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Rui e Vane assinaram nova ordem de serviço em novembro (Foto Divulgação).
Rui e Vane assinaram nova ordem de serviço em novembro, mas obra ainda não foi retomada.

A ordem de serviço para a retomada das obras da Barragem do Rio Colônia, em Itapé, foi assinada há mais de dois meses pelo governador Rui Costa. Até agora, nada de máquinas, nada de operários, nada de obra.

A licitação foi vencida pela Metro Engenharia. A expectativa era de que a retomada ocorresse em, no máximo, 60 dias. Hoje, o Rio Colônia registrou nova cheia, após quase seis meses de forte estiagem no sul da Bahia.

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claudio_rodriguesCláudio Rodrigues | aclaudiors@gmail.com

 

Todos nós sabemos que a Emasa não precisa de 400 funcionários para atender bem a população. Mais de 70% do seu quadro funcional é para atender as demandas político-partidárias.

 

 

Para quebrar paradigmas, excluir vantagens, contrariar interesses e buscar o que é melhor para a comunidade é preciso coragem. Em artigo publicado neste site, o prefeito de Itabuna Claudevane Leite, não fugindo do seu script habitual, faz as lamentações de como pegou a Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa), para depois afirmar que não fará concessão – e muito menos privatização – da estatal municipal e que buscará empresas interessadas em realizar um Procedimento de Manifestação de Interesses (PMI) , sem ônus para o município, a fim de diagnosticar a viabilidade técnica e econômico-financeira da Emasa.

Todos nós sabemos que o município não dispõe de recursos para investir na melhoria do saneamento da cidade. Em qualquer período de maior estiagem, estamos condenados a sofrer com a falta d’água e consumir água salgada – quando esta chega nas torneiras.

O governador Rui Costa propôs ao prefeito a devolução da Emasa para a Embasa com a finalidade de viabilizar uma Parceria Público Privada (PPP) para investir na melhoria do saneamento de Itabuna. Pela declaração do prefeito em seu artigo, isso não vai acontecer, porque o nosso mandatário acredita que é melhor garantir os 400 empregos que existem na Emasa – para não contrariar interesses de Sindicato e de partidos políticos – a devolver a empresa para o Governo do Estado para que ocorram investimentos necessários no setor do saneamento. Todos nós sabemos que a Emasa não precisa de 400 funcionários para atender bem a população. Mais de 70% do seu quadro funcional é para atender as demandas político-partidárias.

A Emasa é um grande cabide de emprego, não só nessa gestão, como nas anteriores. Vão questionar: “você quer pagar uma tarifa cara?” Respondo: prefiro pagar uma tarifa cara e ter o líquido precioso na torneira do que pagar barato e não ter – se bem que nossa tarifa não é tão barata assim. Pagamos taxa de esgoto e o mesmo corre “a céu aberto”. O Rio Cachoeira recebe todos os nossos dejetos sem o menor tratamento, as estações elevatórias de esgoto estão abandonadas. Enquanto o sistema de saneamento estiver sobre o controle do município, essa situação não mudará. Para solucionar essas questões é preciso coragem. Muita coragem.

Cláudio Rodrigues é jornalista e empresário.

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Vane audiência no TRT foto LoriClaudevane Leite

 

 

Não privatizaremos a Emasa, não faremos uma concessão da empresa. O que estamos buscando é uma parceria que traga recursos necessários para o avanço do sistema, que garanta o emprego dos servidores, que não represente aumento na tarifa e que ofereça um serviço de excelência à sociedade.

 

 

Ao assumirmos a Prefeitura de Itabuna encontramos a Emasa falida. Mais de R$ 20 milhões em débitos com a concessionária de energia elétrica, pendências junto ao INSS, PIS/PASEP e FGTS, salário dos servidores atrasados, dívidas com fornecedores (a apenas uma empresa mais de 2 milhões de reais), oito anos em débito com aluguéis de imóveis, inclusive de sua sede administrativa, e uma cidade sem nenhum percentual de esgoto tratado.

Atualmente 25% do que a empresa arrecada e que poderiam estar sendo aplicados em novos investimentos são utilizados para pagar débitos de administrações passadas. Mesmo assim, estamos salvando a empresa e fazendo o que é possível para investirmos em saneamento. Hoje já contamos com 14 por cento de esgoto tratado e trabalhamos, com recursos já garantidos, para chegarmos ao final de 2016, com o índice de 25 por cento. Mas, reconheço: há limitação para novos investimentos.

A cidade sente, mais uma vez, o drama da falta de água. Um problema antigo. Tão antigo quanto a necessidade de investimentos no sistema público de água e esgoto do município. Aliado a estas questões, vivenciamos a pior crise hídrica na história desta região, resultado de uma estiagem prolongada e sem perspectiva de chegar ao fim. A falta d´água, além de atingir a população, compromete novos investimentos públicos e privados, e o funcionamento das indústrias instaladas na cidade, por exemplo.

Desde o início do nosso mandato buscamos recursos federais para investir no setor. Apresentamos diversos projetos em Brasília, mas não conseguimos sensibilizar as autoridades para a importância deste investimento. Estamos trabalhando em novos caminhos.

Esta semana lancei um Chamamento Público para Procedimento de manifestação de Interesses visando à realização de estudos que demonstrem a viabilidade técnica, econômico-financeira da empresa. Também de nova modelagem jurídica e institucional adequada para subsidiar a implantação de um novo modelo de gestão dos serviços públicos de saneamento básico, inclusive o fornecimento de água e esgotamento sanitário no Município de Itabuna.

A Emasa precisa se modernizar para prestar um serviço de excelência e oportunizar condições técnicas para que a população futuramente não enfrente os mesmos problemas de desabastecimento e de oferta de água com excesso de cloretos como ocorre atualmente, consequência da falta de planejamento já referida, baixa reservação e escassez nos mananciais dos rios Cachoeira e Almada que, além de Itabuna, fornecem água a outros municípios nas duas bacias hidrográficas, que enfrentam situação semelhante à nossa.

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Dirigentes da Emasa em reunião com o prefeito Vane do Renascer (Foto Lucas França).
Dirigentes da Emasa em reunião com o prefeito Vane do Renascer (Foto Lucas França).

A Emasa abastecerá clínicas, hospitais e tanques nos bairros com água transportada em caminhões-pipa de São José da Vitória para Itabuna. A mudança começa amanhã (13) e garante água doce, também, para localidades atendidas com 68 tanques provisórios instalados em locais públicos nos bairros.

A medida foi anunciada como tendo o apoio da estatal estadual Embasa. Segundo o presidente da Emasa, Ricardo Campos, a água será captada na Estação de Tratamento (ETA) da Embasa, no município de São José da Vitória.

A empresa itabunense continuará captando 350 litros de água por segundo em Castelo Novo, em Ilhéus. A água, porém está salobra. A captação em Rio do Braço foi reduzida a pequenas retiradas por meio de motobombas, mas com grandes intervalos, devido à baixa vazão do Rio Almada.

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Informe publicitário

CARTA ABERTA AO POVO DE ITABUNA

CRISE DA ÁGUA EM ITABUNA E PPP: TARIFAS CARAS,
PÉSSIMO SERVIÇO E LUCRO FÁCIL PARA EMPREITEIRAS

É plausível que o governador Rui Costa esteja “preocupado” com a questão do saneamento básico de Itabuna (sobretudo o abastecimento de água). O problema é propor como solução uma Parceria Público-Privada, conhecida pela sigla PPP.

Não se pode omitir que, passados vários governos estaduais, só agora se vislumbram medidas mais concretas para enfrentamento do nosso maior entrave social e econômico, que é a falta de investimentos em saneamento básico. A autorização da construção da Barragem no Rio Colônia, orçada em R$ 119 milhões, vem atender uma demanda antiga da região. 

Contudo, apresentar uma PPP como solução para operação dos serviços de água e esgotamento sanitário em Itabuna é, sem dúvidas, uma forma de privatizar os serviços, algo tentado por governos anteriores e rechaçado pelos movimentos sindical e social, entidades de classe e partidos políticos. Se privatizar (entregar o serviço para empresas privadas), isso vai custar caro à população.

A desculpa é que, tanto a nossa empresa municipal, a Emasa, quanto a estadual, a Embasa, não têm recursos para investir, mas não é verdade. Conforme levantamento do Plano Municipal de Saneamento Básico de Itabuna, que está em fase de conclusão, para garantir abastecimento de água e esgotamento sanitário a toda população é preciso investir R$ 350 milhões em 20 anos, cerca de R$ 17 milhões por ano. Isso é um terço da capacidade de faturamento anual da Emasa, que é de R$ 50 milhões.

Ou seja, existe dinheiro público para obras, basta uma boa gestão e acesso aos financiamentos e aos orçamentos do Estado e da União.

Apresentar a PPP como alternativa é pretexto para drenar grandes volumes de dinheiro para empreiteiras – muitas delas envolvidas em esquemas de corrupção, a exemplo da Odebrecht, uma das interessadas em prestar esse serviço em nosso município. Essa mesma empreiteira oferece exemplo emblemático: através de PPP, com recursos da Caixa Econômica Federal, construiu e opera o emissário submarino da Boca do Rio, o segundo construído em Salvador, mediante contrato de 18 anos, ao custo de R$ 250 milhões.

Desde 2012 a Embasa já desembolsou R$ 235 milhões, isso representa 94% do valor da obra. Ao finalizar o contrato, em 2028, sairá mais de um R$ 1 bilhão, quando teria tudo para ter feito e estar operando o empreendimento. Afinal, fez e opera o primeiro emissário da capital baiana, o do Rio Vermelho. Estudos técnicos da própria empresa indicam que, se a empresa estivesse operando o emissário da Boca do Rio, o custo seria menos de 50% do que paga à Odebrecht. Tem dinheiro demais escorrendo pelo ralo e é isso que permite irrigar o Caixa 2 de campanhas políticas e a corrupção.

Na verdade, o que se pretende em Itabuna é pegar uma empresa pública (a Emasa) e doá-la para empresários, numa criminosa entrega de patrimônio. Além disso, a falsa solução com a PPP significará aumentos exorbitantes de tarifas, precarização do trabalho, queda na qualidade do serviço e demissões em massa. E quem mais vai sofrer é a população mais pobre.

Por isso somos contra a privatização. Água é direito humano fundamental, não pode ser transformada em mercadoria. A população de Itabuna não deve aceitar a PPP e está convocada a lutar contra essa proposta indecorosa, assim como aconteceu no Uruguai, Argentina, Bolívia, Paris (França) e na Bahia. Lembra-se que tentaram vender a Embasa e o povo reagiu? FAÇAMOS O MESMO AGORA!

SINDAE – Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente no estado da Bahia.

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Captação no Rio Cachoeira, assim como no Almada, continua comprometido (Foto Martone Badaró).
Captação no Rio Cachoeira, assim como no Almada, continua comprometido (Foto Martone Badaró).

A chuva que cai na região desde o final da noite do último domingo (3) serviu para recuperar o nível de água de dez dias atrás em poços onde a Emasa está captando água em Rio do Braço. Os poços praticamente secaram após mais de três dias de captação por parte da empresa itabunense no final de dezembro.

De acordo com a Coordenação de Defesa Civil de Itabuna, a região onde Itabuna capta água em Ilhéus registrou volume de 25 milímetros de chuva. A amenizada é decorrente das chuvas em Itajuípe e em Ilhéus.

Para normalizar a distribuição de água, seria necessário em torno de 60 milímetros de chuva contínua, o que equivale a 60 litros de água por metro quadrado, nas cabeceiras dos rios que abastecem Itabuna.

Ao contrário da região de Rio do Braço, não houve mudança no volume de água na estação de Nova Ferradas, que capta água do Rio Cachoeira. “Praticamente não alterou o volume de água nos rios Colônia, Salgado e Cachoeira”, informou ao Pimenta o assessor de comunicação da Emasa, Gilvan Lima.

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Estação de Tratamento de Água também foi afetada com a queda de energia.
Estação de Tratamento de Água também foi afetada com a queda de energia.

A captação de água pela Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) foi suspensa em Castelo Novo e Rio do Braço, nesta segunda (4), devido às fortes chuvas ocorridas na madrugada de hoje em Ilhéus e na região cacaueira. A direção da empresa itabunense emitiu nota informando que a suspensão se deve a “dano na rede elétrica” nas áreas de captação.

A suspensão do bombeamento da água ocorreu por volta da meia-noite. “As equipes técnicas da Emasa e da Coelba estão trabalhando nos locais atingidos”. Enquanto o reparo não for concluído, o sistema sofrerá atrasos na distribuição de água para os bairros.

– A Estação de Tratamento de Água, (ETA) que fica no bairro São Lourenço, também está sem energia elétrica. Estes problemas devem atrasar entre 24 e 72 horas, a normalização do abastecimento, de acordo com o cronograma definido pela Emasa – cita a nota.

Atualizada às 13h29min

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Moradores bloquearam semianel para pedir água (Foto Pimenta).
Moradores bloquearam semianel para pedir água (Foto Pimenta).

Moradores da Rua da Palmeira, na Califórnia, em Itabuna, interditaram o semianel rodoviário, que liga as BRs 101 e 415 (Rodovia Ilhéus-Itabuna), nesta manhã de quarta (30). Os manifestantes reclamam que estão há cerca de dez dias sem água.

Danilo Sousa, um dos manifestantes, disse que até mesmo o tanque de 10 mil litros colocado pela Emasa na localidade leva, em média, três dias para ser reabastecido. “Quando eles vêm, só colocam pela metade. Não dá para ninguém”, disse ele.

Moradores da Califórnia recorrem a poço na Rua da Palmeira (Foto Pimenta).
Moradores da Califórnia recorrem a poço na Rua da Palmeira (Foto Pimenta).

Os moradores decidiram cavar um poço numa das margens da rua. O que aparece é uma água preta e sem nenhum teste que assegure se o produto pode ser consumido. “A gente se vira como pode”.

Itabuna vive racionamento d´água há mais de 30 dias. A região vive forte estiagem e não há chuva consistente no município e nos mananciais que abastecem Itabuna (rios Almada e Cachoeira) há cerca de 150 dias. As previsões mais animadoras são de chuva acima de 20 milímetros a partir do dia 8 de janeiro.

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Água escura assustou moradores do Bairro Pontalzinho, em Itabuna.
Água escura assustou moradores da Henrique Alves, no Pontalzinho, em Itabuna.

Moradores do Bairro Pontalzinho começaram a receber água nesta segunda (28), após quase três semanas com abastecimento interrompido. Houve surpresa, negativa porém.

O líquido que caiu na torneira tinha coloração semelhante a ferrugem. Imagens foram divulgadas para chamar a atenção da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa).

A coloração diferente da água tem a ver com o racionamento, segundo Moisés Ferreira Rosa, da Emasa. A falta de uso da rede provoca o surgimento de crostas.

Com a distribuição sendo retomada, as crostas são removidas pela pressão da água na rede. Isso explica o porquê de a água chegar mais ou menos escura em diferentes imóveis, mesmo estando próximos.

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Contrariando discurso histórico, Rui Costa defende privatização da Emasa (Foto Manu Dias/GovBA).
Contrariando discurso histórico, Rui Costa defende privatização da Emasa (Foto Manu Dias/GovBA).

O governador Rui Costa assumiu, de vez, a intenção de privatizar a gestão do saneamento em Itabuna por meio de Parceria Público-Privada (PPP). A solução defendida por ele é que a Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) seja assumida pela Embasa e, daí, repasse o serviço para ser administrado por uma empresa privada. As conversas iniciais indicam que pode ser a OAS.

– Das grandes cidades do interior, Itabuna é a que tem a pior situação de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Estamos conversando com o município para que isso venha para o estado e possamos proporcionar ao povo itabunense condições dignas de saneamento básico – afirmou Rui Costa durante encontro que reuniu representantes da imprensa de Salvador.

O estado, porém não assumirá o serviço. A manobra jurídica envolverá a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), que repassaria o serviço de água e saneamento em Itabuna para a iniciativa privada.

A defesa da privatização do saneamento já havia sido feita pelo governador Rui Costa na primeira visita feita a Itabuna, em janeiro deste ano, quando inaugurou o novo posto do SAC, no Shopping Jequitibá. Se antes o governador falava da possibilidade de uma gestão compartilhada com a Embasa, Rui passou a defender PPP. O discurso contraria movimentos sociais e entidades ligadas à questão do saneamento.

Para Rui, “as PPPs podem viabilizar a chegada da água a lugares críticos da Bahia”, disse. Numa nota enviada pela Secretaria Estadual de Comunicação, o governo diz considerar que “claramente que a concessão dos serviços de saneamento básico pode ser a saída para a solução da falta de água e a recuperação do Rio Cachoeira, que virou um grande esgoto a céu aberto em Itabuna”.

PT FOI CONTRA PPP DA ÁGUA NO PERÍODO FG

Everaldo foi dos mais aguerridos contra privatização da Emasa.
Everaldo foi dos mais aguerridos contra privatização da Emasa.

O discurso do governador Rui Costa de defesa da concessão do serviço de água contraria discurso histórico do PT e de lideranças do partido em Itabuna. O ex-prefeito Geraldo Simões sempre foi contrário ao sistema de concessão da Emasa.

Na década de 90, quando o ex-prefeito Fernando Gomes tentou a concessão da Emasa, Geraldo, movimentos sociais, vereadores como Everaldo Anunciação, hoje presidente do PT da Bahia, fizeram intensa campanha contra.

Os petistas entendiam que o serviço ficaria mais caro e, apontando panorama que perdura até hoje, as empresas visam o lucro e muitas empresas que assumiram o serviço acabaram saindo do negócio, mesmo em cidades europeias. No Brasil, o histórico é ainda mais desanimador.

Erick: Sindae é contrário à privatização.
Erick: Sindae é contrário à privatização.

Em Itabuna, quem se posiciona, oficialmente, contra a concessão é o Sindicato dos Trabalhadores em Água e Esgoto da Bahia (Sindae), ligado ao PT.

O coordenador regional, Erick Maia, foi dos responsáveis pelo adiamento da Conferência Municipal de Saneamento para janeiro em virtude da relação entre plano de saneamento e tentativa de privatização da Emasa.

Segundo ele, faltava transparência do governo ao debater a questão.

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Mananciais de Itabuna correm risco de colapso. Município recorre a Castelo Novo (Foto Martone Badaró).
Mananciais de Itabuna correm risco de colapso. Município recorre a Castelo Novo (Foto Martone Badaró).

Duas quedas de energia elétrica na estação de Rio do Braço, no sábado (12) e ontem (14), comprometeram ainda mais o abastecimento de água em Itabuna, de acordo com nota da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa). O atraso na distribuição de água poderá chegar a 48 horas. Localidades que receberiam água hoje, só devem ser abastecidas na quinta (17).

Segundo a empresa, a queda no dia 12 interrompeu a captação das 11h às 16h. Ontem, a interrupção foi das 10h às 14h, agravada ainda mais por um problema nos motores da estação de captação, “que entrou ar”. A solução se deu somente por volta das 18h de ontem. A Emasa diz que a interrupção ontem foi para a Coelba fazer reparos no sistema.

– Com isso, as localidades que seriam abastecidas, via canalização normal, só receberão água hoje à noite. Os bairros programados para esta terça feira só devem receber na madrugada da quarta para a quinta-feira, prazo de 48 horas, após o restabelecimento do serviço – cita a nota.

O telefone para contato com a Emasa é o 0800 073-1195.

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Moradores fecharam semianel para cobrar mais caminhão-pipa (Foto Pimenta).
Moradores fecharam semianel para cobrar mais caminhão-pipa (Foto Pimenta).

Moradores do Condomínio Pedro Fontes, em Itabuna, fecharam os dois sentidos da pista do Semianel Rodoviário, nesta manhã de quarta (9), para cobrar mais água para a localidade. A Polícia Militar foi acionada para liberar a pista. O semianel liga a BR-101 e a Rodovia Ilhéus-Itabuna (BR-415).

De acordo com os moradores, a água não chega chega aos blocos 18 a 20 com força para abastecer os apartamentos. O condomínio conta com cerca de mil apartamentos e mais de 5 mil moradores.

O bloqueio da pista começou por volta das 9h50min e a promessa era somente liberar o tráfego de veículos após a chegada de novo caminhão-pipa para atender a localidade.

TANQUE DA EMASA

Com a falta d´água, moradora lava roupa no Riacho Água Branca (Foto Pimenta).
Com a falta d´água, moradora lava roupa no Riacho Água Branca (Foto Pimenta).

Outra queixa dos moradores ouvidos pelo Pimenta é quanto à água fornecida pela Emasa em um reservatório de 10 mil litros. “A empresa só abastece uma vez por dia. Quando chega, não dá pra nada”, diz João Paulo Souza, morador do condomínio.

Com a falta d´água, os moradores estão recorrendo ao Riacho Água Branca, que passa em frente ao Pedro Fontes. Usam a água esverdeada para lavar roupa e tomar banho. “É o que nos resta”, afirma Joelma Dias do Nascimento.

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A Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) divulgou alerta para a venda de água clandestina em caminhões-pipa sem origem comprovada. Segundo a nota, todos os caminhões da Emasa que estão distribuindo água têm a marca da Emasa em suas laterais. Se não tiver a marca, é água clandestina.

Há, pelo menos, duas semanas, “há pessoas vendendo água em carros pipas dizendo ter o produto saído de suas Estações de Tratamento de Água (ETA), no São Lourenço, o que não é verdadeiro”.

A orientação da Emasa é para que os consumidores questionem a origem da carga de água, “principalmente pelos riscos à saúde pública pelo consumo de água de que não se sabe qual a procedência. Todos devem ficar atentos para evitar doenças e outros agravos à saúde. É preciso muita atenção.

Confira a íntegra da nota:

ATENÇÃO ITABUNA QUANTO À VENDA DE ÁGUA

A Emasa informa que, diante da escassez de chuvas em todo o Sul da Bahia, há pessoas vendendo água em carros pipa dizendo ter o produto saído de sua Estação de Tratamento de Água (ETA), no São Lourenço, nas proximidades da rodovia BR-101, em Itabuna. O que não é verdadeiro.

Diante da venda de água por caminhões particulares, a Emasa orienta as pessoas a questionarem a origem da carga, principalmente pelos riscos à saúde pública pelo consumo de água de que não se sabe qual a procedência. Todos devem ficar atentos para evitar doenças e outros agravos à saúde. É preciso muita atenção.

A Emasa não está vendendo cargas de carro pipa. Além disso, todos os nove veículos pipa que estão sendo usados para a distribuição de água tratada na ETA à população têm a logomarca da empresa, facilitando sua identificação.

Itabuna, BA, 8 de dezembro de 2015.

Assessoria de comunicação Emasa”

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Emasa, que reajustou tarifa em 18% em outubro, cobra por caminhão-pipa.

A Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) decidiu punir duplamente o consumidor. Quem não tem água em casa e precisa entrar na fila para pedir abastecimento por meio de caminhão-pipa, está tendo que desembolsar, pelo menos, R$ 60,00. É a taxa cobrada pelo fornecimento de 5 mil litros de água.

Se o cliente está em dia, a água em caminhão-pipa deveria ser fornecida gratuitamente, afinal, a fatura do mês chegará normalmente na casa da vítima, o cliente.

Hoje, até as 10h da manhã, a quantidade de pedidos de água por meio de caminhão-pipa chegava a 2 mil, o que levou a empresa a não receber novos pedidos, temporariamente.

O prefeito Claudevane Leite, de acordo com a assessoria da Emasa, havia autorizado o fornecimento de água em caminhões sem a cobrança de taxa. Não se sabe se com a chancela de Vane ou não, a empresa mudou e agora está cobrando pelo serviço.

É caso para Procon!

Em tempo: Quem não consegue água pela Emasa, está sobrando em até R$ 200,00 em empresas privadas. Uma delas pede prazo de até quatro dias para a entrega.

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O texto que segue é do Blog do Thame, com grave denúncia:

A crise de abastecimento de água que afeta Itabuna poderia ter sido evitada ou, ao menos, minimizada. Isso é o que afirma um consultor em saneamento ouvido pelo Blog do Thame, que prefere ter seu nome não revelado por ainda manter relações profissionais com a Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa).

Esse consultor lembrou que em 1995, primeira gestão do ex-prefeito Geraldo Simões, foi construída uma estação elevatória em Castelo Novo (Ilhéus), que por estar próximo à Lagoa Encantada, possuía um lençol freático capaz de garantir o abastecimento de água por 90 dias, mesmo em períodos de grande estiagem.

Ocorre que a Estação Elevatória foi praticamente destruída na gestão do ex-prefeito Capitão Azevedo (2009-2012) e não houve grandes investimentos para sua recuperação completa na gestão atual, apenas uma ação emergencial no início de 2015.

A culpa pela estiagem e pela consequente crise de abastecimento que prejudica milhares de itabunenses pode ser debitada na falta de chuvas e igualmente na falta de planejamento.