Tempo de leitura: 2 minutos

Dois dos principais municípios do sul e do sudoeste do Estado, Jequié e Itabuna reservam total de 38 vagas de emprego com intermediação do SineBahia nesta segunda-feira (10). São 36 oportunidades em Itabuna e 2 em Jequié.

Os interessados devem procurar unidades do SineBahia nos dois municípios e apresentar carteiras de Trabalho e de Identidade, CPF e comprovantes de residência e de escolaridade. Ainda é exigido laudo médico, se for pessoa com deficiência (PCD). Clique em Leia Mais e confira todas as vagas disponíveis.Leia Mais

Tempo de leitura: 2 minutos

Outrora um importante polo de serviços regionais, Itabuna vê o setor encolher e demitir. Em 2019 foram 3.077 contratações com carteira assinada ante 3.946 demissões, um corte de 869 postos de trabalho, bem acima das perdas de 2018, quando o saldo negativo foi de 351 empregos.

Os números surpreendem porque em 2017 e 2016, quando o município registrou saldo positivo de contratações com carteira assinada, foi o setor de serviços que garantiu a maior parte das vagas, enquanto o comércio demitiu mais do que admitiu.

No ano passado, houve recuperação de empregos no comércio, com um saldo positivo de 131 vagas. Em seguida, vieram a construção civil e os serviços industriais de utilidade pública, como a coleta de lixo, ambos com 38 empregos preservados, e administração pública e autárquica, com saldo de três. Ficaram no negativo, além do setor de serviços, a indústria, com 55 empregos a menos, a agropecuária, menos 22, e a atividade extrativa mineral, com dois empregos a menos.

Os números ainda são ruins, mas o fato de o saldo negativo ser menor que o de 2018 já permite um alento. O mês de dezembro também deu um bom sinal, embora tenham ocorrido mais demissões que admissões. No último mês do ano passado ocorreram mais contratações com carteira assina do que o ano anterior e bem menos gente foi mandada embora.

Enquanto isso, a vizinha Ilhéus vem de saldo positivo de empregos formais nos últimos dois anos, com 230 em 2018 e 854 em 2019 e é justamente o setor de serviços que mais tem contratado. O saldo no setor em 2018 foi de 398 empregos com carteira assinada mantidos e em 2019 foram 765, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, responsável pelo registro permanente de admissões e dispensa de empregados no Brasil.

NÚMEROS DE EMPREGOS EM ITABUNA – CAGED

ITABUNA – DADOS DE EMPREGO FORMAL – DEZEMBRO
ANO ADMISSÕES DESLIGAMENTOS SALDO
2019 654 682 -28
2018 640 829 -189

 

SALDO DE EMPREGOS POR SETOR EM 2019 – ITABUNA
SETOR ADMISSÕES DEMISSÕES SALDO
SERVIÇOS 3.077 3.946 -869
COMÉRCIO 3.010 2.879 131
INDÚSTRIA 842 897 -55
CONSTRUÇÃO CIVIL 432 394 38
AGROPECUÁRIA 275 297 -22
SERVIÇOS INDUSTRIAIS DE UTILIDADE PÚBLICA 107 69 38
ADM. PÚBLICA E AUTÁRQUICA 32 29 3
EXTRATIVA MINERAL 1 3 -2
TOTAL 7.716 8.476 -760

 

ITABUNA – DADOS DE EMPREGO FORMAL – DEZ ANOS
ANO ADMISSÕES DESLIGAMENTOS SALDO
2019 7.716 8.476 -760
2018 8.091 9.311 -1.220
2017 8.991 8.934 57
2016 9.850 9.814 36
2015 9.814 12.073 -2.259
2014 12.126 11.376 750
2013 10.639 11.236 -597
2012 11.510 11.403 107
2011 11.708 11.739 -31
2010 12.061 10.999 1.062
Tempo de leitura: 3 minutos

Municípios do sul e sudoeste do Estado têm oferta de 73 vagas de emprego nesta sexta-feira (7) pelo SineBahia. São 36 oportunidades em Itabuna e 33 em Ilhéus, ambos na região sul, e 4 em Jequié, no sudoeste.

Os interessados devem procurar o SineBahia nestas localidades, munidos de carteiras de Trabalho e de Identidade, CPF e comprovantes de escolaridade e de residência. É necessário laudo médico, caso seja pessoa com deficiência (PCD). Clique em Leia Mais e confira todas as vagas para hoje nestes municípios.Leia Mais

Tempo de leitura: 2 minutos
Lavagem do Beco do Fuxico abrirá o Antecipado de Itabuna hoje || Foto Pimenta/Arquivo

A partir do finalzinho da tarde desta quinta-feira (6) e até o próximo domingo (9), itabunenses caem na folia do Carnaval Antecipado 2020. A festa começam com a tradicional Lavagem do Beco do Fuxico, no Centro, animada por baianas e atrações como Rixô Elétrico, Sine Calmon e o Ilê Ayê, além do desfile de 10 blocos e afoxés e os carros pipas “lavando” a multidão.

A festa deste ano é patrocinada pelo Governo do Estado, com Bahiatursa e Bahiagás, que garantiu a maioria das 37 bandas e cantores e trios elétricos. A concentração das baianas para marcar a abertura da Lavagem começa às 16h desta quinta, na Praça Laura Conceição, em frente à sede da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc) e da Catedral de São José, no Centro.

CIRCUITO AZIZ MARON-MÁRIO PADRE

Depois da abertura nesta quinta, a folia continuará na sexta (7) no Circuito das avenidas Aziz Maron e Mário Padre, por onde desfilarão, dentre outras, atrações como Chiclete com Banana – com nova formação e sem Bell Marques -, Trio da Huana, Rubinho Oz Bambaz, Patchanka, Papazoni e Ricardo Chaves. Abaixo, confira as atrações de cada dia no circuito Aziz Maron-Mário Padre.

SEXTA (7)

Sem Censura
Ely Marques
Amor a dois
Buzão da Fuleragem
Constelação da Bahia
Babado Novo
Lordão
Chiclete com Banana
Leo Fera
Trio da Huanna
Jarley e Banda
Banda Cardeais

SÁBADO (8)

Digo Avalanche
Simone Lessa e banda Mix
Cris Mel
Caxanga
Rogério Leal e Banda
Vera Cruz
Tays Reis (Vingadora)
Rubinho Oz Bambas
Patchanka
PancadinhaLeia Mais

Tempo de leitura: 4 minutos

Com várias vagas nas áreas de logística e de saúde, o SineBahia tem total de 74 oportunidades de emprego nos municípios de Itabuna, Ilhéus e Jequié nesta quinta-feira (6). De acordo com a lista divulgada, são 37 vagas em Ilhéus, 36 em Itabuna e 1 em Jequié.

Os interessados devem portar carteiras de Trabalho e de Identidade, CPF e comprovantes de residência e de escolaridade. Se for pessoa com deficiência (PCD), necessário apresentar laudo médico. Clique em Leia Mais e confira todas as vagas para esta quinta em Itabuna, Ilhéus e Jequié.Leia Mais

Mulher foi uma das vítimas dos disparos de criminosos
Mulher foi atingida em ataque de facção criminosa em Itabuna
Tempo de leitura: 2 minutos

Uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas durante um ataque de integrantes de uma facção criminosa. A emboscada ocorreu por volta das 17h, na ponte Governador Cesar Borges, que dá acesso a bairros como São Caetano, Banco Raso e Jardim Vitória. Os três passageiros embarcaram no táxi nas imediações do Cemitério Campo Santo, no bairro Pontalzinho, e tinham como destinos os bairros São Caetano e Vila Anália. Eles foram atacados quase no final da ponte, sentido São Caetano.

Além do taxista, os disparos atingiram Normandia Simplícia dos Santos, de 40 anos, que conseguiu pular do veículo e se jogar na pista de ciclista, e Cleiton Manuel Novaes da Silva, que morreu no local. O taxista foi atingido de raspão no pescoço. O motorista e Normandia Simplícia foram  levados para o Hospital de Base, e passam bem.

Disparos atingiram táxi e três dos seus ocupantes

Um terceiro passageiro do veículo, amigo de Normandia Simplícia, conseguiu sair ileso. A polícia ainda não tem o nome dele. Normandia Simplícia e, pelo menos, outras sete pessoas solicitaram dois táxis. O que ela estava foi atacado.

De acordo com a Polícia Militar, os passageiros do táxi retornavam do sepultamento de dois suspeitos que morreram em confronto com PMs na noite de quarta-feira (5), no bairro São Caetano. Os homens mortos ontem estavam em um veículo, que saiu em alta velocidade da localidade conhecida como Gogó da Ema. Os policiais iniciaram uma perseguição e houve troca de tiros já na Avenida Manoel Chaves (Kennedy). Os suspeitos foram baleados e morreram.

Tempo de leitura: 2 minutos
Mulher foi baleada na ponte do São Caetano

Uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas durante um ataque de integrantes de uma facção criminosa. A emboscada ocorreu por volta das 17h, na ponte Governador Cesar Borges, que dá acesso a bairros como São Caetano, Banco Raso e Jardim Vitória. Os três passageiros embarcaram no táxi nas imediações do Cemitério Campo Santo, no bairro Pontalzinho, e tinham como destinos os bairros São Caetano e Vila Anália. Eles foram atacados quase no final da ponte, sentido São Caetano.

Além do taxista, os disparos atingiram Normandia Simplícia dos Santos, de 40 anos, que conseguiu pular do veículo e se jogar na pista de ciclista, e Cleiton Manuel Novaes da Silva, que morreu no local. O taxista foi atingido de raspão no pescoço. O motorista e Normandia Simplícia foram  levados para o Hospital de Base, e passam bem.

Veículo foi atingido várias vezes

Um terceiro passageiro do veículo, amigo de Normandia Simplícia, conseguiu sair ileso. A polícia ainda não tem o nome dele. Normandia Simplícia e, pelo menos, outras sete pessoas solicitaram dois táxis. O que ela estava foi atacado.

De acordo com a Polícia Militar, os passageiros do táxi retornavam do sepultamento de dois suspeitos que morreram em confronto com PMs na noite de quarta-feira (5), no bairro São Caetano. Os homens mortos ontem estavam em um veículo, que saiu em alta velocidade da localidade conhecida como Gogó da Ema. Os policiais iniciaram uma perseguição e houve troca de tiros já na Avenida Manoel Chaves (Kennedy). Os suspeitos foram baleados e morreram.

Tempo de leitura: 2 minutos
Obras da Clínica-Escolas estão em estágio avançado || Foto Divulgação

A UniFTC Itabuna anunciou implantação da Clínica-Escola, contratação de novos professores e coordenador com dedicação exclusiva, assinatura de convênio com o Núcleo de Estudos e Estética em Odontologia (NEOO) para o curso de Odontologia, a partir deste primeiro semestre de 2020.

A Clínica-Escola de Odontologia em breve será uma realidade, afirma o diretor-geral da UniFTC de Itabuna, Kaminsky Mello Cholodovskis. O espaço funcionará no Núcleo de Atendimento Integrado à Comunidade, localizado na Avenida do Cinquentenário, que está em obras e será estruturado com equipamentos modernos.

Equipe de engenheiros e operários discute detalhes do projeto

Professor Kaminsky lembra que no Núcleo de Atendimento Integrado à Comunidade já está instalada a Clínica-Escola de Medicina Veterinária e no local, área de mais de 3 mil metros quadrados, serão oferecidos atendimentos nas áreas de Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Nutrição, Odontologia, Psicologia e Medicina Veterinária.

A Faculdade, reforça Kaminsky, está estabelecendo importante parceria com o NEEO, que permitirá a realização de cursos e atividades de extensão, seminários e workshops, bem como ações de responsabilidade social voltadas para a comunidade carente. Este convênio está sendo acordados entre dirigentes da UniFTC e os odontólogos João Carlos Leahy e Rafael Araújo.

No âmbito da qualidade acadêmica, o foco está também na adequação do quadro docente, contratação de novos professores com disponibilidade para atender as demandas pedagógicas do curso, além de um novo coordenador com regime de trabalho em tempo integral ao colegiado, principalmente estabelecendo um canal permanente de interação com os alunos. De acordo com o professor Kaminsky, a seleção de docentes em áreas como Odontologia é um processo criterioso, que exige a união dos saberes acadêmico, científico e prática profissional.Leia Mais

Tempo de leitura: < 1 minuto

O Shopping Jequitibá anunciou os horários de funcionamento durante o Carnaval Antecipado de Itabuna, o Itabuna Folia 2020, que começa nesta quinta (6) e vai até o domingo (9), nas avenidas Mário Padre e Aziz Maron. Localizado no ´coração da folia`, o shopping deve atrair um grande público consumidor no maior centro de compras, lazer e entretenimento do sul da Bahia.

As lojas abrem na sexta e sábado (dias 7 e 8) das 9h às 18h. Já no domingo, o funcionamento será das 12h às 18h. A Praça de Alimentação funcionará das 10h às 19h na sexta e no sábado, enquanto que no domingo será das 12h às 19h. O supermercado abrirá normalmente nestes dias.

Já a Lotérica funcionará das 8h às 18h na sexta e sábado, e das 12h às 18h no domingo. A filial das Drogarias Velanes abrirá das 8h às 20h na sexta e no sábado e das 10h às 20h no domingo. A programação do Cinemark pode ser conferidas nas redes sociais.

BAILINHOS E LAVAGEM DO JEQUITIBÁ

No Carnaval oficial, o shopping terá uma programação especial, com o Bailinho Kids, o Bailinho Pet e a Lavagem das Escadarias do Jequitibá, com atrações musicais e muita alegria, no ritmo da maior festa popular do país.

Tempo de leitura: 3 minutos

Ilhéus, Itabuna e Jequié têm oferta de, pelo menos, 56 vagas de emprego com carteira assinada, nesta quarta-feira (5), com intermediação pelo SineBahia. Os interessados devem comparecer ao serviço estadual de intermediação de vagas de trabalho, preferencialmente pela manhã. São 36 vagas em Itabuna, 16 em Ilhéus e 4 em Jequié

Quem ainda não possui cadastro, deve levar carteiras de Trabalho e de Identidade, CPF e comprovantes de residência e de escolaridade. Se for pessoa com deficiência (PCD), também necessário apresentar o laudo médico. Clique em Leia Mais e confira todas as vagas anunciadas para hoje nas três cidades pelo SineBahia.Leia Mais

Tempo de leitura: 3 minutos

O SineBahia tem oferta de 52 vagas de emprego nos municípios de Itabuna, Ilhéus e Jequié nesta terça-feira (4). Existem oportunidades em várias áreas e níveis de escolaridade. São 31 oportunidades em Itabuna, 20 em Ilhéus e 1 em Jequié.

Os interessados devem procurar uma das unidades do SineBahia com carteiras de Trabalho e de Identidade, CPF e comprovantes de escolaridade e residencial, além de laudo médico se for pessoa com deficiência (PCD). Clique em Leia Mais e confira todas as vagas para hoje.Leia Mais

Tempo de leitura: 2 minutos

O primeiro dia útil de fevereiro começa com oferta de 35 vagas de emprego nos municípios de Itabuna e Jequié, conforme o SineBahia. Nesta segunda-feira (3), são 32 vagas no município sul-baiano e outras 3 em Jequié.

Os interessados devem procurar o SineBahia para cadastro, com apresentação de carteiras de Identidade e de Trabalho, CPF e comprovantes de escolaridade e de residência. Pessoas com deficiência (PCD) devem possuir laudo médico. Clique em Leia Mais e confira todas as ofertas de emprego para esta segunda-feira.Leia Mais

Azevedo deverá ter o apoio do PP na disputa de 2020
Tempo de leitura: 9 minutos

O ex-prefeito Capitão Azevedo diz que a disputa entre as áreas de marketing e de coordenação de campanha, por vaidade, causou a sua derrota em 2012, quando tentou a reeleição. Azevedo perdeu para Claudevane Leite (Vane do Renascer) por uma diferença de 1.107 votos (45.623 a 44.516). Pré-candidato pelo PL, Azevedo concedeu entrevista ao PIMENTA e diz que errou ao não adotar critério técnico na formação da equipe de governo em 2009, quando assumiu a Prefeitura de Itabuna.

Hoje, Azevedo diz ter um grupo novo e que governará ouvindo todos os setores da sociedade. Para ele, a vitória em 2008 oxigenou a política de Itabuna ao interromper a polarização entre os grupos de Fernando Gomes e de Geraldo Simões. Atribui a si o título de recordista na captação de recursos e execução de grandes obras, embora fosse de um partido de oposição aos governos estadual e federal à época.

Na última semana, parte da entrevista já havia sido publicada, quando Azevedo respondia se aceitaria ser vice de Fernando Gomes. Diz que sua condição não será outra que não a cabeça de chapa. Também fala que, se eleito, vai “destravar a cidade” apostando em mobilidade urbana. E diz ter sido frustrado pelo ex-governador Jaques Wagner, que prometeu duplicar o trecho da BR-415 que vai da Nova Itabuna até Ferradas. Abaixo, confira a íntegra da entrevista que abre a série com pré-candidatos.

Blog Pimenta – O senhor terminou a disputa de 2016 em 4º lugar. Por que a decisão de se candidatar novamente a prefeito?

Capitão Azevedo – Agora ficou mais claro para a população que os meus sucessores [Vane do Renascer e Fernando Gomes] não tiveram a mesma capacidade para captar recursos e executar obras. Sem apoio político, nós captamos R$ 98 milhões e executamos grandes obras, como a cobertura do Canal Lava-Pés, na Avenida Amélia Amado. Lembra como era aquilo quando chovia? Demos outra cara àquela região. Ali passam 90% dos ônibus de Itabuna.

Pimenta – Essa seria a razão principal?

Azevedo – Olha, nós trabalhamos nos bairros direitinho, fazendo esgotamento sanitário, asfaltando, construindo casas dignas. São Pedro, Manoel Leão, Santa Clara, Maria Pinheiro, Zizo, Daniel Gomes, Pedro Jerônimo. No Maria Pinheiro, existia uma rua que chamavam de Rua da Bosta. Esse era o nome real. O esgoto corria pela rua. Hoje isso é passado. Bairros que não eram vistos pelo poder público. Atacamos a infraestrutura, investimos nas pessoas.

____________

Existiam ali, [na eleição de 2012], a equipe de marketing e a coordenação, que estavam tendo desentendimentos e aquilo prejudicou. Foi vaidade. Cada um querendo ser melhor que o outro.

_________

Pimenta – O senhor diz que fez captação recorde de recursos, executou grandes obras. A que o senhor atribui a não reeleição?

Azevedo – Eu atribuo a erros dentro da equipe. Na véspera do pleito, no sábado, fizemos a maior caminhada da história de Itabuna. Os adversários filmaram tudo e tomaram providência para agir na virada da noite, foram para o voto útil. Veja só: perdi a eleição de forma apertada, por 1.107 votos.

Pimenta – E o “racha” interno…

Azevedo – Exatamente. Existiam ali a equipe de marketing e a coordenação, que estavam tendo desentendimentos e aquilo prejudicou. Foi vaidade. Cada um querendo ser melhor que o outro. Isso, realmente, cria embaraços, é até comprometedor.

Pimenta – O que o senhor não repetiria em um eventual governo?

Azevedo – Não repetiria o critério de formação da equipe. Hoje, temos que ter técnicos para dar os resultados que a sociedade precisa. Estamos buscando a inteligência das universidades daqui, ouvindo todos os setores. Vamos ouvir o empresariado, trazer grandes investimentos para gerar emprego que é o que nossa juventude precisa.

Pimenta – Com quem o senhor está conversando em relação a alianças?

Azevedo – Estamos conversando com todo mundo. Temos que sair dessa briga ideológica, partidária. Só traz atrasos. A cidade vem perdendo terrivelmente competitividade. O momento exige alguém sem barreiras ideológicas, partidárias, que seja suprapartidário. Quando prefeito, nós quebramos a polarização que existia em Itabuna. A cidade respirou.

Pimenta – O senhor disse que está aberto, vai procurar todo mundo. O senhor procuraria o prefeito para novamente formar chapa?

Azevedo – Eu nem sei se o prefeito é candidato. Isso é lá na frente que vai se ver. Eu estou decidido. Não abro mão da cabeça de chapa.

Pimenta – O senhor não aceitaria composição sendo vice?

Azevedo – Em hipótese alguma. Isso está descartado. O projeto nasceu, está aqui na minha mente. Vamos colocar nossa proposta para a sociedade, com um novo modelo. A gente realmente reconhece os erros que tivemos no governo e eles devem ser corrigidos. Além do lado da resposta do desenvolvimento socioeconômico da cidade, temos que buscar respostas para cuidar da dignidade humana.

____________

A gente não pode aceitar que uma mãe não possa ser atendida na hora do parto, tendo que se deslocar pra Ilhéus, Jequié ou outra cidade para ter filho, criança morrendo em porta de hospital.

_________

 

Pimenta – O senhor tem sido cuidadoso nas críticas ao governo de Fernando. Isso se deve a quê? É pensando em aliança?

Azevedo – Nós temos que respeitar as pessoas. Sou amigo de Fernando, mas quando chega na questão administrativa, a gente não pode aceitar que uma mãe não possa ser atendida na hora do parto, se deslocando pra Ilhéus, Jequié ou outra cidade para ter filho. Criança morrendo em porta de hospital. A gente não pode aceitar isso. Veja, faço crítica construtiva, para melhorar.

Pimenta – O senhor faria composição com o prefeito Fernando Gomes?

Azevedo – Fernando Gomes tem a linha dele e eu tenho a minha. Eu estou decidido a ser cabeça de chapa e ir até o final… Agora, não podemos rejeitar apoios. Quem quiser me seguir…

Pimenta – E partido, o senhor vai para a disputa no PL mesmo?

Azevedo – Pelo PL, 22.

Pimenta – Está fechado?

Azevedo – (risos) Está, e com garantia.

Pimenta – Com a garantia de quem?

Azevedo – Do presidente, José Carlos Araújo.

Pimenta – E essa disputa de Araújo com o João Bacelar, que é ligado a Fernando Gomes, não pode deixar o senhor sem legenda?

Azevedo – O presidente me garantiu. Confio na palavra dele. Ele disse “eu sou homem e enfrentei o maior chefe de quadrilha desse país, o Eduardo Cunha. Eu garanto o partido”. Ali, ele demonstrou o perfil de homem determinado…

Pimenta – O PL é da base. O senhor buscará os partidos da base do governo estadual?

Azevedo – Eu não tenho restrições. Hoje a nossa base é Itabuna. Queremos criar o momento. Quando o político se elege, ele tem que procurar o governador, o presidente. A gente não tem como fugir disso aí. Eu era prefeito pelo Democratas e consegui recursos no Estado e na União em governos que eram do PT, com [Jaques] Wagner e Lula. Quebramos esse paradigma. Agora, eu tive sanções, né? Na saúde, a gente não recuperou a gestão plena [perdida no governo de Fernando Gomes, em novembro de 2008, e só recuperada em 2013, com Vane do Renascer].

 

____________

Olha, no meu governo só foram dois secretários de saúde. Quanto mais muda de secretário, complica. E os efeitos são terríveis para a sociedade, para quem mais precisa.

_________

 

Pimenta – O senhor acha que escolheu os melhores quadros para a Saúde?

Azevedo – Olha, a saúde é uma pasta complicada. Dr. Antônio Vieira contribuiu bastante. Depois, entendemos que deveríamos ter um alinhamento político, havia boicote em algumas áreas, e nomeamos um outro secretário, [Geraldo Magela, hoje secretário de Ilhéus]. Olha, no meu governo só foram dois secretários de saúde.

Pimenta – É uma crítica indireta a Fernando Gomes, que está no sexto secretário de Saúde desde 2017?

Azevedo – É dizer que é uma área complicada e só foram dois, né? Acho que quanto mais muda de secretário há solução de continuidade, complica. E os efeitos são terríveis para a sociedade, para quem mais precisa.Leia Mais

Tempo de leitura: 3 minutos

Walmir Rosário

 

Perdemos nós as suas ideias – extravagantes, para alguns pobres de espírito – e que nos faz falta pela alegria contagiante. Hoje, em seu aniversário, será tudo diferente do que ele faria: não teremos bolo, não teremos champagne, nem cantaremos parabéns.

 

Hoje, 31 de janeiro, comemoramos o aniversário de Carlos Henrique Brito do Espírito Santo, o fenomenal Charles Henri, itabunense que conquistou o Brasil com sua irreverência e modo de viver. Na minha humilde concepção, morre o homem mas fica a fama (melhor seria conceito), daí considerar a data como dia de comemoração. Fui alertado pelo Facebook, apontando, que se vivo estivesse, completaria hoje 72 anos.

Confesso que não sou bom (péssimo, aliás) para lembrar os aniversários dos amigos e familiares, o que considero de minha parte uma falta de educação ou reciprocidade com pessoas da minha estima. Muito sabem disso e nem por isso nossa amizade fica estremecida. Em nome dessa legião cito como um bom exemplo o amigo Rui Carvalho, sempre o primeiro a me felicitar, embora a recíproca não seja verdadeira. Deixa pra lá.

Charles Henri continua merecendo todas as honras no dia do seu aniversário e fora dele pelo que representou para o jornalismo itabunense e regional. Além de mudar o vocabulário que nem todos os leitores de jornais entendiam, viveu com intensidade a vida social(?), promovendo festas monumentais com todos requintes dos grandes centros do Brasil e do mundo.

Mas falar de Charles Henri referindo-se apenas às festas que promovia é uma atitude mesquinha e que não condiz com a grandeza de suas atitudes quando o assunto era a sociedade. Não me prendo à alta sociedade comumente compreendida pelos frequentadores assíduos das colunas sociais escritas por Charles e tantos outros que se dedicaram a este segmento do jornalismo.

Destaco o Charles Henri destemido que assumiu o Itabuna Esporte Clube após ter sido abandonado pelos cartolas devido aos altos investimentos que nem sempre alcançavam os resultados pretendidos. Mostrou ser possível formar uma grande equipe investindo dedicação, unindo forças antagônicas em torno de um ideal. Com a mesma determinação que solicitava recursos aos cacauicultores, reivindicava a construção do estádio.

Quando dado como “morto” o Sindicato de Jornalistas do Sul da Bahia, Charles Henri partiu para mais uma ressurreição e se lançou candidato à presidência da entidade, vencendo mais uma peleja. Suas empreitadas não tinham limite e sempre foram vencedoras por atuar com foco e denodo, conseguindo reunir pessoas diversas num mesmo ideal.

Com a mesma dedicação que organizava um evento para uma autoridade pública, para uma pessoa de posses (financeira), com todo o requinte promovia um encontro com amigos despossuídos. Muito comum receber dele o convite para participar de um almoço, jantar, enfim, qualquer evento para homenagear uma pessoa de sua (nossa) convivência dentro dos padrões do custo 0800.

Charles Henri desfilando no carnaval do Rio de Janeiro pela Escola Beija-Flor

Charles Henri vivia, de forma macro, a sociedade 24 horas por dia. Com o mesmo destaque desfilavam por suas colunas pessoas poderosas, bem como as desconhecidas do high society. Viveu todo o luxo e riqueza da época áurea do cacau, acudiu instituições no período do debacle (vacas magras), atravessou com galhardia o período de recuperação econômica com o mesmo fôlego e galhardia em que desfilava como um dos principais destaques da Escola de Samba Beija-Flor no carnaval carioca.

Em novembro de 2018 Charles Henri muda de projeto, nos deixa neste mundo e parte para o além ou qualquer lugar neste universo. Perdemos nós as suas ideias – extravagantes, para alguns pobres de espírito – e que nos faz falta pela alegria contagiante. Hoje, em seu aniversário, será tudo diferente do que ele faria: não teremos bolo, não teremos champagne, nem cantaremos parabéns.

Nos basta a lembrança desta magnífica figura humana.

Walmir Rosário é jornalista, radialista e advogado, além de editor do Cia da Notícia.

Tempo de leitura: 9 minutos
Capitão Azevedo durante entrevista em que falou de passado e alianças para 2020

O ex-prefeito Capitão Azevedo diz que a disputa entre as áreas de marketing e de coordenação de campanha, por vaidade, causou a sua derrota em 2012, quando tentou a reeleição. Azevedo perdeu para Claudevane Leite (Vane do Renascer) por uma diferença de 1.107 votos (45.623 a 44.516). Pré-candidato pelo PL, Azevedo concedeu entrevista ao PIMENTA e diz que errou ao não adotar critério técnico na formação da equipe de governo em 2009, quando assumiu a Prefeitura de Itabuna.

Hoje, Azevedo diz ter um grupo novo e que governará ouvindo todos os setores da sociedade. Para ele, a vitória em 2008 oxigenou a política de Itabuna ao interromper a polarização entre os grupos de Fernando Gomes e de Geraldo Simões. Atribui a si o título de recordista na captação de recursos e execução de grandes obras, embora fosse de um partido de oposição aos governos estadual e federal à época.

Na última semana, parte da entrevista já havia sido publicada, quando Azevedo respondia se aceitaria ser vice de Fernando Gomes. Diz que sua condição não será outra que não a cabeça de chapa. Também fala que, se eleito, vai “destravar a cidade” apostando em mobilidade urbana. E diz ter sido frustrado pelo ex-governador Jaques Wagner, que prometeu duplicar o trecho da BR-415 que vai da Nova Itabuna até Ferradas. Abaixo, confira a íntegra da entrevista que abre a série com pré-candidatos.

Blog Pimenta – O senhor terminou a disputa de 2016 em 4º lugar. Por que a decisão de se candidatar novamente a prefeito?

Capitão Azevedo – Agora ficou mais claro para a população que os meus sucessores [Vane do Renascer e Fernando Gomes] não tiveram a mesma capacidade para captar recursos e executar obras. Sem apoio político, nós captamos R$ 98 milhões e executamos grandes obras, como a cobertura do Canal Lava-Pés, na Avenida Amélia Amado. Lembra como era aquilo quando chovia? Demos outra cara àquela região. Ali passam 90% dos ônibus de Itabuna.

Pimenta – Essa seria a razão principal?

Azevedo – Olha, nós trabalhamos nos bairros direitinho, fazendo esgotamento sanitário, asfaltando, construindo casas dignas. São Pedro, Manoel Leão, Santa Clara, Maria Pinheiro, Zizo, Daniel Gomes, Pedro Jerônimo. No Maria Pinheiro, existia uma rua que chamavam de Rua da Bosta. Esse era o nome real. O esgoto corria pela rua. Hoje isso é passado. Bairros que não eram vistos pelo poder público. Atacamos a infraestrutura, investimos nas pessoas.

____________

Existiam ali, [na eleição de 2012], a equipe de marketing e a coordenação, que estavam tendo desentendimentos e aquilo prejudicou. Foi vaidade. Cada um querendo ser melhor que o outro.

_________

Pimenta – O senhor diz que fez captação recorde de recursos, executou grandes obras. A que o senhor atribui a não reeleição?

Azevedo – Eu atribuo a erros dentro da equipe. Na véspera do pleito, no sábado, fizemos a maior caminhada da história de Itabuna. Os adversários filmaram tudo e tomaram providência para agir na virada da noite, foram para o voto útil. Veja só: perdi a eleição de forma apertada, por 1.107 votos.

Pimenta – E o “racha” interno…

Azevedo – Exatamente. Existiam ali a equipe de marketing e a coordenação, que estavam tendo desentendimentos e aquilo prejudicou. Foi vaidade. Cada um querendo ser melhor que o outro. Isso, realmente, cria embaraços, é até comprometedor.

Pimenta – O que o senhor não repetiria em um eventual governo?

Azevedo – Não repetiria o critério de formação da equipe. Hoje, temos que ter técnicos para dar os resultados que a sociedade precisa. Estamos buscando a inteligência das universidades daqui, ouvindo todos os setores. Vamos ouvir o empresariado, trazer grandes investimentos para gerar emprego que é o que nossa juventude precisa.

Pimenta – Com quem o senhor está conversando em relação a alianças?

Azevedo – Estamos conversando com todo mundo. Temos que sair dessa briga ideológica, partidária. Só traz atrasos. A cidade vem perdendo terrivelmente competitividade. O momento exige alguém sem barreiras ideológicas, partidárias, que seja suprapartidário. Quando prefeito, nós quebramos a polarização que existia em Itabuna. A cidade respirou.

Pimenta – O senhor disse que está aberto, vai procurar todo mundo. O senhor procuraria o prefeito para novamente formar chapa?

Azevedo – Eu nem sei se o prefeito é candidato. Isso é lá na frente que vai se ver. Eu estou decidido. Não abro mão da cabeça de chapa.

Pimenta – O senhor não aceitaria composição sendo vice?

Azevedo – Em hipótese alguma. Isso está descartado. O projeto nasceu, está aqui na minha mente. Vamos colocar nossa proposta para a sociedade, com um novo modelo. A gente realmente reconhece os erros que tivemos no governo e eles devem ser corrigidos. Além do lado da resposta do desenvolvimento socioeconômico da cidade, temos que buscar respostas para cuidar da dignidade humana.

____________

A gente não pode aceitar que uma mãe não possa ser atendida na hora do parto, tendo que se deslocar pra Ilhéus, Jequié ou outra cidade para ter filho, criança morrendo em porta de hospital.

_________

 

Pimenta – O senhor tem sido cuidadoso nas críticas ao governo de Fernando. Isso se deve a quê? É pensando em aliança?

Azevedo – Nós temos que respeitar as pessoas. Sou amigo de Fernando, mas quando chega na questão administrativa, a gente não pode aceitar que uma mãe não possa ser atendida na hora do parto, se deslocando pra Ilhéus, Jequié ou outra cidade para ter filho. Criança morrendo em porta de hospital. A gente não pode aceitar isso. Veja, faço crítica construtiva, para melhorar.

Pimenta – O senhor faria composição com o prefeito Fernando Gomes?

Azevedo – Fernando Gomes tem a linha dele e eu tenho a minha. Eu estou decidido a ser cabeça de chapa e ir até o final… Agora, não podemos rejeitar apoios. Quem quiser me seguir…

Pimenta – E partido, o senhor vai para a disputa no PL mesmo?

Azevedo – Pelo PL, 22.

Pimenta – Está fechado?

Azevedo – (risos) Está, e com garantia.

Pimenta – Com a garantia de quem?

Azevedo – Do presidente, José Carlos Araújo.

Pimenta – E essa disputa de Araújo com o João Bacelar, que é ligado a Fernando Gomes, não pode deixar o senhor sem legenda?

Azevedo – O presidente me garantiu. Confio na palavra dele. Ele disse “eu sou homem e enfrentei o maior chefe de quadrilha desse país, o Eduardo Cunha. Eu garanto o partido”. Ali, ele demonstrou o perfil de homem determinado…

Pimenta – O PL é da base. O senhor buscará os partidos da base do governo estadual?

Azevedo – Eu não tenho restrições. Hoje a nossa base é Itabuna. Queremos criar o momento. Quando o político se elege, ele tem que procurar o governador, o presidente. A gente não tem como fugir disso aí. Eu era prefeito pelo Democratas e consegui recursos no Estado e na União em governos que eram do PT, com [Jaques] Wagner e Lula. Quebramos esse paradigma. Agora, eu tive sanções, né? Na saúde, a gente não recuperou a gestão plena [perdida no governo de Fernando Gomes, em novembro de 2008, e só recuperada em 2013, com Vane do Renascer].

 

____________

Olha, no meu governo só foram dois secretários de saúde. Quanto mais muda de secretário. Complica. E os efeitos são terríveis para a sociedade, para quem mais precisa.

_________

 

Pimenta – O senhor acha que escolheu os melhores quadros para a Saúde?

Azevedo – Olha, a saúde é uma pasta complicada. Dr. Antônio Vieira contribuiu bastante. Depois, entendemos que deveríamos ter um alinhamento político, havia boicote em algumas áreas, e nomeamos um outro secretário, [Geraldo Magela, hoje secretário de Ilhéus]. Olha, no meu governo só foram dois secretários de saúde.

Pimenta – É uma crítica indireta a Fernando Gomes, que está no sexto secretário de Saúde desde 2017?

Azevedo – É dizer que é uma área complicada e só foram dois, né? Acho que quanto mais muda de secretário há solução de continuidade. Complica. E os efeitos são terríveis para a sociedade, para quem mais precisa.

Pimenta – Com quem o senhor já conversou? Com quais partidos está fechado?

Azevedo – Esse é o momento da busca, do namoro. Hoje, tem o aspecto da proporcional [vereadores], que não tem mais coligação. Cada partido quer candidato a prefeito forte para fazer vereador. Nós estamos com o PL e dialogando com os demais, de centro, de direita, de esquerda.

Pimenta – Como o senhor vai trabalhar para atingir as várias faixas e perfis do eleitorado, da direita à esquerda, e não apenas os mais pobres, foco na campanha de 2016?

Azevedo – Você observa que eu falo o pensar Itabuna livre. É para termos liberdade e melhor forma de agregar esse eleitorado. Nós temos que buscar esse universo, buscar quem pensa Itabuna, livre dessas amarras ideológicas e pensando no desenvolvimento da cidade. Temos que apresentar plano de governo para a sociedade itabunense. Sinto que podemos conquistar o maior universo de eleitores.

 

____________

Nós vamos destravar a cidade, destravar Itabuna. Vamos criar a maior política de mobilidade da história de Itabuna.

_________

 

Pimenta – O senhor vai para a terceira disputa a prefeito. É bem conhecido do eleitorado. O que levará de diferente para conquistá-lo?

Azevedo – Começa pela formação da equipe. Estamos vivendo outro momento, outra equipe planejando a cidade. Não são planos mirabolantes. Você tem que rasgar grande avenidas. Eu tenho uma queixa de [Jaques] Wagner, que garantiu na TV que duplicaria aquele trecho da Nova Itabuna até Ferradas da BR-415. Prometeu. Não saiu. Olha, isso seria um vetor de desenvolvimento. Feira e Conquista se desenvolveram porque pensaram. Estão no topo.

Pimenta – E Itabuna?

Azevedo – Nós vamos destravar a cidade, destravar Itabuna. Vamos criar a maior política de mobilidade da história de Itabuna. Vamos construir um trevo em cima dessa rótula do São Caetano, tirar aquela complexidade de trânsito que é a Manoel Chaves com a Princesa Isabel.

Pimenta – Há um gargalo naquela região, que é a rótula da ponte do São Caetano. Qual seria a solução?

Azevedo – Ali, podemos construir um viaduto para melhorar o sistema viário.

Pimenta – Na campanha, o senhor chegou a mostrar projeto de ponte estaiada, ligando a Amélia Amado com o Conceição. Sairia mesmo ou era apenas factoide de campanha?

Azevedo – Nós tínhamos R$ 90 milhões para aquela ponte, lá no Ministério das Cidades.

Pimenta – Esse projeto seria factível hoje?

Azevedo – Sim, tranquilo. Vamos apresentar à União. Projeto que não tem malandragem, os técnicos analisam e dão resposta.

 

____________

Iremos fomentar não apenas o Interbairros [de Futebol]. Nós vamos fomentar os jogos estudantis, outras modalidades esportivas. O basquete, o vôlei, futebol, vôlei, futsal… Praticamente, o esporte foi extinto do planejamento do poder público em Itabuna.

_________

 

Pimenta – O senhor tem falado em recriar a Secretaria de Esporte. Vai ter verba para várias modalidades ou só futebol?

Azevedo – Nós temos que resgatar o esporte e envolver esses jovens, que são mais vulneráveis à violência. A partir do momento que a gente oferece infraestrutura, campos, quadras, Vila Olímpica, estádio, com auxílio para quem não tem condições de comprar chuteira, tênis, uniforme, a gente estimula esses jovens, coloca num bom caminho. E vamos fomentar não apenas o Interbairros [de Futebol]. Nós vamos fomentar os jogos estudantis, outras modalidades. O basquete, o vôlei, futebol, vôlei, futsal… Praticamente, o esporte foi extinto do planejamento do poder público em Itabuna.

Pimenta – O que o senhor pensa em relação à área social?

Azevedo – Nós fizemos, com recursos próprios, o Bolsa-Renda. Nós realmente tiramos os barracos de madeira, construímos casa com quarto, sala, cozinha… Olha, eu fui rápido e enxerguei que tinha o Minha Casa Minha Vida. As empresas começaram a aparecer querendo áreas para construir casas. Vi que precisavam de incentivo e que ia contemplar famílias de 0 a 3 salários mínimos. Fiz anteprojeto de lei e dei incentivo às empresas para construir.

Pimenta – Quais incentivos?

Azevedo – Isentei as empresas de pagar ISS [Imposto sobre Serviços]. Com a isenção de 5%, foram R$ 100 milhões para construir esses apartamentos, com Pedro Fontes I e II, Jardim América I e II, o Itabuna Parque, o Vida Nova, Gabriela, Jubiabá e São José. São fruto da política pública que eu crie. Isso, realmente, atrai as empresas a fim de construir esses apartamentos e tiramos esse déficit terrível. Todas essas pessoas que moram nesses apartamentos sabem que foi Capitão Azevedo que criou essa lei.

Pimenta – Os condomínios enfrentam problemas de segurança, com a presença e controle do tráfico. Como muda isso?

Azevedo – Você sabe que alguém fala em polícia. Sim, é válido. Mas temos que criar programas sociais, trabalhar pesado o social, com esporte, lazer, cultura. Eu pretendo criar um grande empreendimento na área da formação técnica profissional, com a realização de cursos para motos, caminhões…

 

____________

No planejamento, se houver ingerência política, joga-se tudo por água abaixo. Tanto que, seja na União, Estados ou municípios, há carência terrível de planejamento.

_________

 

Pimenta – Quem o senhor tem como referência em gestão pública no Brasil?

Azevedo – Jaime Lerner, de Curitiba, que foi vereador, prefeito, governador. Em 2012, estivemos lá para conhecer o que foi feito, e como foi feito, por Lerner. Cidade planejada que tem perspectiva de desenvolvimento, mobilidade urbana… Curitiba, com Lerner, virou referência. Ele planejou, executou.

Pimenta – Planejamento é um desafio na gestão pública, que se torna ainda maior quanto menor é o município. Como mudar essa mentalidade?

Azevedo – No planejamento, se houver ingerência política, joga-se tudo por água abaixo. Tanto que, seja na União, Estados ou municípios, há carência terrível de planejamento. Interesse político era para construir quadra. Aí vem o político e diz “não, aquela quadra, não. Quero campo do lado de lá.”. Por interesse político, vai e cede para atender corrente. Você tem que estudar de forma científica os anseios da população. Por exemplo, hoje, o que é que a população mais precisa? Saúde, emprego, segurança pública. Para termos estes dados, precisamos pesquisar, pesquisar a real da situação, saber o que está acontecendo. Nosso planejamento vai cuidar disso aí. Saber o desejo da comunidade. Na medida que consulta toda a sociedade, tem um diagnóstico mais perfeito.