
A notícia foi publicada inicialmente pelo Blog do Gusmão e hoje saiu no site do jornal Correio Braziliense, do Distrito Federal.
Segundo informações, a professora, que havia sido contratada mediante seleção simplificada, foi afastada pela Secretaria Municipal da Educação. O caso chegou ao conhecimento do Ministério Público, mas a autora está desaparecida.
A professora lecionava para uma turma de segunda série do ensino fundamental. O delito foi descoberto quando uma aluna se queixou à direção da escola, após ter o cabelo cortado por duas vezes. A secretária da Educação, Lidney Campos, afirma que várias vítimas da ex-funcionária foram ouvidas e fotografadas.
O Conselho Gestor da APA da Lagoa Encantada/Rio Almada se reuniu na manhã deste sábado, 14, em Itajuípe, e aprovou – por 13 votos a 1 e cinco abstenções – a emissão da anuência ao projeto do Terminal de Embarque Privativo da Bamin.
A execução do projeto ainda depende do licenciamento a ser dado pelo Ibama, mas a Bamin vê a decisão da APA como o reconhecimento de que a empresa está trabalhando com respeito à legislação ambiental. O conselho gestor será ouvido pela mineradora baiana para a definição de algumas condicionantes ao seu empreendimento na zona norte de Ilhéus.
Para o vice-presidente da Bamin, Clóvis Torres, a anuência da APA da Lagoa Encantada/Rio Almada dá importante respaldo ao projeto. “Estamos confiantes que a licença o Ibama para o nosso terminal saia ainda este mês”, afirma.
Torres diz ainda que a decisão do conselho demonstra compreensão “de que o nosso projeto traz embutido um conceito de promoção do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável”.
É comum certos líderes religiosos demonstrarem predileção por algum candidato ou grupo político. Mas a Igreja Universal, que se apresenta como agência do céu aqui na Terra, joga pesado e sem sutilezas nesse campo.
Na super-igreja do Bispo Macedo, o voto não é pedido, mas praticamente exigido. E a propaganda é escancarada, começando já na calçada em frente aos templos.
Quem entra no palácio da Universal em Itabuna, no Jardim do Ó, dá logo de cara com a placa com os nomes dos ungidos da igreja para deputado estadual e federal.
É o império da fé fortalecendo cada vez mais os seus tentáculos na política.
Marco Wense
Paulo Souto e Geddel Vieira Lima, respectivamente candidatos ao governo da Bahia pelo DEM e PMDB, tem a mesma opinião em relação ao horário eleitoral que começa no próximo dia 17.
O ex-governador e o ex-ministro acham que vão crescer nas pesquisas de intenção de voto com o início da propaganda no rádio e na TV. Geddel diz que vai se aproximar de Souto, que, por sua vez, diz que vai se afastar mais ainda do peemedebista.
As últimas consultas populares, incluindo a do instituto Datafolha, apontam o candidato do PT, Jaques Wagner (reeleição), na dianteira. E mais: seria reeleito logo no primeiro round.
A turma de Wagner também acha que o ex-ministro das Relações Institucionais do governo Lula, que passou incólume pelo escândalo do mensalão, vai crescer nas pesquisas.
Como é improvável que Wagner, em um eventual segundo turno, fique de fora da disputa pelo Palácio de Ondina, a briga entre Souto e Geddel promete muitas emoções e, quem sabe, a depender do andar da carruagem, uma troca de farpas.
Souto versus Geddel. A expectativa fica por conta de quem vai dar a primeira alfinetada no esperado horário eleitoral.
DOBRADINHAS
O já descrente eleitor fica sobressaltado com as tais das “dobradinhas” que aparecem em época eleitoreira e, depois, como num passe de mágica, desaparecem para sempre.
Aliás, a “dobradinha” mais esperta da eleição de 2010 é, sem dúvida, a que Geraldo Simões fez com Ângela Souza (PSC). A deputada, que busca sua reeleição para o Parlamento estadual, vai apoiar o petista em Ilhéus.
O petista, no entanto, além de não pedir um só voto para Ângela no seu principal reduto, que é Itabuna, não faz nenhum esforço para que geraldistas ilheenses votem na candidata evangélica.
É a dobradinha do “toma-lá” sem o “dá-cá”. Da ingenuidade enfrentando a esperteza.
FERNANDO GOMES
Se não fosse José Serra, a chapa completa do ex-prefeito Fernando Gomes seria a mesma de Geddel, candidato ao governo da Bahia pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro, o pragmático PMDB.
O ex-prefeito de Itabuna e o ex-ministro da Integração Nacional vão votar em Renato Costa (deputado estadual), Lúcio Vieira Lima (federal), os dois senadores da chapa majoritária e o próprio Geddel para o cobiçado Palácio de Ondina.
O voto diferente fica por conta da sucessão presidencial, já que Geddel vota na petista Dilma Rousseff e Fernando Gomes no tucano José Serra.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.
Há dois meses o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) derrubou uma liminar que garantia ao agropecuarista Markson Oliveira, o Marcos Gomes, aguardar, em liberdade, o julgamento pelo crime de cárcere privado, tortura, execução e ocultação do cadáver do vaqueiro Alexsandro Honorato.
Deveria, por essa decisão do dia 28 de junho, estar preso no Conjunto Penal de Itabuna. Porém, neste exato momento, Marcos Gomes curte o mar de Ilhéus numa cabana da zona sul. O crime do qual é acusado ocorreu no dia 2 de dezembro de 2006.
Leandro Afonso | www.ohomemsemnome.blogspot.com
Exibido em impecável cópia digital (o que é difícil de acontecer e acreditar), Uma Noite em 67 (idem – Brasil, 2010), de Renato Terra e Ricardo Calil, é um filme que se apresenta tão generoso quanto apaixonado pelas imagens do festival que retrata. É um filme que nasce inevitavelmente velho e datado, mas sem a impressão de que isso seja ruim. Por outro lado, a paixão e o respeito que cativam são os mesmos que, aparentemente, assumem o protagonismo ao prejudicar o ritmo e fazer o filme flertar com um mais do mesmo que beira ou atinge a monotonia.

Os depoimentos atuais são, digamos, submissos ao passado. (Bem diferente, por exemplo, de Filhos de João, de Henrique Dantas, documentário sobre os Novos Baianos onde a importância maior é do presente e dos casos e causos contados.) O filme não é o que ele conta, mas o que já foi contado, aqui acrescentado de uma ou outra nuance atual – e projetado em tela grande.
Nesse ponto, a atitude é tão humilde quanto louvável. Não temos, hoje em dia, nem uma televisão com tamanha ousadia, nem plateia tão ensandecida. Pode-se falar, com razão, em público mal educado, mas a falta de educação que existiu em alguns momentos era também símbolo de um caráter crítico e apaixonado daqueles ali presentes.
Os momentos eram outros, vigorava a ditadura, mas também era uma época em que ser um músico sorridente e carismático não significava, necessariamente, ser imbecil.
É verdade, todavia, que o ritmo do filme se perde, até porque é complicado manter a toada quando grandes blocos são entrecortados com depoimentos que vão de poucas frases a divagações grandes – os 85 minutos parecem muito mais.
Ainda assim, um mérito gigantesco de Uma Noite em 67 é exibir uma força descomunal que já teve a música popular (e em escala menor, até a TV) brasileira. Formada por pessoas que, como filmadas, não são mitificadas (até porque não mais precisam, em alguns casos), e se mostram de carne, osso, talento e imperfeições. São, como merecem, respeitadas. Como o passado e o que fizeram, o que o filme mostra com tanta modéstia quanto orgulho.
Visto no Cinema da Ufba – Salvador, agosto de 2010.
Filmes da semana
1. Antes que o Diabo Saiba que Você está Morto (2007), de Sidney Lumet (DVD) (***1/2)
2. Uma Noite em 67 (2009), de Renato Terra e Ricardo Calil (Cinema da Ufba) (***)
3. À Prova de Morte (2007), de Quentin Tarantino (Cinema da Ufba) (****1/2)
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Leandro Afonso é comunicólogo, blogueiro e diretor do documentário “Do goleiro ao ponta esquerda”.
<p style=”text-align: center;”><a href=”http://www.pimentanamuqueca.com.br/wp-content/uploads/Final-3.jpg”><img class=”aligncenter size-full wp-image-30092″ title=”Final 3″ src=”http://www.pimentanamuqueca.com.br/wp-content/uploads/Final-3.jpg” alt=”” width=”42″ height=”13″ /></a></p>
<p style=”text-align: center;”>
<p><strong>Leandro Afonso</strong> | <a href=”http://www.ohomemsemnome.blogspot.com”>www.ohomemsemnome.blogspot.com</a></p>
<p><em><img class=”alignright” src=”http://roteiroceara.uol.com.br/wp-content/uploads/2009/09/BLOG2_viajo_porque_preciso_volto_porque_te_amo_cultura.jpg” alt=”” width=”368″ height=”182″ />Viajo porque preciso, volto porque te amo</em> (<em>idem</em> – Brasil, 2009), de Karim Aïnouz (<em>O Céu de Suely</em>, <em>Madame Satã</em>) e Marcelo Gomes (<em>Cinema, Aspirinas e Urubus</em>), é um <em>road-movie </em>experimental (também por isso inevitavelmente irregular) que tem de melhor o que de melhor seus dois diretores podem oferecer – especialmente Aïnouz. É um filme em um meio, o semi-árido nordestino, e sobre sentimentos – carinho, amor, rejeição – já visitados por ambos, mas trata também e principalmente das divagações e aflições do personagem principal.</p>
<p>Faz sentido dizer que a maioria dos planos de <em>Viajo porque preciso…</em> não tem significado concreto ou função narrativa. Do mesmo modo, praticamente tudo aquilo que visa o horizonte e paisagens afins dura mais que o que o plano de fato mostra – mas esses fatos são menos um demérito que uma defesa da contemplação. E ainda que muitas vezes simplesmente não haja o que ser contemplado, faz parte do personagem esse sentir-se parado – a agonia e o tédio do personagem chegam a nos atingir, às vezes, sem eufemismo algum</p>
<p>Em filme que se assume tão ou mais experimental quanto narrativo, temos aí, no entanto, talvez – e paradoxalmente – uma tentativa de evitar uma monotonia que a ideia do filme sugere. Quase tudo não acontece em cena, mas na cabeça do personagem principal, a escrever suas cartas – trata-se de um filme epistolar de mão única. Como, então, filmar isso – algo tão ligado a um diário, algo a princípio tão anti-audiovisual?</p>
<p>Não temos uma resposta, mas uma opção arriscada, na qual os melhores momentos vêm de depoimentos (prostituta falando em vida-lazer, por exemplo), quando percebemos que os dois souberam extrair uma sinceridade tocante que emana daqueles que dirigem. Isso sem falar do personagem como entrevistador/provocador, em situação que nos liga inevitavelmente a ele fazendo o papel de diretor.</p>
<p>Esse caráter experimental, contudo, pode camuflar desnecessários tremeliques de câmera ao mostrar o personagem em meio à sua jornada, uma vez que não dá para chamar de experimental (ou dar qualquer mérito aqui) o que já virou um quase padrão – a câmera na mão nos dias de hoje.</p>
<p>Ainda assim, vale dizer que os altos do filme atingem um nível de sensibilidade que vem, entre outras coisas, justamente dessa abstração da narrativa convencional: da por vezes completa imersão em um mundo acima de tudo sensorial. Torto, talvez fatalmente torto, talvez o mais fraco trabalho de ambos, mas com momentos de coragem e brilhantismo bem-vindos.</p>
<h2><span style=”color: #800000;”>8mm</span></h2>
<p><strong>Paixão do visível</strong></p>
<p style=”text-align: left;”><em><img class=”aligncenter” src=”http://harpymarx.files.wordpress.com/2009/03/sylvia2.jpg” alt=”” width=”480″ height=”270″ />Na Cidade de Sylvia</em> (<em>En La Ciudad de Sylvia</em> – Espanha/ França, 2007) é meu primeiro contato com José Luis Guerín, catalão que teve três de seus longas exibidos no Panorama Internacional Coisa de Cinema. (Alguém sabe falar sobre?)</p>
<p>Guerín se mostra preocupado com a cidade, às vezes mais que com seus dois personagens principais, ou – o que pinta com alguma prioridade – as relações entre personagens diversos e o lugar onde vivem. No entanto, a busca dele (Xavier Lafitte) por ela (Pilar López de Ayala) é interessante a ponto de causar angústia quando algo foge do esperado. Ele desenha e retrata a cidade, é ele o mais afetado e sobre quem é o filme, é ele que não sabemos de fato o que sente, viveu ou viu; mas é ela que magnetiza a tela quando aparece.</p>
<p>Todavia, e felizmente, o filme vai além da contemplação de um sensacional rosto de uma boa atriz. Pode-se entrar em longas discussões e análises sobre memória e imagem, sobre miragem e dúvida; em uma palavra, sobre cinema. E, o que é melhor, através do cinema.</p>
<h2><span style=”color: #800000;”>Filmes da semana<br />
</span></h2>
<ol>
<li><strong>Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009), de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes (Cine Vivo) (***)</strong></li>
<li><strong>Batalha no Céu (2008), de Carlos Reygadas (sala Walter da Silveira) (***1/2)</strong></li>
<li><strong>O Refúgio (2009), de François Ozon (Espaço Unibanco – Glauber Rocha) (***)</strong></li>
<li><strong>O Profeta (2009), de Jacques Audiard (Espaço Unibanco – Glauber Rocha) (***1/2)</strong></li>
<li>O Demônio das 11 Horas (1965), de Jean-Luc Godard (DVDRip) (****)</li>
<li>Na Cidade de Sylvia (2007), de José Luis Guerín (DVDRip) (***1/2)</li>
</ol>
<p>______________</p>
<p><strong>Leandro Afonso</strong> é comunicólogo, blogueiro e diretor do documentário “Do goleiro ao ponta esquerda”.</p>
Já existem leis prevendo o tempo máximo nas filas de bancos e supermercados, mas os cartórios continuam impondo castigo severo a quem precisa de uma simples autenticação de documento ou reconhecimento de firma.
Em Itabuna, havia nesta sexta-feira, 13, mais de cem pessoas na fila de um dos cartórios e obviamente nem todas receberam ficha para o atendimento. Não ser atendido significa atrasar a vida de quem precisa resolver algum negócio, quase sempre urgente, e que esbarra num serviço arcaico, preso irremediavelmente ao século passado.
Até quando?
As falcatruas que um grupo de delinquentes vinha praticando no Hospital de Base eram conhecidas pelo prefeito de Itabuna. Há pelo menos um ano e meio, um servidor procurou o prefeito e o informou, com detalhes, sobre tudo o que estava ocorrendo. As mesmas informações foram transmitidas ao presidente da Fasi (Fundação de Assistência à Saúde de Itabuna).
Não houve – como deveria – uma ação enérgica para apurar a roubalheira e ainda hoje Antônio Costa, da Fasi, fica cheio de reservas ao tratar do assunto. Azevedo, o prefeito, ainda não se manifestou.
O que se sabe é que quatro ocupantes de postos-chave no hospital foram afastados por 30 dias, em virtude da existência de “indícios de irregularidades”.
Infelizmente, as providências chegam quando o maior hospital do sul da Bahia já se encontra em adiantado estado de sucateamento e rapinagem, sem condições de prestar um atendimento decente a quem dele precisa.
O Base, atacado pelos gafanhotos do dinheiro público, está na UTI. Mas a “doença” é combatida sem o necessário sentido de urgência e até se comenta que os “vírus” são resistentes a qualquer tratamento.
O Serra não tem moral para falar em Segurança Pública, se o estado governado por ele é que faz escola de violência para o Brasil inteiro.
“Leidikeiti”, em comentário à nota DATAFOLHA: DILMA TEM 41%. SERRA, 33%
Embora procure a todo custo (até o momento sem muito sucesso) colar sua imagem à do governo Lula, o PMDB da Bahia não se dedica à campanha da petista Dilma Rousseff.
Grande parte dos 115 prefeitos pertencentes ao partido no Estado está fazendo campanha somente para Geddel e seus candidatos ao Senado, além dos postulantes a vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa pela coligação liderada pelo PMDB. Para Dilma, nada.
Esse fato não é peculiaridade baiana. No Rio Grande do Sul, o PMDB liderado por José Fogaça e inimigo ferrenho do PT no Estado também não se empolga com a campanha dilmista.
Na Bahia, entre os muitos casos, pode ser citado o do ex-prefeito de Itororó, Marco Brito (PMDB). Ele autorizou a pintura de seus muros com propaganda eleitoral, mas determinou que “esquecessem” o nome da candidata de Lula.
“Amigos” do ex-prefeito já fotografaram a propaganda e mandaram o material até para Michel Temer, o peemedebista que é vice de Dilma.
– Instituto não divulgou cenário de 2º turno
Jaques Wagner (PT) cresceu um ponto percentual, Paulo Souto (DEM) estabilizou e Geddel Vieira Lima (PMDB) caiu três pontos na nova pesquisa Datafolha, realizada de 9 a 12 de agosto. O levantamento aponta Wagner reeleito no primeiro turno.
O governador tem 45% das intenções de voto contra 23% de Paulo Souto e 10% de Geddel Vieira Lima. Luiz Bassuma (PV) aparece com 1% e os demais candidatos não pontuaram. O petista tem 11 pontos percentuais a mais que a soma das intenções de votos dos seus adversários (45% contra 34%).
Brancos e nulos somam 5% e o percentual de indecisos é de 14%, percentuais idênticos ao do último levantamento. Foram ouvidas 1.072 pessoas. A margem de erro é de três pontos percentuais.
Curiosamente, e apesar de Wagner liderar abaixo dos 50%, o Datafolha não divulgou o cenário de segundo turno em que se confrontam o governador e Paulo Souto.
Os tucanos buscam explicações para a queda do presidenciável José Serra e o aumento do percentual de votos da petista Dilma Rousseff. O deputado federal baiano Jutahy Júnior (PSDB) dizia que apenas 25% dos entrevistados pelo Datafolha assistiram à entrevista de Serra ao Jornal Nacional, da Globo, na quarta. A pesquisa foi concluída na quinta, 12.
O Datafolha, no entanto, joga uma ducha de água fria na esperança tucana. Conforme a Folha de São Paulo, edição de sábado (14), 50% das entrevistas para esta pesquisa foram realizadas na quinta, um dia após a entrevista de Serra ao Jornal Nacional. Pior: os percentuais de intenções de voto mantiveram-se praticamente inalterados desde os números captados na segunda, 9, até a quinta, 12.
O dado acima pode apontar duas coisas: a influência do JN no voto é baixíssima e a petista Dilma Rousseff tem crescimento consistente e o contrário se dá com José Serra.
O senador César Borges (PR-BA) perde um de seus melhores assessores na área de comunicação a menos de dois meses do Dia D, o 3 de outubro.
Davi Oliveira se despede da equipe do político baiano para assumir vaga na assessoria de imprensa da Defensoria Pública da União, aprovado que foi em concurso público no início deste ano.
O assessorado de Davi, César Borges, é líder das pesquisas de intenções de voto para o Senado Federal, com percentuais que variam de 34% (Dafolha) a 38% (Ibope).
A provedoria da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna tem audiência, nesta segunda-feira, 15, com o secretário Estadual da Saúde, Jorge Solla, em Salvador.
O provedor Renan Moreira vai rediscutir os valores repassados pelo Estado à Santa Casa, mensalmente. Se o tom do encontro for o mesmo da reunião de ontem na provedoria, Renan vai, como poderia se dizer na área médica, com o bisturi afiado.
Ele quer um aumento considerável do repasse médio mensal de R$ 3,2 milhões da Sesab para a Santa Casa. É isso ou fecha o Hospital Manoel Novaes para atendimento pelo SUS, por exemplo. Sustentará que os valores repassados não cobrem custos.
Terá pela frente o argumento-diagnóstico de que o problema da Santa Casa é de gestão:
1 – Um levantamento ao qual o Pimenta teve acesso revela que a instituição filantrópica recebeu entre julho de 2009 e julho deste ano R$ 37,7 milhões pelos serviços de média e alta complexidade.
2 – Dos três hospitais da Santa Casa, apenas o Manoel Novaes atende conforme o pactuado com a Sesab. No Calixto Midlej Filho, o cumprimento do rezado em contrato estaria abaixo de 20%, reforçando imaginário recente de que aquele hospital não é para pacientes do SUS.
Há ainda um outro detalhe: conforme relatório da provedoria mostra, nos últimos anos – e apesar da terceirização de serviços, a Santa Casa teria aumentado o número de funcionários de 1.200 para 1.800.
Que impere o bom senso na audiência.
A ex-ministra Dilma Rousseff (PT) atingiu 41% das intenções de voto na pesquisa Datafolha/Rede Globo divulgada há pouco no Jornal Nacional. A petista subiu cinco pontos percentuais e o tucano José Serra perdeu quatro e agora aparece com 33% em comparação com a última pesquisa do instituto, divulgada em julho.
Marina Silva (PV) repete os 10%. Os demais candidaturas não pontuaram. A pesquisa divulgada nesta sexta (13) foi realizada de 9 a 12 de agosto em 382 municípios. Foram ouvidos 10.856 eleitores. O percentual de brancos e nulos atingiu 5% e o de indecisos, 9%.
O Datafolha fez projeção de segundo turno entre José Serra e Dilma Rousseff. A petista atingiu 49% das intenções de voto e Serra apareceu com 41%. Antes, estava 46% a 45% para Dilma. Os percentuais de indecisos (5%) e de intenção de votar em branco ou nulo (5%) são iguais.
A ex-ministra também decolou na intenções de voto na modalidade espontânea, saindo de 21% para 26%. Serra empacou nos 16%. Serra é rejeitado por 28% dos eleitores e Dilma, 20%. Quando os números são estratificados por área (região), Dilma perde para Serra apenas no Sul (41% a 33%), mas está numericamente à frente no Sudeste (37 a 35%), Nordeste (49% a 25%) e Norte/Centro-Oeste (43% a 33%).






























