Para Isaac, Augusto é o pior prefeito da história de Itabuna
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O médico, enfermeiro, ex-policial militar e ex-secretário municipal de Saúde Isaac Nery é uma liderança em ascensão na política de Itabuna. Nas eleições de 2020, candidatou-se a prefeito pelo Avante e obteve 7.498 votos (7,25%). No pleito seguinte, tentando uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo Republicanos, foi o escolhido de 11.460 eleitores itabunenses (10,65%).

Filiado ao PDT desde março, o pré-candidato a prefeito falou ao PIMENTA sobre o desempenho de sua pré-campanha, defendeu o ensino em tempo integral como forma de alavancar a educação no município e fez duras críticas ao prefeito Augusto Castro (PSD), em quem tenta colar a pecha de “pior” gestor da história da cidade.

Apesar de reconhecer que, neste momento, nenhum prefeiturável assumiria a disposição de se candidatar a vice-prefeito, Isaac diz acreditar que a oposição vai se unir para derrotar o atual gestor municipal. Leia a entrevista.

PIMENTA – Qual é o balanço de sua pré-campanha até aqui?

ISAAC NERY – Nossa pré-campanha tem sido através de propostas. Não tem apoio financeiro como o prefeito, que tem a máquina, e o deputado Pancadinha, que tem acesso aos recursos dele. Temos feito uma pré-campanha impulsionando as nossas redes sociais, conversando com a população, falando das nossas propostas. Isso tem tido um desempenho muito bom, surpreendente, graças a Deus. Estamos finalizando o mês de junho surpreendendo. As pesquisas divulgadas até agora são fakes. Não mostram o crescimento real de Dr. Isaac Nery. No meio da população, você vê como está o nome de Isaac Nery e como nossas propostas são aceitas. A população nos vê e enxerga um pré-candidato que fala a verdade, que faz promessas, mas executáveis.

Quais propostas têm sido bem recebidas?

Cuidar de gente. Sempre digo que cuida de gente quem gosta de gente, quem ama gente. Itabuna está destruída. Não consegue atrair empresas. O prefeito não gera emprego, não atrai empresas. Ao contrário, a Tel fechou. Estivemos lá. Segundo a gerente, Itabuna perdeu dois mil postos de trabalho com a saída da Tel. A gente tem falado de educação, porque as escolas de Itabuna estão fechadas, e colocaram os alunos em outras escolas, todas cheias, com salas lotadas. Um calor absurdo. São fatores que desestimulam a criança.

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Quero ver a criança acordar sábado de manhã já sonhando em ir segunda-feira para a escola.

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Como melhorar a educação?

Nossa proposta é educação em tempo integral, a partir do ano que vem, com fé em Deus. Não só reformar, Itabuna precisa construir algumas escolas-modelo. Vamos ter recursos para isso através do Fundeb, uma parte chega este ano e outra, no ano que vem. Utilizaremos esses recursos para construir escolas-modelo, implementar uma escola de qualidade, para que a criança fique apaixonada e deseje ir à escola todos os dias. Quero ver a criança acordar sábado de manhã já sonhando em ir segunda-feira para a escola.

Como avalia a gestão da saúde?

Está acabada. A Secretaria Municipal de Saúde e o Hospital de Base devem a fornecedores. No Hospital de Base, a ressonância ficou meses parada. Só agora botou para consertar. O arco cirúrgico, meses parado, só agora mandou consertar. Todos os dias, faltam dezenas de itens básicos, antibióticos, drogas vasoativas, material para fazer diálise em paciente, esparadrapo, lençol. A população está comprando bolsa de colostomia, inclusive os pobres, que não têm condições de comprar, R$ 23 uma bolsa, o Creadh [Centro de Referência de Reabilitação e Desenvolvimento Humano] não fornece. A desculpa é licitação. Mentira! É que deve ao fornecedor e não paga.

A que você atribui esses problemas e como superá-los?

Má gestão. Tirou um cara técnico [da Fasi] para colocar o presidente de um partido, o Republicanos, por conta de jogo político. Daqui a pouco, esse indivíduo, que não tem competência nenhuma para gerir, mostrou que não tinha, é exonerado do cargo. Agora, coloca o ex-prefeito de Itajuípe [Marcone Amaral no comando da Fasi]. Não há preocupação em colocar um gestor que tenha conhecimento técnico. O Hospital deve a fornecedores e não paga. Você vê uma má gestão muito clara. Em 2020, o repasse para o Hospital de Base era de R$ 3,8 milhões e não faltava a quantidade de material que falta hoje. No ano passado, respondendo a um dos meus vídeos, o prefeito disse que estava repassando R$ 6,4 milhões para o Hospital de Base. Se você fizer a conta da variação dos insumos e outras despesas de 2020 para 2023, vai ver que não houve uma variação para consumir a diferença de R$ 2,6 milhões. Tem alguma coisa lá que não está correto. É má gestão.

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O prefeito está usando o mesmo modus operandi de outros prefeitos. Passou dois anos e oito meses fora. No caso desse, em Salvador.

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E a infraestrutura da cidade?

O prefeito está usando o mesmo modus operandi de outros prefeitos. Passou dois anos e oito meses fora. No caso desse, em Salvador. Outros ficaram em Itabuna, mas não trabalharam. Eles passam dois anos e oito meses sem fazer nada na cidade, só maquiando, para quando faltar um ano para a eleição, colocar o asfalto sonrisal. Observe que o gestor está gastando uma fortuna com asfalto, mesmo com recursos do estado. O asfalto é de péssima qualidade. Onde colocou, pocou tudo. A chuva vem e poca tudo. Não coloca rede de drenagem de água e esgoto, não coloca meio-fio. É uma coisa para enganar a população.

Como está o diálogo com outros partidos?

Tenho dialogado com todos. Tive reuniões frequentes com Capitão Azevedo, tive reuniões com Geraldo Simões. Em fevereiro, me reuni com o deputado Pancadinha. Tive reuniões, ano passado, com o pré-candidato do PL, Chico França. Só não tive reunião com o atual gestor. E não faço questão mesmo, até porque é nosso adversário político. Pessoalmente, não temos nada contra o outro, eu espero. Mas, tenho conversado com todos os pré-candidatos e partidos para buscar apoio em torno do nosso nome para prefeito de Itabuna.

Já recebeu alguma sinalização positiva?

Todos são pré-candidatos. Ninguém define a questão de ser vice, mas creio que, até meados de julho, a oposição vai se unir para derrotar o pior prefeito que essa cidade já teve.

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Eu tinha medo do Capitão sair e dizerem que tomei o partido. Não queria ter esse estigma em Itabuna.

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Após a sua chegada ao PDT, Azevedo deixou o partido e foi para o União Brasil. Ficou alguma rusga com o ex-prefeito?

Não. O motivo pelo qual o Capitão trocou o PDT pelo União Brasil não sei. Fui convidado pelo presidente do PDT, Fernando Neto, em janeiro. Não fui, porque já havia um pré-candidato. Disse: “caso o Capitão saia do PDT e não tenha outra pessoa, eu vou. Enquanto o Capitão estiver, não irei. Eu tinha medo do Capitão sair e dizerem que tomei o partido. Não queria ter esse estigma em Itabuna. Em março, numa reunião com o ex-vereador Milton Gramacho, o Capitão me convidou para o PDT, porque eu já estava com a conversa adiantada com o União Brasil. Já sabia que o Capitão tinha a intenção de ir para o União Brasil, só não sabia se ele iria, de fato. O desejo dele era ser pré-candidato pelo União Brasil.

O prefeito Augusto Castro recebeu gestos positivos do governador Jerônimo Rodrigues para as eleições deste ano. Qual é o peso que Jerônimo pode ter? Será muito influente?

Acho que não. Graças a Deus, o povo de Itabuna tem uma questão interessante. Presidente nunca influenciou, muito menos governador, senadores, ministro. Geraldo Simões foi prefeito na época do carlismo. Na primeira eleição dele, em 1992, venceu o candidato do governador. Depois, em 2000, venceu Fernando Gomes, e o governador era César Borges. Com Wagner governador, o PT não venceu em 2008. Fernando era o candidato de Rui Costa em 2020 e quem ganhou foi Augusto, que não era o preferido de Rui, embora estivesse na base, porque tinha o apoio do senador Otto Alencar. Não haverá peso nenhum.

Por essa lógica, apesar da vitória em Itabuna em 2022, é justo pensar que ACM Neto não vai ser um cabo eleitoral forte neste ano.

Não diria um forte cabo eleitoral. Tem um peso, tem, mas não tem o peso de ganhar uma eleição. Tem o peso de conseguir votos, claro, tanto Jerônimo para o lado de Augusto quanto ACM Neto para o candidato que ele for apoiar. Não tenho dúvida disso. Mas, a eleição quem decide é o povo de Itabuna.

Então, você também não acredita em uma disputa com influência da política nacional, do lulismo e o do bolsonarismo.

Fizemos uma pesquisa em fevereiro. Não existe influência nacional ou estadual na eleição de Itabuna para prefeito. Quando falo influência, é para decidir a eleição.

O PDT compõe o Governo Federal e já esteve próximo do Governo da Bahia, mas, há um bom tempo, mantém-se afastado. Caso o senhor seja eleito, isso poderia ser um obstáculo aos interesses de Itabuna?

O Brasil evoluiu muito nessa questão da democracia, e a Bahia também. É necessário separar a disputa entre lados políticos e o que a população precisa. Vamos ter apoio de deputados federais da situação e da oposição ao governo federal. Tenho certeza que o governador Jerônimo tem sensibilidade suficiente para entender que a população não pode ser prejudicada porque o prefeito de Itabuna é oposição a ele no estado. Passou a eleição, vamos procurar o governador e falar dos nossos projetos.

Jerberson Josué analisa cenário eleitoral em Ilhéus || Foto Divulgação
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Não há dúvidas sobre a prerrogativa do PSD e a incoerência do PT, caso siga com sua pré-candidatura fadada ao fracasso e “laranja” de uma oposição da velha política, que tanto fez Ilhéus retroceder, adoecer e perder!

Jerberson Josué

A pouco mais de um mês para o início das convenções partidárias, seguindo o rito da legislação eleitoral vigente, ainda restam nove pré-candidatos na disputa em Ilhéus. Mas, eram 19 há poucos dias e todos se diziam “irrenunciáveis”, ou que não seriam vice de ninguém!

Articulações, ingerências de instâncias superiores dos partidos e limitações de condições de campanha resultaram em desistências de supostos prefeituráveis, com revés ainda previstos para algumas das atuais nove pré-candidaturas majoritárias: Bento Lima (PSD), Augustão (PDT), Coronel Resende (PL), Wanessa Gedeon (Novo), Jerbson Morais (Solidariedade), Valderico Júnior (União Brasil), Adélia Pinheiro (Federação PT, PCdoB e PV), Jabes Ribeiro (Progressista) e Bebeto Galvão (PSB).

Ainda terá conta para esse número ser subtraído e para saber quais destes prefeituráveis permanecerão com suas candidaturas, algumas articulações, imposições e negociações estão sendo protagonizadas por instâncias maiores dos partidos e Federações, com conversações que não param entre os próprios prefeituráveis. A prova dos nove será revelada no dia 5 de agosto (último dia do prazo para os partidos escolherem seus candidatos), quando ninguém poderá mais dizer que é o que não poderá permanecer sendo!

As oposições seguem sem clareza, se vão se unir de fato, apesar de encontros e conversas entre os pré-candidatos Jabes Ribeiro (PP) e Valderico Reis Júnior (UB) com o principal líder da oposição na Bahia, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, e possibilidade de suas conversas resultarem na inclusão, nesse agrupamento, do também pré-candidato a prefeito Augustão, do PDT.

Conta-se que dessas conversas sairão apenas um nome candidato a prefeito e um possível vice. Com isso, reduzir-se-á um a dois entre os nomes postos atualmente na disputa eleitoral, pela sucessão do Prefeito Mário Alexandre (PSD), cujo prefeiturável, Bento Lima (PSD), também tem mantido conversações com propósito de ampliar seu leque de aliados e apoiadores.

Ainda no campo oposicionista municipal e também na base do governador Jerônimo Rodrigues, tem os pré-candidatos Adélia Pinheiro (PT); o atual vice-prefeito Bebeto Galvão (PSB) e o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Ilhéus Jerbson Morais (SD), de onde poderá sair um vice. Neste contexto, dois seriam preteridos! Coronel Resende (PL), prefeiturável do bolsonarismo, antipetismo e anticomunismo, deve ser realmente candidato, diante do viés eleitoral da direita.

A pré-candidata Wanessa Gedeon (Novo) é uma incógnita, pois ela se movimenta muito bem nos setores e pode ser a noiva (vice) de diferentes potenciais candidatos, inclusive integrando a chapa majoritária como vice de Bento Lima, caso as articulações com o círculo político do Governo do Estado não avancem.

O pré-candidato Bento Lima, prefeiturável do prefeito Mário Alexandre (Marão), segue suas atividades em ritmo acelerado e em franco crescimento, que são revelados nas sondagens de opinião pública, animando o grupo do prefeito Marão, que está trilhando o mesmo caminho dos ex-governadores Wagner e Rui (ambos do PT), que optaram por apostar em nomes novos de seus quadros técnicos, mesmo diante de índices desfavoráveis das pesquisas, no início da campanha.

No momento em que Rui Costa anunciou Jerônimo Rodrigues como seu candidato a governador, com percentuais máximos de 4%, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto passava dos 60% e deixava a sensação de que venceria fácil no primeiro turno. Os resultados das urnas revelaram que não é somente na fábula da Lebre e da Tartaruga que vence o azarão!

Com esse fato, não há dúvidas sobre a prerrogativa do PSD e a incoerência do PT, caso siga com sua pré-candidatura fadada ao fracasso e “laranja” de uma oposição da velha política, que tanto fez Ilhéus retroceder, adoecer e perder! Logo saberemos se a cúpula governista criou juízo para evitar que Ilhéus volte a um passado ruim, ou fortalecerá um aliado importante para 2026.

Jerberson Josué é ativista social e chefe de setor de Fiscalização da Secretaria da Casa Civil de Ilhéus.

Adélia Pinheiro: PSD não faz parte do campo progressista || Foto Pimenta
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Do escritório da professora Adélia Pinheiro (PT) é possível ver quase todo o campo do Estádio Mário Pessoa, em Ilhéus. Um grande mapa do município toma a parede diante da mesa de reunião. “Esse não tem anotação”, observou a pré-candidata a prefeita, autorizando o PIMENTA a fotografar o mapa. Nesta pré-campanha, até aqui, a cartografia da ex-secretária de Estado desenha aliança de centro-esquerda, com os partidos Mobiliza e PSOL, além de PCdoB e PV, que integram a federação com o PT.

“A adesão do Mobiliza e do PSOL e o ato de apoio do PCdoB são marcos importantes, significativos, de fortalecimento da pré-candidatura e do nosso campo”, avalia a pré-candidata.

Ouvidos pelo site, membros do PSOL afirmaram que o acordo com o PT enfrentou resistência de socialistas que não querem estar no mesmo palanque do prefeito Mário Alexandre e do pré-candidato de seu partido, PSD, o advogado e ex-secretário municipal Bento Lima, num eventual acordo entre PSD e PT.

Segundo a petista, a conversa com o PSOL não abordou essa hipótese e se concentrou na busca de estratégia vitoriosa para as eleições de 6 de outubro. “Estamos colocando toda a força e expectativa no diálogo com partidos do campo progressista”, emendou. O PIMENTA questionou se o PSD faz parte do mesmo campo. “A princípio, não”, respondeu Adélia Pinheiro.

BEBETO

O site também quis saber das conversas com o PSB do vice-prefeito Bebeto Galvão, pré-candidato a prefeito. “Nossos diálogos são sempre respeitosos, com o entendimento de que há um percurso de pré-campanha, e cada um e uma [segue] da sua forma. Tenho todo o respeito pelo percurso que o PSB e o pré-candidato Bebeto vêm percorrendo”, declarou Adélia, acrescentando ter expectativa de aprofundamento da interlocução com o partido.

AUGUSTÃO

O vereador Augustão, pré-candidato a prefeito de Ilhéus pelo PDT, já fez declarações hostis a Adélia, para quem perdeu disputa interna antes de deixar o PT. Diante dessa constatação, a petista respondeu com elogios, recordando que o parlamentar tem história no campo progressista, assim como o PDT.

– Ele tem trajetória de vida muito alinhada ao campo de esquerda. Já não estou falando exclusivamente do PDT, mas sim do pré-candidato Augustão, como o conhecem, com sua trajetória que me traz muito respeito e admiração. Tenho a convicção de que assim ele permanece.

VICE

Médica e professora aposentada da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), onde exerceu dois mandatos de reitora, Adélia Pinheiro traçou as características do (a) vice ideal. Para ela, uma majoritária deve ser formada por candidatos com histórias de vida, experiências e competências complementares:

– É o que nos leva à chapa que esteja mais de acordo com os anseios da população e dos compromissos que a gente tem e que venha a firmar com a população de Ilhéus.

A definição, no entanto, ficará para as vésperas das convenções, ponderou.

“MOVIMENTAÇÃO ESTRATÉGICA”

Adélia defende renovação política || Foto PIMENTA

Numa manhã de setembro de 2021, o então governador e hoje ministro da Casa Civil, Rui Costa, entregou a segunda ponte construída em seu governo, em Ilhéus, sobre o Rio Almada, no distrito de Aritaguá, e de uso exclusivo do Complexo Intermodal Porto Sul. Havia acabado de voltar de viagem à China e usou o gigante asiático como exemplo de país onde se priorizam as políticas de Estado e não de governo.

Para Rui, o mesmo foi feito pelos governos do PT na Bahia com os projetos do Porto Sul e da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), fazendo justiça, segundo ele, ao legado do engenheiro Vasco Neto (1916-2010) para o desenvolvimento da infraestrutura de transporte do Brasil.

Perguntamos a Adélia Pinheiro se aquela perspectiva de longo prazo, defendida por Rui, poderia ser transportada para a formação de quadros políticos e se era a ideia que o ex-governador tinha no horizonte quando a delegou, em 2019, o comando da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e, em 2021, da Pasta de Saúde. A pré-candidata concordou. Foi uma semente?

“Prefiro chamar de movimentação estratégica, que deu visibilidade, participação e empoderou um agente político do interior da Bahia. No Litoral Sul, no eixo de Ilhéus, há algum tempo, vínhamos falando da necessidade de renovação, de novas lideranças mais alinhadas com as necessidades da população e a construção de políticas públicas vinculadas à garantia de direitos e aos compromissos do campo progressista. Tem uma coerência muito grande. Fazer parte, ser uma pessoa com essa movimentação no tabuleiro político, é muito importante para mim. Me dá a oportunidade de trazer a liderança em benefício da minha terra e das pessoas que moram aqui”.

As eleições estão marcadas para 6 de outubro|| Foto Roberto Jayme/TSE
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O fotógrafo, memorialista e ex-vice-prefeito de Ilhéus José Nazal divulgou levantamento sobre os perfis dos eleitores de Itabuna e Ilhéus. Nas maiores cidades do sul da Bahia, as mulheres respondem pela maior parte dos votos em disputa nas eleições deste ano.

Dos 141.892 eleitores de Itabuna, 77.723 são mulheres. Isso representa 54,78% do eleitorado do município. A proporção é semelhante em Ilhéus, onde 70.424 mulheres estão aptas a votar em 2024. Elas representam 54,18% dos 129.975 eleitores da Terra da Gabriela.

ESCOLARIDADE

O levantamento reúne informações da base de dados abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e traz outros recortes, como o nível de escolaridade dos votantes. Outro padrão que se repete nas cidades vizinhas é o predomínio do eleitor com ensino médio completo. São 43.724 (30,82%) em Itabuna e 38.358 (29,51%) em Ilhéus.

Nas duas cidades, pouco mais de 11% dos eleitores têm ensino superior completo. No outro extremo, cada uma tem mais de 4 mil eleitores analfabetos.

IDADE

Na tabulação dos dados, José Nazal Pacheco Soub (JNPS) também estratificou os eleitores das duas cidades por idade. A maior fatia do eleitorado ilheense tem de 40 a 44 anos (14.148 ou 10,89%). Considerando todas as faixas etárias da juventude, de 16 a 29 anos, são 28.959 eleitores (22,28%). Abaixo, confira a tabela completa.

Eleitores de Ilhéus distribuídos por idade || Fonte TSE/JNPS

O perfil do eleitorado itabunense por faixa etária também se assemelha ao de Ilhéus, com maior concentração no intervalo de 40 a 44 anos (15.661 ou 11,04%). Veja a tabela completa.

Distribuição do eleitorado itabunense por faixa etária || Fonte TSE/JNPS

O panorama dos eleitores de Ilhéus e Itabuna também os apresenta a partir de variáveis como estado civil, raça ou cor e identidade de gênero. Por exemplo, os dois municípios têm mais de 68% do eleitorado composto por solteiros. Nas duas cidades, há predomínio da autodeclaração como pardo. Acesse os dois levantamentos completos nos links a seguir: Ilhéus e Itabuna.

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Mais cedo do que muitos imaginavam, talvez pressionados pelo grande crescimento da aceitação popular da professora Adélia, juntam-se as forças do atraso, que querem voltar a governar a cidade mesmo após tantas experiências malsucedidas e que nos legaram grande parcela das dificuldades hoje existentes.

 

Rodrigo Cardoso

As últimas notícias da sucessão municipal em Ilhéus vão deixando o cenário mais claro, apesar de estarmos ainda a quase dois meses do fim do prazo das convenções que formalizarão as candidaturas à Prefeitura e à Câmara Municipal.

Do lado da pré-candidatura da professora Adelia Pinheiro, na última quinta-feira (6), houve o anúncio do apoio do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que traz consigo seu parceiro de federação, Rede Sustentabilidade.

No sábado (8), em grande ato político que mobilizou representações de movimentos sociais diversos, trabalhadores urbanos e rurais, operários, negros, mulheres, indígenas, esportistas, movimento estudantil, de cultura, de luta pela terra e agricultura familiar, dentre outros; com a presença do coordenador do Grupo de Trabalho Eleitoral Nacional do PCdoB e Secretário Estadual de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia, Davidson Magalhães; da Deputada Federal Alice Portugal, da Secretária Estadual de Promoção da Igualdade Racial, Ângela Guimarães; do Superintendente Estadual de Economia Solidária, Wenceslau dos Santos; e do presidente estadual do Partido, Geraldo Galindo; o PCdoB também consolidou seu apoio a Adélia, reforçando a unidade política da Federação Brasil da Esperança, FÉ-BRASIL, também composta pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Verde (PV).

Os já citados PT, PCdoB, PV, PSOL e REDE, juntos com o partido Mobiliza, antigo PMN, iniciam uma frente política em torno da liderança da professora Adélia, que, com sua comprovada capacidade de gestão testada na reitoria da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e nas secretarias estaduais de Ciência e Tecnologia, Saúde e Educação, têm alimentado a esperança de Ilhéus virar a chave, rumo a um novo ciclo de desenvolvimento sustentável alinhado com os inúmeros investimentos dos governos do Estado e Federal em nossa cidade, tais como hospitais, policlínicas, unidade de pronto-atendimento, escolas de tempo integral, nova ponte, rodovia, ferrovia, porto etc.

Por onde passa, a professora Adélia tem demonstrado conhecimento, diálogo, carinho e cuidado com as pessoas, além de muita disposição de trabalho para enfrentar os inúmeros problemas que dificultam o desenvolvimento de Ilhéus e as condições de vida de nosso povo, tanto nos morros, periferias e zonas rurais quanto também em bairros mais centrais.

Já na segunda-feira (10), ocorreu a esperada, apesar de muitas vezes negada, união de dois outros pré-candidatos, que também gerou notícia do outro lado do espectro político.

Mais cedo do que muitos imaginavam, talvez pressionados pelo grande crescimento da aceitação popular da professora Adélia, juntam-se as forças do atraso, que querem voltar a governar a cidade mesmo após tantas experiências malsucedidas e que nos legaram grande parcela das dificuldades hoje existentes.

Tentam afastar Ilhéus da harmonia com o projeto de mudanças implementadas na Bahia, hoje liderado pelo governador Jerônimo, e do esforço de reconstrução nacional capitaneado pelo presidente Lula, que tem como um dos seus principais ministros o ex-governador Rui Costa. Este, por sua vez, já demonstrou, com muito trabalho, seu compromisso com nossa cidade e nosso povo.

Seguimos com a convicção de que muitos e muitas irão se somar à necessária caminhada para a mudança rumo ao futuro que nosso povo merece. Ilhéus não pode andar para trás.

Rodrigo Cardoso é presidente do PCdoB em Ilhéus.

Miltinho obtém apoio do MDB de Lúcio Vieira Lima || Foto Divulgação
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A presidente da Câmara de Vereadores de Coaraci, Naarah Ribeiro, aliado do prefeito Jadson Albano (Avante), perdeu o comando do MDB no município. O partido decidiu apoiar a pré-candidatura a prefeito de Miltinho do Axé (PSD), informou o presidente estadual de honra emedebista, Lúcio Vieira.

Miltinho do Axé encontrou-se com Lúcio Vieira, na manhã de hoje (11), na sede do Diretório Estadual do MDB, em Salvador, quando foi confirmada a troca de comando do diretório do MDB em Coaraci. Representa perda para o governo de Jadson Albano e para o pré-candidato dele, Célio do Asfalto (PT).

– Uma vez que o MDB local não conseguiu viabilizar uma solução política para ajudar Coaraci a crescer, cabe a nós, da direção estadual tomar essa posição. Por isso, estamos dispostos a fazer essa parceria com Miltinho do Axé, não apenas para ganhar a eleição, mas para ajudá-lo a governar, pois isso é o mais importante – afirmou Lúcio Vieira Lima.

NOVOS INVESTIMENTOS

Já Miltinho do Axé agradeceu o apoio. “Só quem ganha com essa parceria é a cidade de Coaraci, pois, através dessa união, novos investimentos chegarão para aqueles que mais necessitam, principalmente através da secretaria de Recursos Hídricos, tão bem comandada por Larissa Moraes – disse o pré-candidato Miltinho do Axé, que, além do seu PSD, hoje já conta com o apoio dos partidos PMB, Podemos, PCdoB, PV e MDB.

Cacá Leão, Junior, Jabes e Neto durante reunião em Salvador
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O vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, se reuniu hoje (10), em Salvador, com os pré-candidatos a prefeito de Ilhéus Valderico Junior e Jabes Ribeiro, do UB e do PP, respectivamente. Membro da Executiva estadual do Progressistas e secretário de Governo de Salvador, Cacá Leão também participou do encontro. “Selamos aqui um pacto de que vamos marchar unidos nas eleições municipais desse ano”, declarou Neto (ouça o áudio ao final do texto).

Neto acrescentou que, agora, será buscada a definição de critérios para a escolha do candidato com maior viabilidade eleitoral. “Vamos buscar a definição de critérios para que aquele que for o mais competitivo possa representar o conjunto do nosso campo político na cidade de Ilhéus”.

Segundo Neto, além da união entre os dois partidos, há um esforço para expandir o diálogo e incluir outras siglas da oposição que compartilham a visão de um futuro diferente para Ilhéus. Ouça.

Marão e Jabes: "somos oposição", diz ex-prefeito
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O ex-prefeito Jabes Ribeiro, pré-candidato a prefeito de Ilhéus pelo PP, não acredita em um desentendimento entre o grupo do prefeito Mário Alexandre (PSD) e a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, que apresentou a pré-candidatura de Adélia Pinheiro a prefeita. Segundo o progressista, Marão e PT jogam juntos e fazem jogo de cena.

Ao PIMENTA, Jabes comentou declaração recente de Mário, de que aceitaria dialogar com partidos fora da base do governador Jerônimo Rodrigues, como PP e União Brasil, desde que o PSD, hoje representado pelo advogado e ex-secretário Bento Lima, pudesse indicar a cabeça de chapa (assista aqui).

“Tudo isso é jogo de cena de Marão e do PT. Nós somos oposição. O PSD e o PT são aliados e estarão juntos lá na frente. A dúvida é: quem será vice de quem? A petista Adélia será vice de Bento ou ao contrário”, disparou o ex-prefeito.

MARÃO E AS CONTAS DE JABES

O PIMENTA expôs a Jabes o que ouviu de vereador aliado do prefeito Mário Alexandre sobre a sessão em que a base governista aprovou as contas do ex-prefeito. Segundo o parlamentar, em troca do apoio do Governo na votação, Jabes teria assumido o compromisso de disputar as eleições deste ano, independente do posicionamento da chamada frente ampla, que reúne partidos da oposição. “É mentira”, refutou Jabes, de forma categórica.

O ex-prefeito disse que atuou em defesa das próprias contas, sem envolver Mário Alexandre, mas em diálogo com os vereadores, demonstrando ao Legislativo que o voto pela aprovação era consequência de uma leitura técnica do exercício financeiro de 2016.

Fernando Netto, presidente do PDT, e o pré-candidato Isaac Nery || Foto Blog Pauta
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O Partido Democrático Trabalhista (PDT) lançará a pré-candidatura do médico Isaac Nery a prefeito de Itabuna, a partir das 17h30min deste sábado (8), em ato no plenário da Câmara de Municipal. Também será lançada a chapa de vereadores.

Isaac Nery foi candidato a prefeito de Itabuna, em 2020. Já em 2022, o pedetista candidatou-se a deputado federal, obtendo 11,4 mil votos apenas em Itabuna.

Médico humanista com atuação na rede pública de saúde, Isaac é casado com a enfermeira Sheila Nery, com quem tem duas filhas. De origem humilde, formou-se em Medicina sempre estudando em escolas públicas.

Tem uma história de superação, chegou a Itabuna em uma Kombi, junto com sua família, como sua mãe gosta de acentuar. Antes de se formar em Medicina, estudou no Ciso, escola pública, ingressou por concurso na Polícia Militar, formou-se em Enfermagem e, por último, em Medicina pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

Tem atuado em organizações sociais e comunitárias, prestando atendimento gratuito à população carente.

VEREADORES

O presidente do PDT de Itabuna, Fernando Netto, também apresentará o time de postulantes à Câmara de Vereadores. Serão 22 candidatos e candidatas, pessoas ligadas a movimentos sociais, empresários, mulheres, artistas, motoristas de aplicativos e pequenos empreendedores que vão disputar uma vaga para representar a população.

Fernando Netto vê o PDT formando bancada com até três vereadores. “Vamos eleger Isaac e seremos o partido com o maior número de votos de legenda. Não podemos esquecer que Isaac, em um pequeno partido e sem estrutura, elegeu um vereador em 2020”, diz otimista.

Prefeito Mário Alexandre opina sobre pré-candidatura de Adélia Pinheiro
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O prefeito Mário Alexandre (PSD) afirmou que a pré-candidatura de Adélia Pinheiro a prefeita de Ilhéus é sustentada pela estratégia eleitoral da vereadora Enilda Mendonça e do irmão da parlamentar e presidente local do PT, Ednei Mendonça. Ele falou sobre o assunto em entrevista a’O Tabuleiro, da Ilhéus FM, nesta sexta-feira (7).

O prefeito recordou que foi candidato a vice na chapa liderada pela professora Carmelita, em 2012. E lamentou que o petismo nunca tenha retribuído o gesto. “Fui candidato a prefeito. O PT me apoiou? Fui candidato à reeleição. O PT me apoiou?”.

Ele avaliou que o instituto da federação partidária submeteu PCdoB e PV à aliança tutelada pelo PT. Conforme o prefeito, quadros desses partidos estariam dispostos a se aliar ao PSD, que apresentou a pré-candidatura do advogado e ex-secretário Bento Lima, mas essa posição perdeu a disputa na Federação Brasil da Esperança.

– Infelizmente, existe o que eles chamam lá, uma eleição, um tipo de eleição que fazem lá. Os grupos internos. Até para a eleição do PT é uma briga dentro do partido. Então, tem o Ednei, que tem a candidatura de Enilda como vereadora, que tem, é o que está segurando a candidatura da candidata lá”, disse o prefeito Mário Alexandre, referindo-se à colega médica, professora, ex-reitora e ex-secretária de Estado Adélia Pinheiro (assista à declaração ao final do texto).

EDNEI: NOSSA PRÉ-CANDIDATA É MAIS VIÁVEL QUE O DELE

Ouvido pelo PIMENTA, o presidente do PT em Ilhéus, Ednei Mendonça, comentou a entrevista do prefeito. Segundo Ednei, Mário Alexandre nutria o desejo de indicar, sem contestação, um nome para representar a base do Governo do Estado.

– Marão queria que o PT não entrasse na disputa. Ele acha que, porque é prefeito da cidade, tinha a prerrogativa de dizer quem era o candidato e todo mundo ligado ao Governo do Estado o acompanhasse. Na política, as construções são conquistas. Nunca escondemos dele e dos partidos aliados o desejo de ter Adélia como candidata a prefeita. Vamos trabalhar por isso. Na vida, quando você tem um desejo, você luta por ele. O PT de Ilhéus lutou para ter a candidatura de Adélia – disse o presidente.

O site perguntou como o dirigente recebe a interpretação do prefeito, de que a pré-candidatura de Adélia seria sustentada pela estratégia da reeleição de Enilda. “Ele está equivocado. A pré-candidatura de Adélia é muito mais do que isso. É para ganhar a eleição. É sacanagem dele, é reduzir a pré-candidatura de Adélia à reeleição de uma vereadora. [Ele disse isso] para queimar Adélia e Enilda”, criticou Ednei.

Para o presidente do PT, o mapeamento eleitoral do prefeito não vislumbrava uma Adélia no meio do caminho, com direito à presença do senador Jaques Wagner no lançamento da pré-candidatura e de exaltação pública do ministro da Casa Civil e ex-governador Rui Costa (ouça aqui).

“[O prefeito] não esperava que Adélia topasse ser candidata e que a pré-candidatura se colocasse na disputa real, com muito mais viabilidade eleitoral do que o pré-candidato dele. Hoje, Adélia tem mais viabilidade eleitoral do que o pré-candidato do prefeito”, repetiu Ednei Mendonça.

TEM CONVERSA?

N’O Tabuleiro, o radialista Vila Nova questionou a Marão se a disputa contra o PT deixou o grupo do prefeito à vontade para negociar eventual composição com partidos que não apoiaram o governador Jerônimo Rodrigues em 2022. O apresentador citou o União Brasil de Valderico Junior e o PP do ex-prefeito Jabes Ribeiro como exemplos.

“Eu não vejo dificuldade, sendo o PSD na cabeça. Não tem dificuldade. A eleição é municipal, não é uma eleição estadual”, respondeu Mário, que preside o PSD em Ilhéus.

O PIMENTA tentou ouvir Jabes Ribeiro e Valderico Junior sobre a declaração do prefeito, mas ainda não obteve retorno. Abaixo, assista ao trecho da entrevista mencionada.

A íntegra está disponível neste link.

Bento entrega comando da Secretaria de Gestão
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O pré-candidato a prefeito de Ilhéus pelo PSD, Bento Lima, não é mais secretário de Gestão e Inovação do município. Ele deixou o cargo ontem (5), último dia do prazo de desincompatibilização para disputar as eleições daqui a exatos quatro meses, no dia 6 de outubro.

Advogado e mestre em Propriedade Intelectual, Bento é o nome indicado pelo prefeito Mário Alexandre (PSD) para o pleito deste ano. Com breve passagem pela Casa Civil, ele comandou a Secretaria de Gestão desde o primeiro mandato de Mário, em 2017, quando a Pasta ainda era chamada de Administração.

Além do PSD, a pré-candidatura de Bento tem o apoio de Avante, Podemos, Agir e MDB. Nesta quinta-feira (6), em entrevista a’O Tabuleiro, da Ilhéus FM, o agora ex-secretário afirmou que seu nome também representa a base do Governo do Estado em Ilhéus.

Valderico Junior tem 42,75% || TiTV
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O pré-candidato a prefeito de Ilhéus pelo União Brasil, Valderico Junior, afirma que as pré-candidaturas de Bento Lima (PSD) e de Adélia Pinheiro (PT) representam o mesmo grupo no poder, sob o guarda-chuva do Governo do Estado. Para ele, a diferença é que o nome de Bento demonstra menor viabilidade.

“Dentro desse contexto, o Governo do Estado coloca um nome para criar viabilidade um pouco maior, tentando ir onde o povo deseja, tentando ludibriar que apresenta algo novo, mas a gente sabe que não é. As figurinhas são as mesmas”, disparou em entrevista ao PIMENTA.

“Se você olhar um retrato de três meses atrás, vai ver a ex-secretária [Adélia] dividindo cenários com o prefeito [Mário Alexandre]. A gente sabe que é o mesmo grupo, cada um tentando fazer seu espaço, mas eles tendem a estar juntos no final. Não tenho dificuldade de observar isso. É uma questão de viabilidade. Não deu certo com Bento, coloca Adélia para ver se vai”, emendou.

“PULVERIZAR É O QUE A SITUAÇÃO QUER”

A exemplo da posição defendida pelo ex-prefeito Jabes Ribeiro, pré-candidato do PP (veja aqui), Valderico Junior disse que um cenário com a oposição dividida só interessa a PT e PSD. Por isso, segundo ele, a necessidade do diálogo entre os partidos que não apoiam os governos estadual e municipal, alinhados à direita no espectro político.

“Na verdade, pulverizar é o que a situação quer. Para ganhar as eleições, temos que estar todos juntos. Não só Valderico, ou seja, União Brasil, PP, PDT, se possível, PL, Novo, qualquer partido que pense realmente em tirar a esquerda do nosso processo aqui, o PT ou PSD, para não haver essa continuação do mandato. A gente sabe que vai ter que conversar, independente de quem for candidato”, explicou.

Valderico vê sua pré-candidatura cada vez mais forte e discorda da interpretação segundo a qual a frente ampla estaria se desintegrando (relembre). “Estou muito tranquilo com essa construção, tendo em vista que o momento é de renovação. A gente entende que Ilhéus quer o novo, mas o diálogo tem que haver sempre. É nisso que o União Brasil tem se pautado, mas não quer dizer que está se afastando ou não [da frente]”.

 “SEMPRE ME PERGUNTAM”

Sobre a interlocução com Jabes, o pré-candidato do União Brasil voltou a afirmar que não existe a possibilidade de ser candidato a vice em uma chapa liderada pelo ex-prefeito. “Tenho que deixar sempre claro isso, porque é uma das coisas que as pessoas sempre me perguntam. Não serei vice de Jabes Ribeiro, como ele também já pontuou que não será nosso vice. Não tem problema algum. É manter a conversa, porque pulverizar é o pior cenário. Dialogando, a gente vai construir um projeto vitorioso”.

CAFEZINHO

O PIMENTA questionou a Valderico se era verdadeira a informação de que ele teria uma reunião com o pré-candidato a prefeito de Ilhéus pelo PDT, Augustão, na capital baiana, de onde conversou com o site. “Não. Nem sabia que ele está em Salvador. Mas, me interessou. Quem sabe a gente pode tomar um café, mas não estava sabendo. Vou passar uma mensagem para ele”, respondeu.

Bernadete explica apoio do PSOL a Adélia em Ilhéus
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A presidente municipal do PSOL, Bernadete Souza, afirma que a adesão à pré-candidatura de Adélia Pinheiro, da Federação PT, PCdoB e PV, tem como decorrência lógica o desejo de compor a chapa majoritária na disputa da Prefeitura de Ilhéus. Os socialistas vão formalizar o apoio em ato com a presença de Adélia, amanhã (6), às 10h, no Sindicato dos Bancários, localizado na Rua Ana Neri, 140, no Centro. O movimento estava em discussão desde a semana passada, como antecipado pelo PIMENTA (relembre).

O PIMENTA questionou quem o PSOL indicaria numa eventual composição da majoritária, citando os nomes do ex-vereador Makrisi Angeli, que retira a pré-candidatura a prefeito, e da própria Bernadete. “É um diálogo que a gente vai fazer internamente. Isso não está decidido nem está sendo debatido”, respondeu a dirigente, pré-candidata a vereadora.

O site também perguntou se predomina no PSOL o desejo de compor a majoritária, independente do nome que possa ser escolhido. “Sim, é lógico, porque dentro de um debate, de uma construção em que o PSOL vem compor uma frente, esse diálogo está aberto”, respondeu Bernadete.

PARTIDO ACERTOU DUAS VEZES, DIZ PRESIDENTE

Ialorixá do Ilê Axé Odé Omí Ewá, Bernadete Souza é educadora do campo e liderança da luta pela reforma agrária no Assentamento D. Hélder Câmara, no Banco do Pedro, zona rural de Ilhéus, onde fundou o terreiro. Para ela, o PSOL ilheense acertou ao apresentar a pré-candidatura de Makrisi, a quem chamou de companheiro valoroso, e volta a agir corretamente agora, com respaldo de resolução da Executiva Nacional.

Resolução nacional orienta que o PSOL deve compor frentes amplas à esquerda para evitar o avanço de candidatos da direita e extrema-direita. Segundo Bernadete, essa é a conjuntura de Ilhéus para as eleições de 6 de outubro.

Jerberson: perspectivas apontam alguns prefeituráveis como vices ou cartas fora do baralho
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Bento Lima sempre se notabilizou como o técnico do governo e diretamente responsável pela administração nos processos de construção da infraestrutura e articulações políticas de bastidores.

Jerberson Josué

Chegamos ao início do mês de junho e com ele virão as festas juninas e derradeiras oportunidades para os prefeituráveis se consolidarem como candidatos e se tornarem competitivos na disputa. Nos festejos juninos, os políticos já deverão mostrar as dimensões das suas possibilidades e limitações. O grupo do prefeito Mário Alexandre (Marão) e do seu pré-candidato Bento Lima é, de longe, o mais robusto e que tem maior poder mobilizador. Porém, não se pode menosprezar outros grupos e suas possibilidades. Aqui, faremos uma análise sobre o que vemos da realidade eleitoral e política de cada pré-candidato.

O pré-candidato do PSD, Bento Lima, atual secretário de gestão do governo e alçado à condição de prefeiturável do prefeito Marão, dialoga com o eleitorado, apontando a nova era que Ilhéus vive e o quanto prosperou a cidade depois dos 8 anos sob a gestão atual. Bento Lima sempre se notabilizou como o técnico do governo e diretamente responsável pela administração nos processos de construção da infraestrutura e articulações políticas de bastidores, na interface com os governos estadual e federal, sendo nos convênios e projetos o protagonista das execuções.

O pré-candidato coronel Resende, do PL, que é o único representante declarado do campo oposicionista com alinhamento direto e objetivo com o ex-presidente Bolsonaro, terá a oportunidade de se apresentar aos fiéis eleitores do campo antipetista, anticomunista e bolsonaristas de Ilhéus. As correntes ideológicas da direita e extrema-direita ilheenses têm alavancado o nome do pré-candidato Coronel Resende, que no início deste ano era um político desconhecido. Thiago Martins, coordenador da campanha do PL em Ilhéus, tenta articular nos bastidores para trazer o ex-presidente Bolsonaro à cidade.

Também há a pré-candidatura da advogada Wanessa Gedeon (Novo), que se sustenta na promessa de buscar caminhos diferentes no processo eleitoral de Ilhéus. Wanessa se presenta com sua história de vida vitoriosa e virtuosa, tentando chegar ao grande público com a plataforma e dogmas do partido, que também tem inserções e adesões no eleitorado de oposição ao PT e PCdoB.

O pré-candidato e ex-presidente da Câmara de Vereadores Jerbson Moraes está com seu nome apresentado pelo Solidariedade e tem se revelado um dos pré-candidatos que mais tem realizado o corpo a corpo com o eleitorado ilheense, com propósito de ter êxito em seus objetivos nessa fase da pré-campanha. Jerbson tem no deputado Paulo Magalhães (PSD) seu fiel escudeiro e suporte político.

O pré-candidato e ex-vereador Makrisi, do PSOL, circula no eleitorado de esquerda e, nessa pré-campanha eleitoral, tem seguido a cartilha de construção via diálogo com o eleitor. Sua perspectiva de desempenho eleitoral é uma incógnita, mas ele não pode ser considerado “carta fora do baralho”! Makrisi já foi vereador e sabe transitar bem nas comunidades da periferia e distritos da cidade.

O vice-prefeito e pré-candidato Bebeto Galvão, do PSB, tem como estratégia catapultar sua pré-campanha, aliando a atuação política nos campos sindicais, potencializando via seu cabedal político nas esferas superiores. Seu maior obstáculo atual é se desvencilhar da suspeita de que deverá ser vice e não prefeiturável.

O pré-candidato e vereador Augustão, do PDT, segue sua cartilha se apresentando como fervoroso opositor e apontando ser o que fará diferença, como narrativa tática ao atento eleitorado ilheense.

A pré-candidata Adélia Pinheiro, do PT, se apresenta no bojo do governismo estadual e federal, buscando se apresentar ao eleitor como quem será o elo das políticas públicas dos governos Lula e Jerônimo em Ilhéus.

O pré-candidato Valderico Reis Júnior, do União Brasil, tem se apresentado ao eleitorado ilheense como único protagonista da nova política e tem se esforçado para se desassociar do estigma negativo que relembra o governo exercido por seu pai, Vaderico Reis.

O pré-candidato e ex-prefeito Jabes Ribeiro, do Progressista, roda a cidade tentando seduzir o eleitorado, numa construção entre lembrar de suas realizações em 40 anos de vida pública e apontar descaminhos da atual gestão.

Enfim, que venham os festejos juninos! Viva São João! Ficaremos aqui, atentos a cada movimento na política eleitoral Ilheense.

Jerberson Josué é ativista social e chefe de setor de Fiscalização da Secretaria da Casa Civil de Ilhéus.

Jabes Ribeiro revela intensificação do diálogo com Valderico Junior
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O ex-prefeito Jabes Ribeiro (PP) discorda da análise segundo a qual a frente ampla de oposição teria esfriado em Ilhéus (leia aqui). “Não corresponde à realidade”, declarou ao PIMENTA nesta terça-feira (4). O pré-candidato a prefeito disse que intensificou o diálogo com outros pré-candidatos da coalizão, a exemplo do presidente local do União Brasil, Valderico Junior.

“Tenho conversado muito com Valderico, mais do que antes até, reuniões importantes, tanto em Ilhéus quanto em Salvador”, emendou Jabes, acrescentando que, há uma semana, se reuniu com Valderico e Augustão, pré-candidato do PDT. “Uma conversa boa, mas tem hora que não se divulga tudo”.

O PIMENTA recordou a Jabes que Valderico Junior tem afirmado, de maneira enfática, que jamais seria candidato a vice em uma chapa liderada pelo ex-prefeito. Além disso, o presidente do UB defende que Ilhéus precisa de renovação política. Para Jabes, as declarações do pré-candidato não podem ser interpretadas como sinal de esfriamento da frente ampla.

– Ele está em uma luta para ser o cabeça de chapa. Há um acordo entre a gente. Está garantido que se Jabes for candidato a prefeito, ele [Valderico] não será. Se ele for, não serei. Isso está acertado.

O ex-prefeito considera o posicionamento de Junior compreensível por causa do momento da pré-campanha. Mas isso, repetiu, não pode ser visto como distanciamento entre os membros da frente ampla. “Na semana passada, na segunda-feira, estive na casa dele e ficamos conversando por três horas, tomando café”.

IDADE NÃO DETERMINA CAPACIDADE DE GESTÃO, DIZ JABES

O secretário-geral do PP na Bahia negou que tenha feito contraponto a Valderico Junior quando afirmou, recentemente, que o desejo de mudança observado em parte do eleitorado vem acompanhado pela busca de um nome que tenha experiência.

– Digo isso há muito tempo. Mudança? Sim, mas com experiência, capacidade de gestão. Não significa que uma pessoa que tenha 30 ou 40 anos não possa ter isso. A experiência não está ligada só à idade, mas a uma série de outros requisitos. Na situação que Ilhéus vive, mudar por mudar não vai resolver nada. Mudar para quê? A mudança vai acontecer e é necessária, mas é preciso mudar para avançar objetivamente. Quantas mudanças Ilhéus já fez e regrediu?

Eventual desintegração da frente ampla só interessaria aos pré-candidatos Bento Lima (PSD) e Adélia Pinheiro (PT), observou o ex-prefeito. “A quem interessa que nos separemos? Ao PT, ao Governo de Ilhéus e ao PSD, a eles interessa a nossa divisão. E eu tenho dito: se apostar nisso, vai perder”.