Nego de Soronga e o deputado Rosemberg Pinto durante reunião política em Itabuna || Foto PIMENTA
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O prefeito eleito Edson Mendes, Nego de Saronga (PT), revelou ao PIMENTA mais dois nomes do primeiro escalão do próximo governo da Prefeitura de Itacaré. Atual secretário de Turismo, Marcos Souza “Japu” continuará à frente da Pasta, e Albert Queiroz assumirá a Secretaria de Comunicação, hoje administrada por Aquis Santos.

“Temos praticamente 99% do secretariado. Estamos discutindo o chamado segundo escalão”, disse Nego de Saronga ao site nesta sexta-feira (22), em Itabuna. Ele já havia anunciado a permanência de Andreia Palafoz na Saúde e de Marcos Cerqueira na Secretaria de Finanças, além da chegada do tenente-coronel Hossanah Rocha na Secretaria de Transporte e Trânsito.

Albert Queiroz e Marcos “Japu” acompanharam Nego em reunião || Foto PIMENTA

Eleito com 10.979 votos (72,19%), a maior votação da história de Itacaré, Nego de Saronga, de 50 anos, teve o apoio do prefeito Antônio de Anízio, também do PT.  “Sabemos que a continuidade do projeto é de fundamental importância. Antônio fez oito anos de gestão de forma formidável. E a gente pretende ampliar os resultados positivos desse modelo de gestão, que deve ser aprimorado”, disse o prefeito eleito.

“Tenho certeza que Itacaré vai continuar no caminho certo, no caminho do progresso”, concluiu Nego de Saronga, que participou de encontro de lideranças promovido pelo deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), líder do Governo Jerônimo na Assembleia Legislativa. O prefeito Antônio de Anízio, “Japu” e Albert também marcaram presença.

Segundo Rosemberg Pinto, prioridade é reeleger Lula e Jerônimo || Foto PIMENTA
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O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), líder do Governo Jerônimo na Assembleia Legislativa, promoveu encontro com lideranças do sul e extremo-sul da Bahia, nesta sexta-feira (22), em uma churrascaria de Itabuna. Mais de 150 convidados compareceram, entre prefeitos, parlamentares, políticos eleitos e ex-candidatos, a exemplo do prefeito reeleito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), e da ex-candidata a prefeita de Ilhéus Adélia Pinheiro (PT).

No pronunciamento, o anfitrião fez um balanço das eleições municipais, apontou o fortalecimento dos partidos da base governista e descartou a possibilidade de o ministro da Casa Civil, Rui Costa, ser candidato ao Governo do Estado substituindo o governador Jerônimo Rodrigues. “Não tem chance essa história de Rui ser candidato no lugar de Jerônimo. Não existe essa possibilidade. Jerônimo é o nosso candidato à reeleição. Toda hora sai uma notinha. Não existe isso”, declarou Rosemberg.

Ele também opinou sobre a equação da majoritária de 2026. “Isso deve ser construído de maneira que não traga nenhum tipo de aresta”, observou. Para o líder do Governo, uma chapa ao Senado com dois ex-governadores, Rui e Wagner, teria muita força eleitoral. Esse critério, acrescentou, é mais relevante do que o fato de serem nomes do mesmo partido, o PT:

– O preponderante é que todos partidos entendam que uma chapa com essa formação é capaz de empolgar a sociedade. Não tenham dúvida, quando a gente faz pesquisa de opinião, esses nomes aparecem de uma forma mais robusta.

O parlamentar assegura que a formação da chapa majoritária não é objeto de divergência ou disputa, mas de discussão, envolvendo Jerônimo, Rui, Wagner e os senadores Otto Alencar e Ângelo Coronel, estes últimos do PSD. “Nós vamos chegar a um ponto em comum”.

LULA E JERÔNIMO

Ouvido pelo PIMENTA durante o encontro desta sexta, Rosemberg fez avaliação positiva da atividade. “Trago o abraço do governador Jerônimo Rodrigues, que me pediu que fizesse isso”.  Segundo ele, reeleger Jerônimo e o presidente Lula é a prioridade do grupo. “E, obviamente, trazer para a Assembleia Legislativa e o Congresso Nacional representações alinhadas com esses projetos”, emendou o deputado, que vai tentar a renovação do mandato em 2026.

Na avaliação de Rosemberg Pinto, também é hora dos vencedores das eleições municipais darem as mãos a quem não teve a mesma sorte. “Esse grupo é uma família, está junto comigo há muitos anos. Alguns tiveram sucesso nas eleições deste ano, outros não, mas a palavra de ordem é ganhamos juntos e perdemos juntos. Então, quem ganhou tem que cuidar de quem perdeu, e é assim que a gente vai construir unidade, mas o preponderante é a reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo”, reafirmou.

Segundo Adélia, Marão prejudicou base de Jerônimo || Foto Daniel Ribeiro
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A professora Adélia Pinheiro atribuiu ao prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, Marão, parte da responsabilidade pela derrota da base do governador Jerônimo Rodrigues na eleição à Prefeitura, vencida pelo empresário Valderico Junior, do União Brasil, partido do ex-prefeito de Salvador ACM Neto.

Na avaliação de Adélia, Marão não deu abertura para o diálogo, pecou na liderança do processo e apostou em um nome sem competitividade, o do agora secretário da Casa Civil de Ilhéus, Bento Lima, do PSD, mesma legenda do prefeito.

“Ele enfraqueceu sua posição ao insistir em uma candidatura isolada, mesmo com pesquisas internas mostrando a inviabilidade de uma disputa real. Ao não apoiar a candidatura mais competitiva do grupo, ele facilitou a vitória de Valderico. Isso ficou muito evidente!”, disparou Adélia em entrevista ao Central de Política, da Interativa FM 93.7, de Itabuna, no último sábado (16).

Ex-candidata a prefeita de Ilhéus pelo PT, Adélia Pinheiro também falou da possibilidade de voltar a ser candidata nas eleições de 2026, mas a um cargo no Legislativo. Apesar da derrota deste ano, com os 38.928 votos no pleito de 6 de outubro, a ex-secretária de Estado se tornou a mulher com a maior votação da história do município.

Vencedor e vencidos em Itabuna: Augusto, Pancadinha, Chico França, Isaac Nery e Cleonice Monteiro || Foto Reprodução
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Com exceção do deputado Fabrício Pancadinha, que precisa correr trecho para se qualificar já em 2026, todos os outros terão 4 anos pela frente para aprimorar seus projetos, sejam pessoais ou coletivos. O populismo, por si só, terá dificuldades em vencer uma eleição em Itabuna.

 

José Cássio Varjão

Em período pós-eleição, o senso comum costuma apontar, superficialmente, vencedores e perdedores dos embates eleitorais. Observando dessa forma, sem a profundidade necessária que o tema exige, essa conduta não contribui para a formação crítica de determinada metodologia, que, efetivamente, não corresponde à realidade do mundo político. Ganhar ou perder faz parte do processo. Assim, a vitória nem sempre representa o verdadeiro sucesso, como a derrota não significa um terrível fracasso, afinal, trata-se de resultado imediato e este não define o êxito ou o revés de uma trajetória. A longo prazo, é o trabalho sério, a capacidade de adaptação às nuances da política e a responsabilidade com o eleitorado que determinam o verdadeiro legado de um político.

Na política, a ideia de que “às vezes ganha-se perdendo e perde-se ganhando” reflete a complexidade das vitórias e derrotas eleitorais e do próprio processo político. Uma derrota eleitoral, por exemplo, pode servir como oportunidade para o candidato desenvolver uma visão mais madura, revisar seus planos, investir na sua formação ou especialização em políticas públicas e ouvir as necessidades do eleitorado de forma mais profunda. Essa experiência traz aprendizado e crescimento, e o candidato pode voltar mais forte e preparado, conquistando maior respeito e apoio no futuro. Como não lembrar de José Pepe Mujica: “não existe vitória nem derrota definitiva”.

O candidato mais preparado venceu as eleições em Itabuna, mas não somente. Rompeu uma regra que se prolongava desde a eleição de 2000. O instituto da reeleição contribuiu para a vitória de Augusto Castro e, para quebrar com a maldição da reeleição no município, ele contou, também, com as estatísticas a seu favor, visto que nas últimas três eleições, 2016, 2020 e 2024, os candidatos à reeleição saíram vitoriosos no pleito, com percentuais de 67%, 65% e 80%, respectivamente. Para além da reeleição, o prefeito de Itabuna ganhou também a condição de líder político regional, com seu nome ganhando força para presidir a UPB (União dos Municípios da Bahia).

Por outro lado, com expressiva votação, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PC do B e PV, também foi destaque positivo em Itabuna nessas eleições, com 7.752 votos. Manoel Porfírio foi o vereador mais bem votado, com 3.485 votos, seguido da vereadora Wilma, com seus 2.770 votos, concluindo com o vereador Paulinho do Banco e seus 1.497 votos. O PSD, partido do prefeito Augusto Castro, também elegeu três vereadores, que, somados, contabilizaram 6.643 votos. O Avante, do mesmo modo, elegeu três vereadores, perfazendo um total de 3.565 votos. Como observância da amplitude da vitória da Federação, o Avante obteve, com a eleição dos mesmos três vereadores, 45,98% da votação do grupo formado por PT, PC do B e PV.

Para além dos dados acima, a Federação ainda contribuiu na eleição de Augusto Castro, indicando o vice-prefeito, Júnior Brandão, do PV. Por conseguinte, como evento considerável, existem conversas avançadas, já com várias adesões, para indicação de Manoel Porfírio como candidato a presidente da Câmara de Vereadores, no biênio 2025/2026.

Em artigo científico de minha autoria, publicado em 2022, sobre a Volatilidade Eleitoral no município de Itabuna, nas eleições legislativas, constatei uma espantosa renovação de 2/3 dos vereadores entre os períodos de 2012/2016 e 2016/2020, ou seja, a cada eleição entraram 14 novos vereadores e somente 7 se reelegeram. Em 2024, a renovação foi de 57,14%, entrando 12 novos vereadores e continuando 9 vereadores. Para o período 2025/2028, a Câmara de Vereadores de Itabuna contará com 95,24% dos seus ocupantes, composto por homens. Um dado interessante entre esses três pleitos é que somente um parlamentar municipal foi reeleito nesse período, o vereador Ronaldo Geraldo, o Ronaldão.

Como conclusão desse estudo, que será atualizado a cada novo pleito, pude consumar que a renovação ocorrida na Câmara de Vereadores de Itabuna, nesse período, se deve à ação do eleitor utilizando como parâmetro à Teoria da Escolha Racional, quando esse cidadão/eleitor se utiliza de um custo-benefício do voto para escolher seu candidato, baseando-se na sua situação econômica e no assistencialismo presente no ambiente político. Corroborando com essa definição, a utilização do termo “da Saúde”, por exemplo, está presente no nome de quatro vereadores eleitos em 2024.

Na outra ponta, acerca dos candidatos que disputaram o cargo majoritário nessa eleição, fiquei surpreso, mas nem tanto, com a incipiência dos pretendentes ao Centro Administrativo Firmino Alves. Esperava um debate mais propositivo e enfático de quem deseja administrar um município que, em alguns anos, viu 15% da sua população praticar a migração forçada para outras regiões do estado e do país, por questões econômicas. Como o resultado inconteste, a enorme diferença de 35.709 votos entre o primeiro e o segundo colocados nessa disputa majoritária.

Foi perceptível a falta de harmonia entre apresentar projetos e planos de governo, elemento preponderante de uma candidatura, e partir para o confronto com o adversário, como se esse fosse o fator fundamental da disputa. Jacques Séguéla, publicitário francês, disse que “a comunicação é como uma droga. Em doses adequadas é medicamento, em doses elevadas, veneno fatal”. O equilíbrio é a palavra-chave, mas há candidaturas que nascem fadadas ao fracasso.

Como as eleições nas grandes cidades são necessariamente estadualizadas, as lideranças políticas do estado marcam presença, com os olhos no horizonte de 2026. A definição posicional dos chamados opositores do prefeito Augusto Castro e, por conseguinte, do governador Jerônimo Rodrigues, nas eleições municipais, foi um tanto confusa, deteriorou-se na fase embrionária por individualismo político, tudo isso com o aval do vice-presidente nacional do União Brasil. Algumas possibilidades de coalizão, que eventualmente poderiam ter acontecido, trariam mais dificuldades para o candidato do PSD, com destaque para a palavra “tratorado”, efusivamente pronunciada pelo Capitão Azevedo, vítima da escolha majoritária do cacique do partido.

O desfecho de toda candidatura passa por alguns fatores que são inerentes intrinsecamente ao candidato, como potencial de votos, exigindo capacidade de liderança, habilidade de discurso e o seu carisma. Também existem os fatores internos de pressão, como seu grupo político, partido e bases financeiras da campanha. Ultrapassadas essas duas etapas, vem o objetivo primordial da campanha, o eleitor, e aí, por último, chega-se aos adversários. Aqui encontramos uma das regras mais conhecidas do marketing eleitoral: “Numa campanha, metade do esforço se faz no seu próprio quintal e metade no quintal alheio”. Portanto, a grande virtude do político é mostrar suas qualidades, de um lado, e as deficiências de seus adversários, de outro.

Existem algumas mensagens que os resultados das urnas em Itabuna mostram, mas que nem sempre são captadas pelo agente político. Nessas eleições, foram poucas as pesquisas divulgadas, apesar de partidos e candidatos fazerem internamente as suas, sem registrar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Daí surge um detalhe que é de conhecimento de toda a população, mas, às vezes, imperceptível. Todos os candidatos a prefeito de Itabuna, com exceção de Chico França, já eram conhecidos da população, portanto, com teto limitado para crescimento. O candidato do PL, que teve seu nome inserido na cédula pela primeira vez, era a incógnita da eleição.

Uma observação que não é peculiar a Itabuna, mas inerente ao nosso sistema político, são as sucessivas candidaturas que concorrem tanto nas eleições municipais como gerais, que são completamente distintas uma da outra. A magnitude eleitoral de uma eleição municipal se restringe à abrangência territorial do município, enquanto a eleição estadual a amplitude é muito maior e o disparate entre elas está na concorrência. O atual vice-prefeito, Enderson Guinho, foi o candidato a deputado federal, por Itabuna, mais bem votado em 2022, com 15.218 votos. Não conseguiu se eleger vereador em 2024. O candidato Isaac Nery concorreu a deputado federal em 2022, obtendo 15.155 votos. Para prefeito em 2024, 8.259 votos. Fabrício Pancadinha teve, em 2022, para deputado estadual, 27.338 votos. Em 2024, 29.620 votos para prefeito, com a concorrência somente de três opositores, maior visibilidade e com aporte financeiro considerável.

Também como fato em destaque, são as sucessivas trocas de partido pelos candidatos. O candidato Isaac Nery já participou de três eleições, em 2020, para prefeito; em 2022, para deputado federal; e em 2024, para prefeito novamente, por três partidos diferentes, Avante/70, Republicanos/10 e PDT/12, respectivamente. Se por um lado essa permuta busca melhores condições para a disputa, não mais que isso, por outro, confunde o eleitor menos observador, escancarando o personalismo político do candidato em detrimento ao partidarismo. Situação semelhante ocorreu com vários vereadores, idem com o Capitão Azevedo e com o vice-prefeito Enderson Guinho.

Outra observação gira em torno da candidatura dita de direita nas eleições municipais de Itabuna, que, num primeiro momento, deduz-se que não foi bem-sucedida. Se levarmos em consideração a votação obtida por essa direita e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2022, que obteve 52.768 votos, ou 47,07% dos votos válidos, a candidatura Chico França, que contou com vídeos com o próprio JB, obteve somente 12,95% dos votos do ex-capitão. Assim, fica cristalinamente demonstrado que esse percentual de votos obtidos em 2022, pelo ex-presidente foi distribuído entre todos os candidatos, inclusive – e principalmente, para Augusto Castro. Com o personalismo político, algumas pessoas votam em determinado candidato por rejeição a outrem, ou seja, por eliminação. O que garante que, em nova eleição entre Jair Bolsonaro e outro adversário, ele conservará esse percentual de votos em Itabuna?

Após a derrota em uma eleição, o político precisa fazer algumas escolhas, podendo seguir alguns passos estratégicos no sentido de fortalecer sua imagem e preparar o terreno para uma possível nova candidatura. Começando por analisar os erros e acertos de campanha, continuar a se aproximar das suas bases eleitorais, fortalecer a presença nas redes sociais e na mídia, estar inserido nos projetos comunitários e sociais, construir novas alianças políticas, enfim, preparando um plano a longo prazo. Por fim, a profissionalização dos agentes políticos em gestão e políticas públicas é fundamental para um mandato eficaz e alinhado com as necessidades da população. Quando políticos possuem conhecimento técnico e compreensão sólida das ferramentas de gestão pública, eles são mais capazes de formular e implementar políticas que realmente impactem a vida das pessoas de maneira positiva e duradoura.

Com exceção do deputado Fabrício Pancadinha, que precisa correr trecho para se qualificar já em 2026, todos os outros terão 4 anos pela frente para aprimorar seus projetos, sejam pessoais ou coletivos. O populismo, por si só, terá dificuldades em vencer uma eleição em Itabuna.

José Cássio Varjão é cientista político

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Sempre que o pêndulo se desloca até um extremo, o movimento de resposta é para o lado oposto. O pêndulo da política no Brasil se movimentou. Já está fazendo o caminho de volta.

 

José Cássio Varjão

Alguns personagens do ambiente jornalístico no Brasil, a chamada grande mídia, militantes partidários dentro da imprensa, tanto digital quanto impressa, fazem análises manipulatórias, principalmente em época de eleição. Os principais portais e seus renomados personagens destacaram que o PSD (Partido Social Democrático), presidido por Gilberto Kassab, é o grande vencedor das eleições, com 887 prefeituras, salientando efusivamente que a centro direita sobrou nessas eleições. Seguindo, vem o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) com 856 prefeituras. O PP (Progressistas) ficou em terceiro lugar, com 747 prefeituras. Uma análise rasa, sem a profundidade real da posição desses partidos dentro do ambiente político atual.

Em 2022, a união de 10 partidos venceu as eleições, com a coligação Brasil da Esperança, que foi formada pelo PT, PC do B, PV, PSB, PSOL, Rede, Solidariedade, PROS, Avante e Agir, no primeiro turno. No segundo turno, declararam apoio à Candidatura Lula, o PDT, PCB, PSTU, PCO, Cidadania e Unidade Popular, perfazendo 16 partidos, a maior coligação que o PT (Partido dos Trabalhadores) já fez em disputas presidenciais. Nos primeiros dias após a proclamação do resultado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o presidente eleito para o quadriênio 2023/2026 e o seu partido começaram diálogos com o MDB, PSD e União Brasil, para composição da base parlamentar do novo governo. Uma ala do PP também compôs essa base.

Atualmente, no governo federal, o PSD tem três ministérios: Agricultura, Pesca e Minas e Energia. O MDB tem três ministérios: Planejamento, Cidades e Transportes. O PP tem um ministério: Esporte. Seguindo, o Republicanos, de Tarcísio de Freitas, com um ministério: Portos e Aeroportos. Até o União Brasil, do ex-prefeito de Salvador ACM Neto, tem inacreditáveis, dois ministérios: Turismo e Comunicações. Nesse período de final de eleições municipais, qual o fundamento para que se separe a realidade nacional dos resultados municipais, como se de fato houvesse vencedores e perdedores para além das disputas municipais e suas peculiaridades?

Apesar de o Presidente da República, com a chamada Frente Ampla, ter abrigado parte considerável desses partidos no seu ministério, chegamos às eleições municipais de 2024 com os núcleos dos partidos da base comportando-se autonomamente. O PSD, que é base do governo do estado de São Paulo, com Gilberto Kassab, secretário estadual de Governo, ligado a Tarcísio de Freitas, elegeu 206 prefeitos, ou 32% das prefeituras do estado.

O PSD da Bahia, presidido pelo senador Otto Alencar, ligado ao grupo do governador Jerônimo Rodrigues, elegeu 115 prefeitos, ou 27,5% das prefeituras do estado. No Paraná, o governador Ratinho Júnior (PSD), ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, elegeu 164 prefeitos, ou 41% das prefeituras do estado. Como noticiado, o PSD elegeu 887 prefeitos no Brasil. Destes, 485, ou 54,6% dos prefeitos eleitos pelo partido, que são dos estados supracitados, pertencem a três correntes políticas distintas, completamente distantes entre si.

No MDB, idem. O prefeito eleito de São Paulo, Ricardo Nunes, é umbilicalmente ligado à Tarcísio de Freitas, que é cria de Jair Bolsonaro. O MDB da Bahia tem o vice-governador do estado, Geraldo Júnior, ligado ao governador Jerônimo Rodrigues. O MDB do Pará, do Ministro das Cidades, Jáder Filho, está ligado ao Presidente Lula. Sebastião Melo, eleito e reeleito prefeito de Porto Alegre, teve o apoio de Jair Bolsonaro.

Alguns partidos são chamados pejorativamente, na Ciência Política, de cacht-all, o pega-tudo, ou partidos de abrangência ampla, e procuram atrair o maior número possível de eleitores, independentemente de sua posição social, ideológica ou econômica. Em vez de se direcionarem a um grupo específico ou a uma ideologia única, esses partidos adotam uma postura flexível, adaptando suas mensagens e propostas para abranger diferentes segmentos da sociedade, o que os torna menos definidos ideologicamente. Suas principais características são a diversidade ideológica, com foco em questões pragmáticas; contam com lideranças carismáticas e com flexibilidade de alianças. No Brasil, alguns partidos possuem características catch-all, especialmente os grandes grupos que atuam em escala nacional e têm uma base eleitoral bastante heterogênea. Entre os principais, destacam-se: MDB, PSD, PP e PL. Todos eles fizeram parte do governo federal desde 2002, com Lula, Dilma, Temer e JB.

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A dicotomia criada no Brasil nos últimos tempos, que reduz o espectro político em somente dois polos, direita e esquerda, se utiliza do termo extremismo, para melhor definição, mas se exime de fazer referência ao continuum

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A dicotomia criada no Brasil nos últimos tempos, que reduz o espectro político em somente dois polos, direita e esquerda, se utiliza do termo extremismo, para melhor definição, mas se exime de fazer referência ao continuum que vai da extrema direita à extrema esquerda, passando pela direita, centro direita, centro, centro esquerda e esquerda, e são classificados pela diferenciação dos grupos sociais, por razões ideológicas, religiosas, culturais, econômicas ou étnicas, as clivagens sociais. Pode-se incluir aí até o anarquismo.

De acordo com o cientista político Sergio Abranches, essa composição feita por Lula é chamada de presidencialismo de coalizão. Em artigo publicado em 1988, com o título de Presidencialismo de Coalizão – o dilema institucional brasileiro, Abranches define esse conceito “como uma combinação do presidencialismo, do federalismo e do governo por coalizão multipartidária”. Desta forma, “o presidencialismo de coalizão é um regime político institucional que foi moldado pela história da nossa república e contextos políticos, envolvendo as características acima”.

Trinta anos após a publicação desse artigo, em 2018, Sérgio Abranches faz um balanço reciclando o texto original, quando afirma: “A coalizão multipartidária é um requisito imprescindível da governabilidade no modelo brasileiro. Nem todos os regimes presidenciais multipartidários dependem tanto de uma coalizão majoritária. No Brasil, as coalizões não são eventuais, são imperativas. Nenhum presidente governou sem o apoio e o respeito de uma coalizão. É um traço permanente de nossas versões do presidencialismo de coalizão”, finalizou.

Com a frente ampla formada por Lula, em 2022, agraciando o União Brasil, de ACM Neto e Ronaldo Caiado, o PP, de Arthur Lira e Ciro Nogueira e o Republicanos, de Tarcísio de Freitas, soaria estranho afirmar que o Governo Lula 3, é um governo de centro direita?

A dinâmica eleitoral ao redor do mundo, há alguns anos, faz o pêndulo político global se inclinar à direita, sendo esse um movimento natural na política. Sempre que o pêndulo se desloca até um extremo, o movimento de resposta é para o lado oposto. O pêndulo da política no Brasil se movimentou. Já está fazendo o caminho de volta. O espectro político nas eleições de 2018, que estava com movimento direcionado à extrema direita, mostra a convergência do eleitorado para os partidos tradicionais de centro direita, aqueles partidos oriundos da antiga Arena (Aliança Renovadora Nacional). Daí surgem nomes como Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior, Eduardo Leite e até Tarcísio de Freitas, com as bençãos da Faria Lima. Todos, com exceção de Tarcísio, já colocaram seus nomes como pré-candidatos em 2026. Até Paulo Guedes já demonstrou interesse de entrar na disputa.

De certa forma, eu sou cético em corroborar com opiniões sobre a definição dessa corrente ideológica chamada bolsonarismo. O movimento que teve seu auge político em 2018 é uma versão 2.0 do Integralismo de Plínio Salgado, evidentemente repaginado com o surgimento das tecnologias modernas, com robôs, algoritmos, fake news etc., é um evento efêmero, mais dia, menos dia, passará. Seu principal líder não se mostrou um político agregador, eficiente em manter as pontes que o fizeram chegar ao poder, deixando pelo caminho onze generais e outros tantos apoiadores de primeira hora, como Gustavo Bebianno. Trata-se de um personagem exaurido, que está sendo descartado a conta gotas. Outra situação que demonstra o enfraquecimento do ex-presidente foi o surgimento e o desempenho de Pablo Marçal, em São Paulo, demonstrando que o voto da extrema direita não tem dono, sem se esquecer, particularmente, de Bruno Engler em Belo Horizonte e André Fernandes em Fortaleza, com seus menos de 30 anos e muito tempo de política pela frente.

Para ser bem pragmático, eu nunca tive dúvidas de que a elite econômica e liberal do país, em breve, irá retomar o protagonismo dentro do cenário político nacional. O mesmo que tiveram atores políticos como Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Geraldo Alckmin. Logo surgirão outros representantes, um espaço que não cabe nem Lula nem Bolsonaro. Historicamente, sempre foi assim. É só lembrar a República do Café, atualmente, sem o leite. O pêndulo que se direcionou à extrema direita, pela falta de nomes palatáveis, viáveis dentro desse campo político, hoje sai muito bem-sucedida das eleições 2024.

José Cássio Varjão é cientista político.

Miltinho (de vermelho) e os sete vereadores eleitos por sua coligação
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O prefeito eleito de Coaraci, Miltinho do Axé (PSD), promoveu, nesta quinta-feira (24), reunião com os sete vereadores eleitos pela Coligação Juntos por Coaraci, formada por MDB, PDT, Podemos, PMB e PSD. O encontro teve como objetivo discutir os principais projetos do Executivo e do Legislativo para o município.

“Foi uma oportunidade importante para alinhar ideias e fortalecer a parceria entre os Poderes, além de promover um momento de confraternização pós-período eleitoral”, explicou Miltinho.

Ao final da reunião, os vereadores eleitos Ana Cruz e Mamigo (PSD); Eduardinho da Ambulância e Thyara Lessa (PODEMOS); Thiago Lourenço, Lek de Zequinha e Mateus do Mercado (PMB) firmaram o compromisso de caminharem juntos na eleição da mesa diretora da Câmara de Vereadores para o biênio 2025/2026. A Casa tem 11 cadeiras no total.

Bento assume a Secretaria da Casa Civil || Foto Divulgação
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Do PIMENTA

O advogado Bento Lima, ex-candidato a prefeito de Ilhéus, está de volta à Prefeitura. Nomeado pelo prefeito Mário Alexandre, ele substitui o também advogado Jefferson Domingues no comando da Secretaria da Casa Civil. O ato consta na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial do Município.

Filiado ao Partido Social Democrata (PSD), o mesmo do prefeito, Bento Lima concorreu à Prefeitura de Ilhéus com apoio de Marão. Obteve 15.646 (16,27%) votos e ficou no terceiro – e último – lugar da corrida, atrás da professora Adélia Pinheiro, do PT, e do prefeito eleito Valderico Junior, do UB, que receberam 38.928 (40,39%) e 41.567 (43,24%) votos, respectivamente.

REJEIÇÃO

Ao longo de sete anos e seis meses, Bento Lima exerceu cargos de confiança na Prefeitura de Ilhéus, como o de secretário de Gestão e Inovação. Apesar da força da máquina municipal, sua campanha esbarrou na alta rejeição ao prefeito Mário Alexandre. Segundo pesquisa Atlasintel/A Tarde, divulgada no dia 5 deste mês, o índice de desaprovação do prefeito bateu 72% na véspera da eleição.

Pesquisas de consumo interno também permitiram o monitoramento da influência negativa do governo e do prefeito nas intenções de voto para Bento, que oscilaram de 12% a 16% ao longo de toda a campanha. Como se diz no jargão político, o advogado atingiu seu teto eleitoral ainda em agosto.

Sinal inequívoco dessa dinâmica era a diferença mínima das intenções de voto nos levantamentos estimulados e espontâneos. Os índices de Bento nas pesquisas estimuladas, em que os nomes dos candidatos eram informados aos entrevistados, ficaram entre 1 e 2 pontos percentuais acima dos números das espontâneas, nas quais a pessoa entrevistada responde em quem pretende votar sem que o entrevistador informe os postulantes.

POLÍCIA FEDERAL 

A campanha de Bento Lima à Prefeitura de Ilhéus também foi marcada pelas operações Barganha e Coronelismo, deflagradas pela Polícia Federal nos dias 26 de setembro e 1º de outubro. Além do candidato do PSD, elas tiveram como um dos alvos o prefeito Mário Alexandre (relembre aqui e aqui). Após a Operação Barganha, a direção estadual do PSD recomendou a retirada da candidatura. Presidente municipal da sigla, Marão bancou o aliado até o fim.

Dirigentes do PC do B fazem balanço positivo das eleições em Itabuna || Foto Divulgação
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A deputada federal Alice Portugal comemorou o desempenho do PCdoB de Itabuna nas eleições deste ano. O partido aumentou de um para dois o número de representantes no legislativo itabunense. O balanço foi feito durante reunião, em Salvador, com Wenceslau Júnior, Márcia Roseli, Gilson Costa e Marcos Kiko, considerados quadros importantes do partido.

Alice Portugal destacou a votação histórica da vereadora Wilma, reeleita com 2.770 votos. Ela se tornou a primeira mulher a conquistar o segundo mandato consecutivo para o parlamento itabunense. “A reeleição de Wilma é um exemplo de resistência e compromisso com o povo de Itabuna. Ela representa a continuidade de um trabalho dedicado à justiça social”, afirmou Alice.

Wilma, de azul, e Paulinho, ao centro e de óculos, são os vereadores eleitos pelo PCdoB em Itabuna || Foto divulgação

Outro tema abordado foi a eleição de Paulinho do Banco, que fez campanha defendendo as bandeiras da saúde, economia solidária e direitos das mulheres. “Paulinho traz consigo um compromisso claro com a população. Temos certeza que o seu mandato será de grande relevância para a população de Itabuna e para o fortalecimento das pautas do PCdoB”, afirmou a deputada.

Além disso, Alice Portugal destacou o papel de Wenceslau Júnior nestas eleições. Para a deputada, o ex-vice-prefeito de Itabuna já é um dos grandes quadros do PCdoB na Bahia. “Wenceslau é um líder fundamental, com uma trajetória marcada pela competência e dedicação ao projeto político do nosso partido. Sua atuação em Itabuna e no estado é essencial para o crescimento e consolidação do PCdoB na Bahia”, avaliou.

Rosermberg Pinto critica altos gastos em campanhas e brecha para dinheiro ilícito || Foto Ana Paula Loyola
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O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) aproveitou a saudação ao colega Eures Ribeiro (PSD), que venceu a eleição à Prefeitura de Bom Jesus da Lapa, para fazer um balanço do pleito em 2024. O parlamentar e líder do Governo Jerônimo Rodrigues na Assembleia Legislativa, Rosemberg avaliou as eleições em toda a Bahia e questionou “os gastos exorbitantes de campanhas, destoando do previsto em legislação e decisivos para o resultado das urnas”.

– O investimento fora das regras eleitorais é um dos fatores que influenciaram nessa campanha e que gera um desequilíbrio à democracia. Não estou aqui acusando nenhum lado, estou constatando uma realidade. Esse financiamento vem de diversas origens, lícita e ilícita, e a interferência dos setores organizados foi significativa nessas eleições – afirmou em plenário, nesta terça-feira (15).

O parlamentar vê como necessário colocar o dedo na ferida e fazer eleição com interferência no financiamento para não gerar os desequilíbrios vistos agora em 2024. “Na minha cidade natal, em Itororó, o máximo que um prefeito poderia gastar, pela legislação eleitoral, é algo em torno de R$ 150 mil. Esse é o valor estimado apenas para uma mobilização de final de semana, em manifestações e carreatas”, exemplificou.

FINANCIAMENTO MARGINAL

Na avaliação de Rosemberg, o alto gasto em campanhas gera mais que distorções. Para ele, abre espaço para o financiamento de origem ilícita. “É nessa realidade que o financiamento marginal se insere e desautoriza a defesa dos projetos em locais dominados e que nem o poder Público tem o controle”, afirma.

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O prefeito Augusto Castro (PSD) prepara mudanças no primeiro escalão do seu segundo governo. “A partir de janeiro, haverá uma mudança natural de secretários para dar uma oxigenada na máquina”, disse o prefeito em entrevista ao A Tarde. “Até o início do ano que vem as trocas devem acontecer”, reforça.

Alguns partidos devem ganhar espaço ou ampliar a participação no primeiro e no segundo escalões, dentre eles PP e PT. O prefeito ainda não revela quais as pastas devem entrar na dança das cadeiras.

Nos bastidores, circulam informações de desmembramento de pastas e criação de secretarias que dariam mais agilidade ao governo e, ao mesmo tempo, contemplariam aliados com forte protagonismo na disputa eleitoral. Uma das certezas até aqui é a continuidade de Manoel Porfírio na Câmara. Petista e mais bem votado da história para o legislativo local, ele deverá ficar com a presidência da Casa numa articulação do prefeito, que saiu das urnas com bancada de 17 dos 21 vereadores eleitos.

Augusto tornou-se o primeiro prefeito reeleito da história de Itabuna. Ele saiu das urnas, no último domingo (6) com mais de 65 mil votos. A vantagem para o segundo colocado, Fabrício Pancadinha (SDD), foi de mais de 35,7 mil votos.

Reeleita com 2,7 mil votos, Wilma continuará sendo voz feminina solitária na Câmara de Itabuna
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Nos próximos quatro anos, Itabuna terá, novamente, apenas uma mulher ocupando cadeira na Câmara de Vereadores. Serão 20 homens e só uma representante feminina na composição do legislativo itabunense, apesar das mulheres serem maioria do eleitorado. A vaga será ocupada pela vereadora Wilma, do PCdoB, reeleita com expressivos 2.770 votos, terceira maior votação entre todos os concorrentes ao legislativo local.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de mulheres eleitas para as câmaras municipais de vereadores no país cresceu 13% neste ano no comparativo com o pleito de 2020. Porém, em Itabuna não houve avanço nesse sentido. Wilma continua sendo a única mulher.

Mas chama a atenção que neste pleito ela obteve mais que o triplo de votos do anterior, obtendo uma das 5 maiores votações para a Câmara Municipal na história de Itabuna – e a maior entre as mulheres.

Outro feito de Wilma: tornou-se a primeira vereadora reeleita no município desde a redemocratização. A segunda candidata com maior número de votos ficou na 32ª posição geral. Missionária Raimunda (UB) obteve 1.055 votos.

MANDATO SOLITÁRIO

Wilma é servidora pública municipal e presidenta do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Itabuna (Sindserv) a três mandatos. Apesar de se sentir muito feliz com a reeleição, ela revela frustração por continuar sozinha na Câmara na próxima legislatura.

– Meu desejo era que tivéssemos outras mulheres para termos mais força na luta pelas pautas femininas. Durante este primeiro mandato me senti só na defesa dos direitos e na busca por políticas públicas voltadas para as mulheres. Vou seguir sozinha, infelizmente, mas muito empenhada. Tenho a grande responsabilidade de representar as mulheres itabuneses – afirma

De acordo com Karla Ramos, diretora de formação da União Brasileira de Mulheres (UBM) e doutoranda do Programa sobre Mulheres, Gênero e Feminismo da UFBA, na realidade dos municípios brasileiros ainda há o grande desafio de incluir mais mulheres nos espaços de poder, o que resultará em mais leis e políticas públicas que atendam às demandas femininas.

– É importante termos mulheres nas Câmaras Municipais para que as nossas ideias e reivindicações sejam respeitadas e levadas em consideração. Precisamos ter participação nas decisões que afetam as nossas vidas – reforça Karla Ramos.

Promotor flagra derrame de "santinhos" no acesso a seções eleitorais
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O Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do promotor de Justiça Eleitoral Marco Aurélio Rubick da Silva, ajuizou 27 Notícias de Irregularidade em Propaganda Eleitoral (Nipes) contra candidatos que derramaram santinhos em diversos locais de votação nos Municípios de Anagé e Caraíbas durante a madrugada do dia 6 de outubro de 2024, dia das eleições. Na ação, o promotor requer que a Justiça aplique multa de R$ 8 mil reais contra os candidatos em cada uma das NIPEs ajuizadas.

Foram ajuizadas Nipes contra os candidatos Anderson Lima Amorim, Rosiwaldo Alves Bispo, Renato Lima dos Santos, Carlos Eduardo da Silva Lenares, Clovis Meira dos Santos, Deldisia Alves da Silva Freitas, Luciano Oliveira dos Santos Portugal, Maria Aparecida Lima dos Santos, Paulo Cesar Coelho Silva e Renato Araújo Oliveira.

Segundo o promotor, a prática de derrame se caracteriza como propaganda eleitoral irregular e é proibida, mesmo antes do dia do pleito, pelos artigos 19 da Resolução nº 23.610/2019 e 37 da Lei nº 9.504/97. “As medidas visam não apenas penalizar os responsáveis, mas também desestimular futuras irregularidades, promovendo um ambiente eleitoral mais respeitoso nas próximas eleições”, destacou o promotor de Justiça.

Antes das eleições, o Ministério Público Eleitoral recomendou a todos os partidos com candidatos que concorreriam no pleito, alertando que a conduta de derrame de santinhos deveria ser fiscalizada e impedida pelos próprios candidatos. Ele complementou que os santinhos foram despejados em locais de votação, poluindo o ambiente e desrespeitando normas eleitorais. “Além de impactar o meio ambiente, a prática gera riscos de acidentes, especialmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida”, ressaltou.

Gabriel Abreu obteve mais de 58 mil votos em São Paulo || Foto Reprodução
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Um itabunense está entre os 55 vereadores eleitos de São Paulo (SP), no último domingo (6). Gabriel Abreu saiu das urnas com 58.581 votos, posicionando-se entre os 16 mais bem votados para a Câmara de Vereadores da cidade mais populosa do país.

Gabriel Marques Melo incorporou o sobrenome “Abreu” apenas politicamente. Ele é esposo da deputada federal pelo estado de São Paulo e presidente nacional do Podemos, Renata Abreu.

O vereador eleito é empresário e bacharel em Direito e possui especialização em Governabilidade, Gerência Política e Gestão Pública pela FGV. Na capital paulista, atuava como assessor da secretário municipal de Esportes.

A campanha foi focada em propostas para as áreas social e esporte, além da causa animal, o que atraiu para Gabriel apoios como os deputados Douglas Vieira (Ninja) e Felipe Becari, hoje secretário.

Gabriel mora em São Paulo há quase 20 anos. O pai, José Melo, decidiu mudar-se de Itabuna para o Sudeste há cerca de 10 anos. Do PIMENTA.

Carlos Leão com dois "poca urnas": o prefeito Tonho de Anízio e o deputado federal e mano João Leão
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O empresário Carlos Roberto Sousa Leão obteve apenas 33 votos na disputa por uma das 11 cadeiras na Câmara de Vereadores de Itacaré, no sul da Bahia. Ele concorreu ao cargo pelo Republicanos. Nada recebeu do fundo eleitoral do partido. Os pouco mais de R$ 180,00 em conta de campanha foram depositados pelo prefeito eleito Nego de Saronga (PT).

Carlos é irmão do deputado federal João Leão, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico e de Planejamento da Bahia, além de vice-governador em mandato encerrado em dezembro de 2022, ano em que saiu das urnas com mais de 100 mil votos e eleito para a Câmara dos Deputados.

Carlos preside posse de João Leão como prefeito de Lauro de Freitas || Arquivo/Carlos Leão

CAMPEÃO DE VOTOS EM LAURO DE FREITAS

Carlos Leão já foi bom de urna, mas em Lauro de Freitas. Corria o ano de 1988, quando ele saiu das urnas como o mais votado para a Câmara de Vereadores do município da Região Metropolitana de Salvador. Em janeiro de 1989, tornou-se presidente da Casa e deu posse ao novo prefeito. E quem era o prefeito? O irmão, João Leão. O registro, histórico, ganhou espaço na mídia nacional.

Hoje à tarde, o PIMENTA manteve contato com Carlos Leão. Chateado com as urnas e – talvez – com o tratamento dado a ele pelo Republicanos, avisou que não concederia entrevista por telefone. Não deixou, porém de falar do irmão e ex-vice-governador. Nem de exaltar o feito de Tonho de Anízio, gestor de Itacaré que fez o sucessor, Nego de Saronga, e a jornada no legislativo. Os 11 vereadores eleitos são ligados ao prefeito e pertencem a partidos que apoiaram o eleito no último domingo.

Voltando ao Republicanos, o partido elegeu um vereador, Nego Day. Já Carlos Leão, ficou na 8ª suplência.

O prefeito reeleito Augusto Castro na manhã desta terça-feira, na Beira-Rio
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O prefeito Augusto Castro (PSD) sai das urnas consagrado como primeiro gestor municipal reeleito em Itabuna e por obter a maior votação da história na corrida ao Centro Administrativo, feito nem mesmo conseguido pelo fenômeno eleitoral sul-baiano Fernando Gomes, já falecido. Acompanhando as obras de modernização da orla da Beira-Rio, na manhã desta terça-feira (8), o prefeito conversou há pouco com o PIMENTA.

Para Augusto, o principal desafio a partir de janeiro de 2025 é fazer um governo melhor do que o primeiro. Mas o prefeito sinaliza o caminho a ser trilhado para chegar em 2028 com a certeza de meta cumprida. “É fazer as entregas das obras, dos investimentos, avançar no saneamento e continuar trabalhando na reestruturação da cidade”, afirmou ao PIMENTA.

Após as entregas previstas para a região do Lomanto e São Caetano nos próximos dias, além de investimentos para ampliar a distribuição de água para a região da Califórnia e Fátima, o prefeito se comprometeu a buscar os recursos para a universalização do saneamento básico. Hoje, Itabuna coleta 82% do esgoto produzido e trata cerca de 34% desse volume.

O município já conta com recursos do Fonplata para investimentos no tratamento do esgoto, com captação em tempo seco, revitalização de duas estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) e construção de uma terceira. Para avançar no saneamento, também buscará recursos de programa federal de universalização do serviço.

OBRAS ESTRUTURANTES

Obras estruturantes são elencadas entre as principais prioridades. “Desafio grande é a duplicação da entrada de Itabuna até Ferrradas, [um trecho de] 5 quilômetros”, acrescentou, falando de uma promessa de sucessivos governos, desde a gestão de Azevedo, e que agora pode sair do papel depois de compromisso firmado com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, em setembro.

Das promessas que estão sendo executadas, o prefeito citou a duplicação da entrada de Itabuna até o Cidadelle, em Ilhéus. As obras foram iniciadas em julho passado e devem ser concluídas até o início do segundo semestre do próximo ano. O trecho será interligado à Nova Rodovia Ilhéus-Itabuna, a BA-649, por meio de viaduto e ponte nas proximidades do condomínio de alto padrão.

EMPREGOS

Augusto também elencou entre os desafios a atração de novos negócios e empresas. Uma das empresas que avançam no processo de instalação de planta industrial em Itabuna é a GNLink, investimento de R$ 180 milhões e geração de até 120 empregos no município. A empresa e o Banco do Nordeste assinaram contrato de financiamento para acelerar o processo de implantação no município, que terá uma distribuição de gás natural liquefeito e comprimido (reveja aqui).

SAÚDE E EDUCAÇÃO

Educação e saúde são das prioridades na nova gestão. O prefeito sinalizou ampliar a rede básica e atacar um dos gargalos no atendimento, que é a regulação. O município, numa parceria com o governo do Estado, deverá inaugurar, em dezembro as obras do Novo Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães.

Ao PIMENTA, Augusto também citou como prioridade buscar os investimentos em moradia por meio do “Minha Casa, Minha Vida”. Segundo ele, o processo de construção de cerca de 700 moradias para vítimas da enchente foi destravado no Tribunal de Contas da União (TCU).

A corte de contas não considerou adequado o terreno onde as moradias seriam erguidas, na Vila Paloma. Augusto adiantou que uma das áreas já definidas fica na Nova Itabuna. “A licitação já está em andamento”, assegurou. Em julho, município e estado contemplaram 80 famílias atingidas pela enchente com apartamentos no Jaçanã.