Aécio Neves, o governador tucano de Minas Gerais, que luta para ter o jogo inaugural da Copa do Mundo de 2014, em Belo Horizonte, deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante no domingo passado, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio.
Depois do incidente, segundo diversas testemunhas, cada um foi para um lado, diante do constrangimento geral.
A imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos.
A 33ª rodada da Série A só confirmou a fase decadente do rubro-negro baiano. Após perder para o Corinthians na quarta passada, o Vitória levou 1×0 do Coritiba, na capital paranaense, em jogo encerrado há pouco. O time praticamente deu adeus às chances de uma vaga na Libertadores do próximo ano.
O único gol do jogo foi contra. Marcelinho Paraíba cobrou escanteio, Jeci desviou de cabeça. A bola resvalou na zaga e foi morrer no fundo da rede. O Vitória conseguiu venceu apenas uma partida nos últimos sete jogos – no dia 18 de outubro, enfiou 3×1 no Náutico, no Barradão. O time acumula 44 pontos e está na 11ª colocação.
Terminou com um motorista ferido com gravidade, o assalto a um ônibus do transporte coletivo no bairro Nova Itabuna, na noite de ontem.
Por volta das 21h30min, quatro bandidos armados anunciaram o assalto e depois atiraram contra o motorista Kleber Sampaio de Araújo, de 27 anos.
Ele está internado no Hospital de Base, após ser ferido no pescoço. Até a manhã de hoje a polícia não havia encontrado os assaltantes.
O trovador Agulhão Filho, por assim dizer, jogou a toalha. E roga aos leitores que o ajudem a entender a conjuntura política baiana, mesmo acreditando que o público esteja igualmente confuso. “Nem Octávio Mangabeira, especialista em baianidades, seria capaz de explicar tamanha barafunda”, diz o trovador, com pessimismo:
O que mostra a propaganda é de nos causar terror: do jeito que a coisa anda, é Waldir pra senador, Jaques Wagner em derrapagem, Geddel fazendo chantagem, e Souto… governador! .Então me diga você: a Bahia está doente? Félix agora é PT (!!!), Pedro Egídio não dá dente… A Bahia envelheceu? Mudou ela ou mudei eu, que fiquei muito exigente?
A desgraceira provocada pela dengue no último verão em Itabuna deveria servir de advertência, mas parece que ao governo atual está faltando alguma dose de juízo.
A Secretaria Municipal de Saúde deixa faltar larvicida para o combate aos focos do mosquito Aedes aegypti, fica cinco meses sem realizar as visitas domiciliares e o desleixo chega ao ponto de não se cumprir agenda de mutirões nos bairros. É tudo que o mosquito deseja para se reproduzir à vontade e aterrorizar a cidade daqui a algumas semanas.
Hoje, a SMS tinha um mutirão de combate programado para os bairros Fonseca, Novo Fonseca e Vale do Sol. A atividade foi marcada em virtude de uma provocação do Ministério Público, mas inexplicavelmente não ocorreu.
A cada dia que passa, a população de Itabuna fica a se perguntar o que o médico Antônio Vieira está fazendo no comando da Secretaria Municipal de Saúde. O prefeito José Nilton Azevedo precisa acordar, e com urgência, porque a dengue e outras mazelas estão soltas por aí, valendo-se da incompetência oficial.
Empresas que exploram o comércio 24 horas no centro de Itabuna têm sofrido a pressão da falta de segurança nas madrugadas. Assaltos, furtos e até o excesso de menores pedintes que circulam pelo centro, consumindo drogas e atazanando clientes e funcionários, tornam o comércio noturno algo bem inseguro. É o crime desorganizado fazendo das suas.
No mês de outubro a sorveteria Danúbio Azul, a mais tradicional da cidade, foi assaltada três vezes, em sua loja 24 horas. Mas os empresários não pensam em deixar de abrir as lojas à noite. “Não faz sentido a gente fechar as portas. As autoridades é que devem oferecer mais segurança, em toda a cidade”, afirma um dos empresários.
Apenas no entorno da praça Otávio Mangabeira são três empresas 24 horas, duas farmácias e uma sorveteria. Todas expostas à insegurança. Mas outra empresa também reclama. A pizzaria Sabore d’Itália sofre com os constantes assaltos a dezenas de seus carrinhos de mini-pizzas em toda cidade.
“Temos que nos juntarmos, toda a sociedade, e cobrar das autoridades. Pagamos impostos, geramos empregos e lutamos para manter empresas que também desempenham um papel social importante. A Sabore, por exemplo, emprega mais de 170 pessoas diretamente”, observa um desses comerciantes, que pede anonimato enquanto não organiza uma comissão para ir às tais autoridades.
Marco Wense
A briguinha entre os petistas da CNB e da DS, em torno de uma vaga para o Senado na chapa encabeçada pelo governador Jaques Wagner, vai terminar criando um desnecessário constrangimento para o ex-governador Waldir Pires.
A DS, que é a Democracia Socialista, quer a vaga para Walter Pinheiro. A CNB (Construindo um Novo Brasil) lançou o nome do ex-governador Waldir Pires. Como não bastasse, o PCdoB vai indicar Haroldo Lima.
São duas vagas na majoritária. Uma já está “prometida” a deputada federal do PSB e presidente estadual da legenda, a ex-prefeita de Salvador Lídice da Mata. A outra, se for medida em termos de porcentagem, tem 90% de chance para Otto Alencar, conselheiro do TCM.
Os petistas, mais uma vez, azucrinam a vida do governador Jaques Wagner, que não pode prescindir de uma composição política com poucas desavenças, sob pena de não se reeleger.
Essa insistência do PT pode até criar problemas para o presidente Lula, que tem a difícil missão de demover Ciro Gomes, que é do PSB, da sua legítima pretensão de disputar o Palácio do Planalto.
O comando nacional do PSB, presidido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, já começa a ficar irritado com os petistas da Bahia que, sorrateiramente, trabalham para defenestrar Lídice da chapa majoritária.
O PT, qualquer PT, deve abrir mão da disputa pelo Senado, facilitando o caminho da reeleição de Wagner. Em relação a CNB, que tem o deputado Geraldo Simões como ilustre integrante, que tire, o mais rápido possível, o ex-governador Waldir Pires desse imbróglio.
Nos bastidores do Palácio de Ondina, o comentário é de que o governador Jaques Wagner está irritadíssimo com o comportamento dos companheiros.
Enquanto a articulação política do governo joga água na fogueira da sucessão, os petistas jogam gasolina. É o PT versus PT.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.
Eles são do mesmo ninho, mas se detestam. E quando o encontro ocorre em estúdio de rádio e com os microfones abertos, então… O bicho pega.
De um lado do ringue (ops!), do estúdio, o jornalista José Adervan. Do outro, o ex-vereador e neotucano Adilson José. Ambos, foram entrevistados no programa Resenha da Cidade, da rádio Jornal.
Adílson deu a primeira alfinetada ao lembrar que ingressou no partido com as bênçãos da direção estadual, enquanto Adervan lhe negava abrigo (no caso, ninho!). E, para fechar, disse que já foi eleito vereador, mas o presidente do diretório local acumulava fragorosa derrota em sua tentativa de ser prefeito de Itabuna, ano passado.
E aí, veio a estocada do jornalista. Adervan disse que perdeu a eleição, mas nunca comprou voto doando terreno e depois lhe tomando dos eleitores-comprados. Era uma clara referência ao processo que Adilson respondia por venda de lotes de terrenos em troca de voto.
O clima no estúdio estava quente e o impossível Adervan ainda completou afirmando que o vereador Solon Pinheiro, do PSDB, com quem trava briga homérica, é um “menino mimado”.
Apesar desta troca de amabilidades, Adervan e Adílson José negam existência de racha no PSDB itabunense. Para os brigões, o que há por aqui é “democracia”.
Até parece aquele partido da estrelinha vermelha…
Do blog do Thame
Durante a visita a Coaraci, neste sábado, o governador Jaques Wagner confirmou que a rodovia Ilhéus-Itabuna será mesmo duplicada. “É um compromisso que tenho com a população das duas cidades”, disse.
Embora sem citar a data do início das obras, Wagner revelou que a duplicação será um dos presentes do Centenário de Itabuna.
Como Itabuna faz 100 anos em 2010, conclui-se que…
Sobre a duplicação, leia post abaixo.
Na visita a Coaraci, no sul da Bahia, o governador Jaques Wagner adotou tom messiânico e defendeu a sua política de alianças que tem atraído ex-carlistas para o governo e, provavelmente, o palanque eleitoral em 2010.
Os críticos internos, diz Wagner, têm de entender que não há outro caminho para vencer o pleito de outubro do próximo ano se não for através da construção de alianças. “Sigo o exemplo do presidente Lula”, observou.
No palanque oficial deste sábado, em Coaraci, estava um dos críticos ferozes desta aliança, o deputado federal Geraldo Simões – que estava bem tranquilo e conversou naturalmente com o governador.
Dentre os “ex-carlistas” no governo de Wagner estão os secretários estaduais Roberto Muniz (agricultura) e João Leão (infraestrutura). Também neste sábado, uma das surpresas políticas foi a declaração pública de voto do deputado federal Félix Mendonça (DEM), que anunciou ir de Wagner em 2010.
Wagner esteve em Coaraci para inaugurar uma unidade ‘compacta’ do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC), a biblioteca pública Antônio Ribeiro Santiago, a reforma da praça Pedro Procópio e a passarela Alcebíades Sales. Além disso, também foram entregues títulos de terra e anunciada a reforma do Hospital Geral de Coaraci, que passa a ser administrado pelo município.
Do Terra Magazine
Falar de Partido dos Trabalhadores com Geddel Vieira Lima suscita opiniões extremas. Do apoio exacerbado ao rompimento total. Ir de um lado desse a outro é como atravessar uma fronteira bem definida. No caso estrito, a da Bahia.
Ministro da Integração Nacional, Geddel se insiste pré-candidato do PMDB na Bahia, contra o governador petista Jaques Wagner. Enquanto isso, costura a aliança das duas legendas nacionalmente.
“Só tenho recebido do presidente Lula e da ministra Dilma demonstrações de carinho, de apreço e estou sendo uma pessoa que tem procurado articular muito o PMDB nacional, quebrar resistências para viabilizar uma apoio forte à ministra Dilma Rousseff”, deixa claro. E Geddel ressalva: “A disputa na Bahia não contamina o projeto nacional. Da nossa parte.”
Manchete do semanário A Região:
Quase 600 ações e só um prefeito condenado em 7 anos
Lendo uma notícia dessas, baseada em levantamento do Ministério Público Estadual, fica a dúvida sobre qual tipo de bandido goza de maior impunidade, se aqueles conhecidos ou os de colarinho branco.

Paulo Souto (DEM) e Geddel Vieira Lima (PMDB) seriam as opções naturais, mas o deputado federal Félix Mendonça disse que votará pela reeleição do governador Jaques Wagner (PT). A declaração de voto ocorreu durante participação do deputado do DEM no programa Resenha da Cidade, apresentado pelo vereador e radialista Roberto de Souza.
Ele falou sobre política e também da sua origem, o carlismo. Nem Paulo Souto nem Antônio Imbassahy podem se dizer carlistas ou assumir o legado da corrente política, na opinião de Félix. Para ele, só o deputado federal e colega de bancada ACM Neto pode se arvorar, digamos, carlista de boa cepa.
Félix Mendonça surgiu na política na década de 60 e teve sua história sempre ligada ao senador ACM, falecido em 2007. Agora, ele muda de lado e declara seu voto no PT. Ex-prefeito de Itabuna e deputado federal por vários mandatos, Félix deixará a política.
O carlista de quatro costados passará o bastão para o filho Félix Júnior, que sairá candidato a deputado federal pelo PDT, partido que, não por acaso, integra a base de apoio ao governador Jaques Wagner.






















