Depois de abrir 3 a 1 sobre o São Paulo no Barradão, o Vitória viu o São Paulo crescer, descontar e partir em busca do empate. Enquanto se fechava e segurava o semifinalista da Copa Libertadores para sair com uma importante vitória em casa, a equipe rubro-negra ouvia a sua torcida cantar incessantemente: “Time de guerreiros, time de guerreiros”.
E é exatamente encarando cada partida como uma decisão que o Vitória quer se recuperar no Brasileirão: “Quarta-feira nós temos outra decisão. É desta forma que estamos encarando, porque cada jogo é uma decisão. Nosso time voltou ao espírito guerreiro, ao espírito vencedor. Espero que o torcedor possa comparecer contra o Goiás para nos empurrar novamente”, destacou o volante Vanderson. Leia mais
A Seleção da Espanha jogou para o gasto e não para o gosto. Ganhou.
A Espanha bateu a Holanda por 1×0, com um gol discutível no finalzinho da prorrogação e, ao conquistar a Copa do Mundo da África do Sul, entrou para o seleto clube dos campeões da mais importante competição futebolística do planeta.
Os espanhóis agora fazem companhia ao Brasil (cinco), Itália (quatro), Alemanha (três), Argentina e Uruguai (dois) e Inglaterra e França (um).
A Espanha campeã é o retrato do futebol atual e em nada contribuiu para resgatar a magia do jogo. Em sete partidas, marcou gols absolutamente necessários (venceu cinco por 1×0, uma por 2×1 e perdeu da Suíça por 1×0).
Os espanhóis, que por décadas carregaram a fama (justa, até então) de amarelar em Copas do Mundo, viajaram à África para buscar o título. Se desse para jogar futebol, tudo bem, se não desse, azar.
Jogou para o gasto e não para o gosto. Ganhou.
Nenhuma injustiça. A Holanda também foi à África para ganhar. Venceu medianamente suas seis primeiras partidas (incluindo o 2×1 sobre um Brasil descontrolado) e tropeçou justamente no “jogo de espelhos”, em que, não fosse pela camisa e pelos nomes dos jogadores, seria difícil identificar quem eram os holandeses e quem eram os espanhóis.
Uma Copa insossa só poderia terminar sem um craque indiscutível, aquele que as gerações futuras lembram como o nome do Mundial, como Pelé em 58, Garrincha em 62, Pelé de novo em 70, Cruijjf em 74, Paulo Rossi em 82, Maradona em 86, Romário em 94, Zidane em 98 e Ronaldo Fenômeno em 2002.
É preciso fazer um esforço monumental para citar o craque de 2010.
Messi? Robben? Iniesta? Davi Villa? Diego Forlán? Müller?
Nenhum deles é unaminidade.
O saldo positivo da Copa é que os sul-africanos conseguiram realizar um Mundial bem organizado e, mais do que isso, contagiante pela alegria da população. Até as insuportáveis vuvuzelas tiveram sua graça.
Baixadas as cortinas do espetáculo (?) na África do Sul, as atenções se voltam para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil.
E é bom que as atenções estejam bem atentas mesmo!
Porque, no quesito bola, alguns de nossos políticos botam até craques estelares no bolso (embora prefiram botar é outra coisa no bolso!).
É muito dinheiro em jogo, na reforma e construção de estádios e aeroporto, melhorias no sistema viário e outras obras de infra-estrutura.
É um olho na Seleção, que vai juntar os cacos, e outro nessa gente que adora um tipo nada ortodoxo de jogo. Daniel Thame é jornalista e autor do livro Vassoura.
Fechado o balaio na África do Sul, segue a classificação geral dos participantes da Copa do Mundo. Aqui destacando as seleções que não disputaram a final nem o terceiro lugar, pois suas posições já são suficientemente conhecidas.
O Brasil de Dunga ficou em sexto lugar na Copa, logo atrás da Argentina. Uma colocação que não agradou os torcedores, mas pode ser considerada até razoável em uma Copa de indóceis zebras africanas.
Por exemplo, a tradicionalíssima Itália, campeã de 2006, terminou num desonroso 26º lugar, isto num campeonato disputado por 32 times. Mas em pior situação está a França, 29ª colocada, à frente de Honduras, Camarões e da lanterninha Coreia do Norte.
Outras promessas que não se confirmaram em campo: Portugal (11º) e Inglaterra (13º).
Ou seja, o Brasil não ficou sozinho no chão de estrelas cadentes. Mas bem que poderia ter acabado à frente da Argentina!
PROCURA-SE!!!
Depois que a Justiça expediu mandado de prisão temporária, o goleiro Bruno, do Flamengo, sumiu no mundo. Desde as primeiras horas desta quarta, 7, é considerado foragido da Justiça. A defesa disse ter orientado o atleta a se entregar à polícia. A esposa do goleiro encontra-se presa.
Bruno é suspeito da provável morte da ex-amante Eliza Samudio e ocultação de cadáver. Por enquanto, ele responde apenas por sequestro. Ontem, um jovem de 17 anos, parente do goleiro do Flamengo, depôs na polícia e afirma que a ex-modelo está morta e o seu corpo teria sido desossado e sepultado em vala coberta por massa de concreto.
Tempo de leitura: < 1minutoO terrível Robben ajudou a mandar o Uruguai "mais cedo" para casa. A Holanda venceu o último "pedaço" sul-americano na Copa 2010 numa vitória contestável, por 3×2. E, mais uma vez, uma seleção avança com uma ajudinha da arbitragem. Sneijder estava impedido quandl fez o segundo gol dos europeus.
O prefeito Fernando Gomes esteve nesta tarde na sede do DEM de Itabuna para “prestigiar” a presidenta Maria Alice Pereira. É da sede do Democratas que a dirigente apresenta o seu programa diário na rádio Difusora, sempre às tardes.
Fernando deu um “alô” pra tchurma e se pôs a criticar Dunga e o “cabeçudo” Felipe Melo, da Seleção Brasileira. Logo após, Maria Alice pediu à técnica para soltar duas musiquinhas: Meu Grito, com Agnaldo Timóteo, e Cartas na Mesa, com Moacyr Franco.
As letras das suas músicas têm a ver com a relação meio conturbada de criador e criatura. As letras falam de verdades e necessidade de “voltar”. Ou de perder… “calado”. Talvez seja um recadinho para Fernando, que preferiu deixar o DEM e filiar-se ao PMDB, a contragosto de Merilaice.
A ida de FG ao DEM foi para tentar desfazer mal-entendidos depois de afirmar que fecharia o DEM quando bem entendesse. Maria Alice chiou em público e disse que o partido hoje em Itabuna tem prefeito, vereador e uma boa quantidade de filiados. Fernando entendeu a estocada e foi massagear o ego da dirigente.
Tempo de leitura: < 1minutoDestaque na vitória sobre o Chile ainda na fase de classificação, o espanhol Villa voltou a brilhar contra a Seleção de Portugal. Fez o gol que garantiu "A Fúria" na próxima fase. Vai encarar a Seleção Paraguaia. Na briga dos camisas sete de Portugal e Espanha, Cristiano Ronaldo foi calado por Villa (Foto Getty Images/Fifa).
Tempo de leitura: < 1minutoOs 'são-paulinos' Kaká e Luís Fabiano trocaram passe no segundo gol (Foto Getty Image/Fifa).
O Brasil aproveitou o jogo “prafrentex” do Chile e meteu 3×0 no time de El Loco Bielsa, passando às quartas-de-final da Copa 2010. Juan, Luís Fabiano e Robinho cravaram os três gols da partida mais ‘soltinha’ da Seleção nesta Copa.
Agora, é esperar a perigosa Holanda, na próxima sexta-feira, 2, às 11 horas. O Brasil poderá ter o retorno de Elano e Felipe Melo, que não atuaram hoje devido a contusões.
Os últimos jogos das oitavas-de-final acontecem nesta terça, 29. O sul-americano Paraguai enfrenta o Japão, às 11 horas, e Portugal e Espanha disputam a última vaga, às 15h30min. Os vencedores dos jogos de amanhã se enfrentam na próxima fase.
O domingo de Copa do Mundo nem bem começou na África do Sul e a Alemanha começou metendo 2×0 na Inglaterra. O selecionado inglês foi para cima, conseguiu diminuir e teve um gol não marcado. Em um belo lance do atacante Lampard, a bola tocou na trave e, pelo menos, meio metro depois da linha de gol. A arbitragem mandou seguir o lance. Um erro (roubo!) monumental!!!
Por enquanto, Alemanha 2×1 Inglaterra. Às 15h30min, a Argentina enfrentará o México. Ainda ontem, as seleções do Uruguai e de Gana venceram seus adversários e se enfrentam nas quartas-de-final.
Essa é para trazer boas lembranças. Uma tevê inglesa fez a seleção – subjetiva – dos 10 gols mais bonitos da Copa 2002. Excluíram aquele gol por cobertura feito por Ronaldinho Gaúcho em cima da Inglaterra (daí o subjetivo!), mas tudo bem.
“Um homem no interior de São Paulo foi ao cartório com a intenção de batizar a filha recém-nascida com o nome de… Sim, senhores! Jabulani”.
Na Copa da África, a dona da festa não é a bola, mas sim a Jabulani, marca da redonda criada pela Adidas e que rola num gramado de controvérsias. Uns dizem ser leve demais, arisca, enganadora de goleiros, um capeta em forma de bola e por aí vai… Outros, naturalmente patrocinados pelo fabricante da Jabu, elogiam a “sorrateira”, dando a entender que tudo não passa de uma disputa comercial.
O fato é que, polêmica ou não, a Jabulani ganhou status de rainha da Copa. É ela que fica ali num pedestal até que os jogadores entram em campo e, num ritual quase sagrado, a recolhem para o jogo. A cada partida, a bola aparece em super closes, tomando a tela inteira da TV, de modo a não restar dúvida de que ela é a dona do espetáculo.
Via ontem um comentarista do Sportv preocupado com tamanho endeusamento, a ponto de recear que as crianças, em breve, não mais digam que vão jogar bola, mas sim que estão indo brincar com a Jabulani. O fenômeno é o mesmo que transforma palha de aço em Bombril e amido de milho em Maizena, mas com um poder de fogo muito maior, um verdadeiro bombardeio da mídia e todos os seus espantosos recursos.
No ESPN Brasil, a Jabulani virou uma comentarista irônica e tão serelepe quanto nos gramados, fazendo troça dos goleiros que ludibria com suas imprevisíveis mudanças de rota. Tornou-se personagem e, por muito pouco, não se transformou em nome de gente. Segundo informações, um homem no interior de São Paulo foi ao cartório com a intenção de batizar a filha recém-nascida com o nome de… Sim, senhores! Jabulani. Justificou-se perante o tabelião, explicando que a pimpolha era toda bonitinha e redondinha, de modo que lhe lembrava a bola da Copa.
O brioso serventuário, com muito mais juízo, negou o pedido e solicitou que o sujeito arranjasse outro nome para a filha. Um tanto indignado, o progenitor concordou com as diversas ponderações apresentadas pelo tabelião, mas no íntimo deve ter saído com o firme propósito de ao menos apelidar sua filha com o nome da “rainha sul-africana”. Sendo assim, a garotinha pode ter qualquer outro nome (por culpa desses cartórios que se metem na vida alheia), mas o pai a chamará sempre de Jabu…
Tempo de leitura: < 1minutoAfonso, o bruxo, posa ao lado do técnico Dunga
Quando ainda não era técnico da seleção, há cerca de quatro anos, Dunga, o capitão do tetra, passou pelo aeroporto de Ilhéus e – como dez entre dez celebridades que trafegam por ali – visitou a loja Costa do Cacau, do intrépido Afonso Zeni.
Místico, Afonso presenteou Dunga com o Amuleto da Prosperidade e… pimba! Uma semana depois o gaúcho zangado era chamado pela CBF para comandar a mais poderosa seleção de futebol do planeta.
Afonso diz, sem falsa modéstia, que o amuleto foi decisivo para a ascensão de Dunga e também será para o êxito do Brasil na Copa. É só esperar com a mais confortante certeza, pois, como diz o bruxo da Costa do Cacau, “os astros não mentem”.
Esta semana o UNIVERSO PARALELO usa como gancho a seleção brasileira de futebol para fazer provocações sobre patriotismo e patriotada – o tópico principal do que o colunista chama de MVD (Manuel das Virtudes do Dunguismo).
Ousarme Citoaian relembra Nelson Rodrigues, criador de personagens como Palhares (o canalha nosso de cada dia), o Sobrenatural de Almeida (que já se insinuou no primeiro jogo do Brasil) e a Grã-fina das narinas de cadáver – típica torcedora bissexta, que anda por aí vestida de verde e amarelo, a perguntar quem é a bola.
E para os eternos fãs da Bossa-Nova, um vídeo raro de “Garota de Ipanema”, com João Gilberto, quem diria, expelindo bom humor por todos os poros, tendo Tom Jobim ao piano.
Para chegar ao mais recente UNIVERSO PARALELO, chute aqui.
Depois de uma convocação contestada, de rixas inúteis de seu treinador com a imprensa, das dúvidas sobre as condições físicas de seu principal astro e até de inacreditáveis treinos secretos nas frias noites sul-africanas, a Seleção Brasileira finalmente faz sua estreia na Copa, diante da igualmente misteriosa Coreia do Norte, time de quinta categoria no mundo do futebol.
Seleção Brasileira em campo é aquela coisa de parar o país, de fazer bater forte o coração do mais indiferente dos torcedores. Poucas vezes o brasileiro se une tanto em torno de um símbolo como numa Copa do Mundo.
E a Seleção Brasileira, maior vencedora da história das Copas, com cinco títulos, é o símbolo de um país vencedor, que dribla todas as dificuldades e toca a vida pra frente.
Daí que, ao contrário do que imagina o técnico Dunga, bem ou mal convocada, bem ou mal escalada, essa é a seleção pela qual milhões de brasileiros irão torcer na Copa do Mundo. E com a qual vão sonhar com o hexacampeonato, marca impressionante para um torneio disputado a cada quatro anos e que está em sua 19ª edição.
É a Seleção de uma superdefesa, da classe de Kaká (se estiver bem fisicamente), dos lampejos de Robinho e do faro de gol de Luís Fabiano.
Não é, evidentemente, a Seleção Brasileira ideal, onde haveria espaço para Ganso, Neymar, Ronaldinho Gaúcho e Hernanes, mas é o que teremos para tentar superar Alemanha, Itália, Espanha e Argentina, que dividem com o Brasil as honras de favoritas.
É a Seleção de uma superdefesa, da classe de Kaká (se estiver bem fisicamente), dos lampejos de Robinho e do faro de gol de Luís Fabiano. E de um monte de brucutus espanando o meio de campo.
Nada melhor do que uma Coréia do Sul logo na estréia, para sapecar uma goleada, pegar confiança e embalar. Adversário mais a caráter não poderia haver para começar bem o Mundial e fazer prevalecer a tradição e a camisa amarela.
No mais, faço minhas as palavras (sérias) do humorista Marcelo Madureira, do Casseta & Planeta: “Dunga é um anão problemático, complexado e inseguro”. E eternamente de mal com o mundo.
Mas, apesar dele, vamos ao Hexa!
Daniel Thame é jornalista, blogueiro e autor de Vassoura.