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Fred fez dois dos três gols do título no Maraca (Foto Jasper Juinen/Getty Images-Fifa).
Fred fez dois dos três gols do título no Maraca (Foto Jasper Juinen/Getty Images-Fifa).

Com futebol em alto nível, o Brasil sagrou-se campeão da Copa das Confederações, há pouco. Aplicou 3 a 0 na “imbatível” Espanha, no Maracanã, com gols de Fred (2) e Neymar numa grande festa. E ainda tirou a invencibilidade de 29 jogos do adversário.
Não tínhamos nem 2 minutos de jogo e Fred bateu Casillas e colocou o Brasil na frente em um misto de raça e oportunismo. 1 a 0.
O Brasil dominava o jogo e tinha mais posse de bola que a Espanha, que, na metade do segundo tempo, começou a mandar, mas sem objetividade.
Aos 40 minutos, um lance quase faz o jogo desandar para o Brasil. Oscar perde a bola no campo adversário, dando o contra-ataque espanhol. Pedro recebe pela direita e chuta cruzado. Júlio César estava vendido. A bola passa, tinha destino certo. Tinha. David Luiz, veloz, tirou quase em cima da linha. E foi aplaudido e teve o nome gritado pela torcida.
Três minutos depois, Oscar – sim, ele – recebe na lua da grande área e lança Neymar pela esquerda. O craque brasileiro fuzila Casillas. 2 a 0. Aí foi dominar a bola e esperar o intervalo.
E veio o segundo tempo. E em menos de dois minutos, novamente, aparece Fred. O atacante – sinônimo de gol – recebeu pela esquerda, dentro da grande área. Aí, querido leitor… Sacola. Num “tapinha”, Fred mandou cruzado para tirar do goleiro e ampliar. 3 a 0.
Aos 8 minutos, o lateral Marcelo tocou levemente em Jesus Navas. O juiz marcou pênalti. Sérgio Ramos colocou a bola na marca da cal… Na hora H, mandou à direita de Júlio César. Para fora.
Aos 12 minutos, Hulk recebe pela direita e tenta dar um toquinho. A bola resvala em Casillas e a zaga espanhola recupera.
Neymar caminhava para fazer o quarto gol, quando foi derrubado por Piqué. O defensor espanhol foi expulso. “Timinho”, reagiu a torcida.
Daí para frente, era garantir o placar. E o Brasil sagrou-se campeão invicto da Copa das Confederações 2013. Chegará à Copa do Mundo com o desafio de quebrar um tabu, o de nunca um campeão das Confederações levar o principal torneio do futebol no ano subsequente.

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O zagueiro David Luiz salvou o Brasil de um empate, aos 40 minutos do primeiro tempo, quando o jogo estava 1 a 0. Pedro mandou cruzado e Júlio César já estava vendido no lance, mas David Luiz apareceu para, quase em cima da linha, impedir o gol da Fúria.

David Luiz vira goleiro no site da Fifa (Reprodução Pimenta).
David Luiz vira goleiro no site da Fifa (Reprodução Pimenta).

Aos 19 minutos do segundo tempo (64 minutos no tempo corrido da Fifa), o goleiro brasileiro garantia o placar e a Fifa cravou que a defesa era de… David Luiz.

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Ramiro AquinoRamiro Aquino | aquino05@uol.com.br

Não vou cometer a hipocrisia de dizer “que vença o melhor”, pois o que quero dizer mesmo é “que vença o Brasil, vamos baixar a crista dessa fúria”, com todo respeito, é claro, ao time de Casillas, Xavi e Iniesta.

 
1982. Copa do Mundo na Espanha. Estávamos lá, numa loucura arquitetada por mim e pelo José Adervan, representando a Rádio Clube de Itabuna, fazendo parte, como repórter, da equipe do pool formado pelas rádios Jornal do Comercio (PE), Clube (BA) e Sociedade (Feira). Foi a maior experiência de minha vida como comunicador.
A Espanha é um país notável para receber turistas e no ano anterior tinha recebido 45 milhões de visitantes, quase o dobro de sua população de 25 milhões de almas à época.
Primeiro Sevilha, cidade tradicional, católica, cheia de igrejas, mulheres pudicas andando de vespa com os vestidos amarrados, sem mostrar sequer um pedacinho de coxa. Passamos bem, dando show de bola. Depois veio a cosmopolita Barcelona. Bairrista ao extremo, pois o Catalão só olha para o próprio umbigo. Um companheiro nosso foi dizer a um motorista de táxi que catalão, basco, andaluz, era tudo uma “mierda” só e quase dá morte. Não havia em Barcelona nenhuma seta ou sinal de trânsito que indicasse a saída para a cidade vizinha (e para Madrid, nem pensar). Passada a fronteira, 50 metros adiante tinha uma seta indicando Girona.
Mas o que tinham de bairristas eram fantásticos para receber bem o visitante. Diferentemente de Sevilha, no Hotel Expo, onde ficamos, a piscina no terraço expunha a beleza de europeias, asiáticas, africanas, fazendo topless. Mas elas perderam o charme quando chegaram duas mulatas da Beija-Flor de Nilópolis. Peitinhos empinados para a alegria dos fotógrafos estrangeiros. Mas não foi por isso que perdemos a Copa para a Itália depois da lavada de alma contra a Argentina. Tínhamos a melhor seleção do planeta, mas não soubemos jogar uma decisão.
Em Barcelona escolhemos um restaurante que ficava perto do hotel para fazer as nossas refeições. De propriedade de uma família catalã, todos os garçons, cozinheiros e auxiliares eram aparentados. Quando o nosso grupo chegava, era uma festa. Entrávamos na cozinha, preparávamos comida brasileira para servir a outros fregueses e tivemos a ousadia de preparar uma sangria (bebida típica espanhola) que virou opção da casa como a melhor sangria que eles já tinham bebido.
Após a nossa derrota para a Itália cheguei sozinho ao restaurante, praticamente vazio àquela hora. Fui cercado e consolado pelos novos amigos, que tinham passado a torcer por nós após a desclassificação da Espanha. Chorei de emoção com tanto carinho e aconchego. Fizeram uma comida especial para mim e jantamos juntos umas seis pessoas (garçons, auxiliares e eu). Ao me despedir outra surpresa: o jantar era cortesia da casa.
Escrevo tudo isso, a pedidos dos amigos do Pimenta, nos momentos que antecedem a nossa partida contra os espanhóis, hoje a melhor seleção do mundo (embora não seja imbatível), decidindo a Copa das Confederações. Não há nenhum conflito de consciência. Torcerei ardentemente pelo Brasil, mas não posso deixar de lembrar de momentos tão gratificantes dos meus 50 anos de comunicação.
Não vou cometer a hipocrisia de dizer “que vença o melhor”, pois o que quero dizer mesmo é “que vença o Brasil, vamos baixar a crista dessa fúria”, com todo respeito, é claro, ao time de Casillas, Xavi e Iniesta.
Ramiro Aquino é jornalista.

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Da coluna Radar (Veja)
O espaço dado pelas emissoras às manifestações superou o da cobertura da Copa das Confederações. Uma pesquisa inédita feita pelo Controle da Concorrência, especializado na análise do mercado de TV, revela que os cinco principais canais abertos dedicaram, entre 17 e 26 de junho, 138 horas aos protestos. O futebol foi assunto por 92 horas. A Band foi a única emissora a dedicar mais tempo à Copa – 56 horas. Já a Record, que praticamente ignorou a competição, foi a campeã  de cobertura das manifestações (47 horas). Na líder Globo, os protestos triunfaram sobre o futebol: 33 horas contra 27 horas.

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Bonucci chuta para fora e dá vaga à Espanha na final das Federações foto Getty Images Fifa

A Espanha bateu a Itália na cobrança de pênaltis (7 a 6) e fará a final da Copa das Confederações-2013 contra o Brasil, no próximo domingo (30), às 19h, no Estádio Maracanã. A cobrança de penalidades veio após empate no tempo normal e na prorrogação. O italiano Bonucci não converteu a cobrança e Navas fechou a favor da Espanha. A foto de Jasper Juinen/Getty Images-Fifa mostra o momento em que jogador italiano chuta cobrança por cima do gol.

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Mobilização popular levou dezenas de pessoas às galerias da Câmara hoje (Foto Agência Brasil).
Mobilização levou dezenas de pessoas às galerias da Câmara hoje (Foto Agência Brasil).

A Câmara dos Deputados derrubou há pouco a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, que restringia os poderes de investigação do Ministério Público Federal, por 430 votos a 9, além de 2 abstenções.
Também conhecida como a PEC da Impunidade, a proposta fez com que os promotores e procuradores públicos fizessem campanha nacional pela sua rejeição no Congresso Nacional. Com a derrubada no plenário, a PEC 37 será arquivada. Se aprovada, apenas as polícias civil e federal poderiam conduzir investigações criminais.

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Barbosa rejeita ideia de disputar presidência da Repúbica.
Barbosa rejeita ideia de disputar presidência da República.

Aparecendo em pesquisas eleitorais com índices que variam de 3% a 7% das intenções de voto na sucessão presidencial de 2014, Joaquim Barbosa, ministro do Supremo Tribunal Federal, concedia entrevista há pouco. Falava do encontro que teve no Palácio do Planalto e descartou participar do processo eleitoral como candidato:
– Não tenho a menor vontade de me lançar candidato a presidente da República.
Barbosa também disse que é a favor do pacto nacional por melhorias no país, proposto pela presidente da República, Dilma Rousseff.

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ricardo artigosRicardo Ribeiro | ricardo_rb10@gmail.com
 

Essa intenção de “surfar na onda” deve ser observada com cautela, pois não há sintonia de objetivos. Enquanto uns lutam para mudar o país, as aves de rapina querem no máximo mudar governos, sem alterar nenhuma estrutura.

 
O movimento que tomou conta das ruas e das redes sociais no Brasil já é vitorioso. Sua conquista mais expressiva foi ter inserido a discussão política no cotidiano do brasileiro. De repente, os frufrus do Facebook deram lugar a um intenso debate sobre o país, seus problemas e a urgência na promoção de avanços sociais que têm sido postergados para um futuro que nunca chega.
Na quinta-feira, 20 de junho, o povo confirmou sua força ao derrubar o horário nobre da TV Globo, empresa que nasceu na ditadura militar, alimentou-se dela e, ao longo de sua história, tem sido forte aliada do conservadorismo. No dia seguinte, a presidenta da república falou em cadeia de televisão, reconhecendo a força dos protestos e afirmando que está atenta às vozes democráticas das ruas.
Vitória, sem dúvida alguma, embora nenhum dos grandes objetivos tenha sido alcançado, haja vista que a redução das passagens de ônibus foi apenas o estopim de uma revolta que tem motivação muito mais abrangente e complexa. A exigência é de mudança geral na política, na forma de exercê-la sem efetiva participação popular, com mandatos que não representam a quem deveriam e são utilizados para o culto do poder pelo poder, e naturalmente pelo dinheiro.
Não é à toa que o povo não se sente representado pelos políticos de um modo geral, assim como pelos partidos. Há uma aversão às lideranças, o que justifica a horizontalidade das manifestações, livres, sem comandantes definidos, embora a tendência natural seja a de que num segundo momento alguns líderes apareçam, principalmente na hora de negociar com o outro lado. Será necessário muito cuidado nesta etapa, já que a transformação de um movimento libertário em algo mais orgânico traz riscos, sobretudo o de novas crises de representatividade.
De qualquer forma, o movimento é fantástico por inaugurar um novo parâmetro na relação entre povo e governos no Brasil. Cada um dos jovens que “saíram do Facebook” e, conscientemente, tomaram as ruas para defender melhoria dos serviços públicos, mais respeito e uma política renovada, não é mais a mesma pessoa. Tornou-se um cidadão que não aceitará mais passivamente a gestão pública dissociada dos verdadeiros interesses populares.
Não é à toa que a maioria dos políticos está com dificuldade para entender o clamor das ruas. Eles cobram uma pauta específica e clara, pois não conseguem ou preferem não discernir que o real desejo é de uma ampla mudança nas estruturas desse país. São políticos que estão há tanto tempo cuidando de seus próprios interesses menores que se mostram totalmente despreparados para compreender o verdadeiro sentido das manifestações do povo.
Outros tentam utilizar e se apropriar do clamor popular, o que se viu não apenas com as bandeiras de partidos buscando sem sucesso infiltrar-se nas manifestações, mas com o oportunismo de legendas como o PPS, em programa partidário na televisão. Essa intenção de “surfar na onda” deve ser observada com cautela, pois não há sintonia de objetivos. Enquanto uns lutam para mudar o país, as aves de rapina querem no máximo mudar governos, sem alterar nenhuma estrutura.
Do blog Página em Construção

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Um dos cartazes mais frequentes nas manifestações de protesto que varrem o país é o que, em inglês, convida a Fifa a arrumar as malas e voltar para casa. É o “Fifa go home”.
De fato, chegou-se a cogitar que a entidade que controla o futebol mundial e organiza as Copas das Confederações e do Mundo atenderia ao comando da revolta popular, que tem como um de seus principais motivos de indignação os elevados gastos com a construção de estádios suntuosos.
De acordo com a Lei Geral da Copa, a Fifa pode cancelar o evento que esteja realizando, caso o país-sede não garanta condições de segurança. Como nesta quinta-feira, 20, o hotel que funciona como “quartel-general” da entidade em Salvador foi apedrejado por manifestantes, especulou-se imediatamente que a Copa das Confederações seria interrompida. E até que o Brasil deixaria de sediar a Copa do Mundo.
Hoje pela manhã, a Fifa desmentiu as duas possibilidades.

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Estudantes que planejam conquistar uma vaga no ensino superior têm a partir desta sexta-feira, 21, para se inscrever no Programa Universidade para Todos (Prouni), do Ministério da Educação. Ele oferece bolsas integrais ou parciais em instituições privadas, para estudantes que tenham feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), desde que tenham obtido média igual ou superior a 450 e não tenham zerado a redação.
Outra exigência é a de que o aluno tenha estudado todo o ensino médio em escola pública ou com bolsa integral na rede particular. O Prouni oferece este ano um total de 90.010 bolsas, sendo 55.658 integrais e o restante parcial.
Para pleitear uma bolsa integral, o estudante deve pertencer a família com renda bruta de até um salário mínimo e meio por pessoa. Quem tiver renda bruta familiar de um salário mínimo e meio a três salários mínimos por pessoa pode se candidatar a uma bolsa parcial.
As inscrições no programa podem ser feitas pela internet até esta terça-feira, dia 25. A primeira chamada será divulgada no dia 28, também pelo site do Prouni.

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Manifestação formou "tapete" humano na Avenida do Cinquetenário (Foto Pimenta).
Manifestação formou “tapete” humano na Avenida do Cinquetenário (Foto Pimenta).

Manifestante com ventríloquo: "Cansei de ser manipulado" (Foto Pimenta).
Manifestante com ventríloquo: “Cansei de ser manipulado” (Foto Pimenta).

A manifestação pela melhoria nos serviços públicos reuniu mais de 7 mil pessoas em Itabuna nesta quinta (20). O ato começou na praça do São Caetano e deveria terminar no Centro Administrativo Firmino Alves, mas superou as expectativas da organização.
Após a entrega de uma pauta de reivindicações na sede da Prefeitura de Itabuna, por volta das 16h, a multidão seguiu a Avenida Princesa Isabel. Na sequência, o grupo tomou a Cinquentenário cantando o Hino Nacional e gritando palavras de ordem como “Vem pra rua/Vem”. Estudantes também cantavam músicas de protesto e entoavam Pra não dizer que não falei das flores, de Geraldo Vandré.
Jovem exibe cartaz com um dos gritos dos manifestantes hoje (Foto Pimenta).
Jovem exibe cartaz com um dos gritos dos manifestantes hoje (Foto Pimenta).

Os cartazes falavam de mais qualidade no transporte público, mas pedia melhorias em saúde, educação, urbanismo e meio ambiente, além de protestos contra os gastos com as copas das Confederações e do Mundo.
Cartazes também criticavam “a roubalheira” e a tentativa de políticos de aprovar a Proposta de Emenda Constitucional que retira do Ministério Público o poder de investigação criminal, a chamada PEC 37.
Robenilson Torres, um dos líderes da manifestação, disse que o ato foi além das expectativas. Segundo ele, uma comissão foi formada e terá audiência com o prefeito Claudevane Leite, na próxima terça (25), pela manhã, para tratar de itens da pauta do movimento.
Cartazes de protesto lembram PEC 37 e chamam povo para a rua (Foto Pimenta).
Cartazes de protesto lembram PEC 37 e chamam povo para a rua (Foto Pimenta).

Apesar do movimento pacífico, os comerciantes da Avenida do Cinquentenário decidiram, em sua maioria, baixar as portas dos estabelecimentos, assim como na Juracy Magalhães. Comerciantes riam da ação de manifestantes que simulavam “invasão” a lojas. A reação não foi a mesma no Supermercado Meira, onde comerciários fecharam as portas do estabelecimento. O ato acabou por volta das 19h10min.
Multidão deixa a Ponte do São Caetano em direção à Cinquentenário (Foto Pimenta).
Multidão deixa a Ponte do São Caetano em direção à Cinquentenário (Foto Pimenta).

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walmir rosárioWalmir Rosário | wallaw1111@gmail.com

O brasileiro está cansado de ser tratado com desdém quando precisa dos serviços de saúde, educação, moradia digna e com toda a infraestrutura necessária, e ainda ouvir que não existem recursos suficientes para tanto.

Na década de 1960 – ainda no século passado – a loja Grauçá Modas promovia uma interessante campanha publicitária em Ilhéus e Itabuna. Dizia a peça mais ou menos assim: “Baixamos as calças para você”. Essa campanha foi veiculada no rádio, serviços de som e peças impressas em cartazes e jornais. Foi uma das grandes sacadas de Antônio Badaró naquela época e que serve muito bem para ilustrar o Brasil de hoje.
Pois bem. Cerca de 50 anos após, os brasileiros estão indo em direção contrária à promoção por demais criativa de Badaró para a loja Grauçá Modas vender mais. De forma soberana, vão às ruas para exigir: “Levanta as calças, Brasil”. É a maior manifestação pública cidadã realizada no Brasil depois da “Campanha das Diretas Já” e do “Fora Collor”, todas com a vontade de recolocar o Brasil nos trilhos. E sem vender a dignidade e a alma.
A maior lição que deveremos tirar dessas manifestações é que não queremos continuar com o atual modelo corrupto de governar, concedendo nossa autonomia à Fifa. Rasgamos a Constituição Cidadã, jogamos nossas leis na lata do lixo para que possamos participar de uma Copa do Mundo, restabelecendo o modelo ufanista para colocar o futebol, esporte maior de nossa mania em detrimento das nossas necessidades mais prementes.
O que o brasileiro mostra nas ruas é que o aumento no preço das passagens dos transportes público foi apenas o fio da meada de um sistema que opera nas trevas. Toda a transparência se limita apenas tão somente às altas esferas do poder públicos e aos donos das empresas. No meio, para referendar as ações, um conselho municipal de transporte (geralmente), que dá o aval necessário à política de aumento de preços.
Acredito que os protestos contra o aumento nos preços das passagens dos transportes urbanos das cidades e regiões metropolitanos tenha sido apenas um pano de fundo para o povo “botar o bloco nas ruas”. Numa estratégia de marketing, o povo foi instigado, compareceu e, aos poucos, o movimento foi ganhando proporções gigantescas. Sem os partidos políticos, é claro, pois estão metidos até o pescoço neste mar de corrupção.
O brasileiro quer o futebol como mania nacional, mas que a Copa das Confederações e a Copa do Mundo sejam realizadas dentro das possibilidades do nosso bolso. Ora, se antigamente gritávamos palavras de ordem contra entregar nossa autonomia ao famigerado Fundo Monetário Nacional (FMI), cujos protestos eram alimentados com as frases de efeito ditas pelos ainda então partidos de esquerda: “Fora FMI”.
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Durante evento de lançamento do marco regulatório da mineração, a presidente Dilma Rousseff elogiou as manifestações ocorridas no país, ontem. “O Brasil hoje acordou mais forte”, disse ela.
A presidente disse que a sua geração “sabe quanto isso [a busca de direitos] nos custou” ao país. Dilma mencionou cartazes utilizados pelos manifestantes que citam os transtornos pela mudança.
“Eu quero dizer que o meu governo está ouvindo essas vozes pela mudança”, afirmou, citando a elevação de 40 milhões de pessoas à classe média.

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Aldo fala em desafios superados (Foto ABr).
Aldo fala em desafios superados (Foto ABr).

Luana Lourenço | Agência Brasil
A cinco dias do início da Copa das Confederações, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse hoje (10) que o governo conseguiu superar “todos os desafios” para realização do evento. Na lista, segundo o ministro, estão itens como entrega e teste de estádios, planos de mobilidade, serviços de telecomunicações, centros de comando e controle para segurança e monitoramento de preços de hospedagem.
A Copa das Confederações começa no próximo sábado (15), com o jogo entre as seleções do Brasil e do Japão, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e Fortaleza também vão receber jogos do torneio.
“Superamos todos as dificuldades, todos os desafios relacionados com a preparação da Copa”, disse Rebelo, após reunião com os ministros da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, da Justiça, José Eduardo Cardozo, da Saúde, Alexandre Padilha, das Comunicações, Paulo Bernardo, de Minas e Energia, Edison Lobão, das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, e da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco.
Rebelo reiterou que o governo, junto com órgãos estaduais e municipais de defesa do consumidor, vai monitorar os preços da rede hoteleira nas seis cidades-sede do evento para coibir abusos nos valores cobrados pelo serviço.
Quanto às obras de infraestrutura relacionadas aos grandes eventos esportivos, o ministro disse que o que ainda não está pronto deverá ser concluído a tempo da Copa do Mundo de 2014, como ampliação de aeroportos e obras de mobilidade urbana.
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O atacante brasileiro Neymar Jr., ex-Santos, assinou hoje com o Barcelona, da Espanha, e apresentou-se à torcida catalã em um Camp Nou com, aproximadamente, 50 mil torcedores.
Tímido, o jogador disse que jogar no “Barça” era um sonho e prometeu ajudar o argentino Messi a continuar sendo “o melhor do mundo”. Confira vídeo da apresentação com direito a embaixadinhas e bola para a torcida.
O vice-presidente de futebol do Barcelona, Joseph Maria Bartolomeu, disse que a contratação de Neymar, por cinco anos, custará ao clube 57 milhões de euros (R$ 159,12 milhões). Confira vídeo da apresentação no estádio do time espanhol.