nosso chegasse muito longe seria alimentar improváveis sonhos e ilusões. Portanto, deixemos a velha “titia” dos Rolling Stones fora do mundo jabulânico e vamos ao que motivou as considerações acima. Você sabe de onde saiu a expressão rolling stones?
MICK JAGGER E AS “PEDRAS QUE ROLAM”
Que rolling stones significa, literalmente, “pedras rolando”, todos sabem. Mas o bluesman Muddy Waters (literalmente, “Águas Lamacentas”) usou a expressão com outro sentido, algo próximo a vagabundo, alguém que não fica no mesmo lugar (“pedra que rola não cria limo”, diz o provérbio). O velho BW (1915-1983) é a fonte onde Jagger, Keith Richards e outros beberam o nome do grupo. Em “Rollin´ stone blues”, Muddy (foto) fala de sua mãe dizendo ao pai “Vou dar à luz um menino,/ ele será um rolling stone (I got a boy child’s comin,/ he’s gonna be a rollin´ stone). Salvo melhor tradução, é isto. E Bob Dylan também se valeu da mesma informação em “Like a rolling stone”.REI DO RITMO NASCEU NA PARAÍBA
Dylan fala de uma mulher que está sem direção alguma, uma completa estranha, como uma pedra rolando (like a rolling stone), mais ou menos isto. É curioso que na Bahia uma banda usou processo semelhante na escolha do nome: foi buscá-lo em “Chiclete com banana”, composição de Gordurinha e Almira, gravada em 1959 por Jackson do Pandeiro (Almira Castilho era mulher de Jackson). Esse JP, paraibano de Campina Grande, tinha uma noção de ritmo única no Brasil, considerado um verdadeiro mestre da divisão. A banda referida que disse ter tirado seu nome de sonhos, aviso de extra-terrestes e outras baboseiras, faria uma ação ética admitindo sua origem honrada: Jackson do Pandeiro (foto), Gordurinha e Almira.Clique e ouça os “pais” das bandas referidas, Muddy Waters e Jackson do Pandeiro, respectivamente.
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(O.C.)
Com 47 km de praias paradisíacas, a Península de Maraú, com pouco mais de 17 mil habitantes e distante 420 km ao sul de Salvador, vem sofrendo descaracterização devido à ocupação irregular de sua orla por pousadas e casas de veraneio.
A partir do avanço do mar sobre a praia, as cercas irregulares privatizaram algumas áreas, dificultando o acesso de banhistas e até o trabalho dos pescadores. O prefeito do município, Antônio Silva Santos, disse que não há como esconder as muitas irregularidades na península, mas argumenta que o município, sozinho, não tem como corrigir e conter problemas que ocorrem há mais de dez anos.
Matéria do jornal A Tarde (para ler o texto completo, clique AQUI se for assinante)
Adylson Machado | adylsonmachado@hotmail.com
A propósito da postagem (Favorecimento à Rota? ), cabe registrar a imperiosa necessidade de uma revisão territorial envolvendo municípios baianos que a exijam. É o caso de Itabuna/Ilhéus, Salvador/Lauro de Freitas, Itororó/Itapetinga/Itambé, os que me vêm de imediato.
Evidente que os interesses políticos que nortearam as emancipações, em seu tempo, não corresponderam à realidade quanto ao estabelecimento dos limites entre os municípios. No caso específico de Itabuna, parecem traduzir a realidade centenária, quando a fixação dos limites não atentou para a expansão grapiúna que fatalmente ocorreria.
A iniciativa do órgão estadual se encontra sustentada na legislação, que veda o transporte intermunicipal por quem não tenha autorização legal para fazê-lo. O que significa dizer que ao ultrapassarmos o primeiro quilômetro da Rodovia Jorge Amado, assim que deixamos a cidade em busca do litoral ilheense, já nos encontramos efetivamente no município de Ilhéus e não no de Itabuna, em que pese a realidade imediata, em todas as suas dimensões (comerciais, históricas, sociais, prestação de serviços públicos como água e coleta de lixo etc.) nos remeterem ao município de Itabuna.
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Movida pela novidade, a população regional comparece em massa ao Atacadão Carrefour, empresa recém-inaugurada na rodovia Ilhéus – Itabuna. A quantidade de gente é tamanha, que a espera nas filas pode facilmente passar de uma hora, o que tem feito muitos clientes “alugar” as cadeiras plásticas expostas à venda, para suportar o castigo sem ficar com as pernas em frangalhos.
A propósito, a rotina é dura para os funcionários da empresa. Embora o mercadão feche às 21 horas, alguns caixas só encerram o movimento a 1 hora da madrugada. Há empregados que só vão para casa por volta das 3 horas, depois de deixar as prateleiras organizadas.
É dureza!
Além da caminhada em Itabuna, programada para as 10 horas do próximo sábado (17), o presidenciável José Serra (PSDB) agendou visita a Ilhéus para o mesmo dia, na parte da tarde. Ciceroneado pelos tucanos locais – à frente o vice-prefeito ilheense Mário Alexandre – Serra fará uma incursão pelos dois maiores bairros da cidade: o Nossa Senhora das Vitórias e o Teotônio Vilela.
Marão diz que o objetivo é fazer com que o candidato conheça os problemas daquelas comunidades, que não são poucos. “Ele será o primeiro candidato a presidente a visitar os bairros de Ilhéus, pois os que vieram antes só viram a parte bonitinha”, diz o vice-prefeito.
Logicamente, há uma estratégia eleitoral imbutida na agenda. Vale lembrar que Vilela e NSV concentram grande parte da população votante do município.
Lá na minha terra
Nesta viagem à África, Lula foi citar, num discurso, a hospitalidade dos brasileiros, em especial dos nordestinos, para receber os estrangeiros na Copa de 2014. De um jeito todo particular:
– O povo do Nordeste não entende inglês, mas fala por mímica. É fantástica a capacidade do povo brasileiro de “mimicar”.
Segue…
Logo depois, perguntou a um assessor se o verbo existia. Diante da negativa, limitou-se a rir – como a plateia.
Da coluna do jornalista Ancelmo Gois
EM TEMPO: o verbo “mimicar” é reconhecido pelo Dicionário Aurélio: – Mimicar v.t.Bras. Exprimir por gestos; gesticular.
O juiz de direito Carlos Alessandro Pitágoras Ribeiro, substituto da comarca de Camamu, foi assassinado por volta das 18 horas desta sexta-feira, durante uma briga de trânsito. O fato ocorreu nas imediações do Centro Empresarial Iguatemi, em Salvador.
Segundo informações do jornal A Tarde, quem atirou no magistrado foi um policial militar. Ribeiro também estava armado, mas o PM foi mais rápido que ele. A corregedoria da corporação investigará a responsabilidade do PM.
O juiz de Camamu integrava a diretoria da Associação dos Magistrados da Bahia (Amab).
Da coluna Tempo Presente, d´A Tarde
1990. José Sérgio Gabrielli, hoje presidente da Petrobras, candidato a governador pelo PT, chega a Santa Luzia, ao lado de Josias Gomes e outros petistas. Campanha paupérrima. Até o carro de som pediram emprestado a Jabes Ribeiro, prefeito de Ilhéus.
Os aliados também eram uns poucos gatos pingados. Um deles, Jonas Ferreira, operário aposentado, recebeu a ilustre comitiva em casa oferecendo o melhor que tinha, licor de cacau. Gabrielli refugou, resmungando: – Eu não bebo licor.
Josias pisou-lhe o pé, cara de reprimenda, e soltou o sussurro sisudo: – Engula…
Gabrielli engoliu fazendo força para esconder que não gostou, na saída protestou: – Mas eu não bebo…
– Vai ter que beber. Na nossa política é assim,Gabrielli.Temos que comer do que não gostamos e beber do que não queremos. Ou come e bebe ou o voto não sai.
Gabrielli bebeu o resto da campanha. Mas nunca mais disputou majoritárias.
O único réu-confesso da suposta disseminação criminosa da vassoura-de-bruxa no sul da Bahia, Luiz Franco Timóteo, voltou a ocupar espaço na mídia estadual e nacional. E por um motivo que nunca gostaria em sua vida. O administrador de empresas é casado com Sandra Cássia de Souza, mãe do goleiro Bruno, ex-atleta do Flamengo e acusado de mandar matar a ex-amante Eliza Samudio.
Hoje, Franco Timóteo apareceu em sites e redes de tevê ao lado de Luceli Alves de Souza, mãe de Sandra e avó de Bruno.
Com Sandra, Timóteo teve P., de 11 anos, e L.A., de 13, irmãos de Bruno. Os dois meninos são alvos de xingamentos e discriminação na cidade de Alcobaça, onde vivem.
O administrador de empresas disse que pretende enviar os meninos para a Suécia, para que vivam com uma tia médica no país europeu. Timóteo afirma que viu Bruno uma vez na vida, quando ele e a mãe se reconciliaram. Foi durante uma visita ao Rio de Janeiro, em julho do mês passado.
VASSOURA-DE-BRUXA
Franco Timóteo teve 15 minutos de fama em junho de 2006, quando apareceu na revista Veja confessando que ele e um grupo de petistas sul-baianos teriam introduzido o fungo da vassoura-de-bruxa no sul da Bahia, na segunda metade da década de 80.
A vassoura-de-bruxa dizimou plantações de cacau na região e afundou a economia sul-baiana. À época da confissão do “bioterrorista”, ele diz que os parceiros da atitude criminosa seriam os petistas Geraldo Simões (hoje deputado federal), Everaldo Anunciação (secretário de organização do PT baiano), Jonas Nascimento, Wellington Duarte e Eliezer Correia.
O caso foi investigado pela Polícia Federal e os acusados por Timóteo foram considerados inocentes por inexistência de provas. O inquérito correu na PF em Ilhéus e foi arquivado. Réu-confesso, Timóteo não chegou a ser preso.
A denúncia foi considerada uma arquitetação com fins políticos-eleitorais. A “bomba” da ação bioterrorista foi detonada a poucos meses da eleição de 2006. O principal alvo da denúncia, Geraldo Simões, acabou eleito deputado federal com 88.796 votos naquele ano.
Timóteo sumiu de cena após a polícia constatar vários furos na história e a omissão de nomes de pessoas na versão 2006 em relação ao que registrou em cartório no início da década de 90 passada. Mais de 20 anos depois, a região ainda sofre os efeitos da vassoura.
A Agerba ‘canetou’ as empresas de ônibus urbano de Itabuna que faziam linha para o Atacadão, no quilômetro 24 da rodovia Ilhéus-Itabuna (BR-415). A São Miguel e a Cachoeira foram multadas porque faziam transporte na área da loja. Agora, os passageiros de Itabuna que vão às compras no Atacadão têm de andar 500 metros para pegar o ‘busão’ ou esperar ônibus da Rota, o que deixa a viagem mais cara por obrigar o passageiro a toma’r, pelo menos, dois ônibus no retorno para casa.
Há quem veja falta de bom senso por parte da Agerba ao adotar a medida e favorecimento à Rota, que joga solto no sul da Bahia e pouco é incomodada pela agência estadual de fiscalização de transporte. Não custa lembrar que o dono da Rota é Ronaldo Carletto, deputado estadual pelo PP e integrante da base de apoio ao governador Jaques Wagner. Daí que…



















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