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ricardo artigosRicardo Ribeiro | ricardo_rb10@hotmail.com

 
Não é incomum (muito pelo contrário) o repórter estar cobrindo um homicídio e ter ali bem perto dezenas de meninos e meninas, de 7 a 8 anos, talvez menos, na maior algazarra, como se estivessem numa festa.

 
O ritual diário de levar meu filho à escola, todas as manhãs, teve um ingrediente novo nesta sexta-feira, 15 de março de 2013. Seguíamos pelo nosso caminho de costume, quando deparamos com dois sujeitos discutindo – um deles saíra de um carro, o outro estava montado em uma moto. Eles simplesmente fecharam a rua para “bater boca” por alguma razão da qual não houve tempo nem condição de se tomar conhecimento.
Mas não era uma simples discussão: o cara do carro portava uma convincente pistola, que ele não só apontava como praticamente esfregava o cano no outro rapaz, com raiva, enquanto lhe segurava a parte de trás da camisa e intimava: “qual é a sua, meu irmão?” A essa altura, por precaução e instinto de sobrevivência, logicamente quem está na mira de uma arma não diz coisa alguma.
Estávamos a uns dez metros da cena e foram alguns segundos nos quais eu não soube o que fazer. Não tinha ideia dos motivos, quem estava certo e quem estava errado. Minha preocupação – confesso – era estar ali com meu filho, e ele prestes a ser apresentado à violência de um modo brutal. Outro receio, obviamente, era a possibilidade de um de nós ser atingido por uma “bala perdida”.
Na primeira brecha, saímos rapidamente do local e nem soubemos os desdobramentos do episódio. A salvo, meu filho disse apenas: “pai, não conta nada à minha mãe, senão ela vai ficar traumatizada e não me deixa mais colocar o pé na rua”. Detalhe: ele parecia menos assustado que eu.
Em pensar que tantas crianças nessa cidade já convivem diariamente com todo tipo de violência, e com naturalidade, como se vê nas reportagens exibidas pelos “programas policiais”. Não é incomum (muito pelo contrário) o repórter estar cobrindo um homicídio e ter ali bem perto dezenas de meninos e meninas, de 7 a 8 anos, talvez menos, na maior algazarra, como se estivessem numa festa.
É a violência banalizada desde a infância, e não apenas nos videogames, mas na vida real.
Uma vida que, lamentavelmente, parece valer cada vez menos.
 

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Sábado à noite, 9, o vice-prefeito Wenceslau Júnior (PCdoB) saudou a plateia que esperava pelo show da banda Armandinho, Dodô&Osmar na Praça Adami, fechando a Lavagem do Beco do Fuxico. Cerca de 30 mil pessoas se aglomeraram na praça e em trecho da Avenida do Cinquentenário. Houve reação ao discurso de Wenceslau (relembre aqui). Na internet, já faz sucesso uma nova versão dos apupos do público. Confira o vídeo-comédia…

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internação compulsóriaNuma entrevista concedida ao PIMENTA em fevereiro, o prefeito de Itabuna, Claudevane Leite, se disse favorável à internação compulsória de dependentes químicos. E justificou o seu apoio ao afirmar que, “em alguns casos, o viciado já perdeu o equilíbrio e não manda mais nele [próprio]; é a droga que manda”.
Confira aqui a entrevista
Além do prefeito, 67,6% dos itabunenses ouvidos pela Sócio-Estatística no início deste mês afirmaram que são favoráveis à medida adotada em casos extremos, quando a vida do dependente ou de próximos está ameaçada. São Paulo foi o primeiro estado brasileiro a adotar a medida.
A pesquisa foi feita de 1 a 8 de março e ouviu 808 eleitores itabunenses acima dos 16 anos. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.
O levantamento também apurou que 30,9% são contra a internação involuntária e 1,5% não opinaram. De acordo com as estatísticas da polícia, chega a até 90% o percentual de homicídios que têm relação com o uso e o tráfico de drogas em Itabuna.
O sociólogo Agenor Gasparetto, da Sócio-Estatística, diz que é necessário definir, claramente, o que vem a ser “dependente químico”. E faz um alerta: “O pressuposto da internação compulsória é a garantia de um tratamento digno aos que precisam dela, a ponto de serem privados de sua liberdade no ato da internação e subsequente tratamento”.
Os dados relacionados à internação compulsória fazem parte de uma pesquisa em que também foram apurados desde aprovação aos governos federal, estadual e municipal a avaliações sobre a economia e os principais problemas locais. Parte dos resultados do levantamento estão disponíveis no blog de Gasparetto.

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ruy machadoA propósito de nota do almoço entre o prefeito de Itabuna e 19 dos 21 vereadores, fonte assegura ter sido outro o motivo da ausência do vereador Ruy Machado (PTB) no regabofe: o edil já não era bem visto pelos colegas de legislatura, que rejeitaram o seu nome na disputa pela presidência da Casa. Para completar, Ruy ainda deu declarações que desgastaram ainda mais a relação.
Numa dessas, ele afirmou que a nova Câmara estava no mesmo nível da última, pois tinha “16 Loyolas”, numa alusão ao ex-presidente que  responde a processos judiciais sob a acusação de corrupção.
Por fim, a mesma fonte diz que Ruy foi o único vereador que, assumidamente, indicou secretário para o governo (Lanns Almeida, da Agricultura). Mas essa é a parte mais controversa da história…

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violênciaAs escutas telefônicas que levaram as polícias Civil e Militar a deflagrar a Operação Libertad revelam bandidos combinando compra de armas e encomendando morte de membros de facções rivais em Itabuna. Parte do áudio das escutas traz dois criminosos citando a aquisição até de explosivos.
Um dos criminosos, conhecido como Sandro Papel, diz que iria comprar armamento e granada, após vender dois quilos de droga vinda de Itororó, supostamente de uma mulher ligada a Jack Bombom, um dos líderes do tráfico transferidos para o presídio de segurança máxima em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul (veja matéria aqui). Também citam a compra de dois coletes, duas pistolas e “umas granadinhas”.
Numa das passagens, Sandro Papel e “NHI” comentam que vão reunir armamento pesado suficiente para enfrentar efetivo da Cipe Cacaueira e até o ex-delegado regional de Itabuna Moisés Damasceno. Sandro Papel também aparece em outra conversa, desta vez com um matador identificado apenas como “Gaspar”. O contato é para eliminar um devedor do tráfico.
Sandro ordena a Gaspar que atire “debaixo do sovaco, [tiro] bem dado no peito, de perto” e, na queda do corpo da vítima, “cole perto da cabeça e dá de um em um [tiro]’. Sandro Papel aparece em outra ligação, desta vez com um bandido identificado apenas como Gigó. ordenando a morte de um homem, apontando apenas como Juliano. Um assalto seria anunciado quando o alvo saísse do restaurante. A vítima e uma outra pessoas seriam eliminadas com cortes de faca, “vivos”.
Dos diálogos captados pela polícia, os bandidos ainda reclamam da falta de munição em Itabuna. “Neguinho”, conhecido como Niel, diz que está buscando uma “boca de fumo” só para ele.

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Trecho da avenida é pavimentado pela prefeitura (Foto Wilson Oliveira/AscomGov).
Trecho da avenida é pavimentado pela prefeitura (Foto Wilson Oliveira/AscomGov).

A Prefeitura de Itabuna retomou as obras de reurbanização da Avenida Amélia Amado, hoje, com a pavimentação asfáltica do trecho que vai do cruzamento da via com a Rua São Vicente de Paulo e  o acesso ao Pontalzinho. A obra iniciada é a que cabe ao município, que também efetuou correções na parte de macrodrenagem e urbanização.
O município ainda não tem prazo para recomeçar a obra de cobertura do trecho final do Lava-pés, que vai do cruzamento com a Cinquentenário até desembocar no Cachoeira (Beira-Rio). Para isso, ainda depende da liberação de R$ 1,6 milhões do Ministério da Integração Nacional e conclusão de auditoria feita pelo município. A obra estava paralisada desde o final de dezembro do ano passado.

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Criminosos sendo levados para aeronave em Ilhéus (Foto Jorge Cordeiro).
Criminosos sendo levados para aeronave em Ilhéus (Foto Jorge Cordeiro).

Os líderes das facções criminosas que ordenavam crimes de dentro do Conjunto Penal de Itabuna já foram transferidos para o Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande (MS), hoje à tarde. Eles foram levados do Complexo Policial de Itabuna para o Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, e de lá seguiram para o presídio sul-matogrossense.
A Operação Libertad (antes chamada de Batendo de Frente) mobilizou cerca de 800 policiais miliatares e civis e cumpriu 21 mandados de prisão, além do deslocamento de internos do Presídio de Itabuna.
Os criminosos transferidos de Itabuna para Campo Grande foram Bartolomeu Rocha Mangabeira, o Bartô; Sidimar Soares dos Santos, o Bolota; Jackson Vicente Pereira, o Jack Bombom; Fábio Santos Possidônio, o Binho; Erick Rocha de Almeida, o Erick do Zizo; e Júnior Biano Gomes.
Durante a operação no presídio e em bairros de Itabuna, foram apreendidos 500 gramas de crack e maconha, revólveres calibre 38, duas motos e quatro carros. O secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, disse que esta foi uma das maiores operações já feita pela polícia baiana. E, acrescentou, se precisar, outros líderes as facções A e B serão remanejados para prisões federais.
Presos sendo levados para avião no Aeroporto de Ilhéus (Foto Jorge Cordeiro).
Presos sendo levados para avião no Aeroporto de Ilhéus (Foto Jorge Cordeiro).

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Sobreviventes choram a morte de Sílvio "Cigano" (Foto Elio Almeida/Pimenta).
Sobreviventes choram a morte de Sílvio “Cigano” (Foto Elio Almeida/Pimenta).

Outro acidente grave na BR-101. Um jovem morreu durante “pega” no quilômetro 510 da BR-101, trecho Buerarema-Itabuna. De acordo com as primeiras informações, os jovens estavam em disputa na BR-101 usando uma picape VW Amarok e uma Nissan Frontier.
Cerca de três quilômetros após a saída de Itabuna, o jovem conhecido como “Sílvio Cigano” perdeu o controle da direção da picape e acabou provocando colisão lateral entre os dois veículos do “pega”. Sílvio Rebouças Almeida morreu ainda no local. Pelo menos uma das vítimas foi levada para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem), em Itabuna.
Picape ficou totalmente destruída após colisão e saída de pista (Foto Elio Almeida/ Pimenta).
Picape ficou totalmente destruída após colisão e saída de pista (Elio Almeida/ Pimenta).

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Seis internos do Conjunto Penal de Itabuna apontados como chefes de facções criminosas em Itabuna foram transferidos para o presídio federal de segurança máxima em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. A transferência é resultado da megaoperação Batendo de Frente, comandada pelas polícias Civil e Militar.
De acordo com a polícia, os nomes dos transferidos para Campo Grande são Bartolomeu Mangabeira, o Bartô; Fábio Santos Possidônio, o Binho Possidônio; Erick Rocha, o Erick do Zizo; Jackson Vicente Ferreira, o Jack Bombom; Sidmar Soares dos Santos, o Bolota; e Júnior Biano Gomes.
Os traficantes foram transferidos ainda hoje para Mato Grosso do Sul. Mais de 700 policiais participam da operação, incluindo as polícias rodoviárias Federal e Estadual. O secretário estadual de Segurança Pública, Maurício Barbosa, está acompanhando a operação e disse que outros presos poderão ser transferidos.

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Para itabunenses, economia local vive período de estagnação (Foto Pimenta).
Para itabunenses, economia local vive período de estagnação (Foto Pimenta/Arquivo).

A maioria do eleitorado itabunense acredita que o município está em ritmo lento quando analisada a economia do município. A percepção foi constatada na pesquisa da Sócio-Estatística, que ouviu 808 itabunenses acima de 16 anos.
Para 52,7%, Itabuna “está parada” e 24,5% acreditam que a maior economia sul-baiana “está indo para trás”. Apenas 21,3% disseram que a cidade encontra-se em ritmo de desenvolvimento. A pesquisa foi feita no período de 1 a 8 de março.
Para o sociólogo e coordenador da pesquisa, Agenor Gasparetto, os resultados apontam para “uma situação de baixa autoestima do itabunense”. Na opinião de Gasparetto, o trabalho do novo prefeito, Claudevane Leite, “passa necessariamente pela elevação da confiança e da auto-estima dos seus concidadãos em relação ao futuro de cidade em que vivem”.
O município vive a expectativa de atração de, pelo menos, uma grande indústria, a Del Valle, que, se confirmada, vai gerar até 2,5 mil empregos e será construída numa área desapropriada pelo Governo do Estado para a instalação do Distrito Industrial de Itabuna. A área fica vizinha ao município de Itapé.
Leia também:
PESQUISA REVELA QUE SÓ 23,2% DOS
ITABUNENSES APROVAM GOVERNO VANE

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Pouco mais de 20 dias após a proibição de estacionar motos ao longo da Avenida do Cinquentenário e transversais como a Adolfo Leite (Beco do Fuxico), a medida da Secretaria de Transporte e Trânsito (Settran) vem sendo desrespeitada pelos motociclistas. E a Settran não teve como “endurecer” o jogo.

Motos estacionadas sobre a faixa amarela. Ao fundo, placa de proibido estacionar.
Motos estacionadas sobre a faixa amarela. Ao fundo, placa de proibido estacionar.

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Ontem, vereadores, juízes e sociedade civil debatiam causas e soluções para o avanço da criminalidade em Itabuna. Se o leitor sentiu falta de representantes da Polícia Militar e Polícia Civil, não foi erro nosso.
O cerimonial da Câmara informou que os comandos regionais das duas polícias foram convidados a participar do debate, mas nem o tenente-coronel Marcos Lemos nem o delegado Evy Paternostro compareceram.
Nem mandaram representantes.
Em tempo: convidados, também faltaram à sessão os secretários municipais Evans Maxwel (Esporte e Recreação) e José Trindade (Assistência Social). Agiram como os membros das polícias civil e militar: não justificaram a ausência nem enviaram representantes.

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Fróis morreu em acidente de trabalho, ontem (Foto O Trombone).
Fróis morreu em acidente de trabalho, ontem (Foto O Trombone).

O PT emitiu nota em que lamenta a morte do empresário Carlos Fróis, da construção civil, ontem, após cair de um andaime a cerca de dez metros de altura. Fróis foi socorrido por equipes do Samu e levado para o Calixto Midlej Filho, com fraturas múltiplas. Ele não resistiu e morreu.
O acidente ocorreu em uma obra no Novo São Caetano. Um operário, que trabalhava com Fróis, está internado. O empresário era filiado ao PDT itabunense, mas era aliado petista.
A nota do diretório do PT itabunense ressalta que Fróis, “na última campanha eleitoral de 2012, esteve na trincheira ao lado do PT, destacando-se como um dos mais fiéis aliados”.
O corpo do empresário está sendo velado no SAF, próximo ao Grapiúna Tênis Clube, na Juca Leão. O sepultamento está marcado para as 16h, no Cemitério Campo Santo, em Itabuna. Confira íntegra da nota no “Leia mais”.
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Policiais comandam uma mega-operação, denominada Batendo de Frente, na manhã desta quarta feira (13), em Itabuna. O objetivo é combater o tráfico de drogas e diminuir a violência na cidade. Diversas viaturas estão em ações em diferentes bairros e uma revista geral foi realizada no Presídio de Itabuna. Um pelotão de Choque da PM, policiais do Centro de Operações Especiais (COE), Polícia Rodoviária Federal, Civil e Militar participam da operação.
Os serviços dos Complexo Policial e Detran estão suspensos. Cerca de vinte detentos, dentre eles, Fábio dos Santos Posidônio (Binho Posidônio), Bartolomeu Mangabeira (Bartô), Jack Bombom, Boleta e Diego -da chamada linha de frente do tráfico de drogas e considerados os comandantes dos raios A e B, foram levados do presídio para o Complexo Policial. O motivo ainda é desconhecido. As informações são do Rede Brasil de Notícias.