Corte vai apurar uso de emendas no São João 2026 || Imagem gerada por IA
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O Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) vai promover auditoria especial para apurar os investimentos feitos pela Secretaria de Turismo do Estado (Setur) nos festejos juninos de 2026. A determinação partiu do presidente da Corte, conselheiro Gildásio Penedo Filho, e foi comunicada aos demais conselheiros durante a sessão plenária da última quinta-feira (11). Os trabalhos devem começar ainda neste mês de junho.

A iniciativa busca ampliar a transparência e o controle sobre os recursos públicos destinados às celebrações. Entre os focos da auditoria está a fiscalização do uso das emendas parlamentares direcionadas à contratação de atrações artísticas. O TCE também pretende verificar se os investimentos são compatíveis com a capacidade financeira dos entes públicos envolvidos, dentro da proposta do chamado São João Pé no Chão.

A auditoria atende a uma sugestão do Ministério Público da Bahia, que informou ao Tribunal que já foram previstos R$ 130,6 milhões em emendas parlamentares para a Setur voltadas a eventos, dos quais R$ 85,4 milhões teriam sido liquidados. O objetivo é avaliar se os valores destinados às atrações correspondem aos preços praticados no mercado e identificar a destinação de eventuais recursos excedentes.

A ação integra um conjunto de medidas adotadas por órgãos de controle para reforçar a fiscalização dos gastos com os festejos juninos. Além disso, os auditores deverão verificar se as emendas parlamentares atendem aos requisitos legais e constitucionais e se há irregularidades na vinculação de recursos à contratação de artistas ou bandas específicas.

O trabalho ocorre paralelamente às iniciativas do Painel de Transparência dos Festejos Juninos, que reúne instituições em defesa do uso responsável do dinheiro público.

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O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Roberto Maynard Frank, recebeu a relação de gestores públicos baianos que tiveram contas rejeitadas no período 2014-2022. A entrega foi feita pelos presidentes do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA), Marcus Presidio, e do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA), Plínio Carneiro Filho, nesta segunda-feira 15).

As listas também incluem gestores que responderam a termos de ocorrência, denúncias ou auditorias julgados procedentes. A depender da natureza das condenações, os agentes políticos podem ser enquadrados na Lei da Ficha Limpa. No entanto, a mera presença do nome de um gestor nas listas não significa que ele esteja inelegível para as eleições de outubro. A decisão caberá à Justiça Eleitoral.

De acordo com a Lei Complementar 64/1990, devem ser afastados da disputa eleitoral por oito anos políticos que tiveram contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, salvo se esta houver sido suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário.

A relação do TCE apresenta 542 gestores, com 623 contas reprovadas. No caso do TCM, ao todo, foram relacionados 1.009 gestores municipais, que foram punidos nos últimos oito anos. Confira, abaixo, as relações conforme o tipo de cargo exercido.

Gestores de recursos estaduais; prefeitos e ex-prefeitos; presidentes e ex-presidentes de câmaras municipais; julgados após termos de ocorrência, denúncias ou auditorias; responsáveis por recursos repassados; e gestores de órgãos descentralizados. Atualizado às 14h12min.

TCM quer evitar farra com dinheiro público
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A partir desta segunda-feira (11), o Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA) retoma a fluência dos prazos processuais, suspensos desde o dia 18 de março devido à pandemia da Covid-19. A retomada foi autorizada pelo presidente Gildásio Penedo Filho, por meio do Ato nº 061/20, publicado na última quinta-feira (7), na edição nº 1.410 do Diário Eletrônico do TCE/BA.

Além de destacar a necessidade de retomada gradativa dos prazos processuais para o pleno atendimento dos jurisdicionados, conforme orientação constante da Resolução n.º 314, de 20/04/2020, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o presidente do TCE/BA informou que os prazos processuais já iniciados serão retomados no estado em que se encontravam no momento da suspensão, sendo restituídos.