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A mesma edição da Folha que traz os números da nova pesquisa sobre a sucessão presidencial (confira abaixo) revela quem é o queridinho de Lula na corrida à sucessão ao governo da Bahia.
A coluna Painel, bastante frequentada pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), narra que Lula dá de ombros quando lhe falam da pressão peemedebista para recuar de sua presença no comício na praça Castro Alves, nesta quinta, às 19h, em Salvador, promovido por Wagner:
– Quando o Geddel decidiu ser candidato, ele não perguntou o que eu achava. E palpite sobre onde vou só a Marisa dá – teria dito o presidente Lula, segundo a Folha.
Ainda ontem, comentava-se nos bastidores da política baiana que a decisão do presidente e de Dilma em aparecer em conjunto no comício de Wagner em Salvador foi embalado pelas pesquisas. Elas, em geral, apontam que mais de 60% dos eleitores de Geddel Vieira Lima têm como preferência o tucano José Serra na disputa pela presidência da República. Ou seja, Dilma pouco lucra. Geddel pontua com 9% ou 10% das intenções de voto, a depender das pesquisas (Datafolha ou Vox Populi, por exemplo).

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Da coluna Tempo Presente (A Tarde):
Lula apareceu no horário eleitoral não só pedindo votos para o governador Jaques Wagner, mas também dizendo tratar-se do melhor entre os petistas no Brasil.
Ontem, também no horário eleitoral, pediu votos para a dupla Lídice e Pinheiro, que disputa o Senado. E quinta estará aqui no comício de Wagner. Isto é muito mais do que o “carinho” que Geddel diz não postular. É apoio ostensivo, uma opção preferencial declarada, partindo justamente do detentor da popularidade que em 2006 foi capital para a vitória de Wagner e agora influencia decisivamente o cenário nacional.
Objetivamente, Lula desdenha Geddel e César Borges. Talvez por achar que no contexto atual (pelo que dizem as pesquisas aqui e alhures), os cuidados que parecia mostrar antes já não tenham importância cabal.
É a tal história do filho biológico com todos os privilégios e o adotivo de lado.

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Marco Wense
O presidente Lula, de olho na eleição de Dilma Rousseff, vai evitar qualquer tipo de atrito com o PMDB, que tem Michel Temer, comandante nacional da legenda, como candidato a vice na chapa encabeçada pela ex-ministra da Casa Civil.
Geddel Vieira Lima é o candidato do PMDB ao governo da Bahia. Portanto, qualquer atitude de Lula a favor do petista Jaques Wagner, que busca o segundo mandato para o Palácio de Ondina, pode causar transtornos para a campanha de Dilma.
Nos bastidores, o popular presidente admite um apoio aberto a Wagner se o candidato do DEM, Paulo Souto, crescer nas pesquisas a ponto de ameaçar uma vitória do PT no primeiro turno.
Uma maior participação do presidente só aconteceria com a estagnação da candidatura de Geddel. Se o peemedebista não atingir 15 pontos nas pesquisas de intenções de voto, até a segunda quinzena de setembro, Lula entra de corpo e alma na campanha de Wagner.
Se houver um segundo turno com Wagner e Souto, o presidente aposta no apoio de Geddel ao petista. Não acredita na hipótese do seu ex-ministro apoiar o candidato do DEM, partido que elegeu como principal adversário na eleição de 2010.
BOLA DA VEZ
Os comunistas do PC do B de Itabuna, incluindo aí todos os membros do diretório municipal, são unânimes na opinião de que a bola da vez é Davidson Magalhães, diretor-presidente da Bahiagás.
O assunto é a sucessão do Capitão Azevedo, candidato a um segundo mandato via instituto da reeleição. Vale ressaltar que Davidson está animado com a possibilidade de sair candidato a prefeito de Itabuna.
Os petistas, principalmente os geraldistas, não acreditam no lançamento da candidatura do ex-vereador. Acham que tudo não passa de mais uma “brincadeirinha”, já que o PCdoB costuma lançar pré-candidato para depois negociar o cargo de vice-prefeito.
E por falar em candidatura própria, um conhecidíssimo médico pode sair candidato a prefeito pelo PDT. Só espera uma mudança no comando municipal da legenda brizolista, hoje atrelada ao chefe do Executivo, o democrata José Nilton Azevedo (DEM).
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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O presidente Lula e a candidata à sua sucessão Dilma Rousseff (PT) estarão em Salvador na próxima quinta-feira, 26. Junto com o governador e candidato à reeleição, Jaques Wagner, farão comício na praça Castro Alves, às 19h. Será a primeira visita da presidenciável à Bahia após o início oficial da campanha política.

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Marco Wense
O crescimento de Dilma Rousseff nas últimas pesquisas sobre a disputa presidencial, pontuando na frente de José Serra – Datafolha (47×30), Ibope (43×32) e Vox Populi (45×29) –, vem deixando os tucanos, no mínimo, atônitos.
O tucanato, principalmente o da Avenida Paulista, está espantado com a influência do presidente Lula no processo eleitoral. Sem dúvida, o maior “cabo eleitoral” da história da República.
A cúpula do PSDB, já preocupada com uma vitória da candidata do PT no primeiro turno, não sabe o que fazer diante de uma Dilma imune a qualquer tentativa de desqualificá-la.
O tucano José Serra, candidato ao Palácio do Planalto, não joga fora a oportunidade de insinuar que Dilma não é Dilma, ou seja, que a petista não tem luz própria, que anda na “garupa” do presidente Lula.
O deputado Índio da Costa (DEM), candidato a vice-presidente na chapa tuca-demo, com o intuito de atingir a ex-ministra da Casa Civil, diz que o PT tem ligação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o narcotráfico.
Continuar atacando Dilma Rousseff, mesmo de maneira enviesada, inclusive com insinuações irresponsáveis, seria o melhor caminho para provocar uma queda da petista nas pesquisas de intenções de voto?
Com a palavra o sociólogo e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), o mais exótico de todo o tucanato e, também, o mais menosprezado, já que ninguém, nem mesmo José Serra, quer saber da sua “garupa”.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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O “multipartidário” prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo (DEM), aparece em um vídeo exibido no programa da campanha do governador Jaques Wagner (PT). A gravação foi feita em março, quando Lula esteve na cidade para inaugurar o gasoduto, e mostra o chefe do executivo local bem próximo do presidente e do governador.
A exibição do vídeo alimentou as especulações de que Azevedo apoia a reeleição de Wagner. Até ocupantes de cargos de confiança no governo municipal dão esse apoio como favas contadas.

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O presidente Lula gravou mensagem específica para os eleitores-internautas brasileiros na qual pede o voto para a sua ex-ministra Dilma Rousseff (PT) e agradeceu o apoio ao seu governo.
Lula é dono da maior popularidade que um dirigente brasileiro já teve desde o período de reabertura política. E abusará desse capital para eleger a sua pupila. A mensagem é fechada com um jingle, que frisa:

Lula tá com ela
Eu também tô
Veja como o Brasil já mudou

Conforme a última pesquisa Datafolha, divulgada na sexta, a ex-ministra lidera a corrida eleitoral com 41% dos votos, ante 33% de José Serra (PSDB) e 10% de Marina Silva (PV). O governo do presidente Lula é aprovado por 77% dos eleitores.

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Marco Wense
É evidente que José Serra, candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, nunca vai dizer que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu principal adversário no processo sucessório de 2010, é “o cara”.
Mas na entrevista no Jornal Nacional, na telinha da TV Globo, o tucano só faltou dizer que concorda com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que andou dizendo que Lula é “o cara”.
Aliás, o candidato do tucanato evita fazer qualquer crítica ao presidente Lula, que vive o seu melhor momento político, com uma popularidade lá no céu e uma fantástica aprovação ao seu governo.
RENATO COSTA
Muitos fernandistas, incluindo aí alguns ex-secretários municipais do então governo Fernando Gomes, estão otimistas em relação a uma boa votação do médico Renato Costa no sul da Bahia, especificamente em Itabuna.
Renato, que tem o apoio de Fernando Gomes, que é o coordenador-mor da candidatura de Geddel na região cacaueira, busca uma vaga na concorrida eleição para o Parlamento estadual.
Alguns históricos fernandistas, como, por exemplo, os empresários Carlinhos da Bavil e Mané Cem, podem seguir um caminho diferente do chefe político. Ou seja, apoiar o também candidato Coronel Santana (PTN).
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Por meio de Decreto sem número, de 11 de junho de 2010, o presidente Luis Inácio Lula da Silva criou o Parque Nacional da Serra das Lontras, localizado nos Municípios de Arataca e Una, no Estado da Bahia. Entre os objetivos do parque estão preservar sua elevada riqueza biológica, possibilitar o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, recreação em contato com a natureza e turismo ecológico, bem como o desenvolvimento de pesquisa científica.
Entretanto, o parágrafo quarto de decreto tem “levantado os cabelos” dos ambientalistas, que estranharam a permissão do desenvolvimento de atividades minerarias na zona de amortecimento do Parque Nacional da Serra das Lontras, desde que autorizadas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e licenciadas pelo órgão ambiental competente até a data de publicação deste Decreto. A conservação ambiental e a mineração são consideradas atividades opostas.
Segundo o engenheiro agrônomo chefe do escritório da Ceplac em Arataca, Jorge Macedo, o decreto presidencial quebrou todos os paradigmas ao autorizar atividades mineradoras junto à área.
No Cia da Notícia, leia mais sobre a confusão

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57% dos eleitores identificam que Lula apoia Wagner.

A pesquisa Datafolha divulgada no último final de semana revelou que 36% dos baianos não sabem quem o presidente Lula apoia (ou pode apoiar) na corrida ao Palácio de Ondina. Dos sete nomes na disputa, apenas Jaques Wagner (PT) e Geddel Vieira Lima (PMDB) pertencem à base do presidente.
Dos 1.086 entrevistados na Bahia, 57% disseram que Lula apoiam o governador Jaques Wagner, 7% acreditam ser Geddel e, olhe só!, 3% acham que o mandatário do País vai mesmo é dar o seu aval ao ex-governador Paulo Souto (DEM), adversário do governo federal.
No estrato por sexo, apenas 54% das mulheres sabem identificar quem pode levar ou tem o apoio do presidente de maior aprovação popular da história recente do Brasil. No universo masculino pesquisado, esse percentual de acerto sobe para 75%.
Para 3%, Souto tem apoio de Lula.

A confusão ou desconhecimento talvez possa ser creditado à existência de palanque duplo para a candidatura presidencial de Dilma Rousseff, defendida por Lula. Conforme a pesquisa, 46% dos eleitores votariam com certeza em um nome apoiado por Lula. E 25% talvez votem.
A pesquisa Datafolha foi realizada de 20 a 23 de julho e ouviu 1.086 eleitores em 41 municípios baianos. A pesquisa também diferiu as preferências ao governo entre eleitores do interior e Região Metropolitana de Salvador (RMS).
Os percentuais mostram que Wagner tem 47% das intenções de voto na capital e RMS e 43% no interior, perfazendo 44% das intenções de voto no geral. Souto é o único dos três principais nomes que mantém percentual idêntico tanto na região metropolitana como no interior: 23%. No caso de Geddel, ele tem 9% na RMS e 14% no interior.
O levantamento do Datafolha mostra que 65% ainda não têm candidato ao Senado (são duas vagas em disputa). Na pesquisa espontânea para o governo do estado, 54% ainda não definiram em quem votar. Na estimulada, o percentual é de 13%.
Confira o raio-x da pesquisa Datafolha na Bahia

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A pesquisa eleitoral Datafolha, publicada ontem, revela que o presidente Lula tem influência decisiva sobre as intenções de voto de 46% dos eleitores baianos. É o grupo dos que dizem que votariam, com certeza, em um nome a governador indicado pelo presidente da República.
Na Bahia, aponta o instituto, o governador Jaques Wagner (PT) tem 44% das intenções de voto e Geddel Vieira Lima (PMDB), 12%. Ambos pertencem à ala governista. O oposicionista Paulo Souto (DEM) possui 23% das intenções de voto, conforme o Datafolha (confira aqui a última pesquisa sobre o cenário baiano).
Na Bahia, o instituto ouviu 1.060 eleitores. Ainda nesta semana, a Folha de São Paulo, dona do Datafolha, também publicará os resultados para o Senado Federal e a avaliação do governo do prefeito de Salvador, João Henrique (PMDB).

DILMA E SERRA EMPATADOS

O Datafolha de ontem também aferiu as intenções de voto para presidente da República. Foram ouvidos  O tucano José Serra e a petista Dilma Rousseff estão empatados com 37% e 36%, respectivamente. Marina Silva (PV) pontua com 10%. Plínio de Arruda (PSOL) e Zé Maria (PSTU) têm 1%, cada.
No segundo turno, é repetido empate técnico entre Serra e Dilma. Nesse caso, a petista tem 46% e o tucano fica com 45%. Na espontânea, o tucano tem 16% e Dilma, 21%. Marina tem 4%. A pesquisa nacional ouviu 10.905 eleitores. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.
A pesquisa mostra que 41% dos eleitores acreditam que Dilma Rousseff sairá vencedora da disputa eleitoral, ante 30% dos que creem na vitória do tucano José Serra e 2% levam fé em Marina, presidente. A pesquisa foi feita de 20 a 23 de julho.

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O ex-ministro e candidato a governador Geddel Vieira Lima não acompanhará o presidente Lula na entrega da Comenda 2 de Julho, hoje em Salvador, e no encontro com agricultores familiares, amanhã em Feira de Santana. A alegação é que sua presença é vetada pela legislação eleitoral.
Porém, o burburinho é que o ex-ministro não foi convidado para a festa na capital baiana. Também não deve ir a Feira, porque teme levar mais uma daquelas sonoras vaia dos agricultores familiares – e de petistas infiltrados. E quando o assunto é vaia, Geddel tem pesadelos. A que ele levou na inauguração do gasoduto em Itabuna ainda ressoa nos seus ouvidos até hoje.

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Em 2002, Lula teve vitória apertada em Itabuna

Jutahy: premissa falsa.

A principal figura do PSDB na Bahia, o deputado federal Jutahy Júnior, partiu de premissa falsa para dizer que acredita numa vitória histórica do presidenciável José Serra em outubro, diante da petista Dilma Rousseff.
Na entrevista que concedeu ao Trombone (veja aqui), Jutahy afirmou: “Tenho convicção da vitória de Serra na disputa presidencial, inclusive em Itabuna, como ocorreu em 2002, no segundo turno, contra Lula”.
Caso a história se repita, a vitória será de outro candidato. É que em 2002 o tucano foi derrotado em Itabuna pelo atual presidente da República tanto no primeiro quanto no segundo turno: Lula obteve 48.145 votos e Serra ficou com 44.055 votos no embate direto, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Quando considerado o primeiro turno, Lula obteve 34.827 votos e Serra, em quarto, registrou 10.226 votos. O segundo mais votado naquela peleja de 2002 no primeiro turno em Tabocas City foi Ciro Gomes. À época no PPS e apoiado por Fernando Gomes, o ex-governador cearense teve aqui 23.195 votos. O terceiro foi Garotinho, então no PSB, com 21.439.
Reconheça-se, no entanto, que há oito anos Itabuna era governado pelo deputado federal Geraldo Simões. O resultado do segundo turno, quando Serra quase bate Lula no município, deixou GS com a imagem arranhada. Serra teve o apoio do ex-prefeito Fernando Gomes.
O presidenciável tucano ficou a pouco mais de 4 mil votos do atual presidente da República, mesmo não tendo a mínima estrutura de campanha em “Tabocas”. Simbolicamente, foi uma vitória. Mas como a urna só admite a frieza dos números, o “Barbudinho” saiu vencedor em Itabuna e no plano nacional. Tornou-se o presidentente.
Leia sobre a visita de Serra ao sul da Bahia:

500 PESSOAS RECEPCIONAM SERRA EM ITABUNA

SERRA DIZ QUE É FAVORÁVEL À ZPE EM ILHÉUS

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Lá na minha terra

Nesta viagem à África, Lula foi citar, num discurso, a hospitalidade dos brasileiros, em especial dos nordestinos, para receber os estrangeiros na Copa de 2014. De um jeito todo particular:
– O povo do Nordeste não entende inglês, mas fala por mímica. É fantástica a capacidade do povo brasileiro de “mimicar”.

Segue…

Logo depois, perguntou a um assessor se o verbo existia. Diante da negativa, limitou-se a rir – como a plateia.
Da coluna do jornalista Ancelmo Gois
EM TEMPO: o verbo “mimicar” é reconhecido pelo Dicionário Aurélio: – Mimicar v.t.Bras. Exprimir por gestos; gesticular.