Com apoio do PT, Genilson é terceira pré-candidatura da base aliada do prefeito Tonho de Anízio
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Hoje (20), a Executiva do PT de Itacaré aprovou apoio ao vice-prefeito Genilson Souza para ser o candidato do partido nas eleições municipais de 2024. “Estamos muito felizes com essa decisão, pois temos a oportunidade de seguir com o projeto de uma Itacaré cada vez melhor”, afirmou Genilson.

A decisão segue o que foi decidido por filiados e filiadas no encontro municipal do partido, em setembro. “Aquele momento foi muito importante, pois aclamamos que o PT terá candidato à prefeitura. É muito importante para a nossa cidade seguirmos alinhados ao projeto de estado e de Brasil que temos com os governos Jerônimo e Lula”, explicou o pré-candidato.

Genilson reforçou a importância do apoio do prefeito Antônio de Anízio para a eleição. “Nosso prefeito tem 80% de aprovação na cidade. Iniciamos um projeto há sete anos e estamos trabalhando para melhorar Itacaré cada vez mais”.

“O companheiro Antônio faz o impossível para conseguir trazer as benfeitorias que estamos recebendo. E o município tem o desafio de ir além no próximo mandato. Temos esse projeto que estamos hoje e que vai dar base para avançarmos ainda mais a partir de 2025”, disse Genilson.

SUCESSÃO

O vice-prefeito é o terceiro nome da base aliada do prefeito Tonho de Anízio lançado na sucessão em Itacaré. Nego de Saronga (PSD) e Júnior Andrade (REP) também foram anunciados. Já no segundo mandato e com aprovação superior a 80%, Anízio ainda não anunciou qual será o seu candidato em 2024. Outros nomes devem ser conhecidos ainda no primeiro trimestre do próximo ano.

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O prefeito Augusto Castro (PSD) foi direto com os secretários e ocupantes de segundo e terceiro escalões: deixarão o governo aqueles que não estiverem seguindo as diretrizes de gestão.

Pautado em pesquisa, o chefe do Executivo de Itabuna exigiu que os chefes das pastas que não estão atendendo as demandas da população melhorem o quanto antes. Ou…

Já aqueles que pretendem disputar cargo eletivo, no próximo ano, devem expor as pretensões para que o prefeito comece a articular as substituições e ampliar o arco de alianças para tocar o último ano da atual administração.

Questionado pelo PIMENTA, Augusto preferiu não nominar as áreas que não estariam correspondendo. “[Fizemos uma] avaliação da política”, acrescentou.

Pesquisa mede intenções de voto dos pré-candidatos em Coaraci || Foto Pinterest
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O vice-prefeito Miltinho do Axé (PSD) aparece à frente na disputa pela Prefeitura de Coaraci, no sul da Bahia, aponta a mais recente pesquisa do Instituto Sócio Estatística. De acordo com o levantamento feito com 411 eleitores, nos dias 16 e 17 de dezembro, Miltinho tem 26,03% das intenções de voto, seguido por Célio do Asfalto, com 17,27%.

A ex-prefeita Josefina Castro (PT) tem 12,71% e a vereadora Rúbia com 11,68%. As eleições municipais serão em outubro de 2024, quando serão escolhidos prefeito, vice e vereadores.

A pesquisa ainda aponta o empresário do audiovisual Rodrigo Leite com 5,6%, seguido por Marcão, com 4,38%, e Marcos Pinto com 1,95%. Ainda 8,27% dos eleitores consultados revelaram ter a intenção de votar em branco ou nulo e 12,65% não souberam ou não responderam em quem votar para prefeito.

CENÁRIO 2: MILTINHO, CÉLIO E JOSEFINA

A pesquisa também testou um cenário mais próximo do que poderá ser reproduzido nas urnas em 2024. Miltinho do Axé consolida a dianteira em relação aos demais candidatos, com 36,25%.

Novato na política de Coaraci, Célio do Asfalto ganha pontos, mas não em igual intensidade. Vai a 21,9% no mesmo cenário que apresenta, ainda, a ex-prefeita Josefina com 17,76%.

CERTEZA/POTENCIAL DE VOTO

O levantamento aferiu potencial de voto (e rejeição) dos pré-candidatos. A liderança também é de Miltinho do Axé, com 65,45% dos eleitores respondendo que votarão com certeza ou poderão votar no vice-prefeito na disputa à Prefeitura de Coaraci.

Célio do Asfalto se mantém na segunda posição: 42,33% dizem ter certeza ou poderão votar nele para prefeito do município baiano. É de 37,55% o potencial de voto da pré-candidatura de Josefina, que já governou Coaraci por dois mandatos consecutivos, no período de 2009 a 2016.

REJEIÇÃO

Há o outro lado da moeda, o da rejeição. O menos rejeitado é justamente quem lidera a pesquisa de intenções de voto. Segundo a Sócio Estatística, 25,06% disseram que não votariam, de jeito nenhum, em Miltinho do Axé.

A rejeição de Célio do Asfalto é maior: 43,31% dos eleitores coaracienses dizem que não votariam nele. Nesse quesito, a ex-prefeita tem 54,5%. Dos pré-candidatos, o campeão em rejeição é Marcos Pinto, com 56,2% dos eleitores descartando votar nele.

Marcelo Belitardo, Félix e Éden em reunião que selou apoio eleitoral || Foto Divulgação
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O deputado federal e presidente do PDT da Bahia, Félix Mendonça Júnior, anunciou o apoio do partido ao projeto de reeleição do prefeito de Teixeira de Freitas, Marcelo Belitardo (UB). O parlamentar teve encontro com o prefeito em Salvador, na manhã desta sexta-feira (15). O apoio da legenda foi selado com a presença do presidente do PDT no município do extremo-sul, Éden Barreto.

Marcelo Belitardo disse considerar o apoio pedetista essencial para a sua reeleição. “O PDT é um partido que tem identidade e força política, com totais condições de nos ajudar cada vez mais na tarefa de continuar esse trabalho de crescimento do nosso município. Estamos felizes com essa decisão do deputado Félix”, disse o prefeito.

Já o presidente estadual do PDT disse que a legenda se articula para crescer no estado, inclusive na região extremo-sul. “Estamos atuando para que o partido saia de 2024 mais fortalecido, e esse apoio ao prefeito Marcelo Belitardo, que tem feito uma boa gestão, faz parte desse processo”, frisou.

No sentido horário, Neide, Ênio, Jeová e Elinho durante encontro que oficializou apoio à pré-candidatura a prefeito de Elinho
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A vereadora Neide de Adelson (PSD) retirou a sua pré-candidatura a prefeita de Buerarema e anunciou apoio ao nome de Elinho Almeida (Avante) na sucessão . O apoio foi selado durante encontro, neste domingo (10), com a participação do empresário e líder político Jeová Rosário e com o vereador Ênio Vieira (PSD).

Mais votado para o cargo de vereador de toda a história de Buerarema, Elinho Almeida também presidiu a Câmara Municipal, no período 2019-2020, e agora é pré-candidato a prefeito de Buerarema. Neide argumenta que a sua decisão de apoiar o ex-vereador e empresário se deve à forte atuação de Elinho na área social e a sua preocupação em cuidar das pessoas, além da capacidade de diálogo com os diversos grupos políticos.

Elinho agradeceu o apoio e aponta o histórico de Neide e de Ênio na atenção aos bueraremenses. “Os apoios de Ênio e de Neide mostram que estamos no caminho certo. São vereadores que têm grandes possibilidades de reeleição pelo grande trabalho que fazem na cidade e com o qual me identifico. São fortes apoios daqueles que fazem bonito trabalho social”, afirmou.

Pré-candidato a prefeito de Buerarema pelo Avante, Elinho disse que o grupo vem mantendo conversas e o nome da oposição para disputar a sucessão de Vinicius de Orlando (UB) deverá ser definido no primeiro trimestre de 2024. “As conversas evoluem bem e deveremos ter um nome de renovação e que dialogue com todos para que Buerarema possua voltar a crescer”.

Chico França, ao centro, ouve moradores do Vila Anália || Foto Divulgação
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Pré-candidato a prefeito de Itabuna pelo PL, o engenheiro e empresário Chico França (PL) vai se reunir com lideranças comunitárias para definir propostas para o município. Na última semana, ele se reuniu com moradores da Vila Anália para ouvir os moradores da localidade.

Dirigente da Associação de Moradores da Vila Anália, Major Aguiar falou da necessidade de pavimentação de ruas e criticou transporte sucateado, além do o canal “a céu aberto”, provocando proliferação de insetos e mau cheiro. Na saúde, queixou-se da demora na entrega de exames e apontou mortalidade de pessoas por falta de assistência médica devida, dentre outros assuntos.

Após ouvir os moradores, Chico França abordou possíveis soluções e se colocou a disposição para buscar melhorias para o Vila Anália e demais bairros periféricos de Itabuna. O empresário e engenheiro já foi confirmado como pré-candidato do PL à Prefeitura de Itabuna pelo presidente estadual do PL, o ex-ministro João Roma.

Rosemberg defende unificação para que base aliada tenha sucesso em Itabuna
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Líder do Governo Jerônimo Rodrigues na Assembleia Legislativa (Alba) e deputado estadual com maior votação no Litoral Sul, Rosemberg Pinto (PT) vê como natural o apoio da base governista estadual à reeleição do prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), mas diz considerar legítimo que o seu partido apresente um nome para a disputa de 2024, o do ex-prefeito Geraldo Simões.

O parlamentar avalia que, “com muitos pré-candidatos e indefinições na base aliada, é preciso concentrar esforços em quem seja melhor capaz de fazer um enfrentamento ao carlismo”. Na avaliação do deputado e sociólogo, Augusto seria o nome de maior fôlego para o embate eleitoral.

OPOSIÇÃO NA LIDERANÇA

Até aqui, há seis nomes para a disputa em 2024, dentre eles o que lidera todas as pesquisas de intenções de voto, o deputado estadual Pancadinha (SDD), que é ligado ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto. A última, feita pela Compasso no período de 3 a 6 de outubro, apontava Pancadinha com 30,22% das intenções de voto ante 17,89% de Augusto e 6,61% de Geraldo. Da base governista, há apenas os nomes de Geraldo e de Augusto até aqui.

– Temos um prefeito que tem, obviamente, direito à reeleição, e apoiou a eleição de Jerônimo e Lula. Na minha opinião é quem está em melhores condições de fazer essa disputa, mas é legítimo que o partido (PT) apresente um nome e essa discussão passe a ser também no convencimento. Essa é uma posição da maioria do partido e eu espero que aconteça, para que a gente busque uma unificação – disse o líder do Governo.

Jackson e Everaldo contestam regularidade de reunião do PT; Porfírio (à dir.) a defende
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A menos de um ano das eleições de 2024, o PT fez, em todo o Brasil, plenárias municipais para debater conjuntura política. A de Itabuna, promovida sábado (28), na Câmara de Vereadores, repercutiu por explicitar o racha entre o grupo que defende candidatura própria no município e o que deseja caminhar ao lado do prefeito Augusto Castro (PSD) numa eventual tentativa de reeleição.

A plenária não teve caráter deliberativo, esclarece ao PIMENTA Everaldo Anunciação, ex-presidente do PT na Bahia. “As plenárias não foram convocadas com esse fim deliberativo, eram de análise de conjuntura, para as pessoas externarem o que pensam, mas não para deliberar sobre candidatura própria ou sobre apoio a candidato de outro partido”.

“O espaço para a essa decisão será nas reuniões dos diretórios municipais”, acrescenta o dirigente, que integra o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), criado pela Executiva do PT para acompanhar o processo eleitoral nas cidades brasileiros com mais de 100 mil habitantes. A Bahia tem dez municípios na lista, a exemplo de Salvador, Ilhéus e Itabuna.

Logo após a plenária, ainda no sábado (28), a Câmara de Vereadores também sediou reunião do Diretório Municipal do PT, que havia sido convocada na quarta-feira (25). O texto da convocação informa que seria deliberado sobre a proposta de candidatura majoritária própria ou o apoio a uma candidatura de outro partido.

No segundo ato político, os dirigentes decidiram que, nas eleições de 2024, o PT de Itabuna vai apoiar a tentativa de reeleição do prefeito Augusto Castro (PSD), caso ele seja realmente candidato. Conforme a ata, esse posicionamento será levado à Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV). Ao PIMENTA, o vereador Manoel Porfírio antecipou que a Federação pode apreciar a matéria ainda nesta semana.

DECISÃO CONTESTADA

A convocação extraordinária para a reunião de sábado (28), diferentemente da plenária, não partiu da Executiva Municipal do PT, mas de um grupo formado por 15 dos 24 membros do Diretório Municipal. O número supera o mínimo estabelecido pelo Estatuto do PT, que autoriza a convocação com o endosso de um terço (8) do total de dirigentes (24).

Instaurada a reunião, qualquer posicionamento precisa do apoio de dois terços dos membros do Diretório. No sábado (28), 15 dirigentes assinaram a ata que registra a decisão de caminhar com Augusto Castro. De acordo com o presidente municipal do PT, Jackson Moreira, para ter validade, a decisão deveria ter sido endossada por, pelo menos, 16 membros do Diretório.

Além disso, segundo Jackson, a convocação extraordinária é inválida, porque não chegou ao conhecimento de todos os membros do Diretório, inclusive ao dele. O presidente também questiona a presença de três assinaturas no documento, as de Jonatas Thiago de Souza, Beatriz Santos Augusto e Marcos Antônio Dormundo. Conforme Jackson, eles não estão habilitados a votar como membros do Diretório.

Everaldo Anunciação também questiona a regularidade da autoconvocação de sábado, apesar da autorização citada acima. “Não tem validade. O que tem de real hoje, no PT de Itabuna, é Geraldo Simões, que coloca o nome dele como pré-candidato, como qualquer um pode colocar. E há um grupo dentro do PT que defende o apoio à reeleição do prefeito Augusto, mas não tem deliberação nenhuma”, declarou.

MANOEL PORFÍRIO: NO PT, GERALDO NÃO É MAIS PRÉ-CANDIDATO

O PIMENTA também ouviu o vereador Manoel Porfírio, articulador do movimento por Augusto no PT. Conforme o parlamentar, tanto a convocação como a reunião cumpriram os requisitos do Estatuto do PT e da resolução sobre as eleições do próximo ano. Ele enviou ao site imagens da convocação e da ata da reunião (veja aqui e aqui).

Sobre os três dirigentes citados por Jackson, Manoel Porfírio disse que eles são membros regulares da instância partidária. O parlamentar questionou por que, até o momento, o Diretório Estadual do PT ainda não foi acionado pelo presidente municipal. “Eles nem recursaram, eles sabem que perderam”.

Porfírio também refutou a alegação de que os dirigentes não foram devidamente notificados. O próprio Jackson, segundo ele, foi informado da convocação, de forma presencial. Além disso, argumentou que o cálculo dos dois terços para a tomada de decisão do Diretório leva em conta um total de 22 membros, e não 24. Por isso, 15 assinaturas bastam, alegou. “Se tivesse qualquer coisa errada, eles tinham recursado para a Estadual”.

Para Manoel Porfírio, desde sábado, o ex-prefeito Geraldo Simões não pode mais ser chamado de pré-candidato a prefeito de Itabuna pelo PT, até o eventual provimento de recurso no sentido contrário. O interdito, alerta o vereador, será notificado aos meios de comunicação que se referirem ao ex-prefeito dessa forma. “Ele pode ser pré-candidato do MDB, de qualquer P, mas do PT, não. Está no vídeo que mandei”. Assista à gravação mencionada pelo vereador, com a leitura da ata da reunião de sábado (28).

Marcus Flávio: "estaremos à disposição" || Foto PIMENTA
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Corria o ano de 2016. À época, especulava-se que o grupo do então prefeito Jabes Ribeiro (PP) tentava atrair Marcus Flávio Rhem da Silva para uma aliança improvável, pois o advogado e ex-vereador é filho do ex-prefeito Antônio Olímpio (1931-2023), adversário histórico de Jabes. Pesando ou não a influência da família, que era contrária ao arranjo, Marcus decidiu caminhar ao lado do prefeito Mário Alexandre (PSD), que, naquele ano, conquistaria o primeiro de seus dois mandatos.

Corta para 2023. Aproxima-se o fim do segundo mandato de Marão, e o prefeito anunciou que deixará o debate eleitoral para o início de 2024. Questionado se tem o nome à disposição para, eventualmente, ser o candidato do grupo a prefeito, Marcos Flávio introduziu a resposta com a recordação de que Mário e ele são amigos há mais de 35 anos.

– O apoiei nas duas eleições e, hoje, ele me convidou para integrar uma Secretaria extremamente importante, que é a de Desenvolvimento Econômico e Inovação. Evidentemente, ainda acho prematuro falar de sucessão, embora estejamos a um ano das próximas eleições municipais – declarou o secretário municipal, nesta terça-feira (17), em entrevista ao PIMENTA.

Marcos Flávio enfatizou o papel de Mário, da deputada estadual e primeira-dama Soane Galvão (PSB), dos senadores baianos e do governador Jerônimo Rodrigues (PT), além do ministro Rui Costa. “Se optarem pelo nosso nome, estaremos à disposição sempre. Mas, se houver outro nome, que também faça parte do grupo, iremos estar juntos. Acredito que tenhamos que dar continuidade a esse trabalho, que vem revolucionando o município nos sete anos das duas gestões do prefeito Mário Alexandre”, emendou.

ACENO?

Numa entrevista recente, Marão disse que Marcos tem estilo parecido com o seu. Falava, especificamente, do tom conciliatório. Perguntamos ao secretário se, com a chegada dele à Pasta de Desenvolvimento Econômico, o prefeito acena com a possibilidade de indicá-lo à sucessão.

– Não sei. Não conversamos sobre isso. Ele é muito enfático nas reuniões, [dizendo] que não existem candidatos agora, que as candidaturas surgirão naturalmente, no momento oportuno. Mas, é uma Secretaria extremamente relevante, a deputada Soane ocupou esse cargo anteriormente, dá visibilidade às ações que estamos adotando. Vamos ver o que vai acontecer nesse futuro curto. Falta apenas um ano – respondeu o gestor. Hoje, Marcos é filiado ao PSB, mesmo partido do vice-prefeito Bebeto Galvão, que já colocou a pré-candidatura a prefeito na rua.

O PIMENTA entrevistou Marcus Flávio após o pré-lançamento do calendário de Ilhéus para o próximo verão, no Hotel Jardim Atlântico. Ele não discursou no evento. Quando deixava o local, o representante de um segmento econômico o cumprimentou: “Meu prefeito!”. E o secretário sorriu. Atualizado às 17h53min.

Marão: aval de Otto e prudência
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Sempre que instado a falar sobre as eleições de 2024, o prefeito Mário Alexandre sai pela tangente. Para não deixar o interlocutor sem resposta, costuma dizer que é assunto para o próximo ano. Com o aval do senador Otto Alencar, presidente do PSD na Bahia, Marão conhece o peso de suas palavras nesse jogo e decidiu usá-las com prudência.

Se alguém levanta um nome, ele não descarta. Nem abraça. Com seu estilo pacificador, pontua a resposta com um elogio à pessoa citada. Para decidir quem receberá seu apoio na sucessão, o pré-candidato do grupo, o prefeito de Ilhéus quer tempo e deixa isso claro ao adiar a decisão para 2024.

De tão evidente, o banho-maria do prefeito atrai especulações sobre os motivos. No comando de três vitórias eleitorais acachapantes, somando seus dois mandatos ao da deputada estadual e primeira-dama Soane Galvão (PSB), Marão tem um capital político a zelar. E a investir.

BENTO

Nos bastidores, o secretário de Gestão de Ilhéus, Bento Ribeiro, é visto como possível candidato do grupo, por ter a confiança do prefeito, de Soane e da ex-deputada estadual Ângela Sousa.

Eleger um aliado com esse nível de entrosamento político, segundo essa versão de bastidor, seria o caminho mais seguro para os próximos passos de Marão na vida pública, como eventual candidatura à Câmara dos Deputados, em 2026, mesmo ano em que Soane deverá buscar a reeleição.

Para investir ou não seu capital político em Bento, Mário Alexandre teria em vista o desenrolar do inquérito da Polícia Federal em que o secretário é um dos investigados. Este seria um dos motivos para o adiamento do debate sobre as eleições, na avaliação de alguns analistas.

DIVERGÊNCIA PÚBLICA

O timing para a definição sobre o processo eleitoral está no fundo de uma divergência pública entre Mário Alexandre e o vice-prefeito Bebeto Galvão (PSB). Segundo o socialista, a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) não pode se dar ao luxo de esperar até 2024 para se articular em torno de um nome em Ilhéus. Ele falou sobre o assunto em entrevista ao podcast Super Blogs, na última quinta-feira (5), e em matérias aqui no PIMENTA.

Para sustentar seu ponto de vista, Bebeto recorreu ao exemplo das eleições de Salvador em 2020, quando o então governador Rui Costa, atual ministro da Casa Civil, protelou o debate sobre a chapa da base para o ano do pleito, e o grupo foi atropelado por Bruno Reis (UB), eleito no primeiro turno com o apoio do então prefeito ACM Neto.

Miltinho do Axé com Otto Alencar (centro) e o suplente de deputado Marcone Amaral || Foto PSD/BA
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Na manhã desta terça-feira (10), Miltinho do Axé recebeu o apoio do senador e presidente estadual do PSD, Otto Alencar, para a disputa à Prefeitura de Coaraci, município do sul da Bahia. O apoio foi selado durante encontro com a participação do suplente de deputado estadual Marcone Amaral, que foi apoiado em 2022 por Miltinho, e do dirigente do PSD de Itabuna e do núcleo sul-baiano do partido, Alcântara Pellegrini.

Otto destacou qualidades vistas no pré-candidato ao declarar o apoio. “Acredito no projeto de Miltinho do Axé para Coaraci. Ele é um homem trabalhador e honesto, que conhece as necessidades do município e tem propostas concretas para melhorar a vida da população”, afirmou o senador baiano.
Miltinho acredita que, com o apoio do senador Otto Alencar, seu nome se consolida como das principais pré-candidaturas da sucessão no município sul-baiano em 2024. “Agradeço ao senador Otto Alencar pelo apoio prestado à minha pré-candidatura a prefeito de Coaraci. É uma honra contar com o apoio de um homem público tão respeitado e comprometido com a Bahia”, disse Miltinho do Axé. O apoio de Otto assegura o pré-candidato em um partido da base governista.
Transporte público deverá demandar a atenção de candidatos em 2024 || Foto ABr
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As propostas para melhorar o transporte público podem ser um diferencial importante para conquistar o voto dos eleitores.

 

Oscar Silva

Os principais fatores que contribuem para a crise no transporte público são:

* Falta de investimento – O transporte público é um serviço essencial, mas que muitas vezes é negligenciado pelos governos. A falta de investimento em infraestrutura, frota e pessoal leva a um serviço de qualidade inferior, com atrasos, lotação e aumento da tarifa.

* Gestão ineficiente – A gestão do transporte público também é um problema. Muitas vezes, os contratos são mal feitos, as empresas são ineficientes e os serviços são prestados de forma inadequada.

* Aumento da demanda – O crescimento populacional e a urbanização também contribuem para a crise no transporte público. A demanda por transporte aumenta, mas a oferta não acompanha.

A crise no transporte público tem um impacto negativo na qualidade de vida da população. Os usuários do transporte público são frequentemente prejudicados por atrasos, lotação e aumento da tarifa. Isso afeta o acesso ao trabalho, à educação e aos serviços essenciais.

Nas eleições municipais, a crise no transporte público é um tema que pode influenciar o voto dos eleitores. Os candidatos que apresentarem propostas concretas para melhorar o transporte público podem ter mais chances de vencer.

A seguir, são apresentados alguns exemplos de como a crise no transporte público pode influenciar as eleições municipais:

* Eleitores podem votar em candidatos que prometem melhorar o transporte público. Se um candidato apresentar propostas concretas para melhorar o transporte público, ele pode conquistar o voto dos eleitores que estão insatisfeitos com o serviço atual.

* Eleitores podem votar em candidatos que representam partidos ou movimentos que defendem a melhoria do transporte público. Se um partido ou movimento tem uma agenda clara de defesa do transporte público, ele pode conquistar o voto dos eleitores que estão preocupados com esse tema.

*Eleitores podem votar em candidatos que representam bairros ou regiões que são mais afetados pela crise no transporte público. Se um bairro ou região está enfrentando problemas graves com o transporte público, os eleitores podem votar em candidatos que prometem resolver esses problemas.

É importante que os candidatos às eleições municipais estejam cientes da importância do transporte público para a população. As propostas para melhorar o transporte público podem ser um diferencial importante para conquistar o voto dos eleitores.

Oscar Silva é diretor da Compasso Pesquisa.

Ismerim (à esq.) aponta barreira para Soane ser candidata a prefeita em 2024 || Fotos Blog do Anderson e PMI
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A deputada estadual Soane Galvão (PSB) comentou a possibilidade de ser candidata a prefeita de Ilhéus em 2024, durante entrevista ao radialista Vila Nova, d’O Tabuleiro, da Ilhéus FM. “A legislação permite que a senhora seja candidata?”, questionou o apresentador, após contextualizar que o nome da primeira-dama apareceu em especulações sobre a sucessão do prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD).

Soane disse que está focada no trabalho que se propôs a fazer quando se candidatou, em 2022. Mas ponderou que Mário é seu guia político. “Se Marão quiser, eu serei o que ele quiser. Se ele falar que a minha missão é ser prefeita, eu serei, em acordo com o nosso povo, porque eu tenho certeza que Mário é povo. Se o povo pedir, se ver que as ruas, alguém está solicitando, ele é quem vai definir”.

A resposta não contemplou a pergunta sobre a possibilidade legal de uma candidatura da primeira-dama a prefeita de Ilhéus em 2024. Para enfrentar a questão, o PIMENTA ouviu dois advogados, Ademir Ismerim, referência do Direito Eleitoral em todo o Brasil; e Renata Mendonça, consultora da Comissão de Direito Eleitoral do Conselho Federal da OAB.

IMPOSSÍVEL

Não há possibilidade de Soane ser candidata a prefeita de Ilhéus em 2024, porque seria o terceiro mandato consecutivo nas mãos da mesma família, sustenta Ademir Ismerim. “Tem algumas hipóteses em que os parentes de até segundo grau podem ser candidatos. Exemplo: se ele [Mário] estivesse no primeiro mandato e renunciasse até seis meses antes da eleição, ela poderia sucedê-lo.  Só que, caso fosse eleita, não poderia ser candidata à reeleição, porque iria para o terceiro mandato familiar”.

Renata Mendonça: eles vivem relação conjugal pública

Renata Mendonça corrobora. “De fato, Soane não pode ser candidata, porque ela tem a inelegibilidade reflexa, que é a do cônjuge. Por causa dessa inelegibilidade, que é para evitar que haja um terceiro mandato utilizando os parentes, no caso dela, a cônjuge, a Constituição faz essa vedação”.

Para o impedimento mencionado, é indiferente se há ou não um casamento civil. A diferença se dá apenas na forma de determinação da inelegibilidade, explica Ismerim. “Se são casados civilmente ou, como diz o povo, no papel, basta juntar a certidão de casamento. Se não, o processo admite uma instrução; pedir ao juiz para ouvir testemunha, juntar documento, declarações de imprensa, que comprovem que eles convivem maritalmente”.

Já a advogada complementa. “Eles vivem uma vida conjugal pública. No mínimo, seria a caracterização de uma união estável, que também atrai a inelegibilidade reflexa”.

PRECEDENTE RIGOROSO

Ismerim: nem morte de mandatário afasta inelegibilidade de familiar de até 2º grau

O advogado Ademir Ismerim recordou caso ilustrativo do rigor do impedimento em questão. No dia 25 de julho de 2014, a então prefeita de São Francisco do Conde, Rilza Valentim (PT), faleceu. A Justiça Eleitoral impediu a irmã de Rilza, Ralison Valentim, de ser candidata a prefeita da cidade da Região Metropolitana de Salvador. “Ela faleceu no curso do segundo mandato. A irmã dela se lançou candidata, e a Justiça indeferiu a candidatura. Veja bem, nem no caso de falecimento, nem assim deixou ser candidata. Imagine uma simples renúncia”.

Everaldo Anunciação assume tarefa na Executiva Nacional do PT || Foto PIMENTA
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O PT se organiza para a corrida eleitoral do próximo ano, quando, pela primeira vez, as eleições municipais serão disputadas com as federações partidárias. Desde o ano passado, os petistas se juntaram a PV e PCdoB na Federação Brasil da Esperança, que comandou a conquista do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a quinta vitória consecutiva do grupo no Governo da Bahia.

Dirigente Nacional do PT e ex-presidente estadual da legenda, Everaldo Anunciação deixou a coordenação do processo de pré-campanha no eixo Bahia-Sergipe e passou a colaborar com o Grupo de Trabalho Eleitoral, responsável pela estratégia do Partido nas maiores cidades do País.

O GTE é coordenado pelo senador pernambucano Humberto Costa. “Claro que, por estar na Bahia, vou ter essa presença natural [no estado]”, explica Everaldo ao PIMENTA, por telefone.

Ontem (28), a Executiva Nacional do PT aprovou resolução sobre o pleito de 2024. “A orientação é no sentido de que haja um esforço para que, até 30 de novembro, o PT possa construir resoluções sobre as eleições, seja para ter candidaturas próprias ou para apoiar outras candidaturas, na Federação ou na base aliada”, explica Everaldo.

Para ser aprovado, qualquer posicionamento terá que receber o apoio de dois terços dos dirigentes de cada município. “Não havendo isso [apoio de 2/3], vamos abrir prazos para pré-candidaturas e plenárias, com indicativo de que a resolução não ultrapasse abril de 2024”, complementa.

FOCO

O Grupo de Trabalho Eleitoral vai se dedicar apenas aos municípios com mais de 100 mil eleitores, antecipa Everaldo ao PIMENTA. “Essas cidades vão ter autonomia para tomar decisões, mas a deliberação passará pela consulta da Direção Nacional”.

O dirigente também falou da principal diretriz da Executiva sobre as eleições de 2024. “[O caminho] é respeitar a legitimidade da candidatura própria do PT, da Federação ou de qualquer partido da base, mas o importante é construir unidade na base, porque foi isso que deu o sucesso das cinco eleições que ganhamos na Bahia e o retorno de Lula. Foi essa capacidade de aglutinar”.

Bebeto Galvão: "minha pré-candidatura está colocada" || Foto Classe Política
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O vice-prefeito Bebeto Galvão (PSB) já manifestou ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ao prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), o desejo de ser o candidato da base à Prefeitura de Ilhéus em 2024. “Minha pré-candidatura está colocada”, disse Bebeto ao PIMENTA, nesta segunda-feira (25), por telefone.

“Conversei com o governador há algum tempo, mas disse a ele que só o faria [anunciaria a pré-candidatura] após ter uma conversa com o prefeito Mário. Fiz a conversa com o prefeito Mário. Perguntei se ele havia decidido um candidato dele, ou se o PSD teria [escolhido um nome]”, acrescentou o vice-prefeito, antes de enfatizar que Mário Alexandre não se posicionou sobre o assunto.

Para Bebeto, foi importante inteirar o prefeito das suas conversas com lideranças da base de Jerônimo e de outros campos. Segundo ele, em Ilhéus, conduzir o processo eleitoral é prerrogativa de Marão. “[Cabe ao prefeito] juntar esses pré-candidatos, de modo a construir coesão interna do nosso bloco de governo, no estado e no município, para ver quem tem a melhor condição de liderar o projeto de cidade”.

O vice-prefeito considera natural que Marão se reserve o direito de iniciar o diálogo sobre as eleições de 2024 mais à frente. O prefeito tem dito que deixará o assunto para o ano que vem.

CONVERGÊNCIA

Quando o PIMENTA solicitou que Bebeto descrevesse a reação do prefeito ao ouvir que ele pretende ser o candidato do grupo, o socialista reivindicou seu papel na reeleição de Mário Alexandre, em 2020, e na eleição de Soane Galvão a deputada estadual pelo PSB, no ano passado.

– Soane elegeu-se, sem falsa modéstia, com minha ajuda decisiva. Eu posso dizer quais foram as cidades [nas quais a deputada colheu frutos da entrada no PSB] – reforçou Bebeto Galvão, que, apesar do sobrenome, não tem parentesco com a primeira-dama de Ilhéus.

Também citou o desejo de reproduzir essa aliança. “[Quero] que a gente faça esse entendimento e continue convergindo no projeto eleitoral para 2024 e para o futuro de Mário, o futuro do nosso bloco de poder na cidade”.

ENTRADA DO PCdoB NO GOVERNO

Lideranças do PCdoB não escondem simpatia ao nome de Bebeto Galvão como possível candidato a prefeito. O PIMENTA questionou se a entrada dos comunistas no Governo de Ilhéus fortalece a posição do vice-prefeito no grupo.

“Fui um dos coordenadores da campanha presidencial de Lula em Ilhéus, em 1989. De lá pra cá, tenho me perfilado sempre à esquerda. Isso gera raízes, confiança. Fui do PCdoB, tenho relações construídas no PCdoB. É natural que um ou outro companheiro possa ter inclinação pelo meu nome. Agora, a chegada do PCdoB [no Governo] não tem a ver com essa decisão relacionada a 2024″, respondeu Bebeto.