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Itabuna enfrenta colapso no abastecimento de água (Foto Martone Badaró).
Itabuna enfrenta colapso no abastecimento de água (Foto Martone Badaró).

A diretoria da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) divulgou nota em que informa ser falsa a lista com cronograma de abastecimento de água em Itabuna. O alerta foi emitido nesta sexta (4), após várias queixas de consumidores.

A lista era compartilhada desde o final de semana, principalmente via WhatsApp. O cronograma não possuía marca oficial da empresa, que demorou muito para desmenti-la, embora tenha se tornado “febre” nas redes sociais.

Na nota, a diretoria da Emasa diz que a lista é ação de má-fé de aproveitadores políticos. A Emasa, segundo dirigentes, possui cronograma de distribuição de água, mas não torna público por causa de ajustes que se tornam necessários “para melhor atender a população”. Confira a íntegra da nota abaixo:

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Vane em audiência com funcionários da Emasa (Foto Wilson Oliveira).
Vane em audiência com funcionários da Emasa (Foto Wilson Oliveira).

O prefeito Claudevane Leite negou que vá privatizar a Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) e tratou esta possibilidade como “boato”. Porém, o gestor não descartou a participação da iniciativa privada no negócio. Foi durante audiência a funcionários da empresa, nesta manhã de terça (17).

– o Plano de Saneamento sugere possibilidades de parcerias que também estão sendo amplamente discutidas nas audiências públicas – disse ele aos funcionários da Emasa, que fizeram protesto e caminhada da sede da empresa até a prefeitura, na Avenida Princesa Isabel.

Esta participação ocorreria, de acordo com rumores dentro da Emasa e da estatal estadual Embasa, por meio de Parceria Público-Privada (PPP). Em janeiro, o governador Rui Costa, ao lado do prefeito Vane, disse que a PPP no saneamento em Itabuna era algo a ser estudado.

Vane refutou a possibilidade de privatização ao receber cerca de 100 funcionários concursados da Emasa, hoje. O grupo estava preocupado com a sequência de reuniões a portas fechadas da diretoria com executivos de empresas.

O prefeito disse ter tirado a Emasa da falência e não seria agora que privatizaria a empresa. Vane afirmou aos funcionários que tudo dependerá do Plano Municipal de Saneamento, que sugere as parcerias com a iniciativa privada. O plano deverá ser apresentado, na Emasa, na próxima quinta (19), às 7h30min.

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Os funcionários concursados da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) iniciaram protesto, há pouco, para cobrar do prefeito Claudevane Leite respostas quanto às intenções de privatização da estatal municipal.

Eles paralisaram as atividades e planejam grande protesto em frente à Prefeitura de Itabuna, no Bairro São Caetano. Cerca de 100 funcionários saíram da Estação de Tratamento de Água, no São Lourenço, para a prefeitura.

A intenção é pressionar para que sejam, finalmente, recebidos pelo prefeito. Nem a direção da Emasa nem o prefeito Claudevane Leite respondem às solicitações de informações feitas pelo Sindae.

Há mais de 30 dias, o sindicato dos funcionários, o Sindae, cobra do Governo Vane informações sobre possível privatização da empresa.

De acordo com sindicalistas em entrevista ao Pimenta, há várias semanas executivos da Odebrecht têm se reunido a portas fechadas com a direção da Emasa. Suspeita-se que o governo esteja preparando plano de “privatização branca”, com a empresa sendo repassada à Embasa (estatal estadual) e, daí, para a Odebrecht.

Atualização às 9h54min – Neste momento, os manifestantes estão no gabinete do prefeito Claudevane Leite, com quem conversam e cobram informações sobre a venda da Emasa ou processo de Parceria Público-Privada (PPP) sugerido pelo Governo Baiano.

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Campos pede orações para que chova.
Campos pede orações para que chova.

A três dias da licitação para definir nova empresa que tocará obras da Barragem do Rio Colônia, em Itapé, a vizinha Itabuna voltou a sofrer os efeitos da estiagem no sul da Bahia.

Neste domingo (25) à tarde, o presidente da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa), Ricardo Campos, emitiu alerta a c0laboradores e secretários municipais.

A situação é de alerta com a suspensão da captação de água na estação instalada na região de Ferradas. É a segunda vez no ano que isso acontece.

“Ferradas já parou a captação, pois o rio secou naquele ponto, literalmente”, avisa o presidente da Emasa. Campos ressalta que está atendendo a região de Ferradas e adjacências “de maneira precária”.

A captação no Rio Almada, segundo Campos, está sendo reforçada para amenizar os efeitos com a suspensão da captação no Rio Cachoeira, de onde eram retirados 250 litros por segundo, em média.

A mensagem do presidente da Emasa dá bem uma ideia da situação provocada pela estiagem:

– Oremos para que chova nos próximos dias – conclamou Campos.

BARRAGEM DO COLÔNIA

As obras da Barragem do Rio Colônia, em Itapé, começaram em 2013, mas foram suspensas após a Construtora Andrade Galvão pedir revisão dos valores do contrato. Como o governo baiano não aceitou os termos, o contrato foi rescindido e houve duas novas licitações, que deram deserta ou empresas foram desabilitadas.

A expectativa é de que a licitação da próxima quarta (28) seja exitosa, pois o risco é de que o Estado tenha que devolver, para a União, mais de R$ 30 milhões de verba para a obra.

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Moradores da Rua Bela Vista, no Pedro Jerônimo, em Itabuna, denunciam problemas constantes com o abastecimento de água no bairro. Pior, quando a água chega, a rede não suporta a pressão e estoura. O que se vê é este cenário retratado em vídeo feito por um leitor. Alô, Emasa! Aconteceu há pouco.

Atualização às 9h58min – Uma equipe da Emasa já está no local, providenciando os reparos na rede de abastecimento de água.

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Esgoto estourado provoca fedentina em ruas do São Roque.
Esgoto estourado provoca fedentina em ruas do São Roque.

Moradores das ruas Independência e dos Operários, no São Roque, estão passando maus bocados com a Empresa Municipal de Saneamento Ambiental (Emasa). A rede de esgoto estourou na União Operária e acumula bem em frente às casas da Rua Independência.

A fedentina é descrita pelos moradores como insuportável. “Ainda temos uma estação de esgoto bem ao lado, que a Emasa cisma em não fazer o devido trato, além de ter se tornado um matagal”, reclama a moradora da União Operária.

Revoltados com a falta de retorno por parte da Emasa, alguns moradores estão organizando um almoço para convidar o presidenta da Emasa, Ricardo Campos. A ideia é fazer com que o presidente se sensibilize com a situação, “para que ele possa sentir o que é fazer uma refeição sentindo o insuportável odor do descaso da Emasa”.

É mais fácil resolver o problema, não?

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O governo baiano anunciou nesta terça (5) uma nova licitação para as obras da Barragem do Rio Colônia, em Itapé, no sul da Bahia. De acordo com o cronograma, o processo licitatório será publicado dia 10 e a abertura das propostas está prevista para 15 de junho. Uma outra licitação foi realizada neste ano, mas não houve interessados.

A barragem é considerada fundamental para a regularização dos rios Colônia e Cachoeira e do abastecimento de água em Itapé e Itabuna, onde a vazão pode aumentar para 1,4 mil litros por segundo com a obra.

Os custos estimados para finalizar a construção da barragem são estimados em mais de R$ 32,7 milhões. O abastecimento de água em Itabuna é responsabilidade da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa), que não tem recursos para obras de grande porte.

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água fsHoje, eu e meus filhos, munidos de baldes amarrados por cordas, recolhemos os últimos litros de água limpa no fundo do tanque de nossa casa, no Bairro Jaçanã.

Em junho do ano passado, nossa mudança para uma casa maior, mais confortável, era motivo de comemoração na família. Esquecemos de ponderar que, com exceção de uns poucos bairros privilegiados (morávamos no Conceição), a maioria da população de Itabuna vive há muito tempo com o “fantasma” do racionamento; das eternas “manobras” da Emasa, tentando “tapar o sol com uma peneira”.

Entra prefeito, sai prefeito, e a ladainha é sempre a mesma:” Itabuna tem pouca oferta de água”, “falta uma barragem” faltam reservatórios de emergência”. As bombas de Castelo Novo eternamente quebradas etc, etc, etc.

As desculpas são sempre as mesmas, não importa o grupo político, caímos no conto (votei neles) das propagaNdas “parcerias” com os governos estadual, federal. Mas ninguém tira Itabuna da “secura”.

Agora, se a municipalidade não tem verba para administrar o sistema, para realizar investimentos em ampliações, construção de caixas d´água, a exemplo da monumental caixa do “Tomba” em Feira de Santana (foto), porque resistem na devolução da administração do sistema para o Estado da Bahia (Embasa) de onde nunca deveria ter saído?

Fica claro que o município de Itabuna não tem condições de administrar o abastecimento de água. Aliás, poucos municípios no Brasil querem um “luxo” desses. O que será que está por trás dessa “Birra” dos administradores da cidade que se recusam em entregar o “osso”? INCRÍVEL que, no passado, quando oposição, muitos desses que hoje são “governo” faziam barulho no legislativo municipal querendo abrir a “CAIXA DE PANDORA” da Emasa, sem entender o porquê da resistência dos antigos alcaides na devolução do sistema para EMBASA.

Pois é, conterrâneos, falta pouco mais de um ano para que a atual administração entregue o “osso” ou consiga o milagre da reeleição aqui em Itabuna. Entretanto, a falta de ação e a mesmice podem custar caro. Ou será que eles não aprenderam com os exemplos do passado em que pintar meio fio, tapar buraco de asfalto apenas nas imediações das igrejas dos “aliados” não reelegeram ninguém!!!

Enquanto isso, buraqueira, poeira, falta de água é nosso legado. Ah, e IPTU mais caro também!!

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Nível muito baixo de volume do Cachoeira impede captação em Ferradas (Foto Divulgação).
Nível muito baixo de volume do Cachoeira impede captação em Ferradas (Foto Divulgação).

Do A Região

Itabuna começa a sentir os efeitos da estiagem. Várias localidades estão sem água. A região mais afetada é abastecida pela estação de tratamento de Ferradas, que capta água do Rio Cachoeira.

Ela abastece bairros como Ferradas, Urbis IV, Nova Itabuna e Jorge Amado. A captação de água em Ferradas não é feita desde a semana passada, segundo Ricardo Campos, presidente da Emasa.

A estação é responsável por captar e distribuir cerca de 250 litros de água por segundo. De acordo com o presidente da Emasa, a captação foi suspensa por causa do volume de água no Rio Cachoeira.

O nível do rio está cada vez mais baixo e não tem chovido nas cabeceiras. Os problemas no fornecimento de água começaram há duas semanas.

A situação ficou ainda mais complicada nos últimos dias com a quebra de equipamentos da Estação de Rio do Braço, em Ilhéus. A quebra foi provocada pelas fortes chuvas na área.

Campos diz que equipes da Emasa e da Coelba trabalham no conserto das peças. A estação de Rio do Braço capta cerca de 600 litros de água por segundo. Ele apelou à população para que economize água.

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torneiraMoradores do Bairro Conceição estão “virados no raio” com o atendimento oferecido pela Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa). A água tem chegado com pouca pressão e dificulta o abastecimento de imóveis onde o reservatório fica acima do primeiro andar.

Uma das vítimas da Emasa diz que, ao ligar para a empresa, falou com um senhor que se identifica como “Moisés da Manobra”, mas, após a “bronca”, não tem recebido a atenção merecida – nem a água chega:

– Ela afirma que está tudo normal, mas quando questiono que a água chega sem pressão, ele desliga. Vivemos um racionamento camuflado. Há vários dias estamos sem água aqui – diz Augusto Machado.

Os consumidores reclamam que imóveis localizados na parte baixa do Conceição sofrem com problemas no abastecimento.

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Matagal em estação da Emasa incomoda vizinhança (Foto do Leitor).
Matagal em estação da Emasa incomoda vizinhança no Bairro São Roque.

A Estação de Tratamento de Esgoto que a Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) mantém no bairro São Roque mais parece um pedaço da selva amazônica. O local está abandonado há anos, completamente tomado pelo mato e servindo de depósito de lixo. Moradores também se queixam do forte mau cheiro causado pela falta de manutenção da ETE.

Pelo visto, o desânimo na condução dos destinos da cidade não afetou apenas o prefeito Claudivane Leite, mas todo o seu governo – ou a Emasa, pelo menos…

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Teles: exoneração à vista.
Teles: exoneração à vista.

O presidente da Fundação Marimbeta, Júnior Telles, será exonerado do cargo até o final deste mês. A decisão foi tomada pelo prefeito Claudevane Leite, após tomar conhecimento dos desmandos administrativos de Telles.

Denúncias de funcionários e ex-dirigentes da instituição de atendimento ao menor reforçaram a decisão do prefeito. Na semana passada, Vane havia adiantado que haveria mudanças na instituição.

O presidente da fundação não ficará desamparado. Mesmo com o histórico de Telles na Marimbeta, Vane irá premiá-lo com o cargo de diretor administrativo da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa). Salário: R$ 6.000,00!

Há quem diga que, mesmo com a generosidade de Vane (com o chapéu alheio, claro!), Teles esteja reclamando da saída honrosa.Ingrato…

Atualização às 16h34min – Júnior Teles não terá premiação, segundo fonte oficial. O cargo mencionado acima continuará sendo ocupado, segundo a fonte, por Geraldo Dantas.

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erick maiaÉrick Maia | erickmaia13itb@gmail.com

Falar em Parceria Público-Privada (PPP) para o saneamento em Itabuna é realmente preocupante, por uma razão muito simples: é entregar o patrimônio público sem riscos de investimento à iniciativa privada e com altas margens de lucratividade.

Sem nenhuma dúvida, essas são as condições para implantação de uma PPP, que nada mais é que uma privatização disfarçada, onde a água é similar a uma mercadoria, invertendo-se assim, a lógica da água como um direito humano fundamental.

Segundo o teólogo Leonardo Boff, “quem domina a água tem poder sobre a vida, e quem tem poder sobre a vida tem poder total”. Nesse sentido, a defesa do saneamento público passa a ser uma questão estratégica de interesse social, o que não é compatível com o ambiente de negócios privados.

Vários são os exemplos do fracasso da privatização da água ao redor do mundo. Na América Latina, chama atenção a “guerra da água” na Bolívia e o processo de reestadualização na Argentina. Mas o caso mais emblemático é, com certeza, o da remunicipalização dos serviços de águas em Paris em 2010, que, após 25 anos nas mãos das maiores empresas privadas do setor, voltou ao controle público, trazendo benefícios tangíveis em relação a qualidade e ao preço dos serviços de saneamento.

Além disso, dos casos de privatização dos serviços de abastecimento de água pelo mundo, o que se sabe é que poucos benefícios trouxeram às populações, principalmente as de regiões periféricas e com baixo poder aquisitivo. A gravidade desta situação levou as Nações Unidas a estabelecer o objetivo de reduzir para metade, até 2015, a percentagem da população mundial que não tem acesso à água potável de forma satisfatória. Estima-se que mais de 1 bilhão e quatrocentos mil pessoas não têm acesso à água potável no mundo e mais de 30.000 morrem todos os dias por problemas de saúde que têm a ver com o acesso à água.

Em relação a Itabuna, a EMASA (Empresa Municipal de Águas e Saneamento) é, certamente, a maior empresa municipal de saneamento da Bahia, cujo potencial econômico e social é reconhecido em todo o estado, apesar de enfrentar uma situação delicada por falta de investimentos em esgotamento sanitário e em controle de perdas de água, que afetam, significativamente, a regularidade do abastecimento e o faturamento da empresa.

Assim, as discussões sobre os serviços públicos de saneamento no município, que durante todo o ano de 2014 foram intensificadas pelos governos estadual e municipal, mas sem a participação da sociedade, volte em 2015 incluindo os principais interessados nesse processo: a população grapiúna e os trabalhadores da EMASA.

Érick Maia é diretor da base do Sindae e coordenador do Grito da Água de Itabuna.

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Rui defende PPP para resolver problema da água e esgoto em Itabuna (Foto Pimenta).
Rui defende PPP para resolver problema da água e esgoto em Itabuna (Foto Pimenta).

O governador Rui Costa citou a possibilidade de uma parceria público-privada (PPP) como possível solução para financiar obras de saneamento básico em Itabuna. O município sul-baiano é responsável pelo serviço de saneamento, mas não dispõe de recursos para ampliar a rede de abastecimento de água nem para coleta e tratamento de esgoto.

“Não é possível Itabuna continuar sem esgotamento sanitário, com o perfil e o tamanho da cidade”, disse Rui, lembrando que o serviço é municipal, mas precisa de barragem, adutora e sistema de esgotamento sanitário e não dispõe de recursos. “Vamos discutir uma parceria (Embasa-Emasa) ou até PPP (Parceria Público-Privada)”, disse ele. A definição deverá sair em até dois meses, a depender das conversas com o prefeito Vane. O município trata apenas 14% do esgoto produzido.

SAÚDE DE ITABUNA

Costa disse que, após o planejamento para o estado em 2015, conversará com o prefeito Claudevane Leite, na próxima semana, para propor solução para o financiamento da saúde pública em Itabuna. O prefeito diz que os recursos têm sido repassados a menos em cerca de R$ 1,5 milhão.

Ele afirmou que defenderá a regionalização da saúde. Para isso, precisará da aprovação dos legislativos municipais e estadual. “Até o final do mês, apresento aos prefeitos e, no primeiro semestre, aprovaremos nas câmaras municipais essas leis e iniciar, no segundo semestre, a construção desses equipamentos (policlínicas regionais), como já é feito no Ceará”.

O governador esteve em Itabuna nesta segunda (19) para inaugurar o novo posto do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC), que funcionará no Shopping Jequitibá, na Avenida Aziz Maron (Beira-Rio). A capacidade, segundo o governo, será para 30 mil atendimentos mensais. Manoel Chaves Neto, do Grupo Chaves, disse que os investimentos no novo SAC chegam a R$ 1,55 milhões.

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erick maiaErick Maia | erickmaia13itb@gmail.com

De acordo com estudos do próprio município, a média de perdas de faturamento está em torno de 56% e ainda existem regiões da cidade que ultrapassam estratosféricos 70%, bem acima da média baiana de 30,27% e da nacional, 38,8%.

Garantir água com qualidade, quantidade e regularidade, conforme preconiza a Lei Nacional de Saneamento, tornou-se um grande desafio, principalmente para as médias e grandes aglomerações populacionais. Um exemplo emblemático é a crise da água em São Paulo, por se tratar da maior e mais rica cidade brasileira. Em Itabuna, em um passado não tão recente, porém não tão longe, tivemos que conviver com crises gravíssimas de abastecimento d’água. Aqui, além das estiagens prolongadas, pesou a falta de reservação, que afetou, à época e ainda hoje, a qualidade de vida da população e o crescimento da economia local.
Recentemente, conseguiu-se a primazia de ter em solo grapiúna um importante indutor de desenvolvimento econômico que é o gás natural. Raríssimos municípios do estado da Bahia foram beneficiados com essa matriz energética de baixo custo e menos poluente. Contudo, nada disso é relevante sem um componente elementar, a água.
Nesse sentido, a construção de uma barragem que atenda as demandas socioeconômicas de Itabuna, há décadas, vem sendo discutida pelas lideranças políticas locais e pela própria sociedade. Várias alternativas foram analisadas, desde a captação no rio das Contas, passando pelo rio do Braço e Almada, até que, definitivamente, concluiu-se, através de estudos de viabilidade ambiental, técnica e econômica, que a melhor solução para o momento seria no rio Colônia.
Hoje temos uma indicação concreta do Governo do Estado, apesar dos percalços envolvendo licitações, de que a tão esperada barragem será construída no município de Itapé. Contudo, cabe um questionamento importante a ser feito. Será que a barragem do rio Colônia resolverá, realmente, a demanda por água em Itabuna?
Um estudo de impacto ambiental realizado pela CERB (Companhia de Engenharia Ambiental da Bahia) revelou que a construção da Barragem no Rio Colônia atenderia a duas finalidades principais. A primeira referia-se ao abastecimento de água, já a segunda, ao controle de enchentes no Rio Cachoeira, que, periodicamente, afetam as comunidades ribeirinhas.
Outro aspecto citado foi a garantia de uma vazão mínima, ecológica, que contribuísse em épocas de estiagem para diluição dos esgotos lançados no Cachoeira e, por consequência, inibisse o mau odor exalado pelo rio, além da proliferação das chamadas “baronesas”. Assim sendo, fica entendida a relação de ganhos ambientais, e até certo ponto sociais, da construção da barragem do rio Colônia.
Porém, ainda não está claro, se, finalizando-se a obra, o abastecimento de água à população e as indústrias de Itabuna estará garantido. Um indício é que a construção da barragem não contempla a adutora que, teoricamente, traria a água do município de Itapé até Itabuna. Se nada for feito, a alternativa será continuar captando água no rio Cachoeira, nas intermediações do bairro Nova Ferradas, cuja qualidade da água é inferior a do rio Colônia e seu tratamento muito mais caro e complexo.
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