Rui Cosa: "O povo decide no dia da eleição e, até lá, nós temos que fazer os debates" || Imagem PIMENTA
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O ex-ministro Rui Costa (PT) associou aliados baianos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao que chamou de “desastre” do governo federal anterior, ao comentar a disputa eleitoral deste ano para o Governo da Bahia e o Senado. Para o ex-governador, no dia 4 de outubro, os eleitores vão adotar o critério da comparação entre os feitos de cada candidato.

“O povo decide no dia da eleição e, até lá, nós temos que fazer os debates”, disse o ex-governador ao PIMENTA, nesta quinta-feira (28), em Ilhéus, após solenidade com a presença do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

“Eu tenho absoluta confiança de tudo que nós fizemos, e nós vamos buscar comparar. Comparar, no plano nacional, o desastre que foi o governo anterior, que destruiu o Brasil e tentou impedir que as obras na Bahia andassem; [o que fizeram] seus aliados na Bahia e em Ilhéus e o que nós fizemos. É só comparar, que o povo vai escolher”, concluiu Rui Costa, que é pré-candidato ao Senado.

Na corrida deste ano ao Governo da Bahia, o PL de Bolsonaro se aliou ao pré-candidato do União Brasil, ACM Neto. O partido do ex-presidente já havia feito movimento na mesma direção, em 2024, nas eleições de Ilhéus, onde apoiou o prefeito Valderico Junior (UB), vencedor daquela disputa. Assista à declaração de Rui Costa.

"Fiquei muito triste", diz Rosemberg Pinto, referindo-se a manobra atribuída ao ex-prefeito Mário Alexandre || Foto PIMENTA
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O discurso do deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) a lideranças de Ilhéus corria em tom ameno, durante reunião em um hotel da cidade, até tocar num tema caro à maioria das pessoas que o ouviam. Segundo a leitura do parlamentar, nas eleições de 2024, quando a candidatura natimorta de Bento Lima (PSD) já estava em decomposição, a campanha do homem forte do ex-prefeito Mário Alexandre pendeu a disputa a favor do prefeito Valderico Junior (UB), que derrotou a professora e médica Adélia Pinheiro (PT) por diferença de 2.639 votos.

“Eu fiquei muito triste com isso, mas cada um sabe as escolhas que faz”, disse Rosemberg ao PIMENTA, na saída da reunião, na última quarta-feira (20). Quando questionado a respeito, ainda em 2024, Marão negou que tenha ajudado Valderico. “Só se eu fosse muito descarado”, disse o ex-prefeito (relembre).

Na entrevista ao site, o deputado também fez balanço da reunião, comentou as revelações que jogaram a bomba do Banco Master no colo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e avaliou como as descobertas do Intercept Brasil podem afetar a eleição ao Governo da Bahia. Leia.

PIMENTA – Reunião proveitosa com as lideranças de Ilhéus?

ROSEMBERG PINTO – Muito positiva. Foi uma manifestação espontânea. As pessoas vieram ouvir o que pensa Adélia, o que pensa Rosemberg. Esse encontro se deu sob a batuta da reeleição do presidente Lula, do governador Jerônimo Rodrigues e do senador Jaques Wagner e da eleição do ex-ministro Rui Costa ao Senado. Obviamente, também para o fortalecimento da reeleição de Rosemberg, mas, essencialmente, para a eleição de uma mulher para representar o Litoral Sul da Bahia no Congresso. Adélia é da região e está comprometida com o desenvolvimento regional.

Qual é a avaliação do impacto político da relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro?

Veio à tona o que já imaginávamos, porque a relação com o Banco Master foi a partir do Governo Bolsonaro. Antes do presidente indicado ao Banco Central por Jair Bolsonaro, a operação do Master foi negada. Depois do presidente indicado por Bolsonaro, o Banco Central mudou de posição e autorizou a operação do Master. Ficou evidente a relação de Vorcaro com a família Bolsonaro. Flávio Bolsonaro pediu dinheiro e ainda esteve na casa de Vorcaro logo após a primeira prisão do banqueiro. Uma relação de intimidade. A população percebeu isso, e as pesquisas já demonstram a rejeição a Flávio Bolsonaro.

Como esse caso afeta a eleição ao Governo da Bahia?

Verificou-se relação direta de Vorcaro com o ex-prefeito de Salvador [ACM Neto], porque o ex-prefeito é proprietário de uma empresa que prestou serviços para o Banco Master e à Reag e recebeu o valor de R$ 3,6 milhões. E não tem nenhuma relação do governador Jerônimo Rodrigues com o Banco Master. Isso nos deixa com uma certa tranquilidade para verificar que essa relação fratura Jair Bolsonaro e ACM Neto.

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Eu disse que eram três candidaturas, uma delas perdeu força política e esse grupo acabou tendo algumas pessoas orientadas para apoiar Valderico e não Adélia.

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No discurso feito há pouco, o senhor afirmou que, nas eleições de 2024, em Ilhéus, uma parcela da base do governador apoiou o então candidato a prefeito Valderico Junior. A quem se referia?

Eu disse que eram três candidaturas, uma delas perdeu força política e esse grupo acabou tendo algumas pessoas orientadas para apoiar Valderico e não Adélia.

O grupo do ex-prefeito Mário Alexandre.

Pois é. E isso foi muito ruim para nós. Pessoas que estão dizendo que, hoje, não têm mais relação de proximidade com o ex-prefeito Mário Alexandre têm dito, em todos os locais, que a orientação da coordenação da campanha de Bento, ao final, era ir para Valderico e não para Adélia. Isso foi um dos pontos que levou a alterar os votos para derrotar Adélia. Eu fiquei muito triste com isso, mas cada um sabe as escolhas que faz.

Como isso repercute na costura da unidade da base para a campanha de Jerônimo e Lula em Ilhéus?

Na realidade, a campanha de Jerônimo e de Lula tem seus apoiadores. Não significa dizer que isso vai se concretizar do ponto de vista municipal. Também não estou dizendo que não possa vir a acontecer, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Foi assim na eleição de 2022: todos apoiavam Jerônimo e, em 2024, uma parcela que apoiava Jerônimo apoiou Valderico. A unidade está em torno de Jerônimo, não de Adélia nem de Marão, Rosemberg, de ninguém. É lógico que algumas pessoas, hoje, querem aproveitar a popularidade de Adélia para tentar se fortalecer, mas a população reconhece quem fez o caminho correto na disputa municipal.

Márcio Bodão tem mandato cassado pela Justiça Eleitoral || Foto Redes Sociais
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A juíza Wilma Alves Santos Vivas, da 25ª Zona Eleitoral de Ilhéus, acatou denúncia de fraude à cota de gênero contra o Avante, anulou os votos obtidos pelo partido nas Eleições 2024 e determinou a cassação do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (Drap) da legenda. Na prática, a decisão cassa o mandato do vereador Márcio Brandão, Bodão, e os diplomas dos suplentes Fabrício Nascimento e Luciano Luna.

O Ministério Público se manifestou pela procedência da ação. Na denúncia, Ninovaldo Jesus de Andrade acusou o Avante de registrar a candidatura a vereadora de Maria Rita Santos Teixeira, Mary Santos, apenas para cumprir o percentual mínimo de 30% da cota de gênero. Alega que a candidata não fez campanha efetiva, obteve somente sete votos e usou modelo padronizado de prestação de contas eleitorais.

Também apresentou áudios em que a investigada afirma ter feito acordo para ser candidata, sugerindo que, em contrapartida, teria obtido vantagem para “acabar de construir” uma casa. Na decisão publicada nesta segunda-feira (6), a juíza reproduziu a declaração de Mary Santos:

“O Avante precisou de mulheres candidatas. Fiz um acordo. Coloquei meu nome, mas já deixei bem claro que não vou fazer campanha, que não tenho nenhum interesse de ser candidata, que é só para compor legenda mesmo, porque senão ia diminuir o número de candidatos de homens. Aceitei, mas também foi uma coisa válida, porque vou acabar de construir minha casa”.

A declaração de Mary Santos citada na decisão judicial

Além de anular os votos de toda a chapa proporcional do Avante, a magistrada declarou Mary Santos inelegível por oito anos e determinou a recontagem dos quocientes eleitoral e partidário das eleições à Câmara de Ilhéus.

Até o momento, o Avante, Márcio Bodão, Mary Santos e os suplentes do partido não se manifestaram sobre o posicionamento da Justiça Eleitoral. Cabe recurso da decisão. Com Ilhéus24h.

ACM Neto responde perguntas tendo Cleonice, de branco e preto, ao fundo || Reprodução PIMENTA
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ACM Neto deverá contar com o apoio de um nome histórico do campo progressista em Itabuna. Na visita ao município sul-baiano nesta segunda-feira (28), o ex-prefeito de Salvador apresentou-se para coletiva à imprensa, no Boteco Gaúcho, tendo a companhia, dentre outros nomes, da professora aposentada Cleonice Monteiro.

Professora Cleonice, como é mais conhecida, militou na esquerda por cerca de 30 anos. Nos anos 2000, chegou a disputar vaga na Câmara de Vereadores pelo PT. Depois, migrou para o PSB e novamente concorreu ao legislativo itabunense. Ela ainda disputou cadeira na Câmara pelo PTC, em 2016.

O PAPO COM ACM NETO

Cleonice teve conversa inicial com ACM Neto ontem, em Itabuna. Ao PIMENTA, afirmou ter gostado do diálogo inicial com o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo baiano. “Gostei, sim, [da conversa], pois ele foi bem claro. Disse-me: quero sua presença ao meu lado. A senhora tem como somar para melhoria da qualidade da educação, saúde, das políticas públicas no processo de 2026“. O apoio ao político do União Brasil deverá ser fechado em conversa possivelmente no próximo mês.

Ela enumerou pontos divergentes em relação aos governos baiano e itabunense. Fez críticas à aprovação automática na rede estadual de ensino e criticou a qualidade da saúde pública do município sul-baiano. “É um momento de reflexão. Itabuna está vivendo momento delicado nas políticas públicas”, reforçou. Sobre o que definiu como aprovação automática na rede estadual, pontuou: “é como se o professor não tivesse capacidade de averiguar a capacidade de seus alunos”, disse, reforçando os prejuízos, também, para o alunado.

NO PALANQUE

Cleonice deve apoiar Neto em 2026

A educadora sempre foi respeitada na área educacional e na militância, marcada pelo apoio dela ao ex-prefeito e petista Geraldo Simões, que, em 2024, esteve no mesmo palanque com ACM Neto em Itabuna pedindo votos para Fabrício Pancadinha.

Além do legislativo, Cleonice também disputou a Prefeitura de Itabuna, no ano passado, pela Rede Sustentabilidade. A candidatura foi impugnada devido à falhas na prestação de contas do PSOL, que integrava a Federação com a Rede. Na própria legenda, sinais de boicote na estadual. Dois porta-vozes da estadual do partido de Cleonice respondem a processo no Conselho de Ética por, supostamente, terem trabalhado contra a candidatura da professora. Ela avalia se permanecerá na legenda.

“PESSOAS QUE TÊM HISTÓRIA EM ITABUNA”

“Você pode ver aqui a força das lideranças que estão me ladeando. Lideranças políticas de itabuna, pessoas que têm história em Itabuna e que vão me ajudar a construir 2026 e pra frente”, respondeu ACM Neto ao PIMENTA ao comentar com quem deverá contar em Itabuna no pleito de 2026. Abaixo, confira trecho da resposta ao site, quando ACM Neto também fala do rompimento com o deputado estadual Fabrício Pancadinha (SDD) e tentativa de reaproximação com o ex-prefeito itabunense Capitão Azevedo, que deixou o União Brasil em 2024. Atualizado às 14h50min para acréscimo de informação.

Alcides Kruschewsky escreve sobre o papel do turismo ilheense nas Eleições 2026 || Foto PIMENTA
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Assim como o país, o eleitorado da nossa cidade está dividido. O centro menos radical, menos ideologizado e mais apartidário, levará a vitória para um lado ou outro. É aí, a depender de resultados concretos, como já opinei, que a disputa será decidida.

 

 

Alcides Kruschewsky Neto

Digo sempre, e não me refiro ao atual governo municipal, que está começando: “Todos se elegem destacando o turismo como potencial e prioridade. Depois colocam o turismo na “prateleira” e o discurso passa a ser o porquê não conseguem fazer: as dificuldades, precatórios, dívidas que consomem as receitas, custeio da máquina, etc”. Essa tem sido a prática.

O último governo local teve sobrevida graças aos investimentos do governo estadual: Hospital da Costa do Cacau, Maternidade, Policlínica, Saneamento Zona Sul, Nova Ponte e duplicação do início da Rodovia Ilhéus-Olivença, principalmente, dos quais extraiu dividendos eleitorais. Mas, no final, o desgaste deixava claro que não conseguiria fazer o sucessor.

Por sua vez, também, o governo estadual cometeu dois erros crassos deixando duas importantes obras paralisadas que afetaram a imagem e o funcionamento da cidade: a continuação da duplicação da Orla Sul (com o embate com os cabaneiros) e o fechamento do canal de esgoto da Avenida Lindolfo Collor, Central de Abastecimento, no Malhado.

Ambas prejudicaram não apenas os comerciantes que ali laboram, mas a população e a mobilidade da cidade como um todo, transformando o sul e as imediações da Central de Abastecimento num caos, com grandes prejuízos e até falências de comerciantes. Caso as obras estivessem em andamento por ocasião das eleições o resultado seria outro, haja vista a diferença entre o candidato eleito e a segunda mais votada.

Com 1.300 votos migrados de um candidato para o outro, a vitória mudaria de mãos. A isso somaram-se outros erros menores e também acertos da coligação vencedora, que foram consolidando a pequena diferença a favor do prefeito eleito.

Portanto, existem fatores que vão impactar a decisão do eleitor ilheense nas próximas eleições, decisivamente. Ainda, ambas as obras citadas, seu prosseguimento e conclusão, terão grande influência no eleitorado, podendo ser “fatal”. Mas, também, o desempenho do governo municipal até lá é outro fator variável de grande influência. Se, por exemplo, a administração municipal captar um grande investimento somará pontos importantes. E se esse investimento for na área turística poderá ampliar o acerto.

As promessas do possível candidato do União Brasil, ACM Neto, têm dois gumes. Por um lado, ele evidencia deficiências estruturais de Ilhéus e se compromete a resolver, se eleito; por outro, dá ao governo estadual a chance de suprir tais deficiências, concretamente, ainda a tempo para as eleições.

Qual será a decisão do governador Jerônimo Rodrigues? Deixar as obras abandonadas, não acrescentar outras soluções como a demanda por uma nova Central de Abastecimento e não se limitar apenas à duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna, e com isso modificar a satisfação do ilheense? Ou irá apostar no que já tem, com o que disputou as eleições municipais, e no conteúdo apenas discursivo e político, onde entra o turismo, para tentar convencer o público a votar nos seus candidatos e na sua reeleição?

O provável candidato, ACM Neto, como oposição, só pode prometer, vender sonhos. Embora outras questões, o inusitado ou o imponderável possa acontecer, acho que esses são questionamentos chave para influenciar as decisões de cada um e formar maioria para as próximas eleições.

Assim como o país, o eleitorado da nossa cidade está dividido. O centro menos radical, menos ideologizado e mais apartidário, levará a vitória para um lado ou outro. É aí, a depender de resultados concretos, como já opinei, que a disputa será decidida.

O setor turístico, daqui até lá, vai chegar às suas conclusões. A meu ver, o desenvolvimento do turismo não sensibiliza apenas o Trade, aqueles que têm no segmento suas atividades econômicas, mas grande parte dos eleitores que veem nesse quesito a forma mais rápida de retorno dos investimentos na geração de resultados como emprego e renda. Esses são os votos influenciados pelo desempenho dos governos nesse setor. É só olharmos há quantos anos esperamos a Fiol e o Porto Sul, para deduzirmos que haverá mais pragmatismo na decisão do ilheense. Portanto, a influência do turismo nessa decisão terá um peso mais ou menos importante, na medida em que dermos mais peso e importância às demandas do setor e fizermos repercutir possíveis conquistas na opinião da sociedade.

Quem resolver melhor essa equação e trouxer o turismo encabeçando as prioridades dará um passo decisivo para colocar a mão na “taça”! Mas não vamos pagar sonhos, mas ações!

Alcides Kruschewsky Neto é presidente da Associação de Turismo de Ilhéus (Atil).

ACM Neto e Valderico Junior durante reunião com lideranças em Ilhéus || Foto Redes Sociais
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O vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, deu início a um giro pela Bahia. Começou a jornada por Santo Estevão, no Vale do Paraguaçu, onde participou de uma corrida de rua. No último final de semana, esteve em Ilhéus, cidade que tende a ser sua fortificação mais relevante no sul do estado para eventual nova candidatura a governador, em 2026. Na Terra da Gabriela, o ex-prefeito de Salvador tem seu aliado mais influente na região, o prefeito Valderico Junior (UB), eleito com ajuda do principal nome do UB baiano nas eleições de 2024.

Ao lado de Valderico, Neto teve reunião com vereadores, secretários municipais e outras lideranças, a exemplo da vice-prefeita Wanessa Gedeon (Novo), do deputado federal Leur Lomanto Júnior e do deputado estadual Pedro Tavares, ambos do União Brasil. Também participaram o ex-prefeito Jabes Ribeiro, o presidente do PP em Salvador, Cacá Leão, e o presidente da Câmara de Vereadores de Ilhéus, Cesar Porto (PP).

Ao Jornal do Meio Dia, da Gabriela FM, emissora de Valderico, o ex-prefeito de Salvador ressaltou a necessidade da conclusão de obras em Ilhéus, como a duplicação da BA-001, Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e Porto Sul. Também mencionou a importância do Aeroporto Jorge Amado ser transformado em um terminal internacional, como forma de estimular o turismo na região. Para Neto, outra intervenção com impactos positivos no setor turístico deve ser a requalificação da extensa orla urbana de Ilhéus.

Na reunião com Neto e demais lideranças, Valderico Junior atribuiu ao município papel estratégico para o desenvolvimento de toda a região  “Fortalecer Ilhéus é fortalecer as cidades da região. Quando a cidade cresce, todo o Sul da Bahia cresce junto”.

Apesar de não se apresentar como pré-candidato ao Governo do Estado, ACM Neto é o nome de maior visibilidade da oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), com quem disputou a eleição de 2022. Mesmo com a derrota no pleito, o ex-prefeito de Salvador bateu o petista em municípios como Ilhéus.

Ainda que o vice-presidente nacional do UB não admita, a viagem à Terra da Gabriela teve ares de andada de pré-campanha, com direito aos tradicionais acajaré da Irene, na Praça Castro Alves, e chopp no happy hour do Bar Vesúvio, no Centro Histórico.

Governador Jerônimo Rodrigues nomeia Adélia Pinheiro em cargo na Casa Civil
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O governador Jerônimo Rodrigues nomeou Adélia Pinheiro para cargo de assistente especial na Secretaria da Casa Civil. A nomeação está na edição de hoje (17) do Diário Oficial do Estado. Correligionária de Jerônimo no PT, a ex-secretária estadual foi candidata a prefeita de Ilhéus no ano passado e obteve 38.928 votos, mas acabou derrotada pelo agora prefeito Valderico Junior (UB), escolhido por 41.567 eleitores.

O novo cargo permitirá que a ex-reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz tenha interlocução direta com o governador e autonomia para circular no estado, especialmente na região sul, conforme apuração do PIMENTA. O cargo diretamente ligado ao Palácio de Ondina assegura legitimidade institucional à aliada do governador e, ao mesmo tempo, sinaliza que Adélia tende a seguir o caminho da política na arena eleitoral, de olho em 2026, quando poderá ser candidata ao Legislativo.

Apesar da experiência no comando de três secretarias estaduais (Ciência e Tecnologia; Saúde; e Educação), eventual retorno de Adélia ao primeiro escalão do Governo implicaria em passar mais tempo em Salvador e em outras regiões baianas, em detrimento da proximidade com as bases sociais que a conferiram competitividade eleitoral em 2024.

Rosivaldo (à esquerda), Augusto Castro e o deputado Rosemberg Pinto || Foto Divulgação
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O prefeito Augusto Castro (PSD) definiu o nome de Rosivaldo Pinheiro para substituir Adriana Tumissa na Secretaria Municipal de Educação. A nomeação está publicada na edição extra desta terça-feira (7) do Diário Oficial do Município.

Rosivaldo deixa o comando da Secretaria de Governo para comandar uma das mais robustas – e complexas – pastas da administração pública. Rosivaldo foi dos primeiros nomes a integrar a equipe do prefeito Augusto Castro ainda no primeiro mandato, na área do Planejamento. Comandou a Secretaria de Governo por quase dois anos.

Já em 2024, o novo secretário de Educação foi dos principais nomes da coordenação de campanha à reeleição de Augusto Castro. Para cumprir esse papel, Rosivaldo deixou de disputar vaga à Câmara de Vereadores. A decisão foi tomada em conjunto com membros dos governos municipal e estadual, além do deputado estadual Rosemberg Pinto (PT).

Gracinha fala em compromisso pelo desenvolvimento de Ubaitaba || Foto Divulgação
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Gracinha Viana (Avante) assumiu compromisso de trabalhar pelo desenvolvimento de Ubaitaba, no sul da Bahia, em discurso durante ato de posse, na última quarta-feira (1º), no Centro de Cultura Edgar Cerqueira Filho. A programação de posse foi aberta com uma missa na Igreja Matriz de Santa Antônio em atos marcados pela presença de autoridades e expressiva participação popular.

Duas vezes vereadora da Cidade das Canoas e do medalhista olímpico Isaquias Queiroz, Gracinha foi eleita pela primeira vez prefeita de Ubaitaba.

– É com muita gratidão e responsabilidade que assumo a prefeitura de Ubaitaba. Peço a Deus que nos ajude a conduzir esse município, dando sabedoria a mim e a toda equipe para trabalhar e desenvolver o melhor serviço para nosso município pois precisamos trazer dias melhores para nosso povo e trazer progresso – afirmou Gracinha em discurso.

O vice-prefeito Beto da Padaria também falou em compromisso pelo crescimento de Ubaitaba. Além de prefeita e vice-prefeito, 11 vereadores tomaram posse no dia 1º em ato antes da cerimônia dos novos ocupantes do Executivo.

QUEM É GRACINHA VIANA

Gracinha Viana vive desde os seis anos de idade em Ubaitaba, onde antes foi vereadora por dois  mandatos. A nova prefeita é reconhecida por sua luta em prol da educação, saúde e inclusão social. Gracinha elegeu como principais pilares de sua gestão  a transparência, a eficiência e o fortalecimento da infraestrutura urbana. Ela tem experiência exitosa na gestão pública como prefeita de Maraú, cidade governada por ela no período de 2013 a 2020.

Prefeito Mário Alexandre: "sempre votei no PT" || Foto PIMENTA
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Do PIMENTA

No calor da campanha eleitoral deste ano, três consensos se cristalizaram no debate público de Ilhéus. 1) Bento Lima não tinha chance de ganhar; 2) a vitória seria definida por pequena margem de votos; 3) e o prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), ciente do destino eleitoral de seu correligionário, se quisesse, teria influência para pender a disputa a favor de Adélia Pinheiro (PT) ou de Valderico Junior (UB).

Com a vitória de Valderico pela diferença de 2,75 pontos percentuais (ou 2.639 dos 96.141 votos válidos), a saída de Coronel Resende (PL) do páreo e a conquista do apoio dos que abandonaram o barco de Lima ajudam a explicar a arrancada do candidato do União Brasil na última semana da campanha.

A ultrapassagem de Valderico, tomando de Adélia a liderança nas intenções de voto, foi captada pela última das pesquisas feitas neste ano pelos institutos Sócio Estatística e Gasparetto Pesquisas. O fotógrafo, memorialista e ex-vice-prefeito José Nazal compilou os resultados da série e os publicou em relatório analítico (íntegra). Os últimos números, colhidos até 30 de setembro, mostram Valderico com vantagem de 1,3 ponto percentual a seis dias do pleito.

Resultados das pesquisas eleitorais deste ano em Ilhéus || Tabulação: José Nazal

Conhecida a sentença das urnas, circularam hipóteses sobre os fatores que deram a vitória a Valderico Junior, inclusive a de que o prefeito Mário Alexandre teria favorecido o candidato ligado ao vice-presidente do UB, ACM Neto, líder da oposição ao Governo Jerônimo.

Ao PIMENTA, Marão negou, de forma categórica, que tenha jogado a favor do adversário da base governista e refutou a especulação de que teria preferência pela vitória de Valderico. Para reforçar sua posição, recorreu ao relacionamento político com o  ministro da Casa Civil, Rui Costa; citou o gesto recente do governador Jerônimo Rodrigues, que decidiu entregar o Residencial Jardim Salobrinho ainda durante o seu mandato; relembrou que foi vice-prefeito aliado ao PT e disse que sempre votou no Partido dos Trabalhadores.

Marão: do quase L ao tradicional joinha || Fotos PIMENTA

Na hora de posar para a foto desta entrevista, o prefeito, sorrindo, perguntou se deveria fazer o L – e fez, rapidamente, antes de encolher o indicador e parar o movimento da mão direita num sinal de joia. Leia.

PIMENTA – O senhor e o PT estiveram em lados opostos nas eleições. Houve estremecimento da relação?

MARÃO – De minha parte, nunca. Cada um tem seu destino e resolve o quer. Nunca fui homem de ter estremecimento, até porque quem vota no PT sou eu. Sempre votei no PT, sempre vou votar. Tenho parceria que nunca teve na minha cidade. Sou grato ao ex-governador Rui e ao governador Jerônimo. Acabei de entregar 220 casas antes de vencer meu mandato. Meu legado foi feito nessa parceria, que levei, construí e conquistei a minha referência de lealdade. Com o ministro Rui, nos dois mandatos, tive oportunidade de tê-lo [como aliado] e consegui mais de R$ 1 bilhão de investimentos para Ilhéus e região. Não vou estar mais no mandato, mas continuarei ajudando na parceria que a cidade de Ilhéus construiu através do meu nome, do meu respeito, da minha lealdade. Essas conversas que as pessoas querem falar não têm sentido. O sentido foi sempre de aliar, de juntar e fazer o melhor. Por isso, ganhei duas vezes, mais a eleição de Soane, fui vice-prefeito. Minha política é sempre de fazer o bem. Não quero nunca atrapalhar.

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O que tenho com Rui e a gratidão que tenho a Rui, só se eu fosse muito descarado.

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Circula hipótese de que o senhor teria preferência de perder a eleição para Valderico Junior em vez de Adélia.

Quem está falando isso tem que provar. Nunca tive nenhum tipo de relacionamento [com Valderico]. Pelo contrário, minha relação histórica, desde quando entrei na política, é com a base do governo. O que tenho com Rui e a gratidão que tenho a Rui, só se eu fosse muito descarado. E não é meu perfil. Meu perfil é ganhar junto e perder. Quando ninguém acreditava em Jerônimo, fui o primeiro que levantei a bandeira e falei: o candidato é Jerônimo, porque Rui quis. A gente fez e está aí, hoje, a minha relação de parceria. Ele vem aqui e faz esse gesto todo em relação a mim, por isso agradeço os caras. Mesmo não estando mais prefeito a partir do mês que vem, ele [Jerônimo] fez questão de vir aqui, estar junto com a gente, trazendo e pegando na mão. Tinha muito mais projetos que eu tinha levado. [Dizem:] é o Governo do Estado que faz. Não. O Governo do Estado faz, mas o prefeito leva. Levei e aprovei muitos projetos. Jamais vamos ter uma parceria como essa [com o Governo do Estado], a não ser que uma dia tenha uma Soane ou outro candidato que tenha [boa relação com a base estadual].

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Vou terminar meu mandato para ver a minha vida política.

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O senhor continua no PSD?

Sempre fui do PSD, continuo no PSD. Vou terminar meu mandato para ver a minha vida política. Vou dar uma descansada. Temos o mandato de Soane. Meu momento agora é fechar o mandato. Sou prefeito até dia 31 de dezembro. Aí a gente vai discutir [o futuro].

Deseja ir para a Câmara Federal?

Não. O desejo é do povo. Fui candidato a prefeito [em 2016] para ser candidato a deputado [em 2018], e o povo quis que eu fosse prefeito. Fui reeleito. É o povo que define. A gente vai ver o que eles querem comigo. Eu sou, na verdade, um soldado do nosso governo.

Reencontro: Jerônimo, Marão e Soane descerram placa de residencial || Foto Matheus Landim/GovBA
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Do PIMENTA

O governador Jerônimo Rodrigues imprime tom de reacomodação das forças da base em Ilhéus. A entrega do Residencial Jardim Salobrinho a 13 dias do final do mandato do prefeito Mário Alexandre soou como afago do petista no aliado do PSD e na primeira-dama e deputada estadual Soane Galvão (Avante). O clima político desta quarta-feira (18) não lembrava em nada a tensão que permeou a disputa eleitoral encerrada no dia 6 de outubro.

Na campanha, aliados de Marão acusaram o PT de interferir na Polícia Federal, afirmando que as operações Barganha e Coronelismo teriam motivação política. Nos bastidores, o baque da primeira operação foi apontado como causa do adiamento de visita de Jerônimo a Ilhéus. Quando o Diretório Estadual do PSD recomendou a retirada da candidatura de Bento Lima, alvo das investidas da PF, Mário Alexandre, também na mira das investigações, bancou a manutenção do correligionário na disputa.

Naquela altura, as pesquisas eleitorais de institutos renomados evidenciavam que Bento não tinha chance de vitória. Como ratificado pelas urnas, das três candidaturas levadas a cabo, a da professora Adélia Pinheiro (PT) tinha maiores chances de rivalizar com o candidato ligado à oposição estadual, o agora prefeito diplomado Valderico Junior (UB).

Durante o descerramento da placa da obra de requalificação do Complexo Policial de Ilhéus, nesta quarta-feira (18), o site perguntou ao governador sobre a decisão do PSD ilheense.

PIMENTAO PSD estadual recomendou a retirada da candidatura do partido no município. O senhor avalia que o PSD de Ilhéus jogou contra a base?

JERÔNIMO RODRIGUES – Agora é olhar pra frente. Perdemos a Prefeitura de Ilhéus. E perdemos com uma margem muito próxima. O nome de Adélia foi um nome novo, colocado com a expectativa que nós tínhamos de botar uma mulher competente, três vezes secretária de Estado (Ciência e Tecnologia; Saúde; e Educação), com competência de articular as forças. Não deu. Se não deu, temos que olhar para frente, construir um novo ambiente. Não dá agora para a gente ficar procurando culpados. O importante é poder trabalhar por Ilhéus.

“NÃO VAMOS FECHAR PORTA PARA PREFEITO NENHUM”

Os governos do PT na Bahia se notabilizaram pela capacidade de regionalizar investimentos. Ilhéus foi dos polos regionais que mais se beneficiaram com os resultados dessa forma de governar. Daí vieram os hospitais Costa do Cacau e Materno-Infantil; a Ponte Jorge Amado; a Policlínica Regional de Saúde; a primeira etapa da duplicação da BA-001 na zona sul; UPA 24h; o Colégio de Tempo Integral já entregue e o segundo em fase final de construção, Residencial Jardim Salobrinho etc.

Essas intervenções foram entregues nos oito anos que compreendem os dois mandatos do prefeito Mário Alexandre (2017-2024). A partir de janeiro de 2025, pela primeira vez em 17 anos, Ilhéus terá um prefeito ligado à oposição estadual.

Ao PIMENTA, o governador Jerônimo Rodrigues assegurou que nenhum prefeito vai se deparar com porta fechada no Governo da Bahia. Afirmou isso ao comentar a possibilidade de Valderico incorporar uma das propostas de campanha de Adélia Pinheiro, a de asfaltar, com o apoio do Estado, o acesso às sedes dos distritos do município. A soma das distâncias em questão não passa de 100 quilômetros, e o governo estadual já tem política específica para esse tipo de investimento.

“Não vamos fechar a porta para prefeito nenhum, em qualquer área, saúde, segurança, educação. Quero ver a consistência dos projetos. No que diz respeito ao acesso à zona rural, povoados, distritos, aldeias, temos que estudar a viabilidade financeira de estradas como essas”, respondeu Jerônimo, ponderando que o território rural de Ilhéus é grande. “Vamos aguardar o que nós temos de demanda para a gente poder apreciar”, finalizou.

O vice-prefeito eleito Júnior Brandão e o prefeito reeleito de Itabuna, Augusto Castro
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Nesta terça-feira (10), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) diplomará prefeito, vice-prefeito e vereadores eleitos em 6 de outubro em Itabuna. A cerimônia está prevista para começar às 8h30min, no Teatro Candinha Doria, no Loteamento Nossa Senhora das Graças, em frente ao Hospital de Base. A diplomação é o último ato obrigatório antes da posse dos eleitos, tornando-os aptos a assumir o mandato.

Será a primeira vez que a Justiça diplomará um prefeito reeleito em Itabuna. Augusto Castro (PSD) venceu a disputa em outubro com vantagem de 35,7 mil votos. Na posição de vice-prefeito sai Enderson Guinho (UB), que rompeu com Augusto e apoiou o segundo colocado na disputa, o deputado estadual Fabrício Pancadinha (SDD). O novo vice-prefeito a partir de 1º de janeiro será o ex-vereador e ex-secretário municipal Júnior Brandão (PV).

VEREADORES

A cerimônia também marcará a diplomação dos 21 vereadores eleitos em 6 de outubro. São eles Manoel Porfírio (PT), Erasmo Ávila (PSD), Wilma Oliveira (PCdoB), Thales Silva (Rep), Sivaldo Reis (PSD), Luiz Júnior da Saúde (PSDB), José Carlos da Saúde (SDD), Silas da Saúde (PSD), Zé Alberto (PSB) e Paulinho do Banco (PCdoB).

A lista dos 21 nomes é completada por Babá Cearense (PP), Ricardo Xavier (CID), Ronaldão (Rep), Eldon Orêa (Avante), Bruno Bileco (PSB), Kaiá da Saúde (PP), Denilton Santos (Avante), Danilo da Nova Itabuna (UB), Zói Amigo de Itabuna (Avante), Robson Rigaud (DC) e Delegado Clodovil (PL).

João da Saúde e Sinha de Jacareci se juntaram à oposição na disputa pela Mesa da Câmara
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O prefeito reeleito de Camacan, Paulo do Gás (PSD), ainda busca entender quais os reais motivos que levaram os vereadores eleitos Sinha de Jacareci e João da Saúde, ambos do partido do prefeito, a se rebelarem, juntando-se à oposição na disputa pela Mesa Diretora da Câmara. Sinha e João pularam do barco de Paulo do Gás para embarcar na canoa do candidato a prefeito Guilherme da Fundação (MDB).

A oposição, liderada por Guilherme, busca fazer a Mesa da Câmara Municipal para o biênio 2025/2026. O temor é que, desta forma, a oposição trabalhe para dificultar a gestão do prefeito reeleito.

Aliados de Paulo do Gás estão mantendo conversas com os rebeldes para dissuadi-los e fazer com que voltem para a base do projeto vencedor das urnas em 6 de outubro. A escolha do presidente da Câmara ocorrerá em 1º de janeiro, após a posse dos vitoriosos para a legislatura 2025-2028.

Justiça aprova contas eleitorais de Valderico Junior e Nego de Saronga || Fotomontagem PIMENTA
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O juiz Alex Venícius Campos Miranda, da 26º Zona Eleitoral de Ilhéus, aprovou a prestação de contas do prefeito eleito de Ilhéus, Valderico Junior, referente às Eleições 2024, em sentença publicada nesta quinta-feira (5).

A Justiça Eleitoral também aprovou, nesta semana, as contas do prefeito eleito de Itacaré, Edson Mendes, Nego de Saronga (PT), que será diplomado nesta sexta-feira (6), às 10h, em sessão solene presidida pelo Juiz Eleitoral da 198ª Zona Eleitoral de Uruçuca, Daniel Álvaro Ramos. Já a diplomação de Valderico Junior está marcada para o próximo dia 17.

Nego e Junior assumirão o poder vindos de processos eleitorais contrastantes. Enquanto o petista nadou de braçadas em Itacaré, eleito com mais de 72% dos votos válidos (10.979 de 15.208) e o apoio do prefeito atual, Tonho de Anízio, também do PT, Valderico Junior venceu disputa acirrada em Ilhéus, derrotando Adélia Pinheiro (PT) e Bento Lima (PSD), que tinham o suporte dos governos estadual e municipal, respetivamente

Apresentador deixa emissora após mais de 20 anos || Imagem Band
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O apresentador José Luiz Datena, ex-candidato a prefeito de São Paulo pelo PSDB, não é mais colaborador do Grupo Bandeirantes de Comunicação. De acordo com o conglomerado de mídia, o encerramento do contrato se deu em comum acordo.

“Datena comandou com sucesso e grande audiência durante anos o programa Brasil Urgente, assim como participou brilhantemente de coberturas esportivas e programas de entretenimento”, diz trecho da nota divulgada pelo Grupo nesta quinta-feira (28).

“A Band reforça o enorme carinho por Datena e os laços de amizade com o profissional, que tem uma trajetória de enorme êxito no Grupo Bandeirantes há mais de 20 anos”, conclui a organização.

O apresentador já estava afastado da televisão desde julho devido à candidatura a prefeito de São Paulo. Ele obteve 112.344 votos (1,84%) e o quinto lugar, no pior desempenho do PSDB na capital paulista. Os tucanos também não elegeram vereador.