Jefferson e Joabs Ribeiro, irmãos do ex-prefeito Jabes
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O prefeito Valderico Junior (UB) nomeou Jefferson Ribeiro para a assessoria de seu gabinete na Prefeitura de Ilhéus. O novo assessor é irmão do ex-prefeito Jabes Ribeiro e do ex-vereador Joabs Ribeiro. O mandatário publicou a nomeação nesta segunda-feira (3), no Diário Oficial do Município.

Jefferson participou ativamente da campanha eleitoral vitoriosa de Valderico, no ano passado. Conforme apuração do PIMENTA, a chegada dele ao Governo tem a chancela de Joabs, um dos conselheiros mais influentes do prefeito. Joabs também teve papel determinante na nomeação do advogado Paulo Landi para a Controladoria-Geral do Município.

Jabes relembra recuo de Neto em 2018 e faz alerta à oposição || Fotomontagem PIMENTA
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O secretário-geral do Progressistas na Bahia, Jabes Ribeiro, colocou em xeque o pressuposto de que a candidatura de ACM Neto é o único caminho para a oposição baiana em 2026. Atento aos gestos do governador Jerônimo Rodrigues (PT) a prefeitos que apoiaram Neto em 2022, defendeu que a centro-direita se organize para enfrentar a máquina. Também deixou aberta a posição de seu partido no ano que vem. “Não sei como ficará o PP no plano estadual”.

Ele falou sobre o assunto em entrevista recente ao radialista Vila Nova, n’O Tabuleiro, da Ilhéus FM: “O governo tem máquina, obras, dinheiro. A oposição precisa ter ideias, precisa ter a discussão de um grande projeto”, alertou.

Segundo o ex-prefeito de Ilhéus, isso significa despersonalizar e ampliar o diálogo entre os partidos da centro-direita baiana. “E não partir da tese de que o candidato é ACM Neto. Seria um nome natural, mas não é assim, porque se você já parte desse pressuposto – Neto é o candidato – isso começa a afastar um pouco algumas pessoas”.

Também fez a ressalva de que Neto não lançou o próprio nome para nova candidatura a governador. “Acho que você precisa ter um campo magnético de atrações, não de dizer ‘estou aqui e o resto venha se quiser’. Não é assim. Não funciona”, emendou.

UM NOME DO PP

O dirigente falou por quase 30 minutos ao comentar a reunião de Jerônimo e do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), na semana passada. Parte dos progressistas já aderiu ao Governo na Assembleia Legislativa. Mas, para Jabes, o diálogo entre o petista e Cocá se deu na esfera das relações institucionais, sem a conotação partidária ventilada na repercussão do encontro.

Retornando à tese de abertura do debate na oposição, Jabes Ribeiro lançou o nome de Cocá como eventual postulante ao Palácio de Ondina. “Jequié tem tradição de fazer governador, Lomanto [Júnior], Cesar Borges”.

Ainda segundo Jabes, sua tese favorece Neto – “Não é bom ficar perdendo eleição” – e diminui o risco de a oposição restar desarticulada, em 2026, caso o ex-prefeito de Salvador repita o recuo de 2018, “aos 48 minutos do segundo tempo”. Assista à entrevista na íntegra aqui.

Valderico e Wanessa serão diplomados nesta terça-feira || Foto Divulgação
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O prefeito eleito de Ilhéus, Valderico Junior (União Brasil), a vice-prefeita eleita, Wanessa Gedeon, e os vereadores eleitos do município do sul da Bahia serão diplomados, nesta terça-feira (17), pela Justiça Eleitoral. A solenidade está prevista para começar às 10h30min, no Fórum Epaminondas Berbert de Castro, na Avenida Osvaldo Cruz, na Cidade Nova. O acesso é livre.

O empresário Valderico Reis venceu uma eleição apertada em Ilhéus. A diferença entre ele e a professora e médica Adélia Pinheiro, candidata do Partido dos Trabalhadores (PT), foi de menos de três pontos. O empresário obteve 41.567 votos contra 38.928 votos de Adélia, que teve apoio de nomes como de Jerônimo Rodrigues (governador da Bahia), Jaques Wagner (senador) e Rui Costa (ministro da Casa Civil).

Valderico Reis contou com apoio de nomes como do ex-prefeito de Ilhéus Jabes Ribeiro, ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e, nas últimas semanas, contou com a retirada da candidatura do PL da disputa. Coronel Resende retirou o nome da disputa, mas não chegou a anunciar apoio a Valderico. Coube ao presidente do PL na Bahia, João Roma, a pedir aos eleitores que votassem no empresário.

Maurício Maron escreve sobre ataque xenófobo a pré-candidata a prefeita de Ilhéus
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Adélia nasceu em Itabuna, como nasceram Antônio Olímpio e Jabes Ribeiro. E essa identidade territorial não lhe tira a legitimidade do pertencimento e nem sua trajetória tão presente em Ilhéus.

Maurício Maron

A pré-candidata a prefeita de Ilhéus, Adélia Pinheiro, nasceu em Itabuna e com apenas seis dias veio morar em Ilhéus, onde os pais já viviam. Passou a infância no Pontal, no Centro e na Conquista. Começou o Jardim de Infância no Vovó Isaura, na Cidade Nova. Estudou o maternal na Escola Perpétua Marques. Ingressou no Colégio Piedade até concluir o 1° ano científico. No Colégio Vitória fez até o terceirão.

Saiu temporariamente de Ilhéus em 1982 para cursar medicina na UFBA.

Não existia este curso em outro lugar na Bahia.

Adélia foi atleta da seleção ilheense de vôlei.

Estudou, formou, voltou. Tornou-se professora da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), reitora por dois mandatos e, convocada pelos governos de Rui Costa e Jerônimo Rodrigues, foi servir à Bahia. Dois dos seus três filhos nasceram em Ilhéus. O terceiro só não, por que foi prematuro e ela precisou, por segurança, ser transferida para Salvador. Pena que não existia o Materno-Infantil que ela, como secretária, cuidou tão bem.

Feita essa linha do tempo, é, portanto, inaceitável e mesquinho que os seus opositores políticos e setores da imprensa ligados a eles, a tratem como uma “pessoa de fora e sem identidade com Ilhéus”. Adélia nasceu em Itabuna, como nasceram Antônio Olímpio e Jabes Ribeiro. Ou como nasceu João Lyrio em Itapé ou Herval Soledade, em Salvador. Adélia nasceu em Itabuna, como nasceu Valderico Reis, em Ibirataia. E essa identidade territorial não lhe tira a legitimidade do pertencimento e nem sua trajetória tão presente em Ilhéus.

Trabalhei em vários estados do Brasil. E foi em Itabuna onde vivenciei o desagradável protesto pelo fato de um prefeito da época ter contratado “uma pessoa de fora” para sua assessoria. Esse “estrangeiro” era eu, numa cidade onde os meus antepassados ajudaram a construir.

Acho isso de uma imensa pequenez quando numa campanha o assunto prioritário a ser debatido é outro. O fato de não ter nascido numa cidade, não diminui a história de uma pessoa ou o vínculo que você ao longo de uma vida inteira conseguiu construir com ela.

É como li uma certa vez: os laços afetivos que vamos fazendo durante a jornada da vida são, muitas vezes, mais firmes que nós apertados.

Maurício Maron é jornalista.

Valderico Júnior é confirmado como candidato a prefeito de Ilhéus || Foto Divulgação
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O empresário Valderico Júnior foi confirmado como o candidato do União Brasil à Prefeitura de Ilhéus. O evento contou com participação de lideranças como o vice-presidente nacional do UB, ex-prefeito de Salvador ACM Neto, o deputado federal Leur Lomanto Júnior, o ex-prefeito de Ilhéus  Jabes Ribeiro, ex-deputado Cacá Leão e Cacá Colchões,  ex-candidato a prefeito do município do sul da Bahia.

Valderico Júnior terá como parceira de chapa a advogada Wanessa Gedeon, do partido Novo. Eles concorrerão às eleições de outubro pela coligação “Pra Renovar Ilhéus”, que além de Novo e União Brasil, conta com PP, Cidadania, PRD e Democracia Cristã.

ACM Neto faz críticas a Adélia Pinheiro e exalta Júnior || Foto Divulgação

Acompanhado da mãe, dona Fátima, esposa Thais Paula e das filhas Gabriela e Paula, Valderico Reis iniciou o discurso agradecendo a Deus, família e apoiadores. Em seguida, ele falou sobre as carências do município. “Ilhéus precisa voltar a ter um gestor com amor pela cidade, precisa voltar a ser a princesinha do sul. Quero projetar essa cidade para o futuro. Com Wanessa e com vocês, vamos mudar a realidade de Ilhéus. É hora da renovação!”.

A vice Wanessa Gedeon disse que acredita na união para fazer o um governo que atenderá os anseios do povo de Ilhéus. “Costumo entregar minha vida a Deus. Hoje, quando eu cheguei aqui ao lado de Valderico Júnior, tive certeza que esse é o time da vitória! As mulheres que fazem de tudo para serem livres precisam ser felizes no caminho. E hoje posso afirmar que estou feliz”…

ACM NETO FAZ CRÍTICAS A ADÉLIA

O vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, lembrou que em 2022, quando concorreu ao governo do Estado, saiu vitorioso em Ilhéus. “Sou grato pela grande vitória que tive aqui dois anos atrás e quero dizer que o nosso sonho está mais vivo do que nunca! Muitos são os sentimentos no coração e na alma do povo de Ilhéus. Agora, me permitam resumir tudo isso em uma só palavra: mudança!”

Neto fez críticas à candidata Adélia Pinheiro (PT). “Existem pessoas que não se atentaram ainda a uma coisa super importante. A nossa principal adversária, que se coloca como algo novo, que também quer representar essa mudança. Ela é, aqui pra nós, farinha do mesmo saco do que vem acontecendo na prefeitura de Ilhéus nos dias de hoje. Eles estavam juntos quatro anos atrás. O atual vice-prefeito (Bebeto Galvão) está lá!”, afirmou.

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Será no dia 3 de agosto a convenção do União Brasil (UB) para oficializar o nome do empresário Valderico Junior (foto) como candidato a prefeito de Ilhéus pela legenda. A convenção ocorrerá no Boca du Mar e o lançamento da candidatura está previsto para o final do evento, às 17h, com a presença de líderes do UB e de partidos aliados.

– Estaremos lá [no Boca du Mar] o dia inteiro e, no final da tarde, às 17h, terá o ato de lançamento da nossa candidatura, com presença de ACM Neto, do deputado federal Leur Lomanto Júnior, deputado estadual Pedro Tavares, entre outras lideranças e equipes de outros partidos – afirmou ele em entrevista à Interativa FM.

Valderico vai para a disputa ainda na esperança de ter o apoio do ex-prefeito Jabes Ribeiro (PP), que fazia parte da Frente Ampla, formada por partidos de oposição ao governo de Mário Alexandre. Jabes sentiu-se desprestigiado pelo UB e não viu intenção, por parte de Valderico, de apoiá-lo, caso as regras de liderança em pesquisa e potencial de voto se confirmasse.

Jerberson Josué analisa cenário eleitoral em Ilhéus || Foto Divulgação
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O prefeito deve apresentar Bento Lima aos caciques dos mais de dez partidos do seu arco de aliança e espera resposta positiva do PSD, que também tem em sua disputa pela indicação do seu candidato majoritário o ex-presidente da Câmara de Ilhéus o vereador Jerbson Morais

 

Jerberson Josué

Como era de se esperar, o prefeito Mário Alexandre (PSD) se movimenta pra fazer a maior coligação possível para seu prefeiturável e está em Brasília, em articulações e reuniões, objetivando convencer os caciques nacionais dos partidos a estarem consigo na viabilização da sua pretensão de eleger seu sucessor.

Em seu radar está seu correligionário e senador Otto Alencar, com quem espera aparar arestas e dirimir dúvidas sobre o controle local do seu próprio partido, em decorrência de rusgas advindas das articulações que Marão tem protagonizado, principalmente em Itabuna, Itajuípe e alguns outros municípios sul-baianos.

Em Brasília, Marão está buscando apoio declarado do senador e líder do Governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT), e do ministro e ex-governador Rui Costa (PT), com quem o prefeito teve o maior parceiro quando era governador. Outras reuniões e encontros estão na agenda do prefeito Marão e de dois influentes e fortes secretários, Ari Santos, o articulador político do governo, e o provável pré-candidato Bento Lima.

Mário Alexandre já conta com mais de dez partidos sob seu controle, que deverão proporcionar maior aparelhamento e recursos de campanha, mas que não garantem eleição tranquila e fácil. Na trajetória eleitoral das pretensões de Marão, estão possíveis candidatos majoritários competitivos e que circulam pela cidade e seus distritos, com disposição de engrossar o caldo pro lado do prefeito e seu prefeiturável.

Neste contexto está o ex-prefeito Jabes Ribeiro (PP), que circula pelos quatro pontos cardeais da cidade em busca dos seus amigos de 50 anos de vida pública. Também há o empresário Valderico Reis Júnior (UB), que deverá contar com uma frente ampla oposicionista de peso, com perspectiva de coordenação sob controle do ex-presidente da União de Vereadores da Bahia (UVB) e ex-presidente da Câmara de Vereadores de Ilhéus advogado Joabs Ribeiro, que é irmão de Jabes Ribeiro.

Quem também quer ser prefeito de Ilhéus é o vereador Augustão, que tem garimpado bons apoios e transitado bem em diversos segmentos sociais da cidade, com protagonismo que já está fazendo sua candidatura ganhar musculatura e ser alvo de diversos convites para ser vice de alguns dos demais pré-candidatos. De saída do PT, o vereador está de malas prontas para uma possível filiação ao PDT, garantido sua participação majoritária no pleito eleitoral de 2024.

O bolsonarismo tem no pré-candidato Coronel Resende (PL) uma alternativa ideológica baseada no eleitorado da direita e cujo contingente não pode ser considerado como insignificante. No campo governista, 4 pré-candidaturas disputam preferência da máquina municipal, estadual e federal. Essa é a mais disputada de todas vagas, o candidato que poderá participar da campanha eleitoral dizendo ser o candidato do presidente Lula, governador Jerônimo, Rui, Wagner e Otto. Esses apoios possuem apelos consistentes no eleitorado ilheense, que vê esse alinhamento de forma positiva.

O prefeito deve apresentar Bento Lima aos caciques dos mais de dez partidos do seu arco de aliança e espera resposta positiva do PSD, que também tem em sua disputa pela indicação do seu candidato majoritário o ex-presidente da Câmara de Ilhéus o vereador Jerbson Morais, que está rompido com seu correligionário Marão e se sustenta no deputado federal Paulo Magalhães (PSD), para acreditar que terá o beneplácito do PSD, para preterir Bento e ser seu prefeiturável.

“Correndo por fora” e “comendo pelas beiradas” para se tornar opção do grupo situacionista está o vice-prefeito Bebeto Galvão (PSB). Duas mulheres são pré-candidatas a prefeita de Ilhéus: a secretária de Educação da Bahia, a médica e professora Adélia Pinheiro (PT), e a advogada Wanessa Gedeon (Partido Novo). Recentemente o PRTB lançou a pré-candidatura de Edson Silva a prefeiturável.

Fora das hordas governistas e oposicionistas, transitando no campo da rejeição a quem não quer sair do poder e todos os demais que pretendem entrar no poder, está o ex-vereador Makrisi de Sá (Psol-Rede), com propostas que esquentarão a temperatura das eleições e buscarão cooptar o eleitorado exausto dos nomes que serão seus adversários na disputa à sucessão de Marão!

Jerberson Josué é ativista social.

Marão alfineta de Jerbson a Jabes e Augusto Castro || Reprodução/Café Ipolítica
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O prefeito Mário Alexandre, Marão, considerou precipitado o movimento do ex-presidente da Câmara e ex-aliado Jerbson Moraes. O parlamentar queria definição já da candidatura a prefeito de Ilhéus, apesar de a eleição só ocorrer daqui a cerca de um ano e dois meses. “Não é o momento de escolher candidato nem de impor candidatura”, disse Marão, há pouco, durante participação no podcast Café Ipolítica, apresentado por Andreyver Lima e Larissa Moitinho.

Já no segundo mandato consecutivo e não podendo disputar a reeleição, o prefeito relembrou que o presidente do PSD baiano, o senador Otto Alencar, confiou a ele a missão de definir o candidato do partido e, até, da base. Para ele, este não é o tempo de definições, mas de diálogos pela construção de um nome. E, reafirma, não empurrará nenhuma candidatura “goela abaixo”.

Marão disse ter ajudado Jerbson a ser presidente da Casa (ele possuía apenas 2 votos e passou a 18 com a interferência do prefeito) e estranhou a insistência em anúncio de pré-candidatura agora. “A vontade dele [de] ser prefeito ultrapassou algumas coisas que eu não entendi bem. Até hoje, eu não entendi, mas já disse que o partido está à disposição”, afirmou. “O cara que quer ser candidato tem que agregar, tem que se unir ao grupo. O cara tem que ser político”, aconselhou Marão.

Não deixou de dizer que ele é o líder do grupo e, repetindo, será ele quem vai definir a candidatura. “Claro que com o apoio político e da população”. O prefeito até aliviou para o ex-aliado ao classificar como uma derrapadinha a vontade exacerbada para que o grupo se definisse por ele, Jerbson. “Foi uma derrapada [de Jerbson], mas pega o volante e pode voltar, não pode?”, questionou em esforço retórico deixando a porta aberta, só não disse se o retorno seria pela porta da frente ou dos fundos.

MARÃO X AUGUSTO

Marão não deixou também de falar de outro correligionário do PSD, o prefeito de Itabuna, Augusto Castro. Ambos praticamente cortaram relações depois de o prefeito de Ilhéus comparecer a uma festa junina promovida pelo deputado estadual Fabrício Pancadinha em Itabuna. Pancadinha faz oposição a Augusto desde os tempos de Câmara de Vereadores.

–  Ah, Pancadinha… Augusto vai lá e tira foto com Jabes. São todos meus opositores. Por isso eu vou me zangar, dar chilique? Não, pelo contrário. A gente respeita as posições e as amizades na política. Eu não tenho nenhum inimigo na política. Me dou com Jabes, me dou com Valderico. Agora, eu não concordo com o jeito de governar dos caras. Se não pagava salário, eu vou achar que está certo? Se você for olhar o que passou em Ilhéus, não tinha nada positivo (de gestão).

AGORA, TODO MUNDO QUER

O prefeito não deixou de dar uma lufada na sua biografia. Disse que, agora, todo mundo quer ser candidato a prefeito de Ilhéus. Claro, era uma estocada em Jabes Ribeiro (PP), que não disputou a eleição em 2020. Alegou problemas de saúde.

– Agora está todo mundo querendo ser candidato, porque o candidato não sou eu. Todo mundo está querendo por ver a possibilidade [de ganhar]. Acredito muito no povo. Tem reconhecido isso e acredito que vá votar num candidato que a gente construir com mãos unidas – disse, citando, além dos partidos da base, os governos estadual e federal e os senadores baianos.

Abaixo, confira o vídeo completo da bate-papo do podcast do site Ipolítica.

Sobrinha de ex-prefeito, Milena Ribeiro faleceu aos 22 anos
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O corpo de Milena Malta Ribeiro é velado na Igreja Batista Bereiana e será sepultado nesta quinta-feira (27), às 11h, no Cemitério São João Batista, no bairro Nelson Costa, em Ilhéus. Filha do empresário John Ribeiro e sobrinha do ex-prefeito de Ilhéus Jabes Ribeiro, ela faleceu ontem (26), na Unifacs, em Salvador, onde estudava Medicina. A causa da morte ainda não foi divulgada. A jovem passou mal na biblioteca da faculdade e não resistiu.

O prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), lamentou a morte da estudante de 22 anos e afirmou se tratar de perda que não pode ser medida. “Neste momento de despedida, Mário Alexandre presta as sinceras condolências aos familiares e amigos por esta inestimável perda, rogando a Deus que, na sua infinita misericórdia, conforte a todos”, diz trecho da nota divulgada pela Prefeitura de Ilhéus.

Milena Ribeiro passou mal na biblioteca da faculdade e faleceu
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A estudante Milena Malta Ribeiro, de 22 anos, faleceu após sofrer mal súbito na Unifacs, em Salvador, nesta quarta-feira (26). Filha do ex-presidente do PP em Ilhéus, John Ribeiro, e sobrinha do ex-prefeito Jabes Ribeiro, a jovem ilheense estudava Medicina na capital.

A Unifacs suspendeu as atividades nos seus três campi em respeito à memória da estudante. A família ainda não divulgou informações sobre o velório e o sepultamento.

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A Superintendência do Patrimônio da União (SPU) e a Prefeitura de Ilhéus firmaram Termo de Adesão à Gestão das Praias (TAGP), que passou ao município a responsabilidade de gerir a área de uso comum das praias urbanas, a exemplo do espaço verde da Avenida Soares Lopes.

Após irregularidades constatadas pela SPU, como a construção do estabelecimento comercial Aero Shake, o termo pode ser reincidido, segundo disse o ex-vice-prefeito José Nazal (Rede) à coluna Arriba Saia, do PIMENTA.

– O município pode perder a gestão das praias, porque infringiu, frontalmente, o convênio que assinou. O município não pode dar uma área da União [a um particular]. Quando denunciei, eles fizeram um arremedo, tentaram fazer o processo como cessão de uso, mas o município só pode ceder direito real de uso em terreno do município. Eu posso pegar o seu quintal e dar ao vizinho? Agora, se o terreno é meu, posso dar. Essa é a lógica mais simplória.

REMOVA OU LICITE

Aero Shake na mira da SPU

O governo Marão informou à SPU que o estabelecimento em questão pertence ao município, apesar de ser explorado de forma comercial. O argumento não convenceu o órgão ligado ao Ministério da Economia, que sugere a remoção do quiosque ou a abertura de processo licitatório para que eventuais interessados possam disputar o direito de explorar o equipamento.

DEVOLVA-ME

Caso as irregularidades não sejam sanadas, o que inclui outros equipamentos instalados ao longo da Avenida, a SPU não descarta rescindir o TAGP, ainda que a rescisão se limite ao espaço verde da Soares Lopes, sem alcançar a gestão de outras áreas costeiras da cidade.

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NOVA CLOROQUINA

Rui: caça ao ICMS é nova cloroquina do governo Bolsonaro

Comentário do governador Rui Costa sobre o projeto de lei que limita alíquota do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis:

– O projeto é ineficiente. Parece o que foi feito na pandemia. É igual a tratar Covid com cloroquina. Com a mesma inteligência que o governo federal quis tratar a Covid, tá querendo tratar a questão dos preços [dos combustíveis] no Brasil. O governo federal, que controla a Petrobras, que indica a grande maioria dos conselheiros da Petrobras, que aprovam ou não o aumento, esse mesmo governo é que fica fazendo jogo de cena para enrolar a população.

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“O QUE É SEU TÁ GUARDADO”

Vereador Manoel Porfírio diz ter sido ameaçado por colega na Câmara

A Câmara de Itabuna tem sido palco de discussões acaloradas sobre o projeto de lei autorizativa do empréstimo de US$ 30 milhões junto ao Fundo de Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), aprovado em primeira votação na última quarta (15). Na sessão, o vereador Manoel Porfírio (PT), líder do Governo, chegou a pedir abertura de processo de cassação do mandato do colega Danilo Freitas (União Brasil), que, segundo Manoel, o ameaçou.

– O vereador Danilo, na fala dele, fala: o que é seu tá guardado, os cargos ele tem que defender. Quero representá-lo na Mesa Diretora agora. Tá gravado. Quero representá-lo nesse momento. Ele me respeite. Respeite a minha história! Eu não sou moleque! Eu quero que o senhor me respeite, vereador Danilo! Ele me ameaça.

FATURA EM DÓLAR

Danilo quer saber quem vai pagar juros de empréstimo

Ao justificar o voto contra a autorização do empréstimo, Danilo Freitas perguntou quem vai se responsabilizar pelo pagamento dos juros.

– Por quê não pegou em real? Eles querem pegar em dólar. Nós temos que fazer conta. Quanto de juros nosso município vai pagar? Grita aí e me fala. Diz de onde vai tirar recurso pra pagar esse juro. O dólar, há 20 anos, era R$ 0,87. Quanto é US$ 1 hoje? Quem vai pagar essa conta? Aí ninguém se manifesta.

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SILÊNCIO

Marão não se manifestou sobre morte de pastor durante operação policial

A morte do pastor Alisson dos Santos Rocha, atingido por disparos de arma de fogo durante operação da Polícia Militar, no último sábado (18), gerou revolta no Nossa Senhora da Vitória, em Ilhéus. Moradores do bairro culpam a PM. Já a instituição nega que o pastor tenha sido vítima de disparo policial. Apesar da repercussão do caso, a tragédia ainda não mereceu nenhuma manifestação do prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD).

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NO LITORAL SUL

O pré-candidato ao governador da Bahia pelo PT, Jerônimo Rodrigues, com o ex-presidente Lula

O Litoral Sul é das regiões de grande densidade eleitoral que passaram a receber maior atenção do grupo governista. Com a proximidade do 2 de outubro, prefeitos aliados têm sido cobrados. A avaliação é de que um maior esforço dos gestores e de aliados na região poderá dar maior consistência ao nome de Jerônimo Rodrigues.

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SÓ O FEL

Jabes, primeiro à direita: “só podemos ficar onde somos respeitados” || Foto Divulgação

Secretário-geral do PP baiano, Jabes Ribeiro participava do lançamento da pré-candidatura de Cacá Colchões a deputado federal, no sábado passado (18), em Ilhéus. Não deixou de, novamente, falar do rompimento com o grupo de Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT. “Nós só podemos ficar onde somos respeitados. Por isso, tomamos a decisão de acompanhar ACM [Neto]”, disse Jabes.

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É LOGO ALI

Valderico Junior poderá se unir a Cacá em 2024

E por falar em Cacá, a dobradinha eleitoral especulada para esta quadra de 2022 com Valderico Junior (UB) não vingará. Ambos disputarão vaga à Câmara dos Deputados. Mas a peleja será um “Esquenta 2024”. Quem mais forte sair das urnas em outubro próximo e se articular, encabeçaria chapa majoritária que uniria os dois grupos contra o nome do prefeito Marão (PSD) nas eleições municipais.

João Leão reage a declarações de Wagner e diz que PP deve refletir sobre futuro eleitoral
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Na manhã desta quarta (9), após reunião em Brasília com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), o vice-governador João Leão afirmou que o conteúdo de entrevista recente do senador Jaques Wagner (PT) descumpriu alinhamento construído com o PP. À Rádio Metrópole, Wagner disse que o governador Rui Costa (PT) permanecerá no cargo até o fim do mandato e, portanto, não será candidato a senador. Também declarou que o partido terá candidatura própria ao governo baiano (leia aqui).

Sem o afastamento de Rui, Leão não assume o governo da Bahia, hipótese que ganhou força desde a retirada da pré-candidatura de Wagner a governador. Nada disso é mencionado por Leão, que se manifestou por meio de nota enviada à imprensa.

O presidente estadual do Progressistas não diz, de maneira específica, qual foi o ajuste contrariado pelas afirmações do ex-governador. No entanto, Leão afirma que o partido deve refletir sobre o seu futuro eleitoral, o que pode ser lido como eufemismo para ameaça de rompimento com o PT baiano.

“Após as declarações do senador Jaques Wagner, em entrevista no início da semana, descumprindo alinhamentos construídos [como] fruto de amplo diálogo, o PP da Bahia precisa refletir sobre seu futuro nas eleições estaduais deste ano”, disparou Leão.

O legado do PP, segundo o vice-governador, precisa ser respeitado e qualquer decisão sobre o futuro do partido passará pelo diálogo com seus quadros, além das conversas mantidas com Rui e com o ex-presidente Lula (PT).

A reunião em Brasília também contou com a presença do secretário-geral do PP na Bahia, Jabes Ribeiro, e dos deputados federais Ronaldo Carletto, Mário Negromonte Junior, Cacá Leão e Cláudio Cajado, todos do PP baiano, além do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP-AL).

Jabes Ribeiro diz que não deseja retorno às corridas eleitorais, "mas..."
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O secretário-geral do Progressistas na Bahia, Jabes Ribeiro, disse ao PIMENTA que não tem vontade de voltar às corridas eleitorais. No entanto, emendou a afirmação com o advérbio adversativo “mas”, abrindo a possibilidade do retorno nas entrelinhas da resposta. Abaixo, reconstituímos trecho deste diálogo, cuja primeira parte foi publicada em entrevista recente (leia aqui).

O site perguntou se Jabes pensa em retornar às disputas eletivas. “Não. Pessoalmente, não desejo, mas claro que, como partido político, nós entendemos que a forma, o grande objetivo do partido é o exercício do poder, para poder promover as transformações que a sociedade deseja. Essa coisa pra mim é simples. Pessoalmente, não [desejo voltar]. Já cumpri o meu papel. Dia 14 de março, eu completo 70 anos. É uma vida. Me sinto absolutamente útil, participativo. Tô feliz com o que estou fazendo. Tenho o respeito dos meus companheiros”, respondeu o ex-prefeito de Ilhéus.

Na sequência, lembrou que teve problemas sérios de saúde. “Estou superando. Graças a Deus, estou superando bem”.

NOVOS CAPÍTULOS

Quando o coronavírus foi identificado no Brasil, em 2020, Jabes se recolheu com a esposa Adryana Ribeiro na residência do casal em Salvador. Aproveitou o confinamento para escrever um livro de memórias sobre as suas quatro décadas na política. “Já escrevi grande parte. Na verdade, não sou escritor, sou político. Eu tô contando a história da minha vida pública desde o início”, disse ao PIMENTA.

Estava disposto a lançar o livro em 2022, mas deixará para o ano que vem. Concluiu que há, pelo menos, mais dois processos políticos importantes para viver no ano em curso, antes de encerrar a obra.

“Os últimos capítulos vão ser a discussão aqui da presidência da Assembleia [Legislativa do Estado da Bahia] e da montagem da chapa [majoritária da base governista]. Com isso aí, creio que dá para encerrar bem essa história que eu tô contando”, declarou.

O futuro revelará se o ex-prefeito já tem em mente outro capítulo a escrever.

Jabes Ribeiro fala ao PIMENTA sobre montagem da chapa governista para a eleição estadual
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O secretário-geral do PP na Bahia, Jabes Ribeiro, diz que não há nada definido para a formação da chapa majoritária do grupo governista para a disputa do Palácio de Ondina e da vaga no Senado. Nesta entrevista ao PIMENTA, ele fala sobre as cartas que estão na mesa de discussão da base do governador Rui Costa (PT).

Com 69 anos de idade e quatro décadas na vida política, Jabes está em Salvador, onde participa ativamente das articulações do Progressistas. Por telefone, ele também falou ao site das movimentações do partido no sul da Bahia, especialmente em Ilhéus, município que governou por quatro mandatos (1983-1988; 1997-2000; 2001-2004; e 2013-2016).

Segundo o ex-prefeito, o Progressistas terá candidatos a deputado em todas as grandes cidades baianas, inclusive em Ilhéus e Itabuna. A montagem das chapas proporcionais é outro tema da entrevista.

Jabes também comenta a possibilidade de Rui Costa deixar o comando do governo estadual para disputar as eleições deste ano. Leia.

PIMENTAAs informações sobre a formação da chapa majoritária indicam dificuldade para essa equação. Só há uma vaga para o Senado e, naturalmente, uma vaga para a cabeça da chapa. O senador Otto Alencar pretende a reeleição. O senador Jaques Wagner é o pré-candidato do PT a governador. Qual será o papel do PP no arranjo da aliança? Há mesmo dificuldade para fechar essa conta?

Jabes Ribeiro – Primeiro, uma preliminar. Há esforço e interesse em garantir a unidade da base aliada. Esse fator é fundamental para conseguirmos o nosso objetivo, que é ganhar as eleições e garantir a manutenção do nosso projeto. Projeto, inclusive, que tem tido aceitação popular. Veja aí a aprovação que o governador Rui Costa tem em todo o estado. Esse é o nosso objetivo número um: preservar a unidade da base aliada.

Ponto dois. Pelo que sei – e tenho participado de todas as conversas que envolvem o PP -, não há nada definido em relação à chapa [majoritária]. Não há definição em relação a nada. Tudo é expectativa. O PT, por exemplo, apoia o nome do senador Wagner. Já o nosso partido propõe que o candidato a governador seja o vice-governador João Leão. Ouço que o PSD desejaria ter o senador Otto Alencar candidato à reeleição. No entanto, nada disso está fechado. Tudo ainda é motivo de conversas.

O que posso lhe garantir, no caso do nosso partido, é o seguinte: Leão não pode mais ser candidato a vice-governador. Ele está impedido por conta da legislação eleitoral vigente. Se não pode ser vice, só tem duas possibilidades: ser candidato a governador ou a senador. Ora, se todos desejam garantir a unidade da base, é preciso que todos tenham a compreensão de que Leão não pode ser vice.

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Leão não pode mais ser candidato a vice-governador. Ele está impedido por conta da legislação eleitoral vigente. Se não pode ser vice, só tem duas possibilidades: ser candidato a governador ou a senador.

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A manutenção da unidade é mesmo um desejo de todos os partidos da base?

Creio que sim. Todos nós ajudamos a ganhar as últimas eleições e ajudamos a governar. A experiência de Wagner, Otto Alencar e João Leão é indiscutível. Todos têm compromisso com a Bahia e com a preservação do projeto que tem sido implementado no estado. No nosso caso, não há uma posição intransigente. Por exemplo: se Leão diz: – o que não é o caso –  “Sou candidato a governador e não abro mão!”, isso não é fazer política. Isso não é querer unidade. Da mesma forma, se Otto Alencar afirma: “Sou candidato a senador e não abro mão pra ninguém!”, isso também não é lógico; nem acredito nessa visão por parte de Otto, que tem experiência.

Creio que esse jogo, essa equação, melhor dizendo, essa equação está sendo montada e montada de forma competente, porque tem na liderança dessa montagem a figura de Jaques Wagner, um homem treinado, acostumado a fazer articulação política. Ele é o grande construtor desse projeto, que começou em 2006. De nossa parte, não tem problema, há uma questão legal: João não pode ser vice. Se pudesse, tudo estaria resolvido.

A possibilidade de o governador Rui Costa se afastar do cargo e, consequentemente, de João Leão assumir o governo seria um caminho para fechar essa equação?

Veja. Nós não trabalhamos, dentro da negociação da chapa, com esse ponto. Ela pode ocorrer sim, depende do governador. É natural até que ela possa acontecer. O governador tem sete anos e quase dois meses à frente do estado, com uma administração exitosa, bem avaliada pela população. Ninguém pode obrigar o governador e dizer: “Você não vai ser candidato a nada. Vai ficar sem mandato.” Isso seria absolutamente insensato. Não teria lógica. Se ele disser:  “Eu quero ter mandato” – e ele ainda tem tempo para decidir -, é algo absolutamente legítimo. Creio que todos compreenderão isso, tanto o PSD, como o PP e os demais partidos da base.

Portanto, há uma situação a decidir e nós não temos porta fechada pra nada. Não depende de nós, essa é uma decisão do governador. Nós estamos dispostos a colocar na mesa essa questão e discuti-la. Não há nenhum dificuldade de nossa parte. Como você está vendo, o PP não é problema. O PP é solução. Seja qual for a possibilidade, estamos dispostos a discutir.

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O PP não é problema. O PP é solução. Seja qual for a possibilidade, estamos dispostos a discutir. Há apenas uma questão. O nosso nome para essa equação chama-se João Leão.

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Há apenas uma questão. O nosso nome para essa equação chama-se João Leão. Existem nomes valorosos no PP. Temos uma bancada de dez [deputados] estaduais e quatro federais. Temos prefeitos, ex-prefeitos, deputados, lideranças importantes, mas, dentro desse cenário, neste instante, o nome que temos para essa montagem, essa equação, é João Leão, que é unanimidade no PP por tudo que representa. Foi cinco vezes deputado federal, prefeito de Lauro de Freitas, vice-governador por dois mandatos, tem experiência administrativa, é secretário de estado. É um nome que contribui com o projeto de todos da base aliada.

O partido terá candidato em Ilhéus e Itabuna para as eleições proporcionais?

A executiva estadual definiu uma proposta no sentido de que, nas grandes cidades do estado onde o partido está presente – e está presente em todas -, devemos participar ativamente do processo eleitoral. Você faz política, articula, organiza, mas, na verdade, as eleições definem o poder político, seja no plano estadual, federal ou municipal. Por se tratar de uma eleição nacional, em que você tem a necessidade de eleger deputados federais, estaduais e senadores, essa situação faz com que o partido estimule seus quadros.

Ilhéus e Itabuna são duas cidades extremamente importantes para o partido. Trabalhamos para que essas cidades participem também do processo eleitoral para fortalecer o partido, para elegermos uma boa bancada federal, uma boa bancada de deputados estaduais. Por Ilhéus, posso garantir, teremos deputado federal ou estadual. Estamos discutindo. Também pretendemos que aconteça isso em Itabuna, Conquista, Feira.

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Por Ilhéus, posso garantir, teremos deputado federal ou estadual. Estamos discutindo. Também pretendemos que aconteça isso em Itabuna, Conquista, Feira.

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O nome em Ilhéus é o do ex-vice-prefeito Cacá Colchões, presidente municipal do Progressistas?

É o nome natural. O nome de Cacá é o natural pelo que ele representa, uma liderança importante do partido em Ilhéus, mas estamos discutindo.

Quais são os critérios para definir se a candidatura em Ilhéus será a deputado federal ou estadual?

Depende muito. Vamos analisar a seguinte situação. Em 2018, trazendo um pouco de memória, Cacá era candidato a federal. Em determinado momento do processo, ainda antes das convenções – claro-, houve um movimento em Ilhéus que levou o partido local a decidir que seria melhor que Cacá saísse a estadual. Seria candidato a federal, originariamente, mas houve um movimento político que levou o partido à avaliação de que seria melhor Cacá sair a estadual. Isso foi conversado com a executiva estadual e foi batido o martelo.

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Cacá foi o [candidato a] deputado mais votado de Ilhéus naquela oportunidade, mais votado na cidade. Mais votado entre todos os estaduais e federais. Não se elegeu, não é uma eleição simples, você sabe disso, mas saiu muito bem avaliado na cidade.

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Cacá foi o [candidato a] deputado mais votado de Ilhéus naquela oportunidade, mais votado na cidade. Mais votado entre todos os estaduais e federais. Não se elegeu, não é uma eleição simples, você sabe disso, mas saiu muito bem avaliado na cidade. Todas essas questões são objeto de análise. Estamos em 2022. Qual é o melhor caminho: termos uma candidatura do Progressistas a estadual ou a federal? O ideal seria que tivéssemos as duas, mas não é assim. As coisas não são exatamente como a gente deseja. No entanto, a recomendação da [executiva] estadual é que tenhamos candidato a federal ou a estadual. Analisamos uma série de elementos, de vetores, para saber como o partido vai participar desse projeto.

Repito: o nome natural é o de Cacá, mas, se por qualquer razão, Cacá não puder ou não tiver interesse de participar, vamos ter outro. O que posso acrescentar é o seguinte. Se Cacá não puder participar por uma decisão pessoal – repito: ele é o candidato natural, tem a prioridade -, queremos lançar uma mulher. Se você me perguntar qual, não vou lhe dizer agora. Não posso. Mas, certamente, seria algo muito importante pra cidade.

Jabes fala de liderança de Wagner e de resistência do PP baiano a Bolsonaro
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O secretário-geral do PP na Bahia, Jabes Ribeiro, garantiu que a agremiação mantém conversas para manter a aliança com o PT na próxima corrida eleitoral ao Governo do Estado. Nos últimos meses, surgiram especulações de que a agremiação poderia romper com o grupo e declarar independência ou até mesmo ir para a base do ex-prefeito ACM Neto (DEM) – que também está no páreo.

O partido que estará na chapa majoritária de Jaques Wagner, que vai representar o grupo petista e tentar voltar ao Palácio de Ondina. “Temos absoluta confiança na liderança do senador Wagner que, ao meu ver, é o grande líder do grupo. É quem começou a articulação desde que ganhou a eleição de 2006. É com quem temos trabalhado. Nós depositamos no senador Wagner toda a confiança e toda a nossa visão de que ele tem a capacidade de fazer a articulação”, avaliou, em entrevista à Tribuna.

Ele afirma que o partido nunca cogitou mudar de campo. “A nossa conversa é dentro da base aliada. Nós não temos conversas com nossos concorrentes. Pelo contrário, trabalhamos duro para permanecer na base, mesmo quando houve a base do Bolsonaro tentar se filiar ao partido. A Bahia teve uma visão de resistência nesse aspecto, porque sabíamos que era importante o partido manter a sua autonomia local”.

Jabes também comentou sobre as declarações de caciques pepistas de que Leão poderá sair como candidato ao Governo do Estado sozinho. “O nome que nós temos é João Leão. Se ele não pode ser vice, pela legislação, ele é nosso candidato a governador ou senador. Essa é a questão que está colocada. E nós esperamos a compreensão de todos. Acreditamos na capacidade de articulação do senador Jaques Wagner”, ressaltou. “Do ponto de vista do partido, estamos tranquilos”. Confira a íntegra na Tribuna da Bahia.