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Será no dia 3 de agosto a convenção do União Brasil (UB) para oficializar o nome do empresário Valderico Junior (foto) como candidato a prefeito de Ilhéus pela legenda. A convenção ocorrerá no Boca du Mar e o lançamento da candidatura está previsto para o final do evento, às 17h, com a presença de líderes do UB e de partidos aliados.

– Estaremos lá [no Boca du Mar] o dia inteiro e, no final da tarde, às 17h, terá o ato de lançamento da nossa candidatura, com presença de ACM Neto, do deputado federal Leur Lomanto Júnior, deputado estadual Pedro Tavares, entre outras lideranças e equipes de outros partidos – afirmou ele em entrevista à Interativa FM.

Valderico vai para a disputa ainda na esperança de ter o apoio do ex-prefeito Jabes Ribeiro (PP), que fazia parte da Frente Ampla, formada por partidos de oposição ao governo de Mário Alexandre. Jabes sentiu-se desprestigiado pelo UB e não viu intenção, por parte de Valderico, de apoiá-lo, caso as regras de liderança em pesquisa e potencial de voto se confirmasse.

Já candidatura a vereador terá limite de R$ 71 mil em Itabuna || Foto Zé Drone
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Nas eleições deste ano, os candidatos a prefeito de Itabuna terão direito a gastar até R$ 850.683,38 no período oficial de campanha, de 16 de agosto a 6 de outubro, dia da votação. O valor foi definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que divulgou os limites de gastos em cada município do País para as campanhas majoritárias e proporcionais.

A campanha proporcional em Itabuna poderá custar até R$ 71.989,39. Já na vizinha Ilhéus, a candidatura a vereador terá limite de R$ 142.961,29, e a de prefeito, R$ 741.770,10.

De acordo com o TSE, o objetivo é garantir uma disputa justa e equilibrada. As quantias devem cobrir despesas com propaganda, eventos, materiais de campanha e outros serviços. O não cumprimento desses limites pode resultar em penalidades, que incluem desde multas até a cassação do registro de candidatura.

Bento Lima fala sobre ex-prefeito Jabes Ribeiro || Foto PIMENTA
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Fogos de artifício pipocaram no céu da Avenida logo após a chegada do prefeito Mário Alexandre e sua comitiva no Centro de Convenções de Ilhéus, por volta das 19h10min desta quinta (18). Estava aberta a 38ª edição do Chocolat Festival, que, por causa da eleição de 6 de outubro, transformou-se em arena política. O grupo do PSD, liderado por Marão e pelo pré-candidato a prefeito Bento Lima, reuniu apoiadores vestidos de amarelo e percorreu os estandes. 

Após a saída do ex-prefeito Jabes Ribeiro da corrida eleitoral, surgiram especulações sobre a possibilidade de uma composição PP-PSD. Nelas, costuma-se lembrar que, em dezembro, a base de Mário Alexandre votou em peso a favor da aprovação de contas do ex-prefeito.

Entrevistado pelo PIMENTA durante a visita ao Festival, Bento Lima disse considerar que esse tipo de conjectura faz parte do processo político e declarou ter um sentimento de solidariedade ao ex-prefeito, segundo ele, pela forma como a retirada da pré-candidatura foi construída. 

Ex-secretário municipal de Gestão e Inovação, Bento também falou da relação com o Governo do Estado num contexto em que o partido do governador Jerônimo Rodrigues, o PT, trilha caminho diferente do PSD em Ilhéus. Leia.

PIMENTAHá rumores de aproximação entre a sua pré-candidatura e o grupo do ex-prefeito Jabes Ribeiro. Procedem?

BENTO LIMA – Na verdade, o prefeito Jabes tem uma história política muito longa e grande nessa cidade e construiu seu score político. Naturalmente, quando ele sai do jogo, algumas pessoas tendem a tentar criar uma aproximação de um grupo que sempre teve disputa com o grupo da deputada Ângela [Sousa] com o nosso grupo. Nós temos posições políticas muito bem definidas, muito bem sedimentadas ao longo de 20 anos de grupo político na cidade de Ilhéus. Entretanto, a saída dele [da corrida eleitoral], da forma como foi feita, do modo como isso foi construído, o que nós temos dado a ele é solidariedade e nos aproximado no sentido humanístico. Porque você sair de um pleito, desistir de uma corrida eleitoral, naturalmente, traz sentimentos. E a gente tem se solidarizado com ele nesse sentido.

Alguém causou dano aos planos do ex-prefeito?

Não, eu não consigo medir isso, porque eu estou em outro campo. Eles estão lidando lá com as suas diferenças, no exercício de tentar unir, de tentar se aproximar. E nós estamos cá, dentro do nosso grupo, fazendo o mesmo. Então, é muito mais você cuidar do jardim para atrair a borboleta do que correr atrás de borboleta. A gente está cuidando do nosso jardim.

Então, seria uma composição bem-vinda.

Não, acho que, dentro do contexto, você não consegue chegar a essa conclusão, não.

Houve um tensionamento entre o grupo do prefeito Mário Alexandre e o grupo de Adélia Pinheiro (PT) e do Governo do Estado. Há um estremecimento na relação com o governador Jerônimo Rodrigues?

Eu não senti nem o tensionamento, muito menos, o estremecimento. Na verdade, nós temos dentro de Ilhéus, como eu disse, uma posição política muito bem firmada, uma estrada muito bem pavimentada. Nós temos resultados políticos e administrativos colocados. Quando digo resultados políticos, a gente observa a votação do governador Jerônimo dentro da cidade. A gente observa tudo que o prefeito Mário construiu e está deixando de legado. Isso tudo está sendo colocado na mesa dentro desse processo eleitoral. O PT de Ilhéus tem uma posição divergente dessa. Uma visão diferente dessa que nós vemos. Mas, tudo dentro do campo da política e da democracia. Ninguém é dono da verdade. A verdade está sempre sendo construída.

Existe a possibilidade de aliança com o PT de Ilhéus?

Cenas do próximo capítulo.

Valderico Junior fala sobre saída de Jabes da corrida eleitoral || Imagem TiTV
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O pré-candidato a prefeito de Ilhéus pelo União Brasil, Valderico Junior, avalia que, na Carta aos Ilheenses, o ex-prefeito Jabes Ribeiro (PP) não declarou apoio a ele, Valderico, por respeito a aliados. No documento, Jabes formalizou a retirada da pré-candidatura a prefeito

Segundo Junior, a declaração de apoio de Jabes Ribeiro ao seu nome veio, de forma explícita, na última reunião da frente partidária, no mesmo sábado (13) da divulgação da Carta. 

Nesta entrevista ao PIMENTA, o pré-candidato do União Brasil também fala do diálogo com outros partidos que não integram a base do Governo Jerônimo Rodrigues; aponta a unidade como única forma de vencer o pleito de 6 de outubro; rechaça notícia de briga e comenta o papel do vice-presidente nacional do UB, ACM Neto, na construção da aliança partidária em Ilhéus. Leia.

PIMENTA – O que foi determinante para a decisão do ex-prefeito Jabes Ribeiro de retirar a pré-candidatura?

VALDERICO JUNIOR – Fizemos várias reuniões, análises. União Brasil e PP sabem da importância da unificação. Somente assim poderemos ter competitividade para ganhar as eleições. Fizemos várias pesquisas, com fontes distintas, e construímos os critérios, dentre eles, intenção de voto, que é primordial. Tem que ter voto. Não adianta não ter rejeição e não ter voto. A gente tem perspectiva de crescimento e estabeleceu critérios como intenção de voto, rejeição, transferência de voto, embate direto e desejo da cidade, principalmente isso, com [pesquisas] qualitativas. E chegamos num denominador para ter unidade. É difícil. São várias pessoas, várias mentes, mas a gente tem a necessidade de caminhar em conjunto para ter um time forte e competitivo para ganhar as eleições.

Pesou o entendimento de que seu nome tem maior viabilidade eleitoral e melhores condições de unir a oposição?

Isso. Reúne as melhores condições para poder disputar a eleição com a oposição unificada.

Na Carta aos Ilheenses, o ex-prefeito não fez declaração de apoio. Ele fez isso na reunião de sábado?

Sim. A Carta exige muito cuidado. São muitas pessoas e muitos sentimentos envolvidos, uns bons, outros ruins. A gente precisa ir dialogando e construindo. Mas, o próprio ex-pré-candidato Jabes Ribeiro pontuou, na reunião com a frente ampla, a sua decisão de apoiar, seguindo um compromisso feito não só comigo, mas com todos, de apoiar a candidatura escolhida pelo grupo, e a gente poder criar as melhores condições. Isso foi declarado na reunião da frente ampla. E, se não me engano, na segunda ou terceira frase da Carta, ele fala que continuará seguindo [a posição da frente]. Ele não cita o nome do pré-candidato do União Brasil, mas por uma questão de respeito aos seus.

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Diferente do que foi dito por parte da mídia, não teve briga.

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Qual foi o papel de ACM Neto nessa construção?

Fundamental. Lá em 2022, a gente começou todo o processo e visualizou essa união. Todo esse grupo, reunido em prol da candidatura de ACM Neto, conseguiu colocar 10 mil votos de frente para o Governo [do Estado], que investiu na cidade e pensava que tinha hegemonia aqui. No voto a gente mostrou que, com união, é possível lutar. E Neto foi fundamental nessa transparência dos critérios, dos dados, para que pudéssemos chegar firmes nessa consolidação. Diferente do que foi dito por parte da mídia, não teve briga. [A escolha do candidato] foi totalmente construída por várias mãos. Estou feliz, otimista e com o entendimento de que a gente tem muito o que somar para evoluir.

Qual foi a reação das pessoas nesses primeiros dias após o anúncio do ex-prefeito?

As pessoas reconhecem a força e a história política do ex-prefeito Jabes Ribeiro. Uma decisão como essa dá uma energia muito grande. Junto com o desejo da cidade de renovar, ter o apoio do grupo do PP e dos outros partidos da frente, onde nós estamos discutindo caso a caso para poder ter essa unidade e para que as pessoas possam confiar no projeto como um todo, que vem sendo construído por todos eles. Eu gostaria muito da participação desses partidos não só para ganhar a eleição, mas para pensar e administrar Ilhéus. O calor do povo tem sido cada vez mais forte. A gente sente isso no apertar de mão, no abraço, nas palavras.

E as lideranças da frente partidária, como reagiram?

Cada um tem seus compromissos com seus pré-candidatos e sua linha, mas a racionalidade tem sido predominante. Por mais que você goste mais do candidato A, B ou C, você entende que, com unidade, a gente tem viabilidade para ganhar – e é o único jeito que nós temos. Temos discutido bastante, cada um com seu tempo e sua maneira, mas com a responsabilidade da discussão de um projeto para Ilhéus.

O PP condicionou o apoio à indicação do vice da sua chapa?

Não. Mais uma vez, a importância da experiência do ex-prefeito Jabes Ribeiro, que se colocou à disposição para discutir o melhor nome, a melhor composição, para que a gente agregue mais no processo político. Não adianta simplesmente cargos por cargos, partido A, B ou C impondo que vai indicar a vice. A melhor composição, a maior viabilidade, é o que precisa ser pensado para ganhar as eleições.

A definição do vice vai ficar para a reta final do prazo das convenções?

Isso está sendo discutido no dia a dia. Estamos buscando o melhor entendimento. Se Deus abençoar e a gente conseguir fazer as composições e construir unidade em um tempo menor, não tem por que segurar tanto. Claro, temos o prazo legal, a partir do dia 20 agora até o dia 5 do próximo mês.

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Dialogo, dialogarei com qualquer um.

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Procede que você conversou sobre possível aliança com o PT?

Não. Em nenhum momento foi conversado sobre possível aliança. Comigo, pelo menos, não. Represento o União Brasil na cidade e tenho diálogo e amigos em todos os partidos. Sou um ser político e tenho capacidade de dialogar com qualquer um. Não há inimigo, há divergência política, um olhar diferenciado, prioridades diferentes. É em cima disso que a gente trabalha. Dialogo, dialogarei com qualquer um que seja, mesmo não estando no mesmo campo. O diálogo é bom para tudo, mas respeitando o espaço de cada um. Mas, repito, não conversei com o PT sobre aliança em Ilhéus.

Como andam as conversas com o pré-candidato Augustão e o PDT?

O PDT é importante nesse processo. Temos construído uma boa relação. Claro, eles têm os pensamentos deles e nós temos os nossos. O tempo é cada vez mais curto e esse diálogo tem sido mais frequente. Sempre tive uma excelente relação com Augustão. Sempre respeitei muito o presidente Humberto [Neto] e toda a sua equipe. Tenho um caminho super aberto de diálogo com eles para a gente construir o melhor conjunto para a cidade de Ilhéus.

Adélia, Jerônimo e Marão após solenidade no Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus || Foto GovBA
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O governador Jerônimo Rodrigues (PT) deve prestigiar a abertura do Chocolat Festival, na próxima quinta-feira (18), em Ilhéus. Ao PIMENTA, a assessoria do Governo do Estado informou que há previsão de visita do mandatário ao evento, mas ainda não confirmada na agenda oficial.

Caso se confirme, será a segunda visita do governador à cidade em menos de duas semanas. No último dia 5, ele participou da entrega oficial da reforma do Aeroporto Jorge Amado, antes de cumprir agenda em Camacan e Itabuna.

A presença de Jerônimo deve reforçar o clima político do evento de negócios, que atrairá os pré-candidatos a prefeito de Ilhéus a menos de um mês do início da campanha oficial, marcado para 16 de agosto.

BASE DIVIDIDA

Na cidade, a base do Governo do Estado tem três pré-candidatos, a ex-secretária estadual Adélia Pinheiro (PT), o vice-prefeito Bebeto Galvão (PSB) e o ex-secretário municipal Bento Lima (PSD), este apoiado pelo prefeito Mário Alexandre (Marão), presidente local do PSD. Numa entrevista ao PIMENTA, o governador Jerônimo Rodrigues disse que seu papel, como presidente do Conselho Político, é trabalhar pela unidade entre os partidos aliados nas eleições deste ano. No entanto, ressaltou que Adélia tem autonomia em relação ao Governo Mário Alexandre.

Conforme apuração do PIMENTA, Adélia e a cúpula de sua pré-campanha descartam aliança com Bento e Marão, mas trabalham intensamente para atrair Bebeto e o PSB. Ouvido pelo site, o vice-prefeito confirmou o diálogo com o PT (leia aqui). Eventual composição entre petistas e socialistas diminuiria o estrago do racha da base, que, hoje, parece irreversível.

VALDERICO JUNIOR

A saída do ex-prefeito Jabes Ribeiro da corrida eleitoral, oficializada no sábado (13), aumenta o peso da divisão da base de Jerônimo para as eleições em Ilhéus, pois tende a favorecer a pré-candidatura do empresário Valderico Júnior (UB). Sem Jabes, ele tem caminho aberto para ser a força aglutinadora dos partidos que não integram a base do governo estadual.

Neto Badaró não é mais pré-candidato a prefeito de Itabuna || Foto Redes Sociais
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O Progressistas anunciou, há pouco, a retirada da pré-candidatura do empresário Neto Badaró a prefeito de Itabuna. O partido informa, em nota, que a decisão foi tomada no final de semana, em reunião com a presença do secretário-geral do PP na Bahia, Jabes Ribeiro.

De acordo com o texto, considerando o desejo da maioria dos pré-candidatos a vereador, o Progressistas vai dialogar com o prefeito Augusto Castro (PSD), pré-candidato à reeleição. Segundo informações de bastidores, as conversas entre o mandatário e os dirigentes da legenda já estão adiantadas.

É o segundo movimento relevante do PP no sul da Bahia nas últimas 48h. No sábado (13), o ex-prefeito de Ilhéus Jabes Ribeiro já havia retirado a própria pré-candidatura a prefeito (veja aqui).

PP NA SETTRAN

Há mais de uma semana, o PIMENTA havia adiantado que o PP iria aderir à candidatura à reeleição do prefeito Augusto Castro (PSD). A pré-candidatura de Badaró era vista, desde o início, como sem capilaridade e consistência para uma disputa majoritária em Itabuna. O partido, como adiantou o site, deverá assumir a Secretaria de Transporte e Trânsito (Settran) e Neto Badaró ganhar cargo na pasta.

PP NA BASE DE JERÔNIMO

O movimento dos progressistas também tem a ver com decisões que serão tomadas pelo partido no âmbito estadual no pós-eleição. O PP deverá migrar, oficialmente, para a base do governador Jerônimo Rodrigues. Um dos principais defensores da tese é o deputado estadual Eduardo Salles, que, no último dia 5, acompanhava o mandatário baiano em visita ao sul da Bahia, principalmente Itabuna. Atualizada às 11h12min para acréscimo de informações.

Marão e Diego Messias: socialista deixa o Governo || Foto PMI
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O prefeito Mário Alexandre (PSD) mexeu no secretariado para a reta final do Governo, que termina no próximo dia 31 de dezembro, após dois mandatos consecutivos. Mozart Aragão deixou a Casa Civil. Agora, é secretário de Meio Ambiente de Ilhéus. Ele substitui Diego Messias, que havia sido indicado pelo PSB do vice-prefeito e pré-candidato a prefeito Bebeto Galvão.

Já Rubenilton Silva entregou o comando da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza a Patrícia Berhmann, que exercia o cargo de superintendente do Fundo Municipal de Assistência Social. Após ensaiar e desistir de candidatura a vereador, Rubenilton assume a Secretaria de Gestão e Inovação, vaga desde a saída do pré-candidato a prefeito de Ilhéus pelo PSD, Bento Lima.

Outro indicado pelo PSB, João Aquino foi exonerado do comando da Secretaria de Serviços Urbanos, entregue a Gabriel Lima Santos, ex-gerente de Operações da Pasta.

Bebeto e Mário Alexandre na convenção das eleições de 2020
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O prefeito Mário Alexandre falou, pela primeira vez, sobre a revelação de que ele foi alvo de uma trama urdida na Câmara de Vereadores, em 2021, durante as investigações da Comissão Especial de Inquérito do Transporte. Responsável por trazer o caso à tona, em entrevista exclusiva ao PIMENTA (leia aqui), o vice-prefeito Bebeto Galvão disse que lhe foi “oferecida a cabeça do prefeito”, fazendo referência a um possível processo de impeachment contra Marão. Na época, o Governo lidava com o desgaste político do auxílio financeiro de R$ 15 milhões concedido às empresas de ônibus Viametro e São Miguel.

Ao comentar a revelação de Bebeto, Mário Alexandre colocou em dúvida a existência do golpismo apontado pelo vice. Também afirmou que os vereadores não gostaram da declaração do vice-prefeito. “Ele devia ter falado isso no dia que teve essa suposta trama. Depois que ele sai do governo, vai falar isso? Não entendi muito bem qual o recado que ele quis dar. Então, ele quis dizer que houve traição dos vereadores e que ele não foi o traidor? Ele deveria citar nomes, porque, inclusive, a Câmara está muito chateada com isso”, disse Marão em entrevista ao Bahia Notícias.

Pré-candidato a prefeito de Ilhéus pelo PSB, Bebeto rompeu formalmente com o Governo Marão no último final de semana.

Bebeto Galvão: não sou oportunista || Foto PIMENTA
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O vice-prefeito de Ilhéus, Bebeto Galvão, afirma ter sido convidado a participar de manobra política para derrubar o prefeito Mário Alexandre (PSD). Ele sugere que a ideia nasceu no Poder Legislativo, no segundo semestre de 2021, no embalo da Comissão Especial de Inquérito do Transporte, que investigava auxílio financeiro de R$ 15 milhões às concessionárias do serviço e terminaria em pizza no início do ano seguinte.

Ex-deputado federal e primeiro suplente do Senado, Bebeto revelou a trama natimorta em entrevista exclusiva, ao responder questionamento do PIMENTA sobre a avaliação de que ele teria demorado para marcar posição crítica ao Governo Municipal, mesmo depois de lançar a pré-candidatura a prefeito. “Tem muita gente que me cobra isso, mas sou de uma escola política em que governo é ônus e bônus”, declarou o vice-prefeito, que é filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Bebeto disse ter agido pela construção da unidade na base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) em Ilhéus. “Com a responsabilidade que tenho, estando vice-prefeito na construção de um debate interno no grupo do estado em Ilhéus, não poderia sair atirando ou, de certa forma, criminalizando o Governo, atacando o Governo, quando o meu papel seria de construir. Se foi tarde ou não foi, aí é uma avaliação que só o tempo dirá”, emendou.

Nesse momento, o vice-prefeito afirmou que não orienta sua atuação política com base em oportunismo eleitoral ou na busca do poder pelo poder. “Um exemplo. Quando se instalou uma crise em função da CEI do Transporte público de Ilhéus, me foi oferecida a cabeça do prefeito. Se quisesse ter sido prefeito lá atrás, eu teria sido”, revelou.

PIMENTA – Quem ofereceu? 

BEBETO GALVÃO – Aí não vou revelar. A Câmara de Vereadores sabe.

Partiu da Câmara?

A Câmara estava com a CEI. Queriam. E eu, por não concordar com golpismo, preferi o debate com muitos vereadores e no interior do Governo, porque não cabe qualquer eleição. Não vale a pena qualquer tipo de ocupação de poder. Não é o poder pelo poder. Tenho um comportamento ético, tenho lisura na minha trajetória política e responsabilidade com o que faço. Fui crítico da ação do Governo, mas critiquei para dentro, duramente, a forma como fez o subsídio para o sistema de transporte.

PSB DEIXA GOVERNO MARÃO

No final de semana, o PSB divulgou nota anunciando a saída do governo do prefeito Mário Alexandre. O Partido entregou as secretarias municipais de Meio Ambiente e de Serviços Urbanos, que estavam sob o comando de quadros socialistas, Diego Messias e João Aquino, respectivamente (leia a íntegra ao final do texto).

ADÉLIA

Hoje, além de Bebeto, a base do Governo Jerônimo tem os pré-candidatos Bento Lima (PSD) e Adélia Pinheiro (Federação Brasil da Esperança). O site perguntou ao vice-prefeito sobre a possível unidade dos partidos de centro-esquerda em Ilhéus, numa eventual aliança do PSB com a Federação (PT, PCdoB e PV), que já tem o apoio de duas siglas desse campo político, PSOL e Mobiliza.

“Não seria hipócrita de dizer que não estou conversando com o PT”, disse o pré-candidato, citando também o nome de Adélia Pinheiro. “Estamos na centro-esquerda. Se construirmos uma caminhada em que tanto eu quanto ela pudermos inovar na gestão pública da cidade e dirigir a gestão para quem precisa efetivamente, acho que essa caminhada tem data. Tomando emprestado da Física, diria que, na política, dois corpos não ocupam o mesmo espaço, mas eles podem compor”.

Leia, abaixo, a nota do PSB.

Querida população de Ilhéus,

É com sentimento de dever cumprido e responsabilidade que o Partido Socialista Brasileiro (PSB) de Ilhéus vem a público anunciar sua saída da base do governo municipal do prefeito Mário Alexandre. Esta decisão foi tomada após um cuidadoso processo de avaliação interna e em respeito ao compromisso que temos com a nossa cidade e os nossos cidadãos.

A saída do PSB do governo se dá em virtude de traçarmos outro caminho político, a pré-candidatura à Prefeito de Ilhéus do companheiro Bebeto Galvão.

Ao longo dos últimos anos, o PSB contribuiu significativamente para o desenvolvimento de nossa cidade. À frente da Secretaria de Serviços Urbanos, implementamos diversas melhorias que resultaram, segundo pesquisas de consumo interno, na secretaria ser a mais bem avaliada pela população. Nosso trabalho incansável garantiu a limpeza, organização e manutenção dos espaços públicos, proporcionando mais qualidade de vida aos ilheenses.

Na Secretaria de Meio Ambiente deixamos um legado importante. Implementamos o projeto de arborização da cidade, realizamos o inventário das árvores ao longo da BR-415, trecho Ilhéus-Itabuna, e promovemos a valorização dos servidores e a estruturação física da secretaria. Estas ações representam marcos históricos na gestão ambiental de Ilhéus e reforçam nosso compromisso com a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente.

Agradecemos a todos os cidadãos pela confiança e apoio ao longo deste período. Continuaremos a trabalhar com dedicação e afinco, agora em uma nova etapa, focados em construir uma cidade melhor para todos.

Reafirmamos nosso compromisso com a transparência, o diálogo e a busca incessante por soluções que beneficiem a nossa comunidade. Juntos, vamos seguir em frente, construindo um futuro mais justo, sustentável e próspero para Ilhéus.

Atenciosamente,

Partido Socialista Brasileiro (PSB) – Ilhéus-BA

Jerônimo entrega moradias em Itabuna e fala sobre eleições nas cidades-chave da Bahia || Foto PIMENTA
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O governador Jerônimo Rodrigues entregou, nesta sexta-feira (5), os 80 apartamentos construídos pelo programa Bahia Minha Casa no Jaçanã, em Itabuna. Os imóveis vão abrigar famílias atingidas pela segunda maior enchente da história do município, no final de 2021. O lar, segundo o mandatário, é ambiente de segurança, tranquilidade e formação, elementos caros à dignidade humana. Após o descerramento da placa, concedeu entrevista em que falou sobre o cenário eleitoral e citou municípios como Salvador, Vitória da Conquista, Itabuna e Ilhéus.

Sobre as cidades do sul da Bahia, disse trabalhar para que aliados vençam as eleições deste ano e apontou que é possível superar o desempenho eleitoral da base governista em 2022, enfatizando a confiança na gestão do prefeito Augusto Castro (PSD) em Itabuna e o diálogo com o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre (PSD), e com a pré-candidata do PT na Terra da Gabriela, Adélia Pinheiro. 

Na sua avaliação, a base construiu consenso em torno da pré-candidatura de Geraldo Junior (MDB) em Salvador, e a articulação da capital ganhou mais consistência com a indicação da ex-secretária Fabya Reis (PT). 

Na entrevista, também descreveu seu estilo na condução do Governo e do Conselho Político, afirmando priorizar o diálogo e a escuta. Conforme o governador, não se pode querer ditar o destino político das cidades baianas a partir da capital. Leia.

PIMENTA – O senhor é presidente do Conselho Político do Governo. Qual vai ser o desenho para o enfrentamento eleitoral, daqui a pouco?

JERÔNIMO RODRIGUES – Não é daqui a pouco (Risos). Já estou nessa pegada há tempo, pensando em cada município da Bahia. Temos um conjunto de partidos no Conselho, com bons entendimentos. Onde tiver uma liderança de um partido, do PCdoB, [por exemplo], que esteja à frente, sozinho, liderando, não tem como desancorar. É ali. Tem locais que temos dois, três nomes. Temos que sentar, debruçar e encontrar saída. E tem lugares que falta fechar um vice, a bancada de vereadores está montada. Estamos desenhando isso de acordo com a realidade. Por exemplo, pegamos Salvador com cinco, seis nomes, e fomos construindo, dialogando, e chegamos a um consenso com o nome de Geraldo Júnior.

Há resistência do partido do senhor, o PT, ao nome escolhido.

Não. Não resistência. Em qualquer lugar, de qualquer partido, as pessoas não fecham 100%. Mas, nesse caso, posso lhe dizer, teve consenso geral. E, agora, com a chegada de Fabya Reis, isso unificou ainda mais. Geraldo conhece a cidade. Tem estudado bastante. Tem se debruçado sobre o projeto. Temos um projeto de Estado. Não pode ninguém ficar pensando que não tem debate, uma disputa política de um projeto para Salvador, que é na mesma linha da disputa de um projeto para a Bahia. Aqui, temos aliados de primeira hora, quem me carregou no ombro, foi solidário comigo na hora que precisei. Não tem dúvida nisso.

Jerônimo: “confiamos na gestão de Augusto” || Foto PIMENTA

As negociações conduzidas em Itabuna e Ilhéus fazem com que o Governo creia em vitória dos aliados?

Trabalhamos para isso, porque não se muda a política como o senhor pegou a chave ali,  fechadura boa, abriu, entrou na casa. Na política não é assim, tem histórico. Essa foi uma região que não tivemos boa performance. Precisamos melhorar Ilhéus e Itabuna, principalmente. Esses municípios são espelhos para a região e temos possibilidade real de reverter a situação em Itabuna, estamos construindo. Estive lá em Ilhéus, entregando a ampliação do aeroporto. Estive com Marão, com Adélia, é uma boa disputa interna, em casa, mas [a vitória] tem que vir para o colo da gente. É dialogar com maturidade e resolver. Não posso perder a possibilidade de continuar sendo parceiro de Ilhéus e Itabuna. Não posso me dar a esse luxo. As dificuldades a gente trata. Confiamos, por exemplo, na gestão municipal de Augusto. Voltamos de uma entrega de uma Unidade de Saúde da Família, de uma visita ao Hospital de Base, tudo feito com muito carinho. Entregamos essa unidade habitacional. Estamos indo anunciar novos investimentos importantes para Itabuna. No Conselho, o respeito que tenho é de não fazer, como alguns fizeram no passado e fazem, de Salvador querer mudar a política aqui. Não é assim. Temos que respeitar quem lidera o município, quais são as forças nossas. São forças vivas. Temos um potencial muito forte no oeste, extremo-sul, aqui no litoral, baixo-sul e na região metropolitana.

O senhor disse mais cedo, em entrevista ao PIMENTA, que tem um estilo, que não vai impor, mas vai mostrar qual é. Qual vai ser esse estilo na negociação eleitoral e na condução do governo?

Já está revelado. Sou do diálogo, da escuta. Em Conquista, temos Lúcia, do MDB, e Waldenor, dois nomes nossos. Vou empurrar Lúcia da carroceria? Vou tirar Waldenor sem construir isso? Não dá para fazer assim. Não faremos assim. Quem topa o diálogo vai encontrar diálogo. Tenho procurado isso. Conversei bastante com Adélia, com o grupo de Adélia, com o grupo de Marão, porque não estou governando e gerenciando com a estrela do PT. Estou governando com um símbolo, uma insígnia, de um Conselho que tem oito, nove, dez partidos. Então, é Éden que tem que fazer a boa disputa do PT, é Wagner. Pelo PSD, é Otto. Isso não desarruma a casa. Pelo contrário, fortalece a nossa potencialidade de ficarmos mais unidos, de eles confiarem quando a gente diz: a palavra nossa é essa. Quando dermos a palavra, pode saber que a gente vai enfrentar até a última gota do suor da gente. Aqui em Itabuna, em Ilhéus e na região também estamos fazendo esse movimento.

Jerônimo enfatiza autonomia de Adélia para articulação política em Ilhéus || Foto PIMENTA
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O governador Jerônimo Rodrigues (PT) disse, há pouco, ao desembarcar no Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, que o seu cargo o leva a trabalhar pela unidade na base aliada na disputa eleitoral na Terra da Gabriela. “Se estivesse na militância partidária, teria uma posição, a do meu partido. Na condição de governador, dirijo um conselho político que tenta mediar o tempo inteiro”, afirmou ao analisar a insatisfação do grupo da pré-candidata Adélia Pinheiro (PT) com falas de Jerônimo apontando composição com o PSD do também pré-candidato Bento Lima, indicado do prefeito Mário Alexandre.

Jerônimo vê o nome de Adélia consolidado na disputa, mas aponta a legitimidade do grupo do prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), em ter um nome na peleja. “O prefeito Marão, com dois mandatos, tem gordura e ambiente de apresentação. É legítimo isso”, frisou.

Para o mandatário baiano, embora consolidado, o nome de Adélia “surgiu há pouco tempo, não está posto desde o início”. E acrescentou: “Ela tem autonomia, não tem vinculação direta ao governo Marão. Meu papel é buscar uma unidade. Se há resistência de um lado e de outro, meu papel, como presidente de conselho [político], é ver até que ponto eu posso ir”, enfatizou em entrevista exclusiva ao PIMENTA.

DIÁLOGO

Pela unidade, Jerônimo diz estar dialogando com os presidentes estaduais Eden Valadares (PT) e Otto Alencar (PSD) e descartou tomada de decisão sem ouvir os nubentes. “Eu não vou governar impondo, de Salvador, quais são as realidades de cada canto desse estado. Alguém pode perguntar: mas você está na dúvida? Nesse lugar [de governador] não é lugar de dúvida, é de tomada de decisão”, disse acrescentando que, também em Ilhéus, há, ainda, a pré-candidatura do vice-prefeito e suplente de senador Bebeto Galvão (PSB).

Na entrevista, o gestor estadual também fez questão de apontar a decisão de governar com estilo próprio. “Vai chegar uma hora que eu não vou ficar sacrificando nem um lado nem outro. O meu desejo é que a gente possa continuar tendo uma prefeitura parceira. Rui governou 6 anos com o Governo Marão. Independente de avaliação do passado, eu estabelecerei quais são os padrões que eu desejo, como Rui estabeleceu. Quando Rui [sucedeu] a Wagner, estabeleceu padrão com Ilhéus, com Marão e o time de Marão. Eu vou estabelecer os meus. Vou jogar na lata? Claro que não, mas eu tenho o meu estilo de governar”, asseverou.

ELOGIOS A ADÉLIA

O governador não deixou de apontar paralelos entre ele e a pré-candidata Adélia Pinheiro. Vindos da carreira acadêmica, ambos vão para disputa na majoritária pela primeira vez, ele ao governo baiano e Adélia, agora, à Prefeitura de Ilhéus. “Tenho muita identidade com Adélia: partidária, o jeito, secretária de Educação [da Bahia]”, disse recordando pastas por onde ela passou anteriormente, as de Ciência e Tecnologia e de Saúde.

Por fim, ainda afirmou ver, na ex-secretária de Educação, papel de agregadora. “Tenho muita afinidade, identidade com a ex-secretária, a reitora Adélia. Ela agremia as forças tanto de Ilhéus quanto da região. A avaliação que eu faço: é um quadro qualificado do Partido dos Trabalhadores. É uma pessoa muita equilibrada e [que tem] um jeito muito firme de fazer a política”.

Ruy Machado diz que faltam propostas claras para Itabuna
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Pré-candidato a vereador pelo Solidariedade, o ex-presidente da Câmara de Itabuna Ruy Machado crê em índice considerável de renovação do legislativo local em 6 de outubro. “Hoje temos uma Câmara totalmente subserviente ao Poder Executivo”, avalia.

Diante de legislativo submisso ao Executivo, crê Ruy, a renovação será positiva. “A ruptura desse sistema vai fazer bem para Itabuna. Temos bons pré-candidatos, com boas chances de vitória. Essa renovação, por si só, já será muito positiva”, afirma.

O ex-presidente da Câmara é filiado ao partido do deputado estadual e, numericamente, líder da última pesquisa registrada e divulgada no município, Fabrício Pancadinha (SDD). Porém, afirma ter dito ao parlamentar baiano que é independente em relação a ele e aos demais pré-candidatos. Abaixo, veja resumo de entrevista.

O senhor já foi vereador por três mandatos e foi presidente do Poder Legislativo. Qual papel a Câmara pode efetivamente desempenhar para ajudar no desenvolvimento de Itabuna?

O primeiro papel é a independência. É se libertar dessa subserviência ao poder Executivo. Prefeito não pode mandar na Câmara, assim como vereador não pode ter influência no Executivo. A Constituição diz que os poderes são harmônicos, mas independentes. Depois, o vereador não pode abrir mão de seu papel fiscalizador. Por fim, acredito que o vereador pode ser um mobilizador das forças vivas da cidade, no sentido de promover seu desenvolvimento. Temos aqui a tradição de uma grande participação das instituições, dos clubes de serviço, da sociedade organizada, ajudando o município, sugerindo ações, projetos. Perdemos tudo isso nos últimos anos, mas entendo que a gestão só tem a ganhar ouvindo a sociedade.

 

Temos aqui a tradição de uma grande participação das instituições, dos clubes de serviço, da sociedade organizada, ajudando o município, sugerindo ações, projetos. Perdemos tudo isso nos últimos anos, mas entendo que a gestão só tem a ganhar ouvindo a sociedade.

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O senhor fala da necessária independência entre os poderes. Não considera importante o prefeito ter uma tropa de choque na Câmara, uma bancada que lhe seja fiel?

Eu sou do partido do pré-candidato que lidera as pesquisas para prefeito, o deputado estadual Pancadinha. Claro que eu votarei nele e torcerei pela sua vitória. Mas digo a todos e a ele: sou independente. Se nós dois nos elegermos, cada um terá seu mandato e, aí sim, vamos conversar sobre Itabuna. Não posso ser candidato de um candidato. Eleito, estarei pronto para ajudar minha cidade, com independência e responsabilidade, ajudando o prefeito naquilo que for bom para a cidade. Como eu sei que ele, caso eleito, também terá essa visão, acredito que teremos uma grande gestão.

 

Pancadinha é um rapaz muito inteligente politicamente, que tem se destacado e tem atraído pessoas de grande peso político, a exemplo do deputado Elmar Nascimento (UB).

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Como o senhor avalia as críticas que algumas pessoas fazem ao deputado Pancadinha, sobre sua falta de experiência política e administrativa?

Primeiro, eu vejo que há muito preconceito em certas avaliações. O fato de Pancadinha estar há pouco tempo na política não o desabona, pelo contrário, se observarmos algumas práticas de políticos viciados. Por outro lado, ele é um rapaz muito inteligente politicamente, que tem se destacado e tem atraído pessoas de grande peso político, a exemplo do deputado Elmar Nascimento (UB). Caso seja eleito, ele deve se cercar de uma equipe que consiga dar as respostas que os itabunenses necessitam, especialmente na Saúde, na Educação e na geração de empregos.

O senhor falou sobre a relação de subserviência da legislatura atual ao Executivo. Acredita que haverá mudança significativa na próxima?

Acredito, primeiro, que vamos ter uma boa renovação. Hoje temos uma Câmara totalmente subserviente ao Poder Executivo. A ruptura desse sistema vai fazer bem para Itabuna. Temos bons pré-candidatos, com boas chances de vitória. Essa renovação, por si só, já será muito positiva. Após a eleição e posse, teremos a prova final, mas acredito que cabe à população e à sociedade organizada cobrar essa independência. Sou pré-candidato a vereador, então é natural que eu acredite na renovação, e sei que ela fará muito bem a Itabuna.

 

Estou preocupado com a falta de definições – ou mesmo de esboços – de projetos e propostas de governo entre os pré-candidatos a prefeito.

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Está satisfeito com os rumos da pré-campanha até aqui?

Estou preocupado com a falta de definições – ou mesmo de esboços – de projetos e propostas de governo entre os pré-candidatos a prefeito. Estamos vivendo uma das piores crises de gestão que essa cidade já viveu, mas não temos visto propostas claras no debate público. Vamos aguardar as definições das candidaturas para aí, sim, termos uma ideia do que cada um pensa ser o melhor para Itabuna. Por enquanto, só o disse-me-disse.

Ao lado do presidente da Emasa e de secretários, Augusto afirma que Itabuna não pode retroceder || Foto Cláudio Rodrigues/Emasa
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Pré-candidato à reeleição, o prefeito Augusto Castro (PSD) optou por uma fala visualizando o 6 de outubro e, voltando-se para Itabuna, afirmou que o município não pode retroceder. Na manhã de hoje (3), o prefeito inaugurou as novas instalações do escritório de atendimento da Emasa, na Rua Adolfo Maron.

– Itabuna tem hoje outro pensamento da política. A cidade não quer regredir, nós não vamos voltar ao passado. É por isso que construímos uma aliança com um conjunto de 12 partidos políticos para que o município continue seguindo em frente, no rumo do desenvolvimento – afirmou Augusto ao lado do presidente da Emasa, Raymundo Filho, e de secretários municipais.

MAIS OBRAS E INVESTIMENTOS

Augusto, que terá o apoio de parte do PT e da legenda na tentativa de reeleição, ainda abordou o bom relacionamento de seu governo com as gestões estadual e federal. “O nosso governo joga entrosado com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e com o presidente Lula (PT). Isto possibilita a conquista de grandes obras e investimentos para a cidade”, afirmou. Augusto afirma ter sido o governo que, apesar de pandemia e duas enchentes, “mais realizou obras e investimentos na cidade em menos de quatro anos”.

Na próxima sexta (5), como já noticiou o PIMENTA, Augusto receberá o governador Jerônimo Rodrigues. Na visita, o Chefe do Executivo baiano vai assinar várias ordens de serviço, dentre elas o início de obras da duplicação na BR-415, entre Posto Cachoeira/Cidadelle (Avenida Juracy Magalhães) e o trecho da orla da Beira-Rio que vai da Rua do Prado até o Condomínio Real Ville, no Mutucugê (1ª ponte BA-649).

MORADIA PARA VÍTIMAS DA ENCHENTE

Ainda na visita, Jerônimo fará a entrega de 80 unidades habitacionais para atingidos pela enchente de 2021 e uma visita as obras do Hospital de Base, que passa por ampliação, com investimentos da ordem de quase R$ 100 milhões.

“São obras e ações como essas que mudam a realidade da cidade e proporcionam melhoria na vida das pessoas. Nossa gente sabe reconhecer o valor de quem trabalha pelo bem comum e pelo município. Preparamos Itabuna para dar um salto de desenvolvimento. É por tudo isso, que não vamos voltar ao passado, não vamos retroceder”, ressaltou o prefeito Augusto Castro.

Jerônimo Rodrigues deve participar de evento em Itabuna na terça-feira (30). Foto arquivo
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A assessoria do Governo do Estado acaba de confirmar ao PIMENTA a vinda do governador Jerônimo Rodrigues (PT) a Itabuna na próxima sexta-feira (5). Há expectativa de que o chefe do Executivo Estadual autorize as obras viárias que vão integrar a zona urbana do município à BA-649, nova ligação com Ilhéus em construção à direita do curso do Rio Cachoeira.

As obras do acesso à futura estrada terão início na região da Câmara de Vereadores e também vão beneficiar áreas do bairro São Judas, como os arredores do condomínio Real Ville.

GESTO POLÍTICO

Como 5 de julho é o último dia para que o prefeito Augusto Castro (PSD), pré-candidato à reeleição, participe de atos oficiais sem as restrições do calendário eleitoral, a escolha da data para a visita de Jerônimo a Itabuna sinaliza prestígio de Augusto na disputa pela agenda corrida do governador.

No ano passado, Jerônimo já havia feito declarações favoráveis à composição do PT com o prefeito de Itabuna, afirmando que estaria ao lado de Augusto nas eleições de 6 de outubro.

Pré-candidatos devem ter nova reunião com ACM Neto em Salvador
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Pré-candidatos a prefeito de Ilhéus, o ex-prefeito Jabes Ribeiro (PP) e o empresário Valderico Júnior (UB) devem decidir, nesta semana, quem será o candidato da oposição. Com a mediação do vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, eles fizeram acordo para que apenas um dos dois lance candidatura.

O PIMENTA perguntou a Valderico Junior se a definição do nome sairá mesmo até amanhã (3). “Ainda não tem data. Muito provavelmente, mas não tem nem a data”, respondeu o pré-candidato.

Também ouvido pelo site, Jabes Ribeiro disse que há expectativa de uma nova reunião, com a presença de Neto. O encontro deve ocorrer amanhã (3), em Salvador, segundo o ex-prefeito.

Quando falou sobre o assunto, no último dia 10, Neto afirmou que a escolha do candidato levaria em consideração a competitividade (relembre).