Humorista faz campanha para ajudar desabrigados na Bahia
Tempo de leitura: < 1 minuto

O humorista, cantor e digital influencer Whindersson Nunes entrou na campanha para ajudar moradores das cidades alagadas pelas fortes chuvas que caem no extremo-sul da Bahia. Nesta sexta-feira, ele usou as redes sociais para pedir ajuda a empresários para entregar donativos para as centenas de desabrigados.

Nunes pede que as pessoas doem alimentos, colchões, roupas, remédios e água potável. Solicita ainda que quem puder faça pix para ajudar principalmente os moradores do distrito de Nova Alegria, em Itamaraju. O número do pix é 73 991725720 (Júlia Cristina dos Santos Pereira).

Ele indica ainda pix para Itamaraju: 34552987000179 (CNPJ – Miguel Xavier) e para moradores de Jucuruçu: 73981365156 (Aiala Figueredo) 73982179346 (Camila Reis). Outros famosos, como Anita, Gil do Vigor e Felipe Neto, também usaram seus perfis para solicitar doações.

Além de Itamaraju e Jucuruçu, as chuvas causam estragos em cidades como Itabuna, Ilhéus, Canavieiras, Camacan, Prado, Itajuípe, Coaraci, Itacaré, Maraú, Porto Seguro, Eunápolis, Mascote, Santa Luzia, Teixeira de Freitas, Medeiros Neto, Iabela, Guaratinga e Itarantim.

Chuva provoca alagamentos em Canavieiras || Foto TV RBR
Tempo de leitura: 3 minutos

 

Antes dessa próxima e urgente reunião extraordinária, aproveitarei os festejos de Nossa Senhora da Conceição, no bairro do mesmo nome, em Itabuna, para rogar à Mãe do Salvador sucesso nessa importante empreitada.

 

Walmir Rosário

Acredito que Canavieiras vai se acabar em águas. Pela quantidade e violência das chuvas, acompanhadas de trovoadas e relâmpagos, pensei que seria minhas últimas horas como um ser vivente. Deve ser o pecado desse povo! Valha-me Deus! Pelo que me lembro, várias profecias e teses profanas já vaticinaram o fim do mundo, desta vez em fogo, mas eu tenho medo é da chuva. E como tem chovido!

Na madrugada de sexta-feira pra sábado, da semana atrasada (20 de novembro), ela chegou como quem não queria nada e provocou pânico, alagando ruas e casas, da maneira mais democrática possível. Acordou a população, que se armou de vassouras e rodos para limpar a sujeira deixada no interior das residências e casas comerciais. Sujeira maior ficou nas ruas, atulhadas com os móveis e outros objetos danificados.

No fim de semana passada não deixou por menos e voltou a incomodar, um pouco mais fraca, é verdade, deixando o povo em polvorosa, acordado, pronto para repelir a temida invasão. E não é que repetiu na noite desta segunda para terça-feira (29). Pelos cálculos dos meteorólogos, nunca choveu tanto na cidade e muito ainda há por vir, e com bem mais intensidade.

Eu não sou dado a noticiar fatos ou previsões com estardalhaços, para atemorizar a população, já cansada das notícias escabrosas veiculadas pela grande mídia, mas confesso que estou temeroso do que poderá acontecer. E por um simples motivo: as chuvas que têm caído aqui pra nós são bem diferentes daquelas que fazem o rio Pardo transbordar e invadir tudo o que tem pela frente, sem pedir permissão.

Agravante maior me veio à mente com a tese de uma caranguejóloga sergipana, que no ano 2000 disse, com todas as letras, que Canavieiras seria engolida pelo mar e o rio Pardo, em no máximo 20 anos. À época, cheguei a traçar um plano B para abrigar os amigos em terras mais altas, a exemplo dos morros de Itabuna, projeto que estou desengavetando e que pretendo colocar em prática o mais rápido possível.

E não me baseio apenas na tese da especialista sergipana. Também fiz questão de recorrer ao oráculo, notadamente a São Boaventura, padroeiro de Canavieiras e seráfico doutor da Igreja Católica. Uma certa feita, há muitos anos, a imagem do Santo desapareceu da Igreja, em Canavieiras, e posteriormente foi encontrada no distrito do Puxim, local em que apareceu após o naufrágio do navio português em que viajava.

Pois bem, para melhor esclarecimento dos fatos, por ocasião dos festejos dos 300 anos da Paróquia de São Boaventura, um grande pôster com sua foto foi encontrada de cabeça pra baixo, no local da exposição. Somente esta foto. À época, tal estripulia foi creditada ao ateu Tyrone Perrucho, que teria visitado a exposição em companhia do confrade Antônio Tolentino (Tolé), este vizinho da matriz.

Pesquisando os fatos históricos, tomei conhecimento que desde o sumiço de São Boaventura da Igreja Matriz, se tornou conhecido o motivo de seu retorno ao Puxim. E tal decisão chegou ao extremo, dado o número de pecadores que grassam na cidade. Outro Santo bastante amado em Canavieiras, São Sebastião, há uns três anos também teria se mostrado descontente, tanto assim que o mastro em sua homenagem não foi erigido, por mais que os carregadores tentassem.

Com esses avisos divinos e a teoria científica, achei melhor colocar minhas barbas de molho e apresentar o projeto aos confrades. Em vão! Não consegui alcançar o quórum exigido pelos estatutos da Confraria d’O Berimbau e do Clube dos Rolas Cansadas, ocupação que era de obrigação de Tyrone Perrucho, levado extemporaneamente e a contragosto pela tal da Covid.

Diante de tal relevante fato, terei que adotar medidas extremas, batendo à porta de cada um dos confrades para dar ciência da gravidade do problema e apresentar a solução cabível requerida ao caso. Para tanto, teremos que recambiar o engenheiro de minas Gilbertão, atualmente em Santa Cruz Cabrália; tirar Tedesco dos seus estudos sobre navegação e, quem sabe, conseguir libertar Alberto Fiscal de seu retiro na Atalaia.

Antes dessa próxima e urgente reunião extraordinária, aproveitarei os festejos de Nossa Senhora da Conceição, no bairro do mesmo nome, em Itabuna, para rogar à Mãe do Salvador sucesso nessa importante empreitada. Como todo o brasileiro que tem um pé no religioso e outro no profano, participarei de reuniões com o apoio dos confrades Augusto e Ériston, nos bares de Leto e Valtinho, requerendo apoio aos futuros desabrigados.

E tudo tem que ser feito com urgência, antes do Carnaval chegar…

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

Programa Médicos pelo Brasil abre vagas em todo o País
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Ministério da Saúde publicou edital para a seleção de mais de 21,5 mil vagas no Programa Médicos pelo Brasil. Os profissionais poderão atuar em 5.233 municípios brasileiros, ou seja, quase 94% do país. O ato está publicado na edição extra do Diário Oficial da União de sexta-feira (3).

Entre os municípios baianos com vagas disponíveis estão Itabuna, Ilhéus, Almadina, Buerarema, Canavieiras, Coaraci, Camacan, Floresta Azul, Gandu, Itajuípe, Ilhéus, Itororó, Ipiaú, Una e Uruçuca. Para Itabuna, são 19 vagas abertas.

A lista inclui ainda municípios como Alagoinhas, Itamaraju, Eunápolis, Porto Seguro, Mucuri, Teixeira de Freitas, Santa Cruz Cabrália, Jequié, Vitória da Conquista, Feira de Santana, Salvador, Juazeiro, Camaçari, Guanambi, Paulo Afonso e Valença. Para atuar na capital baiana, serão ofertadas 134 vagas.

PROJETO MAIS MÉDICOS

O programa substituirá gradativamente o Projeto Mais Médicos para o Brasil no provimento desses profissionais para a Atenção Primária à Saúde (APS), a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). O edital de adesão está previsto para ser publicado nesta segunda-feira (6). O edital do processo seletivo para médicos também será publicado ainda neste mês.

O Programa Médicos pelo Brasil foi lançado em 2019 com o objetivo de estruturar a carreira médica federal para locais com dificuldade de provimento e alta vulnerabilidade. O orçamento previsto para execução no primeiro ano de trabalho é de R$ 1,2 bilhão. Acesse aqui a lista de municípios com oferta de vagas.

Mutirão ocorreu em praias e manguezal em Canavieiras e Belmonte
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Ministério do Meio Ambiente promoveu um mutirão de limpeza de praias e manguezais em Belmonte e Canavieiras, no Sul da Bahia. A ação, que teve o apoio da CVR Costa do Cacau, faz parte do Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar, contando com as parcerias das prefeituras municipais, e foi realizada por meio do Projeto Terra Mar, com o aval do Instituto Baleia Jubarte.

A coleta de resíduos aconteceu com a participação de voluntárias da Rede de Mulheres de Comunidades Extrativistas Pesqueiras do Sul da Bahia e de associações de marisqueiras e pescadoras. Os itens constituídos por plástico foram o principal tipo de resíduo encontrado, representando 44% do total coletado.

Os resíduos não recicláveis foram encaminhados à unidade da CVR Costa do Cacau, para o descarte ambientalmente correto, localizada às margens da Rodovia Ilhéus-Itabuna. A empresa é licenciada pelo Ibama e Inema e atende as diretrizes do Plano Nacional de Saneamento.

“A ação de limpeza de praias e manguezais contribui para a conservação do meio ambiente, além de conscientizar a população sobre o descarte adequado de lixo”, afirma o gerente comercial da CVR, Maurício Ramos Sena. A estrutura da CVR Costa do Cacau inclui a implantação de um Centro de Educação Ambiental, destinado a ações educativas na área socioambiental.

Conta de água terá reajuste de 9,15%. Tarifa social não muda
Tempo de leitura: < 1 minuto

A Agência Reguladora de Saneamento Básico do Estado da Bahia (Agersa) autorizou a Embasa a reajustar a tarifa de água e esgoto em 9,15%. A agência informou que o percentual ficou abaixo do solicitado pela prestadora, que foi de 13,73%. Já a tarifa mínima residencial social permanecerá em R$ 13,40.

O reajuste na tarifa de água atinge consumidores de municípios como Almadina, Aurelino Leal, Arataca, Buerarema, Canavieiras, Camacan, Ilhéus, Ipiaú, Itacaré, Itaju do Colônia, Uruçuca, Una, Eunápolis, Porto Seguro, Jequié e Vitória da Conquista.

De acordo com a Embasa, o reajuste anual visa recompor as perdas inflacionárias dos custos de prestação dos serviços. O percentual será aplicado de forma linear sobre as tarifas vigentes e passa a vigorar 30 dias depois da data de publicação.

Prevista em lei, a correção anual recompôs somente a variação da inflação do período medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Com o reajuste, o valor da tarifa mínima residencial intermediária passará de R$ R$ 26,40 para R$ 28,80 para faixa de consumo de 0 a 6 m³.

Casal foi morto neste sábado
Tempo de leitura: < 1 minuto

A polícia ainda tenta localizar os assassinos de um casal, que foi morto na madrugada deste sábado (30), no centro de Canavieiras, no sul da Bahia. Rafael Luz e Jaqueline Santiago de Jesus foram mortos a tiros quando retornavam do trabalho, por volta das 2 horas da madrugada.

Rafael Luz e Jaqueline Santiago de Jesus vendiam suspiros em um festival de motocicletas, no Sítio Histórico de Canavieiras. Testemunhas relataram ao PIMENTA que antes de ser atingido, Rafael Luz teve uma discussão em um estabelecimento comercial. Por isso, o casal decidiu deixar o local.

Rafael Luz e Jaqueline Santiago de Jesus foram atacados quando chegavam em casa. O alvo dos atiradores seria Rafael, mas Jaqueline Santiago ficou na frente para tentar evitar o que o companheiro fosse morto. Atingida, ela acabou morrendo no local.

Rafael foi socorrido para o Hospital Regional Costa do Cacau, em Ilhéus, mas faleceu no início da manhã de hoje. Os atiradores fugiram numa motocicleta e ainda não foram localizados. O casal deixou 2 filhos, um de 6 anos e outro de 2.

TYrone Perrucho e Walmir Rosário na travessia para a Ilha Náutica, em Canavieiras || Foto Arquivo
Tempo de leitura: 4 minutos

 

Anotações feitas, nos dirigimos à cabana sede do evento e nos apresentamos com a desculpa que ficamos retidos pela maré alta, portanto, impedidos de avisar o transtorno (ainda não existia a telefonia celular nessas terras), e ficou tudo na mais absoluta tranquilidade.

 

Walmir Rosário

Convidado pela organização do evento Garota Verão Coca-Cola – realizado por anos a fio em Canavieiras, lá pelo início do fim da década de 1980 e o início da década de 1990 – fui fazer a cobertura jornalística do evento para o Correio da Bahia. Cheguei às vésperas – sábado – para rever os tantos amigos residentes na cidade e colegas da imprensa, dar uma geral nos points etílicos e gastronômicos, rever Canes, como era chamada à época.

Já era esperada a notável noitada no sítio histórico – como sempre, das melhores –, considerada uma prévia do que nos esperava no dia seguinte na praia da Costa, na Ilha da Atalaia, onde era realizada a festança. Apesar da viagem a trabalho, sempre que ia a Canavieiras para mais de um dia, fazia questão de levar minha mulher, pois nos reuníamos com amigos mais chegados, a exemplo do jornalista Tyrone Perrucho.

No domingo – logo cedo –, ao chegarmos à sala do café da manhã, encontramos com os organizadores do evento, colegas da imprensa, amigos em geral, entre eles, o colega Tyrone Perrucho, que já nos aguardava para mais um bordejo na cidade. Enquanto partimos para desjejum, fui alertado pelos jornalistas Vili Modesto (de A Tarde) e Dikas Cezimbra (organização) que eu estava escalado para fazer parte do privilegiado júri.

Refeito da surpresa, tentei me desincumbir da nova missão confiada, que por certo não se coadunava com o mister da reportagem, já que estaria tolhido de ouvir pessoas, pois estaria preocupado em analisar os atributos das candidatas que esperavam ser a nova Garota Verão Coca-Cola. Meus pedidos de desculpas não foram aceitos e eu teria que substituir o jurado faltoso.

Confesso que não era (e ainda não é) a “minha praia”, mas diante dos apelos recebidos, inclusive do então prefeito Almir Melo, aceitei ir para o sacrifício, afinal, Canavieiras – ou Canes – era digna de merecimento. Barriga cheia, saí com o colega Tyrone Perrucho para visitar alguns bares que se encontravam fora do roteiro turístico/etílico/gastronômico, mas nem por isso desmerecedores de nossa atenção.

No terceiro bar que chegamos fizemos – eu, minha mulher, Tyrone e sua “coligada” – uma reunião para avaliar as consequências caso não comparecesse para compor e prestigiar o honroso corpo de jurados. A decisão tomada – por unanimidade – era a de sumir do palanque, pois não haveria grande prejuízo para o evento, já que seria substituído por alguém mais capacitado, um dos muitos experts presentes.

Dito isso, rumamos para um dos points da época em Canavieiras, o Ilha Náutica, famoso pelo seu delicioso cardápio e sua variada carta de bebida. O inusitado para os frequentadores do Ilha Náutica era a atenção e o respeito à tábua de marés, que não tolerava os variados, sequentes e intermináveis pedidos de saideiras, enchendo ou vazando por uma vasta área, impedindo a entrada ou saída.

Volta e meia o assunto “jurado da Garota Verão Coca-Cola” era suscitado nas nossas conversas, simplesmente por curiosidade de saber como tinham se ajeitado os organizadores diante na minha insubstituível ausência. Até conjecturávamos o desconforto dos colegas Vili Modesto e Dikas Cezimbra a – insistentemente – reclamar a minha presença pelo alto-falante.

– Garçom, traga mais uma cerveja, dois quibes e três caranguejos – solicita Tyrone Perrucho.

Um pouco mais tarde começamos um bate-papo com o diretor-presidente do bar e restaurante Ilha Náutica, o prestigiado Arenilson Mota Nery (Arenouca), que veio à nossa mesa apresentar as novidades no cardápio do restaurante, ampliado recentemente. Conversa vai, conversa vem, Tyrone Perrucho – sabedor dos acontecimentos locais – explica que eu seria um dos jurados do Garota Verão Coca-Cola, e que precisaria sair, pois em pouco tempo começaria o julgamento.

A revelação caiu como uma bomba e Arenouca, de início, meio sem jeito, nos avisou que uma parente sua era uma das garotas concorrentes e começou a cabalar o voto para a familiar candidata. Pagamos a conta, deixamos o restaurante cercado de água da maré cheia e rumamos para o sítio do evento, completamente lotado, onde já se desenrola a escolha da melhor candidata ao majestoso título.

Paramos e assistimos o concurso de um local relativamente longe até a escolha da candidata vencedora, a Garota Verão Coca-Cola. Anotações feitas, nos dirigimos à cabana sede do evento e nos apresentamos com a desculpa que ficamos retidos pela maré alta, portanto, impedidos de avisar o transtorno (ainda não existia a telefonia celular nessas terras), e ficou tudo na mais absoluta tranquilidade.

Aproveitei o meu retorno para conversar com os organizadores e fechar as informações para a minha matéria, a ser escrita e enviada pelo fax e as fotos despachadas pelo avião da Vasp. Sentados, mais calmamente, demos boas risadas sobre os acontecimentos do dia, quando, aparentando preocupação, Tyrone Perrucho, de olho na planilha de resultado do concurso, me informa: “A filha do nosso amigo Arenouca, da Ilha Náutica, perdeu por apenas um voto, justamente o seu, que faltou ao júri”, disse em tom de gozação.

Não sei explicar o motivo, mas essa foi a última versão da Garota Coca-Cola em Canavieiras, ou como dizia o slogan criado por Almir Melo: Canavieiras para todos, Canes para os íntimos!

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

Lacen confirma novos casos da variante Delta no sul e extremo -sul da Bahia
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA) confirmou, neste sábado (9), novos casos da variante Delta em Itabuna, no sul, e Porto Seguro, no extremo-sul do estado. A detecção dos casos da Covid-19 ocorreu por meio de sequenciamento genético em amostras em diversos municípios baianos. Em todo o estado foram confirmados mais 63 casos da Delta.

Com os casos confirmados hoje, subiu para 135 casos da variante Delta, com dois óbitos. As novas notificações foram nos municípios de Baixa Grande, Bonito, Camaçari, Cruz das Almas, Feira de Santana, Guanambi, Itabuna, Jaguaquara, Lauro de Freitas, Luís Eduardo Magalhães, Porto Seguro, Remanso, Riachão do Jacuípe, Salvador, Santa Maria da Vitória, São Gonçalo dos Campos, Senhor do Bonfim, Sento Sé e Uauá.

Anteriormente, 72 casos com a variante Delta foram notificados em residentes dos municípios de Aporá, Baixa Grande, Barrocas, Bonito, Brumado, Camaçari, Canavieiras, Cícero Dantas, Conceição do Almeida, Coribe, Entre Rios, Feira de Santana, Ilhéus, Itabuna e Lauro de Freitas.

Casos foram confirmados ainda em Maracás e Nilo Peçanha, Maraú, Medeiros Neto, Muritiba, Nova Fátima, Pé de Serra, Prado, Riachão do Jacuípe, Salvador, São Gonçalo dos Campos, Sapeaçu, Senhor do Bonfim, Simões Filho, Teixeira de Freitas, Vereda, Vitória da Conquista, além de um tripulante de um navio ancorado em Salvador.

De acordo com a diretora geral do Lacen-BA, Arabela Leal, é importante destacar que estão sendo utilizado um protocolo novo, que não são de amostras aleatórias. “Estamos concentrando atenção nas amostras provenientes de municípios com aumento do percentual de casos positivos ou que tenham casos anteriores da Delta”, explica a diretora.

A Lagoa Dourada, em Betânia, distrito de Santa Luzia || Foto Walmir Rosário
Tempo de leitura: 3 minutos

 

Bendengó – bem pertinho da Lagoa Dourada – é hoje um nome esquecido e somente alguns mais velhos ainda são capazes de lembrar os tempos fartos da lavra de diamantes.

 

Walmir Rosário

Uma maravilha da natureza! Assim pode ser chamada sem qualquer puxa-saquismo a pequena Lagoa Dourada, encravada no município de Santa Luzia, mais precisamente na fazenda Lagoa Dourada, distrito de Betânia. Esses apenas 170 metros de cumprimento por 50 metros de largura são capazes de encantar os olhos de qualquer vivente pelas suas águas claras, levemente azuladas nos locais mais fundos e fervedouros.

Acreditem – não é lenda –, a Lagoa Dourada tem história capaz de encantar muita gente que a visita, desde aqueles que aparecem apenas para contemplar suas águas, ou aqueles que a viam como um objeto de cobiça. Isso mesmo, nativos e estrangeiros passaram muitos anos tentando retirar os milionários diamantes que garantiam – e ainda garantem – estarem guardados entre as pedras e areias do seu leito.

Toda a beleza e riqueza da Lagoa Dourada não foram suficientes para merecer a atenção das autoridades local, estadual e nacional, para um estudo completo, transformando-a num point turístico ou econômico. E olha que ela está localizada bem pertinho da BA-270, que liga a BR-101 a Canavieiras, portanto, de fácil acesso, para “matar” a curiosidade e satisfazer o interesse das pessoas.

Os mais velhos dizem que a Lagoa Dourada já aprontou algumas peripécias com os gringos que por lá apareciam para explorá-la, mandando-os de volta para suas terras de origem com as mãos abanando. Alemães, norte-americanos, franceses e italianos passaram anos realizando estudos de como retirar os diamantes escondidos em suas entranhas e jamais conseguiram lograr êxito.

Os números da Lagoa Dourada são modestos, com um espelho d’água de 170 x 50 metros, fundura que pode ser medida com uma simples régua de 50 centímetros nas beiradas ou de mais de 10 a 15 metros nos chamados fervedores. Esses fervedouros nada mais são do que as frestas ou furos que abastecem a área da lagoa, que têm a aparência semelhante à da água fervendo ou a simples água mineral com gás.

A pressão se origina de um rio subterrâneo, que, como não consegue aflorar – romper o solo arenoso – apenas espirra a água por essas fendas. Os curiosos, inclusive, mergulham e colocam as mãos nos fervedouros para sentir a pressão da água. Outra curiosidade são os olhos esbugalhados dos pequenos peixes, cuja deformidade é atribuída a uma ilusão ótica, o que pode ser comprovado por diminuir o tamanho dos objetos mergulhados no espelho d’água.

Voltando aos exploradores de diamantes, lembro do grande maquinário que enferrujou na beira da lagoa, abandonado que foi pelos italianos, esperançosos em realizar a proeza de esvaziar toda a água da Lagoa Dourada, para facilitar o trabalho de garimpagem. Passaram meses tentando esgotar a água e, quanto mais a retiravam, a lagoa enchia. Desesperados, voltaram mais pobres à Itália.

Lembro-me – como se fosse hoje – uma reportagem que fiz há quase 40 anos para a a comunicação da Ceplac, sobre a Lagoa Dourada, quando entrevistei moradores e garimpeiros, entre eles Altelino Oliveira de Amorim, já cansado pelo peso da idade. Ele veio das lavras de Andaraí e Lençóis – como outros – para “bamburrar” no sul da Bahia. Em Betânia, foi financiado pelo gringo León, na lavra de Bendengó.

Essa mina – bem como outras no ribeirão do Salobro – estava famosa por um diamante de quase um quilo encontrado pelos garimpeiros do gringo León, a 16 metros de profundidade. Para abrir essas minas, todo o maquinário foi trazido de navio até Canavieiras e daí transportado em grandes canoas até o extinto povoado de Jacarandá e levado por juntas de bois para bem próximo da Lagoa Dourada.

À época da reportagem, Altelino – já com locomoção comprometida – ainda sonhava com a possibilidade de bamburrar, e para isso esperava encontrar um sócio capitalista que financiasse o empreendimento. Apesar das precárias condições de saúde, Altelino se considerava um exímio garimpeiro, capaz de lavrar com bateia, rompe emburrado, catreamento e trava. “Sou garimpeiro até de baixo d´água”, bravateava.

Pelas informações que obtive recentemente, Altelino morreu sem conseguir concretizar o seu sonho, e as minas do Salobro e Bendengó não são mais as mesmas de antigamente, quando enriqueceram muitos desbravadores. Bendengó – bem pertinho da Lagoa Dourada – é hoje um nome esquecido e somente alguns mais velhos ainda são capazes de lembrar os tempos fartos da lavra de diamantes.

Melhor sorte teve a Lagoa Dourada, cercada de cacaueiros e árvores da Mata Atlântica, que recebe um ou outro visitante nos finais de semana. Descansam em suas margens, se banham nas suas águas, mergulham nos fervedouros, fazem churrasco, o comem com a farofa favorita, entre um gole e outro de cachaça e cerveja. Festa acabada, saem sem a menor cerimônia e deixam as garrafas, sacos e copos plásticos jogados às margens.

Cerca de 40 depois constatei que a Lagoa Dourada ainda resiste bravamente.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

Walmir Rosário faz entrevista para o programa De Fazenda em Fazenda, da Ceplac || Foto Águido Ferreira
Tempo de leitura: 4 minutos

No dia seguinte, assim que cheguei em casa liguei para ele, que contou o imbróglio à coligada, sem convencimento.

 

Walmir Rosário

A vida de repórter nos leva a cada lugar nunca antes por nós imaginado, o que eu acho muito bom, pois passamos a ter contato com outros povos, outras culturas, enriquecendo nossa enciclopédia interior. Considero gratificante esse vai e vem, mesmo que dificulte a nossa estada em casa, hoje com a comunicação mais facilitada por vários aplicativos no celular do que nas duas décadas do século passado.

Enfim, foi essa a profissão que escolhemos e devemos exercê-la com toda a alegria e responsabilidade, pois é ela que nos dá, não só a nossa subsistência, mas nos proporciona o sentimento do dever cumprido. Claro que nem tudo são flores, e as dificuldades inerentes à profissão, compensam os dissabores do dia a dia, e muitas vezes as situações difíceis são encaradas como uma brincadeira a mais em nosso currículo.

Às vezes o “bicho pega” e foge do controle, sem mais nem menos, como já aconteceu.

Me encontrava na labuta na antiga Divisão de Comunicação (Dicom) da Ceplac (Ministério da Agricultura), na qual éramos profissionais do sete instrumentos e pouco ligávamos para as reclamações do sindicato para o exercício acumulativo de atividades. Trabalhávamos com vídeo; apresentação e reportagem de programa de rádio, portando aqueles imensos gravadores; escrevendo para os jornais externo, interno e revistas, além de releases.

Uma semana estávamos na Amazônia, na outra no Sul da Bahia, uma nova feita em Brasília, cobrindo os serviços de pesquisa, extensão, a economia e a política da cacauicultura. A depender da cobertura que fazíamos e das condições de comunicação por telefone, ainda dávamos flash para o programa radiofônico De Fazenda em Fazenda, levado ao ar em Itabuna para toda a região cacaueira. E essa era a nossa vida.

Uma certa feita fui incumbido de produzir algumas matérias de pesquisa sobre doenças que atacavam os coqueiros, em Una; sobre a cacauicultura às margens do rio Pardo, inclusive na Fazenda Cubículo, onde foram plantados primeiros cacaueiros na Bahia, em Canavieiras; e sobre as possibilidades do turismo rural na Lagoa Dourada e na gruta do Lapão, em Santa Luzia.

Matérias corriqueiras, coisas do nosso dia a dia no campo. Equipe pronta: o locutor que vos fala, o fotógrafo Águido Ferreira e o motorista “irmão” Edmundo partiram para a primeira missão em Una. Entrevista e fotos com o engenheiro florestal José Ignácio (um dos maiores especialistas do Brasil), rumamos para Canavieiras com a missão de dar sequência à pauta estabelecida.

Às 17 horas chegamos a Canavieiras e nos hospedamos no Mini Hotel e fomos à redação do jornal Tabu encontrar o editor Tyrone Perrucho, nosso ex-chefe e que se aposentara recentemente e iria nos contar sobre a merecida inatividade ceplaqueana. O encontramos às voltas do fechamento da edição quinzenal e o convencemos a adiar seu trabalho para o dia seguinte, em troca de umas rodadas de cervejas e bate-papo.

Enquanto o colega Edmundo foi à igreja congregar com os irmãos, eu e Águido seguimos com o colega recém-aposentado para o bar mais próximo no o intuito de colocar a conversa em dia. Papo vai, papo vem até que chega um filho de Tyrone para pegar emprestado o velho, porém brioso Gurgel. Daí, trocamos de bar umas três vezes, quando começa a cair uma pesada chuva e forte ventania.

E nada do Gurgel chegar. Às 11h50min chegou o sono, deixei os dois colegas no bar e rumei para hotel. Por volta as 5 da matina acordei agoniado para ir ao banheiro (culpa das cervejas) e me deparei com mais três companheiros de quarto. Mesmo na penumbra, voltei a contar os corpos estendidos nas camas: um, dois, três… E eu não acreditava. Não fui dormir embriagado, pensava e fazia uma nova contagem…o mesmo resultado.

Com discrição, abri a porta do banheiro, fui chegando perto da cama, apurei as vistas e consegui localizar o “corpo estranho” ao recinto do nosso quarto. Para minha surpresa, o quarto corpo na horizontal abriu os olhos e deu uma risada bem marota, como que pedisse calma que explicaria a sua presença naquela cama, naquele quarto de hotel. Era justamente Tyrone Perrucho. E aí surgiu uma grande dúvida: Por que ele não teria ido dormir em casa?

Com o raiar do dia, todos acordados, nos reunimos à mesa para o café da manhã, juntando a fome com a dúvida atroz: o porquê da hospedagem de Tyrone no hotel, em vez de dormir no recôndito do seu lar. Com muita tranquilidade ele passou a explicar que as nossas mudanças de bares teria sido o móvel do problema, pois ao vir entregar o Gurgel, seu filho não teria nos encontrado.

– E por que vosmicê não telefonou para sua casa informando seu paradeiro? – perguntei.

E ele explicou: com chuva e a ventania da meia-noite partiu o cabo da Telebahia que liga a ilha da Atalaia (onde ele morava) ao sistema telefônico do centro. Gozações à parte, prometemos levá-lo em casa antes de retomarmos ao trabalho. E assim fizemos, deixando-o na porta de sua casa, quando ele tentou tomar minha mochila, para que eu desse as explicações à “coligada”, como ele tratava sua esposa. Conseguiu tomar minha sacola e zarpamos.

No dia seguinte, assim que cheguei em casa liguei para ele, que contou o imbróglio à coligada, sem convencimento. Contei o caso à minha mulher e assumimos o sagrado dever de fazer um passeio a Canavieiras no próximo final de semana para explicarmos o ocorrido, com vistas a dissipar todas as dúvidas por ventura ainda existentes, e preservar a união daquela família.

E deu certo, após um sábado e um domingo de homéricas farras e explicações, finalmente prevaleceu a paz no lar dos Perrucho.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

Municípios do sul da Bahia registram casos da variante Delta
Tempo de leitura: 2 minutos

O Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA) confirmou, neste sábado (25), casos da variante Delta entre quatro municípios do sul do estado. A detecção ocorreu por meio de sequenciamento genético de mais 58 amostras. Com estes novos registros, a Bahia soma 72 casos da variante, com dois óbitos.

No sul da Bahia, casos da variante Delta foram identificados em pacientes de Canavieiras, Ilhéus, Itabuna e Maraú. Outros municípios com casos da variante são Medeiros Neto, Muritiba, Nova Fátima, Pé de Serra, Prado, Riachão do Jacuípe, Salvador, São Gonçalo dos Campos, Simões Filho, Teixeira de Freitas e Vereda.

A lista divulgada hoje traz ainda casos confirmados nos municípios de Aporá, Baixa Grande, Barrocas, Bonito, Brumado, Camaçari, Cícero Dantas, Coribe, Entre Rios, Feira de Santana.

Anteriormente, 14 casos com a variante Delta foram notificados Conceição do Almeida, Feira de Santana, Medeiros Neto, Prado, Salvador, Sapeaçu, Senhor do Bonfim, Vereda, Vitória da Conquista, além de um tripulante de um navio ancorado em Salvador.

A diretora geral do Lacen-BA, Arabela Leal, destaca é importante destacar que está sendo utilizado um protocolo novo, que não são de amostras aleatórias. “Estamos concentrando atenção nas amostras provenientes de municípios com aumento do percentual de casos positivos ou que tenham casos anteriores da Delta”, explica a diretora.

NOVO PROTOCOLO

A secretária estadual da Saúde em exercício, Tereza Paim, explica que o novo protocolo permite que a vigilância epidemiológica atue de modo mais célere na identificação e monitoramento dos pacientes e dos municípios”, afirma a secretária. No entanto, Paim alerta que a principal medida para conter o avanço da Covid-19 e, por consequência, a variante Delta, é o avanço da vacinação.

Reconhecido como a 3ª maior unidade de vigilância laboratorial do país e classificado na categoria máxima de qualidade pelo Ministério da Saúde, o Lacen-BA analisou amostras de mais de 200 municípios dos nove Núcleos Regionais de Saúde. O Lacen-BA já realizou cerca de 700 exames de sequenciamento genético do vírus da Covid-19.

Árvore cai sobre carro em Teixeira de Freitas
Tempo de leitura: < 1 minuto

Moradores do sul e extremo-sul da Bahia viveram momentos de apreensão nesta quarta-feira (22). O tempo mudou rapidamente e uma ventania causou destruição em cidades como Itabuna, Canavieiras, Teixeira de Freitas e Porto Seguro.  Em Itabuna, parte do telhado da feira livre do bairro São Caetano foi levada pelo vento. Não houve feridos.

Telhado do São Caetano foi destruído pelo vendaval

Em Canavieiras, o vento derrubou o muro de uma distribuidora de gás de cozinha. Em Teixeira de Freitas, uma árvore caiu sobre dois carros que estavam estacionados. Os veículos ficaram parcialmente destruídos. Em Porto Seguro, a ventania carregou mesas e cadeiras de barracas de praia. Não houve feridos em nenhum dos casos.

Nesta quarta, a Marinha emitiu alerta, principalmente para os pescadores evitarem o alto mar nesta quinta-feira (23). As ondas poderão chegar a 5 metros, em alto mar, e até 3,5 metros, na faixa litorânea, no sul da Bahia.

Contrato para execução das obras foi publicado neste sábado (11)
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Governo da Bahia anunciou investimento de R$ 22.137.556,36 na ampliação e modernização da infraestrutura de escolas estaduais nos municípios de Camacan, Canavieiras, Caravelas, Eunápolis, Ibicaraí, Ilhéus, Itamaraju, Itanhém e Teixeira de Freitas, na região sul do estado.

O resumo do contrato da empresa terceirizada responsável pelo serviço foi publicado hoje (11) no Diário Oficial. Outros dois avisos de licitação, para a execução de obras em escolas de Chorrochó, Juazeiro, Paulo Afonso, Fátima, Inhambupe e Ruy Barbosa, também foram publicados neste sábado.

Rapha Falcão está no time de especialistas da Semana Sebrae no sul da Bahia || Foto Divulgação
Tempo de leitura: < 1 minuto

A 6ª Semana Sebrae de Capacitação Empresarial, de 4 a 8 de outubro, no sul da Bahia, terá conteúdos exclusivos voltadas ao crescimento em vendas dos pequenos negócios utilizando as mídias digitais. Neste ano, segundo a entidade, o evento terá como tema “Nunca foi sorte, sempre foi determinação” e terá eventos nas cidades de Itabuna, Ilhéus, Ubaitaba, Camacan, Canavieiras e Una.

A Semana Sebrae, gratuita e exclusiva para micro e pequenas empresas da região, promete mostrar as melhores estratégias de marketing digital, com estudos de caso, e como utilizar as campanhas de anúncio para quem busca inovação nos negócios.

Durante a Semana, haverá o circuito de workshop Retomada Digital – Turbine suas Vendas na Internet, com a presença do expert no assunto, Rapha Falcão, que trabalha com marketing desde 2008, atuando em diversas estratégias na área. Ele é o criador do perfil Dicas Digitais (@dicasdigitais), um dos maiores perfis de Marketing do Brasil.

AGRONEGÓCIO E TURISMO

Outros temas abordados serão Agronegócio X Turismo: Um campo de oportunidades, com apresentação do diagnóstico sobre a demanda do trade turístico regional por produtos da Agricultura Familiar; Produção associada ao turismo; uma grande oportunidade para o futuro da cidade, com palestras de Luciana Balbino, Aldir Parisi e Miriam Rocha.

No dia 4 de outubro, haverá workshop acontece em Ubaitaba, às 9h, e em Itabuna, às 19h. Já no dia 5, quem recebe o workshop são as cidades de Camacan, às 9h, e Ilhéus, às 19h. Nos dias 6 e 7, os empresários de Canavieiras e Una podem participar do treinamento a partir das 9h.

Fechando a Semana Sebrae, no dia 8 de outubro ocorre a Sexta da Oportunidade em Ilhéus e Itabuna, a partir das 13h. Os micros e pequenos empresários já podem garantir vaga por meio de inscrição online.

Levada do Mastro de São Sebastião é das tradições de Canavieiras, no sul da Bahia || Foto Walmir Rosário
Tempo de leitura: 4 minutos

E assim, a fogosa política canavieirense interferiu – de vez – nos costumes religiosos e profanos da comunidade por muitos anos. Com isso, também fez aumentar a devoção a São Sebastião em todo o município.

 

Walmir Rosário 

São Sebastião é um dos Santos mais festejados de Canavieiras. O santo militar fez um monte de milagres, caiu no gosto do povo e é comemorado no centro da cidade, na ilha da Atalaia (com um mastro para os adultos e outro para as crianças), e no povoado do Estreito. E olha que a devoção se arrasta por mais de 150 anos e, ao que tudo indica, permanecerá para sempre, se Deus quiser! E tudo indica que quer.

Antes a comemoração era apenas restrita à cidade, tanto é assim que foi erigida uma capela com o seu nome, nos Três Xis, atualmente bairro São Sebastião. Mas a festa é realizada na praça da Capelinha (Igreja consagrada à Sagrada Família), local em que é levantado e fixado o mastro, após ser transportado desde o Porto Grande nos ombros de homens fortes (carregadores) pelas ruas da cidade. Mas já houve mudança temporária.

Nesse trajeto, o religioso e o profano se misturam: Diz a crendice que colocar algumas folhas do tronco escolhido na carteira é fartura financeira o ano todo. Também basta pegar no tronco e fazer um pedido que será atendido pelo santo. Mas o que a galera quer mesmo durante o trajeto é festejar. A começar pelos “carregadores”, que param para um breve descanso, enquanto retomam as energias com bons goles de cachaça e cerveja.

Chegando à praça da Capelinha, após algumas rodadas, o mastro é finalmente erguido e os músicos em cima de um trio elétrico alegram os devotos e até ao raiar do dia. Bares e barracas ao redor da praça se encarregam de fornecer bebida e comida, do jeito que o povo gosta. No povoado do Estreito, a festa – realizada em data distinta – é bem mais modesta, se bem que pra lá de animada.

E toda essa devoção teria iniciado com as dificuldades em uma família que não conseguia emprego nas roças e uma filha do casal foi acometida de uma doença tida como incurável.  Ao pedir o milagre a São Sebastião a família foi atendida e a mocinha se restabeleceu da enfermidade. Daí, chegou a hora de pagar a promessa ao Santo, feita com a ajuda da população, cuja devoção aumentou de forma surpreendente.

Até então, a devoção não havia chegado à ilha da Atalaia, cujo padroeiro é Santo Antônio. Mas eis que num determinado ano, os políticos resolveram fazer valer a lei do mais forte. De um lado, o prefeito Osmário Batista, da União Democrática Nacional (UDN), e do outro o vereador e titular do Cartório de Feitos Cíveis, Altamirando de Carvalho Filho, do Partido Social Democrático (PSD) e coordenador dos festejos.

Como rezava a tradição, o cortejo com o Pau de Bastião saia do porto grande, atravessava a rua 13 e era hasteado na praça da Capelinha, como de costume por anos a fio. Esse ano, entretanto, o prefeito Osmário Batista estava construindo a Igreja de São Sebastião, no bairro 3 Xis, e queria homenagear o Santo, levando o Pau de Bastião para ser hasteado em frente a igreja, que seria a morada do Santo.

Só que o coordenador dos festejos, Altamirando de Carvalho, ferrenho adversário político do prefeito, não queria sair um milímetro da tradição da festa, e programou tudo exatamente como os fundadores do evento. Mas Altamirando não contava que o desejo do prefeito teria que ser satisfeito – custe o que custar –, e para isso teria determinado ao tenente chefe do destacamento policial que tomasse as providências necessárias e cabíveis, e na marra.

Assim que o cortejo toma a rua 13 o pessoal a serviço do prefeito Osmário Batista ordena a mudança, não aceita pelo vereador e coordenador e seus seguidores, e tudo mudou conforme o combinado. Com maior poder de fogo, o tenente ordena o fim do cortejo e a tomada do mastro, enquanto um outro Pau de Bastião surge com o pessoal da UDN e segue para a Igreja de São Sebastião, ainda em construção nos 3 Xis.

No registro fotográfico, dois mastros de São Sebastião na Atalaia

O outro Pau de Bastião – já tomado pela segurança do prefeito – toma caminho inverso: isto é, em direção do rio Pardo, onde é jogado na correnteza, para o desespero de Altamirando e seu pessoal. Não satisfeito, Altamirando redige um documento reclamando da atitude beligerante do prefeito Osmário Batista e remete cópia no primeiro voo à capital, para ser publicado na íntegra pelo jornal A Tarde, que estampou-o na 1ª página.

Pela manhã, os moradores da ilha Atalaia tomam por surpresa o Mastro de São Sebastião – ainda enfeitado – no portinho junto com as canoas e barcos. É que àquela época ainda não existia a ponte e nem exista comunicação via telefone ou rádio entre as ilhas de Canavieiras e da Atalaia. Bastante católicos, acreditaram ter sido um castigo divino por eles não participarem dos festejos ao Santo.

Com temor ao castigo divino, no ano seguinte os moradores da Atalaia passaram a festejar São Sebastião – sem perder a devoção que tinham a Santo Antônio –, com todos os louvores devidos. E fizeram ainda mais: em vez de hastearem um só mastro, passaram a cortar dois mastros – um carregado pelos adultos e outro pelas crianças, tradição que mantêm até os dias de hoje.

E assim, a fogosa política canavieirense interferiu – de vez – nos costumes religiosos e profanos da comunidade por muitos anos. Com isso, também fez aumentar a devoção a São Sebastião em todo o município. Após a saída de Osmário Batista da Prefeitura, o grupo político de Edmundo Lopes de Castro e Altamirando Carvalho Filho fez retornar o cortejo do Pau de Bastião para a praça da Capelinha, mantido até os dias de hoje.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.