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Obra é retomada com a construção de desvio e desvio da BA-120 (Fotos Lucas França).
Obra é retomada com a construção de desvio e desvio da BA-120 (Fotos Lucas França).

As obras da Barragem do Rio Colônia, em Itapé, recomeçaram com a construção de desvio na BA-120, que liga o município a Itaju do Colônia, e reorganização do canteiro de obras em uma fazenda no quilômetro oito da rodovia estadual. A construção da barragem será tocada pelo Consórcio Rio Colônia, liderado pela Metro Engenharia.

Paralisada desde agosto de 2013, a obra consumirá recursos da ordem de R$ 32 milhões. Ao todo, incluindo desvio de rodovia, desapropriações e construção de adutora até Itabuna, o investimento previsto supera a casa dos R$ 130 milhões, bancados pelos governos Federal e Estadual.

A Barragem do Rio Colônia alagará área de 1.621 hectares, terá 19 metros de altura e capacidade para acumular 62.670 metros cúbicos de água, com vazão de 1.405 litros por segundo.

A previsão é de que a barragem comece a ganhar contornos lá para maio, conforme disse um dos responsáveis pela obra. “Dentro de 60 dias, retomamos as fundações da barragem”, explica Braz Paixão.

Barragem será construída no leito do Rio Colônia (Foto Lucas França/Secom Itabuna).
Barragem será construída no leito do Rio Colônia (Foto Lucas França/Secom Itabuna).

O prefeito Claudevane Leite, de Itabuna, ressalta o peso da obra para o abastecimento de quase 250 mil pessoas na principal economia sul-baiana e em Itapé. A parceria com o governo baiano é tida pelo prefeito itabunense como fundamental para a retomada do projeto que visa solucionar a falta d´água pelos próximos 30 anos.

Itabuna vive, novamente, sob racionamento e a Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) distribui água com alto teor de sal. Análise  do Ceniq revelou que o teor de cloreto de sódio é 32 vezes mais alto que o permitido pelo Ministério da Saúde. São 8 gramas por litro de água, quando o máximo permitido é 250 miligramas.

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Comparação entre a quantidade de sal permitida pela legislação (à esquerda) e a encontrada na água da Emasa
Comparação entre a quantidade de sal permitida pela legislação (à esquerda) e a encontrada na água da Emasa

A própria Emasa reconhece que a água distribuída hoje aos itabunenses não é adequada ao consumo humano, mas a população provavelmente se assustará ao saber exatamente qual o teor de sal encontrado no produto fornecido pela empresa municipal de abastecimento.

Uma análise feita pelo Centro de Investigação, Diagnóstico e Controle de Qualidade (Ceniq), sob a coordenação do biomédico João Haun, demonstrou que a água da Emasa tem nada menos que 32 vezes mais sal que o permitido pela legislação. Em uma amostra de um litro, o laboratório encontrou 8 gramas de cloreto de sódio, quando o máximo aceito pela Anvisa para classificar a água como potável é de 250 miligramas (ou seja, 1/4 de grama) por litro.

O excesso de sal torna essa água absolutamente imprópria para a ingestão, devendo ser evitado seu uso inclusive no preparo de alimentos. O consumo exagerado de cloreto de sódio pode levar a problemas renais e elevar a pressão arterial.

O Ceniq é especializado em análise de água e alimentos, e atende empresas que necessitam aferir seus produtos para fins de controle de qualidade. Além do teor de cloreto, o laboratório coletou amostras para outras verificações relativas à potabilidade da água fornecida pela Emasa.

Com a estiagem, a empresa de abastecimento passou a captar água principalmente na região de Castelo Novo, onde o Rio Almada sofre influência das marés, daí a elevada quantidade de sal encontrada. Desde o último final de semana, a Defesa Civil de Itabuna passou a trazer água de Ubaitaba e São José da Vitória, utilizando 30 caminhões-pipa.

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Estação de Captação em Castelo Novo, vistoriada pelo prefeito em dezembro passado (Foto Gerson Teixeira).
Estação de Captação em Castelo Novo, vistoriada pelo prefeito em dezembro passado (Foto Gerson Teixeira).

Após a Coelba retomar o fornecimento de energia na região de Castelo Novo às 16 horas, a Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) informou que o abastecimento de água para a região central e bairros como Conceição, Vila Zara e São Pedro ocorrerá até o início da manhã desta terça (15).

A captação em Castelo Novo havia sido interrompida, após queda de energia elétrica, conforme nota abaixo. A captação será retomada por volta das 18h de hoje, mas precisa de mais seis horas, no mínimo, para poder retomar o abastecimento.

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torneiraUma pane na rede elétrica provocou a interrupção do bombeamento de água na estação de Castelo Novo, hoje a principal unidade de captação do sistema que abastece os moradores de Itabuna.

Em nota,  a Secretaria de Comunicação da Prefeitura informa que técnicos da Emasa e da Coelba estão no local, mas o problema ainda não tinha sido resolvido. A parada na captação afeta de imediato os bairros São Caetano, Banco Raso, Sarinha Alcântara, Novo São Caetano, Vila Anália, Pedro Jerônimo, Jardim Primavera, Jaçanã, Mangabinha, Zildolândia e a região central da cidade. Essas comunidades seriam abastecidas a partir de hoje, conforme o cronograma da Emasa, mas agora sofrerão mais um pouco sem água nas torneiras.

O PIMENTA entrou em contato com a assessoria de imprensa da Emasa, mas ainda não há informações sobre a conclusão dos reparos na rede elétrica utilizada pela estação de Castelo Novo.

A água captada no Rio Almada, em Castelo Novo, sofre a influência das marés e apresenta alto teor de cloretos, mas se tornou o principal recurso disponível para os itabunenses nesse período de estiagem.

Desde o último fim de semana, a Defesa Civil passou a coordenar uma operação com 30 carros-pipa, que está trazendo água das estações de tratamento da Embasa em São José da Vitória e Ubaitaba (confira).

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Prefeitura contratou mais 15 carros-pipa para atender os bairros de Itabuna (foto Lucas França/Ascom-PMI)
Prefeitura contratou mais 15 carros-pipa para atender os bairros de Itabuna (foto Lucas França/Ascom-PMI)

Desde o último final de semana, Itabuna passou a contar com  o dobro do número de carros-pipa que já vinham levando água para os bairros. Agora, há uma frota de 30 veículos para reforçar essa distribuição.

A ação é coordenada pela Defesa Civil e deve priorizar o abastecimento em hospitais, escolas, abrigos, creches e postos de saúde, além de 70 tanques instalados em diversas comunidades, principalmente nos locais mais altos, onde a água da rede da Emasa tem maior dificuldade para chegar.

A Defesa Civil alerta a população para que denuncie qualquer tentativa de cobrança pela água. O fornecimento deve ser gratuito, bastando que o beneficiado preencha um formulário para controle do serviço. Eventuais irregularidades devem ser informadas ao órgão, por meio do telefone 98854-6924.

A água transportada pelos carros-pipa é proveniente de estações de tratamento da Embasa nas cidades de Ubaitaba e São José da Vitória. Segundo a Defesa Civil, todos os veículos estão identificados com logomarca e brasão da Prefeitura de Itabuna. A expectativa é de que a frota realize um total de 100 viagens por dia.

A Prefeitura anunciou também que pretende aumentar o número de tanques instalados nos bairros. As ações foram viabilizadas pela homologação do decreto que reconheceu a situação de emergência em Itabuna devido à estiagem. O município recebeu uma verba de mais de R$ 3 milhões para amenizar a crise de abastecimento.

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Aguaceiro atingiu ruas dos bairros Góes Calmon e Jardim Vitória
Aguaceiro atingiu ruas dos bairros Góes Calmon e Jardim Vitória

Em um momento de severa crise de abastecimento, quando boa parte da população está sem uma gota de água nos tanques de suas casas, um enorme vazamento na rede da Emasa causou indignação ontem à noite.

O rompimento de uma adutora no bairro Góes Calmon provocou verdadeira enxurrada, que chegou até ruas do bairro vizinho, o Jardim Vitória. Moradores ficaram estarrecidos, mas, por mais absurda que seja, a situação não é tão incomum em Itabuna.

A maior parte da rede da Emasa é obsoleta e a tubulação já deveria ter sido substituída há muitos anos. Estima-se que mais da metade da água tratada se perca em vazamentos, antes de chegar às residências.

Para se ter uma ideia, em alguns bairros os moradores sabem que a água está chegando quando percebem umidade na rua. Nada mais nada menos que água se perdendo pela velha tubulação e aflorando na superfície.

De vez em quando, como ocorreu ontem, um cano arrebenta e o aguaceiro chama atenção. Mas o desperdício em diversos pontos da cidade é cotidiano, e dói quando se trata de um recurso que se torna cada vez mais escasso.

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Esgoto estourado há dois meses não tem solução da Emasa.
Esgoto estourado há dois meses não tem solução da Emasa

Os clientes da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) na Travessa Santa Luzia, no Banco Raso, em Itabuna, têm que conviver com algo além da falta de água. Reclamam que a rede de esgoto da localidade estourou e nada de obter resposta positiva da empresa.

– Isso é um problema de saúde pública – alerta a moradora Maria Dineide Cordeiro.

O sofrimento dos moradores já dura mais de dois meses. Várias solicitações de reparo foram feitas à Emasa, gerando um sem-número de protocolos, mas solução que é bom…

Com a palavra, a direção da Emasa.

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Estiagem no Almada afeta Almadina, Coaraci, Itajuípe e Itabuna (Foto Pimenta/Arquivo).
Estiagem no Almada afeta Almadina, Coaraci, Itajuípe e Itabuna (Foto Pimenta/Arquivo).

Seis municípios do sul da Bahia começam a enfrentar o mesmo drama de racionamento de água vivido pelos itabunenses desde o ano passado. Abastecidos pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), Almadina, Camacan, Coaraci, Itacaré, Mascote e Uruçuca passam por restrição por causa da forte estiagem. Gerente do escritório regional da Embasa, Danilo Hugo Gomes diz que a ação é preventiva.

O Rio Ribeiro, principal manancial de Itacaré, secou e a captação é feita apenas no Rio Jeribucaçu. O abastecimento está sendo alternado, por áreas, em um dos principais destinos turísticos da Costa do Cacau. A restrição ocorre ainda em Mascote, desde fevereiro.

Coaraci também sofre. O manancial da Serra da Palha secou e a captação é feita no Rio Almada, cujo nível baixou acentuadamente e teve o fluxo interrompido em vários trechos. Danilo Gomes disse que, se a estiagem continuar, terá que recorrer a carros-pipas.

A situação é pior em Uruçuca, que depende do Almada. A captação é feita nos rios Serra Preta e Água Verde. O quadro em Camacan é parecido, pois o nível do Rio Panelão está muito baixo. O distrito de Panelinha está sendo abastecido com água levada à adutora a partir da sede municipal.

Na última segunda, o gerente da Unidade Regional da Embasa, Danilo Gomes, esteve reunido com o prefeito de Camacan, Arildo Evangelista, e vereadores para explicitar as medidas adotadas para garantir a continuidade do abastecimento.

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Prefeito foi recebido ontem em audiência na Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (foto Ascom/SIHS)
Prefeito foi recebido ontem em audiência na Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (foto Ascom/SIHS)

Nem um dilúvio será capaz de resolver o problema da falta de água em Itabuna no longo prazo. O que a cidade precisa, e todos sabem disso, é de uma melhor infraestrutura para regularizar o abastecimento, evitando tanto sofrimento da população em períodos de pouca chuva.

Itabuna, uma cidade com mais de 220 mil habitantes, continua sem um reservatório de água. A barragem no Rio Colônia, cujas obras pararam há três anos, continua a ser uma promessa. Em novembro do ano passado, o governador Rui Costa assinou ordem de serviço para retomar a construção, e o prefeito Claudevane Leite declarou que os trabalhos seriam reiniciados no prazo de 60 dias. O tempo passa e mais uma falácia se confirma.

Enquanto isso, a população sofre. A pouca água que a Emasa fornece vem batizada com sal e não serve para o consumo humano. A própria empresa reconhece e adverte que sua água é prejudicial à saúde.

E o Estado, como não cuida da infraestrutura, sinaliza com remendos. Nesta quinta-feira (25), Claudevane Leite foi recebido pelo secretário de Infraestrutura Hídrica e Saneamento da Bahia, Cássio Peixoto. Ouviu dele a promessa de que o governo utilizará carros-pipa para levar água da Embasa para Itabuna. Também serão fornecidos 100 tanques e o governo ainda se comprometeu a ajudar a Prefeitura na retirada de baronesas do Rio Cachoeira.

A necessária infraestrutura, por enquanto, continua na relação de débitos do Governo do Estado com Itabuna. Da parte de quem deveria ser mais incisivo da cobrança do essencial, nota-se certo conformismo com as migalhas oferecidas.

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Emasa emitiu contas mais salgadas justamente no período em que faltou água
Emasa emitiu contas mais salgadas justamente no período em que faltou água

Os meses de dezembro e janeiro passados, quando a Emasa (Empresa Municipal de Água e Saneamento de Itabuna) chegou praticamente a interromper o fornecimento de água, foram estranhamente períodos em que muitas contas vieram mais salgadas. Aliás, a água, quando caía, também vinha com o mesmo “tempero”.

Há casos absurdos, como o de uma moradora do bairro da Conceição, que quase não recebeu água no mês de dezembro, mas viu sua conta passar de R$ 3 mil (quando o valor normal era inferior a R$ 100,00).

Outro cliente informa ao Pimenta que seu hidrômetro registrou  o consumo de 16 m³ de água na conta de dezembro e nada menos que 42 m³ na fatura de janeiro. Segundo o cidadão, no período da leitura a água caiu apenas uma semana e, ainda assim, ele estava fora de sua residência, em viagem.

“Fui à Emasa para formalizar queixa e o atendente reiterou que a unica ajuda que poderia me prestar seria parcelar a conta, o que não aceitei”, afirma o usuário que viu sua conta de água quase triplicar. Diante da indisposição da empresa em reavaliar sua fatura, ele diz que vai procurar resolver a situação pela via judicial.

No início deste mês, o Ministério Público ingressou com ação na justiça, na qual pede a devolução do dinheiro dos usuários, referente às contas de dezembro de 2015 e janeiro último. A alegação é de que a Emasa forneceu água com teor de cloreto quatro vezes maior que o admitido pelo Ministério da Saúde (relembre).

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Dirigente da Emasa em vistoria a um dos pontos de captação no Rio Almada.
Dirigente da Emasa em vistoria a um dos pontos de captação no Rio Almada.

O abastecimento de água em Itabuna será normalizado até a próxima semana, segundo promessa do presidente da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa), Ricardo Campos. O racionamento chega ao fim depois de quase três meses. A ordem é economizar ao máximo. Ou terá que, novamente, recorrer à captação em Castelo Novo, que sofre efeito da maré e fornece água com alto teor de cloreto neste período do ano.

A empresa passou a captar 400 litros de água, por segundo, no Rio Almada, na estação localizada em Rio do Braço (Ilhéus), e 350 litros no Rio Cachoeira, em Itabuna. Os 750 litros por segundo, conforme a empresa, atende às necessidades normais de abastecimento do município.

A Emasa desligou a estação de Castelo Novo, de acordo com o presidente, no último domingo (31), transferindo a captação para Rio do Braço e Nova Ferradas, quando passou a assegurar água apropriada para consumo humano. Quem ainda tinha água salgada em seus reservatórios, ainda sofre com os efeitos da estiagem com a “mistura”.

A normalização do abastecimento diminuirá o sofrimento de quem reside em partes mais altas da cidade, onde os relatos são de que “a água chega sem força para cair no tanque”. Quem possui reservatório subterrâneo e sistema de bombeamento, sofre menos nestas áreas.

AÇÃO DO MP
Numa ação movida na última quinta (4), o Ministério Público Estadual entrou com pedido de anulação de contas de água relativas aos consumos de dezembro e janeiro últimos. Segundo levantamento da promotoria, o índice de cloreto na água foi até 4 vezes superior ao admitido pelo Ministério da Saúde (confira aqui), forçando o consumidor a ter gastos extras com água mineral – que ficou ainda mais cara no período.

O presidente da Emasa, Ricardo Campos, afirmou, por meio da Secretaria de Comunicação de Itabuna, que, “havendo a regular citação, apresentaremos à Justiça a defesa dentro do devido processo legal e das normais processuais cabíveis”. O dirigente ressaltou os investimentos feitos pela empresa no período do racionamento e os efeitos severos de mais de 180 dias de estiagem no sul da Bahia.

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Inocêncio requer devolução de dinheiro ao consumidor.
Inocêncio requer devolução de dinheiro ao consumidor.

O Ministério Público Estadual (MP-BA) ingressou com uma ação contra a Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa), na tarde desta quinta-feira (4), por danos morais contra o consumidor, informa o Blog do Tom Ribeiro. O promotor Inocêncio de Carvalho, que assina a ação, pede a anulação das faturas relativas a dezembro de 2015 e ao mês passado com devolução do dinheiro ao consumidor.

A promotoria relata, na ação, danos sofridos pelo consumidor no período em que a empresa forneceu água com teor de cloreto até quatro vezes superior ao admitido pelo Ministério da Saúde. O teor alcançou 1.180 mg, conforme a ação, quando o máximo admitido é 260 mg.

De acordo com Inocêncio, consumidores procuraram o MP-BA em Itabuna e denunciaram problemas de saúde, choques elétricos na hora do banho e, em muitos casos, impossibilidade de comprar água mineral no período da seca.

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Geraldo defende Emasa e cobra barragem no Rio Colônia.
Geraldo defende Emasa e cobra barragem no Rio Colônia.

Diante do debate que se formou nos últimos dias em torno do futuro da Emasa, o ex-deputado federal Geraldo Simões quebrou o silêncio e se posicionou a respeito do tema em sua página no Facebook. Geraldo, que já foi prefeito de Itabuna por duas vezes, é taxativo ao dizer que a solução não está em entregar a Emasa à iniciativa privada. “Sabemos que existe interesse de empresas como Águas do Brasil, OAS e Odebrecht. Não concordamos com a venda”.

A discussão sobre o tema se acirrou na sociedade a partir do anúncio do prefeito Claudevane Leite, lançando um Chamamento Público para Procedimento de Manifestação de Interesses a respeito da Emasa. Depois, a prefeitura abriu prazo para contribuições ao Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), preparatório para a Conferência Municipal de Saneamento Básico, no próximo dia 15.

Embora não cite suspeita sobre alguma manobra para a venda da Emasa embutida nesses procedimentos, o pré-candidato a prefeito diz que esse tema tem que envolver o governo do estado. “Vamos discutir com o governador um projeto para dobrar a produção de água em Itabuna. A barragem do Rio Colônia, que nós propusemos ainda no nosso primeiro governo, vai garantir abastecimento diário para todos os moradores e empreendimentos de Itabuna”.

ESGOTO TRATADO

De acordo com Geraldo, o município deve ter condições para coletar e tratar 100% do esgoto na cidade. “Para decidir sobre o futuro da Emasa, só com a participação de toda sociedade. Sabemos que mudanças são necessárias, mas essa decisão não deve ter como opção a entrega desse patrimônio a empresas privadas. Há outras formas, como uma maior parceria com a Embasa, ou a busca de projetos no âmbito federal”.

Para Geraldo, a sociedade de Itabuna deve se posicionar, cobrando o fortalecimento do perfil público da Emasa. “Será necessário fortalecê-la, fazer as parcerias com outros órgãos de governo, buscar projetos e garantir financiamento. Não se deve buscar o lucro nesse serviço, pois o lucro está na prestação do serviço, é o lucro social”.

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Rio Almada recupera vazão gradualmente (Foto Ecivaldo Nascimento/FB).
Rio Almada recupera vazão gradualmente (Foto Ecivaldo Nascimento/FB).

O prefeito Claudevane Leite e o presidente da Emasa, Ricardo Campos, farão uma visita técnica, amanhã (3), à estação de captação de água em Rio do Braço. A análise das condições da vazão do Rio Almada e das condições de captação serão fundamentais para o município decidir pelo fim ou continuidade do racionamento de água.

O Rio Almada responde por, aproximadamente, 70% da água que abastece os lares itabunenses. Independente do racionamento continuar ou não, a ordem é economizar. Ou viver (de novo e mais rápido) o drama da água “temperada”.

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Emasa começa a fornecer água potável, após dois meses.
Emasa começa a fornecer água potável, após dois meses.

A Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) deixou de captar água da estação de Castelo Novo, em Ilhéus, ontem (31), de acordo com o presidente da estatal, Ricardo Campos. Agora, a captação é feita somente nas estações de Nova Ferradas, em Itabuna, e Rio do Braço, em Ilhéus. Para o consumidor, significa que voltará a receber água doce, depois de mais de 60 dias.

A Emasa está captando em torno de 300 litros de água por segundo na Estação de Nova Ferradas (Rio Cachoeira). Como a vazão do Rio Almada voltou a ficar em nível suficiente para abastecer Itabuna, a captação fica em torno de 400 litros por segundo.

O anúncio oficial de que a empresa deixou de captar água com altos níveis de cloreto de sódio será feito nesta terça (2) pela empresa. Também amanhã, o presidente Ricardo Campos deverá informar se o nível de água que chegou nos rios que abastecem o sistema em Itabuna é suficiente para decretar o fim do racionamento, imposto aos itabunenses depois de quase seis meses de forte estiagem no sul da Bahia.