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Da próxima segunda-feira (7) até 18 de abril, 50 jovens angolanos participarão de um treinamento especializado na cadeia produtiva do cacau em Ilhéus, no sul da Bahia. A capacitação faz parte do Youth Technical Training Program, numa tradução livre Programa de Treinamento Técnico para Jovens (YTTP), numa iniciativa do Instituto Brasil África (IBRAF) para fortalecimento de competências técnicas de jovens africanos.

A iniciativa oferece abordagem integrada de conhecimento técnico e vivência em campo para qualificar os participantes na modernização da cadeia produtiva do cacau em Angola. O curso inclui módulos sobre produção de viveiros de mudas de cacau, poda de cacaueiros, tecnologia e inovação no cultivo, manejo de pragas e doenças, processos de clonagem, entre outros temas. As atividades ocorrerão nas instalações do Instituto de Fomento e Desenvolvimento Agro-Sócio-Ambiental da Bahia (Biofábrica da Bahia) e na Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac).

“O YTTP adota estratégias de formação profissional adaptadas às necessidades dos países africanos. Ao aproveitar a expertise brasileira em setores estratégicos, garantimos que os participantes adquiram não apenas conhecimento técnico, mas também habilidades práticas que geram impacto real em suas comunidades”, ressalta João Bosco Monte, fundador e presidente do Ibraf.

A iniciativa reforça o compromisso da instituição com o desenvolvimento sustentável por meio da capacitação, proporcionando aos jovens as ferramentas necessárias para transformar as economias locais.

Para avançar na implementação da primeira turma de 2025, o presidente do IBRAF esteve em Luanda, Angola, onde se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Teté António, e o ministro da Agricultura e Florestas, Isaac Francisco Maria dos Anjos, em janeiro. Os encontros tiveram como objetivo alinhar a estruturação do programa e garantir que a iniciativa esteja em sintonia com as estratégias de desenvolvimento agrícola do país.

O ministro Teté António destacou a importância da capacitação para os objetivos agrícolas de longo prazo de Angola, ressaltando o papel das parcerias internacionais na promoção do desenvolvimento sustentável. “Este projeto está alinhado com a estratégia do governo angolano para garantir segurança alimentar e soberania, ao mesmo tempo que atende a demandas mais amplas de desenvolvimento por meio da agricultura.”

O cacau encerrou 2024 como a commodity mais valorizada do ano, atingindo um preço recorde de US$ 12.646,00 por tonelada, na Bolsa de Nova York, um aumento anual de aproximadamente 300%. Países africanos, especialmente da costa ocidental do continente, lideram a produção mundial, e Angola tem grande potencial para expandir sua participação no mercado internacional.

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Governador Rui Costa durante entrega de mudas em Itaju do Colônia, sul da Bahia
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Resultado de convênio entre Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e Instituto Biofábrica da Bahia, milhares de agricultores familiares já foram beneficiados com o repasse de mais de meio milhão de mudas de diversas culturas. Coube ao governador Rui Costa, em visita ao município de Itaju do Colônia na manhã de quinta-feira (12), a entrega que ultrapassou a marca das mais de 500 mil mil unidades produzidas com a qualidade da Biofábrica.

Até agora foram distribuídas 504 mil mudas, segundo a direção da Biofábrica. O deputado federal licenciado e secretário do Desenvolvimento Rural, Josias Gomes, afirma que a parceria com a Biofábrica vem garantindo que o Governo do Estado ponha em prática sua política as políticas públicas de apoio à agricultura familiar e aos pequenos produtores.

– A Biofábrica segue dando grande contribuição ao desenvolvimento agrário baiano, através do fornecimento de mudas. Esse marco, de meio milhão de mudas fornecidas aos nossos parceiros agricultores familiares, é demonstração de que a parceria é vitoriosa em todos os sentidos – diz Josias.

O presidente da Biofábrica, Jackson Moreira, afirma que essa marca – mais de meio milhão de mudas – é uma conquista proporcionada pela parceria com a SDR e efetivada pela equipe do Instituto, desde as trabalhadoras e os trabalhadores de campo até os que integram o corpo diretivo.

“A Biofábrica tem atendido as demandas do governo com excelência, mas o que move a nossa equipe é também a oportunidade de contribuir para o desenvolvimento econômico e social dos trabalhadores rurais familiares, o que se reflete no desenvolvimento das regiões onde estão inseridos e no próprio estado”.

Mais de 500 mil mudas foram entregues pela Biofábrica
ALCANCE

Até o momento foram atendidas 50 associações de agricultores familiares e pequenos produtores em diversas regiões do estado. As mudas distribuídas, se fossem plantadas em terra nua, alcançariam uma área de 500 hectares, mas a conta, segundo o presidente Jackson Moreira, deve ser feita de outra forma.

“São mudas usadas normalmente para fazer recuperação de áreas, adensamento de lavouras. Há, ainda, no caso das mudas de mandioca, a possibilidade de maniveiros, o que significa que o produtor cria uma área de onde serão retiradas novas mudas, continuamente, funcionando como um banco de mudas, que cresce exponencialmente. Assim, essas 500 mil mudas beneficiam mais de mil hectares”.

As mudas distribuídas pelo Governo do Estado são de espécies frutíferas, raízes e essências florestais, sendo a maior parte de cacau de alta produtividade, além goiaba, graviola, mandioca e árvores da Mata Atlântica.

Biofábrica da Bahia entrega mais de 40 mil mudas frutíferas e essências florestais
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No Mês do Cacau, a Biofábrica da Bahia já distribuiu de 46 mil mudas para famílias rurais do estado. Somente de cacau, foram 19.500 mudas. Uma das contempladas foi a Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Pati, em Jitaúna, no Território de Identidade Médio Rio de Contas. Os agricultores receberam 10 mil mudas, das quais 9.500 de cacau e 500 de essências florestais.

“É uma satisfação recebermos essas mudas da Biofábrica. É uma forma do estado de incentivar a permanência das famílias no campo, plantando e cuidando das suas lavouras, para que possamos, futuramente, ter sucessores na cultura do cacau e nas culturas de subsistência”, disse o secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Jitaúna, Edvaldo Peixoto.

O Sindicato Rural de Uruçuca, no Litoral Sul, também recebeu 10 mil mudas de cacau para distribuição a agricultores do município. Em Jacobina, no Piemonte da Diamantina, a Cooperativa de Assistência à Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte (COFASPI) recebeu 26 mil mudas de palma forrageira para distribuição às famílias agricultoras.

“Mais um mês produtivo na nossa Biofábrica, entregando aquilo que faz parte do nosso papel: o fomento à agricultura familiar por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural do governo da Bahia, conforme orientação do secretário Josias Gomes. Estamos muito satisfeitos com essa parceria, que tem contribuído muito para o desenvolvimento econômico das famílias agricultoras do nosso estado”, destacou o diretor-presidente da Biofábrica, Jackson Moreira.

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O diretor-geral do Instituto Biofábrica de Cacau, Henrique Almeida, está com um pé fora do cargo. As notícias vindas de Salvador apontam que o grupo dos deputados estaduais Jota Carlos e Rosemberg Pinto e do deputado federal Geraldo Simões terá direito a indicar o novo dirigente do instituto.

É certo que a escolha parte de membros da diretoria da Biofábrica, mas é forte a ingerência política. A ser verdade o que repassou uma fonte ao PIMENTA, a Agricultura pode voltar ao controle do PT. Tudo dependerá das negociações de Jaques Wagner com o PP, que anda guloso e chutando canela de aliados como o PDT.

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Do Política Etc

Não é apenas o viveiro de mudas da Biofábrica em Itamaraju que está abandonado. Segundo reportagem publicada nesta quarta (24) no jornal A Tarde, o mato cresce à vontade em vinte viveiros situados em Arataca, Buerarema, Camacã, Canavieiras, Coaraci, Eunápolis, Gandu, Ibicaraí, Ibirataia, Ipiaú, Itajuípe, Itamaraju, Jussari, Mascote, Mutuípe, Pau-Brasil, Santa Luzia, Ubaitaba, Ubatã e Una.

O atual diretor-presidente da Biofábrica, Henrique Almeida, diz que faltou financiamento para a continuidade do projeto, que já consumiu R$ 2.270.100,00 em recursos públicos. O ex-diretor, Moacir Smith Lima, que comandou a Biofábrica até o final do ano passado, foi procurado durante três dias pelos repórteres do jornal, que não o encontraram.

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O técnico agrícola Moacir Smith Lima deixou a direção do Instituto Biofábrica de Cacau da forma como entrou: por vontade política. Nada a estranhar, uma vez que, apesar de ser uma Organização Social Sem Fins Lucrativos – empresa de direito privado –, a Biofábrica sempre teve, sem exceções, sua diretoria constituída dessa forma, por indicação política.

“O que ficou feio foi a forma. O secretário Roberto Muniz obrigou o conselho a pedir minha cabeça e aceitar o nome que ele queria”, afirma o ex-diretor. Moacir conversou hoje com o Pimenta, e revelou os bastidores da sua queda. Falou de como a Seagri reteve milhões de reais enquanto mais de 200 famílias passavam necessidade, com salários atrasados e o quanto o governador Jaques Wagner tem de responsabilidade em todo processo.

“Ele tem 100% de responsabilidade. Ele é o governador, tem obrigação de saber o que se passa nas secretarias. E eu alertei várias vezes a Seagri para o grande prejuízo social e político que ela estava causando à população e ao governo com sua política da inanição”. Confira a seguir os principais trechos da entrevista que ele concedeu ao Pimenta.

Vamos começar pelo fim: como se deu a reunião do secretário Roberto Muniz, conselheiros administrativos e o senhor, aqui em Itabuna, na terça-feira, 15 de setembro, em que ele veio pedir sua cabeça ao Conselho Administrativo?

Foi uma coisa constrangedora. Veja que o secretário chegou ao ponto de dizer aos conselheiros que ou eles me tiravam da direção e aprovavam outro nome, ou ele deixaria a Biofábrica de mão e eles, os conselheiros, que se virassem para descascar o abacaxi.

E então, o que fizeram os conselheiros?

Nesse dia, nada. Mas depois foram chamados a Salvador, para um reunião sem minha presença. Lá foram coagidos a me tirar da direção, e a aprovar o nome que a secretaria indicou. Quero deixar claro que nada tenho contra o novo diretor, que, inclusive, foi muito cortês no período de transição.

Mas nesse caso, a cortesia não deveria ter sido sua, uma vez que é quem estava de posse de documentos, que seriam passados a ele?

É, sim. Mas repare que esse processo foi sumário. Assim que o conselho aprovou o novo nome, em Salvador, o secretário exigiu a publicação imediata de minha exoneração. E Henrique me disse que eu poderia fazer a transição com calma, não precisava evacuar o local assim, às pressas. Achei que foi cortesia da parte dele.

“Se me alinhasse, talvez não estivesse recebendo o reconhecimento dele, de que sou probo, honesto.”

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Voltando à reunião do dia 15, que o senhor diz que foi constrangedora. O que aconteceu ali?

Para começar, o doutor Roberto Muniz disse que eu era um homem probo, honesto, que era apaixonado pelo que faço. Em seguida, soltou: ‘mas Moacir, você, por outro lado, é uma roda quadrada, que não se alinha’. Para ele, se eu me alinhasse, seria possível minha permanência. Eu respondi que, se me alinhasse, como ele queria, talvez não estivesse ali, naquela reunião, recebendo o reconhecimento dele, de que sou um homem probo, honesto.

E os conselheiros, o que o senhor acha da postura deles?

O que eles poderiam fazer? Ficar com o abacaxi? Apenas não achei correta a ida deles para Salvador, atendendo a um pedido do secretário. Acho que eles poderiam dizer: ‘escolha o nome, que aprovamos’. Mas ir lá, em reunião a portas trancadas, ficou estranho.

Mas o senhor nos disse, antes dessa entrevista, que essa situação foi antecedida por uma ação deliberada do secretário para inviabilizar sua gestão.

A Biofábrica trabalha com base em um contrato de gestão com o governo do estado, através da Seagri. Basicamente, o governo, através da Seagri, paga um valor para que a Biofábrica forneça mudas para as políticas públicas do governo na área da agricultura. Na época do ex-secretário Geraldo Simões, enfrentamos dificuldades, por conta do fim do primeiro contrato e da demora da Procuradoria Geral do Estado em analisar o novo.

Nesse meio tempo, antes que fosse aprovado ao menos um contrato de emergência, a Biofábrica sustentou a produção de mudas para o governo com seus próprios recursos, no valor de R$ 605.600,00. Entramos com pedido de indenização, e a PGE nos deu parecer favorável. Quando começamos a receber as verbas, a título de indenização, houve a troca de secretários. Geraldo deixou tudo lá, empenhado, mas esse dinheiro não chegou. Pelo menos não chegou da forma que deveria.

“A intenção de Muniz era inviabilizar

a Biofábrica para forçar a minha saída”.

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Não chegou por que?

Porque a intenção era inviabilizar a Biofábrica para forçar a minha saída. Começou uma espécie de auditoria nas notas, que a gente via que era fachada, apenas para burocratizar o processo e postergar os pagamentos, enquanto os trabalhadores ficavam meses e meses sem salários. Tenho aqui anotados todos os pagamentos que recebemos, todas as injeções de recursos próprios. Cada centavo recebido ou pago foi anotado.

O senhor tem conhecimento de boatos que dizem que o dinheiro da Biofábrica foi usado na campanha para prefeita de Juçara, em 2008?

Juçara teve mais de 40 mil votos, não foi? Se dependesse do dinheiro da Biofábrica, não teria quatro votos. Tudo o que entrou e saiu de recursos foi registrado e aprovado pelos conselhos. Essa avaliação de contas é a cada dois meses, e lá não tive uma conta reprovada. E aqui estão todos os recursos da Biofábrica [mostra documentos]. Tenho um nome a zelar. Aliás, só tenho isso, meu nome, minha biografia. Não faria isso em hipótese alguma.

Nesse processo, o senhor teve apoio do deputado Geraldo Simões?

Tive na medida do possível, para ele. Como ex-titular da secretaria, se ele fosse para a briga direta, na imprensa, ficaria parecendo que era uma tentativa de vingança contra o atual secretário. Mas tive, sim, apoio dele, dessa forma, que acaba sendo insuficiente. Agora, em nenhum momento as lideranças de Itabuna levantaram a voz.

“O secretário Muniz está fazendo da Seagri um departamento do PP. Não imagino que o governador não esteja vendo isso”.

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E o governador Jaques Wagner, que avaliação o senhor faz de sua atuação nesse episódio?

Eu credito a ele toda a responsabilidade pelo que está acontecendo. Ele é o governador, deve saber o que se passa nas suas secretarias. Sem falar que o processo da troca de secretário foi acordado de uma forma e executado de outra. Seria mais honesto o PP dizer: “governador, aceitamos a secretaria, mas tem que ser verticalizada”. Ao contrário, aceitou as regras, e depois colocou as mangas de fora. O secretário Roberto Muniz está fazendo da Seagri um departamento do PP. Todo mundo está vendo isso, não imagino que o governador não esteja.

Como está sua situação no PTB, que fechou apoio a Geddel?

Não tenho como ficar, não é? Vou sair, junto com meu grupo. São 455 filiados que saem comigo e se filiarão também junto comigo em outro partido.

Qual partido?

Ainda não temos destino, estamos analisando. Mas tem que estar alinhado com o projeto do governo e do governador.

Que avaliação o senhor faz de sua gestão na Biofábrica?

Tivemos muitos problemas, principalmente com esses repasses e com o fim do contrato de gestão, mas saio deixando 659.708 mudas clonais de cacau (prontas para comercialização), outras 300 mil enraizando, 92.540 mudas de essências florestais; 77.673 mudas de fruteiras – outras 160 mil germinando. Do programa Mata Verde (seringueiras), foram entregues 150 mil mudas e mais 1,1 milhão estão germinando e sendo plantadas. Os resultados, do que foi possível fazer, nós temos. O que não foi possível, não foi por falta de vontade, como o próprio secretário reconheceu.

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Almeida condena "indecência" de ex-gestores.
Almeida condena "indecência" de ex-diretores

O novo diretor-geral do Instituto Biofábrica de Cacau, Henrique Almeida, concedeu coletiva em Itabuna e se disse chocado com ex-dirigentes da organização. Henrique não quis citar nomes, mas diz que estes diretores entraram com ações trabalhistas contra o instituto. Somente uma das ações é superior a R$ 140 mil.

Para Henrique, as ações podem ser até legais, mas não seriam, digamos, morais. O pepino que ele terá de descascar no campo trabalhista tem tamanho: mais de R$ 400 mil. O valor se refere a ações trabalhistas, rescisões e pagamento de salários atrasados de funcionários do quadro permanente.

Henrique prometeu divulgar os nomes dos ex-diretores “indecentes” tão logo seja concluída análise do jurídico da Biofábrica. Mas observou ao Pimenta que nem Moacir Smith Lima nem José Carlos Macêdo estão entre os “indecentes”.

O diretor-geral também disse não temer um eventual boicote por parte da Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri). Provocado pelo Pimenta, ele deixou claro que não acredita em retaliações como as que o seu antecessor, Moacir Smith Lima, diz ter sofrido.

Mas sabe como é que é gato escaldado… Tem medo de água fria. Henrique afirmou que a sua gestão vai trabalhar para captar recursos em outras instâncias e se tornar o mais independente possível da Seagri. “Estamos buscando outros caminhos [para ampliar receita]“, antecipa.

Atualizado às 12h50min

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O secretário de Agricultura, Roberto Muniz (PP), pode não ser vingativo, mas sabe aquela história do peixe? Pois é. Moacir Smith Lima, ex-comandante da Biofábrica de Cacau, também morreu pela boca.

E a história remonta a 7 de junho, Dia Internacional do Cacau. O ex-diretor-geral Biofábrica disse a plenos pulmões que não iria recepcionar o seu chefe na vinda do secretário ao sul da Bahia porque não reconhecia Roberto Muniz como titular da Pasta da Agricultura.

A história chegou aos ouvidos de Muniz, que foi bem recepcionado pelo produtor Henrique Almeida e até visitou a fazenda do presidente da Associação dos Produtores de Cacau (APC). Visitou e gostou tanto da receptividade que rejeitou um belo hotel e preferiu por lá dormir.

Daí em diante, Almeida conquistou a simpatia de Muniz, que tratou de flambar – fritura é pouco – o geraldista Moacir Lima. Junte-se a isso o fato de Moacir ser uma indicação do deputado federal Geraldo Simões, que defendeu o plano de conceder maiores descontos a pequenos e médios produtores de cacau nas renegociações das dívidas da lavoura.

Os grandes produtores não gostaram. Travaram as renegociações do PAC do Cacau, se uniram (e aí tem até empresa multinacional envolvida). Com força e convencimentos, deram ontem o golpe de misericórdia em Moacir. A parte contada em post abaixo junta-se a esta.

Moacir pagou por ser técnico num ambiente eminentemente político. Aliás, nas articulações para a sua queda, ele teve contra si até aquele ex-dirigente a quem tratou com demasiado carinho quando assumiu a Biofábrica. Isso, apesar de conhecer a fundo todos os armários da instituição.

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Exclusivo

Almeida assume a Biofábrica de Cacau.
Almeida assume a Biofábrica de Cacau.

Como antecipou o Pimenta (confira aqui), o produtor Henrique Almeida será o novo diretor-geral do Instituto Biofábrica de Cacau, em substituição ao técnico agrícola Moacir Smith Lima. Henrique Almeida assume como produtor, mas entra pela cota do PP, o novo e mais fortalecido aliado do governador Jaques Wagner.

Almeida é presidente da Associação dos Produtores de Cacau (APC) e fiel seguidor do secretário-geral do PP baiano, Jabes Ribeiro. Os membros do Conselho de Administração aceitaram, por unanimidade, a indicação feita pelo vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb), José Mendes.

Mais informações em instantes.