Daniel Thame | www.danielthame.blogspot.com
Na mesma semana em que um infarto fulminante impediu Ferreirinha de chegar aos 100 anos, uma bala perdida impediu a pequena Maria Eduarda Ribeiro Dias de ultrapassar seu primeiro ano de vida.
O quase um século de Ferreirinha, morto no domingo; e o apenas um aninho de Maria Eduarda, assassinada com um tiro no peito na segunda-feira, formam o contraste de uma cidade capaz de garantir a longevidade de uns, mas incapaz de impedir a morte mais do que precoce de outros.
O fazendeiro Ferreirinha, morava na Zildolândia, um bairro classe média de Itabuna. Viveu o suficiente para, aos 85 anos, casar-se com a estudante Iolanda, então com 16 anos, uma paixão arrebatadora e ao mesmo tempo inusitada, que lhe rendeu fama internacional e o título de “Garanhão de Itabuna”, que ostentava com indisfarçável orgulho.
Ao morrer, após lutar bravamente contra uma seqüência de enfermidades, Ferreirinha já tinha seu nome inscrito na história de Itabuna. Seu sepultamento reuniu centenas de pessoas, entre familiares, amigos ou simples curiosos, que o conheciam apenas por conta da fama.
Maria Eduarda morava no bairro São Pedro, um dos mais carentes de Itabuna, onde a violência impõe a lei e o medo aos moradores, gente trabalhadora e decente. Não viveu nem o suficiente para dar os primeiros passos, nessa caminhada incerta rumo a um futuro que para ela agora é apenas uma interrogação ou uma abstração.
Ao morrer de forma abrupta e violenta, ganhou o noticiário policial das rádios, televisões e jornais. Seu sepultamento reuniu apenas gente simples do bairro, que cobrou Justiça, mas sabe dos riscos que é abrir a boca para protestar contra a impunidade dos marginais.
Maria Eduarda, sem fama nem fortuna, está fadada a virar apenas estatística, um número a mais no elevadíssimo número assassinatos em Itabuna.
Maria Eduarda foi vítima de uma dessas balas perdidas que por uma dessas coisas inexplicáveis só encontram gente inocente.
Baleada dentro de casa numa rua chamada – suprema ironia – Liberdade.
Liberdade é justamente o que falta para os moradores do São Pedro e de outros tantos bairros da periferia de Itabuna, prisioneiros em suas próprias casas.
De Ferreirinha se pode dizer que teve a sorte de, a despeito de duas guerras mundiais, ter nascido num tempo em que a violência cotidiana não produzia tantas vítimas fatais. Viu o mundo dar um salto tecnológico, o homem pisar na Lua e virou não apenas o século, mas também o milênio. ´
Amou e foi amado, teve filhos, netos, bisnetos e ainda viveu uma bela paixão outonal.
De Maria Eduarda se pode dizer que não teve sorte alguma, mas o azar de ter nascido num tempo em que nem um bebê inocente está seguro dentro de casa, quando essa casa está localizada numa área de guerra urbana, onde sobreviver é quase um milagre.
O intervalo de apenas um dia separou as mortes de Ferreirinha e Maria Eduarda.
Quase um século separou as vidas de Ferreirinha e Maria Eduarda.
Personagens diferentes, vidas diferentes, que talvez nem coubessem na mesma história.
Mas que se encaixam perfeitamente quando inseridos na história de uma cidade que celebra Ferreirinha mesmo na morte e chora a Maria Eduarda sem vida.
Uma cidade que num intervalo de 24 horas alçou Ferreirinha a condição de mito e empurrou Maria Eduarda à condição de anjo caído.
Balas perdidas, vidas perdidas.
Até quando?
Daniel Thame é jornalista e blogueiro

O presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagli, disse não temer uma investigação de sua gestão por parte do Ministério Público ou do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Alvejado pelo deputado Paulo Rangel (PT), que denunciou supostas irregularidades na empresa (leia aqui), Albagli disse que a empresa estadual está aberta “a qualquer auditoria”.
– De minha parte, aviso que não tenho um centímetro sequer de preocupação pela iminente presença do Ministério Público, TCE ou [de] seja lá quem [for]. Até em verdade, preciso que os órgãos de controle investiguem e depois divulguem suas conclusões.
Albagli disse ter vivido um momento a la Kafka, pois não pôde se defender das denúncias do deputado petista, seguindo uma estratégia do PP, partido que comanda a Secretaria Estadual de Agricultura e a Bahia Pesca. A presidência estadual do partido e a bancada estadual definiram que Albagli somente falaria sobre o assunto após pronunciamento da bancada na Assembleia Legislativa, onde Rangel fez a denúncia.
O pronunciamento foi feito ontem, pela deputado Eliana Boaventura, que rechaçou a existência de irregularidades na Bahia Pesca. Boaventura, no entanto, lançou dúvidas sobre as gestões anteriores na empresa, inclusive a do período Jaques Wagner, a partir de 2007.
A gerente de Desenvolvimento Urbano da Caixa, Giltânia Menezes, é o que se pode chamar de guardiã da qualidade do programa Minha Casa, Minha Vida em Itabuna. Com seu jeito delicado, esconde uma tenacidade que aflora nas negociações com as construtoras interessadas no programa, que é financiado pelo governo federal – dinheiro público, amigos – por meio da Caixa Econômica Federal.
O Pimenta teve dois dedos de prosa com a ‘beque central’ do programa em Itabuna, durante a cerimônia de assinatura do contrato de R$ 40,5 milhões, ontem à noite. E ela não dá mole, mesmo. “Temos brigas memoráveis com as construtoras, mas são para garantir a melhor qualidade possível dos imóveis”. Sobre o Minha Casa, Minha Vida, leia também o bate-papo com a coordenadora nacional do programa, Maria del Carmen, publicada aqui no blog há duas semanas. Confira, a seguir, a conversa com Giltânia Menezes.
Qual o diferencial dessas casas do programa, em termos de qualidade, em comparação com outros projetos que o governo financiava até pouco tempo atrás?
A qualidade, em si, dos projetos já é um grande diferencial. Mas nós temos brigas memoráveis com os construtores para garantir projetos mais humanos, que atendam às necessidades dos beneficiários, como áreas de lazer, espaços para prática de esportes. Tem que ser um projeto que garanta uma convivência e integração entre as pessoas que vão participar.
E tudo isso está previsto nesse projeto que foi assinado hoje?
Com certeza. Imagine que nesse projeto que aprovamos para 992 casas no São Roque, serão cerca de cinco mil pessoas morando numa mesma área. Essas pessoas tem necessidades específicas, mas todas necessitam desses equipamentos de lazer, como quadra de esportes, campo de futebol, parque infantil.
O que é levado em conta para se aprovar um determinado projeto e não outro?
O que buscamos e não abrimos mão é um projeto que priorize a humanização dos espaços, ofereça imóveis dignos e respeite as pessoas. Não é porque são imóveis subsidiados pelo governo que devem ser indignos. E nesse aspecto, lutamos pelo máximo. O programa já exige que as casas sejam construídas em áreas urbanizadas, próximo ao comércio, com acesso a farmácia, postos de saúde, supermercados entre outros equipamentos urbanos.
Existe um protocolo ou o construtor que oferecer o melhor projeto leva?
A gente tem uma máxima que diz o seguinte: se for projeto para quem ganha na faixa dos quatro a dez salários mínimos, essas especificações vão ser as que o mercado assimilar. Mas quando é para quem ganha de zero a três salários, é o governo quem determina a qualidade mínima a ser exigida. Claro que lutamos para elevar isso, e aí entra a nossa capacidade de negociação.

Com a greve nos bancos chegando ao 14º dia e o prazo de inscrição no Vestibular 2010 atropelado pela paralisação, a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) decidiu criar alternativas para que o candidato não se aperte na hora de pagar a taxa do vestibular.
A taxa, segundo informou a instituição, há pouco, poderá ser quitada em casas lotérias, Hiper Bompreço Itabuna e lojas de conveniência que possuam caixas eletrônicos autorizados a receber o pagamento. O prazo de inscrição no vestibular vai até o próximo sábado, dia 10. O valor da taxa é de R$ 85,00.
A universidade oferece 1.440 vagas em 29 cursos de graduação. Metade das vagas é destinada ao sistema de cotas para estudantes oriundos de escolas públicas, afrodescendentes, índios e quilombolas. As provas acontecem nos dias 10, 11 e 12 de janeiro de 2010. A Uesc ainda não utiliza os resultados do Enem em seu vestibular. A inscrição é feita no site da instituição www.uesc.br.
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e a representação dos bancários têm nova rodada de negociações nesta quarta, às 18h, em São Paulo. Os trabalhadores pedem 10% de reajuste, reajuste na participação nos lucros, segurança bancária e contratação de mais funcionários. Os bancos oferecem apenas 4,5% e ainda não admitiram negociar as outras cláusulas da campanha salarial.

A implantação de uma unidade fixa do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Itabuna foi discutida há pouco, no Hotel Tarik, por por representantes de entidades empresariais e a assessora do Senac, Angélica Leahy.
A reunião foi puxada pela Associação Comercial e Empresarial de Itabuna (Acei), que convidou o secretário de Indústria, Comércio e Turismo, Carlos Leahy, para participar das discussões, além de representantes do Sindicom e CDL.
Segundo adiantou ao Pimenta o presidente da Associação Comercial, Eduardo Fontes, o primeiro passo será conseguir um espaço físico para a instalação definitiva do Senac no município.
– O Senac virá, e a única dúvida até aqui é onde será instalado. Vamos tentar com a prefeitura um espaço físico.
O Senac oferecerá vários cursos de qualificação profissional. Segundo Carlos Leahy e Eduardo Fontes, alguns dos cursos são de hotelaria, bar e restaurante, manicure, cabeleireira, estética, corte e costura (alta costura e moda praia) e informática voltada para trabalhadores das áreas de atendimento e recepção.
Foi suspensa a abertura das propostas técnicas das agências de publicidade que disputam a conta da prefeitura de Itabuna. A abertura estava prevista para esta quarta, 7. Uma das agências desclassificadas na fase de habilitação de documentação, a Publix, entrou com recurso contra o resultado da primeira etapa concorrência de R$ 1,8 milhão.
Na fase de análise de documentação, foram habilitadas apenas as agências Ok Comunicação, Ativa Propaganda (ambas de Feira de Santana), Rocha Comunicação e Tourinho Publicidade (estas, de Salvador). A abertura das propostas ocorrerá após julgamento do recurso.
A rede é afetada por uma total falta de controle que atinge a ponta, quem mais precisa: o cidadão dependente do atendimento oferecido pelo SUS. O retrato obtido a partir de levantamentos em unidades básicas de saúde e do relato sofrido de pacientes-vítimas comprovam que o município conseguiu piorar o que já era ruim.
O quase-fim das filas nas unidades de saúde revelou-se uma quase-farsa. Se não isso, sobraram intenções, faltaram ações. As pessoas saíram das filas visíveis nas unidades de saúde para aguardar o atendimento determinado pela central de regulação. A espera agora é em casa. Espera-se por uma ligação que nunca acontece. A ida ao posto de saúde é seguida de frustração.
Pacientes com suspeitas de câncer esperam até mais de três meses para fazer uma biópsia. O drama é seguido de um calote milionário que atinge a rede de serviço, desemprega pessoas e deixa a cidade (ainda) mais doente.
Os problemas são muitos e impedem o município de retornar, à gestão plena da saúde, perdida em setembro do ano passado. Mais do que apontar problemas, a intenção é apresentar caminhos para uma melhora do sistema.
O projeto de 992 apartamentos dos conjuntos residenciais Pedro Fontes I e II, do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, fez o prefeito Azevedo sorrir de orelha a orelha. Mais que isso, fez o velho capitão ver estrelas.
Não é pra menos. O município não vai entrar com um centavo na construção das casas, mas vai levar um lucro enorme. O projeto, de R$ 40,5 milhões, será totalmente financiado pelo governo federal, através da Caixa. Quem vai inaugurar as obras, daqui a um ano?
Diante desse mamão com açúcar, Azevedo não resistiu. “No começo era só crise, dengue, só tinha notícias ruins. Agora a estrela brilhou, e podemos faturar as coisas boas”, comemorava, hoje à noite, durante a cerimônia de assinatura do mega contrato da FM Construtora com a Caixa.
As obras começam no início da próxima semana, com a contratação de cerca de mil trabalhadores, no próprio local, no bairro São Roque. “O escritório será no próprio canteiro. Todos terão carteira assinada”, afirmou Fernando Sampaio Melo, da FM Construtora.
Ricardo Kotscho
O Lula vai quebrar a cara em Honduras! Vai correr sangue nas ruas de Tegucigalpa e ele será o culpado! O Lula vai tomar uma surra do Obama em Copenhague! Vai dar Chicago! Agora a popularidade do Lula vai despencar!
Pois é, amigos, foi uma atrás da outra. A urubuzada (nada a ver com a grande torcida do Flamengo, por favor!) jogou contra e perdeu todas, perdeu o rumo. Vocês já repararam? A oposição simplesmente sumiu de cena.
Em 2009, a turma do contra, representada por aqueles célebres 6% que reprovam o governo Lula, começou jogando tudo na crise econômica mundial, que quebraria o Brasil. O Brasil não só não quebrou como saiu da crise mais forte do que entrou.
Já nem me lembro de todas as crises do fim do mundo anunciadas durante o ano, mas tivemos depois a dengue, a crise do Senado, a gripe suína, a história da Lina, a CPI da Petrobrás, o diabo a quatro. E nada do Lula cair nas pesquisas.
A palavra crise não saía das manchetes, e nada. Quando a crise não era aqui, era em Honduras _ por culpa da política externa do governo brasileiro, claro. Agora que as coisas estão se acalmando por lá e tudo indica uma saída negociada com os golpistas devolvendo a Presidência a Manuel Zelaya, a urubuzada já está recolhendo os flaps.
Com a vitória do Rio para sediar a Olimpíada 2016 transmitida ao vivo de Copenhague, não teve jeito de esconder o importante papel do presidente Lula nesta conquista. Os 6% de inconformados e seus bravos representantes na imprensa e no parlamento devem ter entrado em profunda depressão. Por isso, sumiram _ pelo menos, por algum tempo.
Restam apenas alguns blogueiros histéricos e seus comentaristas amestrados blasfemando na janela, vendo as ruas em festa, os bares lotados em dia de semana, a indústria, a bolsa, o emprego e a renda crescendo novamente, a autoestima do brasileiro lá em cima, a vida seguindo alegre seu rumo.
Claro que sempre será possível fazer escândalo com qualquer coisa, como esta crise do Enem, uma história até agora muito mal contada, que vai atrasar a data dos vestibulares. E daí? Fora os candidatos e professores que irão perder alguns dias de férias, qual o drama para o restante dos brasileiros?
Conheça o Balaio do Kotscho
Imagine a cena: um homem alcoolizado ameaça se jogar de cima de um casarão e, embaixo, um agitador o incentiva a seguir no projeto suicida.
Parece incrível, mas aconteceu no final da manhã de hoje, na rua Antônio Lavigne de Lemos, no centro de Ilhéus.
O homem subiu no telhado do casarão e preparava-se para o “voo”. A multidão acionou o Corpo de Bombeiros na tentativa de fazê-lo demover da ideia.
No meio da multidão, um panfleteiro de 45 anos, conhecido como “Pato”, implorava ao suicida:
– Se joga, se joga!
Bombeiros, infiltrados na multidão, descobriram de onde (e de quem) partia a “gracinha”.
Resultado: “Pato” foi detido e teve que se explicar na delegacia.
Em tempo: o homem alcoolizado que tentava contra a própria vida foi salvo e passa bem.
Parece que a turminha de Salvador e de Brasília colocou a fila para andar. Depois de reme-reme de um ano e meio, desde quando Lula esteve aqui em Ilhéus, finalmente eles anunciam mutirão para assinatura de contratos do PAC do Cacau. Serão três mil contratos neste primeiro momento.
O secretário estadual de Agricultura, Roberto Muniz, informa que o mutirão tem data e local definidos: 27 de outubro, em Itabuna. O mutirão foi definido em reunião na tarde desta terça, no Hotel Catussaba, em Salvador (confira). Dela, participaram representantes do Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Desenbahia, os agentes financeiros do programa, além de integrantes do Câmara Setorial do Cacau.
Caso a renegociação saia, os produtores poderão tomar dinheiro – logo – para financiar a sua produção. Parte do dindin será utilizada para o custeio da safra de 2010. O PAC do Cacau prevê investimentos de R$ 2,52 bilhões na lavoura cacaueira e na diversificação econômica do sul da Bahia.
A data para o mutirão em Itabuna, porém, não é definitiva. E Muniz joga a responsabilidade para quem de direito, o Governo Federal: “a Bahia saiu na frente. Fizemos nosso dever de casa. Agora só falta o governo federal”. É que espera-se a sanção do presidente Lula à Lei 13/2009, que redefine prazos e condições de financiamento da dívida do produtor.
Alterado às 22h02min

Mesmo com os desmentidos de Geddel Vieira Lima, a informação publicada na coluna Informe JB, do Jornal do Brasil, de que o publicitário Fernando Barros será o marqueteiro da campanha do ministro ao governo da Bahia criou um enorme mal-estar na ala do DEM mais próxima ao ex-governador Paulo Souto.
Barros é ligado a Souto e a notícia soou como uma espécie de traição (“a única novidade na Bahia é você”, disse Barros a Geddel). O marqueteiro é amigo de Souto, com quem costuma se encontrar na pacata cidade de Canavieiras, onde ambos mantêm casas de veraneio.
O desmentido do ministro piorou a situação. No Informe de hoje, ele diz que “não firmou contrato com a agência Propeg”, cujo dono é Barros. Ou seja, o ministro não negou que esteja conversando com o publicitário.
Com certa revolta, fontes do DEM comentam que as conversas acontecem, sim. E constantemente. As mesmas fontes dizem que Geddel não daria um passo sem consultar Barros, o mentor da política de comunicação da era Paulo Souto.
A informação também provocou ciumeira nos marqueteiros da Ideia 3, agência que assessora Geddel, por motivos óbvios. Para piorar a situação, sabe-se que o encontro caloroso entre Barros e o ministro foi ‘vazado’ pela assessoria do próprio ministro.

Dirigentes do Sindicato dos Bancários de Itabuna preparam, para esta madrugada de quarta-feira, 7, uma recepção calorosa ao superintendente regional do Bradesco para as regiões sul e sudoeste da Bahia.
Segundo o sindicato, o homem tem surpreendido (negativamente, claro!) ao arrancar funcionários da cama, às 4h da manhã, e obrigá-los a ir para as agências ainda na madrugada. O intuito é furar o bloqueio grevista na porta dos estabelecimentos e garantir o funcionamento.
Só que os sindicalistas decidiram – literalmente – madrugar nas portas das agências do Bradesco. A ação terá o reforço de sindicatos de outras categorias solidárias à paralisação que exige 10% de reajuste. Os bancos oferecem menos da metade, 4,5%. Amanhã, a greve completa 14 dias.
O DPT de Itabuna é mais um exemplo de descaso governamental. E praticamente parou nesta terça-feira.
Deu-se que os contratos de dois dos três auxiliares de necropsia foram encerrados. Eles trabalhavam sob a promessa de situação resolvida logo, logo. Zignal escancarado.
Aos dois funcionários terceirizados, não restou outra opção a não ser cruzar os braços e ir para casa. Trabalhar de graça era que não dava (mais!).
O único auxiliar que ficou – e amparado pelas leis trabalhistas – cumpre a sua jornada no horário da manhã. Hoje à tarde, os corpos que chegaram ao DPT para necropsia ficaram à espera de legista e auxiliares – possivelmente até amanhã.
Do jeito que vai, talvez seja melhor fechar o DPT.





















