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Iruman crítica a pré-candidatos no debate sobre a crise hídrica.
Iruman crítica a pré-candidatos no debate sobre a crise hídrica.

Ex-presidente da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa), Iruman Contreiras criticou a postura de pré-candidatos a prefeito de Itabuna no debate sobre a crise hídrica que afeta o sul da Bahia. As críticas foram feitas por meio de uma rede social.

Iruman é dos que mais conhecem o projeto da Barragem do Rio Colônia e a questão da água no município. O projeto começou a ser formulado no período em que ele presidiu a Emasa (2001-2002).

Por meio de uma rede social, ele fez observações. “Na omissão e ausência da Emasa nos debates sobre a solução para o abastecimento, candidatos vão desinformando e confundido a população, desenhando um cenário propício para a concessão dos serviços prestados pela Emasa sem oposição da sociedade”.

Confira a íntegra.

“Alardeiam que com a concessão dos serviços de saneamento, a nova proprietária do sistema implantará a unidade de dessalinização em menos de 30 dias. O dep. Davidson (PCdoB) declarou à Difusora que não adianta a barragem sem a adutora para trazer a água do “Colônia ” até a unidade de tratamento em Itabuna e que essa obra custará 120 milhões e que ele já apresentou uma emenda no orçamento da União. Já o Dep. Augusto Castro (PSDB) assegurou na mesma rádio que ele conseguiu a “continuação” da obra com o governo interino e que vai trabalhar para fazer uma adutora da barragem do Funil/Rio de Contas/Ubaitaba de 60 km (só até Ubaitaba). Ambos desconhecem as razões da barragem está sendo construída no Colônia como alternativa de regularização /perenização do Cachoeira com uma vazão regular média superior a 1,5 mil litros por segundo na estiagem e superior a 5 mil litros/seg. no pedido de cheias, água suficiente para os próximos 50 anos, que será despejada na calha do Cachoeira e captada por bombas em Ferradas (já existentes ) . Não há necessidade de adutora de de 120 milhões seja para o Colônia, seja o rio de Contas. Os dois postulantes à prefeito de Itabuna demonstram total desconhecimento do projeto da barragem do Colônia e da necessidade de água da cidade. Na omissão e ausência da Emasa nos debates sobre a solução para o abastecimento, candidatos vão desinformando e confundido a população, desenhando um cenário propício para a concessão dos serviços prestados pela Emasa sem oposição da sociedade. Sobre as dívidas da Emasa nenhum deles ousou se manifestar e os entrevistadores sequer aventaram perguntar algo fora do script pré acertado entre os dois atores. A barragem do Colônia reduzirá os custos operacionais de captação , adução, tratamento com energia elétrica. Então, até a emenda dos 120 milhões ser liberada (orçamento 2017) ou até a adutora do funil ser construída (Castro prefeito em 2017) ou se completar o processo de concessão (de seis a doze meses, final do governo Vane e início governo Davidson) a água permanecerá salgada?”

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Câmara diz que fará pesquisa para saber o que a população pensa sobre a privatização da Emasa
Câmara diz que fará pesquisa para saber o que a população pensa sobre a privatização da Emasa

A Câmara de Vereadores de Itabuna emitiu nota à imprensa, na qual classifica a ocupação de sua sede por servidores da Emasa (confira) como “injustificável”. Segundo a nota, a tramitação do projeto que trata da autorização para a concessão da empresa terá início somente após a leitura do projeto, amanhã (15).

Ainda de acordo com a nota do legislativo municipal, após a leitura em plenário, o projeto será encaminhado para as comissões de Legislação e de Serviços Públicos, que somente irá se reunir no próximo dia 20 (segunda-feira).

A Câmara informa que a matéria ainda será discutida em audiências públicas, antes de ter parecer aprovado ou não pelas comissões e seguir para a votação em plenário. Na nota, o Poder Legislativo acrescenta que fará pesquisa de opinião para ouvir a população de Itabuna e funcionários da Emasa sobre o projeto de concessão.

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ocupaçao camara
Funcionários da Emasa temem perder seus empregos com a privatização da empresa

Um número entre 40 e 50 funcionários da Emasa (Empresa Municipal de Saneamento de Itabuna) ocupa desde ontem (13) as dependências da Câmara de Vereadores. Eles tentam impedir a tramitação do projeto de lei que autoriza o Executivo a promover a concessão da empresa à iniciativa privada.

O projeto deu entrada ontem no legislativo e a expectativa é de que seja lido na sessão desta quarta-feira (15). Na manhã de hoje, vereadores foram impedidos de entrar na Câmara pelos representantes do Sindae (Sindicato dos Trabalhadores em Água e Esgoto da Bahia). Funcionários que estão no interior da sede do legislativo também não podem sair.

Segundo informações, o presidente da Câmara, Aldenes Meira (PCdoB), entrou com ação na justiça, pedindo a desocupação do prédio. O chefe do legislativo diz que haverá ampla discussão em torno do projeto de concessão, estando prevista a realização de audiência pública sobre a matéria. O PCdoB, partido do presidente, defende a proposta.

Os funcionários da Emasa temem que a privatização resulte na perda de seus empregos. Eles também sustentam que a transferência da empresa para a iniciativa privada não resolve o maior problema de Itabuna hoje, que é a falta de água.

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Prefeito ao anunciar, hoje, que fará concessão da Emasa.
Prefeito ao anunciar, hoje, que fará concessão da Emasa.

A crise hídrica tornou a Emasa inviável, segundo disse o prefeito Claudevane Leite (Vane do Renascer) em entrevista exclusiva ao PIMENTA. O baque financeiro provocado pela falta d´água e a forte queda na arrecadação da empresa seriam os motivos para decidir passá-la à iniciativa privada por meio de concessão.

Durante a entrevista, o prefeito rejeita especulações que ligam o interesse na privatização à campanha eleitoral e disse que medidas serão tomadas para garantir tarifa de água justa, mesmo diante da necessidade de investimentos de R$ 500 milhões no sistema. De acordo com ele, haverá reajuste, mas não aumento da conta de água.

Vane também explica porque considerou inviável repassar a Emasa para o comando do governo estadual, via Embasa. Conforme disse na entrevista, a empresa estadual não teria, neste momento, como assegurar a manutenção dos empregos e os investimentos necessários. Confira a íntegra da entrevista abaixo.

Blog Pimenta – O senhor disse em artigo que não privatizaria a empresa. Acabou optando pela concessão. Por que não devolvê-la à Embasa?

Vane do Renascer – Desde 2013, o governo estadual solicitava que nós repassássemos os serviços de água e esgoto para a Embasa. Quando a unidade estava com o Estado, era a terceira da Bahia. Só perdia [em arrecadação] para as unidades de Feira de Santana e de Salvador. Em 2013, quando assumimos, a Emasa devia R$ 85 milhões. A cidade tinha zero por cento de esgoto tratado. Mesmo assim, não desistimos dela. Fizemos investimentos, reduzimos gastos e o número de comissionados para 60%. A crise hídrica inviabilizou a empresa.

A situação está muito difícil. O sindicato [Sindae] é contrário. Mas, como prefeito, tenho que pensar nos funcionários e na cidade também, no que é melhor para o município.

Pimenta – Inviabilizou de que forma?

Vane – Com a água salobra, muitos [consumidores] deixaram de pagar a conta de água. A empresa ficou fragilizada financeiramente. Arrecadávamos R$ 3,8 milhões por mês. Hoje, não passa de R$ 2,6 milhões. Porém, os gastos aumentaram demais. Decretamos situação de emergência, mas esse decreto leva algum tempo para ser reconhecido. Os primeiros meses da crise nós tivemos que assumir sozinhos.

Pimenta – Quais as garantias de que a concessão vai melhorar o sistema de abastecimento e como ficam os funcionários da Emasa?

Vane – Conversamos com o servidor hoje. Para fazer a concessão, primeiro queremos a garantia de que a nova empresa vai absorver esse pessoal. Se a empresa [que ganhar a licitação] não assumir, [parte dos funcionários] ficará com a Emasa, que não deixará de existir. Vai atuar como agência  [de saneamento]. A empresa vencedora terá que investir R$ 500 milhões e isso estará no edital. A situação da cidade está muito difícil. O sindicato [Sindae] é contrário. Mas, como prefeito, tenho que pensar nos funcionários e e na cidade também, no que é melhor para o município.

Não houve garantia [da Embasa] para os funcionários nem para os investimentos necessários. A cidade não pode continuar nessa crise [de falta de água].

Pimenta – Voltando à questão Embasa. Devolver o sistema para o estado não seria a melhor solução?

Vane – Não, pois não houve garantia para os funcionários nem para os investimentos necessários. A cidade não pode continuar nessa crise [de falta de água].

Pimenta – Quais são os prazos com os quais o senhor trabalha para esta licitação?

Vane – A empresa será conhecida 90 ou, no máximo, 120 dias. Precisaremos de aprovação da Câmara. A cidade não está pensando em outra coisa que não seja a água.

Pimenta – Quais são as interessadas?

Vane – Participarão da PMI (Proposta de Manifestação de Interesse) quatro empresas. A Embasa, a Cana Nova, Águas do Brasil e a Odebrecht. A licitação é aberta. Outras empresas poderão participar.

Pimenta – Hoje, a questão é de onde captar, de onde virá a água. A empresa vencedora participará da construção e captação de água da Barragem do Colônia?

Vane – O processo da barragem é outro. A gente não vai poder esperar três, quatro anos até a barragem encher. A previsão é que a barragem fique pronta em novembro do ano que vem. Mas tem a captação de água, o desvio da estrada e das redes de transmissão. O governador [Rui Costa] está trabalhando muito por isso.

Para dessalinizar 200 litros por segundo, gasta R$ 2 milhões por mês. Itabuna precisa de 800 litros por segundos. Então, a gente não tem esse dinheiro.

Pimenta – Então, de onde virá a água até lá? 

Vane – A empresa que ganhar vai poder investir em dessalinização, captar em outros mananciais. Para dessalinizar 200 litros por segundo, gasta R$ 2 milhões por mês. Itabuna precisa de 800 litros por segundos. Então, a gente não tem esse dinheiro. A empresa que ganhar a licitação terá que fazer isso. Vamos colocar no edital.

Pimenta – Estamos em período de pré-campanha, justamente quando é anunciada a concessão do sistema. As especulações são de toda ordem, inclusive de que essa concessão poderá bancar campanhas. Como o senhor vê estes comentários?

Vane – Como prefeito, pensamos na cidade. Quando assumi a prefeitura, fizemos uma cerimônia modesta. Gastamos só R$ 1,2 mil com água. Disseram que eu tinha gastado R$ 40 mil. Então, a gente já se acostumou [com as especulações e boatos]. O que tenho que pensar é que, com a concessão, a mudança será imediata, com a dessalinização, pequenas barragens, novos mananciais.

Itabuna tem potencial. Já foi a terceira em arrecadação. O que precisamos é ganhar eficiência, reduzir as perdas de água. Hoje, a gente perde de 55% a 60% da água captada.

Pimenta – Qual o custo estimado para estas obras iniciais?

Vane – Será feito um estudo e isso estará no edital. É muito recurso.

Itabuna é atrativa para um empresa investir os R$ 500 milhões da concessão? Quais são as garantias de execução [das obras]?

Vane – Itabuna tem potencial. Já foi a terceira em arrecadação. O que precisamos é ganhar eficiência, reduzir as perdas de água. Hoje, a gente perde de 55% a 60% da água captada. A Emasa é uma empresa viável, desde que tenha investimento. Não conseguimos por causa dessa crise hídrica.

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Mateus Santiago: desconto de 60% faria Emasa decretar falência (Foto Wilson Oliveira).
Mateus Santiago: desconto de 60% faria Emasa decretar falência (Foto Wilson Oliveira).

A Prefeitura de Itabuna e a Emasa recorreram de decisão provisória da justiça que ordenou o desconto de 60% na conta de água até a empresa de saneamento voltar a fornecer água potável. De acordo com o procurador-geral do Município, Mateus Santiago Silva, a empresa decretará falência ainda neste ano, caso o percentual de desconto ou abatimento seja mantido. “Não há outra matemática”, disse.

Na última semana, o juiz Ulisses Maynard Salgado, da 1ª Vara da Fazenda Pública, definiu esse desconto ou abatimento na conta ao analisar pedido do Ministério Público Estadual (MP-BA). A promotoria local ingressou com ação civil pública contra a Emasa por causa do fornecimento de água com alto teor de cloreto.

O procurador-geral concorda que haja desconto ou abatimento no valor da tarifa, porém num percentual mais condizente com a situação financeira da empresa. Para a Emasa, este percentual seria 10%.

CONSUMO HUMANO

Mateus Santiago Silva cita que o município vem fazendo investimentos na captação de água em outras áreas e fornecido o produto potável por meio de tanques espalhados nos bairros. Esta ação, segundo ele, aumentou, “consideravelmente”, os custos da empresa.

No pedido de reconsideração, apresentado ao Juízo da 1ª Vara da Fazenda Pública em oposição ao Ministério Público, autor da denúncia, a Procuradoria Geral do Município e Emasa indicam uma contraproposta de redução de 10% nas tarifas já cobradas nas contas emitidas. O índice baseia-se em um estudo feito pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), que concluiu que, em média, apenas 6% da água fornecida à população é utilizada para alimentação e para o consumo humano.

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Emasa terá que ressarcir consumidores por causa de água salgada.
Emasa terá que ressarcir consumidores por causa de água salgada.

Uma decisão liminar do juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública, Ulysses Maynard Salgado, obriga a Emasa a ressarcir os consumidores. A empresa deverá devolver o correspondente a 60% do valor pago a cada fatura a partir de dezembro do ano passado, quando a Empresa Municipal de Águas e Saneamento passou a fornecer água salgada à população.

Para os consumidores que não pagaram as suas contas desde dezembro, a empresa deverá recalcular a fatura já com o abatimento de 60%. O desconto deverá ocorrer em todas as contas. Somente será suspenso, de acordo com a decisão provisória, no período em que a Emasa passar a fornecer água potável.

A tutela antecipada foi concedida pelo magistrado, após ação civil movida pelo Ministério Público Estadual (MP-BA). A decisão provisória do magistrado é de 28 de abril, mas foi tornada pública nesta terça (3).

O ressarcimento será feito mês a mês, a partir de junho, conforme a decisão, contra a qual a Emasa poderá apresentar recurso. Caso a Emasa descumpra a determinação, será multada em R$ 1 mil por dia, limitando-a a R$ 20 mil.

O magistrado também marcou audiência de conciliação para a próxima sexta (6), às 8h40min, no Novo Fórum, no Loteamento Nossa Senhora das Graças. O PIMENTA não conseguiu ouvir a direção da Emasa. A empresa ainda não informou se recorrerá da decisão.

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torneira-secaA Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) prometeu manter os itabunenses informados sobre a previsão de fornecimento de água em cada bairro da cidade, mas a escala de abastecimento não está sendo atualizada.

No site da empresa, o usuário encontra um cronograma atrasado e fica sem saber quando a “salgadinha” (como estão chamando a água da Emasa) chegará às torneiras.

Telefonar para a empresa é outra tarefa inglória. Dificilmente atendem e, quando atendem, é raro darem uma previsão segura de quando a água vai cair.

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Adutora que se rompeu tem diâmetro semelhante a este da foto (Foto Emasa/Arquivo).
Adutora que se rompeu tem diâmetro semelhante a este da foto (Foto Emasa/Arquivo).

O abastecimento de água em Itabuna está suspenso desde a madrugada desta quinta-feira (28), quando adutora de Castelo Novo se rompeu. O incidente ocorreu na região conhecida como Manoel Chinês.

A adutora que se rompeu tem 550 milímetros. Desde a forte estiagem, no segundo semestre do ano passado, Castelo Novo se tornou a principal estação de captação de água para o município. Por estar no nível do mar, a água tem alto nível de concentração de cloreto de sódio, deixando a água salgada e imprópria para ingestão humano e animal.  

A expectativa da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) é de que o reparo na rede seja concluído nesta tarde. Ainda de acordo com a empresa, o bombeamento de água a partir da estação de Castelo Novo deve ser retomado à noite. “A Emasa espera contar com a compreensão de todos e pede desculpas pelos eventuais transtornos causados à população”, informa a nota da diretoria da empresa.

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O jeito é apelar a Deus... Religiosos oram sobre as pedras de Castelo Novo (foto Ascom Emasa)
O jeito é apelar a Deus… Religiosos oram sobre as pedras de Castelo Novo (foto Ascom Emasa)

Embora a estiagem complique bastante a situação do sistema de abastecimento de Itabuna, é notório que a precariedade do mesmo é um problema que dá uma contribuição decisiva para acentuar a crise que a população local enfrenta há mais de oito meses.

Os gestores da Empresa Municipal de Saneamento (Emasa) sabem que seu sistema de abastecimento é arcaico, possui uma rede obsoleta com inúmeros vazamentos, depende de bombeamento ininterrupto, o que significa um gasto astronômico com energia elétrica, e não conta com um reservatório confiável. Neste último ponto, a retomada das obras da barragem do Rio Colônia traz um alento, mas a previsão de conclusão é de um ano e meio.

Como se ignorasse todos esses problemas, a Emasa tem insistido em um discurso que põe toda a responsabilidade pela falta de água nas costas de Deus. É como se a empresa não tivesse a menor parcela de culpa pela histórica falta de investimentos.

O ponto alto dessa estratégia de entregar a batata quente ao Todo Poderoso foi visto hoje (8), quando a Emasa divulgou imagens de evangélicos orando sobre as pedras ressequidas da estação de Castelo Novo.

Segundo nota distribuída pela empresa, os religiosos fizeram “um clamor, pedindo a Deus misericórdia e que tenha piedade de Itabuna e toda a região sul da Bahia, que estão sofrendo as consequências da falta de chuvas”. O próximo passo será o prefeito Claudevane Leite nomear o Criador para a presidência da Emasa.

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emasaTão ruim quanto ficar sem água, é não saber quando  ela vai chegar. Ainda que seja o soro caseiro (com reforço no sal) fornecido pela Emasa em Itabuna.

Como o PIMENTA já divulgou no dia 31 de março (confira), a empresa tinha adotado a postura de não divulgar o calendário de abastecimento. A alegação, um tanto absurda por desrespeitar o princípio básico da transparência na gestão de um serviço público, era de que o cronograma permitiria aos usuários cobrar seu cumprimento.

Segundo a Emasa, nem sempre é possível garantir que a água vai cair em determinada data, em razão de problemas corriqueiros na rede, como as panes elétricas.

Na sexta-feira (1º), um dia após a nota deste blog, a empresa decidiu publicar o calendário em sua página na internet. A informação foi finalmente disponibilizada, com a observação de que está sujeita a possíveis alterações.

Já é alguma coisa. Pelo menos agora o itabunense já pode ter uma ideia de quando irá tomar seu banho de descarrego.

 

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Moradores atearam fogo em objetos em protesto contra a falta de água (foto redes sociais)
Moradores atearam fogo em objetos em protesto contra a falta de água (foto redes sociais)

Há mais de 30 dias sem ouvir uma gota de água cair nos tanques de suas casas, moradores do bairro Califórnia decidiram hoje ir pra rua protestar contra a Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa). Eles interditaram uma das principais ruas do bairro, nas imediações da Unidade de Saúde Alberto Teixeira Barreto, e colocaram fogo em objetos.

Segundo a Emasa, a captação de água para o sistema de abastecimento foi reduzida a 45%, o que resulta em acentuada redução na capacidade da empresa para levar água até as casas dos itabunenses. A mesma situação enfrentada pelos moradores da Califórnia é vivida em toda a cidade.

Para se abastecer, quem pode costuma pagar em média 28o reais por 6 mil litros de água, que chega em carros-pipa. O comércio de água, a preços exorbitantes, tornou-se importante fonte de lucros na cidade e nem sempre há garantia da procedência do que é oferecido.

A Emasa tem um cronograma de abastecimento, mas restringe a divulgação do calendário. Extraoficialmente, um funcionário do setor de comunicação da empresa disse ao PIMENTA que a informação fica restrita para evitar cobranças dos usuários em caso de atraso no serviço quando há algum problema, a exemplo das costumeiras panes elétricas.

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Água da Emasa tem 32 vezes mais sal do que o aceitável, mas ainda não há comprovação da presença de coliformes
Água da Emasa tem 32 vezes mais sal do que o aceitável, mas ainda não há comprovação da presença de coliformes

Os moradores de Itabuna já sofrem bastante com a água salgada fornecida pela Emasa. Há relatos de que o líquido temperado vem causando problemas de pele, ferrugem em pias e torneiras, perda de chuveiros elétricos e defeitos em lavadoras de roupa.

Para ficar pior, só faltava saber que a raríssima água servida aos itabunenses também está batizada com coliformes fecais. Essa informação tenebrosa chegou a circular nas redes sociais, mas é negada pelo Centro de Investigação, Diagnóstico e Controle de Qualidade (Ceniq).

Segundo o biomédico João Haun, que comanda o Ceniq, ainda não foram realizados testes para confirmar a contaminação da água da Emasa por coliformes. Mas ele afirma que essa análise será realizada nos próximos dias, a partir da coleta de amostras em vários bairros.

Ou seja, por enquanto apenas o teste olfativo denuncia algo estranho na água. Aguardemos a comprovação científica, ou não (tomara!).

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emasa 2A Prefeitura de Itabuna estuda propostas de quatro empresas para reformular a gestão da Emasa. Segundo o prefeito Claudevane Leite (PRB), não se trata de um caminho à privatização dos serviços de fornecimento de água e coleta e tratamento de esgoto, mas a busca de uma estratégia capaz de melhorar a operação.

Foram apresentadas ao governo propostas do Grupo Águas do Brasil, construtora Casa Própria, Odebrecht e da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa). Elas responderam a um Procedimento de Manifestação de Interesse e tiveram 30 dias para esquadrinhar a Emasa e expor seus projetos.

Técnicos do governo devem concluir a análise dos relatórios até o dia 8 de abril. Em seguida, haverá audiências públicas com a participação da comunidade e de funcionários da Emasa.

Segundo a Prefeitura, a empresa municipal está endividada e não tem capacidade de fazer investimentos para melhorar a qualidade dos serviços prestados.

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No detalhe, é possível perceber melhor o vazamento que cai direto no Rio Cachoeira (foto Pimenta)

A Emasa precisa tomar alguma providência para acaba com um vazamento na tubulação que leva esgoto da estação elevatória situada próximo ao Príncipe Hotel até a estação de tratamento do bairro São Judas.

O cano está danificado há um bom tempo e a Emasa tem conhecimento do problema. O mais grave é que os dejetos caem diretamente no Rio Cachoeira, cada vez mais poluído e quase morto no trecho que corta Itabuna.

O PIMENTA entrou em contato com a assessoria da empresa, mas não havia informações sobre essa situação. O setor se comprometeu a buscar esclarecimentos com técnicos da Emasa.

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Água corre pela sarjeta da Avenida Félix Mendonça (foto reprodução Balanço Geral)
Água corre pela sarjeta da Avenida Félix Mendonça (foto reprodução Balanço Geral)

Moradores do bairro da Conceição, em Itabuna, estão indignados com o descaso da Emasa diante de uma cena de desperdício que se repete desde a última quinta-feira (17). Segundo denúncia apresentada hoje no programa Balanço Geral (TV Cabrália), um vazamento na rede de água já dura cinco dias, sem que a empresa responsável tome qualquer providência.

A água corre pela sarjeta da Avenida Félix Mendonça, a principal via de acesso ao bairro. Ao mesmo tempo, ela falta na maioria das casas do Conceição, principalmente nas situadas na parte mais alta. A carência é idêntica em todos os bairros de Itabuna.

A impressão que se tem é de que o desabastecimento de água na cidade se agravou, mesmo após o decreto de situação de emergência e a duplicação do número de carros-pipa, que agora trazem água de Buerarema e São José da Vitória. São 30 veículos operando, sob a coordenação da Defesa Civil.

Seria para amenizar o problema, mas as queixas da comunidade só aumentam (basta ouvir os programas de rádio, que recebem a maior parte das reclamações, principalmente da população mais humilde). Um indicativo de que os recursos superiores a R$ 3 milhões para atenuar os efeitos da estiagem, obtidos com o decreto de emergência, podem não estar sendo aplicados de modo eficiente.

SEM INFORMAÇÕES –  Quem liga para o serviço 0800 da Emasa dificilmente recebe informações seguras sobre o cronograma de abastecimento. Para quem não pode esperar e solicita um caminhão-pipa, a empresa cobra cerca de R$ 12,00 pelo metro cúbico, valor que é inserido na fatura mensal. O problema é que a fila é imensa e quem solicita o fornecimento com certeza irá esperar muitos dias até ser atendido.

Oficialmente, os caminhões que trazem água de Ubaitaba e São José não abastecem diretamente as casas, apenas os tanques comunitários instalados em alguns bairros. No mercado clandestino, a água pode chegar mais rápido, mas 5 mil litros custam no mínimo R$ 250,00, sem qualquer garantia quanto à procedência.