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Durante o século XX, o Sul da Bahia conviveu, numa espécie de montanha-russa, com as delícias e as agruras da monocultura. Como em nenhuma outra parte do planeta, o cacau encontrou aqui o solo fértil para brotar com uma qualidade inigualável, gerando muita riqueza e relativo desenvolvimento.

Apesar das crises cíclicas, duas delas terríveis, que originaram a criação do Instituto de Cacau da Bahia e depois da Ceplac, ambos destinadas a promover a recuperação de uma lavoura momentaneamente em frangalhos, o cacau foi suficiente não apenas para manter o Sul da Bahia com a mais próspera região do estado como, com o ICMS, alavancar o desenvolvimento da região metropolitana de Salvador.

Leia mais no Blog do Thame.

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Do Política Etc:

Que governo é esse do Capitão Azevedo, que parece ser de todo mundo e ao mesmo tempo de ninguém? Nesses últimos dois anos e pouco, a Prefeitura de Itabuna transformou-se em verdadeira “Casa de Noca”, onde um prefeito-fantoche acha que governar é proferir chavões e desfilar pela cidade como se tudo estivesse às mil maravilhas.

Azevedo é um militar que desconhece princípios elementares de hierarquia. Não comanda e é adepto do “deixa como está pra ver como é que fica”. Governante sem atitude e sem pulso, que não delega o poder como meio de administrar, mas permite que a gestão seja loteada por pura incompetência.

Sem querer desmerecer a secretária particular, uma funcionária de carreira da administração municipal, mas é inconcebível que a servidora responsável por atividades secundárias tenha acumulado um poder que faz dela uma das figuras mais respeitadas (e temidas) no governo local. Perante ela, ocupantes do primeiro escalão tremem, encolhem, baixam a cabeça, por saber que estão diante de quem realmente manda e desmanda.

O prefeito, que tem mil preocupações antes daquelas que resultam do voto popular, vai deixando o barco correr. Enquanto isso, finge que governa e atribui as debilidades de sua gestão acéfala a traidores reais e imaginários, aos petistas e à vilã da novela das oito. Seria de grande proveito se fizesse uma auto-análise, pois assim descobriria onde está o verdadeiro problema.

Também seria de grande valia para Azevedo observar os fluxos de poder paralelo que vêm se formando ao longo de sua gestão. No núcleo duro do governo surgiu um enorme e purulento furúnculo e é preciso remover o carnegão para recuperar a área atingida. A operação dói um pouco e exige coragem.

Será que o prefeito tem?

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Ricardo Ribeiro | ricardoribeiro@pimentanamuqueca.com.br

Ouvia hoje uma moça que estudou a carreira de Nara Leão e montou um espetáculo sobre a intérprete. Já passei em bares do Rio Vermelho onde jovens se divertiam ao som de um belo chorinho. Música de qualidade, brasileiríssima, fiel às nossas raízes, mas um oásis em meio à baixaria que ainda não reina, mas tumultua.

No Natal, percebi o “rei” Roberto Carlos um tanto incomodado, sem graça diante da apresentação do convidado Exaltasamba em seu especial de fim de ano. A banda, sem a menor reverência à Sua Majestade, entoou a apelativa música que chama a uma “fugidinha”. Era para ser um dueto, mas Roberto não cantou, apenas corou.

Não serve de consolo, mas a fuleiragem não é monopólio baiano. Está no funk carioca e nas músicas americanas que agridem os ouvidos e o ser humano, fazendo imerecido sucesso junto a pessoas que não se dispõem a refletir sobre o que ouvem. A música não é de pobre, como insinuou um defensor do estilo, mas serve para estigmatizar, humilhar, diminuir, ridicularizar e achincalhar exatamente o pobre.

Só ouve esse tipo de lixo quem ainda não teve acesso à boa música, aquela que faz bem ao espírito, que alegra e garante a festa, porém com criatividade, sutileza, inteligência. Mas nunca é tarde para procurar saber o que é bom, abandonando essas coisas que dizem ser de duplo sentido, mas não têm sentido algum.

Por isso tive grande satisfação ao ler o artigo de Daniel Thame publicado no PIMENTA (confira). Até porque, assim como o amigo, este escriba também foi submetido a uma tortura mental ao tentar passar alguns dias em confraternização familiar em um condomínio praiano na zona norte de Ilhéus. Acabei adoecendo e tenho certeza de que os sintomas da virose foram agravados pelo repertório que tocava na rua e em casas vizinhas, a um volume tão indecoroso quanto as letras das porcarias.

Estou plenamente convencido de que esse lixo, além de incomodar, também faz mal à saúde.

Ricardo Ribeiro é um dos blogueiros do PIMENTA e também escreve no Política Etc.

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Blog do jornalista Paixão Barbosa:

Caso não fosse evangélico, seria bom o prefeito João Henrique (ainda no PMDB) ir procurar urgentemente alguém que lhe ministrasse um banho de folhas ou lhe desse alguns passes para afastar a energia negativa que enche de nuvens a área da Praça Municipal de Salvador. Ao agir de surpresa e promover uma mudança gigantesca nos quadros do seu secretariado, ele tentou mudar o quadro negativo dos últimos meses e dar uma guinada em direção a ares mais saudáveis para sua imagem e popularidade.

Porém, revelando a improvisação que parece ter cercado todo o pacote, o prefeito recebeu, de imediato, a negativa do nome que havia escolhido para a Secretaria da Fazenda e teve que indicar outro, às pressas. Também teve que fazer ajustes em outras posições antes anunciadas como fechadas. E, nesta quarta-feira, mais dois golpes: a recusa do vereador Téo Sena de ser líder da bancada governista e a renúncia do vereador Alfredo Mangueira ao posto de chefe da Casa Civil da Prefeitura.

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Rosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

Celebramos a chegada de 2011. No ano que passou, tivemos alegrias, tristezas, frustrações, decepções, derrotas e vitórias. Perdemos algum amigo ou parente, mas também comemoramos a chegada de algum recém-nascido. Todos esses sentimentos estão diretamente ligados ao ciclo da vida humana e até mesmo a morte faz parte desse contexto.

Caberá a cada um de nós entendermos a ação da mão de Deus e valorizar aquilo que nos fará fortes e vencedores ou, simplesmente, caracterizar aqueles que se comportarão como derrotados e invocarão sempre as mazelas e dores acumuladas ao longo dessa caminhada.

A oportunidade é para agradecermos as conquistas. Para rever atitudes, corrigir rumos, planejar novos objetivos, fixar metas e traçar estratégias. É preciso ser firme e entender que a diferença entre vencedores e vencidos estará sempre na forma com que cada pessoa enfrenta os desafios cotidianos.

Não devemos encontrar culpados para os nossos problemas, mas entender que todos nós somos responsáveis por tudo que nos acontece e que só com o exercício da humildade e do perdão conseguiremos evoluir enquanto ser humano.

Que o ano de 2011 permita que vençamos as adversidades encontradas no caminho. Que possamos valorizar e respeitar a vida e adotar sempre postura de lucidez diante das contrariedades. Sejamos autores da nossa história e não vítimas dela. Procuremos entender os outros além do que é superficial.

Sejamos felizes e conscientes de que o indivíduo só é importante quando transcende a posição de ser isolado e passa a fazer parte, de modo efetivo e participativo, da sua comunidade.

Adeus ano velho e Feliz ano novo!

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Ricardo Ribeiro | ricardoribeiro@pimentanamuqueca.com.br
Fim de ano é momento propício à renovação de projetos e construção de novas aspirações. É nesse embalo que meu coração bate nesse ocaso de 2010, com um otimismo que felizmente sobrevive às intempéries.
Temos visto, seguidamente, esperanças se transformarem em frustrações. Mesmo que alguns de nossos heróis tenham morrido de overdose e ainda haja tantos inimigos no poder, sinto uma incrível necessidade de acreditar. É como se fosse uma vacina, um remédio, um elixir ou simplesmente uma tática para não desesperar jamais. Simplesmente, vejo apenas vantagens no pensar positivo, em apostar no sorriso franco e no abraço caloroso, no ouvir bastante e falar com cautela, no propor em vez de reclamar.
Torço para que, em 2011, todos possamos assumir uma atitude de cooperação. Que tenhamos a capacidade de nos colocar no lugar do outro, entendê-lo como ser humano e somente cobrar na medida em que aceitamos ser cobrados, sem exigir nada além disso.
Proponho um ano novo em que deixemos de esperar pelas soluções que nunca vêm e comecemos a participar com disposição e sinceridade da vida política e comunitária. Logicamente, sem esquecer da família, que é onde tudo começa… Para o bem e para o mal.
Não nos iludamos. Os novos eleitos não serão salvadores da pátria, não farão milagres e, se muito, cumprirão uns 10% do que prometeram. Portanto, você tem duas alternativas: ou fica 90% frustrado ou vai em busca do que é seu de direito. Eu vou.
Feliz Ano Novo!
Ricardo Ribeiro é um dos blogueiros do PIMENTA e também escreve no Política Etc.

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Do Política Etc:
Não dá para saber direito o que o atual prefeito de Itabuna queria dizer quando afirmava, até algum tempo atrás, que o forte do seu governo era o planejamento. Hoje, a partir do rumo que a administração tomou (para não dizer que ela caminha em total falta de rumo), é possível registrar, sem medo de incorrer num equívoco, que José Nilton Azevedo não tinha a menor ideia do que declarava e apenas repetia, da boca pra fora, algo que lhe orientaram a falar.
Soubesse o povo antecipadamente que a coisa era falsa e encenada, talvez tivesse sido possível evitar a catástrofe política e administrativa que ora Itabuna vive. Azevedo se mostra um prefeito ausente, omisso, um militar que não tem voz ativa, age como subalterno, desconhece hierarquia e promove desordem. Da caserna, nada trouxe além da patente de capitão.
Enquanto o milico brinca de administrar, seu governo vai necrosando e não se sabe aonde isso tudo vai parar. Pior é que à incúria administrativa se associam casos de corrupção e bandalheira política. Nunca antes na história de Itabuna um governo municipal foi tantas vezes personagem do noticiário policial (perdoem a rima) como nesses últimos dois anos.
Na Câmara, o caos também é produzido por uma articulação política atabolhoada que tem sua raízes no Executivo. Grupelhos internos, cada um com seus interesses, tentam fazer uma interlocução particular. Não há unidade porque não existe comando.
O legislativo itabunense tem hoje um presidente desnorteado em exercício e dois presidentes eleitos para o próximo biênio, cada um dizendo que lhe assiste o direito de assumir a casa. Do outro lado do hospício (ou circo), estão os pseudo-articulistas do governo, semeando o caos.
Uns dizem que é barbeiragem mesmo, mas há quem atribua essa condução errática ao “gênio político” de uma eminência parda da Prefeitura, que pratica a regra maquiavélica de dividir para reinar. É possível, mas irresponsabilidade tem limite.

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Walmir Rosário | ciadanoticia@ciadanoticia.com.br
É chegado o fim de ano, e nesta época, costumeiramente, sempre fazemos uma reflexão sobre os trezentos e tantos dias passados. Reflexão sempre é benéfica, pois analisamos a vida completa, os erros e acertos, as perdas e ganhos. Mas a simples análise, por si só, não vale nada caso não procuremos mudar nos quesitos erros e perdas.
Pois é. Com base nessa premissa, faço minhas reflexões, sobretudo pelos recados que me mandam, seja pessoalmente ou através de e-mails e comentários no CIA DA NOTÍCIA ou outros sites que publicam nossos artigos. Ultimamente, alguns têm me dado conselhos, notadamente quando o assunto é Prefeitura de Itabuna, ou melhor, a atual administração.
Em outra direção, também ouço que não devo parar com meus comentários nos artigos acerca da situação de Itabuna – péssima por sinal –, sem qualquer tendência de dar uma guinada e melhorar. Essas pessoas acreditam que estou prestando um serviço à sociedade e que tenho coragem suficiente para emitir juízo de valor sobre os acontecimentos políticos.
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Do Política Etc:
Há cerca de dois meses, a insatisfação com os serviços prestados pela operadora Oi me levaram a recorrer à portabilidade. A opção foi pela TIM, que oferece um plano chamado Liberty, mas que também poderia ser apelidado como Esparrela, se a verdade fosse respeitada na hora de se definir os nomes desses pacotes.
Na época, um amigo até vaticinou: “rapaz, você vai mudar e daqui a algum tempo estará novamente insatisfeito porque nenhuma operadora presta no Brasil”. De qualquer maneira, a paciência com a Oi já havia esgotado e até dava para aceitar a ideia de mudar para uma empresa tão fuleira quanto, desde que fosse outra.
A decepção não demorou. Antes de vencer a segunda conta, este blogueiro recebe uma mensagem de texto da TIM, informando que a linha seria bloqueada em 24 horas, “por excesso de consumo”. Friso que não foi por falta de pagamento, mas simplesmente porque a operadora inclui no contrato (que ninguém lê) uma cláusula que lhe dá o direito de interromper os serviços quando o consumo do cliente ultrapassa determinado limite. A empresa diz que é uma proteção ao cliente, mas não passa de uma presunção de que o otário que confiou na TIM é um caloteiro em potencial.
Acionei o serviço de atendimento ao cliente da empresa. Somente na terceira tentativa, consegui conversar com a funcionária do “setor responsável”. Ela, candidamente, afirmou que o bloqueio somente seria retirado se eu antecipasse o pagamento da conta que irá vencer no dia 7 de janeiro. Pense num absurdo!
Argumentei com a Caroline (esse era o nome dela)  que  a exigência era absurda, despropositada e desrespeitosa, além de não achar respaldo no Código de Defesa do Consumidor. Deixei claro que recorreria à justiça contra a empresa, já que a mesma – em atitude contrária à lei – pune o cliente com o bloqueio do serviço antes do vencimento da fatura. Para a TIM, o cliente não passa de um caloteiro presumido.
Isso é desrespeito sem fronteiras.

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Walmir Rosário | ciadanoticia@ciadanoticia.com.br
Era uma vez. É assim que começam as estórias, principalmente os ‘Contos da Carochinha’ que fomos acostumados a ouvir desde os tempos de menino. Agora, já na idade adulta, continuamos a ouvir esse tipo de ‘lorotas’, só que não mais de nossos amigos e pessoas da família, com o intuito de nos fazer dormir, mas pelos políticos, especialmente os ocupantes de cargos públicos.
Em Itabuna, o prefeito capitão Azevedo se tornou useiro e vezeiro dessa prática. Seus discursos – tanto de viva voz como através dos comunicados à imprensa – são vistos com desconfiança. Se disser que vai apurar com todo o rigor é porque nada fará para esclarecer, sobretudo acaso envolvam os amigos.
E olha que o prefeito está ficando famoso pelas companhias que faz questão de cultivar. Amigos ruins cujas presenças constantes a lhe cercar prejudicam sua imagem e de seu governo. Assim dizem os populares nas ruas, os comunicadores nos seus veículos de comunicação, os políticos nos seus encontros com eleitores, enfim, as más companhias do prefeito são voz corrente em Itabuna e adjacências. E a voz do povo é a voz de Deus.
Não é de hoje que o prefeito promete promover uma ampla e irrestrita reforma administrativa, com a finalidade de dar uma “sacudida” em seu governo. Mas até agora nada foi feito e já virou até motivo de piada. Outra ação prometida seria a exoneração de ocupantes de cargos de confiança, com a finalidade anunciada de ajustar as despesas com pessoal dentro do limite constitucional de 54%.
A título de ajuste na folha de pessoal, Azevedo cortou apenas alguns cargos minguados, decepando somente a cabeça de servidores com baixos salários, deixando intocável uma legião de servidores temporários – atualmente são quase mil servidores -, que tiveram suas presenças justificadas pelas infindáveis e ambíguas seleções públicas realizadas ao longo dos últimos dois anos. É bom lembrar que seu antecessor deixou esse número zerado, fruto de um compromisso assumido com os representantes do Ministério Público do Trabalho e MP estadual.
Sem mencionar aqui mais uma vez aqueles comissionados que, apesar de receberem regularmente, ninguém sabe dizer onde trabalham ou o que fazem, mas por possuírem padrinhos fortes, seguem tranqüilos e inabaláveis a rechear a folha de pagamento. O resultado final foi que a medida foi considerada um fiasco, diante da necessidade de ajuste do limite constitucional para gastos com pessoal, economizando apenas R$ 40 mil.
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Que a mesa diretora da Câmara de Vereadores de Itabuna eleita no dia 30 de novembro é governista, não há dúvidas. Apesar de contar com o apoio do que resta da oposição, a mesa tem todos os seus cargos ocupados por membros da situação.
Ruy Machado, o possível futuro presidente (porque há outra mesa anteriormente eleita e não se sabe ao certo qual será confirmada), afirma independência, mas suas relações políticas são tão complicadas, que ninguém acredita muito nessa tal liberdade.
Tornou-se versão aceita e difundida que a disputa pela Mesa da Câmara se travou entre duas “facções” do governo Azevedo. Uma liderada pelo secretário da Administração Gilson Nascimento e outra sob o comando da secretária particular do prefeito, Joelma Reis, que na curiosa estrutura da administração municipal tem status de primeira-ministra.
É verdade que esses dois próceres do governo Azevedo vêm duelando há algum tempo e realmente disputaram a Mesa do legislativo, inclusive com loteamento prévio de cargos.
Venceu Machado, o escolhido de Gilson Nascimento. Mas há quem diga que, independente do nome escolhido, há um secretário de Azevedo que não perderia de jeito nenhum. Ele se chama Carlos Burgos, o titular da Fazenda e que, em tese, apoiaria Gramacho…
Em tese, porque alguns fatos sugerem que a coisa não é tão simples. Machado entrou com uma ação judicial contra Roberto de Souza, que reivindica a condição de presidente eleito, com o benefício da anterioridade e sem a mácula de ter invadido o plenário para garantir sua eleição.  E o advogado do autor da ação faz parte do escritório de um certo Carlos Burgos.
Ou seja, tudo em casa… E a independência, ó…

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Walmir Rosário | ciadanoticia@ciadanoticia.com.br
O prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, causa enormes prejuízos à imagem da cidade ao se posicionar ora apoiando o candidato à presidência da Câmara, Ruy Machado, ora o esquema do atual presidente Clóvis Loiola. Além de achincalhar o Poder Legislativo, o prefeito cria uma competição canibalista entre seus secretários, que passam a apoiar candidatos diferentes para a presidência da Câmara.
Essa prática, aliás, não é coisa nova e foi vista largamente durante a última campanha política, quando Azevedo apoiou, ou mandou apoiar, dezenas de candidatos a deputado (federal e estadual). Resultado, não proporcionou uma votação expressiva a nenhum deles, nivelando-se por baixo como um cabo eleitoral sem qualquer expressão.
Na própria Prefeitura, as opiniões eram muito divergentes – tanto na campanha política de 3 de outubro como na disputa pela Mesa da Câmara. Tanto naquela época como agora, o único secretário que demonstrou maturidade política foi o da Administração, Gilson Nascimento. Deu a maior votação – entre os secretários – ao seu candidato, nesse caso ao deputado federal Luiz Argôlo, enquanto os outros foram considerados inexpressivos.
Pois bem, a história se repetiu agora para a eleição da Mesa Diretora. Desde o início de negociações, o preferido de Gilson sempre foi o vereador Milton Cerqueira, porém o secretário costurou acordos, recuando quando necessário, galvanizando apoios na oposição, enfim, formando a chapa vitoriosa sob a liderança de Ruy Machado.
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O artigo escrito pelo jornalista Elio Gaspari,, e publicado neste domingo n’O Globo, esclarece bastante porque a diplomacia brasileira tem enfrentado severo bombardeio da grande imprensa e da direitona conservadora.
Os americanos, cujos interesses têm no Brasil ferrenhos e engajados defensores, vêm há muito tempo procurando minar a supremacia do Itamaraty nas negociações internacionais. Aos olhos dos “donos do mundo”, os diplomatas tupiniquins agem com excessiva independência.
Clique aqui para ler o artigo.

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Editorial do Jornal Bahia Online:
A jovem Letícia Lázaro, a ex-amante do secretário afastado Augusto Macedo, não era apenas servidora do Bolsa Família em Ilhéus. Era beneficiária do programa, destinado pelo governo federal para aqueles que vivem em situação de extrema pobreza, o que não vem a ser, nem de longe, o caso de Letícia. Seria apenas mais um exemplo de descontrole público e de desrespeito aos que mais precisam, não fosse um instigante detalhe. Letícia é estudante. Cursa uma universidade pública – portanto, paga por todos nós -, Ciências Sociais. Estuda todos os dias os aspectos sociais da vida humana e se prepara para atuar e refletir criticamente sobre os problemas da realidade social, sobretudo a brasileira.
Ao que parece, Letícia não tem aprendido a lição. Prefere, na prática, exercer o papel inverso daquele herói mítico inglês que teria vivido no século XIII que, para uns, nada mais era do que um fora-da-lei. E, para outros, um dos maiores heróis da Inglaterra. Robin Hood, roubava dos ricos para dar para os pobres. Era ajudado por seus amigos “João Pequeno” e “Frei Tuck”, entre outros moradores de Sherwood. Trazendo a “realidade” do interiorzinho da Inglaterra, para a não menos provinciana Ilhéus, enriquece-se esta história virada ao avesso adicionando uma pitada quente de uma relação afetiva que, ao seu fim, revelou trocas de acusações e farpas e uma população que já não sabe mais em quem acreditar. E nem o que fazer.
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Ricardo Ribeiro | ricardoribeiro@pimentanamuqueca.com.br
O vereador Claudevane Leite (PT) é dos poucos integrantes do legislativo itabunense pelos quais este blogueiro sempre nutriu admiração. Sóbrio, tranquilo, de uma humildade franciscana, Vane (assim ele é carinhosamente chamado por todos) jamais ofereceu qualquer chance para que duvidassem de seu caráter.
Alguns podem dizer que, no momento em que o petista passou a se relacionar bem demais com o governo do DEM, ele já dava mostras de certa “flexibilidade”. Mas, na dúvida, pesou mais a boa fama do vereador que, como tantas outras pessoas, considerava oportuno dar um voto de confiança à nova gestão (quando ela ainda era nova). Petista heterodoxo, Vane chegou a ser alertado pelo seu partido quando a afabilidade com o os democratas ficou exagerada.
Veio a Comissão Especial de Inqúerito da Câmara de Vereadores e o petista foi escolhido relator. As denúncias eram cabeludas e pareciam indicar a existência de uma quadrilha no legislativo, com ramificações de extensão indefinida. Acreditava-se que a CEI não só confirmaria as suspeitas de sempre, como também destruiria reputações até então tidas como inabaláveis.
Sessenta dias de trabalho e Vane se mostrava inquieto. Revelou que era pressionado a cobrir o relatório da CEI com mussarela, presunto e molho de tomate, mas garantiu que estava firme e iria até o fim. Mesmo antes de ler o parecer em plenário, o petista demonstrava a intenção de levá-lo ao Ministério Público, sendo impedido pelo presidente da Câmara, Clóvis Loiola (PPS), hoje tutelado pelo Executivo.
Lembro-me de Vane na sala das comissões técnicas da Câmara, diante de alguns profissionais de imprensa, mostrando-se decepcionado por não ter conseguido – naquela ocasião (o dia era 5 de novembro) – protocolar o relatório da CEI no Ministério Público. Ele repetia a orientação da Secretaria Parlamentar, informando que somente poderia apresentar o documento ao MP após a leitura do mesmo em plenário, o que dependia de autorização de Loiola.
O relatório da CEI foi lido finalmente no dia 16 e esperava-se que, logo em seguida, o documento chegasse ao MP. A pressa demonstrada por Vane fazia todos crerem que, imediatamente após a leitura em plenário, o vereador sairia em disparada até o escritório da Promotoria, situado a poucos metros da sede do Legislativo.
A pergunta é: por que Vane não foi ao MP? Essa é a indagação que tentamos fazer ao vereador desde sexta-feira (26), mas seu telefone celular encontrava-se desligado em todas as tentativas. Também perguntaríamos se o petista manterá a disposição de votar em Ruy Machado (PRP) para a presidência da Câmara, mesmo com a recomendação em sentido contrário feita pelo PT. Infelizmente, Vane parece não estar com muita vontade de dar explicações. Por que será?
A atual situação da Câmara de Itabuna aguça desconfianças. Sabe-se que uma apuração rigorosa dos malfeitos daquela casa pouparia pouquíssimas cabeças, o que talvez explique o acordão feito entre governistas e oposicionistas para mudar o regimento e eleger uma nova mesa diretora presidida pelo vereador Ruy Machado.
De mãos dadas, governo e oposição tentam flutuar na lama, enquanto a parcela atenta da sociedade acompanha tudo estarrecida.
Ricardo Ribeiro é um dos blogueiros responsáveis pelo PIMENTA e também escreve no Política Etc.