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Os números do último Anuário de Segurança Pública, divulgados no mês passado, expuseram um contraste doloroso diante do cenário de massacre de mulheres brasileiras no âmbito da violência doméstica. A quantidade de crimes não para de crescer, apesar de o País ter uma legislação considerada “exemplar” para coibir e prevenir esses crimes: a Lei Maria da Penha, que completa 19 anos nesta quinta (7).

Tirar a lei do “papel”, no entanto, ainda é um desafio. Segundo avaliam pesquisadoras ouvidas pela Agência Brasil, a efetividade da legislação requer implementação de políticas públicas para que as ações concretas ocorram como o previsto: com medidas integradas de prevenção à violência e um sistema especial de assistência à mulher.

MASSACRE

O cenário atual, entretanto, pode ser esmiuçado com os números do último anuário de segurança: são quatro feminicídios e mais de 10 tentativas de assassinato a cada dia. Em 80% dos casos, o agressor era companheiro ou ex-parceiro da vítima.

Ao menos 121 das mortes nos últimos dois anos ocorreram quando a vítima estava sob medida protetiva de urgência. Essa informação, divulgada pela primeira vez em um anuário, é um dos dados considerados mais simbólicos da dificuldade do poder público de evitar novas mortes.

Aliás, das 555 mil medidas protetivas concedidas no ano passado (que foram 88% das solicitadas), pelo menos 101.656 foram descumpridas pelos agressores.

MEDIDAS PROTETIVAS

Pesquisadora em direito e sociologia, Isabella Matosinhos, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, acredita que as medidas protetivas de urgência, garantidas pela “avançada” Lei Maria da Penha, permitem uma aplicação rápida e podem ser capazes de salvar vidas. O principal instrumento que a lei Maria da Penha traz, no entanto, não tem se mostrado eficaz, na opinião de Isabella.

“As políticas públicas precisam passar a olhar para os casos em que ela é infringida, em que não dá conta de prevenir uma situação de violência e proteger uma mulher. Esse é o desafio: olhar para os casos em que a medida protetiva é ineficaz.”

A medida protetiva de urgência é um mecanismo previsto na Lei Maria da Penha desde 2006. Em 2019, sofreu alteração para permitir que a autoridade policial concedesse essas medidas. Até então, era somente o Judiciário que poderia fazer a concessão.

A pesquisadora contextualiza ainda que os dados sobre descumprimento e morte de mulheres quando deveriam estar protegidas podem estar subnotificados, uma vez que nem todos os estados enviam as informações.

Por isso, a lei sozinha não consegue mudar o cenário. No ano passado, o Brasil registrou, pelo menos duas, ligações por minuto relacionadas à violência doméstica.

O atendimento em rede, conforme prevê a lei, garantiria acolhimento de múltiplos setores para a mulher, tais como os serviços de saúde e assistência social, além da questão da segurança pública.

“É muito difícil que exista o funcionamento integrado dessas redes”, diz Isabella Matosinhos.

Ela acrescenta que um dos papéis das polícias seria manter com mais rigor a fiscalização cotidiana dos agressores para evitar que se aproximem das mulheres.

ATUAÇÃO EM REDE

Pesquisadora do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a professora Amanda Lagreca, que também atuou no anuário de segurança pública, considera que as políticas públicas têm que ser realizadas e implementadas considerando à complexidade que envolve a realidade de mulheres brasileiras.

“Isso importa porque as instituições devem implementar de fato essa lei. O poder público precisa pensar como a assistência social, a polícia e o próprio sistema de justiça criminal estão implementando a legislação”, salienta a Amanda.

Segundo avaliam as pesquisadoras, nas capitais essa estratégia funcionaria melhor para os serviços. Mas, no interior, os desafios são maiores: “É preciso que haja investimento do estado, dos municípios, para que essa rede se sustente”, diz Isabella.

Ambas ressaltam que a violência contra a mulher atinge vítimas de todas as classes sociais e regiões. No entanto, elas apontam que, conforme o próprio anuário de segurança pública, 63,6% das vítimas eram mulheres negras, e 70,5% entre 18 e 44 anos.

“A maioria delas são mortas dentro de casa por homens. Mulheres jovens e negras acabam sendo as principais atingidas”, afirma Isabella.

MUDANÇA DE CONSCIÊNCIA

As pesquisadoras argumentam que a Lei Maria da Penha promove um olhar completo para prevenção por intermédio de medidas protetivas possíveis, que vão desde a restrição de contato com a vítima, e pode contemplar também a participação do agressor em grupos reflexivos.

“É algo muito importante no sentido educativo. Mas a gente também tem visto uma tendência na legislação de ‘enfrentar’ o problema com aumento das penas. No entanto, a gente precisa avançar mais em políticas públicas”, adverte a pesquisadora da UFMG.

Amanda Lagreca reconhece o fato de que a Lei Maria da Penha nasceu de demandas da sociedade civil e é um marco ao enquadrar a violência contra a mulher como uma violação de direitos humanos. Hoje uma luta da sociedade e do poder público é ocupar espaços de influência, como as escolas, e outros ambientes educativos para ensinar aos meninos ou rapazes que a sociedade não tolera violência contra a mulher.

“É uma lei, fruto de uma luta, que tem quase duas décadas e foi reconhecida, inclusive pela ONU, como uma das mais importantes do mundo e um modelo a ser seguido no combate à violência contra as mulheres”, diz Amanda Lagreca.

Um dos avanços de atualização da lei foi considerar a violência psicológica como uma forma de agressão.

SERVIÇO

Para solicitar a medida protetiva, é necessário que haja um histórico de violência. Prevenir as primeiras violências envolve uma mudança cultural.

As pesquisadoras consideram que a lei surgiu em um momento importante da história do Brasil, com o avanço dos direitos das mulheres.

“Esse agravamento da violência de gênero é o grande gargalo da democracia brasileira, no que diz respeito às mulheres. Elas morrem por serem mulheres. A utilização da Lei Maria da Penha continuará sendo um instrumento de combate”, conclui Amanda. Com Agência Brasil.

Dados de 11 milhões de chave pix são vazados, mas senhas e saldos são preservados, segundo CNJ || Foto Marcello Casal Jr./Agência Brasil
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Mais de 11 milhões de chaves Pix tiveram dados cadastrais vazados, comunicou na noite desta quarta-feira (23) o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O incidente ocorreu no Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), que conecta juízes e o Banco Central (BC).

Tanto o CNJ como o BC informaram que foram acessados de forma indevida dados de 11.003.398 chaves Pix. As informações cadastrais expostas foram as seguintes:

• nome da pessoa;
• chave Pix;
• nome do banco;
• número da agência;
• número da conta.

Segundo o CNJ, o problema ocorreu no domingo (20) e na segunda-feira (21) e foi prontamente corrigido.

O CNJ e o BC reiteraram que não foram expostos dados sensíveis, como senhas, informações de movimentações ou saldos financeiros em contas transacionais, ou quaisquer outras informações sob sigilo bancário.

De acordo com os dois órgãos, as informações obtidas são de natureza cadastral, que não permitem movimentação de recursos, nem acesso às contas ou a outras informações financeiras.

O Sisbajud é uma ferramenta eletrônica que permite aos juízes pedir informações financeiras e bloquear ativos de devedores. O sistema substitui o antigo BacenJud e facilita a comunicação entre o Judiciário e o sistema financeiro para o cumprimento de ordens judiciais.

CANAL DE CONSULTA

O CNJ informou que oferecerá, em breve, uma ferramenta exclusiva para o cidadão consultar se foi afetado pela exposição de dados. A divulgação desse canal ocorrerá no site do CNJ: www.cnj.jus.br

Esse será o único meio de comunicação às pessoas afetas. O CNJ ressaltou que não contatará as vítimas por mensagens, SMS, email ou chamadas telefônicas.

TRANSPARÊNCIA

O BC informou ter adotado as ações necessárias para a apuração detalhada do caso. O órgão ressaltou que o incidente tem baixo impacto potencial para os usuários e que a comunicação não é exigida pela legislação. A autarquia, no entanto, decidiu divulgar a ocorrência por causa do princípio de transparência.

Em breve, o BC também detalhará a ocorrência na página específica em seu site destinada a comunicar todas as exposições e vazamentos de dados desde a criação do Pix.

Itamaraty condena tentativa estadunidense de intervir na Justiça brasileira || Foto Marcello Casal Jr./AB
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Representando o governo brasileiro na reunião do Conselho Geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, embaixador Philip Fox-Drummond Gough, criticou o uso de “medidas comerciais unilaterais como instrumento de interferência nos assuntos internos de outros países”.

Durante o encontro, em Genebra entre os dias 22 e 23 de julho, foram debatidos, por iniciativa do Brasil, temas relativos à necessidade de respeito ao sistema multilateral de comércio baseado em regras.

“Infelizmente, neste exato momento, estamos testemunhando um ataque sem precedentes ao Sistema Multilateral de Comércio e à credibilidade da OMC. Tarifas arbitrárias, anunciadas e implementadas de forma caótica, estão interrompendo as cadeias de valor globais e correm o risco de lançar a economia mundial em uma espiral de preços altos e estagnação”, discursou o diplomata brasileiro.

Recentemente, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou o aumento tarifário a ser aplicado a partir de 1º de agosto sobre produtos brasileiros exportados para os EUA.

Nas manifestações, Trump tem associado a medida a supostas desvantagens comerciais na relação entre os dois países e, também, à forma como as investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro têm sido conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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Lula acaba com taxa de verificação de taximetro no Brasil || Foto Valter Campanato/ABr
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Uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (14) extinguiu a taxa de R$ 52 de verificação dos taxímetros, tanto na aquisição do equipamento quanto nas medições periódicas obrigatórias.

A estimativa é de uma economia de R$ 9 milhões por ano aos cerca de 300 mil motoristas do país, segundo o governo. Além disso, as verificações, que antes eram anuais, passam a ser a cada dois anos.

“No trabalho do táxi, que é um trabalho de serviço público importantíssimo, a aferição do taxímetro era todo ano, e um estudo do Inmetro mostrou que era mínimo o problema. E aquela taxa de R$ 52 zerou, acabou”, destacou Alckmin, durante cerimônia de assinatura da MP, com a presença de Lula, ministros, parlamentares e representantes da categoria.

Proposta pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), por meio do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), a medida tem o objetivo de reduzir custos e desburocratizar o setor.

De acordo com a Lei nº 12.468/2011, o uso de taxímetros é obrigatório em municípios com mais de 50 mil habitantes. A verificação metrológica é exigida por lei e realizada pelo Inmetro.

A verificação inicial é de responsabilidade do fabricante ou importador, e as seguintes devem ser feitas pelo dono do veículo. O fim da taxa de verificação também economizará custos para os fabricantes de taxímetro.

“Graças à implementação de medidas com tecnologia, digitalização e gestão, foi possível fazer essa medida sem prejudicar a confiabilidade e a garantia da medição dos taxímetros e a garantia dos produtos fabricados no Brasil”, afirmou o presidente do Inmetro, Márcio André Brito.

REDUÇÃO DE CUSTOS

No evento, Brito afirmou que o instituto vem trabalhando na redução de custos da indústria, do comércio e dos serviços.

“Nessa esteira, nós diminuímos 15% das taxas de mais de 4 mil empresas no Brasil acreditadas pelo Inmetro. Da mesma forma, o presidente Lula, em 2023, sancionou a lei reduzindo em 56% as taxas do tacógrafo utilizado nas vans, ônibus e caminhões. E este ato é mais uma grande demonstração de reconhecimento, valorização e inclusão da categoria dos taxistas”, declarou.

Com validade imediata, a MP precisa ser aprovada em até 120 dias pelo Congresso Nacional para se converter em lei.

“Essa era a última taxa federal que ainda existia, que os taxistas pagavam. Agora, nós não temos mais nenhuma taxa federal sobre os taxistas”, celebrou a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

“Nós vamos precisar do esforço de todos para que essa medida provisória se torne lei. Ela já tem os seus efeitos agora, mas por um período. Então precisamos aprová-la no Congresso Nacional”, acrescentou. Com Agência Brasil.

Para analistas, sanção é chantagem e mira o Brics || Foto Joédson Alves/Agência Brasil
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A tarifa comercial de 50% anunciada pelos Estados Unidos (EUA) contra o Brasil, que deve ser aplicada a partir de 1º de agosto, funciona como sanção econômica com objetivo de chantagem política, visando atingir o Brics e proteger as empresas de tecnologia e redes sociais estadunidenses, as chamadas big techs, além de tentar interferir no processo político e judicial interno do país.

O professor de economia da Unicamp Pedro Rossi afirmou à Agência Brasil que não enxerga racionalidade econômica na decisão de Trump. Para ele, a medida tem motivações políticas.

“Do ponto de vista comercial, não tem uma finalidade clara. O Brasil não é tão relevante para a economia americana, apesar de ser relevante em alguns setores. São arroubos políticos e o uso de um instrumento comercial para outros propósitos. Para ameaçar e tentar chantagear um país”, avaliou.

Os dados do próprio governo dos Estados Unidos mostram que o superávit no comércio de bens com o Brasil cresceu 31,9% em 2024, chegando a um saldo positivo para Washington em US$ 7,4 bilhões.

O dado oficial dos EUA é, inclusive, muito superior ao registrado pelo governo brasileiro. O Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) do Brasil calculou um superávit a favor dos EUA de US$ 284 milhões no ano passado. Diferentes metodologias na coleta de dados explicam os números divergentes.

BRICS

Ainda de acordo com Trump, as tarifas do Brasil “causaram esses déficits comerciais insustentáveis contra os Estados Unidos”. A afirmação contraria os dados do próprio governo americano, que mostram que o último déficit comercial dos Estados Unidos com o Brasil foi em 2007, há 17 anos.

Para o economista Pedro Rossi, esse tarifaço não responde a problemas da balança comercial.

“Ele olhou para o Brasil como um país que ele pode ameaçar sem muita consequência econômica para os Estados Unidos, como é o caso do México e Canadá. Isso foi uma reação muito espontânea e bruta à cúpula dos Brics e à forma como o Brasil está se movendo no cenário internacional”, explicou.

Durante a Cúpula do Rio de Janeiro, Trump voltou a ameaçar os países que se alinhem às políticas do bloco.

A professora de relações internacionais Camila Feix Vidal, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), destacou o timing da decisão após a cúpula do Brics.

“Enquanto a carta da Indonésia é justificada em termos desse suposto déficit comercial [Indonésia foi taxada em 32% por Trump], na do Brasil a justificativa mais plausível, que dá o tom da carta, é o aspecto político. Trata-se, portanto, de tentar interferir no nosso sistema jurídico”, comentou a especialista nas relações Estados Unidos e América Latina.

Na carta sobre as tarifas, Trump também saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado no Brasil. Aliados do político brasileiro tem solicitado apoio de Trump contra o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

RELAÇÕES COMERCIAIS

O professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Luiz Carlos Delorme Prado destacou que o direito internacional não permite o uso de tarifas para fins políticos de forma unilateral.

“O que se trata aqui é de um comportamento abusivo de um governo estrangeiro para obter vantagens políticas usando meios ilegais para constranger um país soberano. Existe um procedimento para aplicação de tarifas, o que passa pela Organização Mundial do Comércio (OMC)”, destacou.

Prado lembrou, porém, que os sucessivos governos dos Estados Unidos vêm, desde Barack Obama (2008-2016), esvaziando o papel da OMC ao não indicar os juízes que deveriam arbitrar os conflitos comerciais.

Na carta enviada ao governo brasileiro, Trump justifica que a relação comercial com o Brasil é “injusta” por causa de “tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil” e que a tarifa de 50% é “muito menos” que o necessário para “termos igualdade de condições”.

Antes do primeiro tarifaço mundial de Trump, no início de abril, o governo dos Estados Unidos divulgou relatório criticando o modelo tarifário do Brasil em relação as importações, em especial, nos setores do etanol, filmes, bebidas alcoólicas, telecomunicações, máquinas e equipamentos.

O professor Prado explicou que essas tarifas foram construídas ao longo de negociações comerciais pós 2ª guerra mundial.

“O Brasil dá tratamentos diferenciados para determinados produtos. O fato de as tarifas não serem iguais é resultado de todo o processo de negociação do pós-guerra que vai criar a OMC. Não há razão para as tarifas serem exatamente iguais entre o Brasil e os EUA, inclusive, porque são países de graus de desenvolvimento diferentes”, comentou.

Já o economista Pedro Rossi diz que é comum ter déficit ou superávit nas relações comerciais e que o saldo comercial não significa que a relação é justa ou injusta.

“É normal que se tenha comércios de acordo com a especialização de cada país. Isso não significa justiça ou injustiça. O fato de o Brasil ter um déficit com os EUA não é uma injustiça, é um reflexo de uma estrutura produtiva, que tem complementariedade com a economia americana”, comentou o professor licenciado da Unicamp.

RESPOSTA DO BRASIL

Para os três analistas consultados pela Agência Brasil, o governo deve usar a Lei de Reciprocidade para responder ao governo estadunidense. Para Luiz Prado, da UFRJ, usar ameaças e retaliações para objetivos políticos ou comerciais é inaceitável.

“O Brasil não tem alternativa a não ser a responder com os instrumentos que ele tem disponível. É claro que o Brasil tem que estar sempre disposto a negociar. Há uma simetria de poder muito grande entre os EUA e o Brasil”, disse.

A professora Camila Vidal avalia que a estratégia de Trump é um “tiro no pé” e tem o poder de unir grupos políticos antagônicos no Brasil em defesa da soberania nacional.

“Quem sabe agora fique óbvio que não existe patriotismo batendo continência para a bandeira de outro país e que os interesses daquele país, por óbvio, não são os mesmos interesses que os nossos”, comentou.

Já o economista Pedro Rossi avalia que o episódio abre oportunidade de o Brasil diversificar suas parcerias, fortalecer relações com Europa, Ásia, África e Brics, além de fomentar a indústria nacional.

“O Brasil pode substituir uma parte dessas importações com produtos nacionais, inclusive gerando emprego e renda. Isso acelera o processo de integração com outros atores, com os próprios Brics e América do Sul. No fundo, é uma decisão que isola os Estados Unidos e joga o Brasil no colo de outros atores”, completou.

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As apostas das Loterias Caixa aumentam de preços, a partir desta quarta-feira (9). O reajuste alcança as modalidades como a Dupla Sena, Quina, Lotofácil, Mega-Sena, Loteca e Super Sete.

De acordo com a Caixa, o aumento busca ampliar as premiações e fortalecer os repasses sociais, contribuindo para o desenvolvimento do país.

“A atualização tem como objetivo manter a sustentabilidade das modalidades, ampliar os valores das premiações e aumentar os repasses sociais que beneficiam milhões de brasileiros”, informa o banco, em comunicado.

Confira abaixo o cronograma de ajuste e os novos valores por modalidade:

Modalidade Novos Valores Nº do Concurso Abertura de Apostas Sorteio
Dupla Sena     R$ 3,00      2.832         09/07/2025  11/07/2025
Quina     R$ 3,00      6.770         09/07/2025  10/07/2025
Lotofácil     R$ 3,50      3.439         09/07/2025  10/07/2025
Loteca     R$ 4,00      1.202         09/07/2025  14/07/3035
Mega-Sena     R$ 6,00         2.887         10/07/2025  12/07/2025
Super Sete     R$ 3,00       0.727          30/07/2025   01/08/2025
Fluminense decide vaga na final em jogo na tarde de hoje || Reprodução/Fluminense
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Único time brasileiro na semifinal do Mundial de Clubes da Fifa, nos Estados Unidos, o Fluminense encara o inglês Chelsea, na tarde desta terça-feira (8), em Nova Jersey, pela classificação para decisão do título. O jogo no MetLife Stadium, terá início às 16h (horário de Brasília).

O Tricolor carioca, comandado pelo técnico Renato Gaúcho, entra em campo com, ao menos, duas modificações em relação ao time que venceu o Al-Hilal (2 a 1) na última sexta (4). O lateral-esquerdo Freytes e o volante Martinelli estão suspensos por terem levado o segundo cartão amarelo no último jogo.

O treinador deverá optar pelo canhoto Renê na lateral-esquerda e pelo volante Hércules no meio-campo. O jovem piauiense foi decisivo nos jogos anteriores (Inter de Milão e Al-Hilal), quando balançou as redes ao deixar o banco de reservas no segundo tempo. Nesta terça, Hercules pode começar a partida contra o Chelsea como titular do Tricolor.

Outra dúvida de Renato Gaúcho recai sobre o lateral-direito Samuel Xavier, que sentiu dores musculares que o obrigaram a sair de campo no final do segundo tempo contra o Al-Hilal. Guga é um dos mais cotados para substituí-lo na posição.

O Fluminense fez a melhor campanha no Mundial entre as quatro equipes brasileiras – Botafogo, Flamengo e Palmeiras ficaram pelo caminho. Uma vitória simples contra o Chelsea garante o time carioca na grande final, no próximo domingo (13), contra o vencedor da outra semi – Paris Saint-Germain e Real Madrid se enfrentam na quarta (9). Em caso de empate nos 90 minutos, haverá prorrogação e, se persistir a igualdade no placar, a classificação será definida em cobrança de pênaltis. Com Agência Brasil.

Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe venceu 199 concorrentes || Foto Divulgação
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Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, na deslumbrante Ilha dos Frades, em Salvador, foi eleita a melhor praia das Américas e da Península Ibérica. O reconhecimento veio após avaliação conduzida pelo Centro Internacional de Formação em Gestão e Certificação de Praias (CIF Playas), que analisou 200 praias de 11 países.

Com uma nota expressiva de 0,97 em uma escala que vai até 1, a praia de Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe garantiu o topo do ranking geral, reafirmando seu status de joia natural do litoral brasileiro. Esta não é a primeira vez que a praia se destaca no exterior: ela possui o selo internacional Bandeira Azul, concedido a locais que cumprem rigorosos critérios de qualidade socioambiental.

Outros pontos do litoral de Salvador também figuraram na relação do CIF Playas, como o Farol de Itapuã (103º), a Praia da Paciência (117º), o Porto da Barra (118º), a Praia do Flamengo (121º) e Piatã (122º).

“Esse reconhecimento reforça o que os brasileiros já sabem: temos um dos litorais mais belos e diversos do mundo! O Ministério do Turismo tem atuado para ampliar o acesso a esses destinos, promovendo iniciativas como o ‘Conheça o Brasil: Voando’ e trabalhando pela qualificação dos serviços turísticos em todo o país”, destacou o ministro do Turismo, Celso Sabino.

O ESTUDO

O estudo do CIF Playas considerou praias do Brasil, Argentina, Cuba, Colômbia, República Dominicana, México, Equador, Espanha, Chile, Venezuela e Peru. No entanto, a análise não contemplou todo o litoral brasileiro, com exceção das praias baianas.

Além da liderança no ranking geral, o Brasil se destacou em outros grupos da premiação. Jurerê Internacional, em Florianópolis (SC), na categoria urbana; Estaleiro, em Balneário Camboriú (SC), na categoria vila; e Praia do Forte, em São Francisco do Sul (SC), na categoria rural.

Na temporada 2024/2025, 49 localidades brasileiras, sendo 38 praias e 11 marinas de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Bahia, Alagoas e Ceará, apresentam a certificação Bandeira Azul. O selo, concedido pela Fundação para a Educação Ambiental (FEE), é um dos mais respeitados reconhecimentos mundiais de qualidade ambiental, exigindo o cumprimento de diversos critérios de sustentabilidade.

Pix automático começa a valer nesta segunda-feira (16) || Foto Bruno Peres/ABr
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Com a promessa de substituir o débito automático e os boletos, o Pix automático entra em vigor nesta segunda-feira (16). Extensão do Pix, a ferramenta permite ao usuário autorizar pagamentos periódicos a empresas e prestadores de serviços, como microempreendedores individuais (MEI). O cliente autoriza uma única vez, com os débitos ocorrendo automaticamente na conta do pagador.

Desde o fim de maio, o Pix automático está disponível para todos os clientes do Banco do Brasil. A maior parte das instituições financeiras, no entanto, só começa a oferecer o serviço nesta segunda.

A ferramenta pretende beneficiar tanto empresas quanto consumidores. De acordo com o Banco Central (BC), o débito automático beneficiará até 60 milhões de brasileiros sem cartão de crédito.

Para as empresas, a nova tecnologia facilitará a cobrança ao simplificar a adesão à cobrança automática. Isso porque, o débito automático exige convênios com cada um dos bancos, o que na prática só era possível a grandes companhias. Com o Pix automático, bastará a empresa ou o MEI pedir a adesão ao banco onde tem conta.

COMO FUNCIONA

•     Empresa envia pedido de autorização de Pix automático a cliente

•     No aplicativo do banco ou instituição financeira, o cliente acessa a opção “Pix automático”

•     Lê e aceita os termos da operação

•     Define a periodicidade da cobrança, o valor (fixo ou variável) e o limite máximo por transação

•     A partir da data acordada, o sistema faz os débitos automaticamente

•     Cobrança pode ser feita 24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive em feriados

•     Usuário pode cancelar autorização e ajustar valores e periodicidade a qualquer momento

TIPOS DE CONTAS

O Pix automático só é válido para pessoas físicas como pagadoras e empresas ou prestadores de serviços como cobradores. O pagamento periódico entre pessoas físicas, como mesadas ou salários de trabalhadores domésticos, é feito por outra modalidade, o Pix agendado recorrente, obrigatório desde outubro de 2024.

ALGUMAS CONTAS PAGAS COM PIX AUTOMÁTICO

•     Contas de consumo (luz, água, telefone)

•     Mensalidades escolares e de academias

•     Assinaturas digitais (streaming, música, jornais)

•     Clubes de assinatura e serviços recorrentes

•     Outros serviços com cobrança periódica

Algumas empresas, principalmente micro e pequenas, usavam o Pix agendado recorrente para cobranças periódicas. O Pix automático promete simplificar as operações de cobrança.

No Pix agendado recorrente, o pagador tinha de digitar a chave com a conta da empresa, o valor e a periodicidade da cobrança, o que poderia levar a erros e divergências. No Pix automático, o usuário receberá uma proposta de adesão, bastando confirmar a cobrança, podendo ajustar valores e a frequência dos pagamentos.

SEGURANÇA

O Pix automático traz alguns riscos de segurança. O principal são falsas empresas que enviam propostas de cobrança que irão para contas de terceiros. Para minimizar o risco de golpes, o BC editou uma série de normas para as empresas que aderirem ao Pix automático.

Bancos e instituições de pagamentos deverão checar uma série de informações das empresas, divididas em três eixos: dados cadastrais, compatibilidade entre a atividade econômica e o serviço ofertado no Pix automático e histórico de relacionamento com o participante. Para impedir fraudes por empresas recém-criadas, somente empresas em atividade há mais de seis meses poderão oferecer a nova modalidade do Pix.

As regras de segurança que os bancos deverão checar são as seguintes:

•     Data de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ); situação cadastral dos sócios e administradores no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), e outras informações da empresa;

•     Compatibilidade entre a atividade econômica e o serviço oferecido para o Pix automático;

•     Quantidade de funcionários, valor do capital social e faturamento;

•     Tempo de abertura da conta e uso de outros meios de cobrança;

•     Frequência das transações com o participante.

Secretário Marcos Japu expõe atrativos de Itacaré em rodada para agentes de viagem || Foto Divulgação
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Os dois principais destinos turísticos do sul da Bahia foram destaque em evento da Azul Viagens para mais de 300 agentes, neste domingo (8), em Foz do Iguaçu (PR). O secretário de Turismo de Itacaré, Marcos Souza “Japu”, e a superintendente de Promoção Turística de Ilhéus, Marcela Souza, apresentaram os encantos naturais, históricos e culturais dos dois municipios em rodada de negócios, no Wish Resort, além da estrutura para receber os visitantes.

ITACARÉ

Compartilhando espaço com Ilhéus, o município de Itacaré apresentou seus atrativos naturais, culturais e estruturais a um público altamente qualificado. A presença do destino baiano no Agente Tá On Na Estrada foi reforçada com uma capacitação especial voltada para 80 dos principais operadores de turismo do país, conduzida pelo secretário de Turismo de Itacaré, Marcos Japu.

Durante sua apresentação, o secretário Marcos Japu destacou a diversidade de experiências do destino, como ecoturismo, turismo de aventura, gastronomia e cultura afro-brasileira. “A capacitação é a forma direta de apresentar a diversidade que o Destino Itacaré oferece. Para nós, vir a Foz do Iguaçu abre portas para outras regiões do Brasil, além de aproximar Itacaré de países vizinhos que fazem fronteira e que passam a conhecer melhor o que temos a oferecer”, afirmou. “Pela segunda vez, Itacaré participa deste evento nacional [em novo formato em 2025]“, afirmou Japu ao PIMENTA.

Ilhéus: superintendente Marcela Souza em apresentação durante o Tá on na Estrada || Divulgação

ILHÉUS

A superintendente de Turismo de Ilhéus, Marcela Souza, também conduziu apresentação estratégica sobre os atrativos culturais, naturais e gastronômicos da cidade para os agentes nacionais em Foz do Iguaçu. A capacitação reforça o compromisso da gestão municipal com o desenvolvimento econômico por meio do turismo, apostando na profissionalização da rede de vendas para garantir um atendimento de excelência aos futuros turistas.

Para o secretário de Turismo de Ilhéus, Maurício Tavares, essa aproximação com o trade turístico nacional amplia as possibilidades de parcerias e resulta na promoção contínua da cidade como destino de excelência. “Com essas ações, projetamos um aumento significativo no fluxo turístico já no segundo semestre de 2025 e ao longo de 2026, o que se traduz em mais emprego, renda e desenvolvimento para o nosso município”, afirmou.

Além de Marcela Souza e Marcos Japu, a comitiva da Costa do Cacau também foi integrada por Patrícia Veras, secretária adjunta de Turismo de Itacaré; pela representante do trade turístico regional, Daniela Quadros, gerente de Vendas do Grupo Aguilar Lima; Celso Brito, supervisor de Vendas do Resort Tororomba; e Fernando Murta, da Ertour Receptivos. Atualizado às 20h48min para acréscimo de informação.

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Os preços de venda de gasolina A da Petrobras para as distribuidoras terão uma redução de 5,6%, a partir desta terça-feira (3). Segundo a empresa, o preço médio deste tipo de venda passará a ser de R$ 2,85 por litro, o que representa um recuo de R$ 0,17 por litro.

“Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para composição da gasolina C vendida nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará a ser de R$ 2,08 /litro, uma redução de R$ 0,12 a cada litro de gasolina C”, explicou a Petrobras em nota divulgada nesta segunda-feira (2), no Rio de Janeiro.

Incluindo a redução de amanhã, desde dezembro de 2022 a Petrobras recuou os preços da gasolina para as distribuidoras em R$ 0,22 / litro, ou seja, uma queda de 7,3%. “Considerando a inflação do período, esta redução é de R$ 0,60 / litro ou 17,5%”, informou.

Para assegurar transparência no acompanhamento dos preços, a Petrobras publica no seu site informações relacionadas à formação e composição dos preços de combustíveis ao consumidor.

Assim, eles têm também uma melhor compreensão do processo da companhia. Para buscar as informações basta acessar o link

Agro e serviços puxam crescimento econômico do país || Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Com o crescimento de 1,4% no Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior, a economia brasileira atingiu um novo patamar recorde. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB nacional bate níveis recordes consecutivos há 14 trimestres, ou seja, deste o quarto trimestre de 2021.

No primeiro trimestre deste ano, também atingiram patamares recordes os setores da agropecuária e dos serviços. Os serviços, aliás, vêm operando em níveis recordes há 15 trimestres. Sob a ótica da demanda, também chegaram a patamares recordes o consumo das famílias, consumo do governo e exportações.

Por outro lado, indústria e investimentos estão longe de seus patamares recordes, ambos atingidos em 2013. A formação bruta de capital investimentos está 6,7% abaixo do nível do segundo trimestre de 2013, enquanto a indústria está 4,7% abaixo do nível do terceiro trimestre daquele ano.

“A indústria é a única das grandes três atividades econômicas que ainda está no patamar abaixo do pico”, ressalta a pesquisadora do IBGE, Rebeca Palis.

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Prefeito Valderico Junior transmite cargo à vice-prefeita Wanessa Gedeon || Foto Nadson Carvalho
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O prefeito Valderico Junior (UB) partiu, nesta sexta-feira (23), em missão internacional à China. Antes, em solenidade com a presença do secretariado, passou o comando da Prefeitura de Ilhéus, de forma temporária, à vice-prefeita Wanessa Gedeon (Novo), também secretária municipal de Política para as Mulheres.

O gestor encara a viagem como oportunidade de prospectar negócios com o capital chinês. “Estou embarcando para uma missão muito importante. Estou indo até a China em busca de parcerias e investimentos para a nossa cidade. O nosso objetivo é claro: atrair novas empresas, gerar mais empregos e melhorar a renda da nossa população”, declarou em vídeo divulgado nas redes sociais.

“Ilhéus tem um potencial enorme e precisamos de aliados internacionais que acreditem na nossa terra”, acrescentou.

ILHÉUS-CHANCAY

A viagem do prefeito ocorre num contexto de reconstituição da diplomacia presidencial do Brasil com o país governado pelo Partido Comunista Chinês desde a Revolução de 1949. Apesar da mediação do Itamaraty, o governo Bolsonaro (2019-2022) era abertamente hostil ao maior parceiro comercial brasileiro. Neste mês, com a presença do presidente Lula na China, os dois países encaminharam tratativas que podem resultar em 27 bilhões de dólares (equivalente a mais de R$ 152 bilhões) em novos investimentos no Brasil, incluindo transporte.

A área interessa muito ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), que integrou a comitiva brasileira na China. A ponte Salvador-Itaparica é um dos projetos de infraestrutura do Governo da Bahia com os chineses. Além disso, no mês passado, engenheiros do país asiático estiveram em Ilhéus para visita técnica às obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e do Porto Sul.

De acordo com o Governo Federal, o objetivo do grupo era avaliar a possibilidade da Fiol e do Porto Sul serem integrados a um projeto de conexão ferroviária entre o litoral brasileiro, no Atlântico, e o Porto de Chancay, próximo a Lima, no Peru, no oceano Pacífico. A comitiva também esteve no Rio de Janeiro e em Salvador. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, é entusiasta da alternativa ilheense.

Quando ainda governava a Bahia, em setembro de 2021, durante inauguração de ponte sobre o Rio Almada, no distrito de Aritaguá, em Ilhéus, disse que a Fiol e o Porto Sul faziam parte de uma atualização do sonho do engenheiro civil e político Vasco Neto (1916-2010), que propôs a Ferrovia Transulamericana, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico, de olho numa nova rota de integração com a Ásia.

A Prefeitura de Ilhéus não antecipou detalhes da viagem internacional de Valderico Junior. Hoje paradas, mas consideradas estratégicas por segmentos regionais e nacionais, as obras da Fiol e Porto Sul estão na esfera de atuação do Governo Federal. No entanto, nada impede que o prefeito se junte ao coro petista na defesa dos projetos, como fez em abril, quando a Bahia Mineração (Bamin) o procurou para comunicar a paralisação da Fiol.

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Noventa e oito pessoas morreram em rodovias federais durante o feriado prolongado do Dia do Trabalhador, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira (5) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os acidentes deixaram, ainda, 945 pessoas feridas.

A Operação Dia do Trabalho teve início no dia 30 de abril e encerrando no domingo (4). Ao longo dos cinco dias de operação, foram aplicados 37.865 autos de infração, em meio às 81.141 pessoas e 70.573 veículos que foram fiscalizados.

Ao todo foram registrados 892 sinistros de trânsito. Ainda segundo a PRF, 602 condutores foram autuados por infrações relacionadas à alcoolemia. Deste total, 507 foram autuados por se recusarem a fazer o teste. Outros 95 fizeram o teste e acabaram autuados após o resultado ter constatado que o motorista estava sob efeito de álcool.

“Por apresentarem teor alcoólico elevado nos testes de etilômetro ou sinais de embriaguez, 54 condutores foram detidos e encaminhados para a delegacia”, informou a PRF.

Já as câmeras instaladas nas rodovias federais registraram 20.557 imagens de veículos transitando com velocidade acima do limite.

Por meio de operações como esta – feitas durante feriados prolongados, com a intensificação da fiscalização – a PRF tenta combater condutas irregulares como embriaguez ao volante e excesso de velocidade, além de evitar números ainda maiores de sinistros de trânsito.

Entre as atividades implementadas estão algumas de caráter educativo, com orientações sobre a importância de respeitar as normas de trânsito. Informações d´Agência Brasil.

Ministro revela investigação da PF sobre uso indevido de CPFs do Bolsa Família. Futebol, "tigrinho" e "jogo do aviãozinho" são destaques em apostas
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O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, revelou que a Polícia Federal está investigando um esquema de fraude em sites de apostas envolvendo o uso indevido dos CPFs de beneficiários do programa Bolsa Família. A denúncia foi feita durante o programa Bom Dia, Ministro, transmitido no dia 15/04.

Segundo o ministro, as investigações tiveram início após o Banco Central divulgar uma análise técnica indicando que cerca de cinco milhões de pessoas beneficiárias do Bolsa Família enviaram aproximadamente R$ 3 bilhões a empresas de apostas por meio do sistema de pagamentos Pix.

Dias explicou que os dados apresentados pelo Banco Central não eram coerentes com os registros oficiais do Bolsa Família, levantando suspeitas de um possível esquema de lavagem de dinheiro.

“Quando o Banco Central divulgou o volume que ele encontrou, eu suspeitei, porque não batia com os dados cruzados com o nosso sistema de monitoramento do Bolsa Família”, afirmou Wellington Dias. “E ali pedi uma investigação à Polícia Federal. Se tem um volume de dinheiro que não bate com os que estão usando o cartão do Bolsa Família, então tem alguém que pode estar usando o CPF, e isso está em andamento”.

Ainda segundo Dias, as investigações preliminares já trouxeram provas de que muitos beneficiários tiveram seus CPFs usados indevidamente, sem conhecimento prévio. O ministro destacou que apenas uma pequena parcela dos beneficiários, cerca de 3,4%, utilizou recursos diretamente do cartão do Bolsa Família em apostas.

Ele enfatizou que não se deve generalizar a situação. “Onde tiver fraude, onde tiver qualquer crime, a gente vai agir e agir de maneira muito firme”, garantiu o ministro. “Eu acho que a gente precisa ter um cuidado para não criar um preconceito em relação a esse público que já sofre inúmeros preconceitos”.

FUTEBOL, TIGRINHO E JOGO DO AVIÃOZINHO

De acordo com dados da casa de apostas KTO, o futebol é disparado o esporte preferido dos apostadores brasileiros. A modalidade representou 89,12% das apostas realizadas no último levantamento mensal divulgado.

A empresa também apontou que, além das apostas esportivas, outros jogos têm conquistado um espaço crescente entre os apostadores. Especialmente entre aqueles que buscam resultados rápidos para suas bets.

Entre os títulos de cassino online, o Fortune Tiger lidera com 39,23% da preferência, enquanto o “jogo do aviãozinho“, nome popular para o clássico Aviator, mantém a primeira posição entre os crash games, com 12,67% de popularidade no mês de março.

GOVERNO SEGUE ATENTO

O ministro Wellington Dias garantiu que o governo seguirá firme no combate à fraude e à lavagem de dinheiro, protegendo os beneficiários legítimos do programa e assegurando que os recursos públicos sejam devidamente empregados. Ações específicas já estão sendo adotadas para coibir o uso indevido dos recursos do Bolsa Família em apostas online.

“O dinheiro, todo mundo sabe, é para a insegurança alimentar, para as necessidades da família”, ressaltou. “E o que fizemos? Adotamos medidas que valeram para todos os cartões de crédito, para não se ter mais o uso”. Na regulamentação do setor, o governo definiu que o pagamento de apostas online só poderá ser feito via PIX, transferência ou débito.

Dias alertou também para os riscos sociais associados ao vício em apostas, apontando que o Brasil movimenta mensalmente cerca de R$ 30 bilhões nesse mercado. “Passamos também a atuar com o Ministério da Saúde e estamos atendendo aproximadamente 190 mil pessoas que a gente chama de dependentes de jogos”, revelou.