Justiça extingue mandato de Fernando e manda dar posse ao vice-prefeito
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O prefeito Fernando Gomes disse, há pouco, que o toque de recolher será prorrogado. A medida para inibir a circulação de pessoas e veículos entrou em vigor na sexta (3) e seria encerrada nesta noite de quarta (8). Um novo decreto será publicado, nas próximas horas, prorrogando a medida.

A restrição à circulação de pessoas, no período das 18h às 5h, será prorrogada, mas a abertura do comércio está mantida para amanhã (9). Os estabelecimentos poderão abrir das 9h às 15h, mas seguindo protocolos de higiene e distanciamento para evitar maior avanço da covid-19. A exigência também valerá para os templos religiosos, assegurou o prefeito. Na semana passada, o prefeito tornou-se alvo de polêmica, com repercussão internacional, ao falar da reabertura do comércio (relembre aqui).

ABERTURA DE 15 LEITOS DE UTI

Há pouco, Fernando Gomes confirmou a abertura de mais 10 leitos de UTI para vítimas da covid-19, no Hospital de Base, ainda hoje (8), o que permitirá a reabertura, gradual, do comércio. Ele também afirmou à TV Santa Cruz que, até a próxima semana, mais 5 leitos de UTI serão abertos no Hospital de Base, que é municipal. Os leitos estão sendo abertos após o governo federal, por meio do Ministério da Saúde, enviar 15 respiradores pulmonares.

SHOPPING REABRE NA PRÓXIMA SEMANA

Segundo ele, o Shopping Jequitibá será reaberto na próxima semana. Hoje, apenas supermercado, farmácia e lotérica funcionam. Os demais segmentos do comércio opera somente em sistema de delivery e drive thru. Também ficou para a próxima semana a autorização para a reabertura das academias de ginástica.

Os consumidores poderão ir às ruas, seguindo as recomendações de praxe, mas ainda não terão transporte coletivo à disposição, o que deve ocorrer somente nos próximos dias.

Neto e Rui apresentaram protocolo para a reabertura
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O plano de abertura da economia na Bahia foi apresentado, na manhã desta terça-feira (7), pelo governador Rui Costa e pelo prefeito de Salvador, ACM Neto, durante uma coletiva virtual. O principal critério adotado neste protocolo comum é a capacidade de o poder público ofertar leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) à população baiana, de forma a priorizar a preservação de vidas.

A primeira fase do protocolo só será ativada quando a taxa de ocupação de leitos de UTI permanecer em 75%, por pelo menos cinco dias seguidos, segundo Rui Costa. “São parâmetros que valem não só para a capital, mas para todo o território estadual e que foram feitos conjuntamente entre Estado e Prefeitura”, disse Rui.

Segundo ele, o desafio é reduzir o número de óbitos, que apresentou média de 50 mortes. “Por isso intensificamos, da última semana para cá, a orientação de internamento daqueles pacientes que procuram UPAs e unidades de saúde, justamente para reduzir o número de pacientes em UTIs e, consequentemente, o número de óbitos. A nossa prioridade é salvar vidas”, enfatizou Rui.

Rui comentou ainda que, nos próximos dias, o Estado vai abrir novos leitos de UTI em diferentes regiões da Bahia. “Progressivamente, continuamos a abrir leitos de UTI no interior, a exemplo dos 40 instalados em Feira, no novo Clériston Andrade que está passando pelos últimos ajustes antes da abertura. Além disso, vamos abrir mais 10 em Valença, 10 em Jequié, 10 em Itabuna, 10 em Eunápolis, e ainda novas unidades de pronto atendimento em cidades como Jaguaquara e Gandu”, listou o governador.

AS FASES DA RETOMADA

Para ACM Neto, a elaboração de um protocolo conjunto permitirá uma melhor compreensão da sociedade, bem como garantirá a segurança e transparência de todas as decisões tomadas de agora em diante. “Não tenho dúvida que a decisão de fazer um protocolo comum foi a mais acertada. Nossas equipes técnicas se juntaram, dialogaram exaustivamente e chegaram a esse plano de abertura que será ativado gradativamente e por três diferentes estágios”.

A Fase 2 só será ativada quando a taxa de ocupação de leitos de UTI se mantiver em 70%, também por, no mínimo, cinco dias. Já a Fase 3 só será colocada em prática quando o Estado alcançar taxa igual ou menor a 60%, também por pelo menos cinco dias.

“Diante desse cenário, as atividades serão retomadas gradualmente, mas respeitando as diferentes fases, a exemplo de shopping centers e centros comerciais, que, na Fase 1, terão funcionamento escalonado para não impactar no transporte público e também terão que seguir uma série de regras, a exemplo de só permitir uma pessoa a cada nove metros quadrados nas áreas comuns e uma a cada cinco, dentro das lojas e, ainda, a utilização de apenas 50% das vagas de estacionamento”, exemplificou Neto.

Atividades relacionadas à educação, futebol profissional, e à frequência em parques, praias e demais espaços públicos terão protocolos específicos, que ainda serão divulgados.

Foto José Martins
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Executivos da CVC apontaram a Bahia como um dos destinos mais procurados no Brasil no período que acreditam ser o pós-pandemia de covid-19. A avaliação foi divulgada durante reunião, organizada pela empresa, para avaliação da retomada do turismo nacional.

Para a agência,  a Bahia oferece diversidade de atrativos e este é o momento de potencializar essa vocação turística, considerando que a retomada se dará a partir do contato com a natureza, que, na “Bahia, sobra”. Das procuras por viagens na CVC, observam, 85% é pelo turismo doméstico.

O secretário de Turismo da Bahia, Fausto Franco, ressaltou a importância de uma retomada com segurança, com cuidado e gradativamente, “para não precisarmos voltar atrás, como está acontecendo em alguns lugares”. Ele acrescentou que “a Bahia é um estado muito grande, com uma diversidade e especificidade muito variada nas suas 13 zonas turísticas, que tem que ser levado em consideração”.

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A Prefeitura de Uruçuca decretou a reabertura gradual e retorno ao funcionamento das indústrias e parcialmente do comércio e estabelecimentos específicos a partir desta sexta-feira (3). O prefeito Moacyr Leite Júnior considerou a necessidade de buscar o retorno à normalidade após declaração de emergência de saúde pública e o dever de reduzir eventuais prejuízos socioeconômicos.

Foi considerado, também, a deliberação do comitê de enfrentamento à Covid-19 pela flexibilização dos serviços e comércio de forma organizada, sobretudo após o lockdown ocorrido no período de 11 a 16 de junho.

O decreto determina que cada segmento da atividade comercial deverá seguir a data específica para funcionamento, de acordo com a fase de reabertura em que estiver inserido, sendo cada fase avaliada a cada 15 dias após início da fase anterior.

Os estabelecimentos deverão assinar termo de responsabilidade, ficando cientes de que deverão cumprir protocolos específicos, sob pena de responsabilidade em caso de descumprimento de acordo com decretos anteriores.

A Prefeitura de Uruçuca deverá informar, em suas redes sociais, de como e quando cada segmento comercial poderá voltar a funcionar.

Justiça extingue mandato de Fernando e manda dar posse ao vice-prefeito
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O comércio de Itabuna reabrirá, oficialmente, na próxima quarta-feira (1º), segundo afirmou o prefeito Fernando Gomes durante visita ao Bairro Santo Antônio, nesta sexta (26).

– O povo não aguenta mais não, precisa trabalhar. O juiz impedindo isso, nem que me prenda, mas o comércio abre na quarta – disse Fernando ao Ipolítica.

A abertura das atividades econômicas, oficialmente, está sendo discutida por um comitê que reúne representantes do comércio, da indústria, dos governos e da Uesc (Universidade Estadual de Santa Cruz) e UFSB (Universidade Federal do Sul da Bahia). A próxima reunião para definir os protocolos de segurança e normas para abertura do comércio está marcada para segunda (29).

Governo aumenta recursos para o Plano Safra 2020-2021
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Governo federal lançou, nesta quarta-feira (17), em Brasília, o Plano Safra 2020-2021, com R$ 236,3 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional, um aumento de R$ 13,5 bilhões em relação ao plano anterior. Os financiamentos poderão ser contratados de 1º de julho de 2020 a 30 de junho de 2021.

Do total, R$ 179,38 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização (5,9% acima do valor da safra passada) e R$ 56,92 bilhões serão para investimentos em infraestrutura (aumento de 6,6%). Todos esses recursos vão garantir a continuidade da produção no campo e o abastecimento de alimentos no país durante e após a pandemia do novo Coronavírus.

PEQUENOS E MÉDIOS PRODUTORES

Os pequenos produtores rurais terão R$ 33 bilhões para financiamento pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros de 2,75% e 4% ao ano, para custeio e comercialização.

Para os médios produtores rurais, serão destinados R$ 33,1 bilhões, por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com taxas de juros de 5% ao ano (custeio e comercialização). Para os grandes produtores, a taxa de juros será de 6% ao ano.

A subvenção ao Prêmio do Seguro Rural teve um acréscimo de 30% no valor, chegando a R$ 1,3 bilhão, o maior montante desde a criação do seguro rural. O valor deve possibilitar a contratação de 298 mil apólices, num montante segurado da ordem de R$ 52 bilhões e cobertura de 21 milhões de hectares.

Para incentivar a construção de armazéns nas propriedades, serão destinados R$ 2,2 bilhões. Para o financiamento de armazéns com capacidade de até 6 mil toneladas nas propriedades, a taxa de juros é de 5% ao ano.

Avenida do Cinquentenário na manhã desta segunda (8) || Foto de internauta
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A indefinição quanto à reabertura do comércio de Itabuna nesta segunda-feira (8) atiçou ainda mais uma prática recorrente nos tempos de pandemia. Lojas deixam a porta à meia altura. O sinal já foi assimilado pelos consumidores.

Hoje (8), era grande o movimento de consumidores na Avenida do Cinquentenário e a fiscalização enfrentou momentos de tensão na manhã de hoje.  A pressão pela reabertura do comércio aumentou nas últimas semanas. O comércio tem quase 80 dias de portas fechadas, com apenas segmentos considerados essenciais abertos.

Pelos cálculos da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), o número de empresas do comércio que fecharam as portas está em cerca de 40 e passaria de 1,2 mil o total de demitidos.

Fernando tem contas rejeitadas pelo TCM
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O prefeito Fernando Gomes cobrou da Secretaria Municipal de Saúde relatório técnico que respalde esta decisão de reabertura do comércio e, ao mesmo tempo, atende as adequações solicitadas pelo Ministério Público Estadual (MP-BA). A promotoria local recomendou a manutenção do fechamento do comércio. Dificilmente, a reabertura ocorrerá na próxima segunda (veja mais abaixo).

Por meio de sua assessoria, o prefeito disse que a intenção é reabrir o comércio “o mais rápido possível, mas com segurança para funcionários e clientes”. Ainda na tarde desta sexta (5), ocorrerá reunião entre técnicos da Secretaria de Saúde e representantes do comércio para elaboração do relatório que será apresentado ao Ministério Público.

Itabuna está com o comércio fechado há mais de dois meses. “A expectativa é de que, nos próximos dias, tenhamos novidades sobre o assunto”. A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) diz que cerca de 40 empresas fecharam as portas e fala em 1,3 mil demissões, o que pressiona o município pela reabertura das atividades econômicas. Por outro lado, o município dispõe, até o momento, de 18 leitos de UTI para vítimas da Covid-19 – três pediátricos e 15 adultos – e aguarda a abertura de outros 15 leitos no Hospital de Base.

Justiça extingue mandato de Fernando e manda dar posse ao vice-prefeito
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O prefeito Fernando Gomes seguirá a recomendação do Ministério Público Estadual (MP-BA) e não mais reabrirá o comércio na próxima segunda-feira (8), conforme havia anunciado no início desta semana. Ainda ontem (4), o Ministério Público recomendou ao município manter abertos apenas os segmentos considerados essenciais. Fernando tomou a decisão hoje, informa o Políticos do Sul da Bahia.

A promotoria local ameaçou acionar o município, caso o prefeito decretasse a flexibilização com a reabertura dos demais segmentos do comércio. Ontem, o MP assinalou a falta de estudo técnico que embasasse a decisão e, ainda, a quase lotação máxima de leitos.

Também ontem, o secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas, seguindo o governador Rui Costa, posicionou-se contra a reabertura do comércio de Itabuna e de Ilhéus. Para ele, dentro da atual conjuntura, de avanço da covid-19, a reabertura seria uma tragédia. A afirmação ocorreu durante entrevista ao Balanço Geral, da TV Cabrália.

http://157.230.186.12/2020/06/05/prefeito-cobra-da-sms-relatorio-tecnico-para-reabertura-do-comercio/

 

Comércio foi o setor que mais abriu vagas em Itabuna || Foto arquivo
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O Ministério Público Estadual (MP-BA) quer esclarecimentos da Prefeitura de Itabuna quanto à decisão do prefeito Fernando Gomes de flexibilizar as regras de isolamento e autorizar a reabertura do comércio local na próxima segunda (8). No final da tarde desta terça (2), promotores de Justiça itabunenses enviaram ofício ao chefe do Executivo solicitando informações acerca dos estudos técnicos que embasaram as mudanças das normas.

O ofício se encontra nas mãos do procurador do município Luiz Carlos Guarnieri, que está preparando uma resposta. Na manhã desta quarta-feira (3), está prevista, na Prefeitura, mais uma reunião, do prefeito Fernando Gomes com as lideranças empresariais itabunenses, para discutir a reabertura do comércio. Amanhã (4) está prevista uma reunião dos membros do Ministério Público com o prefeito, secretários e representantes da comunidade. Com informações do Blog do Bené.

Hospital Costa do Cacau estava com 100% dos leitos de UTI Covid-19 com pacientes
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O comércio de Ilhéus vai reabrir, gradualmente, a partir desta quarta-feira (3), conforme anúncio do prefeito Mário Alexandre. Na véspera, hoje (2), a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) acaba de confirmar cinco mortes causadas pelo novo coronavírus (Covid-19) no município sul-baiano.  As vítimas tinham entre 36 e 96 anos.

As mortes ocorreram no período que vai da quinta (28) ao último domingo (31), porém somente no início desta noite foram confirmadas pela Sesab. O boletim de Ilhéus também não registrava estas mortes.

Segundo a Sesab, uma das vítimas, um homem de 74 anos, faleceu no Hospital Costa do Cacau, no dia 28, após 24 dias internado. Ele não apresentava comorbidades.

A segunda vítima, de 96 anos, mulher, era portadora de doença cardiovascular e faleceu no Costa do Cacau no dia 28, três dias após a internação.  Outra mulher, esta de 64 anos, faleceu também no dia 28 e tinha problemas cardiovasculares.

Mais jovem das cinco vítimas, um homem de 36 anos faleceu no sábado (30), momentos depois de dar entrada no Hospital Costa do Cacau. Ele também tinha problemas cardíacos, conforme a Sesab.

Das cinco vítimas, o último óbito ocorreu no domingo (31), quando um homem de 75 anos faleceu, após 7 dias internado. Ele era diabético e tinha doença cardiovascular.

SESAB: 623 CASOS CONFIRMADOS

Desde o início da pandemia, Ilhéus apresenta um total de 623 casos confirmados da doença, segundo a Sesab. Já de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), são apenas 569 casos, dos quais 367 estão curados e há 168 pacientes em recuperação, seja em casa ou internado. O município dispõe de 36 leitos de UTI. Destes, 31 estão com pacientes, segundo a Sesau.

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Itabuna chora, mas não se queda. O itabunense forjado na imensa nação grapiúna, mesmo inconformado, sabe que é o momento de recolher os cacos, mas sem entregar os pontos, até que cheguem os tempos de bonança.

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

De cara, quero me desculpar por escrever sobre um tema que não tenho o menor conhecimento científico, daí espero ganhar o perdão antecipado. É que sou curioso e não posso deixar passar uma oportunidade como essa, na qual a palavra crise é a mais ouvida, rivalizando apenas com a palavra da moda: pandemia do Coronavírus, transformada em sucesso internacional.

Não represento médicos, por não ser formado em medicina; não represento os biólogos, por razões óbvias, mas para facilitar a compreensão, represento a mim mesmo pela quantidade de anos e experiência acumulada. Prometo não dissecar o vírus, pois nem o ex-ministro Mandeta também o sabia, mas preciso falar de vida, as que ficaram no meio do caminho e as que teimam em seguir.

Por ser itabunense por adoção – com Título de Cidadão pregado na parede –, tomo a devida licença para as devidas comparações, mesmo sem ter vivido a famigerada Gripe Espanhola ou outras tais, pois ainda não fazia parte deste mundo. No máximo, acompanhava – por ouvir dizer e, alguns casos conhecer – alguns personagens que morreram de doenças à época incuráveis. Velório, muito choro, enterro e vida que segue.

Lembro-me bem, entretanto, das grandes enchentes, que matavam muitas pessoas e deixavam outras tantas desabrigadas – eram os sem casa, sem mobiliário, sem alimentação. Chamávamos de desabrigados e eram acomodados, ou acolhidos, melhor dizendo, em escolas e demais prédios públicos, até que as águas baixassem e a prefeitura providenciasse novas casas ou terrenos para que trocassem de endereço.

Uma grande comoção! Como tal, a providencial solidariedade se fazia presente em doações das mais diversas, entregues pelos próprios doadores, em visitas engrossadas pelos curiosos. Assim que o rio Cachoeira voltava ao normal, os pescadores voltavam a pescar e vender os peixes, camarões e pitus, o comércio às margens do rio abria as portas, os que se mudaram voltavam às casas que não tinham sido levadas.

Era a hora da reconstrução! E o itabunense – nato ou por adoção – esquecia rapidamente os problemas sofridos e voltava ao trabalho com mais afinco. Para uns, teriam sido os castigos divinos, pois Deus já não suportava a ganância e a luxúria, além de outros tipos de pecados cometidos; outros criticavam a teimosia do homem em querer ser maior que Deus; outros poucos assentiam que se tratava apenas de fenômenos naturais.

Em uma semana – no mais tardar 15 dias – o estoque do comércio reposto, os bancos funcionando, o comércio de cacau e a pecuária a pleno vapor e Itabuna voltava a ser a capital regional do Sul da Bahia. Hoje o rio Cachoeira não representa mais esse perigo pela diminuição das águas que passam no seu leito, engrossado pelos esgotos in natura despejados pelas cidades onde banha.

Mas como miséria pouca é bobagem, atualmente Itabuna sofre de outro mal maior, conhecido como pandemia do Coronavírus, na sua última versão: o Covid-19, que tira as pessoas de suas casas e os transferem para os hospitais e os cemitérios. Se antes as forças da natureza fechava as portas das atividades comerciais com base na área geográfica de sua influência, agora são os governantes numa só canetada.

Se antes a volúpia das águas era quem decidia o prazo, hoje são as leis, decretos e portarias os sentenciadores da permissão a quem deve trabalhar. Pelo que ouvi dizer, o Covid-19 não tem predileção pelo tipo de atividade tal e qual consta nas definições dos códigos tributários, por não ter condições de discernir uma loja de tecidos de um supermercado, um bar e restaurante de um banco, muito menos um escritório de contabilidade de uma farmácia, ou de um pipoqueiro de um posto de combustível.

Por certo a ciência médica nunca ateve seus estudos sobre os efeitos do isolamento de quem tem perfeitas condições de trabalhar, dos que passam fome pelo simples fato de estar proibido de exercer seu labor diário. A ciência também não demonstrou em quais horários o vírus prefere circular. Deveria, portanto, vir a público e esclarecer até onde pesquisou e conseguiu resultados positivos.

Itabuna chora, mas não se queda. O itabunense forjado na imensa nação grapiúna, mesmo inconformado, sabe que é o momento de recolher os cacos, mas sem entregar os pontos, até que cheguem os tempos de bonança. O itabunense sempre soube como se soerguer e não será agora que fugirá à luta de manter Itabuna no mais alto patamar político, econômico e social do cenário baiano, por saber nadar contra a correnteza.

Como na mitologia, se antes Itabuna renascia das águas, como uma fênix renascerá das cinzas.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado, além de editor do Cia da Notícia.

Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto prevê queda superior a 5% || Foto Marcello Casal Jr./Agência Brasil
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A economia brasileira pode apresentar queda de 5% ou mais neste ano, e o desemprego deve aumentar muito, previu hoje (29) o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. Para Campos Neto, o tamanho da queda do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) vai depender da extensão das medidas de isolamento social.

“É difícil prever, depende da extensão do isolamento social adotado em diferentes locais. O desemprego vai ser alto. Alguns agentes do mercado falam que o crescimento [do desemprego] será de provavelmente 15% ou um pouco mais”, disse em transmissão organizada pelo Valor Capital Group, fundo de investimentos americano.

Hoje (29), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB teve queda de 1,5% no primeiro trimestre, na comparação com último trimestre de 2019. Na comparação com o primeiro trimestre de 2019, o PIB caiu 0,3%. Em 12 meses, o PIB acumula alta de 0,9%.

SOLUÇÃO NA CRISE

Campos Neto afirmou que mesmo quando as medidas de isolamento social chegarem ao fim, por um fator psicológico as pessoas não voltarão a hábitos anteriores imediatamente. Ele acredita que esse fator do medo deve permanecer, pelo menos, até a metade do próximo ano.

O presidente do BC disse ainda que se os bancos foram o problema na crise de 2008, agora fazem parte da solução. “Temos que garantir que as pessoas e empresas tenham recursos e uma forma de eficiente de acesso aos recursos é por meio do sistema financeiro”, disse, acrescentando que é preciso garantir liquidez para os bancos, mas também manter as medidas de inclusão e educação financeira.

Itabuna e Ilhéus registram alta taxa de infectados pela Hepatite C
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Apenas as atividades consideradas essenciais devem funcionar nesta quinta e sexta (28 e 29) em Itabuna, Ilhéus, Ipiaú, Salvador e outras localidades que superaram a barreira dos 100 casos confirmados da covid-19. A restrição foi determinada por meio de decreto estadual assinado pelo governador Rui Costa.

Em Itabuna podem funcionar farmácias, padarias, unidades de saúde, mercados, bancos, casas lotéricas, postos de combustíveis, delivery de medicamentos e alimentos, serviços funerários, indústrias e a limpeza pública funcionarão nestes dias.

O serviço de delivery não era contemplado no decreto do Governo do Estado, mas o prefeito Fernando Gomes incluiu a entrega nos serviços que estarão funcionando nestes dois dias.

ISOLAMENTO SOCIAL

A intenção desta medida é estimular o isolamento social. como resultado, Itabuna fecha a semana apenas com o funcionamento de serviços essenciais, já que nos últimos três dias foram antecipados alguns feriados na tentativa de manter a população em casa e frear o avanço da contaminação da COVID-19 na cidade.

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Os países que enfrentaram os picos da covid-19 são nossos faróis, servindo-nos de experiências. Ao tomar como exemplo o comportamento das populações e dos governos no exterior, seus erros e acertos, poderemos, aqui, vencer esse ciclo pandêmico com menor perda de vidas e, consequentemente, com redução dos impactos econômicos.

Rosivaldo Pinheiro || rpmvida@yahoo.com.br

É fato que há vários Brasis dentro da mesma nação nesta pandemia: existe o país da ciência e o da não-ciência; o Brasil que recebe o auxílio emergencial e o que ainda luta para recebê-lo; o que por essencialidade vai ao trabalho e o que por conta em risco circula; o que reclama do estresse causado pela pandemia e o que falta o pão de cada dia; o que se diz de direita e o da esquerda.

Fato é que estamos passando por um grave problema na saúde pública, com inevitáveis reflexos negativos na economia. Todos os países estão sendo afetados e terão desdobramentos nos PIBs (Produto Interno Bruto), que mede a atividade econômica dos países. Apesar de significar algo grave, não representa o fim do mundo, uma vez que existem mecanismos endógenos no sistema econômico que cumprirão seus papéis, fazendo a economia se recuperar aos níveis de produção e consumo e equilibrando o fluxo da geração de renda, fato já experimentando pelo sistema econômico ao longo do tempo, na ocorrência de outras crises. Porém, a preocupação maior será o tempo demandado para tal recuperação.

A polarização entre os dois Brasis que se manifestam no dia-a-dia das redes sociais – direita e esquerda, coloca em posições antagônicas os favoráveis ao isolamento social como medida mitigadora da covid-19 e os que defendem a volta a uma suposta normalidade usando como argumento a necessidade de manutenção de empregos nos múltiplos setores atingidos.

A linha que defende o retorno a essa ilusória normalidade é justificada pelo argumento da existência de cidades que mantiveram uma continuidade da atividade econômica em meio à pandemia, com a cautela de cumprir as medidas de prevenção recomendadas pelos órgãos de saúde. É importante frisar que as decisões de cada estado e ou município deverão levar em consideração as condições estruturais da saúde para garantir a atenção às suas populações, juntamente com o desempenho da taxa de contaminação do novo coronavírus (curva de transmissão).

Mantido esse entendimento, e sendo computados baixo número de casos e satisfatória disponibilidade de leitos para atendimento, é de bom senso o cumprimento dos protocolos de controle, assim como o funcionamento da atividade comercial. O que de fato precisa ser observado é a realidade de cada estado e município.

Os países que enfrentaram os picos da covid-19 são nossos faróis, servindo-nos de experiências. Ao tomar como exemplo o comportamento das populações e dos governos no exterior, seus erros e acertos, poderemos, aqui, vencer esse ciclo pandêmico com menor perda de vidas e, consequentemente, com redução dos impactos econômicos. O Brasil precisa de liderança na direção da unidade. Afinal, faróis existem para orientar e somos uma nação, não um arquipélago de ilhas ideológicas.

Rosivaldo Pinheiro é especialista em Planejamento de Cidades (Uesc) e economista.