Everaldo Anunciação assume tarefa na Executiva Nacional do PT || Foto PIMENTA
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Dirigente nacional do PT, Everaldo Anunciação recebeu do partido a tarefa de acompanhar as definições para os pleitos municipais de 2024 na Bahia e em Sergipe. Além de Salvador, a cúpula petista olha com atenção para os polos regionais do interior baiano, a exemplo de Itabuna e Ilhéus. Questionado se o PT terá candidatos a prefeito nas duas cidades, o ex-presidente do PT da Bahia defendeu a costura de consensos.

As eleições de 2024 terão as primeiras disputas municipais com as federações partidárias, como a formada por PT, PCdoB e PV. “Vamos ter que conviver com essa nova realidade. As decisões não são somente do PT. Serão tomadas conjuntamente”, disse Everaldo ao PIMENTA.

“No caso específico de Itabuna”, continuou Everaldo, “temos a experiência do ex-prefeito Geraldo Simões, que colocou o nome à disposição, tem história de gestão na cidade e mudou os indicadores sociais. Fez uma gestão diferenciada. É legítimo que Geraldo coloque o nome dele”.

O dirigente ponderou que o prefeito Augusto Castro (PSD) é da base do governador Jerônimo Rodrigues e, segundo Everaldo, tem legitimidade para tentar um novo mandato. “É Natural”. O PT não ganhou sozinho as cinco eleições consecutivas ao Governo do Estado, acrescenta o ex-presidente estadual do partido. “Vou trabalhar para que a gente busque construir consenso progressivo”.

REITOR ENTRA EM CENA

Jerônimo e Alessandro: nome do reitor foi levado ao PT, diz Everaldo

Quando passou a avaliar o cenário de Ilhéus, Everaldo Anunciação disse que o debate eleitoral na cidade tem um facilitador. “O prefeito Marão [PSD] é da base, mas já foi reeleito. Abre-se espaço para uma nova discussão”.

Ainda sobre a possibilidade de uma candidatura majoritária do PT ilheense, Everaldo citou os nomes do vereador Augustão, do ex-vereador Makrisi Angeli e da secretária da Educação da Bahia, Adélia Pinheiro, que não é filiada ao partido, mas recebeu convite público da direção local para se filiar e se candidatar a prefeita em 2024 pela legenda.

Um quarto nome completou a lista de Everaldo, o professor Alessandro Fernandes de Santana, reitor da Uesc. “Algumas pessoas apresentaram o nome dele ao partido. E nós dissemos: que bom, agora temos a ex-reitora [da Uesc] e o atual reitor, além de um vereador atuante, Augustão, e o ex-vereador Makrisi, pessoas extremamente qualificadas”, declara o dirigente.

O dirigente petista pregou atuação coesa no sul da Bahia. “A gente não pode perder como referencial que a gente tem que ceder, em alguns espaços, para construir unidade. Se a gente construir unidade, não tenho dúvida de que a base de Jerônimo e Lula ganha as eleições de novo em Itabuna e Ilhéus”, avaliou Everaldo Anunciação.

O nome de Alessandro já circulava nos bastidores da política ilheense. Questionado pelo PIMENTA sobre o assunto há cerca de um mês, o reitor preferiu não se manifestar.

Augusto Castro aposta em consenso na base governista por sua reeleição || Foto Arquivo
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O prefeito Augusto Castro acredita em consenso da base governista estadual por sua reeleição em outubro de 2024. “Não dá para a gente dividir. Fico muito tranquilo, porque, lá na frente, nós vamos conseguir unir toda a base do governo pela reeleição”, disse ele em entrevista ao Café iPolítica, na FM Interativa, na manhã deste sábado (22).

Augusto respondia a questionamento sobre a posição do senador Jaques Wagner, que defende consenso na disputa à Prefeitura de Itabuna. Durante participação em programa da Band FM em Salvador, Wagner foi instado a comentar sobre a disputa que se desenhava no campo governista entre Geraldo Simões (PT) e o prefeito Augusto Castro (PSD). No campo oposicionista e ligado a ACM Neto, o nome posto é o do deputado estadual Fabrício Pancadinha (SDD), hoje líder das pesquisas.

Crítico ao governo Augusto Castro, Geraldo até aqui ainda não se posicionou, publicamente, se aceitaria compor com o prefeito. Ao responder à pergunta do jornalista Junior Paim, hoje, Augusto elogiou Wagner e observou que o PT é o partido do governador Jerônimo Rodrigues, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador e ex-governador, além de ter um ministro no governo Lula, Rui Costa (Casa Civil).

– Agora, na política, o debate acontece nos planos municipal, estadual e federal. Cada partido se organiza, se fortalece. Quando o processo se inicia, começa com vários pretendentes e afunila lá na frente. Temos certeza que, aqui, com o apoio do governador, com o apoio dos senadores Wagner, Coronel e Otto, nós vamos ter uma candidatura única para enfrentar a oposição – afirmou.

DISCUSSÃO ABERTA

A discussão, ressaltou Augusto, está aberta para todos no processo de disputa, de pré-campanha. “Pelo PV, temos a candidatura de Aldenes [Meira]. O PT em Itabuna vai definir por candidatura própria ou não. “Então, vejo com muita naturalidade a fala do senador Wagner, a do consenso, porque, no final, o governo [estadual] busca candidatura única em nossa cidade, pensando no trabalho, nas pessoas e no desenvolvimento de Itabuna, até porque o governo [estadual] tem sido parceiro nesse projeto de cidade”, disse ele durante a entrevista a Ricky Mascarenhas, Pedro Arnaldo e Naty Almeida.

Solange da Saúde, de blusa branca, representa o PSOL sul-baiano || Reprodução
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Enfermeira e servidora pública municipal em Itabuna, Solange da Saúde será uma das estrelas das inserções partidárias do PSOL em rádio e televisão. Ela foi convidada pela direção estadual do partido para participar das gravações. Solange da Saúde é da corrente Revolução Solidária, liderada nacionalmente por Guilherme Boulos, ex-candidato à presidência da República e cotado para disputar a Prefeitura de São Paulo em 2024.

Ronaldo Mansur, ex-candidato a vice-governador pelo partido e dirigente nacional da legenda, disse que o convite a Solange deve-se à importância que a legenda dá participação mulher na política. “Solange tem muita coisa a contribuir para a população da Bahia, de sua cidade Itabuna. É uma mulher do povo, negra, guerreira e honesta, e é assim o PSOL, um encontro de todas as lutas”, disse Mansur, que compõe a direção nacional da legenda.

Também participaram do encontro ocorrido, em Salvador, a deputada Federal Renata Souza, mais votada da legenda no Rio de Janeiro, que foi secretária da ex-vereadora Marielle Franco, da ex-candidata ao Senado Tâmara Azevedo e Sérgio Lacerda, candidato a deputado federal nas eleições passadas. “Conhecemos a luta desenvolvida por Solange em defesa das mulheres, dos mais humildes e dos caminhoneiros. É uma pessoa que orgulha o nosso partido”, ressaltou Tâmara Azevedo.

Geraldo toma café com Lula em visita do presidente a Ilhéus, no último dia 3 || Foto Reprodução
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Um dos mais respeitados jornalistas da área política da Bahia, Levi Vasconcelos, d´A Tarde, fez uma avaliação da cena político-eleitoral de Itabuna no momento. A coluna está publicada na edição desta quarta-feira (12) no diário soteropolitano. Reproduzimos o teor abaixo.

Levi Vasconcelos

No 2 de julho Lula dormiu em Ilhéus. No café da manhã do dia 3 o único político da região presente foi Geraldo Simões, ex-prefeito de Itabuna, ex-deputado federal. Os dois se tratam por ‘compadre’.

Geraldo pediu ao compadre a instalação de um porto seco em Itabuna. Na mosca, em duplo sentido. Os itabunenses dizem estar perdendo espaço para Ilhéus, terra do Porto Sul, onde um imóvel igual chega a ser 40% mais caro.

O tabuleiro itabunense até então girava entre duas peças,  o prefeito Augusto Castro (PSD) e o deputado estadual Pancadinha (SD), que vem liderando todas as pesquisas lá. De Lula em diante as rodas de conversas apontam unânimes: Geraldo volta à cena também como candidato competitivo.

OSTRACISMO

Até aí, Geraldo ainda estava jogado num canto por Rui Costa. Em 2014, quando Jaques Wagner findava o governo, botou na mesa como candidatos a sucessor Rui Costa, José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, e o senador Walter Pinheiro.

Ele apoiou Gabrielli e entrou em desgraça com Rui, o ungido. E passou os últimos oito anos como se não existisse. Rui ia a Itabuna e fazia questão de se hospedar na casa do ex-prefeito Fernando Gomes, inimigo dele.

Foi a ida de Lula a Ilhéus que deu a ele novo gás. Ano passado, Augusto, que hoje está no PSD de Otto Alencar mas veio do PSDB, ficou no muro, pensando que ACM Neto ia ganhar. Pancadinha  ficou com o próprio Neto. No São Pedro, o forró grapiúna, Jerônimo já não foi lá, mandou o vice, Geraldo Júnior. Já era o efeito Geraldo, o Simões.

Clique aqui para conferir a coluna na íntegra

Wagner comenta movimentação para disputa da capital baiana || Foto Geraldo Magela/Agência Brasil
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O senador Jacques Wagner disse considerar improvável uma candidatura do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, a prefeito de Salvador nas eleições de 2024. Para o líder do Governo Lula no Senado, Rui está concentrado em seu trabalho no Ministério. “Cabeça dele está em Brasília”, afirmou o parlamentar, hoje (10), em entrevista à Rádio Metrópole, de Salvador.

Segundo Wagner, caberá ao governador Jerônimo Rodrigues liderar as conversas com os partidos de sua base para viabilizar um nome na disputa pela capital baiana. Ele avalia que essa definição deve ser feita logo e citou como exemplo a candidatura da Major Denice, pelo PT, em 2020. Naquele ano, conforme o senador, Denice foi uma grande candidata, mas seu nome não teve tempo suficiente para ganhar musculatura eleitoral.

CUTUCADA

Instado a falar sobre o momento atual do ex-prefeito de Salvador ACM Neto, Jaques Wagner disse que, sem mandato, o adversário também ficou sem lugar de fala. “Político sem mandato é sempre complicado, ele não tem protagonismo de cargo”. O senador também acredita que Neto não voltará a ser candidato a prefeito da capital no próximo ano, quando o atual prefeito, Bruno Reis, deverá tentar a reeleição.

Adélia Pinheiro comenta escolha de cerimonial ilheense || Reprodução/Instagram
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A secretária da Educação da Bahia, Adélia Pinheiro, comentou a escolha do cerimonial da Prefeitura de Ilhéus de não convidá-la para hastear a bandeira do estado na solenidade que abriu as comemorações do aniversário do município. O escolhido foi o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro.

Há quem tenha visto, ali, descortesia do grupo político do prefeito Mário Alexandre em relação a Adélia, que morou a maior parte da vida na cidade, exerceu dois mandatos de reitora na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e tem o nome ventilado como possível candidata a prefeita em 2024 (relembre). A secretária diz ter outra interpretação sobre o episódio, vendo-o como gesto de acolhimento ao colega de secretariado.

– Nós estávamos, eu e o secretário Bruno Monteiro, no honroso lugar de representar o nosso governador Jerônimo Rodrigues. Eu, como cidadã ilheense, como nascida em Itabuna, compreendo que todas as pessoas da nossa cidade são extremamente corteses. Então, eu vi aquele momento como um gesto de acolhimento do nosso prefeito, chamando o secretário Bruno Monteiro para fazer o hasteamento da bandeira – disse Adélia Pinheiro ao PIMENTA, nesta segunda-feira (3), em Ilhéus, onde acompanhou Jerônimo Rodrigues e o presidente Lula em solenidade da Bamin.

Augusto diz que vai levar a Otto a aliança de Marão com o opositor itabunense || Foto PIMENTA
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Uma das autoridades regionais que participam de ato de início das obras da Ferrovia Oeste-Leste, em Ilhéus, o prefeito Augusto Castro (PSD), de Itabuna, disse que o complexo intermodal Porto Sul é fundamental para o desenvolvimento do sul da Bahia. Entrevistado pelo PIMENTA, ele também falou de política regional e de rusga recente com o colega de partido, Mário Alexandre, Marão, prefeito de Ilhéus.

Há duas semanas, Marão participou de evento junino do deputado Fabrício Pancadinha (SDD), no bairro São Pedro, em Itabuna (veja aqui). Pancadinha é prefeiturável e faz oposição ao prefeito Augusto Castro. Marão abordou o assunto logo depois da polêmica estabelecida, afirmando ser a aliança “mera especulação”.

Abordado sobre o assunto hoje, Augusto não fez questão de esconder o seu descontentamento com o gesto do colega de partido e principal expressão do PSD no sul da Bahia.

“Mário participou de um evento com adversário meu em Itabuna. E acaba tendo, realmente, um burburinho no mundo político”, reconhece o prefeito de Itabuna.

Augusto revelou não ter ainda conversado com o prefeito ilheense e sinalizou que a querela deverá ser levada à instância partidária superior, na capital baiana.

“Eu não conversei com ele. Desse assunto eu vou tratar na esfera estadual, com o presidente [estadual] do meu partido, senador Otto Alencar. Isso, a gente vai conduzir, mas, na política, existe dessas coisas”, disse ao PIMENTA, revelando seu descontentamento.

Ronald Kalid afirma que não disputará eleição em Itabuna || Foto Laele
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Aposto que não mudarão os partidos, os candidatos, com ou sem pré, e tampouco Ronald Kalid, que deve continuar pensando igualzinho. E tudo continuará como dantes no quartel de Abrantes e adjacências.

Walmir Rosário 

Em Itabuna, o arquiteto Ronald Kalid afirma que não será candidato a cargo eletivo em 2024. Sequer está filiado a um partido político, situação esta que poderá ser mudada, embora jure de pés juntos ter o tempo passado e, com ele, o tal do cavalo selado. Mas o que teria feito Ronald mudar de ideia? Acredito eu, que pela tal da coerência, que ele sempre fez questão de manter ativa e altiva.

Parece uma blasfêmia, ou idiotice, sei lá, falarmos – pior ainda escrever – que um vivente com o juízo em perfeito estado agir nesses moldes, hoje tão em desacordo com os costumes desses tempos tecnológicos. Mas existem, poucos, é verdade, vivos e são, ouvindo e analisando tudo que vê à sua volta, discordando, em dissintonia, ou desacordando dos moldes atuais de fazer política.

Melhor seria dizer – para parecer mais claro – em campanha eleitoral permanente, embora a legislação não permita o uso dessa afirmação. Mas como nesse Brasil varonil sempre conseguimos um jeitinho pra tudo, podemos dizer, sem medo de errar, pré-campanha. Não sei se por soar mais bonito, ou simplesmente como uma figura de linguagem, recurso estilístico produzido para ficar bem na fita.

Pior, ainda, aos olhos dos aplicadores da lei, atentos aos deslizes dos políticos, mais ainda às denúncias dos adversários por infringir às nuances das leis e regulamentos eleitorais. Melhor dizer, pré-candidato, que está tudo bem. Atende muito bem nesses tempos em que o politicamente correto não admite esses cochilos e desce a marreta nos candidatos, “ops”, pré-candidatos.

Mas não acredito que somente essas questiúnculas tenham atemorizado Ronald Kalid, um frequentador assíduo do senadinho do Café Pomar e do Beco do Fuxico, com assento aos sábados na Fuxicaria itabunense. Com certeza, não. Me arrisco a dizer, sem ter perguntado o porquê da desistência, que os motivos são outros. Pra muito gente, quem sabe, o nosso político em questão preferiria manter sua fama de mau.

Não que Ronald trate alguém com descortesia, pelo contrário, mas por ser visto como possuidor inveterado de três atributos considerados terríveis numa campanha eleitoral, ou pré, como queiram. Ser sisudo, não cumprimentar desconhecidos no meio da rua, principalmente com as famosas risadinhas. Com esse péssimo costume (?) não passará, jamais, no difícil vestibular para trono do executivo.

É essencial que para o pretendente ao Centro Administrativo de Itabuna esteja sempre pronto para os tapinhas nas costas dos futuros eleitores, melhor seria acompanhados dos beijinhos nos rostos das eleitoras, sempre acompanhadas das “incumpríveis” (será que existe essa palavra?) promessas em liberar rios de leite e ribanceiras de cuscuz, bem ao estilo costumeiro, pois é assim que a banda toca.

Basta um de nós perguntar a qualquer marqueteiro ou aos amigos da imprensa sobre esse terrível costume. Eles não deveriam concordar, mas quem iria contrariar uma tese vencedora a cada dois anos nas campanhas eleitorais brasileiras? Melhor ficar com a grande maioria, até porque fica mais fácil afirmar que a “voz do povo é a voz de Deus”, e estamos devidamente conversados.

Maus exemplos como esse deveriam ficar escanteados nesses tempos tão modernosos, que poderiam servir de baliza, mergulhando na consciência eleitoral de cada um. Mas que nada, melhor criar nossos mitos, de preferência santos com pés de barro, que podem ser quebrados depois com certa facilidade. Quem sabe ficaremos com mais poder de barganha caso haja qualquer necessidade de manutenção da governabilidade.

Não sei se por isso o Brasil seja o campeão da enorme população flutuante nos partidos políticos, que muda das agremiações de acordo com seus interesses e não com os estatutos partidários. Eles aprenderam que pouco importa para o povão a ideologia, o que vale é o agora, qual benefício poderá auferir. Políticos não são anjos e sequer têm vocação para santos, mas têm que ser vivos, sabidos ao extremo, pois os simplórios estão de fora.

E assim pouco importa o ontem, administrações passadas, capacidade de trabalho, conhecimento da administração pública. Bom mesmo é o agora, com os interesses pessoais antes dos coletivos. É o salve-se quem puder, com o aval partidário, pois não participam do grande banquete os que não foram amplamente sufragados nas urnas eleitorais eletrônicas.

A mudança sempre é necessária, desde que para melhor. E aqui no nosso minúsculo debate, quem deveria mudar: os partidos, cumprido sua ideologia e seus princípios elencados nos estatutos, entregando aos eleitores a mercadoria vendida; Ronald Kalid, cuja promessa é das mais simplórias, simplesmente garantindo um relacionamento saudável entre os poderes públicos e a iniciativa privada.

Pelo pouco que conheço das artes políticas, numa campanha se gasta muita saliva, sola de sapato e dinheiro, este precioso e doado pelos partidos coligados e alguns amigos, hoje de acordo com o processo legal. Mas aposto que não mudarão os partidos, os candidatos, com ou sem pré, e tampouco Ronald Kalid, que deve continuar pensando igualzinho. E tudo continuará como dantes no quartel de Abrantes e adjacências.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

Marão e Soane prestigiam evento organizado por Pancadinha || Reprodução/Instagram
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Por que Marão estaria se envolvendo no pleito de Itabuna, reforçando um pré-candidato de oposição ao Governo do Estado contra seu colega de partido, pré-candidato à reeleição?

Rodrigo Cardoso

Surpreendeu a todos a animada presença do prefeito de Ilhéus, Mario Alexandre (PSD), na festa do deputado estadual Fabricio Pancadinha (SD), na vizinha cidade de Itabuna. O que poderia ser visto como mera cortesia entre autoridades públicas, ainda mais pelo fato da esposa de Marão, Soane Galvão (PSB), ser colega de Assembleia Legislativa do deputado, ganhou contornos políticos que geraram diversas especulações.

Num dia em que o prefeito de Itabuna, Augusto Castro, colega de partido de Marão, também fazia festa, essa presença significaria uma aproximação política com Pancadinha, que se revelou a principal representação eleitoral da oposição ao Governo do Estado no Litoral Sul e é pré-candidato a prefeito com o apoio do candidato a governador derrotado ACM Neto (UB). Lembrando-se que, dentre as dez maiores cidades do estado, apenas quatro são governadas por partidos da base e, em quase todas, a oposição foi vitoriosa na eleição para governador, inclusive em Ilhéus e Itabuna.

Segundo alguns, essa aproximação teria como objetivo a construção de relações políticas com vistas a projetos futuros do prefeito Marão, de candidatura a deputado federal, ou até sonhos maiores.

Acordos políticos e eleitorais entre candidatos a deputado da base do Governo e da oposição são mais comuns do que gostariam os militantes e dirigentes com compromisso mais perene com o projeto político democrático e popular liderado pelo Partido dos Trabalhadores na Bahia. No entanto, geralmente, movem-se nos municípios menores, onde bandas A, B, C, D buscam conciliar projetos políticos locais com o fortalecimento que a relação com deputados de Governo ou oposição, republicanas ou não, oferecem.

Nas cidades maiores, é de se esperar que os partidos que compõem a base de sustentação do governador e que, portanto, têm maior interesse em fortalecer esse campo e reverter o cenário adverso das últimas eleições, se esforcem para a construção do máximo de unidade possível, enxergando, também, que a eleição de prefeitos da base facilita para que o Governo do Estado implemente políticas públicas para o desenvolvimento das cidades e a melhoria das condições de vida das pessoas.

O prefeito Marão é exemplo disso. Após uma metade de primeiro mandato extremamente contestada, com alta rejeição – que se refletiu no resultado eleitoral negativo de sua mãe, a ex-deputada Ângela Sousa, que não conseguiu a reeleição -, o prefeito conseguiu dar a volta por cima, se reelegendo e elegendo a esposa deputada estadual com grande votação. Tudo isso impulsionado pelas diversas ações e obras do Governo do Estado em Ilhéus, que ele soube muito bem capitalizar e reforçar com suas ótimas relações com o então governador e hoje ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT).

Desse modo, cabe a pergunta: por que Marão estaria se envolvendo no pleito de Itabuna, reforçando um pré-candidato de oposição ao Governo do Estado contra seu colega de partido, pré-candidato à reeleição?

Esse questionamento se reforça porque, em Ilhéus, onde sua responsabilidade de liderar o processo sucessório é óbvia e onde a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, não faz parte de sua base, mas tem demonstrado total boa vontade em contribuir com as ações que beneficiam o povo, ele tem dito que só falará de sucessão no ano que vem, apesar de várias lideranças do arco político da base já se movimentarem, com ou sem seu aval.

Poderia responder que seria um movimento ousado para trazer o deputado Pancadinha para a base, deslocando-o do campo de ACM. Aí alguns poderiam considerar que seria apenas uma briga entre caciques do PSD no sul da Bahia, sem maiores consequências para a grande coalizão que governa o estado. Porém, as conversas de bastidores estão longe de referendar essa visão mais otimista.
Seguimos observando.

Rodrigo Cardoso é dirigente do PCdoB em Ilhéus e membro da direção estadual do Partido.

Ronaldão rebate médico e prefeiturável Mangabeira || Foto Pedro Augusto
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O médico e pré-candidato a prefeito de Itabuna pelo PL, Dr. Mangabeira, foi alvo de duras críticas de vereadores, até do próprio partido, depois de mirar a metralhadora contra a Câmara e acusar o legislativo de conivência com os erros da gestão do prefeito Augusto Castro (PSD). Segundo Mangabeira, os vereadores estariam “vendidos”.

Dos mais atacados da Câmara pelo médico, Ronaldo Geraldo, Ronaldão, também do PL, puxou o coro, sugerindo uma moção de repúdio contra Mangabeira. A moção foi aprovada por unanimidade:

– Quero pedir desculpas aos meus colegas, em nome do PL. Infelizmente, esse indecente, imoral chegou ao nosso partido. Ele quer estocar dinheiro, não tem amor por Itabuna. Esse moço faz parte do nosso partido, mas não com nosso aval. Ele não tem respeito pelo Legislativo. Se quer ser prefeito, venha de outra maneira – metralhou.

O presidente da Câmara, Erasmo Ávila (PSD), fez coro. “Mosquito só encosta em lâmpada bem acesa. O que ele [Mangabeira] trouxe para Itabuna? Deveria se respeitar”, disse o presidente, sugerindo que Mangabeira, que acumula sucessivas derrotas em tentativas de ser eleito prefeito de Itabuna e deputado federal, por duas vezes, tente ser candidato a vereador em 2024.

Mangabeira atacou adversários e agora é apelidado de “Picolé de Chuchu”

“PICOLÉ DE CHUCHU”

Toda a bancada do PL na Câmara de Itabuna reagiu ao que considerou ofensa de Mangabeira. Gilson da Oficina afirmou ter sido infeliz o posicionamento de Mangabeira. “Ele é frio, é vazio, é um picolé de chuchu”. Sivaldo Reis, também do PL, disse considerar Mangabeira um político fracassado. “Teve 19 mil votos para prefeito [em 2020], seis mil para deputado [em 2022]. Na próxima eleição, vai ter três mil votos”.

Outros vereadores, a exemplo de Cosme Resolve (PMN), reforçaram a artilharia contra Mangabeira. “O médico inventou ser prefeito sem mostrar serviço, sem mostrar projeto. Parece que o projeto dele é só bater nos vereadores. Parece até que se ele ganhar, a Câmara vai ter que ser demolida”.

A entrevista que gerou reação dos vereadores foi concedida por Mangabeira no final de semana passada, na Interativa FM. O pré-candidato bolsonarista distribuiu ataques contra os colegas de partido, Augusto Castro, vereadores, ex-prefeito Capitão Azevedo (PDT) e contra o vice-prefeito Enderson Guinho (UB), seu ex-correligionário (veja aqui).

Josefina, Rosemberg, Miltinho e Marcone durante audiência em Salvador hoje || Foto Divulgação
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Josefina Castro (PT) e Miltinho do Axé (PSD), dois dos principais nomes do campo de oposição ao prefeito de Coaraci, Jadson Albano (PP), se reuniram na manhã desta segunda-feira (5), em Salvador. O encontro foi no gabinete do deputado estadual e líder do Governo na Assembleia Legislativa, Rosemberg Pinto (PT).

Do encontro, também participou o ex-prefeito de Itajuípe e suplente de deputado estadual pelo PSD, Marcone Amaral. Josefina e Miltinho são pré-candidatos a prefeito de Coaraci. Na audiência com o deputado Rosemberg Pinto, ambos trataram de demandas do município, além de dialogarem sobre a sucessão de 2024. Dentre as demandas, fortalecimento da agricultura familiar e regularização do fluxo da Central de Regulação da Saúde.

Rosemberg (ao centro) faz convite a Elder (à esq) durante audiência em Salvador
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Ao receber demandas do município de Itaju do Colônia, no sul da Bahia, nesta terça-feira (23), o deputado estadual Rosemberg Pinto convidou o pecuarista Elder Fontes a se filiar ao PT. O encontro do deputado e líder do Governo na Assembleia Legislativa (Alba) com o empresário e pecuarista ocorreu em Salvador durante audiência com o prefeito de Itaju do Colônia, Djalma Orrico (PSD).

Dentre as demandas do município de Itaju do Colônia estão melhoria do saneamento básico, banda de fanfarra escolar, perfuração de poços e o envio de um carro-pipa para atender a comunidade indígena da aldeia Barretá.

Da comitiva liderada pelo prefeito Djalma Orrico (PSD) e pelo empresário, pecuarista e pré-candidato a prefeito de Itaju do Colônia, Elder Fontes, integraram os vereadores Tales Oliveira (PSD), Capela (PSD), Júnior Andrade (PSD), Jota Alves (PT), Jessé (PT) e Suzana Rocha (PT), a secretária Municipal de Finanças de Itaju do Colônia, Juliana Duarte, e a superintendente de Políticas para os Povos Indígenas da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Bahia, Patrícia Pataxó.

FILIAÇÃO AO PT

O parlamentar se comprometeu a auxiliar a atender as demandas e, na oportunidade, elogiou a gestão do prefeito Orrico, além de reforçar o convite ao pré-candidato Elder Fontes para ingressar no Partido dos Trabalhadores.

– Sigo em parceria com o prefeito Djalma, que, em sintonia com o Governo da Bahia, proporcionou melhorias à população itajuense. Sigo em parceria com o município e já fiz o convite para Elder Fontes ingressar no PT visando as eleições de 2024 – disse Rosemberg.

Jabes fala a correligionários do PP em Ilhéus || Divulgação
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Lideranças do Progressistas conclamaram o ex-prefeito Jabes Ribeiro a voltar ao jogo eleitoral, durante evento do partido, neste sábado (20). No encontro, entoaram o “volta, Jabes”, uma das frases marteladas no jingle da eleição de 2012, quando ele foi eleito prefeito de Ilhéus pela quarta vez.

Nesta segunda-feira (22), em contato com o ex-prefeito, o PIMENTA questionou se a manifestação dos aliados significa que sua volta às disputas eleitorais está na ordem do dia.

“Sinto-me gratificado pela homenagem dos companheiros. No entanto, continuarei focado na busca de um nome que lidere as forças políticas e em condições de vencer as eleições”, respondeu Jabes.

Nas últimas duas eleições municipais, o candidato do PP a prefeito de Ilhéus foi o empresário Cacá Colchões, segundo colocado em 2016 e terceiro em 2020.

VÍDEO

Secretário-geral do PP na Bahia desde 2008, Jabes exaltou, na reunião partidária, o crescimento do partido no estado. Também lembrou que, na próxima sexta-feira (26), o deputado federal Mário Negromonte Júnior assumirá a presidência estadual da sigla, no lugar do ex-vice-governador João Leão, e adiantou que permanecerá na Secretaria-geral da legenda.

“Nós temos alguns objetivos. Nós queremos disputar a eleição e lutar para ganhar nas grandes cidades da Bahia, Ilhéus está entre elas, mas também fazer bancadas de vereadores da melhor qualidade”, declarou.

Confira, abaixo, trecho do pronunciamento do ex-prefeito na reunião partidária.

Jerbson Moraes e Marão: aliança política em crise
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O prefeito Mário Alexandre, Marão, exonerou, nesta segunda-feira (8), pessoas ligadas ao vereador Jerbson Moraes que ocupavam cargos de confiança na Prefeitura de Ilhéus.

A lista inclui a companheira do parlamentar, Jenifer de Jesus Santos, que era superintendente de Cultura do município; e ao menos dois amigos muito próximos de Jerbson, o advogado Vinícius Briglia, ex-assessor especial da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, e o empresário Adriano Machado, que chefiava a Seção de Material e Pessoal da Secretaria de Serviços Urbanos.

As exonerações sucedem a mudança de postura do vereador em relação ao Governo. Nos últimos meses, Jerbson trocou a defesa irrestrita do prefeito pelas críticas, cada vez mais incisivas, ao desempenho da gestão e ao círculo mais próximo do chefe do Executivo. Também anunciou que saiu da base para se tornar independente.

Correligionário de Marão no PSD, Jerbson se movimenta para tentar viabilizar sua candidatura a prefeito de Ilhéus em 2024. A movimentação encontrou resistência dentro do grupo do prefeito, que nunca endossou publicamente a pretensão eleitoral do vereador.

Nas entrevistas recentes, Marão evitou responder perguntas sobre as próximas eleições municipais. Segundo ele, esse debate deverá ser iniciado no próximo ano. Atualizado para acréscimo de informação às 12h16min.

Pré-candidato a prefeito, Makrisi fala sobre disputa eleitoral || Foto INI
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O ex-vereador Makrisi, pré-candidato a prefeito de Ilhéus, avalia mal a gestão do prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD). Para ele, a única coisa que a Prefeitura faz é divulgar iniciativas do Governo do Estado, enquanto os serviços municipais vivem situação caótica. “Todos os setores do município, na saúde, na educação, no transporte, na infraestrutura, infelizmente, estão caóticos”, disparou, em entrevista ao PIMENTA.

Filiado ao Partido dos Trabalhadores desde 2005, Makrisi Angeli de Sá, 46, trilhou seu caminho político nos movimentos sociais, a começar pelo estudantil, nos anos de 1990, quando presidiu o Grêmio do Instituto Municipal de Ensino Eusínio Lavigne (IME). Católico, integrou a Pastoral da Juventude e já coordenou o Conselho de Leigos da Diocese de Ilhéus. É servidor do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia e milita no sindicato da categoria (Sinpojudi).

Entusiasta dos mecanismos de controle social da gestão pública, já foi conselheiro de Saúde, de Transporte e da Alimentação Escolar. Hoje, é membro do Conselho da Cidade. “Pra mim, fazer parte de vários conselhos populares foi uma grande faculdade de administração pública”, disse.

VIABILIDADE POLÍTICA

Questionado sobre a viabilidade de sua pré-candidatura pelo PT, que já tem outro pré-candidato a prefeito de Ilhéus, do vereador Augustão, Makrisi diz que a disputa interna faz parte do processo democrático. “[Nosso papel] é conversar com outras forças internas do partido, demostrar que meu nome é reconhecido na política da cidade, que tem crédito diante do que a gente construiu ao longo do tempo”.

Ele também lembrou que, nas eleições de 2024, qualquer decisão do PT passará, necessariamente, pelo crivo da Federação Brasil da Esperança, formada pela legenda junto com o PV e o PCdoB. Vice-presidente do PT em Ilhéus, o ex-vereador tem conversado com lideranças desses partidos.

Recentemente, Makrisi se reuniu com o deputado federal João Carlos Bacelar, líder do PV na Bahia. “Dizer que Bacelar já declarou apoio não seria verdade. Dizer que Bacelar viu com bons olhos e disse que é interessante a gente construir juntos, a gente pautar e mostrar pra cidade, ele recebeu muito bem a nossa notícia, nos deu esse sinal de que é uma construção [possível]”, relatou.

A recepção ao seu nome tem sido positiva, afirma o ex-vereador. “A Federação Brasil da Esperança precisa ter nomes reconhecidos, identificados na cidade, para defender as nossas pautas do Governo do Estado, do Governo Federal. Então, acho que tem campo, sim, para construir a candidatura. É um desafio que, ao longo desses próximos meses, a gente vai intensificar”.