Wagner, Bento e Marão durante encontro em Brasília
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Quando o assunto é a própria sucessão, o prefeito Mário Alexandre (PSD) parece decidido a seguir aquela moda do Instagram: não diz nada, mas esbanja sinais.

Direto de Brasília, fez circular foto em que aparece ao lado do senador Jaques Wagner (PT) e do secretário de Gestão de Ilhéus, Bento Lima, considerado favorito para a indicação de pré-candidato à Prefeitura com a bênção do prefeito.

QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ

Bento segue a linha do líder. Até agora, não falou em público sobre o desejo de ser o candidato do grupo. Porém, não faltam sinais.

Antes restrito aos bastidores, o secretário passou a marcar presença em eventos ao lado de Marão. No Carnaval, curtiu o show de Jau em cima do palco. Depois, compareceu à posse do reitor da Uesc, Alessandro Fernandes de Santana. Amanhã (8), deve pintar na apresentação de Vanessa da Mata em homenagem ao Dia da Mulher.

Como ensina o dito popular, quem não é visto não é lembrado.

Vereadores têm até 5 de abril para trocar de partido
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Vereadores de todo o Brasil têm de hoje (7) até 5 de abril para mudar de partido visando às eleições de 6 de outubro deste ano. Considerada justa causa para troca de legenda sem perda de mandato, a janela partidária está prevista na Lei dos Partidos Políticos (artigo 22-A da Lei nº 9.096/1995) e na Resolução TSE nº 23.738/2024 (calendário eleitoral).

A permissão é válida somente para vereadores porque estamos em ano de eleições municipais e, portanto, esses parlamentares estão no final do mandato conquistado em 2020. O mesmo direito será garantido a deputados estaduais, federais e distritais em 2026.

A medida se consolidou como saída para a troca de legenda após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que estabeleceu a fidelidade partidária para os cargos obtidos em eleições proporcionais. A determinação, regulamentada pela Resolução TSE nº 22.610/2007, estabelece que, nesses pleitos, o mandato pertence ao partido e não à candidatura eleita.

Além da janela partidária, existem duas situações que permitem a mudança de legenda com base em justa causa. São elas: desvio do programa partidário ou grave discriminação pessoal.

Jerberson Josué analisa cenário eleitoral em Ilhéus || Foto Divulgação
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O prefeito deve apresentar Bento Lima aos caciques dos mais de dez partidos do seu arco de aliança e espera resposta positiva do PSD, que também tem em sua disputa pela indicação do seu candidato majoritário o ex-presidente da Câmara de Ilhéus o vereador Jerbson Morais

 

Jerberson Josué

Como era de se esperar, o prefeito Mário Alexandre (PSD) se movimenta pra fazer a maior coligação possível para seu prefeiturável e está em Brasília, em articulações e reuniões, objetivando convencer os caciques nacionais dos partidos a estarem consigo na viabilização da sua pretensão de eleger seu sucessor.

Em seu radar está seu correligionário e senador Otto Alencar, com quem espera aparar arestas e dirimir dúvidas sobre o controle local do seu próprio partido, em decorrência de rusgas advindas das articulações que Marão tem protagonizado, principalmente em Itabuna, Itajuípe e alguns outros municípios sul-baianos.

Em Brasília, Marão está buscando apoio declarado do senador e líder do Governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT), e do ministro e ex-governador Rui Costa (PT), com quem o prefeito teve o maior parceiro quando era governador. Outras reuniões e encontros estão na agenda do prefeito Marão e de dois influentes e fortes secretários, Ari Santos, o articulador político do governo, e o provável pré-candidato Bento Lima.

Mário Alexandre já conta com mais de dez partidos sob seu controle, que deverão proporcionar maior aparelhamento e recursos de campanha, mas que não garantem eleição tranquila e fácil. Na trajetória eleitoral das pretensões de Marão, estão possíveis candidatos majoritários competitivos e que circulam pela cidade e seus distritos, com disposição de engrossar o caldo pro lado do prefeito e seu prefeiturável.

Neste contexto está o ex-prefeito Jabes Ribeiro (PP), que circula pelos quatro pontos cardeais da cidade em busca dos seus amigos de 50 anos de vida pública. Também há o empresário Valderico Reis Júnior (UB), que deverá contar com uma frente ampla oposicionista de peso, com perspectiva de coordenação sob controle do ex-presidente da União de Vereadores da Bahia (UVB) e ex-presidente da Câmara de Vereadores de Ilhéus advogado Joabs Ribeiro, que é irmão de Jabes Ribeiro.

Quem também quer ser prefeito de Ilhéus é o vereador Augustão, que tem garimpado bons apoios e transitado bem em diversos segmentos sociais da cidade, com protagonismo que já está fazendo sua candidatura ganhar musculatura e ser alvo de diversos convites para ser vice de alguns dos demais pré-candidatos. De saída do PT, o vereador está de malas prontas para uma possível filiação ao PDT, garantido sua participação majoritária no pleito eleitoral de 2024.

O bolsonarismo tem no pré-candidato Coronel Resende (PL) uma alternativa ideológica baseada no eleitorado da direita e cujo contingente não pode ser considerado como insignificante. No campo governista, 4 pré-candidaturas disputam preferência da máquina municipal, estadual e federal. Essa é a mais disputada de todas vagas, o candidato que poderá participar da campanha eleitoral dizendo ser o candidato do presidente Lula, governador Jerônimo, Rui, Wagner e Otto. Esses apoios possuem apelos consistentes no eleitorado ilheense, que vê esse alinhamento de forma positiva.

O prefeito deve apresentar Bento Lima aos caciques dos mais de dez partidos do seu arco de aliança e espera resposta positiva do PSD, que também tem em sua disputa pela indicação do seu candidato majoritário o ex-presidente da Câmara de Ilhéus o vereador Jerbson Morais, que está rompido com seu correligionário Marão e se sustenta no deputado federal Paulo Magalhães (PSD), para acreditar que terá o beneplácito do PSD, para preterir Bento e ser seu prefeiturável.

“Correndo por fora” e “comendo pelas beiradas” para se tornar opção do grupo situacionista está o vice-prefeito Bebeto Galvão (PSB). Duas mulheres são pré-candidatas a prefeita de Ilhéus: a secretária de Educação da Bahia, a médica e professora Adélia Pinheiro (PT), e a advogada Wanessa Gedeon (Partido Novo). Recentemente o PRTB lançou a pré-candidatura de Edson Silva a prefeiturável.

Fora das hordas governistas e oposicionistas, transitando no campo da rejeição a quem não quer sair do poder e todos os demais que pretendem entrar no poder, está o ex-vereador Makrisi de Sá (Psol-Rede), com propostas que esquentarão a temperatura das eleições e buscarão cooptar o eleitorado exausto dos nomes que serão seus adversários na disputa à sucessão de Marão!

Jerberson Josué é ativista social.

Marinho recebe Si Dantas, que confirma filiação ao Republicanos e pré-candidatura
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Si Dantas confirmou, hoje (4), sua filiação ao Republicanos para disputar a Prefeitura de Itajuípe, no sul da Bahia, no pleito de outubro próximo. A pré-candidata se reuniu com o presidente estadual da legenda, o deputado Márcio Marinho, em Salvador, nesta manhã de segunda.

A pré-candidata já foi vice-prefeita de Itajuípe, no período de 2009 a 2012, quando teve atuação na área social reconhecida. “Si Dantas traz para o nosso partido a sensibilidade feminina e a força política para ajudar o povo de Itajuípe. Terá nosso apoio com emendas e apoio junto aos governos federal e estadual para fazer uma grande gestão. É uma grande satisfação poder recebê-la”, disse o deputado federal Márcio Marinho, presidente estadual do Republicanos.

Si Dantas pretende estimular o desenvolvimento econômico, com fortalecimento do microempreendedorismo e estímulo à criação de novos negócios. Si fala em ações para o meio rural com melhores condições de acesso para mobilidade da população e escoamento da produção..

“Queremos desenvolver um grande trabalho à frente de Itajuípe. Todos lembram como era Itajuípe antes de nosso time governar nossa cidade. Bastava dizer que era de Itajuípe que não obtinham crédito. Resgatamos o orgulho de ser itajuipense”, relembra. “Vamos fazer um governo dialogando com a população e buscando apoios do governo do estado e federal”, disse.

ELEIÇÕES EM ITAJUÍPE

A disputa em Itajuípe tem, até agora, três pré-candidatos. Leo da Capoeira, que rompeu com o suplente de deputado estadual Marcone Amaral (PSD), filiou-se ao Avante no mês passado. A vereadora Lusiane da Saúde foi anunciada como o nome de Marcone na sucessão deste ano. Vai para a disputa pelo PSD.

Bernadete anuncia pré-candidatura de Makrisi pelo PSOL
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Agora é oficial. O ex-vereador Makrisi Angeli encerrou sua história de 18 anos no PT e anunciou, hoje (23), filiação ao PSOL, como pré-candidato a prefeito de Ilhéus. A mudança já era dada como certa (relembre), mas faltava o anúncio.

Para a presidente do PSOL em Ilhéus, Bernadete Souza, com Makrisi, o partido oferece à sociedade uma pré-candidatura forjada nos movimentos sociais, numa referência à trajetória do novo filiado, que militou na juventude católica, em conselhos municipais, como o de Saúde, no Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário da Bahia (Sinpojud).

“DESCASO VISÍVEL”

De acordo com Makrisi, o município não pode continuar a eleger políticos que, segundo ele, representam conchavos de interesses pessoais. Em nota, o pré-candidato afirma que os serviços públicos tocados pela Prefeitura não correspondem aos investimentos do Governo da Bahia em Ilhéus.

“Apesar do município ter recebido vários investimentos do Estado, quando observamos os serviços públicos sob responsabilidade da prefeitura, a exemplo da saúde, educação, transporte e infraestrutura, o descaso está visível”, concluiu.

Ana Melo, Ednei, Adélia, Cijay e Enilda no evento na Apcef || Foto PIMENTA
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Um grupo de mulheres promoveu ato de apoio à pré-candidatura da secretária da Educação da Bahia, Adélia Pinheiro, a prefeita de Ilhéus. O evento recebeu a adesão de militantes e dirigentes do Partido dos Trabalhadores, ao qual a pré-candidata vai se filiar em breve. Estavam lá o presidente local do PT, Ednei Mendonça; a vereadora Enilda Mendonça e o deputado estadual Rosemberg Pinto, líder do Governo Jerônimo Rodrigues na Assembleia Legislativa.

Também marcaram presença o presidente municipal do PV, Rogério Matos; o ex-vereador Alisson Mendonça; o artista plástico Goca Moreno; o ex-prefeito de Itajuípe Marcone Amaral (PSD); a diretora do Colégio Vitória, Ana Carolina Melo, que é irmã de Adélia; e a professora Marlucia Mendes da Rocha, ex-secretária de Educação de Ilhéus.

Dos partidos que integram a Federação Brasil da Esperança, PT, PV e PCdoB, apenas os comunistas não tiveram representante no evento deste domingo (18), na Apcef, onde foi servida uma feijoada aos presentes.

Tupinambás manifestam apoio a Adélia || Foto Dayanna Monstans

No final do evento, o PIMENTA observou a Adélia Pinheiro que o PCdoB não havia escalado representante para o ato. “Eles vão vir”, comentou a pré-candidata, referindo-se não ao ato deste domingo, mas à construção de sua pré-candidatura.

BENTO?

Também ouvida pelo PIMENTA na Apcef, figura experiente da política local atribuiu a ausência dos comunistas a uma suposta interferência do secretário de Gestão do município, Bento Lima. Ele teria ficado insatisfeito com a divulgação de imagem em que representantes da Federação Brasil da Esperança apareceram ao lado de Adélia Pinheiro, na semana passada.

Ainda segundo a fonte, o secretário, que tenta viabilizar a própria pré-candidatura a prefeito, teria ameaçado retirar os cargos do PCdoB do Governo Marão, caso algum comunista fosse comer a feijoada de Adélia.

O QUE DIZ O PRESIDENTE DO PCdoB

Procurado pela reportagem, o presidente do PCdoB em Ilhéus, Rodrigo Cardoso, afirmou que, se o secretário Bento Lima ficou mesmo insatisfeito com a reunião da Federação com Adélia, ele não tratou disso com ninguém do partido. “E essa ameaça também não ocorreu.
Pelo que conheço do secretário e de seu diálogo respeitoso com o PCdoB, também não creio que o faria”, completou.

Rodrigo também fez a ressalva de que o PCdoB ocupa espaço limitado no Governo Marão, como um gesto a favor da construção da unidade da base de Jerônimo na sucessão do prefeito. Na visão dele, Mário Alexandre acumulou capital político para liderar o diálogo com os partidos aliados.

“No mais, os espaços do PCdoB no governo do prefeito Mário Alexandre são tão restritos, que qualquer liderança experiente saberia que essa [suposta ameaça ao Partido] não seria uma ação eficiente”, acrescentou.

OUTRA FALTA

Adélia discursa em evento na Apcef || Foto Dayanna Monstans

Faz tempo que o PT não se anima tanto com a possibilidade de disputar a Prefeitura de Ilhéus. A última vez foi em 2012, com a Professora Carmelita, que faleceu em novembro de 2023. Para outra pessoa presente no evento, que falou ao PIMENTA sob reserva, a única objeção que pode ser feita ao discurso de Adélia foi não ter citado Carmelita. “Ela ganhou o público, mas, assim, fecharia com chave de ouro”.

Augustão e Jerônimo durante solenidade em Ilhéus || Foto Redes Sociais
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Há tempos o Legislativo ilheense não chegava ao fim de legislatura com vereador cotado para o Executivo. As duas anteriores, de 2013-2016 e 2017-2020, levaram-no à editoria policial, com as operações Citrus e Xavier. Na atual, o vereador Augustão superou o cenário de desconfiança em relação à Câmara e cacifou pré-candidatura a prefeito.

Filiado ao PT, mas insatisfeito com a direção do partido, é cortejado por siglas fora da base do governador Jerônimo Rodrigues, como PDT e PSDB. Os tucanos, inclusive, formalizaram convite de filiação, oferecendo-o a pré-candidatura ao Executivo, conforme revelou o presidente da Comissão Provisória do PSDB em Ilhéus, Mesaque Soares, em entrevista ao PIMENTA.

O convite feito em dezembro está de pé, acrescentou. “A gente continua entendendo que a pré-candidatura de Augustão é um divisor de águas e vai ser o fiel da balança”, cravou Mesaque.

CENTRO

Mesaque Soares: no PSDB, Augustão tem chance de vitória

Segundo a leitura do dirigente, que é pré-candidato a vereador, caso a base de Jerônimo apresente nome que não empolgue o eleitorado, Augustão pode ser beneficiado numa disputa com adversários ligados ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (UB).

As chances de vitória tendem a ser maiores, conjecturou Mesaque, se o vereador caminhar para o centro do espectro político, a exemplo do PSDB, que, na avaliação do dirigente, pertence a esse campo. Dessa forma, concluiu o tucano, Augustão poderia diminuir a rejeição entre eleitores que, tradicionalmente, não votam na esquerda.

Mesaque Soares afirmou que Augustão terá de sair do PT na próxima janela partidária, de 7 de março a 5 de abril, caso realmente deseje ser candidato a prefeito.

O presidente também fez a ressalva de que o PSDB tem compromisso com outros partidos de oposição ao Governo Jerônimo, no sentido de construir unidade para as eleições de 6 de outubro.

Makrisi e Augustão são pré-candidatos a prefeito de Ilhéus || Fotos CMI
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O ex-vereador Makrisi Angeli está de saída do Partido dos Trabalhadores e pretende se filiar ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Segundo apuração do PIMENTA, ele já comunicou a decisão ao Diretório do PT em Ilhéus, mas ainda não a formalizou. A expectativa é de que o anúncio seja feito no próximo final de semana.

Servidor de carreira do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA), Makrisi foi vereador na Legislatura passada (2017-2020), mas não conseguiu a reeleição. Conforme apuramos, ele estaria disposto a construir a pré-candidatura a prefeito pelo PSOL.

AUGUSTÃO

Outro pré-candidato a prefeito de Ilhéus pelo PT, o vereador Augustão disse ao PIMENTA que, neste momento, não pode afirmar que está com um pé fora da legenda do presidente Lula, pois exerce mandato conquistado pelo partido, mas não nega que mantém diálogo com outras agremiações.

Recentemente, ele se reuniu com a direção do PDT. Depois, apareceu em fotos ao lado dos pré-candidatos a prefeito do União Brasil e do Progressistas, Valderico Junior e Jabes Ribeiro, respectivamente. “Estamos conversando com diversos partidos. Quando você conversa política, é claro que você tem que procurar os políticos da cidade. E a gente está fazendo isso para sentir, para ouvir o que cada um pensa. A gente precisa olhar a cidade e se preocupar com Ilhéus”, explicou Augustão.

A saída do vereador do PT é considerada iminente. Caso ela se confirme, o partido terá, ainda, a pré-candidatura a prefeita da secretária da Educação da Bahia, Adélia Pinheiro.

De Adélia sobre Marão: "é o articulador da base em Ilhéus"
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A secretária da Educação da Bahia, Adélia Pinheiro, manifestou ao prefeito Mário Alexandre o desejo de ser candidata a prefeita de Ilhéus nas eleições deste ano. “Tive a oportunidade de conversar [com Marão] e de, respeitosamente, reconhecer que ele é o prefeito dessa cidade. É a pessoa que articula a base local que dá apoio ao Governo [Jerônimo Rodrigues]”, revelou a pré-candidata em entrevista ao PIMENTA.

“Respeitando a posição política do prefeito, disse a ele: ‘estou colocando meu nome à disposição, com todo o respeito’”, acrescentou.

Na avaliação da pré-candidata, a interlocução respeitosa, considerando e ouvindo os demais pré-candidatos, é o caminho para a unidade governista. “Com diálogo, vamos construir esse processo e tenho a firme convicção – é importante ressaltar – de que nós, da base, seremos capazes de, com respaldo na boa política, encontrar a situação de ter uma única chapa que reúna e represente os nossos anseios”.

PRESENÇA X REPRESENTAÇÃO

Marão e Adélia fazem o “L” na Festa de Iemanjá em Ilhéus || Foto Redes Sociais

Reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) por dois mandatos, Adélia deixou o cargo em 2019 para assumir a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação. Antes da Educação, também comandou a Saúde da Bahia. Quando anunciou a intenção de se candidatar a prefeita, passou a ser questionada, publicamente, sobre a ausência no cotidiano de Ilhéus. Para a secretária, esse questionamento desvaloriza o fato de que representa a cidade e a região no Governo do Estado.

“Tenho 59 anos e morei em Ilhéus por 54. […] Estou há cinco anos em Salvador por força de representação do Litoral Sul e do meu município. Sou uma agente política que ocupa um lugar importante numa Secretaria que é pilar do Governo do Estado. Com isso, colho não o reconhecimento da importância do lugar que ocupo e da experiência que tenho, mas colho um sinal de desvalorização velada em razão de não estar aqui e estar lá. Pois, estou lá representando aqui. Esse é o meu território de compromisso primeiro”.

Ressaltou que, quando o exercício dos cargos lhe permitiu, sempre esteve Ilhéus, como no início deste mês. “Vim cumprir agenda institucional da Educação, acompanhando jornadas pedagógicas nas nossas escolas. Mas, também, representando o nosso Governo, estive reunida com o nosso prefeito de Ilhéus para tratar dos impactos das chuvas”, exemplificou.

DESAFIOS DO MUNICÍPIO

A pedido do site, Adélia Pinheiro traçou panorama sobre os desafios prioritários do município, ressalvando que a definição de prioridades passa, necessariamente, pelo diálogo com a sociedade. “Mas, preciso reconhecer, é claro, algumas dimensões que já me colocam em alerta”.

Ela mencionou a necessidade de integração da extensa zona rural do município, com investimentos em mobilidade; a requalificação das áreas mais afetadas por deslizamentos de terra e alagamentos nos períodos de chuva; o norteamento do uso responsável e adequado do espaço urbano; e discorreu sobre os segmentos econômicos de Ilhéus, a exemplo do turismo, indústria e serviços de saúde e educação.

“É importante trazer as novas possibilidades que a Fiol e o Porto Sul nos dão, fazendo despontar o município em um novo cenário, que é o cenário de um grande porto, de outros produtos que não aqueles tradicionalmente embarcados aqui pelo Porto de Ilhéus”, apontou.

PARTIDO

Uma vitória de Adélia Pinheiro em outubro, caso seja candidata a prefeita, quebraria dois tabus da política ilheense. Seria a primeira mulher eleita para o comando do Executivo e, ao mesmo tempo, representaria o primeiro mandato conquistado pelo PT na Prefeitura de Ilhéus (o ex-prefeito Newton Lima se filiou ao partido já no final do segundo mandato, em 2011).

Questionada sobre a resistência de parte da sociedade ao PT, a secretária saiu em defesa do partido. “Faço parte de um grupo político liderado pelo PT, que fez os grandes investimentos em Ilhéus. Vou citar alguns, não todos: a ponte Jorge Amado; Hospital Materno-Infantil; Hospital Costa do Cacau; investimento nas escolas públicas da rede estadual; nova estrada que liga Ilhéus e Itabuna, pelo outro lado do rio; duplicação dos primeiros quilômetros da BA-001 em direção a Olivença; investimentos em saneamento da zona sul da cidade; policlínica regional; e a ponte sobre o Rio Almada para apoio à Fiol e ao Porto Sul”.

Também afirmou que, no Governo Federal, o PT lidera projeto que dá estabilidade interna e respeito internacional ao País. “É isso que trago e represento. A política que trabalha pela sustentabilidade ambiental e para todos os setores produtivos. São políticas que se voltam para o grande setor, mas também dão conta da economia circular e solidária, do empreendedorismo. Ao mesmo tempo que acolhe a população de idosos, cuida da juventude e das crianças. É desse partido que estou falando. É com muito orgulho que digo que a gente cuida de Ilhéus”, concluiu.

Adélia Pinheiro: "Vou me filiar ao PT" || Foto Claudionor Junior/GovBA
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A secretária da Educação da Bahia, Adélia Pinheiro, declarou que vai se filiar ao Partido dos Trabalhadores. Ela já havia sinalizado a afinidade partidária, mas, pela primeira vez, anunciou a decisão com todas as letras, nesta sexta-feira (2), em entrevista ao radialista Gil Gomes, no programa Balanço Geral, da Rádio Santa Cruz de Ilhéus. Ex-reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Adélia também confirmou a pré-candidatura a prefeita de Ilhéus.

“A senhora se filiou ao Partido dos Trabalhadores?”, perguntou o radialista. “Não me filiei ainda não, mas vamos marcar isso, vamos marcar”, respondeu a secretária. “Mas, vai se filiar ao PT?”, insistiu Gil Gomes, com o traquejo de três décadas no rádio, para não restar dúvidas. “Eu vou me filiar ao PT”, emendou a entrevistada.

DO IMAGINÁRIO AO REAL

Há dois anos, no dia 7 de fevereiro de 2022, este PIMENTA escrevia que a chegada de Adélia Pinheiro na Secretaria da Saúde do Estado atiçava o imaginário político de Ilhéus (relembre). Hoje, a resposta assertiva sobre a filiação cravou o nome da secretária no real da política ilheense.

Geddel e Lúcio receberam visita de Augusto em Salvador
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O prefeito Augusto Castro (PSD) aproveitou a ida a Salvador, na semana passada, para uma visita à sede estadual do MDB. Lá, encontrou o presidente de honra do partido no estado, o ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima, e o ex-ministro Geddel Vieira Lima. “Fui muito bem recebido, mas é diálogo, é conversa, não existe nada pontual, nada definido”, disse o prefeito ao PIMENTA.

A última viagem de Augusto à capital também rendeu audiência com o governador Jerônimo Rodrigues (PT). Segundo o prefeito, boa parte da reunião discutiu a política itabunese. “Vamos ter outra pauta para discutir a unidade da base em Itabuna, em torno da nossa reeleição”, antecipou.

O prefeito afirmou que também busca diálogo com as legendas de oposição a Jerônimo. “Tenho procurado dialogar não só com partidos da base, mas também com partidos que não estão na base do Governo da Bahia, puxando um pouco os partidos que estão ligados à direita da nossa cidade, para a gente continuar nesse projeto de Itabuna. A cidade está avançando. Vamos avançar muito mais em Itabuna. A política faz parte de todo esse contexto”.

LÚCIO VIEIRA LIMA: MDB JÁ SE DEFINIU

O PIMENTA ouviu o ex-deputado Lúcio Vieira Lima sobre a conversa com Augusto Castro. O emedebista ressaltou que o prefeito fez uma visita surpresa, de cortesia. “A única coisa que tratamos de política é que o MDB tem a posição dele já definida, que é caminhar com Geraldo Simões. E ele [Augusto] entendeu perfeitamente, disse que respeita as posições de cada partido – e não poderia ser diferente”, resumiu.

Durante a conversa entre Lúcio e Augusto, o ex-ministro Geddel Vieira Lima chegou à sede do partido. “Geddel não sabia da visita, como eu também não sabia, e, da mesma forma, o cumprimentou. Logicamente, demos risada, papeamos, num ambiente de perfeita harmonia, mas harmonia de relações humanas, não harmonia política. No que diz respeito à política, já tomamos a decisão. E isso foi dito, mesmo sem ter sido perguntado”, acrescentou Lúcio.

Marão reúne dirigentes partidários no Barravento || Foto Reprodução
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O presidente do PCdoB em Ilhéus, Rodrigo Cardoso, avalia de forma positiva a reunião convocada pelo prefeito Mário Alexandre, Marão, para que os partidos aliados ao Governo Jerônimo Rodrigues iniciem o debate sobre a sucessão na Terra da Gabriela. “É relevante o esforço que o prefeito Mário fez para tentar garantir uma articulação da base, porque isso contribui para a construção da unidade”, afirmou o dirigente ao PIMENTA.

Marão, que preside o PSD ilheense, reuniu representantes de outros nove partidos, na última quarta (17), no Barravento Praia Hotel. No encontro, manifestou o desejo de ver unidas as siglas que já caminham juntas nas três esferas do Executivo. “Pela primeira vez, em Ilhéus, podemos formar uma frente ampla, composta pela base dos governos municipal, estadual e federal”, escreveu o mandatário, ao divulgar imagens da reunião nas redes sociais.

PROGRAMA

Para Rodrigo Cardoso, a união deve ser construída em torno de um debate programático sobre os desafios da cidade. “É importante que essa unidade se dê em torno dos avanços que foram construídos, mas que também busque superar as dificuldades históricas de Ilhéus, que não foram vencidas nesse momento. Destaco, em especial, o transporte coletivo e saúde pública”.

O momento é favorável para as políticas públicas, segundo o comunista, por causa da volta de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência. O presidente da República, afirma, busca estabelecer  projeto de desenvolvimento nacional, com melhorias para as condições de vida dos trabalhadores. “Ilhéus precisa estar unificado nesse processo”.

QUANDO SAI O NOME DA BASE?

Questionado pelo PIMENTA se a reunião de quarta-feira definiu prazo para a definição da pré-candidatura que representará a base, Rodrigo respondeu que o prefeito Mário Alexandre manifestou vontade de ter esse nome definido até março.

Jerberson Josué escreve sobre a novela da política em Ilhéus
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O poder da máquina é fundamental para que o nome ungido tenha êxito, porém não garante nada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jerberson Josué

Iniciamos, enfim, o tão desejado 2024 para o mundo político, focado na eleição municipal que se aproxima. Uma nova janela de possibilidades para quem deseja conduzir os rumos administrativos da terra de Gabriela e seu Nacib. Quem se habilita? Esta é a pergunta da hora. Diversos candidatos em vários partidos estão na estrada da sucessão na terra onde a novela Renascer é gravada pela segunda vez, agora com novos atores em cena, mas contando também com alguns experientes artistas da primeira edição.

Assim como o remake global, as eleições de Ilhéus têm novos atores, mas conta com antigos protagonistas do poder local. O ator Marcos Palmeiras, que fez parte da primeira edição da novela, em 1993, está no remake de 2024. Na política, o professor Jabes Ribeiro, prefeito de Ilhéus por quatro mandatos, sendo o primeiro de 1983 a 1988, se apresenta, agora, como pré-candidato. Uma quinta vitória poderia transformá-lo em um dos mais vitoriosos e longevos políticos baianos. Na primeira, Jabes tinha 28 anos. Hoje, 72. Ele é o último representante competitivo de uma geração de políticos que marcou época na Bahia, com estilo próprio de governar.

Representante da geração seguinte é o vice-prefeito Bebeto Galvão (PSB), que, em 1993, era um dos protagonistas do Poder Legislativo ilheense. Hoje, o ex-deputado federal também é suplente do senador Jacques Wagner (PT) e conselheiro da República. O vereador Augustão, a exemplo de Bebeto, forjou-se no movimento sindical. Além da cadeira na Câmara, preside o Sindicato dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias em Geral do Sul e Extremo Sul da Bahia (SintraSul), é empresário e palestrante.

Um dos homens fortes do governo Mário Alexandre ou, na verdade, o homem forte do governo, é o secretário Bento Lima. Ele goza da total confiança do prefeito. É um nome com todas as condições para dar seguimento aos projetos e ações do atual gestor. Tem o respeito da classe política por seu poder de articulação e dialoga bem com o Governo do Estado. Também é visto com bons olhos por segmentos empresariais. Muitos o apontam como candidato ideal, depois da deputada Soane Galvão.

Sobre a parlamentar, o prefeito a tem como porto seguro de sua continuidade política e não pretende mudar sua posição nesse tabuleiro. Até porque, a partir de janeiro de 2025, ao lado da deputada, Marão poderá continuar tendo acesso às atividades e articulações políticas, mesmo sem o mandato de prefeito. Ele não seria atingido pelo famoso estado de político sem mandato ninguém encosta.

Ainda no entorno do grupo do prefeito, dizem que o ex-secretário municipal de Saúde André Cesário ainda sonha com a chance de ter o seu nome escolhido, pois segue prestigiado. Resta-nos saber se o Dr. André Cesário terá vontade e ímpeto de se colocar como opção real do gestor. A secretária de Educação, Eliane Oliveira, popularmente conhecida como “Lôra”, tem sido citada no governo como um nome apto, por também ser de muita confiança de Marão.

O fato de o prefeito não ser candidato abre espaço para todos sonharem. Assim como o remake de Renascer, que deu oportunidade a novos protagonismos, o tabuleiro da eleição de 2024 pode trazer novidades.

O ex-vereador Marcos Flávio é filho do saudoso ex-prefeito de Ilhéus Antônio Olímpio, que rivalizava na época da primeira edição de Renascer com o professor Jabes Ribeiro. O advogado Marcos Flávio foi presidente da OAB em Ilhéus e é o secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação do município. Herdeiro de um dos últimos “coronéis” da política ilheense, é sempre lembrado na disputa eleitoral.

Moisés Bohana Neto tem sobrenome na sociedade ilheense e goza da amizade e confiança do protagonista político da cidade. Atualmente, ocupa o cargo de secretário de Pesca e Agricultura. Conhecido pela alcunha de “100%”,  tenta ser postulante ungido por seu primo e diretor-geral, o prefeito Mário Alexandre.

O jovem empresário Valderico Reis Junior é outro postulante desta pré-campanha e faz parte da nova geração de políticos de Ilhéus. Quando da primeira edição do folhetim, tinha apenas 7 anos. Nas suas veias pulsam o sangue do “coronel” dos ônibus, o controverso e popular Valderico Reis, que, além de ex-proprietário de empresas de ônibus, elegeu-se prefeito de Ilhéus em 2005, 12 anos após a estreia de Renascer.

O médico Francisco Sampaio foi eleito vereador várias vezes na década da primeira edição de Renascer, inclusive, presidiu a Casa Legislativa ilheense. É um ator que teve protagonismo e se afastou das urnas por um bom tempo, mas está empolgado com a nova edição eleitoral e se coloca como pré-candidato.

O vereador Aldemir Almeida é um pré-candidato que, apesar de ser da geração de cidadãos que à época da primeira Renascer já tinha condições de atuar, só se apresentou anos depois e conquistou quatro mandatos na Câmara. É médico, assim como Francisco Sampaio e Paulo Medauar, que tem sido visto rondando a cidade também como pré-candidato a prefeito. Com longa experiência em gestão desde a década de 90, consta do currículo de Medauar o cargo de secretário municipal de Saúde.

Outro ex-vereador e ex-presidente da Casa Legislativa ilheense que se coloca aos quatro cantos como pré-candidato a prefeito é Dinho do Gás. O boa praça que teve uma atuação protagonista meteórica na Casa das Leis, agora se lança ao Executivo, ao menos na pré-campanha. Outro ex-presidente do Palácio Teodolindo Ferreira que se apresenta na pré-campanha para o Centro Administrativo é o edil Jerbson Moraes. Do mesmo partido do prefeito Mário Alexandre, o PSD, o vereador busca protagonismo e é um ator da nova geração de políticos na cidade.

O ex-vereador Makrisi, também ator da nova geração, que à época da primeira edição de Renascer, estava nos movimentos juvenis de estudantes, agora se apresenta para o Executivo e tem como referência a excelente atuação do mandato como vereador, de atividades sociais e sindical, e no seu currículo consta a função de servidor público. Ednaldo Azevedo é um experiente profissional e ativista social que se apresenta na pré-campanha, inclusive, com passagens por gestões em outros municípios, e sua carteira de apresentação tem como base a luta por justiça social.

Com larga experiência acadêmica e profissional de saúde, além de ocupar a terceira pasta no palco da administração estadual, a médica e professora Adélia Pinheiro, que foi por oito anos reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz, a nossa Uesc, se apresenta pela primeira vez como possível candidata a um cargo eletivo no meio político. A professora, que já passou pelas secretarias de Ciência e Tecnologia e de Saúde do Estado, é secretária estadual de Educação e, até o momento, a única mulher na pré-campanha ao Executivo ilheense.

Reeleito recentemente, o reitor da Universidade Estadual de Santa Cruz, professor Alessandro Fernandes, tem o seu nome citado em qualquer conversa sobre sucessão, seja em Ilhéus ou Itabuna. Isso é óbvio por sua capacidade administrativa e pelo protagonismo que tem como reitor de uma das melhores universidades do País, inclusive, por esse status quo já tivemos o remake de pré-candidaturas de reitores desde Soane Nazaré de Andrade, Renée Albagli e Joaquim Bastos. Justo protagonismo para quem ocupa um cargo com tamanha relevância. A saber quem seguirá os passos do saudoso reitor Soane Nazaré. Normalmente, todos os reitores se tornam prefeituráveis. Vale ressaltar que a fundação da Uesc é dos idos dos anos 90, pouco antes da primeira Renascer.

Um ator de bastidores que tem externado o desejo de ser protagonista é o consagrado empresário Nilton Cruz. Ele quer repetir na política o sucesso da vida empresarial. Tem como padrinhos figuras proeminentes do PT, como o líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado Rosemberg Pinto, com quem nutre amizade pessoal e fraterna relação. A importância de Nilton se faz presente e reconhecida a ponto de o líder maior da nação se hospedar em sua residência, como fez Luiz Inácio Lula da Silva. Resta saber se o nobre empresário conseguirá transformar o prestígio e gabarito político pessoal em articulações e votos. Nos bastidores, a estreia de Nilton Cruz no cenário eleitoral sempre é cogitada.

Reivindicando ser o representante do bolsonarismo na sucessão municipal de Ilhéus, o Coronel Resende se apresentou com as mesmas pautas do ex-presidente. O militar busca captar na campanha os seus seguidores e defensores, como única opção de contraponto aos demais e aos governos estadual e federal.

Porém, ainda falta saber quem será uma personagem de relevância fundamental, quem será o candidato do protagonista atual da política ilheense, o prefeito Mário Alexandre, e se terá o apoio do ator principal do estado, governador Jerônimo Rodrigues. Mário e o governadora ainda não definiram quem eles vão ungir. Se fosse no estúdio da novela, é como se faltasse o grito de “ação” do diretor.

O poder da máquina é fundamental para que o nome ungido tenha êxito, porém não garante nada, principalmente, porque temos uma eleição bem complexa, em que o elenco precisa estar afiado, seja na sucursal local, ou na estadual. Como o ano está apenas começando, muitas cenas veremos no decorrer da novela eleitoral 2024. Eu serei um atento telespectador.

E você, que lê este humilde texto, qual será seu papel no remake eleitoral de 2024? Participe!

Posso ter omitido outros possíveis pré-candidatos, aos quais peço desculpas por não os conhecer, por enquanto. Prometo citá-los num próximo capítulo.

Jerberson Josué é ativista social.

Advogado Ademir Ismerim explica regras das federações partidárias || Foto Reprodução
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Os partidos que angariaram votos juntos para o Congresso Nacional em 2022, filiados às três federações daquele pleito, são obrigados a repetir a parceria nas eleições de 2024. É o caso, por exemplo, de PT, PCdoB e PV, da Federação Brasil da Esperança. As três siglas, necessariamente, devem estar juntas em todas as chapas nos pleitos municipais deste ano.

As legendas e seus filiados devem obediência às escolhas da convenção eleitoral de cada federação, sob o risco de serem punidos. “Os partidos integrantes de uma federação não podem, formalmente, apoiar candidato diverso daquele que estiver coligado por força de decisão tomada em convenção”, esclareceu o advogado Ademir Ismerim, em entrevista ao PIMENTA, nesta quarta-feira (10).

A mesma regra alcança os candidatos isoladamente, “sob pena de sofrer processo disciplinar como cassação do registro”, complementou Ismerim, referência da advocacia eleitoral no País.

SALVADOR

O jurista relembra que a federação nasceu para atender a uma demanda de sobrevivência dos partidos ameaçados pela cláusula de barreira, em 2021, quando já se sabia que as antigas coligações não valeriam no pleito do ano seguinte. No entanto, muitas vezes, a aliança formal não reflete o momento político de seus integrantes, pondera Ismerim, recorrendo a um exemplo na capital baiana.

“Aqui em Salvador, a Federação PT, PCdoB e PV deixa isso bem transparente. Os vereadores do PT e do PCdoB fazem oposição e não vão apoiar o atual prefeito de Salvador em sua caminhada à reeleição, enquanto o vereador André Fraga, do PV, já declarou apoio a Bruno Reis. Portanto, se não fosse federado, o PV poderia disputar a eleição sem PCdoB e PT, mas, por força de estarem federados, vão caminhar juntos com objetivos políticos distintos”.

ELEIÇÃO DE VEREADORES

A distribuição das cadeiras do Legislativo Municipal, nas eleições de 6 de outubro de 2024, seguirá a mesma regra das antigas coligações, explica Ademir Ismerim. “Se uma federação elegeu cinco vereadores, serão diplomados os cinco mais votados daquela Federação, independente do partido ao qual pertence”.

Léo da Capoeira, à direita, cumprimenta Carletto, dirigente estadual do Avante || Divulgação/Instagram
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O prefeito Léo da Capoeira deve deixar o PSD e se filiar ao Avante. As conversas avançaram nos últimos dias em diálogos do gestor de Itajuípe, no sul da Bahia, com o deputado federal Neto Carletto e com o presidente estadual do Avante, o ex-deputado Ronaldo Carletto.

Léo ainda não migrou de partido por causa de questões da gestão e sua relação com o deputado federal Paulo Magalhães. Dos principais nomes do PSD, o parlamentar ainda aposta numa reconciliação do prefeito com o suplente de deputado estadual e ex-prefeito de Itajuípe Marcone Amaral (PSD).

Léo teme continuar no partido e ficar sem legenda para a disputa em 2024 devido à força do seu “criador”. Marcone governou Itajuípe e foi reeleito em 2020, renunciando ao cargo, em março do ano passado, para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Léo assumiu e teria tomado decisões que desagradaram Marcone, motivo do quase rompimento entre eles.