O novo prefeito de Alcobaça, Bernardo Olívio (PV), precisou chamar um chaveiro para conseguir entrar no próprio gabinete. O ex-prefeito Léo Brito (PSD) “trancou” tudo e ainda foi acusado de surrupiar computadores e documentos públicos, devolvidos após queixa na polícia.
Em Ilhéus, foi diferente. O prefeito Jabes Ribeiro diz que não necessitou de chaveiro. Grande parte dos prédios públicos nem porta tinha. Aliás, nem funcionários.
Veja exemplo da Pasta do Desenvolvimento Urbano, do super secretário Isaac Albagli: apenas 40 dos mais de 500 funcionários comparecem para trabalhar, segundo Jabes em entrevista.
Após editar decretos que promovem o chamado “choque de gestão” em Ilhéus, o prefeito Jabes Ribeiro concederá entrevista coletiva hoje à tarde para falar das condições em que encontrou a gestão municipal. Pelo que descrevem assessores, o “pepino” por lá é gigante.
A entrevista será às 15h, no salão nobre do Palácio Paranaguá.
Dentre as decisões anunciadas pelo prefeito, estão auditagens na folha de pagamento e em dezenas de contratos de locação firmados nos últimos seis meses da gestão passada. Além disso, Jabes suspendeu pagamento de horas extras e gratificações.
Jabes baixou decretos para reduzir gastos com a folha e exterminar fantasmas (Foto Alfredo Filho).
Os prefeitos das maiores cidades sul-baianas tomaram posse adotando o “discurso da tesoura”. Hoje, primeiro dia útil do ano, foi momento de pôr o discurso em prática.
Jabes Ribeiro, de Ilhéus, editou decretos que cortam horas extras, funções gratificadas e autoriza contratação de empresa para auditar a folha de pagamento do município.
Neste último quesito, por exemplo, o prefeito pretende identificar os “donos” de salários incompatíveis tanto com a estrutura de cargos e carreira do município como com a realidade de Ilhéus. E, mais exatamente, exterminar os fantasminhas.
Na Terra de Gabriela, a folha atinge 70,09% das receitas líquidas do município, enquanto a Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece como limite 54%. O prefeito ainda decretou situação de emergência no município.
O prefeito de Itabuna, Claudevane Leite, Vane do Renascer, disse que cortará 50% dos cargos comissionados e vai regularizar o salário dos servidores efetivos.
Quanto aos contratados, ele afirma que a lei o impediria de pagá-los, já que a quitação de salários deveria ocorrer ainda na gestão de Capitão Azevedo. Vane se comprometeu com esforço para que o gasto com a folha fique em 50% e, assim, o município tenha capacidade de investimento. Azevedo gastava até 75,5% da receita com folha de pagamento e foi campeão baiano em criação de cargos comissionados.
Não bastassem as dificuldades administrativas que irá enfrentar, surge problema político para o novo governo em Ilhéus na própria base. Acusando quebra de acordo político, o vereador Cosme Araújo (PDT) assumiu o mandato atirando no prefeito Jabes Ribeiro (PP).
O novo gestor teria dito a Cosme que ele seria “o cara” na disputa pela Mesa Diretora da Câmara de Vereadores, mas o vereador diz que foi traído. E acrescenta que o prefeito assume após obter “apenas” um terço dos votos em outubro de 2012. Confira o discurso no vídeo postado no YouTube pela assessoria do vereador. Atualizado às 10h39min
O presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, faz sinal de “positivo” para Aldenes Meira, que teve vitória consagradora na disputa em chapa única pela presidência da Câmara de Vereadores de Itabuna. Aldenes obteve 20 dos 21 votos. Ambos são filiados ao PCdoB. Acompanhando a cena, o prefeito eleito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, do PP (Foto Pimenta).
Tempo de leitura: < 1minutoIsaac deixa a Bahia Pesca para assumir a Sedur em Ilhéus.
O engenheiro Isaac Albagli sempre foi tido como o fiel escudeiro de Jabes Ribeiro. Embora as especulações apontassem até para uma possível ida dele para a Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri), ele decidiu acompanhar o prefeito eleito de Ilhéus e deixará a presidência da Bahia Pesca para assumir a Pasta do Desenvolvimento Urbano na Terra de Gabriela.
Isaac emitia sinais de que participaria do governo ao entrar “de cabeça” na campanha do amigo. A ele eram entregues as missões mais pesadas e desempenhava, também, a função de articulador. Agora, assume a robusta pasta do Desenvolvimento Urbano.
Atribui-se em parte a Isaac a demora do prefeito eleito em anunciar o seu secretariado. Também era o tempo de fazer a necessária reforma administrativa, embora feita “a toque de caixa” e, segundo dizem, com a complacência do presidente da Câmara de Vereadores, Dinho Gás (PSDC).
Ainda teria partido de Isaac a ideia de trazer para o governo o experiente jornalista Paixão Barbosa, que trabalhou, junto com Marival Guedes, a estratégia de comunicação da Aquapesca Brasil, realizada mês passado em Salvador. Isaac entra como o supersecretário. Ou, como costuma-se dizer por aqui, primeiro ministro do governo Jabes.
O prefeito eleito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, faz mistérios e promete anunciar o seu secretariado apenas na próxima semana, a poucos dias da posse. Por ora, sabe-se que o PCdoB será dono da indicação à Secretaria de Educação. E o PRB indicou Sebastião Vivas para comandar a Secretaria da Agricultura e Pesca.
Jabes vai para o quarto mandato como prefeito de Ilhéus. Terá grandes abacaxis pela frente.
O prefeito eleito de Ilhéus, Jabes Ribeiro (PP), definiu os nomes da sua equipe de transição. A equipe será responsável pelo levantamento de informações do governo a fim de facilitar o processo de mudança de governo.
Os nomes anunciados, oficialmente, pelo prefeito eleito são o ex-reitor da Universidade Estadual de Santa Cruz, Joaquim Bastos, o procurador federal Israel Nunes, Isaac Albagli (presidente da Bahia Pesca), o consultor Carlos Mascarenhas, Vladimir Hughes, John Ribeiro (irmão de Jabes e diretor do escritório local da Bahia Pesca), Victor Veiga e Marcos Paulo Azevedo.
Abaixo, confira entrevista exclusiva concedida pelo prefeito eleito ao PIMENTA. Ele diz que seu secretariado terá perfil técnico, “mas com sensibilidade política” e que não haverá “loteamento de cargos”.
Prefeito eleito de Ilhéus, Jabes Ribeiro (PP) fará a partir de 1º de janeiro de 2013 seu quarto mandato à frente do município. Ele venceu as últimas eleições a bordo de uma aliança formada por 16 partidos, e talvez uma de suas tarefas mais complicadas será compor os diferentes interesses de um grupo heterogêneo. Nesta entrevista concedida ao PIMENTA, Jabes assegura que em seu governo não haverá loteamento de cargos e a ocupação das funções levará em conta, além da indicação política, o perfil do indicado. O futuro gestor fala ainda, entre outros assuntos, sobre a questão dos precatórios, que trava o governo ilheense, e as perspectivas do município com a implantação do Porto Sul. Jabes diz defender o desenvolvimento sustentável e salienta: “não sou ecochato nem irresponsável”.
A entrevista com Jabes Ribeiro abre a série que o PIMENTA fará com prefeitos eleitos no Sul da Bahia. Confira abaixo os principais trechos:
PIMENTA – Esta última eleição em Ilhéus mostrou uma população dividida e aparentemente desestimulada com a política. Mais de 33 mil ilheenses deixaram de votar e houve ainda 3.115 votos brancos e 6.105 nulos. O senhor acha que esses números refletem a descrença do eleitorado?
Jabes Ribeiro – De forma alguma. Ilhéus tradicionalmente tem um alto índice de abstenção, primeiro em função da área rural, que é muito grande, e muitos eleitores moram em fazendas. Antigamente, havia o hábito de se fazer o transporte dessas pessoas, mas isso não é mais possível em função da legislação e a justiça eleitoral não toma as providências para viabilizar o deslocamento dos eleitores. Por outro lado, no dia anterior à eleição o tempo não estava bom. Na véspera choveu muito e eu acho que isso foi um fator decisivo para essa abstenção.
PIMENTA – O município enfrenta precariedade em diversos setores, inclusive nos mais essenciais, que são saúde e educação. O senhor já definiu uma estratégia para superar as dificuldades e fazer com que a população possa ter um serviço público mais qualificado?
JR – Ilhéus vive uma situação extremamente grave em todos os setores. Eu fiz uma visita ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e, conversando com alguns técnicos, pessoas que conhecem a realidade de Ilhéus, a constatação é de que o quadro é assustador. O município tem as suas contas rejeitadas desde de 2006. Isso significa que, sucessivamente, O tribunal tem dado parecer contrário, basicamente em função, entre outros, de três itens: problemas na saúde, educação e na área de pessoal. São questões graves. Por outro lado, você tem uma desorganização financeira tal que acaba prejudicando os serviços essenciais. Não funcionam limpeza urbana, iluminação pública, saúde, educação, as estradas rurais se encontram em péssimo estado. Não é uma situação simples, nós já tínhamos essas informações e ninguém está se surpreendendo com nada, mas a cada dia está sendo constatado o fato de que efetivamente o município está na UTI. PIMENTA – Esse cenário exige a definição de prioridades. O que já se vislumbrou nesse sentido?
JR – Aproveitando até declarações do prefeito, quando estive com ele, de que tem interesse em contribuir com a transição, nós esperamos que na prática isso aconteça. Nesta segunda-feira (29), nós estaremos entregando ao prefeito um ofício, no qual fazemos algumas solicitações. Entre elas, apresentamos o grupo que vai colher os dados dentro da comissão de transição, de acordo com Resolução do TCM. Essa coleta de dados será muito importante para fazermos um diagnóstico. Com ele é que nós teremos condições de tomar as medidas necessárias, primeiro no sentido de saber qual a estrutura administrativa possível, dentro da realidade do município, e a partir daí definir a equipe de governo para que possamos adotar as providências já no início da administração, procurando arrumar a cidade, organizar as finanças e, efetivamente, trabalhar para melhorar os serviços essenciais.
Ninguém está se surpreendendo com nada, mas a cada dia está sendo constatado o fato de que efetivamente o município está na UTI.
Tempo de leitura: 2minutosAtor Fábio Lago apoia convênio entre prefeitura e Teatro Popular de Ilhéus.
Enquanto a equipe do prefeito eleito de Ilhéus se posiciona contra algo transparente e que fortalece as manifestações culturais de um dos berços da cultura baiana, o ator global e ilheense Fábio Lago tornou público seu apoio ao convênio que cede a administração do prédio do Colégio General Osório ao Teatro Popular de Ilhéus. O convênio foi celebrado entre o TPI e a Prefeitura de Ilhéus.
Jabes e assessores expressam que não há convivência harmônica entre atividades teatrais e biblioteca. Até tentam jogar o Ministério Público estadual contra o negócio transparente que passa ao Teatro Popular a administração do imóvel por 20 anos, mas com regras que tornam plenamente possível a retomada do prédio do General Osório se a gestão do espaço público não seguir as cláusulas constantes de contrato.
Fábio Lago lembra que biblioteca e teatro podem viver juntos tranquilamente. E enfatiza o papel do grupo teatral ilheense: “O grupo [Teatro Popular de Ilhéus] faz um trabalho sério e importante para a cultura regional”.
Já Romualdo Lisboa, do TPI, elenca, pelo menos, dois espaços culturais onde biblioteca e teatro coexistem: a Biblioteca Central dos Barris e o Espaço Xisto Bahia, em Salvador, e o Centro Cultural de São Paulo, que reúne cinema, dança, música e literatura.
Quem se posiciona contra o projeto é porque, talvez, apresente resistência ao protagonismo do Teatro Popular de Ilhéus, uma turma que já ganhou prêmios nacionais e encanta plateias seja na Bahia, São Paulo, Paraná ou em qualquer lugar pela sua qualidade.
O prefeito eleito Jabes Ribeiro precisa vir a público – e de forma inequívoca – explicar os motivos dele e de sua tropa se posicionarem contra as intenções do TPI. Deveriam, sim, apoiar a iniciativa.
E, deixemos claro, não foi o grupo de teatro quem se dispôs a administrar aquele espaço. A proposta partiu da Prefeitura de Ilhéus e dos atuais gestores por reconhecimento às qualidades artísticas e de gestão do TPI, além de sua habilidade em atrair/captar recursos.
Aliás, aqui, outro ponto importante: o TPI tem com a Secretaria Estadual de Cultura convênio que garante recursos para administração de espaço cultural. Se a equipe do prefeito eleito “melar” o negócio transparente, o convênio com o governo baiano será desfeito. E Ilhéus e a cultura perderão mais uma fonte de receita.
Um lembrete: o protagonismo na cultura não deve ter monopólio.
Artistas no dia em que foi dada posse do espaço histórico a quem faz arte (Foto Clodoaldo Ribeiro).
Tempo de leitura: < 1minutoJorge trava duelo com Jabes no debate da Rádio Santa Cruz
Segunda colocada na disputa pela prefeitura de Ilhéus, Professora Carmelita (PT) faltou ao debate da Rádio Santa Cruz AM, hoje. A estratégia pôs o ex-prefeito Jabes Ribeiro (PP) na mira do “língua afiada” Jorge Luiz (PSOL).
Jorge foi irônico ao dizer que deixará para o adversário o papel de trazer a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e fazer articulação com o Governo do Estado, pois Jabes “consegue tanto coisa quando está fora do poder”. E emendou: “Você vai ser muito bom para ajudar nessas coisas. Quando você está fora do poder, diz que traz tudo para Ilhéus”, arrematou.
Era a crítica de Jorge ao estilo “pavão” de Jabes de afirmar que articula em Brasília ou em Salvador para trazer obras ou ações para Ilhéus. Meio que mordido, o ex-prefeito respondeu na terceira pessoa. “Foi Jabes que trouxe o Centro de Convenções, o Caic, indústrias para o polo de informática… Evidente que as coisas desapareceram a partir do governo Valderico [Reis] e do governo [apoiado pela] vereadora Carmelita”.
Jorge Luiz, nas considerações finais, disse que Carmelita ficou silenciada por oito anos na Câmara e a sua fuga ao debate na Santa Cruz era renúncia à disputa eleitoral. “A polarização (sic) é eu e você. E você será derrotado. Será JR contra JL 50”. Provocou risos.
De posse de informações privilegiadas, o deputado federal Josias Gomes disse que é cada vez mais real a possibilidade de a Professora Carmelita vencer a disputa eleitoral em Ilhéus. “Vamos ganhar em Ilhéus”, exultava em conversa com este blog neste final de semana. Rememorava aposta eleitoral feita no início da peleja, quando o nome de Carmelita ainda ganhava espaço dentro do partido, o PT, como prefeiturável.
O deputado apresenta uma leitura em que a dita polarização entre Jabes Ribeiro e a prefeiturável petista acabou por beneficiar Carmelita. Indo mais além, pode-se dizer que o cenário traz algumas surpresas, como a visibilidade ganha pelo terceiro nome na disputa em Ilhéus: Jorge Luiz, do PSOL.
Josias, ao contrário dos prognósticos da maioria, crê que, no final, o PT ganhará – pela primeira vez, a corrida ao Palácio Paranaguá. E com uma mulher à frente. Seja como for, do outro lado há Jabes. O pepista aposta todas as fichas para voltar a sentir o gostinho da vitória nas urnas, o que não ocorre desde 2000 – e ganhar a prefeitura pela quarta vez.
Tempo de leitura: < 1minutoCacá não suporta provocações e chora ao lembrar do ataque que fez contra o agora aliado Jabes (Foto Jornal Bahia Online).
O empresário e candidato a vice-prefeito Cacá Colchões foi às lágrimas ao final do debate promovido hoje à noite no auditório da Faculdade de Ilhéus. Ele não resistiu às provocações dos petistas que lembraram as críticas de Cacá ao candidato a prefeito Jabes Ribeiro, de quem é vice, informa o Jornal Bahia Online.
Cacá disse na entrevista que Jabes era passado. “Nós não devemos deixar que o passado volte para administrar esta cidade. A gente está cansado de tudo Ilhéus perder. A gente perde Petrobrás, a gente perde Brasilgás, perde Moinho, perde um shopping, perde Azaléia. Eu só vejo perder, perder, perder”, disse Cacá na entrevista ao programa Tabuleiro, tempos antes de ser definido o vice do candidato a prefeito pelo PP (relembre a entrevista aqui).
Hoje, os petistas aproveitaram a tacada de Jabes em Professora Carmelita (ele lembrou à plateia que o vice da petista é também vice de Newton Lima) e, lembrando a saraivada de Cacá no próprio aliado, cantaram “perdemos o moinho, perdemos a Petrobrás, perdemos a Brasilgás, perdemos o shopping e ainda vou perder a eleição”. O empresário não resistiu e foi às lágrimas, como registrou o site Jornal Bahia Online.
Boa parte do PV ilheense anunciou apoio à candidatura a prefeito de Jabes Ribeiro (PP), hoje, abandonando a campanha de Professora Carmelita (PT). Segundo o presidente do partido, Robson Melo, 10 dos 12 candidatos a vereador decidiram apoiar Jabes.
Principal liderança verde em Ilhéus, Pastor Gilmar Bonfim é vai continuar no apoio à candidatura petista. Robson Melo disse que a mudança tem a ver conta o jogo tático do PV para se fortalecer em Ilhéus, onde tem, segundo o dirigente, 500 filiados.